05 maio, 2017

A Europa e a Liberdade incondicional

Bandeira europeia
Bandeira da União Europeia

No início, quando comecei a pensar sobre as vantagens da abolição de fronteiras na Europa comunitária, achei a ideia magnífica. Mal sabia, que no momento em que a decisão fora tomada já essa mesma Europa do "Mercado Comum" se fragmentava do melhor da sua ideologia: a união política e económica entre os povos. 

Criada em 1957 para terminar com as constantes guerras na Europa, teve origem na CEE (Comunidade Económica Europeia) então constituída por 6 países (França, Alemanha, Bélgica,Itália, Países Baixos e Luxemburgo). Com razão, ou não, o Reino Unido nunca se mostrou abertamente cooperante com a integração, e não será surpresa que agora decida sair, sem contudo dar mostras de querer pagar os custos inerentes. Curiosamente, foi a partir de 1993, ano em que mudou a designação de CEE para União Europeia, que - sem disso dar sinais - a desunião começou a desenhar-se... 

Pergunto: como é que isto irá acabar? A questão é tanto mais pertinente como é preocupante. Se a par da instabilidade económica e social dos países da dita União juntarmos a ascensão dos partidos de teor nazi em vários deles, não resta na Europa actual grande espaço para optimismos. 

Importa lembrar que Hitler existiu. O que ele fez a Humanidade não devia nunca esquecer, mas esquece, porque é curta (e perigosa) a memória do povo. Hitler fez-se eleger pela burguesia, pelo empresariado, mas também pelo povo, através de um partido com nome muito popular (Partido dos Trabalhadores Alemães) mais tarde rebatizado com o nome de Partido Nacional Socialista dos "Trabalhadores Alemães", vulgo Partido Nazista... 

Nos EUA, Trump foi eleito "democraticamente", e ainda não sabemos do que é capaz. Marine Le Pen, na Europa, ameaça imitar os resultados de Trump.   Nada disto pode ser obra do acaso. O Mundo anda mal, muito mal governado. Como explicar então a recorrência deste fenómeno assustador?

Eu não sei a resposta, mas tenho a minha opinião. Em primeiro lugar, porque nunca acreditei na compatibilidade entre uma Democracia consistente e uma Liberdade absolutista e sem ética. Há muito quem defenda a Liberdade obsessivamente, quem a queira de braço dado com a calúnia, com a irresponsabilidade, e até com a própria corrupção (sem o admitir). Legitimam estas teses baseados na eficiência da Justiça, sobrecarregando-a com responsabilidades de âmbito social e educacional que cabe à própria sociedade providenciar. A Justiça existe para administrar conflitos, não para educar.

Em segundo lugar, a própria história explica, em parte, porque foi que em muitos países (como a Alemanha) os ditadores chegaram ao  poder. Deveu-se basicamente ao fracasso de regimes "democráticos" desregrados e incompetentes, que com o desemprego geraram a anarquia, e o descontentamento popular. Os democratas avessos à ética e à contenção vivem escravos de um conceito de Liberdade demagógico favorável aos oportunistas que dela se servem para se governarem, até levarem os seus próprios países à falência. Uma democracia séria, exige, não facilita. Mas a exigência tem de começar pelo tôpo das hierarquias e daí transmití-la às bases. Não como acontece em Portugal, e nalguns outros países.

Mal comparando, se numa sociedade democrática a Liberdade de opinião engloba e tolera pacificamente a violação das mais básicas regras comportamentais, como a calúnia, a discriminação e a xenofobia, alguém será capaz de justificar a utilidade dos sinais de circulação rodoviária? Por que será que eles existem? Não terão sido concebidos para a nossa própria segurança, e a segurança dos outros? Qual é o mal de cumprirmos com essas regras? Será que só as aceitamos porque tememos pelas nossas vidas, e as recusamos quando se trata de regulamentar as nossas relações sociais e políticas? Que coerência podemos reconhecer na liberdade extrema, quando os extremismos provam à saciedade fomentar o caos?

E da política, o que dizer? Por que havemos de votar em homens ou mulheres de quem, na maior parte dos casos, nada conhecemos? E porque havemos de os aturar um mandato inteiro quando nos apercebemos que se afastam das promessas e dos próprios programas eleitorais, dando-lhes o ensejo de se governarem à nossa custa?  E que dizer da renúncia ao cumprimento da própria Constituição?

E dos jornalistas? Que direito têm eles de enganar o povo com as suas falsidades? São profissionais credíveis? Gozarão dessa reputação, ou não serão também eles a causa maior das democracias amputadas do rigor que lhes alimenta a solidez?

Resumindo: são os falsos democratas, os inimigos da transparência e da paz social, os piores dos ditadores. Tanto os Trump's, como os Le Pen's deste mundo, são pouco recomendáveis, mas a verdade seja dita, só enganam quem quer ser enganado, ou quem tem a ganhar com a sua eleição. Pior, são os que nos oprimem a coberto da capa de democratas. São eles que conduzem ao poder os outros ditadores.

PS-Foi logo pela manhã que escrevi este post. Coincidentemente, já a manhã ia alta quando no jornal Público Rui Moreira dizia isto ...

