04 dezembro, 2008
Louvável iniciativa da Associação Comercial do Porto
Sou portuense e portista, mas como tripeiro dos "sete costados" que me prezo de ser, tenho muito respeito e simpatia por todos os clubes rivais da nossa cidade. São todos do Porto e Grande Porto! Neste particular, penso não estar só. Esquecendo alguns fanáticos (que os há em todos os clubes), não exagero se apostar como a maioria dos portistas respeitam e simpatizam com os outros clubes da cidade. Não sei é se se poderá garantir o contrário, mas para o caso isso não importa agora.
Além do FCPorto, já fui sócio do Boavista e do Estrela Vigorosa e Sport (para jogar ténis) e sinto igual estima pelo Leixões e o Sport Comércio e Salgueiros. O que importa realçar, é a iniciativa de Rui Moreira, através da ACP, de promover eventos de apoio ao clube do Bessa. Esperemos é que a ingratidão nunca aconteça e que o Boavista renasça para a 1ª. Divisão.
Clique sobre o título do post para ver vídeo da RTPN
Para quando, o Processo "Bancos de Platina"?

Bem sabemos que não cabe à comunicação social investigar a criminalidade, cabe às instâncias judiciais. Apenas não se compreende lá muito bem por que é que, depois de "levantarem a lebre" acerca de pessoas e instituições sob suspeita de procedimentos ilícitos, não acompanham até ao fim os respectivos processos, independentemente do estatuto dos arguidos. E até ao fim, para bom entendedor, quer dizer, até serem apuradas todas as investigações policiais, incluindo os motivos pelos quais grande parte das vezes elas "encravam". Era neste ponto concreto, que os media podiam realmente fazer a diferença (para melhor), em relação à actividade dos investigadores, podendo, deste modo, contribuir para a descoberta do tráfico de influências que eventualmente aí também ocorressem.
Casos há, em que, dependendo da pessoa ou entidade sob suspeita, os media não desarmam, chegando a empolar e a especular os casos, como sucedeu com o hiper-envenenado Processo Apito Dourado, cujo objectivo principal, não obstante encapotado, era atingir o dirigente do Futebol Clube do Porto e o próprio clube. Aqui, não desistiram, fizeram render o "peixe" até ao limite do imaginável, apresentando diariamente casos "novos" e inventando outros tantos. Isto, durante anos! Agora, após a frustração causada pelas decisões dos Tribunais civis e desportivos, favoráveis ao invejado "troféu de caça" e respectiva "reserva privada" (Pinto da Costa, versus FCP), andam mais "calmos", mas ainda assim, não enjeitam a oportunidade, sempre que podem, para reacender a fogueira da conspiração.
Ainda agora, ouvimos da voz do bastonário da Ordem dos Advogados dizer que o caso BPN é indiciador de verdadeira associação criminosa, não sendo sequer possível estabelecer comparação razoável com as pretensas e «nefastas» influências de Pinto da Costa no futebol português, já que nada de concreto se conseguiu apurar. E, mesmo que assim não fosse, é abissal a diferença entre as duas situações. Uma, "envolvia" supostamente um Dirigente desportivo, sobre o qual se promoveu uma campanha nacional de difamação sem nada de substancial ter sido provado. A outra, envolve "só" (entre outros), um ex-ministro, actualmente com estatuto de Conselheiro de Estado, responsável máximo da Administração de um Banco (BPN)e de uma sociedade financeira (SLN) de onde "desapareceram" milhões e milhões de euros. A diferença só é possível medir com exactidão, com a consciência, e por quem (ainda) a tiver. É digna de um genuíno livro, sem "salgados" nem "carolinas", mas com montanhas de indignação e de vergonha.
03 dezembro, 2008
O aproveitamento abusivo de uma política falida
A intenção nunca foi oficialmente proclamada, nem sequer admitida, mas é certo que a concentração dos centros de decisão, oficiais ou semi-oficiais (e dos privados por arrastamento) em Lisboa, e os investimentos maciços nessa região, são a tradução prática duma decisão tomada há muitos anos pelo governo, e que tinha como pressuposto a necessidade de criar em Portugal uma cidade que mercê do seu tamanho e da sua importância financeira e económica, pudesse opor-se à importância hegemónica de Madrid e Barcelona. Foi dentro deste tipo de raciocínio, por exemplo, que o ex-ministro Cravinho se fartou de proclamar que era imperioso um novo e enorme aeroporto em Lisboa " porque Espanha ia fazê-lo na região de Madrid e era necessário captar o tráfego transatlântico que de outro modo seria captado por Madrid".
Penso que sempre foi evidente, mesmo para os não economistas como eu, que a existência de uma mega-Lisboa nunca impediria a conquista económica de Portugal pela Espanha, e que pelo contrário nos enfraquecia como nação. O nosso país é uma presa fraca e pequena face a uma Espanha que mesmo não pertencendo ao G8, nos é incomparavelmente superior em todos os capítulos económicos e até na capacidade empreendedora dos seus agentes económicos, bem como na concepção prática do que entendem por patriotismo. Enquanto no nosso país o patriotismo parece medido exclusivamente pelo número de bandeiras nacionais colocadas nas janelas, ou pelo "orgulho nacional" de termos o melhor futebolista do mundo, a Espanha segue outros critérios. A única consequência prática do conceito de uma mega-Lisboa foi o exaurir do resto do país. É uma comparação nada original, no entanto verdadeira: Lisboa comporta-se como um eucalipto que lança as suas raízes tão longe quanto necessário para absorver cada vez mais água, deixando morrer à sede, se necessário for, toda vegetação que o rodeia.
