03 novembro, 2017

Chamemos os bois pelos nomes, há sempre um homem por detrás de uma instituição!


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Casos há, como o conhecido escândalo dos e-mails, que mesmo sabendo que arriscamos ver a nossa vida completamente devassada, é um mau serviço que prestamos à sociedade fazer de conta que não sabemos quem são as pessoas com maiores responsabilidades pelo clima de impunidade de que o Benfica vem beneficiando.

Sem procurar tirar dividendos egocêntricos, ou de outro tipo, não me caem os parentes na lama se disser que (e acredito que os leitores o reconheçam) não estou com rodeios quando tenho de criticar quem quer que seja. Chamo, como diz o povo, os bois pelo nome, e é assim que tem de ser, desde que tenhamos consciência do que estamos a dizer. É o que tento fazer.

Como qualquer portista declarado, sigo piamente os programas do Porto Canal, Universo Porto da Bancada para actualizar a informação sobre o caso da "Cartilha Encarnada" (o título é meu), mais conhecido pela troca de e-mails clandestinos entre o Benfica e vários agentes do futebol. Por esta altura, acompanho-os de forma um pouco diferente, e explico porquê. Se nos programas iniciais tinha sempre curiosidade de os ver, para saber até que ponto eram graves, agora, que a PJ e o Ministério Público tomaram conta do assunto, e que já não saem a público tantas novidades, parece-me algo tímida a posição do FCPorto face a esta grande vigarice.

Em primeiro lugar, considero mais um acto de submissão inaceitável que Pinto da Costa, e respectiva SAD, tenham convidado o presidente da FPF para a tribuna de honra do Dragão, e fossem sentar-se ao lado dele. Por mais voltas que dê à cabeça, não compreendo tal atitude. Mesmo que por lei Fernando Gomes tenha direito a assistir a certos jogos, isso não justifica que obrigue Pinto da Costa a sentar-se ao seu lado, tendo em conta a postura distante, e diria mesmo sectária, que F. Gomes tem mantido com o FCPorto, bem como as declarações tendenciosas que fez no Parlamento com a história das ameaças aos árbitros.

Não me atrevo a especular, porque não gosto, apesar de estar bastante decepcionado com o presidente portista, ainda tenho memória do que fez de positivo pelo clube, mas este comportamento ambíguo só pode alimentar a suspeita. É um paradoxo, e não acredito nada que se trate de diplomacia formal. Repito, para mim, num momento em que temos motivos de queixa, contra tudo e contra todos (e agora não é um mero slogan), incluindo a Federação, esta postura permissiva é inaceitável.

No Porto Canal, as queixas repetem-se, mas começam a revelar-se monocórdicas por baterem sempre na mesma tecla, ou seja, os comentadores em vez de continuarem a queixar-se do silêncio da comunicação social e dos organismos que tutelam o futebol, já deviam ter dado um importante passo em frente que era citar sem tibiezas o nome de quem os lidera.

A RTP pertence ao Estado (o tal canal que uns gostam de dizer que é de todos, e nós sabemos que é mentira), tem um Presidente que é pago principescamente para ser no mínimo Honesto, chama-se Gonçalo Reis.

A SIC, tem Pinto Balsemão, um dos fundadores do PSD, que de tão democrata que é, não só não sabe a porcaria que se faz na sua empresa, como também não vê o que o Benfica anda a fazer de pedagógico para o enobrecer.

A TVI, é presidida por Bruno Santos, outro homem com problemas óptico-auditivos, requisitos estranhos para um líder de Comunicação. 

Referindo-me embora, aos lidéres destas grandes empresas, considero cumplíces deste flagrante atentado aos valores da democracia e da ética deontológica, todos os dirigentes subalternos que obedeceram como gado a directrizes editoriais desta estirpe. Portaram-se, não como gente, mas sim como cordeiros. 

Enfim, o que quero dizer, é que toda esta gente não pode continuar a passar entre os pingos da chuva, como se vivessem num mundo diferente, onde apenas à arraia-miúda são cobrados deveres. Não! Eles têm obrigações acrescidas, mais que não seja, cívicas!  Estas figuras, devem ser as primeiras a responder perante a Lei, porque estão a adulterá-la, ignorando-a! Esta gente não só permite, como fomenta a discriminação, neste caso, também no futebol, e muito em particular o FCPorto.

Por último, a classe política. Não só o Governo, como também a oposição, parecem viver dopados pelas drogas da Porta 18, porque não têm coragem para se pronunciarem sobre este escândalo. Querem votos? 

Leiam bem: pela parte que me toca, podem esperar deitados, ou desempregados. Cresçam! Façam-se gente responsável! Ser político, podem crer, hoje como sempre, em Portugal, não prestigia ninguém. Pelo menos, aos meus olhos. 

02 novembro, 2017

Agora, pergunto eu: o que passou se ?!?!?


Se a incoerência pagasse imposto, a SAD do FCPorto estava completamente falida. Se Roma não paga os seus traidores, paga o FCPorto.




Prefiro cenas mais saudáveis, como aqui em baixo ...

01 novembro, 2017

Força Porto, toca a aproveitar esta onda vencedora!


Este Porto tem uma grande virtude: uma excelente preparação física! 

Sérgio Conceição está a fazer um trabalho magnífico, se considerarmos os condicionalismos do plantel. Com tanto azar, logo aos 12 minutos com a lesão de Marega e já na fase final do jogo Corona, era impossível fazer melhor.

Tendo pela frente um adversário poderosíssimo, rápido, assertivo, talvez mais difícil do que equipas mais cotadas (convém não esquecer que é alemã), os jogadores foram uns verdadeiros guerreiros.

Parabéns rapazes!

LIXO!


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Mandam as regras de um Estado de Direito que nenhum Governo funcione contra o que está estabelecido na Lei, ou contra o direito civil, isto é, que os cidadãos se obriguem a respeitar as leis da sociedade em que vivem.

