27 setembro, 2018

E assim vai a arbitragem

Os nossos comentadores são tão mansinhos
a criticar os árbitros quando têm razões para tal
O medo não ajuda ninguém


Francisco J. Marques disse: "Se o Governo continuar a acolher João Paulo Rebelo, é cúmplice de tudo". Jorge N.Pinto da Costa disse: "Benfica e F.C.Porto à porta fechada? Não acredito no Pai Natal".

O director de Comunicação do FCPorto foi sem dúvida mais directo, disse aquilo que todos sabem e deviam dizer - sem complexos político-partidários -, que a raiz do abominável escândalo instalado no futebol português tem responsabilidade política e hierarquicamente a seguir, responsabilidade  desportiva que actua sob a tutela do Governo. 

Já o disse aqui, e volto a repetir para que não voltem a tentar convencer-me que o Ministério Público (ou Estado de Direito, se preferirem) vai pôr tudo na ordem. Não vai. Porque tem demasiados  problemas por resolver e não é tão fiável como alguns imaginam. O caso das toupeiras confirmam-no. Repetindo-me: enquanto os acusados não forem devidamente punidos, o FCPorto vai continuar a ser prejudicado em todas as modalidades (*ontem tivemos uma "subtil" amostra do andebol). Que os cartilheiros (e amigos) tentem tudo para negar o que a próprio MPúblico afirma na acusação, é patético, e até se percebe. Agora, que nós (portistas) acreditemos numa condenação à altura da sua real extensão e gravidade, vai um passo muito grande, e a concretizar-se, levará muito tempo. 

É importante não minimizar a influência perniciosa dos árbitros, que são parte pertinente dos problemas do FCPorto. Eles também têm de ser punidos. Se não forem, é o Estado que sucumbe. Eles, e quem os dirige. Como tal, para sermos sérios, é incontornável avaliar este "polvo" a partir do comportamento dos vários implicados segundo a ordem hierárquica das partes envolvidas, a começar pelo Governo.

*sem tencionar encontrar desculpas para a derrota em casa com o Sporting, penso que os jogadores acusaram o toque  e perderam a fibra. O Sporting tem uma excelente equipa. O FCPorto também, mas faltou-lhe mais velocidade e a confiança nos árbitros. Por isso, têm motivos para desanimar. Os mais antigos já estão vacinados, mas não é por aí que se resolve o assunto. Além de que o novo treinador ainda não se apercebeu das habilidades dos árbitros portugueses contra o FCPorto...

  

25 setembro, 2018

Conceitos de liberdade não prestam sem respeito


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Tudo o que é ilimitado, na minha opinião é um erro. Até o amor, o sentimento mais belo da humanidade. Por quê? É simples. A tendência dos excessos abrevia a durabilidade e tende a vulgarizar o seu valor. Pode-me ter escapado alguma coisa, mas não devo estar enganado.

Dentro deste conceito, muito na moda, incluo a Liberdade, aquela liberdade que para muitos só é autentica se for absoluta. Tento compreendê-los, sem sucesso, mas tentarei explicar porquê, apresentando alguns paradigmas.

Recentemente deu-se  um caso bizarro no Museu de Arte Moderna do Porto que originou alguma polémica. A exposição exibia quadros com fotos eróticas a puxar para o pornográfico, com homens e mulheres e homossexuais a fazerem sexo explícito. Veio-me logo ao espírito artistas como Picasso e outros mais antigos que também pintaram o nu ainda que de forma mais clássica e velada. Sem puritanismos hipócritas não me sinto à vontade para censurar os mais sensíveis. Porque não se trata disso, trata-se de precaver ocorrências incompatíveis com o conceito de liberdade de cada um. Houve quem defendesse a proibição a espectadores menores de 18 anos e outros a entrada livre a todos. Imaginemos agora que uma mãe ou um pai decidem assistir à exposição com filhos menores e se deparam com uma obra destas, teremos todos a certeza que se sentiriam confortáveis? Pessoalmente estou mais inclinado para responder que não. Ninguém morreria por isso mas convirá sempre lembrar que nem todos acham que vale tudo, mesmo que o sexo seja uma coisa natural, mas não necessariamente para ser exibido. Imaginem só que amanhã você sai com um dos seus filhos ou filhas, e depara com um casal heterossexual ou homossexual a fazerem sexo na rua, acham que é muito diferente? Esses casais podem pertencer aos grupos para os quais a liberdade é infinita. Um museu é um lugar de arte aberto ao público, mas um rua ainda é mais.

Agora pensem noutra situação. Uma situação que decerto vos incomoda e não tem nada a ver com sexo. A liberdade da comunicação social é de certeza, para os jornalistas,  a mais importante, mas não é consensual, porque se me perguntarem a mim, considero a Liberdade da arte socialmente mais útil, com, ou sem nus.

Deixem-me que lhes pergunte: terá algum valor deontológico, ou moral, pegar na Liberdade que nos custou 44 anos de ditadura a conquistar, e permitir que gente ordinária, má, acusada de corrupção, e de todo o tipo de delinquências, usem os ecrãs de televisão, incluindo os do Estado, para acusarem, difamarem, prejudicarem e maltratarem pessoas e instituições sérias? Que serventia terá tal liberdade? Que contributo dará aos serviços da Justiça? E que dignidade poderá transmitir a quem a vê? Como gostava de saber...

Só tem uma resposta, ou melhor, tem duas respostas: liberdade absoluta só serve para ser adulterada, e para estimular o crime.

