13 junho, 2015

Amoralidade e embrutecimento

















David Pontes
No último episódio transmitido de "A Guerra dos Tronos", havia uma cena horrível que o desenrolar da trama já fazia prever. Um pai, em busca de poder, aceita que a sua filha seja sacrificada numa fogueira sem fazer um gesto para o impedir. Confesso que só consegui ver esse trecho, sem som para calar os gritos da criança.
Eu sei que é só televisão, que é ficção e que um seguidor como eu da série devia estar habituado a cenas horripilantes e a um enredo em que o menos provável é que os bons e inocentes sobrevivam. Mas continuo a importar-me, como acho que é, no mínimo, razoável que nos interroguemos sobre o registo que seguem muitas das atuais séries que, como afirmava um articulista há pouco tempo no El País, têm "a mesma obscuridade, o mesmo cinismo ou niilismo".
Ele é "Walking Dead", em que um polícia vai perdendo gradualmente os seus princípios; "House of Cards", em que um manipulador e assassino chega a presidente dos Estados Unidos; "Breaking Bad", em que o herói é produtor e traficante de droga; e os exemplos podem prosseguir conforme os hábitos televisivos de cada um. Será que as séries nada mais fazem do que, à sua maneira, representar a "realidade", como, sobre este mesmo assunto, se interrogava um amigo no facebook?
Em parte será, estamos menos encantados com a ilusão, mas isso não nos deve impedir de questionar o estado das coisas, já que o Mal sempre existiu mas nem sempre fizemos dele o nosso herói. Como nos deve levar às perguntas seguintes, de saber se este padrão narrativo reflete ou contribui para uma sociedade entre o amoral e o embrutecido.
Não tenho respostas, mas não me faltam perguntas. O que dizer de uma sociedade que sem qualquer sobressalto pode ler o interrogatório de um ex-primeiro-ministro que está preso preventivamente? E o que achar quando as pessoas defendem que é normal, e sem necessidade de explicação, que entre um amigo e um ex-primeiro-ministro circulem muitos milhares de euros? Ou o que dizer quando um atual primeiro-ministro insiste em classificar de "mito urbano" aquilo que todos puderam ouvir e entender. Nada parece grave, nem a FIFA, nem Jogos Europeus numa ditadura, nem sequer a TAP vendida por menos dinheiro do que o Estado arrecadará se hoje houver um só finalista português no euromilhões.
São só perguntas eu sei, mas não coisa pequena quando a certeza que eu tenho é que cada vez são menos as hipóteses de eu repetir às minhas filhas: "não te preocupes é um filme americano, vai acabar bem".

12 junho, 2015

30º aniversário da adesão de Portugal à Europa comunitária, triste e depressivo

Bandeira da U.E.
Terminei a publicação das ocorrências do malogrado golpe de 03 de Fevereiro de 1927, colocando em título dúvidas se terá valido a pena a determinação de alguns homens - paga com a morte de muitos - para tentar alterar o rumo desastroso que, com mórbida precisão, os governantes teimam em levar o país. Referia-me não só a esse momento heróico, como também ao balanço do 25 de Abril de 1974, porque a nossa história está cheia de momentos com erros de percurso, sem todavia merecerem as respectivas correcções da parte dos sucessivos governantes. 

À primeira impressão, perguntar se terá valido a pena confrontar regimes obsoletos, parece contraditório, quase uma declaração derrotista. Percebo que tenha deixado essa ideia, até porque os momentos que agora vivemos são tudo menos moralizantes, e eu não sou excepção, dentro do vasto número de portugueses decepcionados com o lindo serviço prestado pelos repugnantes donos disto tudo. Não sendo pois altura para ironizar, a verdade é que apregoar o velho recurso ao optimismo é o maior atestado de imbecilidade que alguém pode transmitir de si próprio. Sem negar o facto pouco brilhante de sermos os primeiros da lista dos países mais atrasados da Europa, o mundo, incluindo essa mesma Europa, outrora eixo da civilização, também não anda lá muito bem. Entramos na União Europeia, precisamente depois dessa instituição ter deixado de ser Comunidade Económica Europeia (CEE), conjuntamente com outros países, o que podia anunciar uma nova vocação ideológica virada mais para as pessoas e menos para as economias. Azar o nosso. Foi exactamente o contrário que aconteceu, a Europa esvaziou-se ideologicamente. Além de sermos um país ingovernável, temos a estrelinha da sorte arredia...  

Mas, afinal, o que é que nós procuramos como povo? Que tipo de país e de gente almejamos ser? Saberemos nós separar o trigo do joio?  Que políticas e políticos idealizamos? Do tipo "bom trafulha", porque tem arte e engenho para me dar a mim (indivíduo) aquilo que nega a outros (comunidade), ou queremos gente séria em que possamos confiar e que trate todos com o mesmo respeito?

Há quem considere normal que um político minta, e o mal começa logo por aí, pela habituação às coisas mais aberrantes. Não senhor, um político respeitável, não pode, não deve mentir. Há momentos na vida de todos nós, que para não melindrarmos alguém, podemos omitir determinadas coisas sem gravidade, mas aceitar a mentira como prática corrente "normalizada", é desistir à partida da verdade, que vale o mesmo por dizer, é renunciar a uma sociedade de valores éticos...  

