09 novembro, 2017

Os rostos dizem um pouco, mas não dizem tudo

Resultado de imagem para Quem é João Paulo Rebêlo
João Paulo Rebêlo
(Sec.Estado da Juventude e Desporto)


A primeira decisão a tomar por quem de direito (que em Portugal não faço ideia o que seja) para acabar com a violência no futebol português, é dar um ponta-pé no traseiro destes dois cromos. 

Se não forem capazes de os despachar para o futebol do Burquina Faso, que então os mergulhem nas cloacas da terra. Mas não se esqueçam de tapar o nariz. 



Resultado de imagem para Quem é Augusto Baganha
Augusto Baganha
(Presidente do IPDJ)

07 novembro, 2017

Apontamento em modo de alerta

Resultado de imagem para jornalistas
Impostores e vendidos

É claro que o post de ontem era ironia, apesar de realista. Às vezes, é preferível levar estas imundices públicas para o lado do sarcasmo, e impedir que a revolta  nos mate, do que sofrer pela consciência de não estarmos a sonhar.

As cenas de violência sempre que joga o Benfica, continuam com a cumplicidade inqualificável da comunicação social e do Governo. No domingo foi em Guimarães, com os media mais uma vez a trocarem o nome ao clube responsável.

Nem vale a pena falar da FPF, ou da Liga, porque já provaram ser uns incompetentes. Mais uns mercenários do mundo do futebol. Os jornalistas, os poucos que ainda possam ter uma pequena ideia do que é a dignidade, homens e mulheres, não podem queixar-se, se alguma vez sofrerem as consequências pela omissão do que se está a passar. Vão ficar conhecidos na história pelos profissionais da comunicação mais fanáticos do século XXI. Da fama já ninguém os livra.

Pela enésima vez, deixo o aviso: se o FCPorto não reclamar para si justiça, a quem de direito, sujeita-se a ser (mais uma vez) cilindrado por uma seita de mafiosos.

Se isso acontecer, não esperem pela minha compreensão, porque tudo tem limites. 

06 novembro, 2017

Sou eu que estou errado, peço desculpa aos ofendidos

Resultado de imagem para SAD  do benfica
Tudo gente virtuosa...


Hesito, se o deva dizer, mas começo a pensar que os partidos políticos e os governos que sucessivamente juraram fidelidade à Constituição, foram todos muito sérios, muito competentes, e por isso sou eu que tenho uma perspectiva equívoca das responsabilidades.

Em síntese, concluí:
  • que é digno, e requintadamente pedagógico para os cidadãos, que os Governos, bem como os partidos políticos, não repudiem programas desportivos que passam o tempo a insultar e a conspirar contra os adversários. Mea culpa, que sempre pensei ser impossível usufruir da verdadeira Liberdade sem a contenção de respeito que os bons costumes recomendam.

  • que é natural, e profundamente eficaz para a união do país, permitir a deputados no activo, a participação nesses programas, tratando clubes de outras regiões com o fanatismo de verdadeiros jihadistas. Afinal, estava errado quando pensei que posturas dessas podiam gerar divisões separatistas e a perda de confiança na classe política. Afinal, incitam à paz e à união.  

  • que é normal, que todo o universo da comunicação, dos jornais às rádios, e às televisões, famosos por serem autênticos predadores de escândalos e desgraças, em Portugal tenham estabelecido um pacto de não agressão (informação) em relação a ilegalidades relacionadas com o Benfica. Fiquei portanto a saber, que o Benfica beneficia de um estatuto de impunidade, até para crimes homicidas, mesmo que tal privilegio não conste em nenhum artigo da Constituição.

  • que em Portugal, é um abençoado sinal de racionalidade, presumir que a multidão ligada, directa ou indirectamente, às instituições aqui referidas, é tudo gente séria, e de  convicções muito fortes.

Chiu! Não digam a ninguém, estou a pensar seriamente em assaltar um banco e convidar toda a família a participar. Que diabo, também tenho direito a ser respeitado. Acho que vou mudar de clube...


