16 abril, 2008

Comunicado da Direcção do Expresso

Pinto da Costa e o Hospital da Luz

A Edição online do Expresso publicou ontem uma notícia que dava conta da entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa nas urgências do Hospital da Luz. Essa notícia esteve em destaque no sítio do Expresso durante cerca de duas horas, tendo depois sido substituída por uma outra (que ali permaneceu cerca de seis horas) que a desmentia, baseada em declarações do porta-voz do FCP.

Com a mesma frontalidade com que o Expresso manteve notícias que foram falsamente desmentidas, temos hoje de reconhecer que a informação da entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa no Hospital da Luz não tem qualquer sustentação, pelo que jamais devia ter sido publicada.

Acresce que, tanto quanto é possível saber, no processo de confirmação da notícia não foram cumpridas normas exigíveis pelo Código Deontológico dos Jornalistas e pelo Código de Conduta dos Jornalistas do Expresso.

Assim sendo, a Direcção do Expresso determinou a abertura de um inquérito sobre a elaboração e publicação desta notícia, com vista ao apuramento das responsabilidades dos seus autores e intervenientes. Decidiu, ainda, pedir formalmente desculpa às entidades envolvidas, nomeadamente ao presidente do FC Porto, aos seus familiares e amigos, à administração do Hospital da Luz e, como não poderia deixar de ser, a todos os nossos leitores.

Deliberou ainda, ouvido e com a plena concordância do Conselho de Redacção, eleito pelos jornalistas, publicar este comunicado no seu site e na edição semanal e dele dar conhecimento directo aos envolvidos.

Pela Direcção,
Henrique Monteiro

4 comentários:

  1. Não sei porquê, este desmentido leva-me aos anos quarenta, e aos estrategas alemães, da informação.

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  2. Ao Terceiro Reich, de Goebbels?
    Já faltou mais...

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  3. Este tipo de noticias que visam unicamente atingir um objectivo, nunca foi punido severamente pelas instituições que regulam a comunicação social.

    Razão tem o Alberto J.Jardim, apelidando, alguns fazedores de opiniões, de canalha sem escrupulos.

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  4. falando de canalha:
    15 dias após o tal de "referência" não fez ainda nenhuma aos factos apurados...
    Pelos vistos não apurou nada. É o costume. Juizes em causa própria

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Abrimos portas à frontalidade, mas restringimos sem demagogia, o insulto e a provocação. Democraticamente...