07 março, 2008

Rui Moreira e Artur Santos Silva



Os nomes de Rui Moreira e de Artur Santos Silva têm estado nas bocas do mundo portuense.

Apesar da muita parra da seriedade de Rui Rio, a uva tem sido pouca, e os resultados apresentados em relação às expectativas criadas pelos seus apoiantes, são francamente modestos.

Para não fugir à regra politiqueira, só agora - que estão à porta as eleições autárquicas - começam a vislumbrar-se algumas benfeitorias na cidade. Algumas ruas pavimentadas, uns buracos tapados, alguns jardins medianamente arranjados, umas poucas casitas recuperadas do centro histórico, dá para perceber a preocupação do conflituoso autarca com a próxima época de caça (ao voto). O populismo do costume...
Apesar disso, as atenções dos tripeiros parecem voltar-se para outras personalidades do burgo. Rui Rio, tem o respeito de grande parte do eleitorado, mas poucos gostam dele. Daí que, a discussão sobre quem melhor poderia substituí-lo na Presidência Câmara comece a ficar animada.
Santos Silva, é outra figura que tem sido lançada como provável candidato e considerada consensual em certos círculos. Há quem defenda ser o único capaz de fazer convergir opiniões favoráveis entre PS e PSD.

Parecendo igualmente credíveis as duas candidaturas, Rui Moreira tem todavia, algumas características em relação a Santos Silva que podem dar-lhe alguma vantagem. Uma delas, não despicienda, é a sua grande capacidade de comunicar para um eleitorado heterogéneo. A outra, é a da ser mais jovem e praticamente desligado de vincadas ligações político-partidárias . Santos Silva, tem um perfil mais reservado e elitista, o que poderá eventualmente comprometer-lhe a candidatura.
Por outro lado, Rui Moreira representa para os eleitores portistas uma séria reserva para a futura presidência ao Futebol Clube do Porto, que é o único facto susceptível de gerar alguma hesitação nesse eleitorado, mas que seria facilmente ultrapassado com uma atempada definição, sobre a sua vontade e opção.

De resto, são dois homens do Porto, competentes, participativos, cultos e também sérios.

O ideal para os portuenses, seria aproveitar as potencialidades de ambos, porque o Porto bem precisa de gente com ambições cívicas, qualificada e honesta.

05 março, 2008

"ACERCA DOS OPTIMISMOS AVULSOS"

Há quem diga que o Norte, e o Porto em particular, se queixa demais do que não faz e, em vez de reagir e lutar contra as adversidades para as vencer e ultrapassar, se refugia na lamúria e no "sacudir a água do capote próprio", responsabilizando Lisboa e o Governo por tudo de negativo que aqui vem acontecendo de há umas décadas para cá.

Algo me diz que os efeitos da ressaca pós-centralismo (se é que, alguma vez terá fim) estão para dar e durar. O centralismo vigente é como um tumor, deixa metástases por onde passa, e se há organismos que lhe resistem, outros há, que supondo tê-lo controlado já estão contaminados sem disso se darem conta.

Vejamos: começando por Belmiro de Azevedo no tôpo da pirâmide da sociedade civil, passando pelo senhor António da padaria da esquina, prosseguindo por todos aqueles que estão empregados, até à imensa fila dos que não têm essa sorte, seria bom que, definitivamente, soubéssemos a qual destes quadros se referem os "optimistas" deste país.

Este hábito - que já se tornou doentio - de carregarmos na tecla do pessimismo para justificar a depressão do Porto e do Norte, tem der ser refreado quanto antes, sob pena de nos vermos ainda mais privados da atenção do Estado Central do que já estamos. Além de mais, não é rigoroso nem sequer honesto, cair-se sistematicamente na esparrela de fazer-se do positivismo uma espécie de caldeirada onde se misturam peixes de tipos e qualidades diferentes.

Com o respeito que lhe é devido, pela idade e pela reputação que conseguiu granjear, haverá pessoa mais optimista que o Dr. Mário Soares? E daí? Esse optimismo, foi-lhe porventura suficiente para evitar a estagnação social e económica do país?

Ainda hoje, podemos ver na página do JN com a rúbrica "Termómetro", dedicada a frases de figuras públicas, como é o caso de uma do Dr. Soares a confirmar o seu típico optimismo: "tenho confiança no futuro de Portugal e dos portugueses, sempre tive". Fica-lhe bem, mas não chega. Os portugueses precisam de factos, de resultados optimistas, não de previsões otpimistas. As previsões optimistas quando repetidamente defraudadas soam como uma burla.

Já sabemos que não é com derrotismo e lamentos que se progride, mas para lá chegarmos não é suficiente reclamarmos a livre iniciativa dos cidadãos ou o apelarmos ao empreendedorismo sem dizermos concretamente para quem estamos a falar.