04 maio, 2017

Serviço público que o miserável jornalismo português não sabe prestar

EL PAÍS

La violencia del fútbol portugués está en el palco

Escupitajos, insultos, amenazas, instrucciones a los periodistas, denuncias en los tribunales, visitas a los árbitros... no hay límite a la agresividad física y verbal del fútbol. En el caso del fútbol portugués, la singularidad es que no son los futbolistas los generadores, sino los que presiden los principales clubes de Lisboa, el Benfica y el Sporting. En una competencia deportiva que en el campo es de lo más sana, resulta que se encona y se lleva a los máximos extremos en el lugar menos esperado, en el palco de los señores. El palco es una metáfora, porque para empezar, en esta situación tan extraña del fútbol portugués, resulta que el presidente del Sporting ni siquiera se sienta en él. El original mandamás prefiere sentarse en el banquillo, junto al entrenador y sus jugadores. Antes, entre y después de los partidos entra en los vestuarios y allí, en más de una ocasión, ha protagonizado incidentes violentos.
La excentricidad del presidente del Sporting —que se extiende con sus tuits incendiarios y agresivos— compite con la del presidente del Benfica que, aunque ocupa su lugar en el palco, cuando le place también se sienta, después del partido, en primera fila de la sala de prensa y advierte a los periodistas de que va a estar atento a lo que preguntan a su entrenador y al del equipo contrario. Además, reparten a sus periodistas-peleles argumentarios para atacar al periodista contrario o rebatir críticas en las tertulias. Un empate o una derrota casi siempre es culpa del árbitro y/o de una conspiración.
El matonismo de uno y de otro, sus formas más propias de una república bananera, llegan con harta frecuencia a los tribunales ordinarios y a los comités de la competición. Reciben sanciones, advertencias y unos euros de multa, pero como ellos no van a meter goles, y hablar, aunque sea en su tono agresivo, es un derecho constitucional, continúan fomentando odio entre unos y otros, un odio que recientemente causó una víctima mortal, pero que no ha dado pie a reflexionar de que quizás los responsables de la generación de la violencia no son los forofos de las gradas, sino los señores del palco.

01 maio, 2017

Abril, mês de traições, e o que eu gostaria de dizer na cara a um político

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Salgueiro Maia

Quarenta e três anos passaram desde o tempo que marcou a política da rolha, da delação ideológica, do poder concentrado em figuras míticas, como Salazar e Caetano, para um regime aberto a eleições livres e a várias alternativas de governo. Foi a 25 de Abril de 1974 que se deu a aparente mudança. Um momento por muitos ansiado, que fez renascer na maioria dos portugueses a possibilidade de assistir finalmente à edificação de um país  evoluído, onde ninguém tivesse de partir para ter direito a uma vida digna, e poder orgulhar-se de nele permanecer junto dos seus. A esse dia chamaram-lhe revolução. Mesmo depois de 43 anos de desilusão, há quem continue a chamar-lhe assim... Só que, uma revolução não vinga se o ar do país continua a cheirar ainda muito a um passado que devia estar irradiado. 

Sim, já sei que se o leitor pertencer à classe dos políticos não terá qualquer pudor em contrariar-me, com aquele rol imenso de benfeitorias que todos conhecemos de ginjeira, mas que nada podem para alterar a realidade dos factos que advém de continuarmos na lista dos países mais atrasados da Europa. Se o leitor fôr dessa casta - justamente mal-amada -, procure ao menos perceber como é simples fazer desmoronar a pobreza dos argumentos dos seus colegas de carreira, e quão miserável é o país que ainda não conseguiram construir.

Estou-me a borrifar para as auto-estradas, e até para os estádios de futebol, porque mesmo gostando de futebol e da beleza única do Dragão, não são essas obras que de per si tornam o povo mais próspero e feliz. Independentemente das dificuldades que a actividade política comporta, uma coisa pelo menos já podiam ter feito e não fizeram: dar o exemplo. Precisam que vos abra os olhos? Pois muito bem, vou fazer de conta que acredito na vossa ingenuidade (que é a única fraqueza que não têm).

Olhem para o futebol com elevação, e alguma distância. Procurem antes saber se as várias entidades federativas que o tutelam estão à altura das responsabilidades, em vez de se portarem como adeptos indigentes, grosseiros e fanáticos. Como cidadão, não me agrada nada essa ideia peregrina - por vós mesmo inventada - de aproximação "normal"ao povo para justificar promiscuidades e negociatas que nada têm a ver com a paixão clubista. O clube dos políticos idóneos é Portugal e o seu povo, não é o clube A ou B. Os políticos não devem chafurdar na lama do futebol, devem sim, limpar a muita que já têm na sua actividade.

Para serem bons políticos, deviam saber que não podem ser bons adeptos, muito menos fanáticos. Os colegas que se prestam a comentar publicamente a favor de um clube, estão a manchar a reputação de todos os políticos, que já não é famosa. Estão a dizer aos adeptos de outros clubes (que também são eleitores), que não têm nível nem perfil para os governar. Essa promiscuidade arrasa ainda mais a pouca credibilidade que já têm. 