Estamos a aproximar-nos de um novo acto eleitoral. Continuamos a dar mais importância às consequências nefastas do centralismo no futebol e no desporto em geral,  que  no centralismo político e social. Basta ler os comentários das redes sociais e dos blogues para perceber a angústia dos portistas clamando por lideranças fortes para o clube, como se esperassem encontrar aí a solução para todos os outros problemas. Não há meio de passarem do queixume pela falta de liderança à acção pessoal, ou pelo menos, à cooperação com propostas de outrem.  Só detectam obstáculos, não ousam arriscar. Mesmo com eleições à porta, será improvável que o Porto e o Norte se distingam por uma abstenção esmagadora ou pela subida surpreendente dos votos em branco. Por incrível que pareça haverá quem mesmo assim vá a votos. E contudo, é o Norte, a região mais pobre da actual União Europeia... Fará algum sentido que tudo isto continue a acontecer?

  

04 junho, 2015

O PORTO A FERRO E FOGO HÁ 88 ANOS...

...parece que foi há muito tempo, mas  em termos históricos, foi ontem.

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03 junho, 2015

Jornal Porto24, agora semanário em papel


O Porto24 deu o “salto” para o papel e passa a ter edição impressa. A periodicidade é semanal e a nova ‘plataforma’ do jornal nascido em 2010 chega às bancas dos quiosques da Área Metropolitana do Porto já na próxima sexta-feira.

O “salto” dá-se por um conjunto de fatores, a começar por uma parceria com a equipa do Semanário Atlântico, que saiu pela última vez na última sexta-feira e contou com 19 edições. Segundo a diretora do Porto, Ana Isabel Pereira, o novo projeto surge também de um desejo que vinha sendo acalentado há cerca de 2 anos de passar para o papel o Porto24. 
O novo P24 – como é também conhecido – dará destaque a informação dos concelhos do Porto, de Matosinhos, de Gaia e de Gondomar, como vem, de resto, acontecendo no formato online. O novo semanário custará um euro e terá 32 páginas, com impressão a cores. A primeira edição terá uma tiragem de 6.000 exemplares a distribuir pela Área Metropolitana do Porto (AMP).
“O Porto24 em papel é complementar, não vamos duplicar conteúdos”, explica Ana Isabel Pereira, acrescentando que o P24 online se manterá como até aqui, “com a espuma dos dias, informação diária publicada o mais rápido possível e o mais completo possível”. A única diferença é que se completará com a edição impressa, que, acreditam os responsáveis pelo jornal, trará, por seu turno, maior prestígio e credibilidade ao órgão de comunicação – o único do género na cidade do Porto.
Aproveitando os recursos humanos do extinto Semanário Atlântico, o Porto24 conta com 4 pessoas na redação, mais 4 colaboradores externos.
Questionada sobre o investimento, a diretora do Porto24 refere que este é “um projeto contido e cauteloso em termos financeiros”, contando com a publicidade como principal modelo de negócio.
Para além da aposta na diferença no tratamento do que é a atualidade local – na Atualidade, não serão distinguidas secções como a Cultura ou o Desporto –, haverá 2 páginas dedicadas à Inteligência, que é como quem diz notícias sobre “startups, novos negócios, gadgets, universidades e investigação”.
O jornal trará a Opinião de figuras como o vereador do PSD na Câmara do Porto Ricardo Valente, o psicólogo e escritor Luís Fernandes, o diretor de programas do Porto Canal, Paulo Ferreira, ou o presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, Manuel Pinheiro.
As páginas centrais ficam reservadas para “reportagens de fundo ou entrevistas”, seguindo-se a segunda grande aposta do novo Porto24: a Praça, secção na qual se publicará informação sobre “Comes & Bebes”, “Artes”, “Compras” “Corpo & Mente” e “Em Família”. O semanário terá ainda uma página dedicada a personagens da cidade – o espaço “Gentes” – e um cantinho dedicado à “Memória”, secção que já existe e tem destaque no formato online.
Jornalista desde 2004, Ana Isabel Pereira, que começou a trabalhar no extinto O Comércio do Porto, espera que o semanário Porto24, detido por uma startup incubada no Pólo de Indústrias Criativas do UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, consiga “chegar a públicos diferentes” na AMP.

Nota de RoP:
A ousadia, a par da originalidade, anda há muito arredia desta cidade, em matéria de informação. Por isso, não espero grandes surpresas na forma de fazer jornalismo neste país.. Se anda toda a gente com medo, por que é que os jornalistas hão-de ser execepção? Coitadinhos, eles precisam muito de sustentar a família, blá-blá-blá...
Mas, como costumo dizer, quero muito estar enganado. Portanto, ver para crer. Na 6ª. feira vou ver como é, para contar como foi. Até porque agora deixei de ler o JN.

Porto, um passado que envergonha o presente

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Nota de RoP:

O tempo trás sempre consigo grandes verdades. A mais gritante, no contexto actual, reforça a convicção de que, ignorar o passado, compromete o presente e prolonga a realização do futuro. Gostava muito de ver em todos os nortenhos - e porque se trata aqui do Porto -, nos portuenses em particular, investirem na vida pública (não me estou a referir à política partidária) o que investem no futebol. Às vezes, fico com a ideia que esperam de um clube o que só a eles diz respeito. É uma tristeza.