Perguntem aos milhões de portugueses que, durante décadas a fio, entre os 50 anos de ditadura e os quase 34 que já viveram de "democracia" (as aspas são incontornáveis), se viram obrigados a sair do país para não morrerem de fome. Perguntem agora, aos milhares de jovens licenciados que não conseguem empregar-se nem vislumbram possibilidades a medio prazo de o conseguirem e que começam também eles agora a procurar alternativas no mercado estrangeiro. Perguntem-lhes se é de optimismo que eles querem ouvir falar quando andam a exigir-lhes mais e mais qualificações. Para quê? Para se verem depois empurrados para a emigração?

Ontem mesmo, a RTP mostrou um documentário sobre emigrantes portugueses em Vancover, no Canadá, onde aparentemente prosperaram; mas o que seria feito deles se se deixassem ficar por cá? Que oportunidades lhes teriam sido dadas neste país de burocratas e corruptos?

Não foi, seguramente, o "optimismo" nacionaleiro que os ajudou a contornar os obstáculos, foi algo mais concreto, como a coragem de partir e a fé nas condições oferecidas por um país que não era o seu.

Deixemo-nos sim, é de lamúrias falsamente optimistas, porque essas mais do que constituirem um estímulo para a superação de dificuldades, são um subterfúgio para não ver a realidade e um óptimo aliado das (ir)responsabilidades do Estado.

É nestas ambiguidades que o Centralismo aposta e se conserva. Na germinação de dúvidas sobre as nossas próprias capacidades e valores.
Já quase conseguiu retirar-nos a fama de povo trabalhador (o portuense), só falta mesmo é limparem-nos o cérebro.

04 março, 2008

Santa Carolina é humana


e a Santa faltou ao tribunal...

Santa Carolina, padroeira da Justiça Centralista também adoece. E também tem casos com a Justiça.

Em Portugal abundam fenómenos deste género.

Casa Pia: o silêncio continua

As criancinhas que se cuidem...

VENCEDOR DA TAÇA DA LIGA DE ANDEBOL


SPORTING - 18 // FUTEBOL CLUBE DO PORTO - 23

Não foi o Benfica, foi o Futebol Clube do Porto, o glorioso genuíno, autêntico, não o fanfarrão e megalómano...
Em 5 edições desta competição venceu 3. Nada mau.
Como não foi o Benfica, as televisões centralistas, como é costume, omitiram "democraticamente" o acontecimento.
Só por essa razão o Renovar o Porto "substitui" quem tinha o dever de informar.

03 março, 2008

O Novo código penal e Paulo Portas

Alguma vez na vida este rapazinho com grande talento para o teatro, mestre a agravar a voz quando fala à plateia e que tão bem sabe dar-se ares de importante, seria dirigente de um partido político se dependesse de mim? Hélàs, como não depende...

Quem diz Paulo Portas, diz outros melros parecidos, de outras simpatias partidárias do nosso cenário político. Ainda estão em exercício, e enquanto não formos capazes de os irradicar dos bastidores do poder,o país vai continuar a definhar. Eles não vão mudar nunca e enquanto estiverem em actividade Portugal terá o mesmo destino.

Ana Gomes, a euro-deputada socialista por quem tenho particular simpatia, disse aquilo que todos nós vamos comentando entre paredes, que o novo código do Processo Penal foi concebido para "proteger" alguns tubarões da nossa vida política de prestarem contas à Justiça. É óbvio que todos nós nos inclinamos mais para fazer fé nessas notícias do que para delas duvidar e não é porque gostemos de maldizer, mas porque à luz do que vamos lendo e sabendo, confirmando e depois vendo silenciado até ao esquecimento final, só podemos é continuar a desconfiar desta gentinha. Disse bem, desta gentinha, porque é mesmo de gentinha que se trata.

Paulo Portas afirmou em plena Assembleia da República ter perdido o respeito ao 1º. Ministro, e eu digo e escrevo aqui que já perdi o respeito pelos dois, há muito!

Não é de polémicas difamatórias a coisa que mais aprecio. Pelo contrário, desprezo-as, tal como abomino os seus autores. Mas já simpatizo bastante com os não alinhados, com os "anti-yes man", com os que colocam a consciência à frente da obediência, com os não carreiristas, com os que não fazem da honestidade uma pastilha elástica... É nesses raros que ainda deposito alguma esperança.

Manuel Monteiro é convidado regular de um programa da RNTV onde pude ouví-lo a falar das declarações de Ana Gomes sem ter chegado a saber se concordava com ela ou se a estava a criticar. Tanto dizia que Ana Gomes devia estar louca como admitia ter havido tramóia no caso "Portucale". Ele próprio (sem se dar conta) foi um "bom" exemplo da demagogia da nossa classe política mais básica. Assim não vai lá, e a RNTV também não. Se é unicamente com estes espécimes políticos que pretende impôr-se como televisão será outro fracasso pior do que o da NTV de quem copiou parcialmente o nome.

Quem diz estas e outras verdades, como disse Ana Gomes, é logo carimbada de persona non grata, já sabemos. E também já sabemos porquê. Não se iludam.

No JN, também há gente que não anda a dormir...