Sendo mais do que óbvio que a finalidade original do conceito de mega-capital não será atingida, porquê continuar então a insistir numa política de centralização sem limites cujo resultado é o oposto aquele que inicialmente seria desejado? Só vejo duas explicações possíveis: ou estupidez, ou o desejo incontido de benefício próprio, em detrimento dos restantes 70% da população nacional. Pessoalmente, acredito nesta segunda hipótese.
Gostaria de ver o Presidente da República, que é dito ser o presidente de TODOS os portugueses, exprimir publicamente uma condenação desta política destrutiva da chamada coesão nacional. Claro que seria pedir demasiado, especialmente nas presentes circunstâncias em que Cavaco Silva deve estar mais preocupado com os seus problemas no BPN e com a sua convicção de que perderá poderes se o Estatuto dos Açores for finalmente aprovado na AR. Não me parece que sejam problemas muito relevantes para os portugueses, mas ele lá sabe... Deste lado, então, nada a esperar. Dos políticos profissionais, também não. Restamos nós próprios. Conseguiremos travar a nossa destruição?
Penso que sempre foi evidente, mesmo para os não economistas como eu, que a existência de uma mega-Lisboa nunca impediria a conquista económica de Portugal pela Espanha, e que pelo contrário nos enfraquecia como nação. O nosso país é uma presa fraca e pequena face a uma Espanha que mesmo não pertencendo ao G8, nos é incomparavelmente superior em todos os capítulos económicos e até na capacidade empreendedora dos seus agentes económicos, bem como na concepção prática do que entendem por patriotismo. Enquanto no nosso país o patriotismo parece medido exclusivamente pelo número de bandeiras nacionais colocadas nas janelas, ou pelo "orgulho nacional" de termos o melhor futebolista do mundo, a Espanha segue outros critérios. A única consequência prática do conceito de uma mega-Lisboa foi o exaurir do resto do país. É uma comparação nada original, no entanto verdadeira: Lisboa comporta-se como um eucalipto que lança as suas raízes tão longe quanto necessário para absorver cada vez mais água, deixando morrer à sede, se necessário for, toda vegetação que o rodeia.
Sendo mais do que óbvio que a finalidade original do conceito de mega-capital não será atingida, porquê continuar então a insistir numa política de centralização sem limites cujo resultado é o oposto aquele que inicialmente seria desejado? Só vejo duas explicações possíveis: ou estupidez, ou o desejo incontido de benefício próprio, em detrimento dos restantes 70% da população nacional. Pessoalmente, acredito nesta segunda hipótese.
Gostaria de ver o Presidente da República, que é dito ser o presidente de TODOS os portugueses, exprimir publicamente uma condenação desta política destrutiva da chamada coesão nacional. Claro que seria pedir demasiado, especialmente nas presentes circunstâncias em que Cavaco Silva deve estar mais preocupado com os seus problemas no BPN e com a sua convicção de que perderá poderes se o Estatuto dos Açores for finalmente aprovado na AR. Não me parece que sejam problemas muito relevantes para os portugueses, mas ele lá sabe... Deste lado, então, nada a esperar. Dos políticos profissionais, também não. Restamos nós próprios. Conseguiremos travar a nossa destruição?
Os "optimistas" e a realidade
Não raro, deparamos com determinado tipo de frases do estilo "abre-latas", que devem deixar muitos portugueses ainda mais deprimidos do que com as mazelas das crises económicas e financeiras. Tornou-se já uma moda, uma longa moda.
Os autores dessas máximas, portadoras de esperança e de muito optimismo, raramente pertencem àquelas pessoas que mais delas precisam, ou seja, a classe média. Ou, partem de gente bem instalada na vida e respectivos amiguinhos, ou da malta da política. Depois - com jeitinho -, aproveitam a embalagem do discurso para colarem às suas mensagens de "bondade" a ideia de que, também eles, passaram por grandes dificuldades e que, graças ao seu optimismo, à sua perseverança, a muito e árduo trabalho, lá conseguiram vencer os obstáculos até alcançarem o estatuto de homens de sucesso. Todavia, por norma, «esquecem-se» de revelar o que mais interessa, que é, explicar, com seriedade, como lá chegaram (o segredo é alma do "negócio", não é assim?)
Temos um desses casos de sucesso, recentíssimo - que me escuso agora a repetir para não enjoar os leitores, e por ser demasiado óbvio -, que apesar dos primeiros flashs de suspeitas da comunicação social, também já está a ser branqueado por ela. Nestas negociatas, onde entram bancos e governantes ou ex-governantes, o mundo de interesses é tão vasto, que o melhor é usar de prudência e acautelar o futuro... De uma coisa temos já a certeza, tudo isso não vai passar de fumaça. Comme d'habitude.
Os media fartam-se de realizar debates e de entrevistar pessoas, mas ocupam-se primordialmente, com a que mais têm a ganhar com a omissão da realidade, ou mesmo com a mentira, do que com aquelas que, sem cunhas nem compadrios, se fizeram ao caminho para contornar dificuldades e que perceberam, pela sua própria experiência, que o percurso optimista do "caminero" está repleto de escolhos (ignorancia e burocracia), não bastando por isso caminhar.