E com isso a democracia. 

A traição aos melhores é traição redobrada

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António Arnaut, um socialista íntegro
que o PS deixou trair


Não sei o que é que o 1º. Ministro tenciona fazer à cidade do Porto para mostrar que não tem capacidade nenhuma para o cargo que lhe foi outorgado. Sentido de Estado, meus amigos, nicles! Zero! Bola! No que a mim concerne, não preciso que se esforce mais para chegar a essa conclusão. Houve quem se iludisse com a sua suposta habilidade, mas enganou-se. Para mim, chega. 

Agora, o que me preocupa a seguir é saber que ainda há no Porto e no Norte quem tenha "coragem" de voltar a oferecer o voto a António Costa por mera partidarite (prefiro a clubite, é mais sã). Não quero com isto dizer que se fosse socialista assumido ia a correr votar no PC, ou no Bloco de Esquerda, porque todos os que me lêem sabem que perdi a confiança nos partidos políticos, mesmo os ditos de esquerda. E nos partidos de direita nem pensar, já me bastaram os partidos de Salazar e Caetano.

Se bem se  lembram, inicialmente até achei piada à coligação manca da "geringonça", mas como se previa, não passou de uma faca de dois gumes que agora parece querer transformar-se numa geringonça mista (de esquerda e direita) entre Costa e Rio.

Rui Moreira tem toda a razão. Não sei se o Governo, como ele diz aqui, sucumbiu à máquina do Estado, mas também não ando muito longe dele visto que a promiscuidade entre este (Estado) e os lóbis privados dão sempre nisto (não é só no futebol). Olhemos com olhos apartidários para o SNS (Serviço Nacional de Saúde) e tiremos as devidas conclusões, do estado a que chegou hoje. Este artigo de Mariana Mortágua acrescenta-lhe detalhes curiosos da traição feita ao seu principal fundador, o socialista (dos bons) António Arnaut.   

24 setembro, 2018

Que classe, a dos sub-17!!!


David Vinhas
Francisco Conceição
Fábio Silva
Calma! É só a minha opinião! Foi com uma grande confiança no futuro futebolístico do FCPorto caseiro, que tive o enorme prazer de assistir a um festival de excelente futebol praticado pelos jovens sub-17 do FCPorto este fim de semana, no Olival.  
Jovens como Francisco Conceição, com uma qualidade de passe rara que (sem exagero) mais fazia lembrar o Messi. A rematar, tem força superior à sua idade. Sim, é isso mesmo, fez-me lembrar o Messi. É filho do nosso treinador, curiosamente. David Vinhas, defesa-central do mesmo escalão, é outro caso de estudo, tal é a maturidade que já revela. Fábio Silva é outro craque muito prometedor, mas já muito evoluído. Que classe, que qualidade técnica para jovens de tão tenra idade! Seria injusto que não estendesse estes elogios ao plantel completo, porque todos mostraram uma qualidade técnica e movimentos de uma inteligência invulgar para a idade. E, acreditem, não foi o resultado que me toldou o juízo (11-0), até porque a equipa adversária (O Guarda) foi recentemente promovida e, apesar de ter dado muita luta, é muito inferior. 
Sem rebuço, digo-o aqui: tomara eu que os nossos seniores tivessem o mesmo discernimento no modo como se movimentam e jogam. E fico-me por aqui, para não entrar em exageros...
Não sei se vão continuar sempre neste registo e se o FCPorto terá capacidade para os aproveitar, mas isso é outra conversa.
Não percam, vão vê-los jogar porque vale mesmo a pena, e eles merecem. 

21 setembro, 2018

Esta substituição levanta muitas dúvidas

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Joana Marques Vidal
Vamos lá ver como é que a nova Procuradora da República irá desempenhar o cargo. A tese que agora defende António Costa sobre a limitação do mandato exclusivamente a 6 anos pode até ter as suas vantagens, agora parece-me que no caso em apreço é de uma inoportunidade tremenda.   

É consensual que Joana Marques Vidal tem desempenhado um mandato próximo do brilhante. Todos fazemos uma ideia das dificuldades que alguém com as suas características terá tido para desenvolver o seu trabalho numa instituição complexa como é o Ministério Público, rodeada de funcionários de honestidade duvidosa, e de centenas de milhares de processos empilhados por resolver. 

Se a Justiça é lenta em Portugal, é essencialmente porque há no seu seio alguma gente  a boicotá-la, como tudo indica ser o caso do juiz   Rui Rangel. Nestas circunstâncias, só posso considerar infeliz e descaradamente política, a iniciativa de António Costa de propôr ao Presidente da República o fim do mandato de Joana Marques Vidal. Por uma razão muito simples: é ela quem melhor conhece o processo do crime mais diversificado (em número, e contextura) praticado no futebol nacional. Envolve gente de todas as classes sociais e profissionais, com muito poder, capazes de praticar actos criminosos da maior gravidade. O arguido principal é o Benfica, não é de certeza o edifício do Estádio quem os pratica, são as claques (que já assassinaram) e todos os que o representam administrativamente (acusados de corrupção e de tráfico de influências)...

Resta saber de que massa será feita a futura Procuradora Geral Lucília Gago. Há elogios prévios, mas sem grande sustentabilidade. Só o futuro próximo o dirá. Estes hábitos de mexer em tudo o que incomoda é uma característica dos políticos em Portugal. Convém nunca esquecer o que fizeram com a Regionalização que constava da nossa Constituição como especial garantia de revitalização da Democracia. Lançaram-na no lixo, e agora voltam às promessas e aos processos de intenção do costume.