01 junho, 2015

Recordar o Porto insubmisso é preciso

À falta de líderes, restam as causas. A partir de hoje, tentarei publicar algumas páginas do extinto (mais um) jornal portuense "O Primeiro de Janeiro" de várias crónicas de António Borges, sobre a revolução falhada de 03 de Fevereiro de 1927, contra o caduco regime ditatorial.  Espero que consigam lê-las e que compreendam a deficiente qualidade das imagens. Os jornais datam de 1977 e pertenciam ao meu falecido pai, um grande republicano, e democrata. Por isso, espero que compreendam. Para não vos maçar, publicarei, aliás, tal como o jornal, um por dia. Espero que gostem, e que avaliem a irreverência e a valentia de outrora, e a confrontem com o conformismo vergonhoso de agora.



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29 maio, 2015

Um conjunto de militares na reforma vão hoje ao Palácio de Belém entregar medalhas ganhas na guerra colonial como forma de protesto pela promulgação do novo Estatuto dos Militares.

Encavacado?

Um conjunto de militares na reforma dos três ramos das Forças Armadas entregam esta sexta-feira ao Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas as medalhas ganhas em combate na guerra colonial, como forma de protesto pela promulgação do Estatuto dos Militares.
“Este ato tem um significado importantíssimo para os militares pois são medalhas ganhas em situações de guerra. Alguns podiam não estar cá hoje”, afirmou ao Observador o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, coronel Pereira Cracel.
O Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR) foi publicado em Diário da República esta sexta-feira, depois de promulgação do Presidente, e é considerado pelos militares como “uma tragédia”. Entre outras medidas, prevê que a idade de passagem à reforma suba dos 65 para os 66 anos, condições mais apertadas para pedir a passagem à reserva, alteração da percentagem de bonificação do tempo de serviço de 15% para 10% e aumento dos tempos mínimos de permanência para a promoção vão ser aumentados em alguns postos.
A AOFA diz que o ato de hoje é “simbólico, em nome dos oficiais, dos outros militares e dos antigos combatentes, em todas as situações, muitos deles sem poderem exprimir o que lhes vai na alma devido às restrições a que são sujeitos os seus direitos de cidadania, no dia em que foi publicada a revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas”.
“Fazem-no, dando público testemunho do sentimento de profundo descontentamento que essa revisão vem provocar e alertando para as consequências não negligenciáveis sobre as próprias Forças Armadas, de que o Presidente da República é, por inerência, o Comandante Supremo”, acrescenta.

27 maio, 2015

PORTO CONTRIBUI COM 20.000 ÁRVORES PARA O “FUTURO” DA ÁREA METROPOLITANA


“É o contributo que a Câmara Municipal do Porto dá ao “Futuro – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto”, destacou o vereador da Inovação e Ambiente Filipe Araújo durante a cerimónia que assinalou o transplante no Viveiro Municipal.
Trinta mil plantas de espécies nativas foram semeadas há seis meses nas estufas do Viveiro Municipal onde se desenvolveram 20.000 plantas, 17.000 das quais foram agora transplantadas para os canteiros exteriores.
Estes exemplares de amieiros, sobreiros, pilriteiros, azevinhos, medronheiros, carvalhos, bétulas e freixos serão depois usados para criar florestas urbanas nativas nos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto.
“O que queremos na região é criar e manter bosques de floresta nativa e criar espaços para um turismo ecológico de qualidade”, assinalou Marta Pinto, coordenadora do projeto do CRE.Porto – Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto.
O projeto, que visa ainda melhorar a qualidade do ar e a qualidade de vida dos cidadãos, arrancou em outubro de 2011 e até ao momento foram plantadas 60.000 árvores com a colaboração de 40 instituições, 200 técnicos, mais de 8.000 participações voluntárias em 28.000 horas de voluntariado oferecidas por cidadãos da região.
A Câmara do Porto colabora com o projeto “Futuro” através da cedência de área útil e recursos logísticos e humanos do seu véu viveiro municipal para a produção de árvores e arbustos nativos que serão plantados em toda a Área Metropolitana do Porto até 2017.
No viveiro de árvores do “Futuro” colaboram também a Universidade Católica Portuguesa, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, a Lipor e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Paralelamente, o projeto das 100.000 árvores está a promover as “Rotas das Árvores e Florestas da Área Metropolitana do Porto” que convida os interessados a descobrir “os mistérios destes gigantes seculares” da região.
(Porto24)

26 maio, 2015

Não progredimos nada!

Insisto em publicar mais um trecho do livro que acabei de ler, "Uma geração traída" de Sarmento Pimentel, herói da luta republicana, contra a ditadura de Salazar e Caetano, para que os leitores possam confirmar que o 25 de Abril pouco ou nada serviu para mudar as mentalidades tacanhas e oportunistas dos políticos portugueses. O livro foi publicado em 1976 e a entrevista foi concluída a seguir ao 25 de Novembro de 1975.