Se é que algum de vós me está a ler, e faz parte do governo actual, o que terá a dizer a isto? Vai fazer de conta que não leu? Que não vale a pena responder-me porque não tenho poder para os incomodar? Pois, é sempre provável que a reacção seja essa. Agora, o que a vossa consciência terá de aguentar é que, no Porto, nessa cidade onde existe um clube de energúmenos, ainda não passámos ao patamar mais reles da criminalidade: não somos assassinos, incendiários, nem traficantes de droga.

Já um certo clube de Lisboa que todos vós protegeis, como a um menino de coro, não pode dizer o mesmo,  e V. Exas., são CUMPLÍCES!

  

A perplexidade de não ter sido um grunho do norte a lançar a primeira tocha

Carlos Tê

Os ingleses chamam-lhe "bias". Significa influenciar o modo de contar uma história, distorcê-la para favorecer um ponto de vista ou reforçar um preconceito. "Bias" é parente do viés português, que quer dizer esguelha, soslaio, enviesar, mas o verbo manipular é o que mais se aproxima do tal "bias", embora sem a mesma leveza. Vem isto a propósito da morte do adepto do Sporting nas imediações do Estádio da Luz. Durante anos, desde que há Imprensa livre e sobretudo desde que há televisão privada, a opinião pública foi sendo preparada para a eventualidade de a primeira morte entre adeptos acontecer às mãos dum adepto do Porto. Cada escaramuça, cada distúrbio numa estação de serviço da A1 continha em si o eco premonitório da tragédia, ao passo que os mesmos factos a sul eram objecto de tratamento menos histérico. Nos anos noventa havia quem jurasse em Lisboa que Pinto da Costa se movimentava escoltado por capangas de Kalashnikov, e que a polícia fechava os olhos por medo. A ideia duma violência cega, exclusiva do Porto, enquanto a de outros se situava no limite do desmando tolerável, encontrou terreno fértil e ascendeu ao tabuleiro do mito urbano. Como se trezentos quilómetros bastassem para criar o abominável grunho do norte e o inócuo grunho do sul, mais concretamente da Segunda Circular. Ou como se o grunho do futebol não fosse uma categoria sociológica universal, de Buenos Aires a Moscovo, mas uma bizarria indígena que medra a norte do sistema Montejunto-Estrela, como um cardo bravio. Estava escrito nos editorais que aos broncos nortenhos estava destinada a autoria do primeiro acto trágico do futebol português. Mas, por ironia macabra, ele aconteceu numa final de Taça entre Benfica e Sporting. Lisboa indignou-se, desdobrou-se em condenações e votos de pedagogia, mas, lá no fundo, essa Lisboa remoeu a perplexidade de não ter sido um grunho do norte a lançar a primeira tocha. Recentemente, quando um árbitro foi agredido sem dó num jogo do Canelas, a cena passou em "loop" na televisão até à náusea - por certo com fins profiláticos. Ou talvez não se tratasse de profilaxia, nem de defesa da arbitragem, nem de responsabilização dos clubes, mas de cupidez noticiosa pela ligação do agressor a uma claque do Porto. Agora, perante a morte deste adepto, o país jornalístico, ciente do peso da sua clientela maioritária, exibe uma espécie de embaraço etnocêntrico e remete-se a uma contenção responsável. Estivesse um grunho do Porto sob suspeita num caso semelhante e quase aposto que circulariam já imagens provenientes de misteriosas fugas na investigação policial. Lembrei-me daquela senhora de Oeiras num qualquer telejornal, quando os jovens finalistas causaram estragos em Torremolinos. Dizia ela, com a distinção de que só as damas da Linha são capazes, que tinha falado com o filho ao telefone, tendo ele garantido que tudo aquilo era obra dum pequeno grupo do norte. E por causa desses pecadores pagavam os justos do sul. Ah, o norte, esse grosseirão sem emenda.

(do JOGO)

29 abril, 2017

FCPorto recorre ao TAD da decisão do Conselho de Discipliana da FPF

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Fernando Seara (o Mãosinhas), no TAD...
Segundo fonte do Dragões Diário, o FCPorto decidiu apresentar queixa da decisão do Conselho de (IN)Disciplina da F.P.Futebol por rejeitar a despenalização de Brahimi ao Tribunal Arbitral do Desporto. 

Em circunstâncias normais, podíamos aprovar tal medida. Sucede que, nem as circunstâncias são normais, porque as razões que sustentam a queixa são mais que muitas, como o país em que infelizmente vivemos, não tem nada de normal, sobretudo se falarmos de justiça desportiva, ou da integridade que a ela devia estar sempre associada. Portanto, recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto, um organismo em cujo Conselho Directivo consta o nome de Fernando Seara como Sercretário Geral, é tudo menos prudente. A não ser para esgotar todas as etapas ascendentes da hierarquia judicial, testando-as...

Oxalá me engane, mas penso que o FCPorto está a perder tempo com estas figuras meramente representativas. Por mim, deviam pedir uma reunião com o Secretário de Estado do Desporto e de acordo com a posição deste, solicitar uma reunião urgente com o 1º. Ministro.   Por quê? Pela simples razão de o FCPorto ter perdido a confiança total nos organismos que tutelam a justiça e a disciplina no futebol.