Desconfiemos do que está para vir. A acusação está feita, falta saber como vai ser julgada.  

  


20 setembro, 2018

Carlos Daniel sai da RTP e abraça projeto na Federação Portuguesa de Futebol


Carlos Daniel, o menino querido do Benfica na RTP
(televisão do Estado, paga também por nós...)


Tal rato em porão de barco a naufragar, o benfiquista de Paredes não perdeu tempo, e já deu o saltinho da praxe para o "mar". Ainda não é público se o sanearam da "patriótica" RTP, ou se foi ele a demitir-se; lá saberemos. 

Surpresa das surpresas, neste preciso momento nada brilhante da história do clube querido do melro, não é que já arranjou um tachinho na FPF como dirigente de Conteúdos do Canal 11...?

Quem o terá convidado? Mas isto é para continuar?Não quero acreditar que tenha sido Fernando Gomes. Isto só pode ser golpe de cartilheiro. Não há dúvida, estes gajos são mesmo  craques no jogo sujo!

Será que o FCPorto aprova? Ou não tem voto na matéria?

Que país este, meu Deus! 

19 setembro, 2018

Sobre o génio de Sérgio Conceição

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Digam lá se estes gajos merecem respeito?
(o gajo é o vestido de preto)


O melhor que conseguiu Paulo Fonseca enquanto treinador do FCPorto (época 2013/2014),  foi ganhar a Supertaça Cândido de Oliveira, e já não foi mau. A partir daí, sucedeu-lhe: Luís Castro, em 2014, sem sucesso, sendo substituído no mesmo ano por Julen Lopetegui até meados de 2016, também sem qualquer êxito e com alguns jogadores que foram campeões a época que passou (2017/2018). José Peseiro seguiu-se-lhe como treinador de recurso entre 2015 e 2016 e logo a seguir Nuno Espírito Santo (2016/2017) com igual resultado.

Admitindo a precisão cronológica supra citada, é para mim um mistério saber como é possível haver portistas incapazes de reconhecer mérito ao Sérgio Conceição! Foram cinco treinadores, cinco(!), que o antecederam e não foram criticados, pelos anti-Sérgio Conceição ... 

Vamos lá a ver. Da mesma maneira que reconheci e elogiei a competência de Pinto da Costa enquanto a mereceu na qualidade de Presidente, fá-lo-ei também com Sérgio Conceição como treinador enquanto o merecer. É tão simples quanto isso, mas há quem considere isto uma espécie de traição, mas não tem nada a ver com isso, pelo contrário.

As comparações são meramente sobre competências, ainda que a referente a Pinto da Costa goze de um histórico mais longo, como é óbvio. Para Sérgio Conceição atingir reputação comparável à de PC (enquanto treinador,claro) terá de continuar na mesma onda de  sucesso. Não é obra fácil.  Se tal vier a acontecer, como espero, só terei de continuar a congratular-me e a lisonjeá-lo  com o maior gosto.

Sobre Pinto da Costa nunca esquecerei o que fez pelo FCPorto, e durante longos anos. Esse período é inesquecível, mas não pode nunca eternizar-se a partir do momento em que nos apercebemos que algo vai mal na gestão do FCPorto e que perdemos discernimento em muitos pormenores, entre os quais salienta-se a vulnerabilidade do clube.

Andámos há anos a assistir impavidamente a uma roubalheira colossal das arbitragens em todas as modalidades e só agora, através da intervenção corajosa de Francisco J. Marques, é que decidimos defender-nos através dos e-mails e dos e-toupeiras. Mas, pergunto: e se não fosse FJM, quem teria falado? Só agora é que a SAD começa a processar alguns malandros, mas por quê só agora? O Pinto da Costa dos bons tempos não teria permitido tais abusos nem interferências na gestão do clube. Compreendo que a idade não é a mesma, mas não me parece sensato manter uma liderança frouxa, sem capacidade para lutar contra tanta malandragem vulneravelizando cada vez mais o FCPorto.

É também pela frontalidade que aprecio o estilo de Sérgio Conceição. Com ele, e sob este sórdido ambiente de golpadas e corrupção, conseguimos finalmente ser campeões. Esse mérito ninguém tem o direito de negar. Se querem criticar critiquem os treinadores que o antecederam.

Soube há dias que Sérgio era escorpião, como eu. Temos algumas semelhanças no temperamento, confesso. De facto, reconheço que às vezes ferve em pouca água, mas se me perguntarem se o censurei por ter dito ao árbitro do FCPorto/D. Chaves o que disse [Só houve 15 minutos de tempo útil de jogo, que é isto puto?Estás a brincar com o nosso trabalho? Expulsa-me se quiseres], eu respondo logo que não, até o aplaudo. E sabem por quê? Porque neste país já há gente a mais a obedecer a quem não deve, e a quem se faz herói sob o biombo do anonimato. A desobediência civil é também um acto de cidadania quando quem manda não tem categoria pessoal e institucional para se fazer respeitar. Estão nesta lista: líderes políticos e desportivos. Dá-me vómitos saber que escória dessa ainda tem poderes para castigar, quando são eles quem merecem castigos. Castigos daqueles que num país normal os levariam à prisão.

Por isso, grande Sérgio, és dos que considero. Não cortes cavilha, mas não prejudiques o FCPorto.