Pergunta de NL: 
E que pensa da informação, da imprensa, e dos outros órgãos de comunicação social?

Resposta de SP:
De um modo geral (estávamos no Outono de 1975), antes da viragem do 25 de Novembro), em vez da objectividade e da independência que era de esperar, verifico que manipulam a informação ao sabor das ideologias dos partidos que dominam os jornais e das pessoas que os orientam, dando ao povo uma imagem incorrecta da democracia, cheia de luz artificial e difusa, que não deixa distinguir a verdade das falsas ideias claras que se empenham em propagar. Dá-se este absurdo, impossível em qualquer país, por mais socialista ou democrático que se conceba:
o Governo a alimentar, a pagar regiamente aos seus detractores, para o insultarem, para incitarem à desordem ao golpismo, para denunciarem comprometidos da direita ou revolucionários da esquerda, difamando, caluniando, mentindo, criando um ambiente que compromete a estabilidade política e mina a confiança nos governantes. Isto acaba no dia em que o Governo se decidir a cortar o mal pela raiz, a deixar de alimentar os mentores de certo jornalismo e a cobrir os défices fabulosos de certos jornais.

Nota de RoP:

Houve um determinado momento, após os primeiros excessos resultantes da euforia do 25 de Abril, que, entre muitas outras coisas, se impunha reformular a ordem social, mas não foi isso que aconteceu. Mário Soares, em vez de o fazer, deixou-se embriagar de Liberdade e esqueceu-se de governar, de pensar o país. Mas não foi o único. Para muitos, recém convertidos à democracia, a atitude de Mário Soares até lhes serviu de embalagem para a louca maratona de desmazelo e irresponsabilidade a que ainda hoje temos de assistir.

Nunca acreditei que desautorizar publicamente um agente da autoridade fosse um bom exemplo de cidadania numa democracia, e o resultado é o que sabemos. Nem nos respeitam, nem se respeitam a si próprios, os políticos, claro.

24 maio, 2015

Mais do mesmo

Como era previsível, para não dizer, obrigatório, Pinto da Costa decidiu outra vez sair da concha de silêncio para não dizer nada. Falou de Lopetegui, apenas para não falar de si próprio. Falou que gostou muito da forma como Lopetegui defendeu a equipa, mas esqueceu-se de dizer o mais importante, que era explicar por que é que ele próprio não o fez durante a época que terminou, ou seja, por que é que não defendeu o clube fora do campo, quando se impunha.

Esta faceta de PC dar uma no cravo e duas na ferradura, para falar de colaboradores, é nova, e só serve para esvaziar ainda mais o conteúdo das suas declarações. Ao afirmar que Lopetegui se devia resguardar, está,  sem se dar conta, a contradizer-se, a refrescar a memória aos portistas da época de silêncio a que se votou, que aliás, pode ter estado na origem do protagonismo de Lopetegui em assuntos que só ao presidente diziam respeito, e que este sempre se recusou assumir. Por outro lado, também podemos interpretar as críticas ao treinador, como uma confissão pública de que optou pela táctica do "come e cala", em futuros abusos da concorrência e da comunicação social, o que me parece inacreditável. Além de mais, está indirectamente a dar razão àqueles que passaram a época a atacar o treinador, lançando-lhe todo o tipo de acusações, logo, a desautorizá-lo. Isto, é tudo menos dar-lhe apoio.

De resto, não falou do colinho dado pelas arbitragens ao principal rival de Lisboa, talvez quem sabe por não encontrar razões para tal, à excepção, claro, de 99,9% dos portistas... Preocupou-se muito com a desistência de Figo à presidência da FIFA, com Fernando Gomes da FPF, que aliás foi seu colaborador de muitos anos, e de João Vieira Pinto por ter agredido um árbitro, e insistiu que a provável saída de  Jackson só se concretizará se a clausula de rescisão for coberta. Falou vagamente de centralismo, com a mesma convicção e objectividade, aliás, do Porto Canal e do Jornal de Notícias... De resto, tudo declarações pouco relevantes, porque tardias e inconsequentes, que se afastam dos interesses reais do nosso clube, e de uma verdadeira política de comunicação de que carece. Disso, ele não falou, precisamente a parte que podia interessar aos adeptos mais atentos.

Querem saber se estou confiante neste novo "rosto" de Pinto da Costa? Não, não estou! Mas, adorava enganar-me e poder um dia concluir que tudo não passou de um percalço, de uma distracção pontual (cara).

        

21 maio, 2015

Valores, ou histórias da Carochinha


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Caros leitores,

Desafio-vos a alguma contenção intelectual para, através de um pequeno jogo de faz de conta, regressarmos por momentos à ingenuidade da infância, ou da adolescência, se entenderem ser mais adequado.

Serve este breve e imaginário prólogo, para moderarmos um bocadinho o estado de revolta que as principais figuras públicas e instituições da nossa cidade/região nos têm causado com o encolher de ombros, face aos avanços abusivos do centralismo.

Admitamos então, que tudo o que venho escrevendo sobre certas pessoas e instituições, está errado, que não correspondem à realidade, que tenho exagerado. Se quiserem, alonguem esses equívocos àquilo que tenho opinado sobre a Democracia e a própria Liberdade, que não é verdade avaliá-la como um projecto falhado, e que a Liberdade de expressão não é a nova máscara das ditaduras modernas.