Provas evidentes, é o que não falta. Saiba o FCPorto servir-se delas.

Págnas 23, 24 e 25 de uma investigação abortada



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28 abril, 2017

Páginas 20, 21 e 22 de uma investigação abortada



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Nota de RoP:
Por engano, as 3  páginas ontem reproduzidas  (17, 18 e 19) estavam desordenadas. Sugiro pois que as releiam agora na ordem certa. Desculpem-me, ok?

27 abril, 2017

Páginas 17, 18 e 19 de uma investigação abortada




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Nota de RoP:

Por lapso, publiquei neste dia três páginas da exposição que já haviam sido publicadas anteriormente, nas páginas 7, 8 e 9. Pelo facto, apresento as m/ desculpas com a correcção devidamente feita.


26 abril, 2017

O FCPorto tem de saber eleger quem o defenda, e...


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...não pode esperar justiça de quem não nasceu para ajuizar ou trabalhar...


Sempre disse aqui, e mantenho, que o programa Universo Porto da Bancada só fará sentido se fôr para levar a empreitada até ao fim. Ou seja, chamar á responsabilidade quem de direito, ressarcindo o FCPorto dos danos causados pela incompetência (ou conivência) das arbitragens e, se possível, com efeitos rectroactivos. Disse também, e repito, para que não restem dúvidas, que estranhei a demora desta iniciativa do FCP por longa, face ao acontecimentos dos últimos campeonatos, repletos de casos com tratamentos privilegiados ao Benfica, contrastantes com os dados ao FCPorto.

O momento não é para conversa fiada, definitivamente, mais que falar, há que agir com clareza, sem reticências escudadas em interesses que não sejam, exclusivamente, os do FCPorto. O nosso clube está a ser assaltado no seu património, no seu prestígio e na sua dignidade. Em democracia, existe o direito legal à defesa, se assim é, defendamo-nos com unhas e dentes, sem dó nem piedade, porque o que está a acontecer, é intolerável! É revoltante! Se quisermos evitar a revolta, com as consequências daí derivadas, então avancemos pela via jurídica.

Comecemos por ser realistas. Por mais correcta que seja a conduta dos delatores do Universo Porto da Bancada na  explanação dos esquemas do clube do regime, dificilmente terão eco nos destinatários, porque a última coisa que valorizam é a deontologia. Os destinatários/alvo, presumo eu, são os departamentos disciplinares da FPFutebol e da Liga, não é o Benfica, esse, é o nome do "polvo", o beneficiário. Ora, neste momento, o FCPorto é o clube português que, tanto a Federação como a Liga, menos interesse têm em atender, porque se assim não fosse já teriam respondido às reclamações que recebem. Logo, o FCPorto não pode continuar a perder tempo (já perdeu tanto!), e fingir que ignora o comprometimento implícito entre a FPF/LIGA e o Benfica. Logo, o FCPorto não pode esperar nada desta gente, porque  são parte do problema. Salta aos olhos.

Chegou pois o momento de testar o insigne Estado de Direito, abordando directamente o Governo, comunicando-lhe categoricamente a perda de confiança nos actuais órgãos dirigentes e disciplinares da FPF, e exigindo uma tomada de posição face aos irrefutáveis argumentos do FCPorto.

Como alternativa ordeira, esta, parece-me a mais realista. Se será, ou não, válida, só o Governo poderá responder. Algum dia neste país surgirá alguém com um pingo de vergonha para acabar com estes esquemas. De tanta canalhice à rédea solta, pode acontecer sermos surpreendidos por um homem,ou mulher, que ainda possuam ideias próximas da relevância social e política dos cargos  que ocupam.

Pode até acontecer que no Governo haja alguém suficientemente instruído para distinguir a capital do país, do país.

Páginas 14, 15 e 16 de uma investigação abortada



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25 abril, 2017

Páginas 11, 12 e 13 de uma investigação abortada



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HOJE É DIA 25 DE ABRIL, O QUE É REPRESENTA ESTA DATA?
ALGUÉM  SERÁ CAPAZ  DE LHE  CHAMAR REVOLUÇÃO ? ? ?

23 abril, 2017

Pinto da Costa, festejou os 35 anos na pior altura

Homenagem inoportuna


Os 35 anos de Pinto da Costa à frente do FCPorto não podiam ser festejados em pior altura. Antes tivesse optado por festejar os 30 anos em 2012,  e saísse depois  em grande, com o bi-campeonato a abrilhantar-lhe o invejável currículo.

Neste momento, em que a comunidade portista se queixa, e com toda a razão, que o clube não está a ser devidamente defendido, parece-me inoportuna a efeméride. Cheira a homenagem encomendada, algo teatral, mais ao estilo dos  políticos. 

A promessa agora renovada, de lutar contra tudo e contra todos, já não é nova, e contudo andamos há mais de 3 anos a ouvir banalidades sem que essa luta se confirme. Pela voz de Pinto da Costa, ainda menos. Agora, quando se faz ouvir, vem sempre tarde e já não convence.

