19 setembro, 2018

Sobre o génio de Sérgio Conceição

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Digam lá se estes gajos merecem respeito?
(o gajo é o vestido de preto)


O melhor que conseguiu Paulo Fonseca enquanto treinador do FCPorto (época 2013/2014),  foi ganhar a Supertaça Cândido de Oliveira, e já não foi mau. A partir daí, sucedeu-lhe: Luís Castro, em 2014, sem sucesso, sendo substituído no mesmo ano por Julen Lopetegui até meados de 2016, também sem qualquer êxito e com alguns jogadores que foram campeões a época que passou (2017/2018). José Peseiro seguiu-se-lhe como treinador de recurso entre 2015 e 2016 e logo a seguir Nuno Espírito Santo (2016/2017) com igual resultado.

Admitindo a precisão cronológica supra citada, é para mim um mistério saber como é possível haver portistas incapazes de reconhecer mérito ao Sérgio Conceição! Foram cinco treinadores, cinco(!), que o antecederam e não foram criticados, pelos anti-Sérgio Conceição ... 

Vamos lá a ver. Da mesma maneira que reconheci e elogiei a competência de Pinto da Costa enquanto a mereceu na qualidade de Presidente, fá-lo-ei também com Sérgio Conceição como treinador enquanto o merecer. É tão simples quanto isso, mas há quem considere isto uma espécie de traição, mas não tem nada a ver com isso, pelo contrário.

As comparações são meramente sobre competências, ainda que a referente a Pinto da Costa goze de um histórico mais longo, como é óbvio. Para Sérgio Conceição atingir reputação comparável à de PC (enquanto treinador,claro) terá de continuar na mesma onda de  sucesso. Não é obra fácil.  Se tal vier a acontecer, como espero, só terei de continuar a congratular-me e a lisonjeá-lo  com o maior gosto.

Sobre Pinto da Costa nunca esquecerei o que fez pelo FCPorto, e durante longos anos. Esse período é inesquecível, mas não pode nunca eternizar-se a partir do momento em que nos apercebemos que algo vai mal na gestão do FCPorto e que perdemos discernimento em muitos pormenores, entre os quais salienta-se a vulnerabilidade do clube.

Andámos há anos a assistir impavidamente a uma roubalheira colossal das arbitragens em todas as modalidades e só agora, através da intervenção corajosa de Francisco J. Marques, é que decidimos defender-nos através dos e-mails e dos e-toupeiras. Mas, pergunto: e se não fosse FJM, quem teria falado? Só agora é que a SAD começa a processar alguns malandros, mas por quê só agora? O Pinto da Costa dos bons tempos não teria permitido tais abusos nem interferências na gestão do clube. Compreendo que a idade não é a mesma, mas não me parece sensato manter uma liderança frouxa, sem capacidade para lutar contra tanta malandragem vulneravelizando cada vez mais o FCPorto.

É também pela frontalidade que aprecio o estilo de Sérgio Conceição. Com ele, e sob este sórdido ambiente de golpadas e corrupção, conseguimos finalmente ser campeões. Esse mérito ninguém tem o direito de negar. Se querem criticar critiquem os treinadores que o antecederam.

Soube há dias que Sérgio era escorpião, como eu. Temos algumas semelhanças no temperamento, confesso. De facto, reconheço que às vezes ferve em pouca água, mas se me perguntarem se o censurei por ter dito ao árbitro do FCPorto/D. Chaves o que disse [Só houve 15 minutos de tempo útil de jogo, que é isto puto?Estás a brincar com o nosso trabalho? Expulsa-me se quiseres], eu respondo logo que não, até o aplaudo. E sabem por quê? Porque neste país já há gente a mais a obedecer a quem não deve, e a quem se faz herói sob o biombo do anonimato. A desobediência civil é também um acto de cidadania quando quem manda não tem categoria pessoal e institucional para se fazer respeitar. Estão nesta lista: líderes políticos e desportivos. Dá-me vómitos saber que escória dessa ainda tem poderes para castigar, quando são eles quem merecem castigos. Castigos daqueles que num país normal os levariam à prisão.

Por isso, grande Sérgio, és dos que considero. Não cortes cavilha, mas não prejudiques o FCPorto.

17 setembro, 2018

Um Porto demasiado passivo para tanta provocação

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É tudo vaidade, tudo UM  ZERO

Quem estiver atento ao Porto Canal, e tolerar o vazio absoluto dos primeiros mêses de verão (Julho e Agosto) em que grande parte do pessoal foi de férias, depressa percebe que a consideração pelo público-alvo é nula, visto que esse vazio se estende até hoje (meio de Setembro). Só há poucos dias se lembraram de passar o telejornal, e apenas à noite. É uma época crítica, é certo, mas podia haver muito mais empenho, muito mais ideias e dinâmica.