A seguir, imaginemos que essa liberdade é real e que por isso acreditamos não existirem em Portugal assuntos tabu, que além do Sexo dos Anjos do Júlio Machado Vaz e da cópia foleira do Sexo à Moda do Porto, da Ana Guedes, tudo é claro, tudo é debatido sem excepção nem rodeios. 

Agora, vamos também fingir que acreditamos que os órgãos de comunicação social se interessam positivamente pelo resto do pais e que tratam todos por igual. Podemos ficar por aqui no jogo de faz de conta, mas mesmo assim deixar algumas questões no ar, como as que se seguem:
  1. Aceitando como verdadeira a ideia que a nossa Democracia é de facto idónea, companheira gémea de um Estado de Direito, como é possível que a Regionalização estando ainda articulada na Constituição de 1976 continue a ser ignorada e tratada como um assunto tabu? 
  2. Como acreditar na eficácia dessa Democracia se os altos responsáveis do país continuam a assobiar para o lado há cerca de 40 anos, sem darem cavaco às tropas, substituindo-se abusivamente à autoridade suprema, que é a própria Constituição? E que credibilidade terá tal Democracia se impede a soberania popular de intervir para afastar e acusar esses ir(responsáveis) de abuso do poder, e incriminá-los por alta traição? Isto, convém sublinhar, se estamos a tratar de coisas sérias?!
  3. Falando agora da Liberdade. Será possível levar a sério tal liberdade quando nela está instalada o medo? Não o medo natural que qualquer humano tem de ter, mais que não seja para se manter vivo, o medo de atravessar uma rua às cegas. Não! Falo no medo de ter opinião, de poder dizer ao patrão, por exemplo, que discorda de determinada medida por achá-la nefasta para empresa. O medo de ter opinião, o medo por exemplo, de dizer ao Presidente Pinto da Costa que ficamos decepcionados com ele por se ter remetido ao silêncio e não defender o clube, como lhe era habitual. 
  4. Como é possível acreditar não haver tabus na comunicação social portuguesa, quando todas as televisões instaladas em Lisboa, e até no Porto Canal (que acabou com o único programa de jeito sobre temáticas regionais, Pólo Norte) praticamente não abordam questões de ordem regional, ou mesmo de cariz descentralizador ? Como podemos querer uma coisa (a regionalização) que ignorámos? Além de ser tabu, também haverá medo? Ou será tudo mais uma grande farsa? 
  5. Como pode haver Liberdade e comunicação, se o Porto Canal não a teve para esclarecer os portuenses das razões da ausência em estúdio de Rui Moreira, que é só o Presidente da Câmara do Porto, que goste-se ou não, foi o único portista que teve a dignidade  de deixar a falar sozinhos os promotores do Trio de Ataque? Além da falta de coragem, ou o que quer que seja, pode um canal destes falar do Porto esquecendo-se destas obrigações para com os principais interessados, os portuenses?
  6. Por que é que o Porto Canal, o tal cujo Director costumava classificá-lo como uma janela para o mundo, se demitiu das temáticas regionais, quando nem com a própria cidade revela vontade de servir?  
  7. Por que razões misteriosas Pinto da Costa, agora que o FCPorto detém (segundo o próprio alega) a maioria das acções do Porto Canal, decidiu não tirar partido desse privilégio numa altura em que o clube e a cidade mais precisavam e tinha fortes motivos para o fazer? Por quê? Terá sido ameaçado por fantasmas, ou pelos patrocinadores? E o pobre coitado do Director-Geral, estará sob a lei da rôlha, para não dinamizar o canal? Será por incompetência, falta de recursos financeiros, ou medo de represálias? Atenção, que não estamos a falar de vidas privadas, isso é o que menos nos interessa. Falámos do FCPorto, do Porto Canal, de Pinto da Costa, e dos seus deveres com sócios e adeptos. Falámos de coerência, de objectividade.
  8. Como é possível combater o centralismo com as consequências terríveis que tem gerado na nossa região e no nosso clube, quando, em vez de denunciarmos e repelirmos esses abusos, dá-mos cobertura exaustiva a ocorrências com adeptos benfiquistas? E como é possível conviver sadiamente com um jornal (JN) que passou a imitar os pasquins lisboetas com publicações de notícias e casos falsos? Que moral terá o Sr. Pinto da Costa para criticar o Correio da Manhã?
Agora, peço-vos que regressem à maturidade, que esqueçam o faz de conta infantil, que respirem fundo e equacionem como puderem e souberem, estas indagações, para que vejam se dá para levar a sério alguma coisa, ou se preferem continuar a ser tratados como crianças. 


A decisão está tomada. Acabou o JN para mim

Ao Sr. Director Geral, Afonso Camões

De: Rui Valente ..............@outlook.com)
Enviada:quarta-feira, 20 de Maio de 2015 12:18:34
Para:leitor@jn.pt (leitor@jn.pt)
Exmo. Senhor,

Boa tarde!

Remeti-lhe uma carta no dia 18 de Fevereiro deste ano, à qual, como previa, não se dignou responder-me.