17 setembro, 2018

Um Porto demasiado passivo para tanta provocação

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É tudo vaidade, tudo UM  ZERO

Quem estiver atento ao Porto Canal, e tolerar o vazio absoluto dos primeiros mêses de verão (Julho e Agosto) em que grande parte do pessoal foi de férias, depressa percebe que a consideração pelo público-alvo é nula, visto que esse vazio se estende até hoje (meio de Setembro). Só há poucos dias se lembraram de passar o telejornal, e apenas à noite. É uma época crítica, é certo, mas podia haver muito mais empenho, muito mais ideias e dinâmica.

Quando o FCPorto continua a ser cilindrado por uma contra-informação acintosa, com o objectivo claro de desviar as atenções do escândalo mais grave do futebol português, na expectativa de confundir a opinião pública e atrasar o processo BenficaGate, o Director do Porto Canal mostra-se incapaz de intensificar as respostas a estas vigarices, criando novos programas de réplica aos infractores sempre assentes na autenticidade. Com isso, aumentaria certamente as audiências, uma vez que nunca será com  entrevistas às betinhas e betinhos da capital que Júlio Magalhães o irá conseguir. Os mafiosos sabem sustentar os cúmplices instalados nos media, e nós, que estamos a ser vigarisados e ultrajados por uma corja de delinquentes, não sabemos aproveitar o Porto Canal para expandir as nossas razões à mesma altura numa época em que a programação é pobre, para não dizer nula. Em suma, um desperdício numa época veraneia repleta de emigrantes portistas que muito se regozijariam se o FCPorto soubesse usar o Porto Canal para melhor defender o clube. Não o fazendo permite que a banha da cobra benfiquista vá conseguindo os seus objectivos. Provam-no os benefícios contínuos que esse clube de facínoras mantêm dos "padres" (ou meninos queridos se acharem mais sexy).

Muita importância andamos a dar às Bolas e aos Records e à comunicação social de um modo praticamente genérico, mas insisto, isso é dizer ao ladrão que ele rouba. Ele nunca deixará de roubar se não fôr preso e julgado. Com os media é a mesma coisa. Eles sabem que são vigaristas e podem bem com isso enquanto a Lei não se fizer respeitar. Continuemos atentos, porque não é pelo clube do regime estar sob a alçada do MP que estas vigarices acabam. Quanto mais brandos nos mostrarmos, maiores serão os abusos, com efeitos imediatos nas tabelas classificativas de todas as modalidades, não apenas no futebol. 

Repito: a importância tem de ser dada a quem está no topo: o Governo. E, no caso em apreço trata-se de retribuir a importância pela negativa, ou seja coagir (sim) o Governo a fazer aquilo a que é obrigado, e sem qualquer laivo de favor. Nós não queremos favores, queremos sentido de responsabilidade e rectidão. Só isso. É preciso dizê-lo sem papas na língua porque é o próprio Governo que está a desautorizar-se. Digam-me como é possível respeitar um Estado de Direito que não se respeita.

Expliquem-me como se fosse muito burro.

É que ainda há quem não saiba o que é um Estado de Direito num país respeitável.

Haja paciência, mas as coisas são mesmo assim. Não aquilo que alguns malandros nos dizem.


PS-
A propósito: se o incompetente Joaquim Meirim afirmou outro dia que não se incomodava nada que o considerassem benfiquista, também digo o mesmo ao 1º. Ministro: estou-me a borrifar que seja benfiquista. 

Até convém saber, para se perceber melhor porque anda tão calado...   

     

13 setembro, 2018

Uma nulidade entre outras

Paulo Rebelo Aldrabão



É assim. Em Portugal é possível manter no poder um aldrabão imberbe uma infinidade de tempo. Dão-lhes demasiado tempo para fazerem o que lhes dá na gana, ou para não fazerem nada, e outro tanto para brincarem aos homens crescidos.

Este nosso povo habituou-se pacificamente  à trafulhice dos políticos e do próprio patronato. Os cidadãos honestos sofrem na pele este ambiente de balbúrdia e de impunidade. Alguns, mais adaptáveis, procuram como podem  imitar os políticos, ou mesmo aproximarem-se deles para seguirem o mesmo estilo de vida.

Mas, lá está a velha história (que repugno). Votar por votar, dá nisto. Nós, portistas, agora estamos muito indignados, mas a verdade é que gajos destes (é assim que merecem ser tratados) minam completamente os valores da democracia adulterando-os e mentindo com quantos dentes têm.  Todos os dias, e a toda a hora, porque não têm quem os discipline e ponha na ordem. Os líderes preferem olhar para eles como "subditos" de confiança, o que não é nada prestigiante para os partidos que representam.

Há  algo de medieval e servil nisto,  nos eleitores para com os políticos atrevidos e trapaceiros. Hoje, ser apanhado numa rede criminosa, para alguns parece uma honra, tal o à vontade com que encaram as câmaras de tv. O dinheiro para eles é o topo da montanha da sua importância pessoal. Pensam que quem os censura não os imita porque não têm esperteza para tanto. Nem sequer lhes ocorre por um minuto que alguns desses "palermas" talvez morressem de vergonha se enriquecessem como eles.

Acredito que gente dessa estirpe hoje seja rara.  Mas, chegou a hora de exigir mais da democracia que apenas o direito ao voto que lhes permite aceder ao poder. Há outro direito que ainda não temos, e de que ninguém fala:  o direito de também podermos votar para erradicar da política os maus políticos, e em tempo útil.