Se no passado acreditava que a força do nosso clube, derivava da lógica de uma liderança forte, como era a de Pinto da Costa, hoje, vejo na instabilidade dos jogadores o espelho da fragilidade do presidente. Até dá dó! Mas sinceramente, neste momento, ver-me tomado por sentimentos piegas, só porque alguém que sempre respeitei perdeu a noção da realidade, é como ter de me habituar a ver (como no jogo de hoje) um conjunto de jogadores ansiosos atrás da bola e a olhar para a baliza adversária como se do buraco de uma agulha se tratasse. Não quero habituar-me a um clube com angústias existenciais. Essas imagens estão nas antípodas do FCPorto que vi crescer! Ao que chegou este clube, senhor Pinto da Costa! 

Aqui no meu pequeno "bunker", sem advogados, nem exército, tenho defendido mais o clube que os dirigentes do FCPorto todos juntos. Há anos que ando nisto. E nem mesmo o Porto Canal, que só tarde e a más horas teve carta branca para pôr a boca no trombone, pode orgulhar-se do feito, porque só o fez a meio da época, quando o campeonato estava todo viciado pelos mesmos de sempre. Como quer que seja, ainda ficará por provar a sua resiliência... Palpita-me que o Universo Porto da Bancada vai morrer na praia, mas pode ser que me engane...

Ah, o Nuno Espírito Santo, é um treinador fantástico! No treino técnico, e sobretudo no psicológico. Se ele permanecer no FCPorto, acho que não vou ter estofo para mais um ano de sofrimento.

É mau de mais tudo isto! Há vaidade de sobra para tanto fracasso.


O Benfica é o santuário do crime, e... aonde pára o Estado de Direito?

Páginas 6, 7 e 8, de uma investigação abortada



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21 abril, 2017

O anonimato, dá nisto: arquive-se!

Foi em Julho de 2007 que (supostamente) um grupo de ivestigadores da PJ de Lisboa enviou ao então Procurador Geral da República, Pinto Monteiro, um comunicado sobre a rede de contactos suspeitos de Luís F. Vieira, hoje Presidente do Benfica. Na última folha do comunicado (de 27 págs.) os autores assumiram o anonimato, por não quererem colocar as carreiras em risco...

Relendo o documento, que porventura pecou pelo anonimato, fica-se com a ideia entranhada de um déjà vu. Conhecendo como conhecemos os visados, tem tudo para merecer credibilidade. Pena é, que mais uma vez o medo tenha contribuido para abortar a morte do polvo. Assim, deixá-mo-lo crescer.

Dada a extensão do comunicado, publicarei diariamente duas páginas do mesmo (para não cansar) de forma a não deixar dúvidas a quem ainda as possa ter. Vale a pena ler.

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20 abril, 2017

Inacreditável! Só mesmo, em Portugal!

Se alguém me dissesse que  há na Europa um clube de futebol da 1ª. Divisão que está há 384 dias  sem ter sofrido um único penáltie, excepto nos 378 antecendentes, num jogo em que já vencia por 5-0, naturalmente, não acreditava (384+378=762 dias=(dois anos+dois mêses)... 

Mas, se me tivessem previamente informado que a proeza tinha acontecido em Portugal, não abria a boca de espanto, porque por alguma razão o Orelhas afirmou publicamente que "ia fazer as coisas por outro lado"... Portanto, se bem prometeu, melhor o fez. Com a PJ e a PGR, empenhadíssimos na dura arte do assobio aéreo.

Conclusão: os árbitros são uns santos. Tadinhos, pobres criaturas inocentes. Fair-play por favor, não façam mal aos árbitros, não passam de seres humanos. Muito humanos mesmo. 

Grandes vígaros!

Obs.

Tão previsíveis que eles são..Estão a ver como eles se protegem, transformando danos causados a terceiros, em danos próprios? São piores que as companhias de seguros. 

Um investigador sério não pode deixar-se levar com este tipo de comportamentos. A chico-espertice não pode brincar com a Justiça, será a vergonha do sistema judicial, se não encararem estes casos com a integridade devida.

19 abril, 2017

Um desafio ao poder judicial benvindo

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Universo Porto da Bancada

Muito bem, mais uma vez, o trabalho de investigação de Francisco J. Marques, pondo a nu os golpes baixos da quadrilha "Orelhas/Benfica".

Parabéns igualmente pelos depoimentos de Bernardino Barros e José Cruz. Até que enfim! Foi importante começarem por questionar as autoridades públicas e desportivas sobre os casos denunciados, e reclamarem por (ainda) não estarem a ser tratados por quem de direito.  A continuarem sem investigação nem sanção estes casos, como até agora tem sucedido, calculo que já deva haver uma estratégia da parte do FCPorto para apresentar ao Ministério Público, ou a outra entidade mais indicada. Para isso, há um departamento jurídico no FCPorto com competências para o efeito.

Este escândalo, não é um escândalo qualquer. É muito vasto, abrangente e grave. Portanto, é expectável que nos próximos dias observemos todo o tipo de reacções dos acusados, todas elas ricas em desmentidos e contra-ataques. Por outro lado, veremos os media centralistas a tentar desacreditar estas delações infâmes, o que é perfeitamente compreensível, uma vez que têm sido o principal cavalo de Tróia do clube do regime. 