É só para o informar, que ao fim de 40 anos de leitor/pagador do JN, decidi terminar com a fiabilidade.

A estratégia de deitar mão ao último reduto da imprensa portuense comigo não resultou. Mais informo que tudo farei para impedir essa vil empreitada.

Eu sou portuense! E você?

Rui Valente
Porto


Nota de RoP:
A carta que enviei ao Director do JN pode ler-se aqui 

Desta feita, não estive para usar uma carta, porque o actual Director do JN não merece a consideração de um sêlo dos CTT. Foi para o correio do leitor, não para ser publicado, porque obviamente não faria sentido que o destinatário o fizesse.

Desta forma, alguém há-de ler o email, e isso basta-me. Se o entrega ao chefe, ou não, isso já não me compete saber. 

20 maio, 2015

Negócios limpinhos, limpinhos, limpinhos




Será que o Porto Canal vai abrir o telejornal com esta notícia, ou continuará preocupado com os adeptos benfiquistas?.. 


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Chamam-lhe o Rui Gomes da Selva por qualquer razão



19 maio, 2015

A suprema humilhação!

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Não posso negar que a leitura de um jornal me faz falta. O simples hábito de folhear um jornal é em si mesmo viciante, mas nada compensa sustentar um mau vício de um jornal qualquer... Gosto de ser informado, não gosto de ser manipulado.

Como tal, substituí o JN pela leitura de um livro muito interessante, que é uma espécie de diálogo entre entrevistador e entrevistado sobre a vida de Sarmento Pimentel (o entrevistado), um homem incomum, que dedicou parte da sua vida a lutar pela causa republicana (05 de Outubro de 1910). Por essa época, a causa da república correspondia à causa da democracia, do pós 25 de Abril de 1974. Decorridos 105 anos, nem uma, nem outra, se realizaram na plenitude dos seus ideais mais nobres. Está quase tudo por fazer.

Sem querer ser maçador, porque não sou muito de rebuscar factos históricos, permito-me transcrever parte do texto de um episódio dessa entrevista. Aconteceu aquando da sua passagem pelo Porto onde Sarmento já alistado no exército, travou conhecimento com Basílio Teles 

Na sequência de uma crise política Sarmento Pimentel foi aliciado pelo então comandante do 3º-Esquadrão de Cavalaria do Porto, D. Luís da Cunha Meneses para convidar Basílio Teles a formar um novo governo. «Mas com que força?» perguntou ele. - «Se o senhor aceitar, nós encarregamo-mos de lhe garantir apoio militar» respondeu Sarmento. O outro respondeu: «vocês são novos, são generosos, são patriotas. Mas as coisas não são tão fáceis de resolver como vocês julgam. Eu só poderia formar governo se o povo me aceitasse, numa democracia em que fosse respeitada a vontade popular, a vontade de um povo que não está politizado e que se deixa conduzir por caciques que o enganam e exploram. E ficariam a pensar que tenho a ambição de ser um ditador, um João Franco ou outro qualquer que pretenda impor a sua vontade ao país.»

Mais de um século decorrido, estas declarações podiam ser feitas hoje com a mesma pertinência, o que em nada honra a actual classe política. Mas pronto, naquela época [tal como agora] as coisas não iam bem, mas sempre havia Sarmentos Pimenteis, Basílios Teles, Guerras Junqueiros, Sampaios Brunos, Gomes Teixeiras para agitar as águas. Hoje, não temos nada, nem ninguém!

Quando os portuenses concentraram num dirigente de um clube de futebol toda a confiança por ser a única personalidade que através do clube, defendia tenazmente a sua cidade e a própria região, por falta de políticos que o fizessem, isto já não era um bom sinal. Mas quando esse homem, que soube como poucos, liderar um clube e guindá-lo para patamares de glória desproporcionais à importância internacional do próprio país, de repente desiste de lutar, sem contudo assumir a desistência, a situação dos portuenses fica bem pior.

Essa personagem, já sabem, era Pinto da Costa, e digo era, porque começo a ficar profundamente decepcionado com o desprezo que tem votado aos portuenses, sobretudo aos portistas. Pessoalmente, e enquanto portista, sinto-me traído. Traído pelo desrespeito de, durante uma época inteira, não ter tido a humildade de se dignar explicar o porquê do seu silêncio, o porquê de permitir que o FCPorto fosse prejudicado de forma escandalosa, deixando técnicos e jogadores (de todas as modalidades) entregues a si próprios aos ataques indecorosos da comunicação social centralista. Comunicação social essa, na qual o Porto Canal procura inspirar-se no que ela tem de mais kitsch.

Mas, o que a mim me trespassa o coração como um punhal, é Pinto da Costa permitir que um canal que ele diz (sem ainda o ter provado) pertencer ao FCPorto, esteja a ser mais criterioso na defesa de causas alheias do que das próprias. Quem me conhece minimamente, sabe que em circunstâncias normais, se vivêssemos num país de gente séria e com governantes idóneos, também eu aprovaria o gesto de solidariedade com os adeptos benfiquistas agredidos pela polícia em Guimarães. Mas, sabendo a estrutura directiva do Porto Canal e do FCPorto, tão bem quanto nós, que esse país normal não existe, que pelo contrário, somos acusados de tudo e mais alguma coisa, que já fomos várias vezes agredidos, injuriados, e que até nos incriminam de coisas que não cometemos, acho um acto da mais reles bajulação, da mais abjecta falta de dignidade, a cobertura que deram à ocorrência.  