Por exemplo,  inúteis como o rapazito da imagem. Desses direitos ninguém ousa falar. Nem os votantes. Mas devíamos.  Porque, mais importante que saber o que queremos é saber o que não queremos. Olhar para um gajo destes e saber a mediocridade que é, apetece-me fugir do país. 

Desmentido verde tinto

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O Sport Lisboa e Benfica apresentou hoje mesmo esta foto ao MP como prova cabal que não tem qualquer relação de proximidade com Paulo Gonçalves, homem sobre o qual toda a fina elite lisboeta  suspeita de ter conspirado (políticos,cineastas, jornalistas e proxenetas) contra o Benfica, em conluio com o presidente do FCPorto.

Juro sob palavra de honra que isto é verdade. Ou seja, verdade, uma verdade mentirosa, mas verdade. Espero que me compreendam.

Luís Piquenique Toupeira

11 setembro, 2018

Ai se eu confiasse na palavra dos políticos...

Paulo Baldaia


Assim se vê a força de você
Você, caro leitor e eleitor, já anda a ser assediado para umas eleições que só vão acontecer dentro de um ano. Não é ainda tempo de lhe lançarem slogans que parecem promessas ou vontades que nunca serão assumidas como compromissos. Por agora, eles estão só a tentar pôr na sua cabeça uma ideia, a ideia de que você sozinho consegue determinar como é que o PS vai governar na próxima legislatura. Se estiver atento, você vai ver que ninguém põe em causa a vitória de António Costa, o que os preocupa é a força que você lhe vai dar.
Por exemplo, o PS quer mais força (votos) para a Esquerda governar. O contrário do que lhe pede o PCP, que quer ver o PS com menos força, evitando assim que os socialistas vão a correr fazer alianças com a Direita nas matérias mais importantes. O Bloco, depois do caso Robles, anda só a ver se não perde a força mas, seja como for, o que cada um dos partidos de Esquerda lhe vai dizer é que precisa da sua força como única forma de dar mais força à Esquerda. Não é a força dos mosqueteiros, "um por todos e todos por um", é mais cada um por si.
Na Direita andam todos entretidos no tiro ao boneco e só a espaços se lembram de você, caro leitor e eleitor. Tem de os desculpar ou, pelo contrário, agradecer-lhes. A seu tempo deixarão de falar para Rui Rio e sobre Rui Rio e também eles se vão dedicar a explicar-lhe porque é que o regresso da Direita ao poder depende de você votar no partido A e não no partido B. Pode dar como garantido que o CDS de Assunção Cristas e a Aliança de Santana Lopes vão fazer como o Bloco e o PCP, desdenhando da utilidade do partido maior. Pode haver Esquerda sem PS e Direita sem PSD? Poder, pode, mas não serve para conquistar o poder. Sem esta dicotomia Esquerda/Direita, sobra o bloco central que todos temem e ninguém quer defender.
A força da sua escolha é que permitiu a António Costa acabar com essa coisa do voto útil que existiu em Portugal até 2015. Um voto que se resumia ao PS e ao PSD, para saber quem nomeava o primeiro-ministro, obrigando à criação de alianças formais ou informais. No próximo ano, por exemplo, podem todos dizer que não querem o bloco central, mas se uma larga maioria de vocês votar PS e PSD, sem que seja possível formar uma maioria parlamentar onde não estejam estes dois partidos, que remédio têm eles senão formar o odiado bloco. Está a ver a força que você tem? É uma situação difícil de acontecer, mas é teoricamente possível.
Se você pertence a uma claque, não se iluda. Não é por si que eles já estão em campanha. Se é de Esquerda como quem é do Porto e do Benfica ou se é de Direita como quem é do Sporting e do Braga, conhece bem a homilia. Votará onde sempre votou e, esteja descansado, o seu voto vale tanto como o de quem vai mudar pela enésima vez.
O conselho que é preciso dar a todos os eleitores é que levem a sério a força que tem o voto de cada um. Lembre-se que ele enfraquece quando nos rendemos a slogans e a populismos, quando nos limitamos a seguir a corrente. O que é preciso é que cada um pense no que verdadeiramente quer ver feito, na ideia que tem do que deve ser a sociedade. Com tempo, procure perceber o que tem genuinamente cada partido para lhe dizer sobre o que verdadeiramente lhe importa.
P.S.: "Assim se vê a força do seu voto" era o modo correto de escrever em português o título desta crónica. Só que foi ouvindo Jerónimo de Sousa, na festa do Avante, que me inspirei para a escrever. Nos tempos áureos do Partido Comunista Português, quando nas legislativas os votos eram sempre com dois dígitos e os comunistas governavam meia centena de autarquias, era sempre isto que se ouvia: "Assim se vê a força do PC!".
*JORNALISTA
Nota de RoP: 
O sublinhado do texto é meu.
Na minha opinião, a força do voto é impossível de ver, porque antes de tentar perceber e aceitar a programação de um partido, exijo um compromisso do mesmo que não permita a fuga habitual do que é prometido. Não havendo essa possibilidade, prefiro não contribuir com o meu voto para mais escândalos. 
De resto, subscrevo este artigo.  