Aqui há umas dezenas de anos, o Governo lançou alguns programas de apoio ao mercado de trabalho autónomo, criando as RIME's (Regime de Incentivos às Pequenas e Médias Empresas) e as ILE's (Iniciativas Locais de Emprego), às quais decidi, juntamente com outra pessoa, candidatar-me. Depois de termos elaborado o respectivo (e exigido) projecto, começaram a surgir as dificuldades da praxe. A primeira, foi ter de o submeter (e pagar) à apreciação de um economista para o apreciar e atribuir (ou não) viabilidade económica, o que constituía, desde logo, uma contradição à própria iniciativa.
O estudo económico teria também de ser pago à cabeça, do bolso do próprio candidato, o que equivaleria a um primeiro custo sem retorno para o mesmo. Ora, um estudo económico não passa disso mesmo, de um estudo, que pode ser bem elaborado ou não, que pode não prever outros itens fundamentais para a viabilidade do negócio, como por exemplo, o próprio economista não saber levar em conta aspectos como: oportunidade, originalidade, visão futura do mercado, dinâmica comercial, etc. Nem todos os economistas são bons homens de negócios. Enfim, este foi o primeiro entrave, porque o estudo era caro e naquele momento, o dinheiro era o que mais faltava.
Seguiram-se, em catadupa, todos os entraves. O financiamento do projecto. Percorremos tudo o quanto era Banco, apresentamos a ideia, questionamos os técnicos bancários sobre quantos projectos é que até ao momento haviam sido financiados e as respostas eram sempre sempre vagas e imprecisas. Concluímos, rapidamente, que a informação sobre tais "incentivos" era escassa, que os deferimentos de outros projectos eram praticamente inexistentes e que não havia uma coordenação efectiva entre o Governo e a Banca.
O cúmulo da incongruência, aconteceu quando nos dirigimos ao enésimo banco, na expectativa de recolher dados mais precisos, caso tivéssemos a sorte de deparar com um banco melhor informado sobre o assunto. Enquanto esperávamos para sermos atendidos pelo gerente, reparei nuns folhetos que estavam num expositor que faziam publicidade aos referidos projectos governamentais. Qual não foi o nosso espanto, quando constatamos que o Gerente do Banco não sabia do que estávamos a falar. Eu ainda disse: desculpe, mas o senhor tem lá fora folhetos no expositor a publicitar o assunto. O homem quase corou; meio atrapalhado, foi então ao expositor e começou a ler à nossa frente aquilo que desconhecia!
Conclusão: tivemos, com imensas dificuldades, de nos fazer à "estrada", sim, mas sem qualquer tipo de apoio, porque aqueles incentivos eram um autentico bluff. Naturalmente que, haverá (tem de haver), alguém por aí, a quem foram concedidos tais apoios, quanto mais não seja para servir de álibi à fraude, mas a minha experiência foi exactamente a que aqui relatei. E, é a que conta.
02 dezembro, 2008
Filhos da P...
Existem milhares e milhares de famílias com os salários e as casas penhoradas, pequenas e médias empresas que desaparecem e milhares de postos de trabalho que se extinguem porque a crise económica e, principalmente, as incompetentes políticas de sucessivos governos, as atirou para a falência. O estado não quer saber delas e o seu braço armado da exacção diária não lhes perdoa um centavo. No entanto, esse mesmo estado vai avalizar o salvamento de um clube de capitalistas que foram ao casino, ganharam muito dinheiro no tempo das vacas gordas, e agora no tempo das magras querem que NÓS lhe paguemos os prejuízos. Este país é governado por um bando de FILHOS DA P... !
Dragões têm delegação na TAP
Núcleo oficial do clube comemorou o primeiro aniversário
00h30m
N.A.L.
00h30m
N.A.L.
A paixão pelo F. C. Porto pulsa para lá do plano terrestre e cruza os céus. Foi essa paixão que motivou um grupo de funcionários a fundar os Dragões da TAP, delegação oficial dos portistas.
É composta por 150 associados, muitos deles elementos da companhia área e que ontem se reuniram, ao almoço, no Hotel Tiara Park Atlantic Porto, onde comemoraram o primeiro aniversário. Depois, rumaram ao estádio... mas pela via terrestre.
É composta por 150 associados, muitos deles elementos da companhia área e que ontem se reuniram, ao almoço, no Hotel Tiara Park Atlantic Porto, onde comemoraram o primeiro aniversário. Depois, rumaram ao estádio... mas pela via terrestre.
Os Dragões da TAP nasceram em Lisboa, onde "há cada vez mais portistas", diz, ao JN, Sérgio Araújo, comissário de bordo e fundador da delegação. "Apercebi-me que havia muitos adeptos do F. C. Porto na TAP e comecei a reunir assinaturas".
Da teoria à prática, a ideia consumou-se e o núcleo tem uma sede virtual na Internet, no qual os associados "partilham ideias" sobre a vida do clube. "Sabemos que há um diferendo entre o F. C. Porto e a TAP, caso contrário pretendíamos que fossem os elementos da nossa associação a transportar a equipa nas viagens oficiais", diz Sérgio Abreu.
Não faltam candidatos, um deles é o comandante Rui Pinho, indefectível portista: "Em todos os voos, passo em vertical pelo Dragão e digo aos passageiros 'Estádio do Dragão, à direita ou à esquerda'. É fabuloso..."