De igual modo, mandam as normas do código deontológico dos jornalistas, que, entre várias outras, respeitem as primeiras três:
  1.  O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.
  2. O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.
  3. O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.
Mediante o que tem sido divulgado pelo Porto Canal em primeira mão e praticamente em exclusivo, todos os outros meios de comunicação social, públicos e privados, desrespeitaram em toda a linha o ponto 1, e 2 dos estatutos, no caso "Apito Dourado", e ignoraram despudoradamente o ponto 3, no caso dos emails benfiquistas. É um facto, não têm como negá-lo!

Perante isto, tenho razões que cheguem para afirmar, sem receio de errar, que não só é uma grande mentira que em Portugal o Estado de Direito seja algo de íntegro e respeitável, como o Código Deontológico dos jornalistas sirva para alguma coisa.

Vá lá, nem tudo é mau. Com estas entidades a portarem-se de forma tão ordinária, nada, nem ninguém, me pode impedir de as colocar ao nível que merecem:  Lixo!

30 outubro, 2017

O Porto Canal pode e deve, fazer muito mais

Francisco J. Marques: «O polvo começa a perder força»
Francisco J. Marques

Após quatro anos consecutivos de permissividade consentida, por parte do Presidente do FCPorto, que custaram ao clube a perda de outros tantos campeonatos, só duas coisas mudaram: a contratação de um treinador competente, e de um director de comunicação corajoso. É melhor que nada, mas seria bem melhor se o Líder máximo desse o exemplo. Adiante.

Já aqui escrevi, e repito, que para acelerar o andamento das investigações me parecem curtas as denúncias dos emails apresentadas no programa Universo Porto da Bancada. Continuo a pensar que o FCPorto já devia ter enviado uma exposição ao Governo alegando justa perda de confiança nos organismos que tutelam o desporto (FPF, IPDJ e Liga), porque tem fortes razões para isso.

Posso estar enganado, mas acho que perdeu tempo ao não fazê-lo, mais que não seja por serem frequentes e demasiado evidentes os sinais de cumplicidade desses organismos com o Benfica. Quando a razão nos assiste, nada nos deve impedir de lutar pela legalidade, sobretudo depois de (e não apesar de), sabermos do branqueamento que os media lisboetas fazem ao que está acontecer. Essa, devia ser uma motivação para acentuarmos a indignação, e não para acreditarmos demais na Justiça. Portugal, também não é um exemplo nessa matéria, e se calhar é por causa desta má Justiça que continuamos na cauda da Europa. 

Se quisermos encarar este grave problema como um assunto do foro exclusivamente desportivo, como parece ser a posição do FCPorto/Universo Porto da Bancada, podemos fazê-lo, mas é repito, uma perda de tempo que nos pode sair cara, esgotados que foram os timings para os referidos organismos se retratarem e agirem dentro do que seria expectável. A audiência do presidente da FPF no Parlamento, só veio aumentar as suspeitas sobre a sua arbitrariedade, portanto é tempo de aumentar a exigência a nível de Justiça. Veremos, se este excesso de confiança, não nos reserva mais surpresas desagradáveis...

Se, pelo contrário, tivermos percebido que o tema já há muito ultrapassou o âmbito desportivo, e que é efectivamente um problema político, talvez ainda estejamos a tempo de recuperar o que já perdemos e aumentar a credibilidade das nossas contestações.

Tenho dúvidas que se o Governo fôr confrontado com uma queixa bem fundamentada pela SAD portista, enfatizando o laxismo e as incompetências dos organismos desportivos, assim como a negação da própria democracia, tenha a (má) coragem  de imitar o presidente da Federação e restantes departamentos.

Às vezes, sou levado a pensar que o FCPorto perdeu a noção do seu poder simbólico, e que ignora a força psicológica do mundo portista na mente de um político em termos eleitoralistas. O FCPorto não está a saber tirar partido desse jogo, dessa vulnerabilidade típica dos políticos. Com a aproximação das eleições, «são todos anti-centralistas», pois saibamos esgrimir os nossos argumentos com o poder da veracidade que contêm. Não queremos mais, nem precisamos.

Por isso, insisto: já devíamos ter usado o Porto Canal para discutir política, democracia, e comunicação social, no domínio desportivo.  Além de intelectualmente pedagógico, era uma forma de provar ao Governo que íamos continuar atentos às ocorrências, e que estávamos predispostos a tudo para defender o FCPorto.   Temas, cujos factos e realidades tornam a argumentação simples e persuasiva.  Seria por aí que devíamos seguir, explorando o lado mais fraco desta pseudo-democracia. E se os eventuais contra-argumentos governativos voltassem a assentar na demagógica separação de poderes, se tentassem reencaminhar o caso para as entidades desportivas (Jurídicas e Disciplinares), seria o Governo a perder, não tenhamos dúvidas

Podemos (e devemos) continuar com as denúncias, se fôr caso disso, mas temos de levantar a fasquia, e obrigar os poderes políticos a saírem da concha hipócrita do centralismo, se não quiserem afundar-se ainda mais. Os dramas dos incêndios retiraram-lhes o pouco crédito que já tinham, não quero acreditar que queiram perdê-lo mais se persistirem na tentativa vil de mascarar a corrupção entre o Benfica e demais intervenientes do futebol.  

PS:
Pelos sinais aqui recolhidos, a determinação de um grande número dos adeptos portistas para se mobilizarem pacificamente nesta empreitada é pouco mais que nula. Estão no seu direito. Mas também eu tenho o direito de duvidar da linguagem guerreira de muitos daqueles que comentam na blogosfera. Estão sempre à espera do D. Sebastião. Fazem-me lembrar aqueles que aceitam tudo da entidade patronal, atrás do argumento cómodo do sustento dos filhos... Está bem, mas nunca podem dizer que mexeram um dedo para melhorar a sociedade. 