Quando o FCPorto continua a ser cilindrado por uma contra-informação acintosa, com o objectivo claro de desviar as atenções do escândalo mais grave do futebol português, na expectativa de confundir a opinião pública e atrasar o processo BenficaGate, o Director do Porto Canal mostra-se incapaz de intensificar as respostas a estas vigarices, criando novos programas de réplica aos infractores sempre assentes na autenticidade. Com isso, aumentaria certamente as audiências, uma vez que nunca será com  entrevistas às betinhas e betinhos da capital que Júlio Magalhães o irá conseguir. Os mafiosos sabem sustentar os cúmplices instalados nos media, e nós, que estamos a ser vigarisados e ultrajados por uma corja de delinquentes, não sabemos aproveitar o Porto Canal para expandir as nossas razões à mesma altura numa época em que a programação é pobre, para não dizer nula. Em suma, um desperdício numa época veraneia repleta de emigrantes portistas que muito se regozijariam se o FCPorto soubesse usar o Porto Canal para melhor defender o clube. Não o fazendo permite que a banha da cobra benfiquista vá conseguindo os seus objectivos. Provam-no os benefícios contínuos que esse clube de facínoras mantêm dos "padres" (ou meninos queridos se acharem mais sexy).

Muita importância andamos a dar às Bolas e aos Records e à comunicação social de um modo praticamente genérico, mas insisto, isso é dizer ao ladrão que ele rouba. Ele nunca deixará de roubar se não fôr preso e julgado. Com os media é a mesma coisa. Eles sabem que são vigaristas e podem bem com isso enquanto a Lei não se fizer respeitar. Continuemos atentos, porque não é pelo clube do regime estar sob a alçada do MP que estas vigarices acabam. Quanto mais brandos nos mostrarmos, maiores serão os abusos, com efeitos imediatos nas tabelas classificativas de todas as modalidades, não apenas no futebol. 

Repito: a importância tem de ser dada a quem está no topo: o Governo. E, no caso em apreço trata-se de retribuir a importância pela negativa, ou seja coagir (sim) o Governo a fazer aquilo a que é obrigado, e sem qualquer laivo de favor. Nós não queremos favores, queremos sentido de responsabilidade e rectidão. Só isso. É preciso dizê-lo sem papas na língua porque é o próprio Governo que está a desautorizar-se. Digam-me como é possível respeitar um Estado de Direito que não se respeita.

Expliquem-me como se fosse muito burro.

É que ainda há quem não saiba o que é um Estado de Direito num país respeitável.

Haja paciência, mas as coisas são mesmo assim. Não aquilo que alguns malandros nos dizem.


PS-
A propósito: se o incompetente Joaquim Meirim afirmou outro dia que não se incomodava nada que o considerassem benfiquista, também digo o mesmo ao 1º. Ministro: estou-me a borrifar que seja benfiquista. 

Até convém saber, para se perceber melhor porque anda tão calado...   

     

13 setembro, 2018

Uma nulidade entre outras

Paulo Rebelo Aldrabão



É assim. Em Portugal é possível manter no poder um aldrabão imberbe uma infinidade de tempo. Dão-lhes demasiado tempo para fazerem o que lhes dá na gana, ou para não fazerem nada, e outro tanto para brincarem aos homens crescidos.

Este nosso povo habituou-se pacificamente  à trafulhice dos políticos e do próprio patronato. Os cidadãos honestos sofrem na pele este ambiente de balbúrdia e de impunidade. Alguns, mais adaptáveis, procuram como podem  imitar os políticos, ou mesmo aproximarem-se deles para seguirem o mesmo estilo de vida.

Mas, lá está a velha história (que repugno). Votar por votar, dá nisto. Nós, portistas, agora estamos muito indignados, mas a verdade é que gajos destes (é assim que merecem ser tratados) minam completamente os valores da democracia adulterando-os e mentindo com quantos dentes têm.  Todos os dias, e a toda a hora, porque não têm quem os discipline e ponha na ordem. Os líderes preferem olhar para eles como "subditos" de confiança, o que não é nada prestigiante para os partidos que representam.

Há  algo de medieval e servil nisto,  nos eleitores para com os políticos atrevidos e trapaceiros. Hoje, ser apanhado numa rede criminosa, para alguns parece uma honra, tal o à vontade com que encaram as câmaras de tv. O dinheiro para eles é o topo da montanha da sua importância pessoal. Pensam que quem os censura não os imita porque não têm esperteza para tanto. Nem sequer lhes ocorre por um minuto que alguns desses "palermas" talvez morressem de vergonha se enriquecessem como eles.

Acredito que gente dessa estirpe hoje seja rara.  Mas, chegou a hora de exigir mais da democracia que apenas o direito ao voto que lhes permite aceder ao poder. Há outro direito que ainda não temos, e de que ninguém fala:  o direito de também podermos votar para erradicar da política os maus políticos, e em tempo útil.

Por exemplo,  inúteis como o rapazito da imagem. Desses direitos ninguém ousa falar. Nem os votantes. Mas devíamos.  Porque, mais importante que saber o que queremos é saber o que não queremos. Olhar para um gajo destes e saber a mediocridade que é, apetece-me fugir do país. 

Desmentido verde tinto

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O Sport Lisboa e Benfica apresentou hoje mesmo esta foto ao MP como prova cabal que não tem qualquer relação de proximidade com Paulo Gonçalves, homem sobre o qual toda a fina elite lisboeta  suspeita de ter conspirado (políticos,cineastas, jornalistas e proxenetas) contra o Benfica, em conluio com o presidente do FCPorto.