09 setembro, 2018

O desporto não pode separar-se da política, faz parte da vida

Hoje em dia é um tanto arriscado por as mãos no fogo pela integridade de alguém, mesmo por aquelas pessoas que desempenham cargos da mais alta responsabilidade. Hoje, ser 1º ministro,Dr. juiz, deputado, ou mesmo médico, já não são garantia de distinção para ninguém, e ainda menos de confiança. Por uma questão de prudência temos de dar tempo ao tempo antes de lhes dedicarmos as honrarias que achamos merecidas. Calma, não nos precipitemos, cuidados e caldos de galinha só nos faz bem, mesmo  admitindo antecipadamente que ninguém é perfeito. A perfeição do chavão existe, a do destinatário não. Contudo, o Homem estará sempre mais perto da perfeição quanto mais íntegro e independente fôr ao longo da sua vida.

A propósito e sem me contradizer do que penso dos políticos de um modo geral, consigo notar algumas raras excepções, que as há.  O Presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Victor  Rodrigues é uma delas. É do partido socialista,mas isso para mim é irrelevante, se fosse de outro partido diria o mesmo. A sua postura não é tudo, mas importa. Diz-me que é, antes de mais um homem de carácter, porque se há autarca que "herdou" uma Câmara cheia de problemas e dívidas foi ele. No entanto, nunca o vi,como é habitual na maioria dos políticos, reclamar grosseiramente com o seu predecessor. Não! Fez legitimamente as apreciações que tinha a fazer, sem nunca ser indelicado. Além disso, teve a coragem política de se ligar a Rui Moreira com quem parece entender-se bem, o que é óptimo para Gaia e para o Porto. Fê-lo, zelando pelos interesses dos cidadãos e da região, enfrentando o próprio partido cuja proposta alegadamente "descentralizadora" não passa da tentativa de usar as câmaras como serviçais do governo sem informar como e quem pagará os custos. 

Rui Moreira e Eduardo V. Rodrigues foram os únicos que se impuseram ao poder central. Isto hoje não é vulgar, sobretudo vindo de um autarca não independente. Mas, lá está, espero e desejo que este exemplo se repita e não seja mais uma decepção. Por aqui se vê que um bom político não espelha a qualidade do grosso dos seus representantes. A maioria, tenho a certeza, não age com a consciência cívica de Eduardo V. Rodrigues, preferem optar pela obediência partidária. No PSD e no CDS, seguem também pela lei da "cartilha" (mas onde é que já ouvi falar disto?).

Agora falo-vos de um caso diferente. José Pacheco Pereira é um ex-deputado do PSD a quem reconheço grande capacidade intelectual, mas não tão probo como às vezes deixa parecer. Desceu na minha consideração a partir do dia em que se atirou com unhas e dentes a Pinto da Costa quando veio a público o caso Apito Dourado. Sempre procurou deixar a ideia de ser alérgico ao futebol, mas nunca o vi tão sensível à marginalidade como com esse ardil montado contra o FCPorto através do seu presidente. Pois, uma vez mais estalou-lhe o verniz. Vejam o programa da SIC Notícias da última 5ª.feira que abordou o caso do escândalo do Benfica onde uma vez mais Pacheco Pereira revelou o ódio que tem ao FCPorto. O tema era o Benfica mas ele não conseguiu deixar de falar primeiramente do Apito Dourado bem à maneira do político comum. Tratou de misturar o caso e-toupeira & Ca. Ilimitada com o FCPorto com o intuito claro de esvaziar a gravidade do caso Benfica. Ele sempre disse que não tem clube, mas as atitudes que tem quando se fala do FCPorto transportam-no precisamente para o mais corrupto de todos, o Benfica... António Lobo Chavier, portista, advogado e simpatizante do CDS, imitou-o curiosamente. Repare o leitor como os partidos políticos se entre-ajudam quando se trata do Benfica e depois falem-me de Estado de Direito...

Podía falar-vos de muitos outros casos que identificam perfeitamente a fragilidade intelectual dos políticos de todos os partidos. Todos. Deixemo-nos de paternalismos com esta gente e digam se estes aspectos da vida nacional alguma vez merecem ser elogiados com justiça:


  • Saúde
  • Educação
  • Comunicação Social (do Estado e Privada)
  • Desemprego (incluída a emigração de jovens com formação superior)
  • Descentralização/Regionalização
  • Transportes públicos (Metro do Porto/CP
  • Centros de Saúde
  • Desporto 
  • Departamentos de Estado Desportivos
  • Reformas
  • Salários (se faltar mais algum desculpem)  
Só os partidos do Governo acham que sim. Ou, quem lhes deve favores não confessados, e isso é fazer batota.

08 setembro, 2018

Não acredito na democracia em Portugal, porque é um embuste que só pega por arranque


Com o devido respeito pelos  que têm em boa conta a classe política actual, seja ela de que partido fôr, e sem pretender criar polémica, deixo à vossa reflexão um dos episódios mais recentes do polvo vermelho. Antes disso, esclareço que me reporto apenas à classe política do pós 25 de Abril, à que integrou governos de vários partidos (PS/PSD/CDS), já lá vão 44 anos, apenas menos dois que de ditadura (48). Tivemos sete governos de ditadura pidesca, com um regime persecutório alicerçado na espionagem. 