Sofia Coppola no arranque do Porto/Post/Doc


Image de Sofia Coppola no arranque do Porto/Post/Doc
Nicole Kidman

‘The Beguiled’ será exibido no grande auditório do Rivoli, pelas 21h30.
A sequela do filme promovido por Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA durante os mandatos de Bill Clinton, sobre alterações climáticas e um documentário sobre a cantora e modelo Grace Jones são outros dos destaques do Porto/Post/Doc deste ano citados pelo organizador Dario Oliveira.
‘Uma Sequela Inconveniente: A Verdade ao Poder’, de Bonni Cohen e Jon Shenk enquanto sequela do premiado ‘Uma Verdade Inconveniente’, é exibido no dia 30 de novembro e trata-se de “um filme que urge ver”, segundo Dario Oliveira.
O documentário ‘Grace Jones: Bloodlight and Bami’, de Sophie Fiennes, que passa dia 2 de dezembro, às 21h30, no Rivoli, é outro dos filmes apontados por Dario Oliveira e que aparece na secção Transmission (cinema cruzado com a música), sendo “muito mais do que um ‘biopic’” da cantora.
‘The Unseen’, do checo Miroslav Janek, exibido dia 1 de dezembro, pelas 16h30, no pequeno auditório do Rivoli, é outro dos destaques.
“É um filme inesquecível em que o Miroslav Janek acompanha uma escola de cegos a quem é distribuída uma máquina fotográfica e os miúdos fazem o registo diário das suas atividades. Como eles dizem, em determinado momento do filme, para que as outras pessoas saibam o que é o dia-a-dia deles. É um filme que retrata um quotidiano com uma poética de cinema e com uma franqueza impressionante”, resume Dario Oliveira.
O Porto/Post/Doc conta com uma competição internacional com 12 filmes e vários programas paralelos a decorrerem no Rivoli, no Passos Manuel, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e no Maus Hábitos.
No âmbito do programa ‘Highlights’, é exibido também em antestreia um dos filmes-sensação de Cannes deste ano: ‘120 Battements par Minute’, do marroquino Robin Campillo.
Há ainda um programa especial dedicado ao tema do Arquivo e Memória, criado em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, para exibir filmes recentes que utilizam material de arquivo, de onde se destaca o foco dedicado ao centenário da morte de Jean Rouch, “o revolucionário e grande amigo da cidade do Porto e de Manoel de Oliveira”, explica Dario Oliveira.
Com um orçamento atual que ronda os 130 mil euros, o festival espera agora pelo resultado dos apoios para o triénio 2018-2020.
Apostar na programação e, particularmente, num projeto educativo são outras prioridades, porque a “alfabetização a partir das imagens é fundamental neste momento”, afirma Dario Oliveira.
(Porto24)

05 novembro, 2017

Um Porto sólido, e solidário, bebe-se sempre bem


Resultado de imagem para sergio conceição
Não faz o meu género deitar foguetes antes das festa, mas pelo que até ao momento foi capaz de fazer, em comparação com o que (não) fez Nuno Espírito Santo, tanto em termos de resultados, como no aspecto técnico e anímico, Sérgio Conceição deu passos de gigante.  Desse ponto de vista, o metro e noventa e um de NES, é de pigmeu ao lado de Sérgio.

Um homem que tem a coragem de lançar um guarda-redes novo e praticamente desconhecido como José Sá, e deixar a suplente uma vedeta de créditos firmados como Iker Casillas, sabendo o que isso significa num país como Portugal onde impera a má língua, só pode ser um homem de carácter. Aconteça o que acontecer, estarei sempre a seu lado.

Conceição, soube transformar uma equipa tímida e desmoralizada, por factores endógenos e exógenos, num conjunto de jogadores resistentes e combativos como já não havia memória. Pena é que o plantel seja curto, mas disso ele não tem culpa absolutamente nenhuma. Foi o que lhe deram para trabalhar. Mesmo assim, estou convencido que vai conseguir ter sucesso e ganhar troféus. E se tal não acontecer, é porque outros obstáculos se levantaram.

O que lhe desejo, assim como aos jogadores, é que sejam felizes, porque quem luta como eles têm lutado, é isso que merecem. E os adeptos também.

03 novembro, 2017

Chamemos os bois pelos nomes, há sempre um homem por detrás de uma instituição!


Resultado de imagem para Os Poderes

Casos há, como o conhecido escândalo dos e-mails, que mesmo sabendo que arriscamos ver a nossa vida completamente devassada, é um mau serviço que prestamos à sociedade fazer de conta que não sabemos quem são as pessoas com maiores responsabilidades pelo clima de impunidade de que o Benfica vem beneficiando.