Não faltam candidatos, um deles é o comandante Rui Pinho, indefectível portista: "Em todos os voos, passo em vertical pelo Dragão e digo aos passageiros 'Estádio do Dragão, à direita ou à esquerda'. É fabuloso..."
(Fonte JN)
Vale a pena dar um salto ao blogue As Casas do Porto...
... e constatar, como um arruamento relativamento pequeno, como é a Rua dos Bragas, contém tanta casa degradada. Só fotografei as piores. Isto, junto da antiga Faculdade de Engenharia...
O primeiro milhão de Dias Loureiro
Para ler o artigo completo do JN clique sobre o título do post
Há partes do texto do artigo acima referenciado que, por me parecerem altamente impróprios de mentalidades de gente séria, não quero deixar de comentar. A primeira, do articulista, é esta:
"Entrou na política a ganhar quarenta contos e só lucrou quando saiu. Ficou rico com a valorização do grupo de José Roquette e declarou rendimentos superiores a Belmiro de Azevedo. Gosta de poker e diverte-se a ganhar dinheiro. Será pecado?"
Se pudesse responder ao articulista, dir-lhe-ia que: pecado, para mim, não é, porque não acredito no céu nem no inferno. Mas é, indecoroso, afrontoso, não credibiliza a política nem os políticos. Se as sociedades democráticas têm mesmo de ser assim, então, não quero ser democrata,e até começo a ter vergonha de pronunciar a palavra. Democracias,com exemplos destes, são cada vez mais sinónimo de oportunismo e de bandalhice. Estas práticas "democráticas", reza a história, costumam redundar, mais tarde ou mais cedo, em ditaduras. Pois é, mas, é preciso relevar um ponto: antes de aparecer um ditador, há a sementeira, os "lavradores" que adubam a terra para ele surgir do nada. É este tipo de "serviço", são estas práticas democráticas de insuspeitos políticos, o adubo ideal de onde emergem as ditaduras.
Como cidadão, felizmente liberto das amarras castradoras e desviantes dos partidos políticos, passa-me um pouco ao lado as querelas e intrigas partidárias. Interessa-me,em primeiro lugar,a integridade dos protagonistas. Não acredito em ideologias, sem idealistas sérios! Nenhuma serve. Quero lá saber do currículo de Dias Loureiro, das suas vaidades, dos seus golpes de asa, da sua fortuna, se usou o trampolim da política para enriquecer. O meu único interesse resume-se a repugnar os métodos e exigir responsabilidades das autoridades policiais para averiguar a fundo os excessos que eventualmente foram cometidos para se enriquecer tão depressa.
"Quando saiu do governo, José Roquette convidou-o para integrar a Pleîade. O grupo estava na altura modestamente avaliado em cerca de 1 milhão e 700 mil contos. Dias Loureiro aceitou o repto. Ficou com uma "stock option" até 15 % da "holding" do grupo e mais 7 % na repartição dos lucros. As acções foram baratas e estavam muito longe da valorização conseguida nos anos seguintes com a liderança de Dias Loureiro. É nesta altura que começa a ganhar dinheiro através das amizades que estabelecera nos tempos de ministro. "Os contactos na política ajudaram, mas não tem nada de mal", reconheceu diante da jactância das primeiras contradições no seu processo de ligação ao BPN."
Quando se diz, com o maior à vontade do Mundo, que os contactos e as amizades que fez enquanto ministro ajudaram a singrar para atalhar o caminho para a fortuna e que isso não tem nada de mal, que ideia podem os portugueses ter da noção do dever e de honorabilidade de tais políticos? Foi só para isso que foram para a política? E o país, o desemprego, os contínuos baixos salários dos portugueses, sempre na cauda da Europa, contarão para justificar declarações tão desniveladas e acintosas sobre a sua riqueza pessoal? Será que lhes ocorre sequer pensar que nenhum Governo pós 25 de Abril foi capaz de empurrar o país para um progresso factual onde a maioria da população pudesse hoje orgulhar-se de viver? Não, claro. O que lhes ocorre é o bláblá da treta, das oportunas entrevistas branqueadoras, dos Prós e dos Contras para criar a ilusão ao povo de que vivemos em Democracia só por que se perdeu a vergonha na cara de se desculpabilizarem publicamente das trafulhices sempre vestidas de um véu de inocência. Chega!
Nada tenho contra quem quer enriquecer honestamente (se é que isso não passa de uma realidade virtual), mas se é esse o objectivo, porque não imitam o Belmiro de Azevedo ou o Américo Amorim? Façam-se à vida como eles, sem recorrerem ao bluff da política, sem passarem o tempo a enganar o povo com promessas que raramente cumprem, e mostrem o que valem.
Continuem assim e podem ter uma certeza (a minha), cá o rapaz, quando vos vê ou ouve, sabe que não está precisamente a ver ou ouvir, pessoas sérias.
01 dezembro, 2008
Pobre Porto
Assisti ontem, no Porto Canal, a uma lamentável demonstração de indigência política por parte do presidente do PS-Porto. É bem conhecida a sua qualidade de yes man, símples caixa de ressonância acéfala das posições centralistas e anti-Porto do governo de Lisboa. Apesar de conhecer sobejamente esta sua característica, chocou-me ouví-lo, por assim dizer, ao vivo e em directo. Em resposta a perguntas do entrevistador, pretendeu defender as posições governamentais em relação a problemas tais como a rede TGV, o aeroporto Sá Carneiro, ou o Metro do Porto. Eu sei que defender as posições do ministro Jamé é tarefa praticamente impossível, requerendo para tal um génio, o que manifestamente está longe de ser o caso do personagem em questão. O resultado foi uma perfomance de tal indigência que, por incrível que pareça, até na expressão do entrevistador se lia a ironia causada pela lamentável argumentação apresentada.
