Segundo os jornais, parece estar em marcha um estudo para avaliar o serviço público dos órgãos de comunicação social do Estado. Para o efeito, foi criado um novo Grupo de Trabalho que terá a tarefa de apreciar o que se faz noutros países nessa matéria. Essa equipa, será liderada por João Duque*, e contará com a colaboração de: Ribeiro Cristóvão, E. Cintra Torres, Felisbela Lopes, F. Sarsfield Cabral, João do Amaral, José Manuel Fernandes, Manuel J. Damásio, M. Villaverde Cabral e Manuela Franco.
Cito estes nomes, porque quase todos eles são gente ligada ao jornalismo, conhecida pela maioria das pessoas, sobre as quais seguramente alguns de nós já teremos a nossa opinião formada, enquanto profissionais. Este grupo, terá assim dois mêses para tirar conclusões e apresentar o respectivo relatório ao Governo.
A curiosidade desta notícia, consiste no facto de não o ser. Ou seja, obriga-nos a pensar se valerá a pena avançar com ela. Isto, porque no passado recente [em 2002], outros Grupos de Trabalho foram criados para o mesmo fim e com alguns dos actuais elementos, sem grandes resultados. Podemos dizer, sem exagero, que daí para cá, o serviço público de televisão piorou. E muito. Até porque, Miguel Sousa Tavares, um dos analistas do Grupo de 2002, assegura que o trabalho sobre serviço público já foi feito, apenas não foi levado a sério pelo Governo de então... Então, para quê repetir a receita se o "cozinheiro" Governo não a garantir? Estarão desta vez asseguradas as responsabilidades governativas, se as conclusões do estudo não forem colocadas em prática, como em 2002? E se estiverem, quais são? Teremos alguma vez conhecimento delas?
Espanta-me [ou se calhar, nem por isso], que tratando-se de uma discussão de interesse público, que neste Grupo de Trabalho não conste um, ou mais cidadãos, desvínculados do jornalismo, o que, desde logo, abona muito pouco em favor da seriedade do objectivo, e lhe compromete o sucesso. Como diz o outro, as ovelhas não se tosquiam a si mesmas...Isto, já para não falar da credibildade de alguns membros da equipa, para não dizer mesmo, de todos eles.
Até hoje, não me parece ter ouvido uma única palavra crítica da parte de qualquer destes jornalistas em relação à qualidade do serviço público, de determinados programas desportivos, da RTP e RTPN [e também dos dois canais privados], que mais parecem autênticos silos de pólvora, de sectarismo e provocação apontados manifestamente ao FCPorto e aos seus adeptos.
Se estas pessoas fossem verdadeiramente idóneas, já há muito se teriam demarcado destes critérios "jornalísticos", não só para os rejeitar, como para condenar os colegas que os seguem, desonrando-lhes o nome, e o da própria classe. Não o tendo feito, é porque corroboram com essas práticas.
Se estas pessoas fossem verdadeiramente idóneas, já há muito se teriam demarcado destes critérios "jornalísticos", não só para os rejeitar, como para condenar os colegas que os seguem, desonrando-lhes o nome, e o da própria classe. Não o tendo feito, é porque corroboram com essas práticas.
Está pois, bem à vista de todos, aquilo que podemos esperar deste Grupo de Trabalho: zero!
*João Duque é economista e líder desta equipa. Não é jornalista, mas tal como Villaverde Cabral, está bem relacionado no meio...
*João Duque é economista e líder desta equipa. Não é jornalista, mas tal como Villaverde Cabral, está bem relacionado no meio...