Uma das mais graves ilegalidades do Benfica assentou precisamente na espionagem, tanto contra os adversários como no interior do Ministério Público. Teve colaboradores dentro do próprio governo (Secretaria de Estado e Desporto/IPDJ). Pergunto: acham que é próprio de uma democracia séria que um 1º. Ministro tenha a "coragem" de assobiar para o lado, perante o que se tem passado independentemente de o caso estar a ser investigado? É preciso não esquecer que o IPDJ está sob a tutela da Secretaria de Estado do Desporto, e esta sob o Ministério da Educação e este inevitavelmente no tal Estado (de Direito). Então, não houve aqui comportamentos vários verdeiramente pidescos? Então serão estes hábitos próprios de uma democracia e o senhor 1º. Ministro não sabe o que se está a passar e não tem a dignidade de colocar esse verdadeiro garoto (digo-o eu aqui sem papas na língua) na rua? Vamos lá ver, não brinquemos com coisas sérias, por muito habituados que estejamos às palhaçadas.

Por uma questão de respeito pelos portugueses e de brio político, o 1º. Ministro devia acompanhar atentamente o trabalho dos seus subalternos, mais que não fosse, seguindo as pistas precisosas que a PJ com a ajuda que Francisco J. Marques e o Porto Canal deram ao país. 

Haja bom senso e não sejamos politicamente correctos, porque para isso chegam os políticos. E o FCPorto já foi tantas vezes prejudicado por esses desclassificados que até parece masoquismo.  

06 setembro, 2018

Temos direitos! E exigir dos governantes seriedade é o mínimo, mas é essencial


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Não deve ser por acaso que, tirando as raras excepções de alguns portistas carolas que me honram com os seus comentários, algo de estranho se deve passar com os meus posts para não darem a sua opinião. É estranho, porque o nível de visitas diárias é enorme e não condiz nada com o número de comentários. Sei que o Renovar o Porto é um blogue de carácter generalista, mas dedico também muito tempo ao FCPorto, portanto não deve ser só por isso. Não é que tal me preocupe, apenas acho estranho. 

Reconheço que não sou propriamente o tipo de cidadão conformado com a sociedade em que vivo, que acredita nos políticos e na forma como exercem a política, mas isso não me parece justificável para tanto silêncio, porque já estou cansado de explicar porque penso e como penso.  

Vou dar um exemplo prático e actual, relacionado com o FCPorto e com a política. Ideologicamente identifico-me com a esquerda, não na esquerda partidária que conhecemos, porque na prática nunca soube adaptar-se aos novos tempos nem à mais pura genuidade da ideologia, acabando por não resistir a tiques ditatoriais. Mesmo assim, a esquerda dos partidos tradicionais consegue ser um pouco mais credível que todos os partidos de direita portugueses que nos têm governado, incluindo o PS que tem vivido todos estes anos a mascarar o seu esquerdismo com uns salpicos de reformas ridículas para parecer um partido de esquerda. Lamento dizê-lo, porque foi o PS o 1º. partido em que votei desde o 25 de Abril, seduzido na época pela persuasão democrática de Mário Soares e pela minha imaturidade política. Hoje, aprendi com o que fui observando e já não vou em cantigas de embalar. Passou-se tempo suficiente para os políticos ganharem experiência e corrigirem os seus erros, mas eles não querem, porque se habituaram à mentira e se esqueceram da importância da honra.

Mesmo assim, embora toda esta degradação moral explique parte do problema, continuo a ter dificuldade em perceber a razão para tanto conformismo cívico. Já aqui assumi como ditatorial o regime em que vivemos. É uma ditadura diferente da anterior, mas é uma ditadura! Permite a Liberdade, aguenta a crítica, mas não nos possibilita a mudança, a participação, porque sabem que nenhum dos partidos da esquerda à direita estão preparados ou vocacionados para dar aos eleitoes aquilo que eles querem, porque não estão nisso interessados. O que há, é mais do mesmo. A mentalidade é semelhante. Assim, na prática, as eleições só servem para colocar no 1º. pedestal do poder, os políticos Para mais nada. A seguir, vão mentindo como podem, e a ter comportamentos ainda mais graves...

Vamos lá ver. Esta pouca vergonha que paira no futebol (a vítima maior é o FCPorto), não podia ter sido evitada se o Governo (este e outros) tivesse elegido as pessoas certas para o lugar certo, ou seja, tivesse colocado nos lugares de chefia pessoas honestas e cumpridoras. Mas para isso teríamos de ter 1ºs ministros atentos a tudo, aos ministérios e secretarias, que controlassem regularmente os seus desempenhos. Não só não o fez, como lá colocou pessoas sem perfil para cargos de responsabilidade e ainda por cima desonestas, porque foram para lá prejudicar uns (o FCP) e beneficiar outros (o Benfica). 

Por que é que não fomos capazes de denunciar directamente esta pouca vergonha ao 1º. Ministro se hoje é fácil comprovar certas vigarices? Por que não convidá-lo a acompanhar o desempenho dos órgãos de disciplina (da FPF, Liga, IPDJ e da Sec.Est.Desporto), para avaliar com os próprios olhos os factos alegando comportamentos suspeitos? Para isso não era preciso sequer a PJ. Se a resposta do 1º Minº. fosse a prevista, se recambiasse para os suspeitos o problema, só tínhamos que insistir reiterando perda de confiança nos mesmos e responsabilizando o 1º. Ministro por cumplicidade caso viesse a provar-se o crime no MP.

E mais. Porque não apresentamos também queixa ao 1º-Minº e ao PR contra comportamento dos media  da capital, da RTP (paga por todos nós), e da SportTv,? Todos eles sabem que estão a abusar mas é preciso que alguma autoridade os faça travar. Olhem para quem esteve estes anos todos à frente da Federação, da Liga, da Sec.Est.Desporto, e do IPDJ descaradamente ao serviço do Benfica como agora se comprova e digam se não valia a pena pressionar quem manda? 