Quando o maior partido português não tem nada de melhor que isto para o representar na segunda cidade do país, só apetece exclamar: pobre Porto, pobre Norte!
Quando o maior partido português não tem nada de melhor que isto para o representar na segunda cidade do país, só apetece exclamar: pobre Porto, pobre Norte!
Se bem me lembro, hoje, era suposto restaurar-se qualquer coisa...

Dom Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon (Queluz, 12 de outubro de 1798 — Queluz, 24 de setembro de 1834) foi o primeiro imperador do Brasil (de 1822 a 1831) e 28º rei de Portugal (durante sete dias de 1826).
Recebeu os títulos de infante, grão-prior do Crato, príncipe da Beira, príncipe do Reino Unido de Portugal do Brasil e Algarves, príncipe regente do Reino do Brasil além de primeiro imperador do Brasil, como D. Pedro I, de 12 de outubro de 1822 a 7 de abril de 1831, e ainda 28º Rei de Portugal (título herdado de seu pai, D. João VI), durante um período de sete dias (entre 26 de abril e 2 de maio de 1826), como D. Pedro IV.
Recebeu os títulos de infante, grão-prior do Crato, príncipe da Beira, príncipe do Reino Unido de Portugal do Brasil e Algarves, príncipe regente do Reino do Brasil além de primeiro imperador do Brasil, como D. Pedro I, de 12 de outubro de 1822 a 7 de abril de 1831, e ainda 28º Rei de Portugal (título herdado de seu pai, D. João VI), durante um período de sete dias (entre 26 de abril e 2 de maio de 1826), como D. Pedro IV.
Em Portugal é conhecido como O Rei-Soldado, por combater o irmão D. Miguel na Guerra Civil de 1832-34 ou O Rei-Imperador. É também conhecido, de ambos os lados do oceano Atlântico, como O Libertador — Libertador do Brasil do domínio português e Libertador de Portugal do governo absolutista.
D. Pedro I abdicou de ambas as coroas: da portuguesa para a filha D. Maria da Glória e da brasileira para o filho D. Pedro II. D. Pedro I era o quarto filho (segundo varão) do rei D. João VI e de sua mulher, Carlota Joaquina de Bourbon, princesa de Espanha, primogênita do rei espanhol Carlos IV da Espanha. Tornou-se herdeiro depois da morte do seu irmão mais velho, Francisco (1795 - 1801).
RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA COM ESPANHA, PARA FICARMOS DEPENDENTES DE LISBOA... PARA QUÊ?
30 novembro, 2008
Rui Rio na liderança
A liderança na questão do Aeroporto, e a queixa apresentada nas instâncias europeias contra o Estado para evitar o roubo que o governo está a levar a efeito nas verbas destinadas às regiões de convergência, são dois bons sinais da mudança de atitude de Rui Rio na sua percepção de qual é o papel do autarca do Porto na luta pela autonomia regional. Rio já percebeu que não se vai lá com falinhas mansas. Só com voz grossa e, mais importante ainda, só com acção grossa, é que se poderá colocar a ganância das oligarquias da capital na ordem.
Qualquer cidadão avisado, mesmo que tenha grandes discordâncias e não aprecie particularmente a personalidade do autarca do Porto, deve reconhecer justamente que neste campo Rui Rio tem tido uma evolução muito positiva. Espera-se que seja consistente, continuada e não apenas devido ao aproximar das eleições. O PS Porto que se cuide porque não me parece que venha a ter qualquer papel relevante no próximo mandato. Provavelmente será remetido a mais quatro anos de merecida e anónima oposição.
De tudo isto pode também concluir-se que muitas acusações de “portocentrismo” que variada gente, até com responsabilidade, costuma fazer ao Porto, não passam de atitudes de quem na prática pretende perpetuar o centralismo lisboeta. Enquanto uns vão à luta, outros mandam cartas.
Qualquer cidadão avisado, mesmo que tenha grandes discordâncias e não aprecie particularmente a personalidade do autarca do Porto, deve reconhecer justamente que neste campo Rui Rio tem tido uma evolução muito positiva. Espera-se que seja consistente, continuada e não apenas devido ao aproximar das eleições. O PS Porto que se cuide porque não me parece que venha a ter qualquer papel relevante no próximo mandato. Provavelmente será remetido a mais quatro anos de merecida e anónima oposição.
De tudo isto pode também concluir-se que muitas acusações de “portocentrismo” que variada gente, até com responsabilidade, costuma fazer ao Porto, não passam de atitudes de quem na prática pretende perpetuar o centralismo lisboeta. Enquanto uns vão à luta, outros mandam cartas.
28 novembro, 2008
Clicar o texto, e esbocem mais um sorriso (amarelo)...


Pregar a moral à "populaça", bem pregam eles, mas depois, com o andar do tempo, lá se começam a ver uns rabitos de palha...
Um conselheiro de Estado à altura já se teria demitido, mesmo sendo inocente. É a esperteza saloia à boa maneira portuguesa. O Eça de Queiroz, está bem vivo, ainda não morreu.