Quem não estará a gostar muito desta situação é o Governo, e de certa maneira, os partidos políticos. Habituados que foram a colarem-se à garantia de 6 triliões de votos vermelhos, num estranho pacto de não agressão pluri-partidário, certamente também não irão gostar de poderem vir a ser acusados de cumplicidade com estes escândalos, por omissão. Isto vai aquecer... Mas agora, é preciso ir até às últimas consequências. O FCPorto não tem nada a temer, porque não mente nem especula. Quem terá a perder é o próprio regime.

É um facto que o polvo se agigantou por culpa de quem devia estar atento a estas coisas e deixou andar. Os governos, este, e os que o antecederam até neste domínio foram medíocres. Se o FCPorto quiser, pode colocá-los em maus lençois, apesar dos muitos poderes ocultos que tudo farão para o impedir. A solução que lhes resta para não mancharem ainda mais a péssima imagem que já têm, é pôr ordem na casa. Para isso, tem de nomear equipas de investigação insuspeitas, com gente nova, sem vínculos a clubes e a meios de comunicação social, caso contrário, tudo não passará de um embuste que só fará ressuscitar o monstro antes mesmo de o matar.

Uma coisa é certa, isto não pode continuar assim.

18 abril, 2017

Onde pára o orgulho tripeiro?

De que é que estava à espera, Pinto da Costa?

Como é que, num país que anda à séculos a orgulhar-se da sua velha história, pode restaurar esse orgulho, se hoje nem sequer depende de si próprio? Como é que um país pode progredir, se continua a sacrificar o povo com salários miseráveis, dos mais pobres da Europa, ao mesmo tempo que permite a prosperidade aos criminosos de colarinho branco? A resposta é dura, mas é simples: porque tem sido gerido por gente com critérios baixíssimos de seriedade e rigor. 

Sendo isto uma realidade (e é, mesmo), quando vemos o comum cidadão a orgulhar-se da pátria por causa da fama de um jogador de futebol, é porque não tem mais de que se orgulhar, porque nada mais espera da vida. Esse cidadão, é um infeliz, um lacaio, um limitado. É um, entre muitos que por aí andam, que contribuem para levar ao poder gente que se aproveita da sua indigência para o explorar. A estes cidadãos do país/futebol, não chamo bons portugueses, chamo indigentes. 

Eu também gosto de futebol, como é aqui sobejamente manifesto. E gosto do FCPorto, que é o meu clube. Mas se calhar, gosto do FCPorto porque ainda gosto mais da cidade que lhe deu o nome, onde nasci, cresci e fui criado. Vejo nesta simbiose perfeita (Porto/FCPorto)  muito mais que o clube, vejo a minha terra natal, a minha primeira pátria, o meu mundo, o meu lar predilecto. É este sentimento de posse, esta afinidade com o lugar, a sua gente, e sobretudo com a sua história, que me faz repudiar o comportamento dos portuenses face ao que outros andam a fazer à nossa cidade, independentemente de serem portistas, ou não.

Aqui chegados, nenhum portuense tem legitimidade para se considerar portuense, quando por razões clubistas, ou outras, é incapaz de se insurgir contra a discriminação que tem sido levada a cabo contra o mais simbólico clube da cidade que o viu nascer. O futebol, e a sua clubite, não justificam tudo, muito menos a negação das origens de cada um. Virar as costas ao Porto, calar, ignorar o que nos estão fazendo, portista ou não, é cuspir na cidade do Porto. Por mais justificações que apresentem, silenciar estas coisas, é apunhalar o coração da cidade.

E o que dizer agora dos portuenses/portistas?  Desde o Presidente do FCPorto, aos colaboradores. Todos! O que acham que tipos como eu pensam sobre a vossa permissividade, o vosso silêncio, face à humilhação a que nos procuram submeter? Onde encaixará aqui a divisa "Somos Porto" ? 

Não me interpretem mal, não tenciono promover guerras, até porque elas já foram declaradas há muito por outros, mas também não aceito provocações, que é o que nos estão a fazer. Só queria saber o que é que temem, para vos compreender, para calcular até que ponto nos vai conduzir a vossa apatia (para não dizer outra coisa)?

Na noite do jogo com o Braga (outra cidade que gosto, mas não posso dizer o mesmo das suas gentes, porque parecem não gostar do clube da sua terra), eu que ando zangado com Pinto da Costa, tive pena dele. Tive pena do homem que soube cultivar uma imagem altiva de si próprio, forte, e que agora anda meio perdido entre aquilo que foi, e o que é agora. A  cena aconteceu quando se levantou da cadeira para deixar a má companhia que o ladeava, para se sentar junto dos seus companheiros portistas. Foi a decisão certa, e que louvo. Os anfitriões mereciam isso. Mais uma vez, um agente relevante do governo, Secretário de Estado do Desporto, provou pelo seu comportamento infantil que não tem a mais pequena noção do cargo que lhe foi conferido. Para mim, já não é surpresa... 