É suposto, como reagia Cavaco Silva à vaga de violência destes dias em Loures, termos confiança na capacidade preventiva e actuante das forças policiais. Mas os episódios que envolveram a demissão do director das Polícia Judiciária do Porto e a sua substituição só nos deixam margem para incertezas. Ás vezes, mais vale recapitular o histórico recente para sabermos do que estamos a falar.


  1. Começando pelo Apito Dourado. É nomeada uma equipa especial, conduzida por Maria José Morgado, enquanto, simultaneamente, se lança uma nuvem de suspeição sobre os actores da Justiça que operam no Porto. Já lá vão dois anos e os resultados são pouco mais do que sofríveis, mas isso ninguém questiona.
  2. Durante seis meses, uns gangues desatam aos tiros, perante a alegada passividade dos mesmos agentes da Justiça portuense. Nomeia-se nova equipa especial, novamente vinda de Lisboa, e novamente a nuvem de suspeição paira no ar. Os resultados desta megaoperação também são, por agora, sofríveis, mas isso ninguém questiona. Assim sintetizado, o caso parece irrelevante,. Deixa de o ser quando se percebe que, ao longo de meses, a imagem que os actores da Justiça deram de si próprios foi a de um bando de gatos engalfinhados, sôfregos pelo poder, não para servirem os outros, mas para se servirem. Não é por acaso que cresce o sentimento de impunidade, o mesmo que levou um tipo a disparar sobre outro depois de uma noite passada na discoteca, como se verificou na madrugada de domingo, no Porto. Nem é por acaso que em Loures os homicídios se sucedem. O que é de estranhar é não ter sido nomeada uma equipa especial do Porto para investigar a vaga de violência em Loures. O que, pelo que se vê, também não adiantaria muito. As equipas especiais fazem lembrar as comissões de inquérito da Assembleia da República. São anunciadas com grande alarde, mas terminam de mansinho, para ver se ninguém se lembra.
De Domingos de Andrade, no JN de hoje

Face a estes factos (também aqui destacados insistentemente), será que o senhor Procurador já terá percebido que procedeu mal, em várias vertentes?

A primeira delas, foi ter mostrado vulnerabilidade a pressões, viessem elas de onde viessem. A ponderação rigorosa antes da tomada de decisões, é uma regra de ouro para tudo, mas muito em especial, para cargos desta responsabilidade.

Em consequência dessa fragilidade, a segunda má acção resultou numa humilhante desconsideração para com a Direcção da PJ do Porto e respectivos representantes, bem como para com o próprio Director Geral da PJ, de quem tinha o dever institucional de confiar. Ao retirar das investigações a equipa da PJ local e nomear a de Lisboa, Pinto Monteiro deu inequívocas provas de perda de confiança na primeira, sem contudo apresentar justificações objectivas para essa decisão.

A terceira vertente infeliz deste processo, confirmou a incompetência do senhor Procurador. Repetiu o erro, desvalorizando a primeira escolha do Director Geral da PJ na substituição do director demitido. Como é do conhecimento público, é da exclusiva responsabilidade do Director Nacional da PJ a nomeação das direcções locais. Não seguindo estes procedimentos legais, o senhor Procurador Geral não só não respeitou as regras do jogo como desconsiderou de novo o senhor Director Geral de PJ.

Por fim, em matéria de criminalidade, olvidou um pormenor importante para opinião pública nacional (que não é apenas a de Lisboa) que é o seguinte: ainda não explicou a sua apatia relativamente ao Processo Casa Pia cuja gravidade em termos sociais e humanos é mil vezes superior ao Apito Dourado e se vem arrastando há cerca de 5 anos, num ensurdecedor silêncio !

29 fevereiro, 2008

Detective Orelhas, a terceira escolha


É ele mesmo, o Orelhas, a terceira escolha da PGR para Director da PJ do Porto.
O nome de baptismo foi-lhe atribuído por uma eis-inimiga, agora mais conhecida por Santa Carolina, recentemente convertida na mais credível testemunha no famoso processo Apito Dourado.
Segundo fontes bem informadas, a nomeação reúne consenso nas mais altas esferas do Poder Central Lisboeta.
O facto de ser Presidente do Benfica ( por isso, acima de qualquer suspeita) parece ter pesado na nomeação.
NOTA FINAL: A foto foi a possível dada a grande capacidade deste investigador se camuflar. É possível vê-lo a segurar na mão direita uns "rabitos de palha", mas garentem-nos ser apenas parte do disfarce.


É adepto do F.Clube do Porto? Então já sabe, está sob suspeita!


O senhor Victor Guimarães, ex-Director da PJ do Porto , demitiu-se recentemente do cargo por óbvia falta de solidariedade da PRG. Foi acusado pela procuradora nomeada de Lisboa, Luísa Fazenda, de travar as investigações do Processo Apito Dourado, o que obrigou o director Geral Alípio Ribeiro a nomear outra pessoa para o substituir.