Não me arrependo de ter aqui defendido como poucos Pinto da Costa de todas as acusações que lhe fizeram, nomeadamente no malquisto processo Apito Dourado. Nem os seus amigos próximos foram tão longe. Mas, se fosse hoje, garanto que não o faria. Basta! Não estou para colaborar mais neste circo, porque para palhaço não tenho qualquer vocação.   

PS - É meia-noite. O Porto Canal continua seriamente empenhado em vitimizar a polícia e proteger os adeptos benfiquistas. Note-se que nem sequer consideraram a hipótese de os agredidos terem feito algo de errado... Copiam os media centralistas. Tal e qual. Até a Ministra da Administração Interna já foi chamada a liça. Só falta o Cavaco.

Não detectei um pingo de ousadia ou solidariedade para defender o clube que o sustenta, e bem precisou. Nem os comentadores desportivos se atreveram a ir tão longe. Tudo isto me parece surreal, tudo me parece um pesadelo neste Porto de vergonha. Só falta pintar o símbolo de vermelho e colocar-lhe umas asas...

18 maio, 2015

Que ternurento é o Porto Canal !

Resultado de imagem para Porto Canal

A esta hora, 20H06, o telejornal do Porto Canal abriu emissão com um "nobre" acto de civismo e de "protecção" aos adeptos benfiquistas das agressões da PSP, após o jogo dos vermelhos com o V. Guimarães. Para realçar a solidariedade, chamaram aos estúdios uma advogada dos supostos agredidos com o tempo de antena que as vítimas do clube centralista merecem. Grande espírito de civilidade, sem dúvida!

Pena é que não tenham tido uma palavra de solidariedade e de  coragem (sim coragem, senhor Júlio Magalhães) para censurar a polícia quando os adeptos, e até os atletas do FCPorto, são agredidos nos estádios de Lisboa, como ainda há dias sucedeu com a equipa de andebol com o Sporting com petardos)! E não faltaram ocasiões! Isto, é de uma cobardia humilhante! Mas que droga de portuenses são estes? Que submissão tão vergonhosa! 

Oh, Ana Guedes, estarás com medo de perder o emprego? Sossega que a TVI reserva-te um lugarzinho se o Porto Canal estourar.

Que desgosto tenho por ver esta gente sem alma num canal do Porto... São só decepções, atrás de decepções.

Terça Feira
Segunda sessão de solidariedade com adeptos benfiquistas com abertura do telejornal no Porto Canal!

Uma vergonha! Sinto vergonha deste Porto Canal masoquista que trata com mel quem anda a tratá-lo com fel.

Nem sequer admito discutir a razão da ocorrência, porque situações como esta, e ainda mais graves, nunca foram avaliadas com a mesma atenção e coragem com adeptos e atletas do FCPorto.

Estou enojado com estes masoquistas e cobardes!

Orfandade no Porto

Mais um dia se passou sem ler nem  comprar o Jornal de Notícias. Como é bom de ver, mais que o conteúdo, o que realmente me faz falta é o hábito matinal de leitura que fui desenvolvendo durante anos a fio. Se antes da actual administração o JN não era um jornal perfeito (quando digo perfeito, quero dizer autónomo, sem edições territoriais), mas que ainda se conseguia ler com algum conforto, agora, começa a tornar-se perigoso pelo protagonismo que vem dando a figuras e valores do centralismo. Vendo as coisas pelo lado positivo, poupo mais de 8,00 euros por semana, não poluo o cérebro com mais um jornal contaminado por vírus lisbonários, e compenso um hábito nefasto com outro mais seguro e mais saudável, que é ler um livro (que só eu escolho) em vez de jornais tóxicos.

Mas vale a pena sabermos quem está por detrás do "novo" Jornal de Notícias, e como a estratégia   foi montada procurando não levantar muitas ondas no processo de aniquilação do que restava da sua já parca autonomia. Na presidência do Conselho de Administração do JN está o advogado Proença de Carvalho mais 6 administradores, dos quais apenas Rolando Oliveira é o mais conhecido por ser filho de Joaquim Oliveira, antigo proprietário da Controlinveste, agora Global Media.  Portanto, tudo gente praticamente anónima à região donde tem origem o jornal (não tarda, aparece aí um atrasado mental a negar a origem do jornal).

Então, nomearam para Director-Geral um tal Afonso Camões, outro ilustre desconhecido (de Castelo Branco) para os nortenhos. Para acalmar as hostes e não imprimirem uma mudança demasiado radical, mantiveram David Pontes (um regionalista) como Sub-Director, curiosamente o anterior pivôt dos poucos programas com interesse do Porto Canal, chamado Pólo Norte, que entretanto desapareceu surpreendentemente da programação, e finalmente escolheram Domingos de Andrade para  Director Executivo, curiosamente também, o anterior Director de Programas do Porto Canal...