PS 2:
Revista Sábado
      A 'Sábado' divulgou esta segunda-feira o teor do mandado de buscas de que foram alvo a 19 de outubro entre outros Luís Filipe Vieira, Pedro Guerra e Ferreira Nunes. A juíza do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa considerou existirem "novos elementos probatórios".

"Os factos sob investigação respeitam à suspeita da actuação de responsáveis do SLB-SAD, que, em conluio com personalidades do mundo do futebol e da arbitragem, procurarão exercer pressão e influência junto de responsáveis da arbitragem e outras estruturas de decisão do futebol nacional, tendo em vista influir na nomeação e classificação de árbitros nesse âmbito",  pode ler-se no documento revelado pela revista da Cofina, que acrescentará mais pormenores na edição imprensa que estará terça-feira nas bancas.

27 outubro, 2017

Provocação aos «Somos Porto»


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Suponho ser do conhecimento de uns poucos comentadores da blogosfera portista a relação de amizade que mantenho com o Manuel Vila Pouca. Foi através dos nossos blogues que nos conhecemos, juntamente com o saudoso Engº. Rui Farinas, homem vivido, culto e profundamente regionalista, que também aqui colaborou comigo algumas vezes. 

Quando o conhecemos, já se aproximava dos 80 anos, mas tinha um gosto pela vida, e uma fibra de fazer corar de vergonha muitos jovens. Amava genuinamente o Porto, e toda a região do Douro. Ainda hoje, sinto a sua falta. 

Foi o futebol (Clube do Porto) que nos uniu, mas sobretudo a rejeição comum que sentíamos por essa macabra doença chamada centralismo. Infelizmente, já não está entre nós, e faz falta, porque não abundam homens com a sua irreverência. Ainda me recordo, quando me encontrei com ele pela primeira vez no Clube Literário do Porto, e das reuniões que mais tarde tivemos por altura do precocemente abortado Movimento Pro Partido do Norte, criado pelo ex-deputado socialista, Dr. Pedro Baptista, e mais tarde o Dr. Anacoreta Correia, com quem cheguei a reunir, juntamente com Rui Farinas, na residência do primeiro. 

Faça-se justiça, outros (poucos) comentadores da blogosfera portista e portuense compareceram a essas reuniões. Estou-me a lembrar do Jorge Aragão, do Carlos Romão do blogue A Cidade Surpreendente, e algumas figuras públicas com aparentes simpatias regionalistas. Aparentes, porque também lá apareceram tipos como Narciso Miranda e Carlos Abreu Amorim, os quais, confesso, não me inspiram a mínima confiança.

Vem este regresso ao passado a propósito de uma conversa que tive com o Vila Pouca sobre a disponibilidade de alguns portistas para darem o seu contributo pessoal na luta contra a discriminação que continuamos a sofrer por parte da comunicação social, nomeadamente no que concerne ao futebol. Todos reconhecem que o terreno está minado, que vai ser difícil reverter esta tendência anti-democrática e anti-constitucional de proteger o Benfica das malhas da Justiça. Apesar disso, nem todos se mostram disponíveis para ajudar a combater este gigante maléfico. Queixam-se, reclamam em todas as direcções, criticam, sugerem sem explicar como, mas querem ficar sempre no seu cadeirão de espectadores passivos. 

Foi a este propósito que no nosso bate-papo semanal disse ao Vila Pouca em jeito de provocação sadia, que estava com vontade de lançar novamente um desafio a esses portistas exigentes, mas muito acomodados, que consistia em perguntar-lhes o que estavam dispostos a fazer para apoiar o FCPorto nesta luta de David e Golias, contra o centralismo corrupto. O Vila Pouca respondeu: não vale a pena Rui, você não se lembra da resposta que deram à petição que lançou para censurar o comportamento da RTP? Ripostei: eu sei Vila Pouca, mas não valeria a pena tentar de novo para testar a reacção?

Sei que o Vila Pouca não se vai importar por ter revelado esta inócua conversa, até porque a considero algo pedagógica, mas pergunto: será que nem com o Francisco J. Marques a denunciar o comportamento criminoso do clube do regime e o silêncio dos media, ainda há portistas sem coragem para o apoiarem?

Fica ao cuidado dos adeptos abstencionistas (isto não é votar em partidos, é mais importante), porque os poucos que aderiram à primeira petição não merecem censura. Cumpriram a sua parte.

PS: Peço desde já desculpa se porventura me esqueci de citar o nome de alguns
que colaboraram e compareceram nas referidas reuniões.

25 outubro, 2017

Fernando Gomes, o chico-esperto da FPF



O tempo passa, e continuo a manter a mesma resiliência contra a falta de pudor implantada em Portugal. Sinto-me um inadaptado nesse aspecto, mas também não tenciono adaptar-me, porque se isso alguma vez viesse a acontecer, algo de muito estranho teria acontecido comigo. Nesse caso, já não era eu, mas sim mais um homenzinho vulgar igual a tantos outros que conspurcam de maus hábitos a sociedade.

Confesso, que não me é totalmente indiferente saber que o Dr. Fernando Gomes, actual presidente da FPFutebol, foi atleta e dirigente do FCPorto. Pelas piores razões. Deixa-me desgostoso saber que alguém tantos anos ligado ao meu clube de estimação o tenha deixado para presidir à Federação, esteja a revelar-se afinal um fraquíssimo líder. 

Ao contrário do que algumas mentes mesquinhas possam pensar, não estaria à espera que pelo facto de ser portista, fosse para a Federação com o intuito de beneficiar o FCPorto. Isso, seria trair os meus próprios conceitos éticos. Seria querer para o meu clube, o aproveitamento ilícito do poder que censuro a outros. Mas também não queria, nem tão pouco imaginaria, que para Fernando Gomes se sentir confortável no lugar, se juntasse -sem a menor subtileza -, ao Benfica, clube que pautou os últimos anos, por uma postura anti-desportiva de métodos altamente censuráveis, marcados por uma concorrência manifestamente desleal. 