(Colagem extraída do suplemeto Inimigo Público)
Links com um pouco de humor (encarnado)
Investimentosde 18 milhões já receberam apoio
Câmara incentiva novas esplanadas
Vinho do Porto terá centro multimédia à beira-rio
Benfica necessita de milagre para seguir em frente na UEFA
Ah, ah, ah, ah. ah, ah! A equipa maravinha, como de costume, paga cara a soberba! Bem feito!
Câmara incentiva novas esplanadas
Vinho do Porto terá centro multimédia à beira-rio
Benfica necessita de milagre para seguir em frente na UEFA
Ah, ah, ah, ah. ah, ah! A equipa maravinha, como de costume, paga cara a soberba! Bem feito!
27 novembro, 2008
O Bloco largou o "Zé"
Artigo de opinião de Paulo Martins (JN)
O "Zé", aquele que tanta falta fazia a Lisboa, já não é "provedor do cidadão", lamenta, amargamente, o Bloco de Esquerda. É capaz de ter razão: José Sá Fernandes parece outro. Está mais institucional e menos disponível para desembainhar a espada. Devem ser efeitos da "real politik", um vírus que lhe corrói a alma desde que começou a andar de braço dado com António Costa. Suspeita-se que passou de provedor a "provador". Tomou o gosto ao poder, esse supremo afrodisíaco que perde por completo a eficácia se tiver de conviver com a contestação.
No entanto, como se diz no futebolês quando o jogador falha o remate decisivo, o Bloco só pode queixar-se de si próprio. Adquiriu peso eleitoral às cavalitas do "Zé" e ganhou poiso no governo de Lisboa graças a um acordo com o PS, que subscreveu de livre vontade. Se concluiu que o seu representante no Executivo não cumpre o programa político, tem todo o direito de romper com ele. Tem é de pagar as favas, porque sendo independente não o pode substituir. É este o ponto que interessa discutir. Mais do que a guerrilha em ano pré-eleitoral.
Em Portugal, onde um dos temas predilectos do anedotário são "os políticos"- labéu atirado à ventoinha, indiscriminadamente, que em conversas de café significa pessoas pouco recomendáveis, potencialmente desonestas - fica sempre bem imputar aos partidos todos os males do Mundo. Por contraposição, ser independente cai no goto. Foi por isso - e pela combatividade demonstrada enquanto cidadão civicamente empenhado, concorde-se ou não com as causas defendidas - que o Bloco "recrutou" Sá Fernandes. A estratégia pouco teve de original. Muitos outros partidos acolhem independentes no regaço, por causa do seu valor no mercado eleitoral.
Desde que a lei permite candidaturas independentes, apenas até ao nível municipal, uma tendência tem vindo a manifestar-se: poucos são "genuínos". Abundam casos de ex-militantes de partidos que, de um momento para o outro, se viram contra a "casa-mãe". Alguns até têm assento na sala de reuniões do Executivo lisboeta. Com frequência, esses independentes apresentam-se como "puros", regeneradores do sistema, cheios de boas intenções. Prontos a denunciar as malévolas maquinações dos partidos de que na véspera faziam parte.
Sá Fernandes não encaixa neste perfil de ressabiado, é certo, porque que se saiba nunca teve cartão partidário. Mas não resistiu a lançar a "boca": o Bloco move-se, afirmou, por "interesses partidários" (o tom negativo fica nas entrelinhas). Só duas perguntas muito simples. Por quais haveria de mover- -se? É ilegítimo que os partidos tenham "interesses" ou só os individuais são admissíveis?
No entanto, como se diz no futebolês quando o jogador falha o remate decisivo, o Bloco só pode queixar-se de si próprio. Adquiriu peso eleitoral às cavalitas do "Zé" e ganhou poiso no governo de Lisboa graças a um acordo com o PS, que subscreveu de livre vontade. Se concluiu que o seu representante no Executivo não cumpre o programa político, tem todo o direito de romper com ele. Tem é de pagar as favas, porque sendo independente não o pode substituir. É este o ponto que interessa discutir. Mais do que a guerrilha em ano pré-eleitoral.
Em Portugal, onde um dos temas predilectos do anedotário são "os políticos"- labéu atirado à ventoinha, indiscriminadamente, que em conversas de café significa pessoas pouco recomendáveis, potencialmente desonestas - fica sempre bem imputar aos partidos todos os males do Mundo. Por contraposição, ser independente cai no goto. Foi por isso - e pela combatividade demonstrada enquanto cidadão civicamente empenhado, concorde-se ou não com as causas defendidas - que o Bloco "recrutou" Sá Fernandes. A estratégia pouco teve de original. Muitos outros partidos acolhem independentes no regaço, por causa do seu valor no mercado eleitoral.
Desde que a lei permite candidaturas independentes, apenas até ao nível municipal, uma tendência tem vindo a manifestar-se: poucos são "genuínos". Abundam casos de ex-militantes de partidos que, de um momento para o outro, se viram contra a "casa-mãe". Alguns até têm assento na sala de reuniões do Executivo lisboeta. Com frequência, esses independentes apresentam-se como "puros", regeneradores do sistema, cheios de boas intenções. Prontos a denunciar as malévolas maquinações dos partidos de que na véspera faziam parte.