Eu não acredito na nossa democracia, já o afirmei mais atrás, mas se os responsáveis portistas acreditam por que é que toleram tantos abusos? Agora toda a gente pode fazer o que quer? Que exemplo, que magistratura de influência desempenha Marcelo Rebelo de Sousa se não abre a boca? Que porcaria de democracia é isto? Por que é que ainda há quem acredite nestes troca-tintas sem classe?

É isto que me espanta. Nós queixamo-nos com razão, mas não podemos deixar os bandidos à solta sob pena de voltarem àquilo a que estão habituados.  

Agora, pergunto aos leitores mais assíduos: há quantos anos ando eu a suspeitar da seriedade desta gente? Não, eu não sou bruxo, mas os comportamentos definem muito bem as pessoas. Mesmo os dos mais "refinados" vigaristas. Mais dia, menos dia, denunciam-se.

PS-Outra coisa que há muito queria dizer, que acabei por esquecer e reforça a minha opinião sobre aquilo a que chamam Estado de Direito: 

Pinto da Costa foi julgado, vítima de uma cabala "bem" urdida pela comunicação social ao serviço do centralismo lisboeta e foi considerado inocente pela justiça civil. A "justiça" desportiva tudo fez para o condenar. Na época já desconfiávamos e tínhamos razão até dizer basta. Hoje temos provas às centenas que os justiçeiros eram simplesmente escória. Como será no futuro próximo?

Mas, o que me intriga numa sociedade que se supunha respeitável é que, mesmo depois de Pinto da Costa ter sido absolvido, há ainda quem se permita continuar a acusá-lo publicamente de corrupto e nas televisões sem que ninguém os mande calar. É para isto, para este modelo de democracia que serve a liberdade? Que me responda quem souber.


05 setembro, 2018

Universo Porto da Bancada, o programa que fez de Departamento Jurídico sem o ser

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Pedro Bragança um jovem maduro e inteligente


Agora mais a sério. Neste momento, que já vai longo, o Benfica tornou-se na melhor fonte de inspiração do anedotário do futebol português. Lamentavelmente, não está só no catálogo, tem o Governo e toda a classe política como mestres. 

Nunca é demais destacar a importância do programa "Universo Porto de Bancada", desde o pivôt Tiago Girão, até o jovem Pedro Bragança, sem dúvida o mais eloquente dos comentadores, mas principalmente o homem que deu a cara para denunciar o escândalo do futebol português liderado pelo Benfica, ou seja, Francisco J. Marques. 

Não obstante ter andado a defender o FCPorto há muitos anos com os condicionalismos de um blogue como o Renovar o Porto, nunca me privei de censurar a passividade dos dirigentes portistas, porque talvez tivessem impedido o Benfica de ganhar 4 campeonatos seguidos e de desmoralizar os nossos jogadores. Importa acrescentar que isto aconteceu em todas as modalidades! Logo se confirmará (esperemos).

A verdade é que valeu a pena. Só nos falta saber se a punição estará à altura da gravidade dos crimes, que é elevadíssima. Se os espiões do Benfica chegaram ao extremo de se infiltrarem no próprio Ministério Público, custa-me a acreditar que desta vez haja da parte da Justiça uma pena demasiado tolerante. Aguardemos. 

Já o disse anteriormente e repito, o Universo Porto da Bancada é, e continua a ser, um programa de maior interesse para o FCPorto. Se não foi suficiente para travar a senda vigarista do Benfica, é porque não teve paralelamente o apoio através de uma exposição directa ao 1º. Ministro e ao próprio Presidente da República, pela parte da SAD (e Presidente), com um veemente protesto contra a inoperacionalidade dos órgãos desportivos, acusando-os de parcialidade. Deviam têr-lhes chamado a atenção para a eventualidade de reacções violentas nos estádios, geradas pela descriminação que continuavam a ter com o FCPorto. Hoje, é extremamente simples de provar a genuídade dessas queixas. Não o fizeram, perderam-se alguns campeonatos consentindo a batota. Só nos falta esperar que Justiça seja feita, mas não à laia do IPDJ nem da Secretaria de Estado...  No entanto, o Universo Porto da Bancada fez o trabalho mais importante, deu a cara e ao que parece conseguiu resultados.

Há no entanto um detalhe que não entendo muito bem, que é o seguinte: tal como no exército ou em qualquer estrutura militar, existem escalas hierárquicas com responsabilidades e poderes diferenciados precisamente para que cada uma faça o que lhe compete. Na política é semelhante. O rigor devia ser o mesmo, mas, está visto, não é! Por isso estranho que haja tanta parcimónia em responsabilizar o 1º- Ministro, porque se o Ministro da Educação e o Secretário de Estado do Desporto se mostram incapazes de fazer o que lhes compete, seguindo a escala ascendente do poder (IPDJ, Secretaria de Estado, Ministério da Educação),  só nos resta o 1º.Ministro que não tem agido de modo muito diferente dos seus subordinados, algo que não abona nada a sua credibilidade. Por isso, acho que se o FCPorto tivesse "abanado" em tempo útil António Costa talvez ele se visse impelido a agir. Assim, foi deixando correr o marfim, deixando ao Benfica à vontade para continuar confiante na trilha cartilheira. Podemos agora argumentar, sim, mas finalmente foram acusados. E se o processo se alongasse mais, como era? Estaríamos dispostos a perder mais troféus e campeonatos da mesma maneira?