Esse, foi talvez o pior erro da sua recente carreira. Deixou crescer o monstro, alicerçado no poder e na influência do Benfica, a todos os níveis, sem se preocupar com os danos e as injustiças que daí pudessem resultar para todos os outros clubes. Essa, foi a razão, a génese de todas as culpas que agora tenta atribuir a terceiros, sempre, abstractamente. Sempre, com o apito da irresponsabilidade na boca. Sempre a assobiar para o lado, como convém a um bom oportunista.

Fernando Gomes sabe bem onde estão os responsáveis pela violência no futebol, quais são as claques ilegais, mas não tem coragem para os enfrentar. Como típico Judas assumido que é, prefere trair quem lhe abriu as portas ao desporto, e a cargos de alta responsabilidade (foi administrador da SAD do FCP), do que cumprir a parte mais importante das suas obrigações. Passou para o patamar dos despudorados: vendeu-se.

É um vendido, aos vendidos profissionais. Um farrapo de homem. Mais um, que soube imitar muito bem o caminho exemplar dos políticos.

Chico-esperto? Sim, concerteza! Homem? Não! Seguramente.

PS (26-10-17):
Por indisponibilidade momentânea, não vou acrescentar nada ao que atrás está escrito, embora me apetecesse. De qualquer forma, acho que nem vale a pena, porque o indivíduo em questão, tratou de se antecipar quando, para justificar o ódio de que abstractamente se queixou no Parlamento, não encontrou melhor do que divulgar mensagens ameaçadoras a um árbitro, com um objectivo bem definido: deixar a palavra MOURO entre linhas para indentificar o autor como portista. 
Já agora, pode queixar-se de mim à vontade, porque não sou anónimo e disponho-me com gosto a reiterar o que penso sobre ele em qualquer tribunal. Gosto muito de ser intimidado.

23 outubro, 2017

E se os cartilheiros vermelhos forem passados a lexívia?


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Os últimos 4-5 anos da gestão do FCPorto, foram, sem margem para dúvidas, muito negligentes e desanimadores para todos os portistas. Habituados que estavam a uma liderança forte e competente de Pinto da Costa, nunca chegaram a saber exactamente as causas para uma mudança tão radical. Durante estes anos, nunca se ouviu do presidente uma palavra para os esclarecer, de forma a evitar especulações desagradáveis. Limitou-se a dar uma entrevista no Porto Canal, onde apenas reconheceu que o FCPorto tinha batido no fundo, sem contudo apresentar argumentos convincentes que explicassem os planos que tinha para o fazer voltar à superfície.

Alguns portistas mais complacentes, atribuíam os maus resultados desportivos e financeiros, ora à idade avançada do Presidente, ora aos seus problemas de saúde misturados com outros incidentes que o obrigaram a hospitalizar-se. Outros, apontavam como causas da viragem à retaguarda, a intervenção nem sempre subtil do filho em negócios do futebol, como a compra de jogadores de qualidade duvidosa. Esta última hipótese está ainda por confirmar, apesar de a data da aproximação do Alexandre ao pai, coincidir curiosamente com os anos de insucesso do FCPorto... 

Seja como fôr, o FCPorto de Pinto da Costa perdeu a capacidade de luta que durante muitos anos o notabilizou. Essa, foi talvez a pior, a mais inesperada das surpresas. É um facto! E não creio que seja só para mim.

Sendo portanto um facto a contenção interventiva de Pinto da Costa para as grandes "batalhas", importa agora questionar se terá preparado alguma estratégia para a eventualidade de a investigação da PJ aos emails do Benfica ficar em águas de bacalhau. Se, tenciona manter o programa Universo Porto da Bancada a divulgar outras maroscas entre cartilheiros, ou se pura e simplesmente abandona o barco desta luta, obedecendo passivamente a uma justiça própria de uma República das Bananas. 

Nem quero sequer imaginar nesta última hipótese! Que diabo, eu que sou um simples cidadão, nem por isso me inibo de escrever publicamente a indignação que me vai na alma por viver num país com governantes tão rascas, e o FCPorto que não é propriamente um clube de bairro, não tem meios, nem gente lá dentro capaz de levar este caso às instâncias mais fiáveis da Justiça europeia? Afinal, não vivemos numa aldeia global? Então, testemos-lhe a veracidade!

Se o baixar de braços acontecer (coisa em que não quero acreditar), o FCPorto e todo o staff dirigente estará implicitamente a abdicar da luta, manchando de modo quiçá irreversível a honra do clube e dos seus adeptos. Estará também a contribuir para a degradação, ou mesmo a morte, da própria democracia.

Não acredito que tenha pegado neste caso tão vergonhoso, em que a ética e o respeito são permanentemente desprezados, apenas para alimentar as audiências de um programa de televisão. Se desistir de lutar pela integridade da dupla instituição FCPorto/Porto (isto, não é assunto exclusivo do futebol), estará a anular-se enquanto clube, mas também enquanto cidade e símbolo de multidões de cidadãos! Será também a maior derrota da história do FCPorto fora do campo. Será uma facada na Justiça.

Não vou querer acreditar nesta hipótese. Seria mau demais. Talvez fosse o princípio do fim dos meus posts, sobre a realidade portista. Acho que não escrevia mais.

22 outubro, 2017

Sol na eira, e chuva no nabal...



... é o que todos gostaríamos de ter nas nossas vidas. Seria perfeito, mas lamento dizer, isso não é possível. Se fosse, não existiam os sábios aforismos populares que tantas vezes nos ensinam a pensar melhor.