Sá Fernandes não encaixa neste perfil de ressabiado, é certo, porque que se saiba nunca teve cartão partidário. Mas não resistiu a lançar a "boca": o Bloco move-se, afirmou, por "interesses partidários" (o tom negativo fica nas entrelinhas). Só duas perguntas muito simples. Por quais haveria de mover- -se? É ilegítimo que os partidos tenham "interesses" ou só os individuais são admissíveis?
Nota de RoP:
Afinal, o Poder, corrompe ou não? Será que ainda alguém não percebeu porque não poupo os políticos?
Estou cansado de saber que o oportunismo e a falta de vergonha, não são exclusividade da classe política, mas, se não lhe for exigido comportamentos de outra grandeza moral e cívica, que poderemos nós esperar dos restantes cidadãos?
Em princípio, a corrupção pode não ser, necessariamente, um fenómeno de interesse material, é sobretudo mental, castrador e obediente à noção de integração no grupo (partido). E é a partir daí que a outra corrupção começa a ganhar corpo.
Links (JN)
Metro anuncia reforço de serviço na linha Vermelha
Molhes com derrapagem de 2,6 milhões
Metro do Porto testa "tram-train" (notícia de ontem)
Sobre esta última notícia, foi anunciado na comunicação social que a entrada em funcionamento destes veículos (train-train) teria início no passado mês de Setembro. Agora, já não há datas previstas. Das duas uma, ou a comunicação social informa mal, ou os cálculos da Metro do Porto foram mal feitos.
Molhes com derrapagem de 2,6 milhões
Metro do Porto testa "tram-train" (notícia de ontem)
Sobre esta última notícia, foi anunciado na comunicação social que a entrada em funcionamento destes veículos (train-train) teria início no passado mês de Setembro. Agora, já não há datas previstas. Das duas uma, ou a comunicação social informa mal, ou os cálculos da Metro do Porto foram mal feitos.
26 novembro, 2008
Pessimismo ou realismo?
Os jornais noticiaram ontem que vários organismos do Minho se vão reunir para estudar soluções para a crise que (há muitos anos, não só agora) afecta a região, nomeadamente os vales do Ave e do Cávado. Desta reunião sairão conclusões que serão enviadas ao governo sob a forma de um documento pedindo a criação de medidas excepcionais para combate à crise.
Esta notícia, anódina e repetitiva, pode ter várias leituras diferentes e suscitar comentários diversos. O primeiro que me ocorre é aconselhar os peticionários a esperar sentados. Há tantos anos que se pede socorro para a região, sobretudo para o vale do Ave, sem que efectivas medidas sejam tomadas, que não vejo porque motivo desta vez será diferente. Na melhor das hipóteses, já que as eleições não estão longe, haverá promessas alicerçadas em milhões de euros... virtuais. Já não seria a primeira vez. O memorando a enviar ao governo terá apenas a finalidade de "sensibilizá-lo" para o problema, pois o alcance não será maior do que isso. A propósito aproveito para confessar a minha embirração com esse termo. "Sensibilizar" não é mais do que "mendigar", e eu julgo indigno que cidadãos deste país que pagam impostos ao poder central, sejam forçados a mendigar, não favores, mas sim justiça e tratamento equitativo a quem arrecada o seu dinheiro.
Penso que provavelmente a solução da maior parte dos problemas que serão levantados no memorando que o Minho vai enviar ao Terreiro do Paço, seria passível de ser tomada num nivel intermédio de poder, se ele existisse, com todas as vantagens daí decorrentes.
Pergunto-me se as pessoas directamente interessadas na implementação de medidas susceptíveis de melhorar a sua situação, estarão conscientes de que a existência do tal poder intermédio poderia ajudar a minimizar ou resolver os seus problemas. Por outras palavras, estarão essas pessoas conscientes de que a regionalização ( ou melhor ainda, a autonomização das regiões ) poderá ter uma influência positiva no seu dia-a-dia? Infelizmente penso que não, nunca ninguém lhes tentou explicar isso, nem qualquer governo central estará nisso interessado.
Esta lacuna é, para mim, um dos grandes "calcanhar de Aquiles" para a regionalização que, antes de ser implementada, tem de passar a barreira contituída pelo referendo. Em 1998 o NÃO venceu, e os votantes foram inferiores a 50%. Não vejo nada que me faça crer que durante estes dez últimos anos o sentir popular tenha evoluído tão significativamente que leve a pensar na inversão dos resultados. Pessimismo meu? Oxalá seja.
Esta notícia, anódina e repetitiva, pode ter várias leituras diferentes e suscitar comentários diversos. O primeiro que me ocorre é aconselhar os peticionários a esperar sentados. Há tantos anos que se pede socorro para a região, sobretudo para o vale do Ave, sem que efectivas medidas sejam tomadas, que não vejo porque motivo desta vez será diferente. Na melhor das hipóteses, já que as eleições não estão longe, haverá promessas alicerçadas em milhões de euros... virtuais. Já não seria a primeira vez. O memorando a enviar ao governo terá apenas a finalidade de "sensibilizá-lo" para o problema, pois o alcance não será maior do que isso. A propósito aproveito para confessar a minha embirração com esse termo. "Sensibilizar" não é mais do que "mendigar", e eu julgo indigno que cidadãos deste país que pagam impostos ao poder central, sejam forçados a mendigar, não favores, mas sim justiça e tratamento equitativo a quem arrecada o seu dinheiro.
Penso que provavelmente a solução da maior parte dos problemas que serão levantados no memorando que o Minho vai enviar ao Terreiro do Paço, seria passível de ser tomada num nivel intermédio de poder, se ele existisse, com todas as vantagens daí decorrentes.