Como podem ver, todo o elenco da estrutura actual do JN torna muito confusa a definição de um alinhamento ideológico, ou territorial, e não me parece que seja por acaso. O facto é que, pouco a pouco, vão aparecendo aquelas figurinhas que estamos cansados de ver nos media lisbonários, políticos e outros, que nada podem acrescentar de positivo aos nortenhos em geral, e principalmente aos portuenses. Mas não estranhem, porque no Porto Canal está a acontecer o mesmo...

No JN, desportivamente, o Benfica começa a ser o protagonista principal, o tom de vermelho é bem mais evidente que era o azul da anterior direcção. E, como já referi noutro post, o Conselho Editorial é composto por uma série de figuras públicas nortenhas que mais não são  que uma espécie de sêlo de garantia para manter as elites locais em sentido, isto é, abúlicas e cooperantes:

Conselho Editorial do JN
  • Alberto Castro , António Cunha, António Marques, António Pinto de Sousa, António Pires de Lima, Cristina Azevedo, Fernando Gomes, Germano Silva, Gomes Fernandes, Hélder Pacheco, Joaquim Azevedo, Joaquim Oliveira, Jorge Nuno Pinto da Costa, Jorge Vilas, Luís Braga da Cruz, Manuel Cotão de Assunção, Manuel Carvalho da Silva, Manuel Serrão, Manuel Violas, Marques dos Santos, Miguel Cadilhe, Paulo Varela, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Purificação Tavares, Rosa Mota, Rosário Machado, Rui Osório, Rui Reininho, Salvato Trigo, Sobrinho Simões e Teixeira dos Santos.
Como podem observar, é um conjunto heterogéneo de pessoas, que vai da política, à ciência, passando pelo desporto, onde  também consta o nome de Pinto da Costa, que, como é de prever, dificilmente reagirão a mais um ataque à autonomia da imprensa portuense. Isto não acontece por simples consideração emuito menos por acaso. Trata-se de uma estratégia de anestésico intelectual através de honrarias espúrias que mais não passa de um grupo de meninos bem comportados e submissos ao poder de Lisboa. Por todas estas indefinições, não auguro nada de brilhante para o Porto Canal e para o Porto cidade. A degradação sobe, de dia para dia. Não creio que o Porto Canal tivesse chegado a este ponto de perfeito amadorismo, como está agora, se Pinto da Costa fosse o que já foi no passado recente. Das duas uma, ou não se interessava pelo projecto, ou se se interessasse, procuraria fazer alguma coisa de jeito com ele, tanto para o FCPorto, como para a autonomia da cidade, porque ninguém como ele sabia o quanto isso era importante para nós (reparem que já falo no passado).

Mas, tivemos o azar de possuir um canal de televisão no momento errado, e não é indissociável o marasmo do canal com a alteração comportamental de Jorge Nuno Pinto da Costa, igualmente passiva.

Nada acontece por acaso.

17 maio, 2015

Um FCPorto sem líder dá nisto. E a bipolaridade também...


... a saber:
  1. Pinto da Costa (não foi bipolar, foi inexistente)
  2. Equipa com boas exibições na Champions e perdulária nas competições nacionais, quase displicente (Campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga).
  3. Nas modalidades, exceptuando os júniores A, o basquete e talvez o andebol, a bipolaridade esteve quase sempre presente.
Tenho como certo um facto: quando o principal responsável por uma organização, seja ela uma empresa, uma repartição pública, ou um clube, se demite de liderar, de corrigir o que é preciso corrigir, de intervir quando é preciso intervir em prol dessa organização, a culpa pela má gestão, é antes de mais, sua. A seguir, são todos os membros na escala descente da estrutura directiva, e depois a equipa técnica e respectivos jogadores. 

Se já tínhamos sido esbanjadores noutros jogos, quando o rival centralista perdeu pontos e se impunha aquela garra tão característica nos nossos jogadores e que agora não passa de uma recordação, hoje foi uma desolação, um baixar de braços como não me lembro de ver numa equipa do FCPorto. 

Ficou-me a impressão mais triste que um adepto pode ter, que foi ver uma equipa a jogar mal, sem alma, sem ambição, sem vida, como em outros jogos decisivos. Com a mesma "determinação" do senhor Pinto da Costa... Coincidência? Não! Não acredito em concidências tão abrangentes. A postura desta temporada de Pinto da Costa, foi de todos os desgostos que tive como adepto, o maior, e não tenho dúvidas da influência com efeito dominó que teve em quase todas as modalidades e escalões. Ninguém me demove esta convicção.

Há quem ainda pense que o problema desta época se pode resolver na próxima com uma limpeza de balneário e de treinador. Não se iludam, caros amigos, a limpeza vai ter de começar pelo tôpo da pirâmide.Urge promover eleições, e depois sermos mais cautelosos na escolha do futuro presidente do que costumamos ser com os governantes. Se fôr o caso, receio muito o sentido do voto dos quaresmistas. Gostam mais das árvores que das florestas...

Porque abutres, e pagadores de promessas não é o que falta, e não é só na casa dos vermelhos, podem estar certos (quem é o actual presidente da Federação? Quem é?).