Não foi desta maneira triste que imaginei o fim de carreira de Pinto da Costa. Ele não está a respeitar-se a si próprio. Nos últimos anos tem sido o seu pior inimigo, porque não quer perceber que já não pode lutar contra um sistema corrupto, com tentáculos por todo o lado, que vão muito para lá do futebol. O que lamento, porque com todos os defeitos que Pinto da Costa possa ter, foi um homem que deu muito ao FCPorto em termos desportivos e, implicitamente, também económicos.  Sempre pensei que tivesse o bom senso de sair como ele prometeu: quando não se sentisse em condições para continuar a liderar o FCPorto. Ele tenta convencer os adeptos que lidera, mas contra factos os argumentos caem por terra.

PS-Suponho que ninguém duvidará que procuro sempre ser o mais coerente possível com o que escrevo. Mesmo assim, repito: não acredito que o FCPorto ganhe este campeonato, mas isso não significa que não haja "milagres". Ainda é possível. Se tal acontecer, fico feliz na mesma, quanto mais não seja pela acidez que isso irá provocar em certa gentinha. Mesmo assim, salvo uma grande reviravolta estratégica na gestão do clube, não acredito no futuro se Nuno Espírito Santo continuar como treinador do FCPorto. 

17 abril, 2017

É preciso lutar, lutar, lutar

Tenho plena consciência das restrições mediáticas de um blogue. Está muito longe de atingir as audiências dos media tradicionais, com os quais provavelmente nunca poderá competir. Um blogue, para ser abrangente e conquistar leitores, só tem uma alternativa, que é conectar-se a outras redes sociais (como o Facebook), e correr o risco de ser enxameado pela poltronice de anónimos cujo passatempo predilecto é comentar insultando, por carências absolutas de toda a ordem, predominantemente éticas. Foi por ter chegado a essa conclusão que desactivei a minha conta no Facebook faz muito tempo, praticamente desde que apareceu na Net.

Apesar desses constrangimentos, ou por causa deles, continua a chocar-me muito a cobardia corporativista a que chegou a comunicação social. De ter desistido da sua principal função: a pedagogia de informar todo o público com isenção, sem medos nem conveniências. É concentrados na capital que estão implantados 99% dos media, alguns deles surripados ao Porto com a conivência dos seus proprietários (homens do norte, sem norte).

Evocar os valores da democracia é talvez a tónica mais comum dos articulistas. De tanto nos habituarmos a lê-la, fomos associando a figura do jornalista à liberdade, ao sentido de justiça, à luta contra a discriminação. Não obstante, continuam a fazer de conta que não sabem o que se está a fazer ao FCPorto. Homens e mulheres, profissionais da escrita, pessoas aparentemente civilizadas, pactuam passiva e activamente com esta insídia, este racismo clubista, como se nada de grave estivesse a acontecer, continuando a bater na tecla da democracia sem querer perceber quão revoltante e falsa é a sua postura!   

Atentos a tudo, são incapazes de ver e repelir a discriminação que nos é imposta. Escancaram depressa olhos e boca, para falar do FCPorto se a temática tiver cariz depreciativo. Foi o caso ainda recente dos cantigos infelizes dos Super-Dragões. Todo o país ficou a saber, como manda a cartilha... Quando estas ocorrências têm origem no Benfica, branqueiam, encobrem, protegem, "democraticamente"... É sempre assim, só os jornalistas não vêem.

Afinal, onde é que páram, que ninguém os vê, os tais jornalistas bonzinhos de que falei há dias, para denunciar a discriminação praticada pelos seus próprios colegas? Decorridos tantos anos, ainda não foram capazes de perceber o que se passa? Sim, senhores jornalistas bonzinhos (se me estiverem a ler) vocês são permissivos, por isso cumplíces dos vossos colegas sem escrúpulos, portanto, arriscam-se a serem tratados por igual, e com toda a justiça. Depois, não venham queixar-se dos populismos e das generalizações, porque é a vossa cobardia que os abastece, mais nada.

Sobre a fama dos jornalistas estamos conversados, não vale a pena bater no ceguinho, enquanto o ceguinho continuar a preferir viver nas trevas. Mas, há uma estação de televisão, que é o Porto Canal, que não pode dar-se a esse luxo, que está "proibida" de cooperar com a discriminação dos seus colegas centralistas, sob pena de se autodestruir. O FCPorto é sócio maioritário do Porto Canal, portanto com direitos legítimos de soberania sobre o alinhamento editorial da sua empresa, com as responsabilidades inerentes ao estatuto.

O Porto Canal terá mesmo de optar por uma via combativa, resiliente, corajosa na defesa do clube que lhe paga. Se desistir, se não souber confrontar o próprio poder político no caso das arbitragens, obrigando-o a assumir-se como último reduto arbitral desta nova campanha anti-portista, arrisca-se a ser o coveiro do seu próprio patrão, e o maior traidor  dos portistas em todo o mundo.

Se a Direcção do Porto Canal teimar no caminho escorregadio de querer conciliar os interesses do FCPorto com os interesses ambíguos de uma tv generalista, onde poderá ver-se forçado a conviver com entidades hostis ao nosso clube, expondo-o a outros perigos, correrá riscos previsíveis. Nesse caso, a alternativa, passará talvez por fazer do Porto Canal, um canal generalista, igual a tantos outros, vulgar e imbecilizante, ou seja: apenas mais um canal (contra nós), sediado no Porto, até ser capturado pela capital.