Juro sob palavra de honra que isto é verdade. Ou seja, verdade, uma verdade mentirosa, mas verdade. Espero que me compreendam.

Luís Piquenique Toupeira

11 setembro, 2018

Ai se eu confiasse na palavra dos políticos...

Paulo Baldaia


Assim se vê a força de você
Você, caro leitor e eleitor, já anda a ser assediado para umas eleições que só vão acontecer dentro de um ano. Não é ainda tempo de lhe lançarem slogans que parecem promessas ou vontades que nunca serão assumidas como compromissos. Por agora, eles estão só a tentar pôr na sua cabeça uma ideia, a ideia de que você sozinho consegue determinar como é que o PS vai governar na próxima legislatura. Se estiver atento, você vai ver que ninguém põe em causa a vitória de António Costa, o que os preocupa é a força que você lhe vai dar.
Por exemplo, o PS quer mais força (votos) para a Esquerda governar. O contrário do que lhe pede o PCP, que quer ver o PS com menos força, evitando assim que os socialistas vão a correr fazer alianças com a Direita nas matérias mais importantes. O Bloco, depois do caso Robles, anda só a ver se não perde a força mas, seja como for, o que cada um dos partidos de Esquerda lhe vai dizer é que precisa da sua força como única forma de dar mais força à Esquerda. Não é a força dos mosqueteiros, "um por todos e todos por um", é mais cada um por si.
Na Direita andam todos entretidos no tiro ao boneco e só a espaços se lembram de você, caro leitor e eleitor. Tem de os desculpar ou, pelo contrário, agradecer-lhes. A seu tempo deixarão de falar para Rui Rio e sobre Rui Rio e também eles se vão dedicar a explicar-lhe porque é que o regresso da Direita ao poder depende de você votar no partido A e não no partido B. Pode dar como garantido que o CDS de Assunção Cristas e a Aliança de Santana Lopes vão fazer como o Bloco e o PCP, desdenhando da utilidade do partido maior. Pode haver Esquerda sem PS e Direita sem PSD? Poder, pode, mas não serve para conquistar o poder. Sem esta dicotomia Esquerda/Direita, sobra o bloco central que todos temem e ninguém quer defender.
A força da sua escolha é que permitiu a António Costa acabar com essa coisa do voto útil que existiu em Portugal até 2015. Um voto que se resumia ao PS e ao PSD, para saber quem nomeava o primeiro-ministro, obrigando à criação de alianças formais ou informais. No próximo ano, por exemplo, podem todos dizer que não querem o bloco central, mas se uma larga maioria de vocês votar PS e PSD, sem que seja possível formar uma maioria parlamentar onde não estejam estes dois partidos, que remédio têm eles senão formar o odiado bloco. Está a ver a força que você tem? É uma situação difícil de acontecer, mas é teoricamente possível.
Se você pertence a uma claque, não se iluda. Não é por si que eles já estão em campanha. Se é de Esquerda como quem é do Porto e do Benfica ou se é de Direita como quem é do Sporting e do Braga, conhece bem a homilia. Votará onde sempre votou e, esteja descansado, o seu voto vale tanto como o de quem vai mudar pela enésima vez.
O conselho que é preciso dar a todos os eleitores é que levem a sério a força que tem o voto de cada um. Lembre-se que ele enfraquece quando nos rendemos a slogans e a populismos, quando nos limitamos a seguir a corrente. O que é preciso é que cada um pense no que verdadeiramente quer ver feito, na ideia que tem do que deve ser a sociedade. Com tempo, procure perceber o que tem genuinamente cada partido para lhe dizer sobre o que verdadeiramente lhe importa.
P.S.: "Assim se vê a força do seu voto" era o modo correto de escrever em português o título desta crónica. Só que foi ouvindo Jerónimo de Sousa, na festa do Avante, que me inspirei para a escrever. Nos tempos áureos do Partido Comunista Português, quando nas legislativas os votos eram sempre com dois dígitos e os comunistas governavam meia centena de autarquias, era sempre isto que se ouvia: "Assim se vê a força do PC!".
*JORNALISTA
Nota de RoP: 
O sublinhado do texto é meu.
Na minha opinião, a força do voto é impossível de ver, porque antes de tentar perceber e aceitar a programação de um partido, exijo um compromisso do mesmo que não permita a fuga habitual do que é prometido. Não havendo essa possibilidade, prefiro não contribuir com o meu voto para mais escândalos. 
De resto, subscrevo este artigo.  

09 setembro, 2018

O desporto não pode separar-se da política, faz parte da vida

Hoje em dia é um tanto arriscado por as mãos no fogo pela integridade de alguém, mesmo por aquelas pessoas que desempenham cargos da mais alta responsabilidade. Hoje, ser 1º ministro,Dr. juiz, deputado, ou mesmo médico, já não são garantia de distinção para ninguém, e ainda menos de confiança. Por uma questão de prudência temos de dar tempo ao tempo antes de lhes dedicarmos as honrarias que achamos merecidas. Calma, não nos precipitemos, cuidados e caldos de galinha só nos faz bem, mesmo  admitindo antecipadamente que ninguém é perfeito. A perfeição do chavão existe, a do destinatário não. Contudo, o Homem estará sempre mais perto da perfeição quanto mais íntegro e independente fôr ao longo da sua vida.