Sem procurar tirar dividendos egocêntricos, ou de outro tipo, não me caem os parentes na lama se disser que (e acredito que os leitores o reconheçam) não estou com rodeios quando tenho de criticar quem quer que seja. Chamo, como diz o povo, os bois pelo nome, e é assim que tem de ser, desde que tenhamos consciência do que estamos a dizer. É o que tento fazer.

Como qualquer portista declarado, sigo piamente os programas do Porto Canal, Universo Porto da Bancada para actualizar a informação sobre o caso da "Cartilha Encarnada" (o título é meu), mais conhecido pela troca de e-mails clandestinos entre o Benfica e vários agentes do futebol. Por esta altura, acompanho-os de forma um pouco diferente, e explico porquê. Se nos programas iniciais tinha sempre curiosidade de os ver, para saber até que ponto eram graves, agora, que a PJ e o Ministério Público tomaram conta do assunto, e que já não saem a público tantas novidades, parece-me algo tímida a posição do FCPorto face a esta grande vigarice.

Em primeiro lugar, considero mais um acto de submissão inaceitável que Pinto da Costa, e respectiva SAD, tenham convidado o presidente da FPF para a tribuna de honra do Dragão, e fossem sentar-se ao lado dele. Por mais voltas que dê à cabeça, não compreendo tal atitude. Mesmo que por lei Fernando Gomes tenha direito a assistir a certos jogos, isso não justifica que obrigue Pinto da Costa a sentar-se ao seu lado, tendo em conta a postura distante, e diria mesmo sectária, que F. Gomes tem mantido com o FCPorto, bem como as declarações tendenciosas que fez no Parlamento com a história das ameaças aos árbitros.

Não me atrevo a especular, porque não gosto, apesar de estar bastante decepcionado com o presidente portista, ainda tenho memória do que fez de positivo pelo clube, mas este comportamento ambíguo só pode alimentar a suspeita. É um paradoxo, e não acredito nada que se trate de diplomacia formal. Repito, para mim, num momento em que temos motivos de queixa, contra tudo e contra todos (e agora não é um mero slogan), incluindo a Federação, esta postura permissiva é inaceitável.

No Porto Canal, as queixas repetem-se, mas começam a revelar-se monocórdicas por baterem sempre na mesma tecla, ou seja, os comentadores em vez de continuarem a queixar-se do silêncio da comunicação social e dos organismos que tutelam o futebol, já deviam ter dado um importante passo em frente que era citar sem tibiezas o nome de quem os lidera.

A RTP pertence ao Estado (o tal canal que uns gostam de dizer que é de todos, e nós sabemos que é mentira), tem um Presidente que é pago principescamente para ser no mínimo Honesto, chama-se Gonçalo Reis.

A SIC, tem Pinto Balsemão, um dos fundadores do PSD, que de tão democrata que é, não só não sabe a porcaria que se faz na sua empresa, como também não vê o que o Benfica anda a fazer de pedagógico para o enobrecer.

A TVI, é presidida por Bruno Santos, outro homem com problemas óptico-auditivos, requisitos estranhos para um líder de Comunicação. 

Referindo-me embora, aos lidéres destas grandes empresas, considero cumplíces deste flagrante atentado aos valores da democracia e da ética deontológica, todos os dirigentes subalternos que obedeceram como gado a directrizes editoriais desta estirpe. Portaram-se, não como gente, mas sim como cordeiros. 

Enfim, o que quero dizer, é que toda esta gente não pode continuar a passar entre os pingos da chuva, como se vivessem num mundo diferente, onde apenas à arraia-miúda são cobrados deveres. Não! Eles têm obrigações acrescidas, mais que não seja, cívicas!  Estas figuras, devem ser as primeiras a responder perante a Lei, porque estão a adulterá-la, ignorando-a! Esta gente não só permite, como fomenta a discriminação, neste caso, também no futebol, e muito em particular o FCPorto.

Por último, a classe política. Não só o Governo, como também a oposição, parecem viver dopados pelas drogas da Porta 18, porque não têm coragem para se pronunciarem sobre este escândalo. Querem votos? 