Pergunto-me se as pessoas directamente interessadas na implementação de medidas susceptíveis de melhorar a sua situação, estarão conscientes de que a existência do tal poder intermédio poderia ajudar a minimizar ou resolver os seus problemas. Por outras palavras, estarão essas pessoas conscientes de que a regionalização ( ou melhor ainda, a autonomização das regiões ) poderá ter uma influência positiva no seu dia-a-dia? Infelizmente penso que não, nunca ninguém lhes tentou explicar isso, nem qualquer governo central estará nisso interessado.
Esta lacuna é, para mim, um dos grandes "calcanhar de Aquiles" para a regionalização que, antes de ser implementada, tem de passar a barreira contituída pelo referendo. Em 1998 o NÃO venceu, e os votantes foram inferiores a 50%. Não vejo nada que me faça crer que durante estes dez últimos anos o sentir popular tenha evoluído tão significativamente que leve a pensar na inversão dos resultados. Pessimismo meu? Oxalá seja.
O despertar do Dragão

Parece que os êxitos do Futebol Clube do Porto deixaram de interessar a alguns tripeiros.
Não faltam blogues temáticos sobre futebol e para o melhor clube da nossa cidade, mas continua a notar-se noutros espaços de cidadania, algum "desconforto"(ou complexo), em abordar um dos maiores pólos de sucesso da Invicta.
Ontem, contra as expectativas de muitos (incluindo, eu), o FCPorto ultrapassou mais um obstáculo, atingindo um dos objectivos desta época: atingir os oitavos de final da Liga dos Campeões Europeus.
Se existe assunto em que não me importo, mesmo nada, de me equivocar, é nos insucessos do Futebol Clube do Porto, incluindo nos do seu treinador...
(Foto de RV)
Desabafos de Jorge Fiel
"É tempo de dar um murro na mesa e declarar guerra ao centralismo ladrão. De aprendermos com Mao que o poder está na ponta da espingarda – ninguém dá nada a ninguém, se o puder evitar. De aprendermos com João Jardim, que, usando os cotovelos, fez da Madeira a segunda região mais rica do país, com um rendimento 25% superior à média nacional.Para começar, a AEP devia reconverter a campanha Compre Português por uma campanha Compre Nortenho.
E como o Governo é surdo a vozes que não venham da rua e se exprimam na primeira metade dos telejornais, ganhávamos em boicotar a visita ao Norte de governantes, enquanto não for dado um sinal claro de que o roubo vai acabar. Eu estou pronto a atirar o primeiro ovo podre."
(Parágrafos finais do post, de Jorge fiel, in Bússola)
Os políticos e as «sociedades secretas» (vulgo, off-shores)
Se quiséssemos fazer um teste às pessoas para distinguir as sábias (anti-populistas), das demagógicas (populistas), bastaria submetê-las a um simples referendo colocando-lhes a seguinte questão:
"considera haver condições de compatibilidade moral e social, para os detentores de cargos políticos exercerem funções administrativas em empresas privadas?"
Seguramente, que, da classe política nem precisamos de saber a resposta. Apesar dos cíclicos envolvimentos desta "classe" em fraudes de toda a espécie, podíamos estar certos que poucos haveria, que responderiam negativamente à pergunta. E por quê? Porque todos sabem, mas "nem às paredes confessam", que esse é o caminho mais curto para enriquecerem! Se algum deles me estiver a ler, parece que já estou a adivinhar o tipo de argumentação que sacaria do cardápio da banha-da-cobra para me provar o contrário à laia de donzela ofendida na sua "honra". Honra? Mas, saberão muitos deles, por acaso, o que isso significa? Tenho a certeza que não.
Honra, seria, por exemplo, o senhor Victor Constâncio e Dias Loureiro, face às suspeitas de má gestão e de negócios pouco claros respectivamente, demitirem-se imediatamente, ou, no mínimo solicitarem a suspensão dos cargos que desempenham até se provar (ou não) a sua inocência.
Ninguém duvida que qualquer pessoa, sobretudo as que detêm cargos públicos, está à mercê da calúnia e da difamação de um impostor, de um invejoso ou até de um doido, mas é exactamente por isso que os seus métodos de trabalho têm de ser mais límpidos e rigorosos do que os de um cidadão anónimo. Mas, como se constata, não é isso que eles fazem. São "responsáveis" para deterem e gozarem do Poder e para ganharem bom dinheiro, mas já não o sabem ser quanto a práticas de gestão claras e cuidadosas. E o que é isto, de ex-Ministros abrirem off-shores em paraísos fiscais? Será legal (está mal), talvez, mas... e a questão moral, a tal "honra" que todos reivindicam, quando estão sob suspeita, onde é que fica?
De Vale e Azevedo, até aos (ainda por julgar) membros da rede pedofilia, não houve um único (à excepção do mais pobre, o Bibi) que tivesse confessado o crime e não se considerasse pessoa honrada. Todos afirmam à boca pequena que o são, e depois? Vamos deixá-los em paz e em liberdade só porque são (ou foram) gente "importante"? É evidente que não, a sua "importância" termina no preciso momento em que perdem a confiança do país, passando assim a ser, isso sim, gente nefasta e perigosa para a sociedade. É preciso parecer sério!
Ora, com os políticos, ainda é pior. Veremos, se mais uma vez, o crime continua a compensar.
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