Seguiu-se, esta "irrepreensível" ordem cronológica de procedimentos:



  1. O Dr. Alípio Ribeiro, pessoa à priori confiável, mas subitamente transformado em réplica humana de bola de ping-pong, decidiu (como é da sua competência) nomear o magistrado Almeida Pereira para substituir o director demissionário.

  2. Imediatamente após a propalada nomeação, alguém (ou alguns), cujo nome e rosto permanece na penumbra do anonimato, sugere ao senhor Procurador, que Almeida Pereira tinha ligações com o Futebol Clube do Porto...

  3. Ter ligações ao Futebol Clube do Porto, ficamos a saber, significa, na óptica da 'prestigiada' equipa de investigação centralista, que não merece confiança. Vai daí, o senhor Procurador deixa-se ir na onda, ajuíza sem julgamento o recém nomeado director, e recusa dar o respectivo aval ao Director Geral da PJ.

  4. Sem perceber que se transformou na tal bola de ping-pong, Alípio Ribeiro está a fazer contas à vida para nomear alguém que seja da confiança de "todos". E ser da confiança de todos, pode ser tudo, excepto ser simpatizante do F.C.P. Superbe!

Perante estes elevadíssimos procedimentos, é-nos conferida a legitimidade de depreendermos que quando o Sr. Procurador Geral convencer - por acção dedutiva - o Sr. Director Geral da PJ a nomear um magistrado do Ministério Público que seja Benfiquista ou Sportinguista, o problema estará ultrapassado e as condições mínimas de rectidão asseguradas. Parabéns!


28 fevereiro, 2008

Musa Inspiradora



OLHAR CÂNDIDO, REGENERADO E
SOFRIDO DE SANTA CAROLINA,
MUSA INSPIRADORA DA JUSTIÇA
CENTRALISTA

Outra vez, o Porto e o Hélder Pacheco...

É um bálsamo para o nosso orgulho ler este artigo do Hélder Pacheco e a história de um jovem tripeiro de Lyon

Aeroporto Sá Carneiro: o melhor da Europa!

A conta gotas, com os entraves castradores (e a inveja) do centralismo, ainda vamos tendo algumas alegrias.
Esta é uma delas, além da Casa da Música, do Estádio do Dragão - sem dúvida o mais belo do país e um dos mais bonitos do Mundo - e o Metro do Porto.

Para que conste, nenhuma destas obras é devida ao actual autarca Rui Rio que, em péssima hora, alguns portuenses de gosto muito duvidoso se lembraram de oferecer o voto.



O aeroporto internacional do Porto é o único dos equipamentos aeroportuários portugueses que surge no topo da classificação, que mede parâmetros como a comodidade, o tempo de espera no check-in, o tempo de espera pela bagagem ou a qualidade dos produtos vendidos na aerogare, entre outros. Ao figurar pelo segundo ano consecutivo entre os melhores, o "Sá Carneiro" cimenta a sua imagem internacional. Quando, em 2006, foi considerado o terceiro melhor da Europa, o presidente da ANA (entidade gestora das aerogares nacionais) lembrou que era um feito inédito para o país.

POST ABERTO À "PORTO CANAL" E À "RNTV"

Por ter cancelado o meu contrato com a TVCabo (Sulista e cara) e ter aderido à TVTel (Nortenha e mais económica) perdi o acesso à estação Porto Canal. Em contrapartida posso aceder à RNTV (Região Norte Televisão), que começa agora a dar (não muito bem) os primeiros passos.

Esquecendo os aspectos económico-financeiros de que ambos os canais nortenhos seguramente carecem, de compreendermos algumas limitações técnicas, uma programação criativa mas naturalmente incipiente, existe uma grande lacuna na grelha de programação dos dois canais, que me parece imperdoável, que consiste em não estarem a tirar o melhor partido das muitas figuras públicas (da cultura, ciência e desporto, etc.) existentes na região.

Há inúmeras pessoas do Porto e de outras cidades nortenhas, que apenas por serem da região, são praticamente desconhecidas no resto do país e pouco ou nada contam para os media centralistas. Todavia, tirando uma ou outra excepção (no Porto Canal), continuamos sem ver nem ouvir nestes canais regionais, gente qualificada portuenses genuínos, e adeptos da regionalização que se mantêm longe do pequeno ecrâ. Mas, por quê? Já tentaram?


Fica a ideia, que alguns de nós ainda não se aperceberam da importância da televisão no 'fenómeno' da descentralização, de darmos a conhecer a esta massa enorme de gente nortenha (que também vota) as pessoas que afinal lhes estão mais próximas e que, de certo modo, podem com um pouco mais de visibilidade dar o seu contributo e até influenciar os orgãos do poder no sentido de regenerarmos a situação.

É melhor, esquecerem-se (pelos menos, por enquanto) daquelas caras sobejamente conhecidas quase todas oriundas da capital e das quais até já sabemos o nome dos gatinhos de estimação. Esqueçam também os políticos que nada fizeram pela região. Esses, ainda têm muito que tarimbar para afirmarem competências e não são as figuras mais fiáveis...