Leiam bem: pela parte que me toca, podem esperar deitados, ou desempregados. Cresçam! Façam-se gente responsável! Ser político, podem crer, hoje como sempre, em Portugal, não prestigia ninguém. Pelo menos, aos meus olhos. 

02 novembro, 2017

Agora, pergunto eu: o que passou se ?!?!?


Se a incoerência pagasse imposto, a SAD do FCPorto estava completamente falida. Se Roma não paga os seus traidores, paga o FCPorto.




Prefiro cenas mais saudáveis, como aqui em baixo ...

01 novembro, 2017

Força Porto, toca a aproveitar esta onda vencedora!


Este Porto tem uma grande virtude: uma excelente preparação física! 

Sérgio Conceição está a fazer um trabalho magnífico, se considerarmos os condicionalismos do plantel. Com tanto azar, logo aos 12 minutos com a lesão de Marega e já na fase final do jogo Corona, era impossível fazer melhor.

Tendo pela frente um adversário poderosíssimo, rápido, assertivo, talvez mais difícil do que equipas mais cotadas (convém não esquecer que é alemã), os jogadores foram uns verdadeiros guerreiros.

Parabéns rapazes!

LIXO!


Resultado de imagem para Estado de Direito é lixo
Mandam as regras de um Estado de Direito que nenhum Governo funcione contra o que está estabelecido na Lei, ou contra o direito civil, isto é, que os cidadãos se obriguem a respeitar as leis da sociedade em que vivem.

De igual modo, mandam as normas do código deontológico dos jornalistas, que, entre várias outras, respeitem as primeiras três:
  1.  O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.
  2. O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.
  3. O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.
Mediante o que tem sido divulgado pelo Porto Canal em primeira mão e praticamente em exclusivo, todos os outros meios de comunicação social, públicos e privados, desrespeitaram em toda a linha o ponto 1, e 2 dos estatutos, no caso "Apito Dourado", e ignoraram despudoradamente o ponto 3, no caso dos emails benfiquistas. É um facto, não têm como negá-lo!

Perante isto, tenho razões que cheguem para afirmar, sem receio de errar, que não só é uma grande mentira que em Portugal o Estado de Direito seja algo de íntegro e respeitável, como o Código Deontológico dos jornalistas sirva para alguma coisa.

Vá lá, nem tudo é mau. Com estas entidades a portarem-se de forma tão ordinária, nada, nem ninguém, me pode impedir de as colocar ao nível que merecem:  Lixo!

30 outubro, 2017

O Porto Canal pode e deve, fazer muito mais

Francisco J. Marques: «O polvo começa a perder força»
Francisco J. Marques

Após quatro anos consecutivos de permissividade consentida, por parte do Presidente do FCPorto, que custaram ao clube a perda de outros tantos campeonatos, só duas coisas mudaram: a contratação de um treinador competente, e de um director de comunicação corajoso. É melhor que nada, mas seria bem melhor se o Líder máximo desse o exemplo. Adiante.

Já aqui escrevi, e repito, que para acelerar o andamento das investigações me parecem curtas as denúncias dos emails apresentadas no programa Universo Porto da Bancada. Continuo a pensar que o FCPorto já devia ter enviado uma exposição ao Governo alegando justa perda de confiança nos organismos que tutelam o desporto (FPF, IPDJ e Liga), porque tem fortes razões para isso.

Posso estar enganado, mas acho que perdeu tempo ao não fazê-lo, mais que não seja por serem frequentes e demasiado evidentes os sinais de cumplicidade desses organismos com o Benfica. Quando a razão nos assiste, nada nos deve impedir de lutar pela legalidade, sobretudo depois de (e não apesar de), sabermos do branqueamento que os media lisboetas fazem ao que está acontecer. Essa, devia ser uma motivação para acentuarmos a indignação, e não para acreditarmos demais na Justiça. Portugal, também não é um exemplo nessa matéria, e se calhar é por causa desta má Justiça que continuamos na cauda da Europa. 

Se quisermos encarar este grave problema como um assunto do foro exclusivamente desportivo, como parece ser a posição do FCPorto/Universo Porto da Bancada, podemos fazê-lo, mas é repito, uma perda de tempo que nos pode sair cara, esgotados que foram os timings para os referidos organismos se retratarem e agirem dentro do que seria expectável. A audiência do presidente da FPF no Parlamento, só veio aumentar as suspeitas sobre a sua arbitrariedade, portanto é tempo de aumentar a exigência a nível de Justiça. Veremos, se este excesso de confiança, não nos reserva mais surpresas desagradáveis...