Pois o futebol não foge à regra, e as pessoas também não. Acho bizarro que se aplauda o carácter de um treinador, um homem frontal e com ideias próprias, e que depois se entre na onda de certos lugares comuns em que o futebol é fértil, para logo se pôr em causa as qualidades desse mesmo treinador.  

Falo naturalmente de Sérgio Conceição, como já devem ter percebido. Que os jornalistas do regime procedam assim, não é novidade. Em Portugal, particularmente, vivem da intriga e por isso a cultivam. Agora, que os adeptos do FCPorto mordam o isco, sabendo quão corrompidos eles são,  e quanto odeiam o nosso clube, isso já não se compreende.

Esta polémica do Casillas nem sequer devia ser comentada por nós. Porque, se admiramos a rotatividade assertiva que Sérgio Conceição implantou no FCPorto,
que tanto sucesso tem conseguido, não encaixa na minha compreensão que já não o possa fazer com os guarda-redes. É verdade que o prestígio de Casillas é meio argumento para ser o principal titular, mas não é menos verdade que Casillas não é o futuro, e José Sá talvez possa ser... Se tem lançado jogadores como o Galeno e Diogo Jalot, o que é uma ousadia louvável, porque raio não o devia fazer com Casillas? Quem nos diz que Casillas jamais sofreria o frango de José Sá na Champions? Serão capazes de negar que Casillas já não os sofreu até em jogos internos,e com equipas muito menos poderosas que o Leipzig?  Haja bom senso, e abertura intelectual à audácia, porque é coisa que não tem abundado no FCPorto nos últimos anos.

A mim, perturba-me menos a frontalidade de Sérgio do que a hibridez desalmada de Nuno Espírito Santo. Já sei, nunca me esqueço,que é imprudente mexer demasiado numa equipa, mas Sérgio é inteligente, sabe reconhecer as suas experiências erradas e corrigí-las, o que já é uma virtude. E digo mais. Se Sérgio Conceição conseguir imprimir um pouco mais de velocidade, concentração (o golo do Paços nasceu de uma asneira de Herrera), e qualidade de execução aos jogadores, tenho a certeza que ganha ao Leipzig! E eles, podem crer, são muito melhores do que alguns jogadores de reputados  clubes europeus.

Para consumo interno, acho que o FCPorto tem muitas hipóteses de ganhar o campeonato! Ontem, provou-o! 

20 outubro, 2017

Ramalho Eanes, um exemplo raro de honradez

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General Ramalho Eanes

Na minha  modesta opinião, ainda está por provar que blindar uma Democracia de mecanismos normativos que protejam a ética e o respeito social, possa afectar a Liberdade. 

Não me canso de enfatizar esta convicção, porque acredito genuinamente, que é a ausência dessas condutas ao mais alto nível, bem como a resistência à sua aplicação, que torna débil qualquer Democracia. 

Desiluda-se, quem acredita que as normas comportamentais podem pôr em causa a Liberdade. Pelo contrário, em Portugal o futebol é, a par da política, o sector onde é mais evidente a falta de respeito à Liberdade. Se no futebol, amparados por essa ideia errática de comunicar, são permitidos insultos e suspeições de todo o tipo, e na política vemos a troca de gestos obscenos entre colegas de profissão, sem que se faça ouvir a voz  soberana de um 1º Ministro, ou de um Presidente da República recomendando contenção, que podemos esperar dos resultados?

Programas tematicamente desportivos, como o Dia Seguinte, e muitos outros do género, que em vez de desporto, fomentam rivalidades odiosas, e se conspira contra rivais, são tudo, menos um exemplo sadio de liberdade. E não são apenas maus exemplos para o desporto, são para toda a sociedade, sobretudo quando alguns dos piores protagonistas são ex-ministros, como Rui Gomes da Silva. Por incrível que pareça, durante todos estes anos, não se ouviu uma reprimenda, ou uma observação pedagógica vinda do seu partido, de   nenhum dos seus colegas, ou superiores hierárquicos! Nem uma palavra! Tudo por respeito à liberdade da mixórdia!   Não meus amigos, não acredito que um cancro, mereça a rédea-solta só por ser de índole social. Tal como o cancro corporal, deve ser tratado, e em última análise, destruído, porque é maligno e mata.  

Desde o 25 de Abril de 1974 até hoje, tivemos protagonistas na vida política para todos os gostos. Dos Presidentes da República que mais respeitei, foi o General Ramalho Eanes, pela sua integridade, pela sua coragem e pelo seu exemplo. No entanto, talvez por ter exercido o cargo entre 1976 e 1986, muito antes da fundação da SIC (em 1992), não teve a mesma responsabilidade soberana pela propagação perversa desses programas, como os que lhe sucederam. Estou convencido que se este tipo de programas que redundaram em processos judiciais tivessem sido emitidos no seu tempo, com a obscenidade de agora, ele teria mandado uns recados a Pinto Balsemão e talvez as coisas nunca tivessem chegado a este ponto.

Recomendar bom senso, não é censura, é pedagogia e não atenta contra a Liberdade. Pelo contrário, torna-a mais sadia e dá músculo à verdadeira Democracia.

PS-A citação da SIC como (mau) exemplo, não lhe é exclusiva, estende-se com igual gravidade a todos os outros canais de televisão, com a agravante especial para a RTP, que pertence ao Estado.
  

18 outubro, 2017

Marcelo Rebêlo de Sousa, o Presidente dos afectos, e das grandes causas?


Marcelo exige ação a Costa e dá a palavra ao Parlamento

O Presidente da República, Marcelo Rebêlo de Sousa, surpreendeu os portugueses pela forma original e pouco ortodoxa como desempenha o cargo. Simpático, comunicativo e afectuoso, não precisou de muito tempo para se tornar popular. Apesar disso, houve quem duvidasse da longevidade do estilo quando confrontado com situações melindrosas, como é o caso dos incêndios, e se sentisse obrigado a tomar medidas impopulares para o Governo. Fui uma dessas pessoas. 