Afinal, não foi a extinta NTV que deu a conhecer ao país pessoas como o Dr. Rui Moreira (Presidente da Associal Comercial do Porto), o Dr. Azeredo Lopes, Presidente da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social), o Dr. José Manuel Mendes (Presidente da Associação Portuguesa de Escritores e membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social) ?

De professores conceituados, ciêntistas, escritores, jornalistas, actores, desportistas, artistas, o Porto e o Norte profundo, está cheio! É um erro de casting comercial primário deixar este "furo" precioso por preencher, é um mercado com potencial e (para já) sem concorrência! Que mais querem? Telenovelas?

Esperamos, é que esta timidez comercial não seja uma cópia da estratégia oportunista seguida por outros media, que para se realizarem financeiramente acabam por se vender ao mercado centralista para daqui a pouco nos impingirem a gratificação do costume: as célebres Edições Norte na versão televisisva.

Ponham mais carácter e menos subserviência na vossa actividade, senhores administradores de TV e jornalistas! Vamos a isso!

27 fevereiro, 2008

Ciclos Económicos e Tendências Longas

O economista Eugénio Rosa tem sempre a amabilidade de me enviar os vários e pertinentes estudos que elabora. Partilho convosco o último da sua autoria por se enquadrar perfeitamente nos temas aqui abordados. Chama-se " As Desigualdades Regionais Continuam a Ser Muito Grandes Em Portugal". Será que as assimetrias e discriminações que Eugénio Rosa aponta neste documento também podem ser explicadas à luz dos "ciclos económicos e tendências longas" ?

Estará na altura do Sr.Procurador de demitir?

Artur Pereira e Victor Guimarães
da Polícia Judiciária/Porto
É o que eu digo. Se é verdade que a directoria da cidade invicta apresenta melhores resultados que todos os departamentos nacionais da PJ (incluindo o de Lisboa), não devia ser a primeira a merecer a confiança do senhor Procurador?
Sugestão: talvez...nomear uma equipa especial da PJ Porto para investigar o Processo Casa Pia e ver se, de uma vez por todas, sabemos se há mais alguém julgado para além do desgraçado Bibi!

Ainda os "Olhares Cruzados sobre o Porto"

No discurso político (também copiado por alguns papalvos) é recorrente o uso e abuso de dois substantivos: o pessimismo e o optimismo. Normalmente, poêm-nos em prática quando sentem as orelhas a arder e ouvem a população contestar suas performances.

Então, agarram-se com unhas e dentes às parcas benfeitorias que foram realizando como se tão pobre argumento fosse capaz de contradizer a realidade do estado das coisas. É como se achassem que só teríamos razões para os criticar se não tivessem feito absolutamente nada! O nosso primeiro-ministro é um bom exemplo, mas lamentavelmente, não é o único.

Enquanto no poder, os políticos, são incapazes de descer à terra, de sentir o povo, de acreditar no drama do número crescente de desempregados, de contrariar os efeitos nefastos de um centralismo impiedoso, de perceber as notícias sucessivas que nos colocam na cauda da Europa em quase tudo, e mesmo assim continuam convencidos que estão a fazer bem.

O que mais indigna nesta hipócrita e costumeira atitude, é o lado cínico, quase afrontador, a que recorrem, tratando os eleitores como se fossem todos ignorantes, de quem apenas se aproximam e servem, exclusivamente, como angariadores de votos.

Sou por isso, absolutamente contra esta "conveniência democrática" do desempenho em simultâneo de cargos públicos e privados pela parte de deputados. É uma aberração política e social, da qual os políticos partem sempre em vantagem relativamente ao comum cidadão. É concorrência desleal e perniciosa. Perniciosa, porque compromete, desde logo e em pólos opostos os próprios políticos, com a agravante de lhes redobrar os poderes e as influências.

O recente caso do Casino de Lisboa é disso um paradigma. Independentemente do apuramento das investigações (se as houver), as escutas telefónicas traduzem tudo, menos lizura de processos.

Os indícios são altamente comprometedores para os implicados, numa manobra publico-privada onde o património do Estado parece ter servido de moeda de troca para favores e negociatas. Em suma: não dá para confiarmos nesta gente, para lhes reconhecermos integridade, para enfim, nos representarem.

Teria muito gosto em participar nesses debates e encontros que se vão realizando aqui pelo Porto onde, se apresentam opiniões, discutem causas, e raramente soluções, mas incomoda-me ter de o fazer no meio de alguma gente que só lá vai para continuar a vender a sua imagem pública, ou seja, para empatar.

As elites locais interessadas pelos problemas do Porto, gostam de se misturar com as elites do poder, apesar de saberem que elas já não são de confiança. Não se demarcam. Ouvem-nas pachorrentamente como se ainda esperassem dali alguma coisa de objectivo.

Como dizia Rui Moreira, e bem, as ovelhas não se tosquiam a si mesmas, por isso, não sei o que podem esperar de figuras como Pires de Lima, Augusto Santos Silva e outros.