Se, pelo contrário, tivermos percebido que o tema já há muito ultrapassou o âmbito desportivo, e que é efectivamente um problema político, talvez ainda estejamos a tempo de recuperar o que já perdemos e aumentar a credibilidade das nossas contestações.

Tenho dúvidas que se o Governo fôr confrontado com uma queixa bem fundamentada pela SAD portista, enfatizando o laxismo e as incompetências dos organismos desportivos, assim como a negação da própria democracia, tenha a (má) coragem  de imitar o presidente da Federação e restantes departamentos.

Às vezes, sou levado a pensar que o FCPorto perdeu a noção do seu poder simbólico, e que ignora a força psicológica do mundo portista na mente de um político em termos eleitoralistas. O FCPorto não está a saber tirar partido desse jogo, dessa vulnerabilidade típica dos políticos. Com a aproximação das eleições, «são todos anti-centralistas», pois saibamos esgrimir os nossos argumentos com o poder da veracidade que contêm. Não queremos mais, nem precisamos.

Por isso, insisto: já devíamos ter usado o Porto Canal para discutir política, democracia, e comunicação social, no domínio desportivo.  Além de intelectualmente pedagógico, era uma forma de provar ao Governo que íamos continuar atentos às ocorrências, e que estávamos predispostos a tudo para defender o FCPorto.   Temas, cujos factos e realidades tornam a argumentação simples e persuasiva.  Seria por aí que devíamos seguir, explorando o lado mais fraco desta pseudo-democracia. E se os eventuais contra-argumentos governativos voltassem a assentar na demagógica separação de poderes, se tentassem reencaminhar o caso para as entidades desportivas (Jurídicas e Disciplinares), seria o Governo a perder, não tenhamos dúvidas

Podemos (e devemos) continuar com as denúncias, se fôr caso disso, mas temos de levantar a fasquia, e obrigar os poderes políticos a saírem da concha hipócrita do centralismo, se não quiserem afundar-se ainda mais. Os dramas dos incêndios retiraram-lhes o pouco crédito que já tinham, não quero acreditar que queiram perdê-lo mais se persistirem na tentativa vil de mascarar a corrupção entre o Benfica e demais intervenientes do futebol.  

PS:
Pelos sinais aqui recolhidos, a determinação de um grande número dos adeptos portistas para se mobilizarem pacificamente nesta empreitada é pouco mais que nula. Estão no seu direito. Mas também eu tenho o direito de duvidar da linguagem guerreira de muitos daqueles que comentam na blogosfera. Estão sempre à espera do D. Sebastião. Fazem-me lembrar aqueles que aceitam tudo da entidade patronal, atrás do argumento cómodo do sustento dos filhos... Está bem, mas nunca podem dizer que mexeram um dedo para melhorar a sociedade. 

PS 2:
Revista Sábado
      A 'Sábado' divulgou esta segunda-feira o teor do mandado de buscas de que foram alvo a 19 de outubro entre outros Luís Filipe Vieira, Pedro Guerra e Ferreira Nunes. A juíza do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa considerou existirem "novos elementos probatórios".

"Os factos sob investigação respeitam à suspeita da actuação de responsáveis do SLB-SAD, que, em conluio com personalidades do mundo do futebol e da arbitragem, procurarão exercer pressão e influência junto de responsáveis da arbitragem e outras estruturas de decisão do futebol nacional, tendo em vista influir na nomeação e classificação de árbitros nesse âmbito",  pode ler-se no documento revelado pela revista da Cofina, que acrescentará mais pormenores na edição imprensa que estará terça-feira nas bancas.

27 outubro, 2017

Provocação aos «Somos Porto»


Resultado de imagem para somos porto forum

Suponho ser do conhecimento de uns poucos comentadores da blogosfera portista a relação de amizade que mantenho com o Manuel Vila Pouca. Foi através dos nossos blogues que nos conhecemos, juntamente com o saudoso Engº. Rui Farinas, homem vivido, culto e profundamente regionalista, que também aqui colaborou comigo algumas vezes. 