A propósito e sem me contradizer do que penso dos políticos de um modo geral, consigo notar algumas raras excepções, que as há.  O Presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Victor  Rodrigues é uma delas. É do partido socialista,mas isso para mim é irrelevante, se fosse de outro partido diria o mesmo. A sua postura não é tudo, mas importa. Diz-me que é, antes de mais um homem de carácter, porque se há autarca que "herdou" uma Câmara cheia de problemas e dívidas foi ele. No entanto, nunca o vi,como é habitual na maioria dos políticos, reclamar grosseiramente com o seu predecessor. Não! Fez legitimamente as apreciações que tinha a fazer, sem nunca ser indelicado. Além disso, teve a coragem política de se ligar a Rui Moreira com quem parece entender-se bem, o que é óptimo para Gaia e para o Porto. -lo, zelando pelos interesses dos cidadãos e da região, enfrentando o próprio partido cuja proposta alegadamente "descentralizadora" não passa da tentativa de usar as câmaras como serviçais do governo sem informar como e quem pagará os custos. 

Rui Moreira e Eduardo V. Rodrigues foram os únicos que se impuseram ao poder central. Isto hoje não é vulgar, sobretudo vindo de um autarca não independente. Mas, lá está, espero e desejo que este exemplo se repita e não seja mais uma decepção. Por aqui se vê que um bom político não espelha a qualidade do grosso dos seus representantes. A maioria, tenho a certeza, não age com a consciência cívica de Eduardo V. Rodrigues, preferem optar pela obediência partidária. No PSD e no CDS, seguem também pela lei da "cartilha" (mas onde é que já ouvi falar disto?).

Agora falo-vos de um caso diferente. José Pacheco Pereira é um ex-deputado do PSD a quem reconheço grande capacidade intelectual, mas não tão probo como às vezes deixa parecer. Desceu na minha consideração a partir do dia em que se atirou com unhas e dentes a Pinto da Costa quando veio a público o caso Apito Dourado. Sempre procurou deixar a ideia de ser alérgico ao futebol, mas nunca o vi tão sensível à marginalidade como com esse ardil montado contra o FCPorto através do seu presidente. Pois, uma vez mais estalou-lhe o verniz. Vejam o programa da SIC Notícias da última 5ª.feira que abordou o caso do escândalo do Benfica onde uma vez mais Pacheco Pereira revelou o ódio que tem ao FCPorto. O tema era o Benfica mas ele não conseguiu deixar de falar primeiramente do Apito Dourado bem à maneira do político comum. Tratou de misturar o caso e-toupeira & Ca. Ilimitada com o FCPorto com o intuito claro de esvaziar a gravidade do caso Benfica. Ele sempre disse que não tem clube, mas as atitudes que tem quando se fala do FCPorto transportam-no precisamente para o mais corrupto de todos, o Benfica... António Lobo Chavier, portista, advogado e simpatizante do CDS, imitou-o curiosamente. Repare o leitor como os partidos políticos se entre-ajudam quando se trata do Benfica e depois falem-me de Estado de Direito...

Podía falar-vos de muitos outros casos que identificam perfeitamente a fragilidade intelectual dos políticos de todos os partidos. Todos. Deixemo-nos de paternalismos com esta gente e digam se estes aspectos da vida nacional alguma vez merecem ser elogiados com justiça:


  • Saúde
  • Educação
  • Comunicação Social (do Estado e Privada)
  • Desemprego (incluída a emigração de jovens com formação superior)
  • Descentralização/Regionalização
  • Transportes públicos (Metro do Porto/CP
  • Centros de Saúde
  • Desporto 
  • Departamentos de Estado Desportivos
  • Reformas
  • Salários (se faltar mais algum desculpem)  
Só os partidos do Governo acham que sim. Ou, quem lhes deve favores não confessados, e isso é fazer batota.

08 setembro, 2018

Não acredito na democracia em Portugal, porque é um embuste que só pega por arranque


Com o devido respeito pelos  que têm em boa conta a classe política actual, seja ela de que partido fôr, e sem pretender criar polémica, deixo à vossa reflexão um dos episódios mais recentes do polvo vermelho. Antes disso, esclareço que me reporto apenas à classe política do pós 25 de Abril, à que integrou governos de vários partidos (PS/PSD/CDS), já lá vão 44 anos, apenas menos dois que de ditadura (48). Tivemos sete governos de ditadura pidesca, com um regime persecutório alicerçado na espionagem. 