No meio deste género de personagens teria dificuldade em ficar de bem com a minha consciência e até com a minha maturidade. Daí que, gostava muito de saber medir a confiança que lhes merece quem se predispôs a ouvi-los...

25 fevereiro, 2008

O Centralismo e o Futebol Clube do Porto

Por incrível que pareça, foi também por causa da clubite centralista que se acentuou o fosse assimétrico entre Porto e Lisboa. É fundamental que se entenda isto, para nos ajudar a compreender outros "fenómenos" contemporâneos, como a corrupção desportiva e toda a sorte de polémicas, principalmente em redor do Futebol Clube do Porto e do seu Presidente.

Desagrada-me reconhecê-lo (porque também nasci aqui), mas os portugueses,talvez pela sua condição de país periférico, têem uma enorme dificuldade intelectual em aceitar o sucesso dos outros, compensando esse endémico complexo com mitos e má língua. É assim.

Mas isto, não pode ser confundido com o direito legítimo dos cidadãos à critica, quando tal se justifica. Nesse sentido, não é honesto negarmo-nos a nós mesmos esse parco direito, vis à vis o rumo desastroso que Portugal tem seguido.

Tendo recebido muitos subsídios, inerentes à adesão comunitária europeia, Portugal desbaratou (vá-se lá saber por quê...) tantos outros, realizando pelo caminho -obrigatoriamente - algumas obras públicas, mas na realidade nunca conseguiu, mesmo assim, produzir riqueza bastante com reflexos na qualidade de vida da população de forma equitativa e desconcentrada.

E é com base nestes factos que deve ser feita uma avaliação honesta sobre a realidade nacional. Portanto, não é correcto, a pretexto das auto-estradas (muitas delas mal concebidas e depois reconstruídas), das Expos e de outros empreendimentos do género, consolarmo-nos com esses " rebuçados", porque isso, era o mínimo que se podia fazer. Enfim, a União Europeia exigia contrapartidas justificativas para nos financiar, e como é óbvio, algo teria de ser feito.

Foi mais ou menos neste período, entre o pós 25 de Abril de 1974 e a adesão à Comunidade Europeia até aos dias de hoje, que o Porto, e o Norte em geral, se degradaram económica e socialmente, que emergiu uma instituição desportiva a remar contra essa corrente depressiva, chamada Futebol Clube do Porto e o seu mentor, Jorge Nuno Pinto da Costa.
A ascensão do clube da cidade Invicta foi-se tornando avassaladora, com êxitos nacionais e internacionais, mas rapidamente provocou mal estar na capital e particularmente no Benfica, clube até então habituado a ganhar quase tudo e a beneficiar de todo o tipo de apoios pelo anterior regime. Contudo, com a democracia nada se alterou na arbitrariedade de processos, e a desigualdade de tratamento até se acentuou nos últimos anos.

Impotentes para superar, pelas vias legais e competentes (campeonatos), o adversário nortenho, o regime centralista não se coibiu de promover todo o tipo de esquemas e cabalas para afectar o Futebol Clube do Porto. De programas televisivos (Os Donos da Bola, da SIC), onde participavam
indíviduos contratados para denegrir a imagem do clube, até à rádio e aos jornais desportivos, tudo foi feito para destruir o (sucesso do) clube.

Hoje, a campanha persecutória adensou-se ainda mais, com a invenção do "Processo Apito Dourado" cujo objectivo principal é, como toda agente já percebeu, a incriminação de Pinto da Costa, a todo o custo, embora travestido de regenerador de ética e transparência desportiva...

O senhor Procurador Geral da República, parece desorientado. De tal modo, que é ele próprio a dar sinais de vulnerabilidade com a aparente arbitrariedade das suas decisões. Na dúvida, transmite sistematicamente a confiança às equipas de investigação lisboetas, denegrindo por consequência, e sem nada que o justifique, a imagem dos seus pares portuenses.

Ninguém percebe, sem assombro nem suspeita, como é que, imediatamente após a demissão do Director da PJ Porto e posterior nomeação de um outro, sejamos logo bombardeados pelos media com a notícia de que este último levanta suspeitas à equipa de investigação lisboeta, por alegadamente, ter simpatias clubísticas com o Futebol Clube do Porto.

Tudo isto parece surreal, tudo isto parece uma brincadeira de crianças.

Por muito menos, os media centralistas arrasaram com a reputação dos antigos procuradores gerais. Tanto Cunha Rodrigues como Souto Moura não foram poupados à lupa impiedosa dos jornais e televisões.

Neste caso, o sistema pendura-se às cavalitas da comunicação social, e não faz mais do que branquear e apoiar as prestações medíocres do actual Procurador, e isso, cada vez se parece mais com uma cereja em cima do bolo anafado do Centralismo.

Resumindo: a fita tem de começar a ser lida ao contrário. Há pois que meditar muito bem, no quê e quem, urge de facto investigar.

23 fevereiro, 2008

Conversa da Treta

Outra coisa que me irrita solenemente, são os manifestos de indignação patenteados por alguns políticos relativamente à péssima imagem que semearam na opinião púiblica.