Quando o conhecemos, já se aproximava dos 80 anos, mas tinha um gosto pela vida, e uma fibra de fazer corar de vergonha muitos jovens. Amava genuinamente o Porto, e toda a região do Douro. Ainda hoje, sinto a sua falta. 

Foi o futebol (Clube do Porto) que nos uniu, mas sobretudo a rejeição comum que sentíamos por essa macabra doença chamada centralismo. Infelizmente, já não está entre nós, e faz falta, porque não abundam homens com a sua irreverência. Ainda me recordo, quando me encontrei com ele pela primeira vez no Clube Literário do Porto, e das reuniões que mais tarde tivemos por altura do precocemente abortado Movimento Pro Partido do Norte, criado pelo ex-deputado socialista, Dr. Pedro Baptista, e mais tarde o Dr. Anacoreta Correia, com quem cheguei a reunir, juntamente com Rui Farinas, na residência do primeiro. 

Faça-se justiça, outros (poucos) comentadores da blogosfera portista e portuense compareceram a essas reuniões. Estou-me a lembrar do Jorge Aragão, do Carlos Romão do blogue A Cidade Surpreendente, e algumas figuras públicas com aparentes simpatias regionalistas. Aparentes, porque também lá apareceram tipos como Narciso Miranda e Carlos Abreu Amorim, os quais, confesso, não me inspiram a mínima confiança.

Vem este regresso ao passado a propósito de uma conversa que tive com o Vila Pouca sobre a disponibilidade de alguns portistas para darem o seu contributo pessoal na luta contra a discriminação que continuamos a sofrer por parte da comunicação social, nomeadamente no que concerne ao futebol. Todos reconhecem que o terreno está minado, que vai ser difícil reverter esta tendência anti-democrática e anti-constitucional de proteger o Benfica das malhas da Justiça. Apesar disso, nem todos se mostram disponíveis para ajudar a combater este gigante maléfico. Queixam-se, reclamam em todas as direcções, criticam, sugerem sem explicar como, mas querem ficar sempre no seu cadeirão de espectadores passivos. 

Foi a este propósito que no nosso bate-papo semanal disse ao Vila Pouca em jeito de provocação sadia, que estava com vontade de lançar novamente um desafio a esses portistas exigentes, mas muito acomodados, que consistia em perguntar-lhes o que estavam dispostos a fazer para apoiar o FCPorto nesta luta de David e Golias, contra o centralismo corrupto. O Vila Pouca respondeu: não vale a pena Rui, você não se lembra da resposta que deram à petição que lançou para censurar o comportamento da RTP? Ripostei: eu sei Vila Pouca, mas não valeria a pena tentar de novo para testar a reacção?

Sei que o Vila Pouca não se vai importar por ter revelado esta inócua conversa, até porque a considero algo pedagógica, mas pergunto: será que nem com o Francisco J. Marques a denunciar o comportamento criminoso do clube do regime e o silêncio dos media, ainda há portistas sem coragem para o apoiarem?

Fica ao cuidado dos adeptos abstencionistas (isto não é votar em partidos, é mais importante), porque os poucos que aderiram à primeira petição não merecem censura. Cumpriram a sua parte.

PS: Peço desde já desculpa se porventura me esqueci de citar o nome de alguns
que colaboraram e compareceram nas referidas reuniões.

25 outubro, 2017

Fernando Gomes, o chico-esperto da FPF



O tempo passa, e continuo a manter a mesma resiliência contra a falta de pudor implantada em Portugal. Sinto-me um inadaptado nesse aspecto, mas também não tenciono adaptar-me, porque se isso alguma vez viesse a acontecer, algo de muito estranho teria acontecido comigo. Nesse caso, já não era eu, mas sim mais um homenzinho vulgar igual a tantos outros que conspurcam de maus hábitos a sociedade.

Confesso, que não me é totalmente indiferente saber que o Dr. Fernando Gomes, actual presidente da FPFutebol, foi atleta e dirigente do FCPorto. Pelas piores razões. Deixa-me desgostoso saber que alguém tantos anos ligado ao meu clube de estimação o tenha deixado para presidir à Federação, esteja a revelar-se afinal um fraquíssimo líder. 