Uma das mais graves ilegalidades do Benfica assentou precisamente na espionagem, tanto contra os adversários como no interior do Ministério Público. Teve colaboradores dentro do próprio governo (Secretaria de Estado e Desporto/IPDJ). Pergunto: acham que é próprio de uma democracia séria que um 1º. Ministro tenha a "coragem" de assobiar para o lado, perante o que se tem passado independentemente de o caso estar a ser investigado? É preciso não esquecer que o IPDJ está sob a tutela da Secretaria de Estado do Desporto, e esta sob o Ministério da Educação e este inevitavelmente no tal Estado (de Direito). Então, não houve aqui comportamentos vários verdeiramente pidescos? Então serão estes hábitos próprios de uma democracia e o senhor 1º. Ministro não sabe o que se está a passar e não tem a dignidade de colocar esse verdadeiro garoto (digo-o eu aqui sem papas na língua) na rua? Vamos lá ver, não brinquemos com coisas sérias, por muito habituados que estejamos às palhaçadas.

Por uma questão de respeito pelos portugueses e de brio político, o 1º. Ministro devia acompanhar atentamente o trabalho dos seus subalternos, mais que não fosse, seguindo as pistas precisosas que a PJ com a ajuda que Francisco J. Marques e o Porto Canal deram ao país. 

Haja bom senso e não sejamos politicamente correctos, porque para isso chegam os políticos. E o FCPorto já foi tantas vezes prejudicado por esses desclassificados que até parece masoquismo.  

06 setembro, 2018

Temos direitos! E exigir dos governantes seriedade é o mínimo, mas é essencial


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Não deve ser por acaso que, tirando as raras excepções de alguns portistas carolas que me honram com os seus comentários, algo de estranho se deve passar com os meus posts para não darem a sua opinião. É estranho, porque o nível de visitas diárias é enorme e não condiz nada com o número de comentários. Sei que o Renovar o Porto é um blogue de carácter generalista, mas dedico também muito tempo ao FCPorto, portanto não deve ser só por isso. Não é que tal me preocupe, apenas acho estranho. 

Reconheço que não sou propriamente o tipo de cidadão conformado com a sociedade em que vivo, que acredita nos políticos e na forma como exercem a política, mas isso não me parece justificável para tanto silêncio, porque já estou cansado de explicar porque penso e como penso.  

Vou dar um exemplo prático e actual, relacionado com o FCPorto e com a política. Ideologicamente identifico-me com a esquerda, não na esquerda partidária que conhecemos, porque na prática nunca soube adaptar-se aos novos tempos nem à mais pura genuidade da ideologia, acabando por não resistir a tiques ditatoriais. Mesmo assim, a esquerda dos partidos tradicionais consegue ser um pouco mais credível que todos os partidos de direita portugueses que nos têm governado, incluindo o PS que tem vivido todos estes anos a mascarar o seu esquerdismo com uns salpicos de reformas ridículas para parecer um partido de esquerda. Lamento dizê-lo, porque foi o PS o 1º. partido em que votei desde o 25 de Abril, seduzido na época pela persuasão democrática de Mário Soares e pela minha imaturidade política. Hoje, aprendi com o que fui observando e já não vou em cantigas de embalar. Passou-se tempo suficiente para os políticos ganharem experiência e corrigirem os seus erros, mas eles não querem, porque se habituaram à mentira e se esqueceram da importância da honra.

Mesmo assim, embora toda esta degradação moral explique parte do problema, continuo a ter dificuldade em perceber a razão para tanto conformismo cívico. Já aqui assumi como ditatorial o regime em que vivemos. É uma ditadura diferente da anterior, mas é uma ditadura! Permite a Liberdade, aguenta a crítica, mas não nos possibilita a mudança, a participação, porque sabem que nenhum dos partidos da esquerda à direita estão preparados ou vocacionados para dar aos eleitoes aquilo que eles querem, porque não estão nisso interessados. O que há, é mais do mesmo. A mentalidade é semelhante. Assim, na prática, as eleições só servem para colocar no 1º. pedestal do poder, os políticos Para mais nada. A seguir, vão mentindo como podem, e a ter comportamentos ainda mais graves...

Vamos lá ver. Esta pouca vergonha que paira no futebol (a vítima maior é o FCPorto), não podia ter sido evitada se o Governo (este e outros) tivesse elegido as pessoas certas para o lugar certo, ou seja, tivesse colocado nos lugares de chefia pessoas honestas e cumpridoras. Mas para isso teríamos de ter 1ºs ministros atentos a tudo, aos ministérios e secretarias, que controlassem regularmente os seus desempenhos. Não só não o fez, como lá colocou pessoas sem perfil para cargos de responsabilidade e ainda por cima desonestas, porque foram para lá prejudicar uns (o FCP) e beneficiar outros (o Benfica). 

Por que é que não fomos capazes de denunciar directamente esta pouca vergonha ao 1º. Ministro se hoje é fácil comprovar certas vigarices? Por que não convidá-lo a acompanhar o desempenho dos órgãos de disciplina (da FPF, Liga, IPDJ e da Sec.Est.Desporto), para avaliar com os próprios olhos os factos alegando comportamentos suspeitos? Para isso não era preciso sequer a PJ. Se a resposta do 1º Minº. fosse a prevista, se recambiasse para os suspeitos o problema, só tínhamos que insistir reiterando perda de confiança nos mesmos e responsabilizando o 1º. Ministro por cumplicidade caso viesse a provar-se o crime no MP.