A verdade, é que desta vez o Presidente da República, sem perder a postura conciliadora que o distingue, soube falar forte e grosso (sem ser grosseiro) ao Governo, e ao Parlamento, como era seu dever. Agora, vai ser preciso conhecer minuciosamente o que tenciona fazer o Governo com o problema dos fogos, e mais do que isso, saber como será escrutinado o respectivo planeamento florestal, e por quem.

Além de mais, é imperioso determinar e calendarizar, as circunstâncias para as respectivas sanções, caso o planeamento florestal não salte do papel (quando oiço dizer que vai demorar muito, passo-me). Para o impedir, consideradas as sucessivas negações nesta matéria, dos governos anteriores, e a sua vetusta idade, sempre justificadas com argumentação duvidosa, devia constituir-se um comité independente para acompanhamento regular da execução dos trabalhos no terreno, de modo a desmotivar novos entraves no processo. Há muito a fazer, é verdade, mas também é verdade que se os governos anteriores tivessem realizado parte da obra, hoje, tudo seria mais simples.

Não havendo castigo, podemos ter a certeza, a indulgência dinamizará o crime as  vezes que a irresponsabilidade quiser. E Marcelo, se entender assim, pode ter um papel importantíssimo na história, caso saiba pôr em prática a magistratura de influência que lhe é concedida.

Os incêndios são crime. Naturais, ou não.

17 outubro, 2017

Um Porto ao ritmo do futebol português


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Foi tiro e queda, bastou o Sérgio Conceição substituir Casillas pelo José Sá, para começar o discurso do bota-abaixismo! Para azar dele, o primeiro golo foi um meio frango do Sá, mas a verdade é que também Casillas já sofreu os seus, é bom não esquecer. Até aqui, o Sérgio era bestial, se calhar agora vai começar a ser uma besta. Sinceramente, espero que não. Espero que os adeptos deixem de ser tão reactivos, porque isso só pode prejudicar o FCPorto.

É verdade que o FCPorto não jogou tão concentrado como costuma, não foi tão intenso, foi pressionado e não pressionou, mas é preciso não esquecer que o Leipzig tem jogadores extraordinários, tecnicamente, e tremendamente rápidos, detalhes pouco habituais no futebol português. Penso que foi a qualidade de passe, e principalmente a rapidez como o Leipzig jogou que bloqueou os nossos jogadores.

Admito que Sérgio Conceição não tenha tomado as opções correctas, mas não penso que tenha sido a mudança de guarda-redes o problema principal. Para ser sincero, penso mesmo que não é Casillas o ponto mais forte da defesa, e acho que foi corajosa a decisão do treinador. Corajosa, e coerente. Senão, talvez tenhamos oportunidade de o confirmar no próximo jogo no Dragão, se Casilhas fôr o escolhido.

Uma vez mais, Brahimi provou que dificilmente será jogador de top, porque ainda não sabe dosear os momentos entre o individualismo que o caracteriza e o colectivismo,  provocando assim várias situações de perigo à sua própria equipa. O seu drible circulante, algumas vezes, peca por excessivo, como foi o caso esta noite. Foi quase sempre desarmado pelos adversários provando que estudaram bem os seus pontos fracos.

Não vale a pena negá-lo, o Leipzig, do meio campo para a frente tem jogadores rapidíssimos, e excelentes tecnicamente. Acho até que alguns deles tinham lugar de caras num Barcelona, ou Real Madrid. Mesmo jogando melhor na segunda volta, o FCPorto vai ter muitas dificuldades, porque o Leipzig tem jogadores habituados a jogar verticalmente e a pressionar quando perde a bola, sempre a um ritmo diabólico.

Mesmo assim, ainda nada está perdido. 


Responsabilidades? Isso é que era bom!


Gosto de assistir a debates. Como não podia deixar de ser a fome de audiências dos media sob vertiginosamente quando se dão catástrofes com vítimas mortais. Daí, em nome do interesse público, sempre do interesse público, a razão nuclear da profusão de debates.

A partir daí, é só escolhermos o tipo de comentador, ou comentadora, preferido. Sendo para mim seguro que o problema basilar dos descontrole dos incêndios está na negação política de privilegiar a prevenção, este é sempre aflorado de modo superficial por todos eles. 

De todos os debates que vi, esses comentadores cingem-se à constatação dos factos, isto é, quase todos lamentam que a prevenção nunca tenha sido levada a cabo, mas poucos se escandalizam com isso. Curiosamente, não ouvi nenhum a reclamar punições aos governos que assim procederam...

É tudo gente boa! Como dizia o outro: o povo é sereno.  

16 outubro, 2017

As minhas suspeitas sobre os incêndios

Isto é fogo organizado

Este, é um  recado exclusivamente dirigido à classe política, e a todos que (ainda) acreditam nela!

Censurem-me à vontade, que posso bem com isso. O que já me custa aceitar, é passar por mais um cidadão acéfalo sem capacidade de pensar com os seus próprios neurónios. 

Quando leio, ou oiço alguém, de forma dissimulada ou frontal, a contemporizar com a  criminalidade ou a incompetência, podem ter a certeza que não lhes adianta nada contar com a influência do estatuto, porque fico logo com a pior imagem possível dessas pessoas. Isto, estende-se aos optimistas profissionais, com, e sem estatuto (seja lá o que isso fôr).

Nós já temos incompetência que chegue, já temos irresponsáveis em excesso, mas o que está a ocorrer com os incêndios, com a incapacidade total para os combater, e sobretudo prevenir, é uma bomba atómica prestes a eclodir sobre o país. Para já, e até ver, as áreas escolhidas pelos incendiários têm privilegiado o Norte e o Centro, o que é em si mesmo suspeito. Um destes dias talvez seja o país inteiro.