Em abono da verdade, por muito que isso desagrade aos partidos que acederam às esferas do Poder (PS e PPD/PSD), os mais sérios e coerentes, são paradoxalmente aqueles que o sistema acusa de demagógicos: o PCP e até o próprio Bloco de Esquerda.

Mas, na realidade, por reflexo da queda do regime comunista, o subconsciente popular assimilou (se calhar, mal) que não lhes deve ser dada a oportunidade de se readaptarem a este tipo de democracia (que nem sequer é recomendável), para mostrarem o que valem. Não votam neles e pronto. Só servem, enquanto bóia salvadora, para o povo se "vingar" dos partidos que os andam a enganar há décadas sucessivas. As pessoas não percebem, que com esta esperteza saloia não estão mais do que a transmitir aos partidos do poder convencionais a ideia de insubstituabilidade que em vez de os regenerar os acomoda e vicia. Às vezes é preciso arriscar um pouco mais.

Mas, como disse, é a indignação de alguns protagonistas políticos que me irrita, quando dizem que desprezamos a sua actividade. Irrita-me, porque esta reacção revela de per si o autismo em que têm vivido e os leva a confundir a imagem que fazem de si mesmos com a imagem que pensam dar aos cidadãos. O erro autista reside aqui.

Quando dizem com despudor, que as pessoas ignoram o serviço público que prestam ao país, esquecem-se que a medida dessas mais valias nunca pode ser feita por quem as executa, mas tão só por quem delas tem de beneficiar: o Povo.

Os "Olhares Cruzados sobre o Porto"

António Pires de Lima, político do CDS-PP e actual administrador da UNICER, como a maioria dos políticos, sabe bem fazer valer a técnica do camaleão, que é, como se sabe, a de adaptar-se ao meio ambiente e se necessário, fundir-se com as suas côres.

Por isso, talvez para não nos avivar a memória do facto de ter deixado Lisboa para ocupar o poleiro da cervejeira nortenha (que podia ser preenchido por alguém residente no Porto e sem compromissos político-partidários), Pires de Lima decidiu dar o seu importante contributo no "Olhares Cruzados sobre o Porto".
Como seria de esperar, nada de objectivo adiantou para nos ajudar a resolver os problemas da região, mas ainda assim, houve quem ficasse muito surpreendido por não lhe ter acrescentado uma única medida ou ideia inovadora.


As pessoas que tiveram a boa vontade de assistir ao debate, sem se preocuparem com a qualidade de todos os intervenientes e que aparentemente saíram defraudadas com os seus resultados, só podem é queixar-se de si mesmas, por continuarem a dar crédito a quem já deu provas de não o merecer.
Pelo menos, talvez tivessem lucrado alguma coisa com a presença do Dr. Pires de Lima, se - por exemplo - lhe tivessem perguntado se foi para despedir uma data de funcionários da UNICER que deixou Lisboa para dar esse excelente contributo em "benefício" da nossa região...
Mas, o melhor é ficar-me por aqui, senão lá vem a chapa 5, da "demagogia".
Pois bem, então reafirmo: demagogos são indubitavelmente todos os Pires de Lima deste país, que sabem gerir muito a contento a sua vidinha pessoal, mas nada de significativo fizeram por ele, a não ser, isso mesmo: acrescentar demagogia.

22 fevereiro, 2008

A "fotografia" parece não estar a ficar lá muito nítida

"De acordo com informações recolhidas pelo JN, nas últimas semanas, mas principalmente após a comunicação pública da directora do DIAP do Porto, Hortênsia Calçada - em que foram rebatidas críticas veladas quanto ao desempenho na fase inicial da investigação do processo das agressões contra Ricardo Bexiga -, os magistrados do Porto têm recebido diversas manifestações de apoio por parte de colegas de todo o país.
Solidariedade
A formação de uma onda de "solidariedade" ter-se-á intensificado na sequência da participação de Maria José Morgado no programa "Prós e Contras", da semana passada, na RTP. Neste debate, em que interveio Ricardo Bexiga, a directora do DIAP de Lisboa e também coordenadora da equipa do Apito Dourado evitou pronunciar-se directamente sobre o caso Bexiga. Por essa razão, e também pelo teor das declarações de Bexiga, sobressaiu uma ideia de atribuição de responsabilidades ao Porto pelo fracasso na investigação. O próprio despacho de arquivamento da equipa especial de Morgado permitia essa leitura."
Receio bem que a entrada empolgante de "águia" da Dra. Maria José Morgado no "Caso Apito Dourado", vá decepcionar os milhões de filhotes que por aí andam a reclamar uma Justiça feita de encomenda.
Palpita-me mesmo que a saída do processo se assemelhe mais à de um passarinho pouco inocente...
Ler aqui o artigo do JN completo.

21 fevereiro, 2008

A futura Casa da Arquitectura de Matosinhos

Apesar do que foi dito no post anterior, há alguns casos excepcionais, que embora não possam considerar-se "imaculados" (a Av. dos Aliados é disso um exemplo), conseguiram alcançar um estatuto de excelência louvável, tanto a nível interno como externo.