E mais. Porque não apresentamos também queixa ao 1º-Minº e ao PR contra comportamento dos media  da capital, da RTP (paga por todos nós), e da SportTv,? Todos eles sabem que estão a abusar mas é preciso que alguma autoridade os faça travar. Olhem para quem esteve estes anos todos à frente da Federação, da Liga, da Sec.Est.Desporto, e do IPDJ descaradamente ao serviço do Benfica como agora se comprova e digam se não valia a pena pressionar quem manda? 

Eu não acredito na nossa democracia, já o afirmei mais atrás, mas se os responsáveis portistas acreditam por que é que toleram tantos abusos? Agora toda a gente pode fazer o que quer? Que exemplo, que magistratura de influência desempenha Marcelo Rebelo de Sousa se não abre a boca? Que porcaria de democracia é isto? Por que é que ainda há quem acredite nestes troca-tintas sem classe?

É isto que me espanta. Nós queixamo-nos com razão, mas não podemos deixar os bandidos à solta sob pena de voltarem àquilo a que estão habituados.  

Agora, pergunto aos leitores mais assíduos: há quantos anos ando eu a suspeitar da seriedade desta gente? Não, eu não sou bruxo, mas os comportamentos definem muito bem as pessoas. Mesmo os dos mais "refinados" vigaristas. Mais dia, menos dia, denunciam-se.

PS-Outra coisa que há muito queria dizer, que acabei por esquecer e reforça a minha opinião sobre aquilo a que chamam Estado de Direito: 

Pinto da Costa foi julgado, vítima de uma cabala "bem" urdida pela comunicação social ao serviço do centralismo lisboeta e foi considerado inocente pela justiça civil. A "justiça" desportiva tudo fez para o condenar. Na época já desconfiávamos e tínhamos razão até dizer basta. Hoje temos provas às centenas que os justiçeiros eram simplesmente escória. Como será no futuro próximo?

Mas, o que me intriga numa sociedade que se supunha respeitável é que, mesmo depois de Pinto da Costa ter sido absolvido, há ainda quem se permita continuar a acusá-lo publicamente de corrupto e nas televisões sem que ninguém os mande calar. É para isto, para este modelo de democracia que serve a liberdade? Que me responda quem souber.


05 setembro, 2018

Universo Porto da Bancada, o programa que fez de Departamento Jurídico sem o ser

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Pedro Bragança um jovem maduro e inteligente


Agora mais a sério. Neste momento, que já vai longo, o Benfica tornou-se na melhor fonte de inspiração do anedotário do futebol português. Lamentavelmente, não está só no catálogo, tem o Governo e toda a classe política como mestres. 

Nunca é demais destacar a importância do programa "Universo Porto de Bancada", desde o pivôt Tiago Girão, até o jovem Pedro Bragança, sem dúvida o mais eloquente dos comentadores, mas principalmente o homem que deu a cara para denunciar o escândalo do futebol português liderado pelo Benfica, ou seja, Francisco J. Marques. 

Não obstante ter andado a defender o FCPorto há muitos anos com os condicionalismos de um blogue como o Renovar o Porto, nunca me privei de censurar a passividade dos dirigentes portistas, porque talvez tivessem impedido o Benfica de ganhar 4 campeonatos seguidos e de desmoralizar os nossos jogadores. Importa acrescentar que isto aconteceu em todas as modalidades! Logo se confirmará (esperemos).

A verdade é que valeu a pena. Só nos falta saber se a punição estará à altura da gravidade dos crimes, que é elevadíssima. Se os espiões do Benfica chegaram ao extremo de se infiltrarem no próprio Ministério Público, custa-me a acreditar que desta vez haja da parte da Justiça uma pena demasiado tolerante. Aguardemos. 

Já o disse anteriormente e repito, o Universo Porto da Bancada é, e continua a ser, um programa de maior interesse para o FCPorto. Se não foi suficiente para travar a senda vigarista do Benfica, é porque não teve paralelamente o apoio através de uma exposição directa ao 1º. Ministro e ao próprio Presidente da República, pela parte da SAD (e Presidente), com um veemente protesto contra a inoperacionalidade dos órgãos desportivos, acusando-os de parcialidade. Deviam têr-lhes chamado a atenção para a eventualidade de reacções violentas nos estádios, geradas pela descriminação que continuavam a ter com o FCPorto. Hoje, é extremamente simples de provar a genuídade dessas queixas. Não o fizeram, perderam-se alguns campeonatos consentindo a batota. Só nos falta esperar que Justiça seja feita, mas não à laia do IPDJ nem da Secretaria de Estado...  No entanto, o Universo Porto da Bancada fez o trabalho mais importante, deu a cara e ao que parece conseguiu resultados.