Por mais que os responsáveis políticos se esforcem, bem como quem os acompanha na lábia, estes incêndios são demasiado extensos e extemporâneos para desencadearem por espontaneidade natural. Segundo ouvi há pouco, já causaram 27 mortos! O que teremos a dizer, senão concluir que este país não tem gente ao leme para o proteger? Como disse em artigos anteriores, qualquer garoto pode destruí-lo se souber organizar-se. Bastam uns dronezitos - que até nem carecem de licença -  para despoletar uma tragédia em segurança... Sim, porque estes "brinquedos" foram lançados no mercado a bem da economia, sem legislação prévia.

Estou tão indignado com isto que nem paciência tenho para ordenar a minha raiva. A passividade demonstrada pelas autoridades públicas com estes e outros crimes,  leva-me a pensar que o país não tem quem o governe.  Não sendo fã de teorias da conspiração sinto-me naturalmente encorajado por essas supostas autoridades a suspeitar que estes incêndios podem estar a ser conduzidos por qualquer gangue benfiquista com objectivos bem definidos, isto é: lançar o pânico no país, para desviar as investigações da Alta Autoridade da PJ para outros caminhos (os incêndios). Podem querer emperrar as investigações.

Face ao comportamento omisso dado pelo Governo, pelo próprio Parlamento e pela maioria dos media, que direito têm  de criticar quem assim pensa, quando a comunicação social do país tudo tem feito para branquear os crimes do Benfica, alguns dos quais culminando com a MORTE de um adepto? Quem consente e oculta o que está a acontecer neste clube não pode impedir nenhum cidadão de alimentar tais suspeitas, e ainda menos de lhes coartar esse direito. 

Espiar a vida dos árbitros para os chantagear obtendo falsos resultados desportivos a seu favor, é, ou não crime? Planear retaliações agressivas aos árbitros desobedientes, é outro. Traficar droga, também. Sabendo como sabemos o que esta gente é capaz de fazer, acho que a PJ já devia estar no terreno a procurar vestígios, porque estes incêndios não são provocados por simples pirómanos nem são de combustão espontânea. Não é possível! O calor fora da estação não é suficientemente intenso para admitir essa hipótese. Eu não acredito mesmo nesta possibilidade. No contexto actual, para mim, isto é crime organizado!

Por mais que tentem disfarçar, os cartilheiros do Benfica começam a demonstrar alguma fragilidade nas suas peculiares mentiras. Estão desesperados e receosos de serem incriminados. Tratando-se de gente sem escrúpulos, com comportamentos de fazer inveja à Máfia, não é impossível que estas suspeitas possam confirmar-se. Eles são capazes de tudo. 

E aqui chegado, deixo também um recado aos governantes, actuais e passados: foram eles, a par de alguns partidos políticos, responsáveis por deixar crescer o monstro. Por isso, caso venha a confirmar-se estas suspeitas, também eles devem ser severamente punidos.

PS-Decretar luto nacional pela morte de mais 31 pessoas, é politicamente correcto, ou seja, mais uma hipocrisia política, mas no fundo não é nada. 

Honrar estas vítimas, e as 64 de Pedrogão Grande, era que o Estado se obrigasse (sob caução contemplada com pena de prisão efectiva aos governantes) a implementar um plano nacional de prevenção florestal, minuciosa, e previamente estudado com efeitos vinculativos aos futuros governantes que suspendessem a sua efectivação. Porque este é um crime que se perpétua no tempo sem que os prevaricadores sejam naturalmente punidos. 

15 outubro, 2017

Pobre Moncho Lopez

FCPorto 78  -  Oliveirense 93

É a segunda derrota do FCPorto em Basquete... Sem entrar por caminhos escusos, comparando a qualidade das equipas nacionais adversárias que já pude ver jogar (ambas, em casa) como o Iliabum e a Oliveirense, a ideia que fica é que o plantel do Porto é apenas mediano, com alguns jogadores tecnicamente interessantes, e outros tantos psicologicamente fracos, particularmente nos lançamentos de 3 pontos.

Se para esta modalidade não há dinheiro para contratar jogadores mais qualificados, ou competência para lutar com clubes como os acima referidos, então não vale a pena alimentarmos ilusões, como no ano passado.

Grande e poderosa equipa, a do Oliveirense!

PS- São só dois jogos, é verdade, mas com duas derrotas em casa... A minha opinião já vem da época passada. Há ainda no FCPorto alguns jogadores sem fibra nem qualidade para jogar neste clube. 
Num contexto destes, acho irrisória a ambição de querer chegar à Europa.

Of toppic:
Não acredito na treta das temperaturas demasiado elevadas para justificar tanta mata ardida! 

Há crime posto premeditado. Só pode! Nunca vi coisa assim! Um dos incêndios de hoje, começou às 2 horas da madrugada.Suspeito bem quem podem ser os autores...

11 outubro, 2017

A hipocrisia evita-se, não se fomenta

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Não sei, não tenho como saber, o que é que os pais de hoje entendem como educar bem os filhos. Se, tendo possibilidades para lhes dar formação académica privilegiam esse sector específico, sem prejuízo das boas maneiras e do respeito pelos outros, ou se apenas se interessam pelo chamado «canudo» dos filhos. Não tendo como certa a prevalência de uma ou outra preferência, resta-me  a intuição alicerçada no que posso observar nos jovens adultos dos nossos dias. Ressalvo, com a melhor compreensão, o papel proteccionista dos pais de quererem garantir-lhes um melhor futuro, mas já não corroboro na ideia de que uma coisa tenha forçosamente de anular a outra.

A verdade, é que olhando para a sociedade que nos rodeia, e apesar de termos hoje mais gente com formação académica intermédia, ou superior, do que há 40 anos atrás, a educação regrediu a olhos vistos. Não será casual o facto de sabermos quão mal educados são muitos dos jovens que enveredaram pela carreira política, não obstante o grau de instrução escolar elevado, mas também adulterado, o que ainda é mais preocupante. 

