02 julho, 2008

A propósito de SRU...

... este post do TAF da Baixa do Porto, esclarece-nos, de certo modo, sobre alguns dos muitos "fenómenos" que entravam o processo de requalificação urbana no Porto.

Sem uma política bem definida de requalificação e com este tipo de partners, bem podemos apelar ao optimismo...



Se puderem, leiam. Vale a pena.

4 comentários:

  1. As considerações do TAF são pertinentes, mas deixe-me acrescentar uma coisa: e em Lisboa? Lá, basta o interesse nacional (???) e há milhões à disposição da câmara lisboeta para a reconstrução... Ou seja, lisboa é uma extensão do governo; amiúde confundem-se e é um fartar vilanagem. Os miseráveis autarcas deste país são uns fracos e deixam-se levar nestas cantigas do interesse nacional ... lisboeta! Até quando teremos que gramar com a visão do país pela janela lisboeta? Até quando teremos que gramar com estes biltres que se acolitam à volta do terreiro do paço? Quanto tempo vamos ter que esperar por encontrar os verdadeiros homens do Norte? Será preciso que o sangue corram pelas ruas e pelos rios?

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  2. Caro Kosta de alhabaite,
    como poderia eu discordar de si, se o que diz, é um facto?
    O TAF é (acredito) bem intencionado, mas um bocadinho ingénuo. A sua observação, Kosta, traduz um pouco o que me separa do TAF. Para ele, "não interessa" o que se faz em Lisboa, mas mais, o que não se faz no Porto. Como se as duas coisas não tivessem qualquer correlação...e é aí que não alinho com ele. Não concebo uma relação com a minha cidade desprovida do "sentir". Sem isso, a capacidade de nos indignarmos vai morrendo e com ela também a vontade de lutarmos, quanto mais não seja para nos defendermos de quem nos agride. Para o Tiago não há inimigos, para mim há, e estão há muito bem identificados.

    Volte sempre

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  3. Caro Sr. Rui Valente
    Aborda uma questão muito interessante e que é fundamental no que toca à nossa Cidadania. Para quem não é do Porto será muito difícil entender esta paixão que eu sinto e, pelo que entendo, o Sr. também. Na realidade, gerações várias têm incentivado e difundido pelos seus membros um sentimento que é a nossa génese como Povo: o liberalismo, a honradez, o patriotismo, a nobreza de ideias, de sentimentos... Somos diferentes, não vergamos, e se calhar é por isso que somos odiados. Outrora a Cidade sempre se opôs a uma certa podridão de actuação (aquela história dos nobres não terem guarida dentro da cidade por mais de 3 dias é sintomática). Nesse tempos, até ao dealbar do estado Novo, era facilmente conhecida a expressão Homens Bons do Porto. Pergunto: e hoje, onde estão esses Homens do Porto? Eu, o Sr. e muitos outros que conhecemos, barafustam, indigam-se, denunciam muitas atrocidades, muitas agressões, muito desrespeito, mas temos o peso que temos. Aqueles a quem confiamos legitimidade para nos representarem o que fazem? Na primeira oportunidade colam-se a Lisboa e ao ópio que ela contém. O poder é terrível e corrompe as pessoas. Tenho observado o que os deputados eleitos pelo círculo do Porto fazem na assembleia da república em lisboa e só vejo deserto de ideias, omissões e subserviência aos partidos... Depois assisto, revoltado, à mistura entre estado e câmara de lisboa, aos investimentos faraónicos naquela região em nome do "interesse nacional"... As vozes discordantes são amordaçadas ou escamoteadas. Tudo em prol de lisboa e os resto é paisagem. Irra! Onde estão os verdadeiros homens do Porto? Depois ouço um ministro dizer que em lisboa há racismo face ao Porto e ás suas gentes! Um ministro diz isto?!?!?!
    Não se admirem, pois, com esta vontade, cada vez mais profunda e enraízada de uma, e digo-o sem vergonha ou preconceito, independência ou autonomia total face ao governo central. Todavia, precisamos dos Homens do Porto! Onde andam eles?
    Voltarei a este sítio (faço-o todos os dias pois o que a sua pena transcreve é muito bem dito).
    Fique bem.
    Pelo Porto!

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  4. Meu caro Kosta

    A ideia de independência cada vez me repugna menos. Dantes, não era assim, mas fui (tal como você e muitos outros portuenses) empurrado para ela por estes irresponsáveis que nos desgovernam, governando-se.
    Pergunta bem, onde estão os Bons Homens do Porto. Eu também não sei. Só sei, é que não estão na política.
    Isso que diz, de haver Ministros que admitem, com a maior naturalidade, haver racismo em Lisboa contra o Porto e os portuenses é bem revelador do estado demencial a que esta gentalha chegou. Parece que estamos a regredir para épocas medievais.
    O nosso problema é difícil de superar. Como somos pessoas de bem, ainda temos alguma contenção no discurso da nossa revolta e respeitamos os princípios democráticos, mas quando deixamos de acreditar neles (com é o caso) a coisa torna-se feia porque não nos sentimos representados por estes oportunistas.
    Mas vamos fazendo o que ainda nos fôr permitido. Denunciar, denunciar, até nos derem ordem de prisão (se preciso fôr). São meninos para isso se sentirem seriamente ameaçados, pode crer. São homens para serem mandados, não para mandar.

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Abrimos portas à frontalidade, mas restringimos sem demagogia, o insulto e a provocação. Democraticamente...