Há no entanto um detalhe que não entendo muito bem, que é o seguinte: tal como no exército ou em qualquer estrutura militar, existem escalas hierárquicas com responsabilidades e poderes diferenciados precisamente para que cada uma faça o que lhe compete. Na política é semelhante. O rigor devia ser o mesmo, mas, está visto, não é! Por isso estranho que haja tanta parcimónia em responsabilizar o 1º- Ministro, porque se o Ministro da Educação e o Secretário de Estado do Desporto se mostram incapazes de fazer o que lhes compete, seguindo a escala ascendente do poder (IPDJ, Secretaria de Estado, Ministério da Educação),  só nos resta o 1º.Ministro que não tem agido de modo muito diferente dos seus subordinados, algo que não abona nada a sua credibilidade. Por isso, acho que se o FCPorto tivesse "abanado" em tempo útil António Costa talvez ele se visse impelido a agir. Assim, foi deixando correr o marfim, deixando ao Benfica à vontade para continuar confiante na trilha cartilheira. Podemos agora argumentar, sim, mas finalmente foram acusados. E se o processo se alongasse mais, como era? Estaríamos dispostos a perder mais troféus e campeonatos da mesma maneira?  


04 setembro, 2018

Última hora, o Benfica queixa-se à UEFA!!!!



Fonte fidedigna (made in Benfica), informa que Luís Filipe Vieira vai renunciar à prática de futebol pela desconsideração da UEFA, de não ter incluído no lote dos melhores  treinadores europeus, Rui Victória, o treinador do "mais/maior/grande" (e único) clube do mundo, chamado Benfica. O presidente é mais conhecido por gostar de fazer as coisas por outro lado, e por assaltar camiões nas horas vagas...   

31 agosto, 2018

Preocupações de início de época




Num momento em que o FCPorto já devia ter terminada a fase de reorganização do plantel, quer na dispensa de jogadores, quer nos reforços, o que vemos é uma confusão nunca antes vista. Olha-se para o semblante dos atletas, seniores ou juniores, parece que estão de luto. São jovens reconhecidamente portistas que abandonam o clube, alguns deles descendentes de antigos jogadores, como é o caso dos filhos de Domingos, e outros que prometiam um bom futuro, como é o caso de Galeno e demais, foram cedidos ou partiram para outros clubes onde provavelmente terão sucesso. 

É difícil compreender como é que um grupo de jovens que tiveram tão boas prestações na Youth League e de repente, mal começa a época, desatam a perder sem que se vislumbre o regresso àquilo que estávamos habituados. Foram contratar-se novos jogadores considerados com futuro, e as derrotas não páram. Isto era invulgar, mas agora tornou-se um hábito. Se o Folha era tão elogiado, por que será que o deixaram ir para o Portimonense para nomear Rui Barros? A profusão de entradas e saídas, as notícias veículadas pelo jornal O Jogo, que deve ter alguém dentro do clube a fornecer-lhe informações sobre a suposta contratação de reforços, para no dia seguinte dizer que se gorou o negócio era algo inédito no FCPorto bem administrado. Isto, sem que houvesse uma reacção a estas desinformações, admitindo que algumas delas fossem falsas! Nem uma palavra. Suponho ser possível apresentar queixa jurídica contra um jornal que constantemente publica notícias enganadoras sem terem a menor sustentabilidade ou creditação. Sendo fidedignas as notícias, então a "toupeira" só pode estar no Dragão...  

Hoje, último dia do fecho do mercado de transferências, parece que finalmente foram contratados dois jogadores aparentemente fiáveis. Assim mesmo,  não me venham poupar a SAD e atirar outra  vez as culpas para o Sérgio Conceição, porque isso é profundamente injusto. Podemos especular e dizer que foi Sérgio Conceição que fez isto e aquilo, mas se  queremos ser honestos não podemos dizer que a SAD soube reforçar o clube em tempo útil, porque não soube. Desculpar-lhes tudo como se não tivessem responsabilidades, deixa de ser gratidão para passar a ser uma perigosa aventura.  Neste caso concreto a SAD não tem desculpa possível. Primeiro, porque Sérgio conseguiu ganhar um campeonato que outros treinadores falharam e com um plantel não escolhido por ele. Segundo, porque foi contratado pelo mesmo presidente que contratou ininterruptamente técnicos que foram todos mal sucedidos (e não foram poucos). E há outro problema que tem a ver com o sistema de jogo de Sérgio, que assenta muito na velocidade e na pressão alta, sistema que exige muita energia e uma óptima preparação física, o que implica um número suficiente de atletas para cada lugar com níveis de qualidade muito simétricos. A sucessão excessiva de lesões obriga-nos a admitir que pode estar a não ser bem gerido este aspecto específico da preparação física. Tudo isto deve ser bem sintonizado entre o treinador e o Presidente.   

Sabemos ainda que da voz da SAD não sai nada, nem que seja para tranquilizar os adeptos. A única coisa que não se esquecem é de aumentar as cotas aos abnegados sócios. Tudo se faz no silêncio dos Deuses, mas de nada lhes adianta porque as notícias saem na mesma cá para fora.

Oxalá isto não passe de um mau momento. Que seja ao menos breve, porque hoje é angustiante ser fã do FCPorto! Suspeito que haja gente a mais dentro do clube a mexer em assuntos para os quais não está qualificado, e palpita-me saber quem é... E a provar-se uma coisa destas, é muitíssimo grave! Há adeptos que julgam superiores por permitirem tudo aos dirigentes só porque Pinto da Costa ainda é Presidente, mas esquecem-se que este Pinto da Costa não é o mesmo, não é aquele homem arguto e pro-activo que já foi. Pensa que é, porque é vaidoso, mas seria melhor para o FCPorto que alguém verdadeiramente seu amigo o aconselhasse a preparar a saída para impedir qualquer ruptura. O clube não anda bem. É evidente. 