Assim, dá que pensar como é que os jovens de hoje absorvem os programas alienantes, desportivos, ou de outro tipo, transmitidos pelas televisões, onde invariavelmente impera a libertinagem sem terem um progenitor por perto a recomendar-lhes outros caminhos. Caminhos esses que a televisão não tem para oferecer.  

A indústria cinematográfica dos EUA (chamam-lhe cultura...) é poderosa, influente e cada vez mais global. Domina o planeta e os povos que o habitam. Podemos dizer, sem risco de errar, que 80% das temáticas dessa indústria são bélicas. Armas, morte, sangue, e sexo, têm de estar sempre presentes. Ninguém de bom senso acredita que sendo esses quatro itens parte real da nossa existência aconteçam com a frequência perversa com que são transmitidos. Felizmente que ainda não é assim em todo o lado. Diariamente, os telejornais seguem pelo mesmo diapasão, contam-se por dois dedos de uma mão as notícias factualmente positivas, a maioria são deprimentes. 

Terá mesmo de ser sempre assim, pergunto? Que bondade se pode extrair desta opção quase generalizada de fazer cultura e jornalismo?   Ou, se acharmos mais adequado, de explorar a condição humana? É a vida que temos? É o seu retrato nu, e cru? Talvez. 

Então, que tal fazer alguma coisa para a mudar, em vez de a constatar sadicamente.

Alô, Porto Canal? Terás tu estofo para fazer a diferença?

Já sei, sou um sonhador. Esqueçam.

10 outubro, 2017

Também tu JN és cartilhista?

Deixo ao critério dos leitores portistas, e sobretudo anti-centralistas, a interpretação devida à "sondagem" que o JN entendeu por bem publicar na edição de hoje.

Pela parte que me toca, só posso confirmar, desta vez com o mais profundo repúdio, aquilo que já pensava deste jornal, agora liderado pelo lisboeta Proença de Carvalho, e dirigido (para já ainda no Porto) pelo cartilheiro AFONSO CAMÕES:

foi um jornal do Porto, agora também capturado pelos vândalos centralistas. Uma humilhação para os portuenses e uma traição àqueles que honraram o jornal.


Se amanhã qualquer político deste país, ou governante, ousasse lançar-me areia para os olhos com a treta da coesão nacional, dir-lhes-ia alto e bom som: agora, sou a favor da independência do Porto!

É assim, com este tipo de jornalismo desonesto, tendencioso, corrompido e belicista, que se fabricam guerras e separatismos.  Que esperar de um país assim?

Só espero que logo à noite, no Universo Porto da Bancada, o Francisco J. Marques não se esqueça de repudiar esta provocação pasquineira e de incluir  o JN na longa lista de cartilhados vermelhos, caso contrário, desisto de ver o programa. Já deixei de comprar e ler outros jornais, este vai ser o próximo. Desta vez, para sempre, ou até que aquela casa seja despoluída de jahidistas.


O que estes garotos são capazes de ficcionar para tentar transformar criminosos em vítimas, e vice-versa... 

E eu, que até ando chateado com Pinto da Costa por ele estar tão calado! Foi preciso vir agora o JN dizer-me que, afinal, ele tem andado a semear o ódio. 

Sem o saber, também eu devo andar a comer sorvetes com a testa...


09 outubro, 2017

Porto Canal, estará a parasitar o FCPorto?.


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A avaliar pela conduta da Direcção Geral do Porto Canal, pouco esmerada no rigor, e na informação atempada, os espectadores não merecem qualquer consideração. 

Consideração que, no mínimo, podia ser reflectida num pouco mais de empenho, na actualização dos programas, bem como na celeridade da informação. Por mais válidas que sejam as causas para tanto desmazelo, perdem-se em razão da incapacidade de quem dirige o canal perceber quão negativo é para uma empresa de comunicação deixar a espectadores e a investidores, uma imagem próxima da anarquia.

Admitindo que as férias do pessoal do Porto Canal tivessem iniciado no mês de Junho, ou Julho, é incompreensível que no mês de Outubro ainda se note alguma inércia e que tenham de recorrer a entrevistas gravadas, já anteriormente repassadas, para preencher a programação. Este visível folguedo é tudo, menos prometedor. Presta-se às piores especulações e pulveriza quaisquer êxitos de audiências que eventualmente possam ser garbosamente anunciados.  Nem sequer cai bem na opinião pública ouvir o director-geral destacar o âmbito generalista do Porto Canal, e gabar-se das audiências, quando elas são maioritariamente geradas pelo sector desportivo do clube.  A incapacidade de preencher os espaços vazios com novos conteúdos, tem sido mascarada pela repetição exaustiva de alguns dos melhores programas, fazendo com que estes se vulgarizem pelas repassagens abusivas, com prejuízo inclusivé para os próprios criadores.  

Tudo isto acontece, porque alguém o permite, e esse alguém chama-se Jorge Nuno Pinto da Costa, mas não só... Sendo o FCPorto proprietário do Porto Canal, os sócios têm direitos, e parecem ainda não ter entendido que um deles consiste em ter informações da parte da SAD sobre o que está planeado para o futuro do Porto Canal. 

A cada nova temporada o canal fecha para férias prolongadas, e a pretexto da programação que vem a seguir, as expectativas têm sido repetidamente frustradas no aspecto qualitativo, o que tem forçosamente de se reflectir pela negativa na tesouraria. 

Não caprichando na qualidade, os investidores afastam-se, e depois falta o dinheiro para pagar aos que lá trabalham. Para bem de todos (clube e canal), o Porto Canal tem de trabalhar para se auto-financiar. 

É muito importante que os sócios estejam atentos, não vá ser o FCPorto a pagar-lhes os ordenados, para receber tão pouco em troca...