Ao contrário do que algumas mentes mesquinhas possam pensar, não estaria à espera que pelo facto de ser portista, fosse para a Federação com o intuito de beneficiar o FCPorto. Isso, seria trair os meus próprios conceitos éticos. Seria querer para o meu clube, o aproveitamento ilícito do poder que censuro a outros. Mas também não queria, nem tão pouco imaginaria, que para Fernando Gomes se sentir confortável no lugar, se juntasse -sem a menor subtileza -, ao Benfica, clube que pautou os últimos anos, por uma postura anti-desportiva de métodos altamente censuráveis, marcados por uma concorrência manifestamente desleal. 

Esse, foi talvez o pior erro da sua recente carreira. Deixou crescer o monstro, alicerçado no poder e na influência do Benfica, a todos os níveis, sem se preocupar com os danos e as injustiças que daí pudessem resultar para todos os outros clubes. Essa, foi a razão, a génese de todas as culpas que agora tenta atribuir a terceiros, sempre, abstractamente. Sempre, com o apito da irresponsabilidade na boca. Sempre a assobiar para o lado, como convém a um bom oportunista.

Fernando Gomes sabe bem onde estão os responsáveis pela violência no futebol, quais são as claques ilegais, mas não tem coragem para os enfrentar. Como típico Judas assumido que é, prefere trair quem lhe abriu as portas ao desporto, e a cargos de alta responsabilidade (foi administrador da SAD do FCP), do que cumprir a parte mais importante das suas obrigações. Passou para o patamar dos despudorados: vendeu-se.

É um vendido, aos vendidos profissionais. Um farrapo de homem. Mais um, que soube imitar muito bem o caminho exemplar dos políticos.

Chico-esperto? Sim, concerteza! Homem? Não! Seguramente.

PS (26-10-17):
Por indisponibilidade momentânea, não vou acrescentar nada ao que atrás está escrito, embora me apetecesse. De qualquer forma, acho que nem vale a pena, porque o indivíduo em questão, tratou de se antecipar quando, para justificar o ódio de que abstractamente se queixou no Parlamento, não encontrou melhor do que divulgar mensagens ameaçadoras a um árbitro, com um objectivo bem definido: deixar a palavra MOURO entre linhas para indentificar o autor como portista. 
Já agora, pode queixar-se de mim à vontade, porque não sou anónimo e disponho-me com gosto a reiterar o que penso sobre ele em qualquer tribunal. Gosto muito de ser intimidado.

23 outubro, 2017

E se os cartilheiros vermelhos forem passados a lexívia?


Resultado de imagem para justiça torta


Os últimos 4-5 anos da gestão do FCPorto, foram, sem margem para dúvidas, muito negligentes e desanimadores para todos os portistas. Habituados que estavam a uma liderança forte e competente de Pinto da Costa, nunca chegaram a saber exactamente as causas para uma mudança tão radical. Durante estes anos, nunca se ouviu do presidente uma palavra para os esclarecer, de forma a evitar especulações desagradáveis. Limitou-se a dar uma entrevista no Porto Canal, onde apenas reconheceu que o FCPorto tinha batido no fundo, sem contudo apresentar argumentos convincentes que explicassem os planos que tinha para o fazer voltar à superfície.

Alguns portistas mais complacentes, atribuíam os maus resultados desportivos e financeiros, ora à idade avançada do Presidente, ora aos seus problemas de saúde misturados com outros incidentes que o obrigaram a hospitalizar-se. Outros, apontavam como causas da viragem à retaguarda, a intervenção nem sempre subtil do filho em negócios do futebol, como a compra de jogadores de qualidade duvidosa. Esta última hipótese está ainda por confirmar, apesar de a data da aproximação do Alexandre ao pai, coincidir curiosamente com os anos de insucesso do FCPorto... 

Seja como fôr, o FCPorto de Pinto da Costa perdeu a capacidade de luta que durante muitos anos o notabilizou. Essa, foi talvez a pior, a mais inesperada das surpresas. É um facto! E não creio que seja só para mim.

Sendo portanto um facto a contenção interventiva de Pinto da Costa para as grandes "batalhas", importa agora questionar se terá preparado alguma estratégia para a eventualidade de a investigação da PJ aos emails do Benfica ficar em águas de bacalhau. Se, tenciona manter o programa Universo Porto da Bancada a divulgar outras maroscas entre cartilheiros, ou se pura e simplesmente abandona o barco desta luta, obedecendo passivamente a uma justiça própria de uma República das Bananas. 