É o caso de Siza Vieira, que às vezes me faz lembrar o Quaresma no futebol. É um génio que às vezes complica e também não gosta que o assobiem...



Extraído do blogue Bússola e da autoria de Fernando Rocha

"Da Cordoaria"


"O desenho do lago é aberrante. O varadim que lá havia - dos tempos do cimento a imitar troncos de árvore - era parolo para a pós-modernidade. Mas seguro. Protegia as pessoas de caírem à água. Experimentem lá levar agora crianças, alguém em cadeira de rodas, um distraído, um cego. Caem à água. Plataforma sobre lagos, em jardins públicos sem resguardo e protecção, parecem-me pedir processo judicial."

Está carregadinho de razão Helder Pacheco. Há certos senhores que fazem das suas actividades profissionais verdadeiros templos de esoterismo, onde ninguém pode entrar ou emitir opinião.

Nunca aceitam a crítica, mesmo que ela seja construtiva e tenha preocupações sociais. Convencem-se que só eles estão à altura de entender as necessidades públicas porque pensam muito mais para a frente que o cidadão comum .

A coberto desse pragmatismo duvidoso, esquecem-se muitas ocasiões do essencial, e "lixam" o zé povinho com as suas excentricidades, como foi este caso aqui.

Finalmente, e para variar: mais do mesmo



Para quem ainda tivesse dúvidas ou andasse distraído com estas 'futilidades' futebolísticas, que só servem para 'alienar e embrutecer', ficam aqui testemunhos de como estavam enganados. Se calhar, quem estaria a dormir na patetice da sua arrogância intelectual, era quem faz dos outros, mentecaptos e gente menor ...

Durante 8 dias consecutivos, apresentamos aqui as 1ªs. páginas do jornais desportivos de maior tiragem do país, e ficou definitivamente provado que, não só não andamos a ver fantasmas, como não somos paroquianos, nem inventamos nada. Apresentamos, FACTOS!

Se isto não bastar, não custa nada continuar a publicar estas preciosidades. É só dizê-lo.

Os "descentralizadores"

Alguma gente, que faz muita questão de se mostrar conhecedora e segura de todo o tipo de assuntos, incluindo os de índole política e social, não é contudo capaz de engendrar outros argumentos para explicar a sua "fé" mórbida na descentralização (contra a Regionalização) que não seja os da proliferação do caciquismo local e o perigo de desintegração do país.

Quem a ouve falar, não pode deixar de ficar intrigado para perceber como é possível em mais de três dezenas de anos de promessas não cumpridas de descentralização, continuar a defender um mentira. Sim, porque é a defesa de uma retinta mentira aquilo que fazem os adeptos da "descentralização", não é nada mais do que isso.

É quase como levar o carro avariado à oficina, deixá-lo lá ficar sem funcionar durante mais de 30 anos, tão só porque o mecânico nos prometeu que um dia o haveria de arranjar. É caso para perguntarmos, se os fãs da descentralização costumam ter essa mesma tolerância com os seus mecânicos...

Mas, lamentavelmente, o caso aqui é mais sério. Não estamos a tratar do conserto do nosso automóvel, estamos a falar de questões de cidadania, de vida, e não devemos brincar com elas.

Por outro lado, é difícil compreender como se pode continuar a acreditar em algo que há muito, já não merece crédito, e desconfiar de uma alternativa (a Regionalização) de governação da qual - pelos exemplos de outros países europeus - só temos razões objectivas para conceder o benefício da dúvida.

Por outro lado ainda, é absolutamente irresponsável e cínico, pôr em causa a integridade nacional, assustanto o povo, quando afinal se insiste na defesa de métodos governativos (manutenção centralista de poder), que mais não têm feito senão acentuar assimetrias e estimular ideias separatistas. Não haverá pois, alguma coisa aqui, de maquiavélico e insano?

Só por isso, desconfio muito dos "descentralizadores". Vejo-os como cumplíces desta pouca vergonha, deste sistema irresponsável de "governar" o país, que é afinal de contas, a única e verdadeira ameaça à nossa integridade, enquanto nação.

20 fevereiro, 2008

"DROGARIAS"


Heidi Klum, ex-anónima, actual modelo profissional mais bela do Mundo







Victor Constâncio, ex-político, actual Governador de Banco Nacional mais bem pago do Mundo




Entre estes dois tipos de "substâncias" alucinogénicas, recomendamos a da foto de cima. Os efeitos secundários, são seguramente mais benéficos para a saúde...

Apesar de tudo, é preciso continuar a aumentar o número de cidadãos já imunes a substâncias como: lactose, celulose microcristalina, polacrilina potássica e estearato de magnésio, uma poderosa mistura para tratar a ansiedade e ajudar a dormir.

Nota:
Este produto (altamente tóxico) está também presente na conversa dos políticos, como previne no JN de hoje, Manuel António Pina.