Nota: 
Disse, em artigo anterior, que o FCPorto cometerá um erro tremendo se deixar os seus argumentos de defesa condicionados ao programa Universo Porto de Bancada. O facto de o FCPorto ter decidido acabar com a política do silêncio e só passado 3 anos ter começado a falar, não valeu de nada, porque os media vão continuar a criticar o(s) dirigente(s), com a inclusão de Pinto da Costa, como se ele tivesse passado estes últimos anos a partir a loiça toda, coisa que os portistas, melhor que ninguém, sabem não ser verdade. Por isso, tanto critiquei o silêncio do presidente Pinto da Costa, e como se constata, tinha as minhas razões.  

Estamos a lidar com gente mafiosa, habituada a converter crimes próprios em crimes alheios, e é isso que já estão a fazer. Ora atacam, caluniam, perseguem, ora se travestem de gente "pacífica" amiga dos bons costumes. Os media, depois fazem o resto. O que eles querem agora é criar um clima tranquilo com a aproximação do fim do campeonato, já que o FCPorto  teve a gentileza de lhes dar mais 3 pontos de acalmia...

O FCPorto tem de fazer perceber ao Governo que este assunto é muito grave, e que não está mais disposto a tolerar afrontas.  

16 abril, 2017

A sorte protege os ambiciosos. Onde esteve a ambição de NES?

Aconteça o que acontecer, consiga o FCPorto ganhar este campeonato, ou não, está decidido: não apoiarei a manutenção de Nuno Espírito Santo como treinador principal. 

Repito: o que NES tem provado em várias ocasiões, é que falha nos momentos decisivos. Não tem perfil de grande treinador. Os jogadores têm garra, mas não chega. Cruzando estes detalhes com outros não menos graves, como a falta de seriedade dos árbitros e de vivermos num país em que os governantes, em vez de governarem, governam-se, é praticamente impossível fazer melhor. Mas, como no futebol acontecem surpresas, pode ser que sejamos felizes. Como portista, não fui habituado a contar com a sorte, mas sim com a competência. No tôpo da hierarquia há uma personagem simbolica, não o líder que a corporizou. Quando é assim, raramente o sucesso acontece.

Apesar dos Superdragões, dos seus cânticos despropositados, confio mais neles do que nos super-árbitros deste país. E quanto aos portistas em geral, são o melhor que o clube tem neste momento. 

Tenho dito.

15 abril, 2017

Vai-lhe às canelas

Domingos de Andrade*
Não, meu caro Ferreira Fernandes. Ao contrário do que escreves no DN, com a pena de um cronista resistente, dos melhores entre os melhores, não é normal que um clube tenha uma cartilha que distribui para ser papagueada pelos comentadores de serviço. Seja esse clube azul, vermelho, verde ou preto.

Dos comentadores, sociais, da política, ou da economia, adivinham-se-lhes os feitios e os jeitos. Do desporto, cola-se-lhes a cor da gravata em fatos enjeitados, ou camisas desabotoadas até ao umbigo. É o calor. Mas o resto, o que esperamos que seja o resto para lá da fervura da paixão clubística, é pensamento próprio, mesmo que alinhado, se é que na maior parte das vezes podemos chamar pensamentos aos atropelos verbais que vemos e ouvimos. Claro que há exceções, mesmo boas.

É que da arena das televisões vai um passo pequeno até à arena das bancadas. E não vale tudo no mundo escondido do futebol. Não vale um comentador de serviço desejar a morte de um dirigente. Não vale uma claque oficiosa carregar tarjas a lembrar very-lights de má memória. E não vale mesmo outra claque oficial dedicar a um clube cânticos negros de outras tragédias.

A complacência com as pequenas coisas é meio caminho para a degradação social. Essa é a primeira responsabilidade de quem olha com indiferença para estas guerras, que só na aparência são de Alecrim e Manjerona.

De árbitros cegos, e uns são mesmo demasiado cegos, a joelhadas em jogos menores e agressões violentas a juízes das quais só se discute uma parte porque foi a que ficou registada, passando por jogadores de violência inominável em simulações de quedas, as quatro linhas, fora e dentro, transformaram-se num festim de ódio a que ninguém escapa.

A paixão é para ser vivida com fervor. Mas há limites quando deixamos de poder levar tranquilamente as crianças a um jogo de futebol. Ou ligar a televisão.

Sempre houve arruaceiros, diz-se. E sempre haverá. Insultos ao árbitro. Insultos ao tipo da cadeira do lado. Frustrações a mais descarregadas nos estádios, à saída dos estádios. E em casa. Não são coisas antigas. São coisas de agora. E hão de ser coisas de sempre. Que têm de ser sempre, até à exaustão, discutidas no espaço público, onde não pode caber a banalização do mal.

E, já agora, não haveria mal em que as estruturas dirigentes acima dos clubes, ao menos essas, fossem mais imunes à cartada na manga e que importasse mais o que as equipas valem em campo. Mas isso se calhar já é pedir de mais.
* DIRETOR-EXECUTIVO
(JN)

*O link para o Diário de Notícias é da responsabilidade de Renovar o Porto. É bem revelador da mentalidade mesquinha dos benfiquistas.