Nem quero sequer imaginar nesta última hipótese! Que diabo, eu que sou um simples cidadão, nem por isso me inibo de escrever publicamente a indignação que me vai na alma por viver num país com governantes tão rascas, e o FCPorto que não é propriamente um clube de bairro, não tem meios, nem gente lá dentro capaz de levar este caso às instâncias mais fiáveis da Justiça europeia? Afinal, não vivemos numa aldeia global? Então, testemos-lhe a veracidade!

Se o baixar de braços acontecer (coisa em que não quero acreditar), o FCPorto e todo o staff dirigente estará implicitamente a abdicar da luta, manchando de modo quiçá irreversível a honra do clube e dos seus adeptos. Estará também a contribuir para a degradação, ou mesmo a morte, da própria democracia.

Não acredito que tenha pegado neste caso tão vergonhoso, em que a ética e o respeito são permanentemente desprezados, apenas para alimentar as audiências de um programa de televisão. Se desistir de lutar pela integridade da dupla instituição FCPorto/Porto (isto, não é assunto exclusivo do futebol), estará a anular-se enquanto clube, mas também enquanto cidade e símbolo de multidões de cidadãos! Será também a maior derrota da história do FCPorto fora do campo. Será uma facada na Justiça.

Não vou querer acreditar nesta hipótese. Seria mau demais. Talvez fosse o princípio do fim dos meus posts, sobre a realidade portista. Acho que não escrevia mais.

22 outubro, 2017

Sol na eira, e chuva no nabal...



... é o que todos gostaríamos de ter nas nossas vidas. Seria perfeito, mas lamento dizer, isso não é possível. Se fosse, não existiam os sábios aforismos populares que tantas vezes nos ensinam a pensar melhor.

Pois o futebol não foge à regra, e as pessoas também não. Acho bizarro que se aplauda o carácter de um treinador, um homem frontal e com ideias próprias, e que depois se entre na onda de certos lugares comuns em que o futebol é fértil, para logo se pôr em causa as qualidades desse mesmo treinador.  

Falo naturalmente de Sérgio Conceição, como já devem ter percebido. Que os jornalistas do regime procedam assim, não é novidade. Em Portugal, particularmente, vivem da intriga e por isso a cultivam. Agora, que os adeptos do FCPorto mordam o isco, sabendo quão corrompidos eles são,  e quanto odeiam o nosso clube, isso já não se compreende.

Esta polémica do Casillas nem sequer devia ser comentada por nós. Porque, se admiramos a rotatividade assertiva que Sérgio Conceição implantou no FCPorto,
que tanto sucesso tem conseguido, não encaixa na minha compreensão que já não o possa fazer com os guarda-redes. É verdade que o prestígio de Casillas é meio argumento para ser o principal titular, mas não é menos verdade que Casillas não é o futuro, e José Sá talvez possa ser... Se tem lançado jogadores como o Galeno e Diogo Jalot, o que é uma ousadia louvável, porque raio não o devia fazer com Casillas? Quem nos diz que Casillas jamais sofreria o frango de José Sá na Champions? Serão capazes de negar que Casillas já não os sofreu até em jogos internos,e com equipas muito menos poderosas que o Leipzig?  Haja bom senso, e abertura intelectual à audácia, porque é coisa que não tem abundado no FCPorto nos últimos anos.

A mim, perturba-me menos a frontalidade de Sérgio do que a hibridez desalmada de Nuno Espírito Santo. Já sei, nunca me esqueço,que é imprudente mexer demasiado numa equipa, mas Sérgio é inteligente, sabe reconhecer as suas experiências erradas e corrigí-las, o que já é uma virtude. E digo mais. Se Sérgio Conceição conseguir imprimir um pouco mais de velocidade, concentração (o golo do Paços nasceu de uma asneira de Herrera), e qualidade de execução aos jogadores, tenho a certeza que ganha ao Leipzig! E eles, podem crer, são muito melhores do que alguns jogadores de reputados  clubes europeus.

Para consumo interno, acho que o FCPorto tem muitas hipóteses de ganhar o campeonato! Ontem, provou-o!