Até o Porto Canal anda à deriva. A programação de verão é uma miséria. Dá a ideia que toda a gente vai de férias ao mesmo tempo! Nem os telejornais se aproveitam. Só se aproveitam os programas desportivos e meia dúzia de outros manifestamente curtos para preencher 12 horas seguidas de emissão.

Última Hora:
É a anedota da semana. O órgão inútil do IPDJ acaba de anunciar que vai "castigar" o Benfica com 1 um jogo à porta fechada! Só podem descender de gente burra, ou desavergonhada, de contrário não tomavam uma decisão destas. É brincar com as pessoas sérias. Oh Costa, não tens vergonha de colaborares com gente desta. Será a tua benfiquite aguda que te transtorna os miolos, ou és assim de nascença? 

PS-Para evitar interpretações erradas (Já me caiu aqui um dito "portista" confundido), este comentário tem um sentido irónico. Por quê? Porque se o IPDJ precisou de uma época inteira para se certificar da ilegalidade das claques vermelhas, é porque, ou andou a dormir este tempo todo, ou (o que é mais provável), pensa que somos todos uns calhaus. Não senhor, é justamente o contrário. Com decisões deste quilate só provam uma coisa: os calhaus são eles! Está percebido?   

28 agosto, 2018

Informação anti-melindre


... informo os portistas e não portistas menos esclarecidos, que não tenho simpatias político-partidárias. Tenho os meus conceitos muito pessoais. 

Como tal, recomendo que visitem outras "tabernas" para evitarem melindres do fôro partidário caso não se revejam nas minhas ideias. Estejam à vontade.

Eu não olho para os partidos políticos como olho para o  FCPorto. São coisas muito distintas, para mim. A primeira (a política) tem de ser vista com a razão, a segunda (o FCPorto) tem ser alimentada de paixão.

Talvez isso explique a razão pela qual Portugal continua a ser o país de que muitos se queixam quando se trata do FCPorto. É que, gostem ou não, são os partidos e quem neles ainda se revê que contribuíram para o domínio mafioso do Benfica. Então?  Ainda levam a sério as eleições?

Haverá algum político metido no bando? Não, que ideia!!!

27 agosto, 2018

O respeito implica reciprocidade para durar


As crises, ou os sinais de crise num clube de futebol habituado a ganhar como o FCPorto, são sempre a causa de pequenos conflitos entre os adeptos. Felizmente nunca chegam a extremismos e no fim acaba sempre por imperar o bom senso e a união com um apoio incansável ao clube. Tenho aqui destacado muitas vezes isso, esse apaixonado suporte dos portistas, tanto dentro como fora do campo. 

Nesses momentos, é aconselhável não extrapolar as nossas críticas, tanto com os jogadores e o treinador, como com o presidente e a SAD. Extrapolar é passar para o insulto, não é explicar o que achamos que está mal, porque esse é um direito que temos e ninguém deve pôr-nos a rolha na boca. Já critiquei aqui algumas vezes Pinto da Costa e a SAD, e continuarei a fazê-lo quando assim entender. Estou-lhe muito reconhecido pelo muito que deu ao clube mas nem por isso me sinto obrigado a fazer de conta que não vejo as atitudes danosas ao FCPorto.  Mas há aqui um detalhe que não partilho de todo com alguns adeptos. Se defendo o respeito por Pinto da Costa e pelo que ele fez de positivo ao clube, também acho que deve respeitar os adeptos, e não pode ser apenas quando lhe convém. Pela parte que me toca, a reciprocidade das boas maneiras é algo altamente importante.

Posso parecer contraditório, mas já sabem que não sou. Por exemplo, não respeito a classe política e às vezes só me apetece insultá-los, como já tenho feito. E por quê, porque a "democracia" entre cômas, não me confere a possibilidade de lhes dizer através do voto ou de outro qualquer processo de decisão: "faça o favor de ir para a rua porque eu não acredito em si, e não é porque sim, é porque é um inútil!". Se acham contraditório que um cidadão tenha de se submeter a um regime "democraticamente" corrompido e ainda respeitar quem o representa, então faço-vos a vontade, mas não tenciono mudar.

Não confundo os políticos com Pinto da Costa, mas confesso que às vezes ele comporta-se como tal, e essa faceta não me agrada mesmo nada. Há momentos - e nestes últimos anos não foram poucos - que é preciso comunicar com os portistas para lhes dar as informações que eles precisam nos momentos certos, e neste capítulo Pinto da Costa não tem aparecido. Faz mal, porque ainda é Presidente. Preside a um clube, não preside a uma empresa de propriedade sua. Mesmo a integração de familiares nos quadros do clube, laboriais ou intermédios deve ser explicada aos sócios, não podem estar lá como se o FCPorto fosse uma monarquia. Não custa nada e só lhe ficava bem. Até porque consta à boca pequena que algumas das aquisições de jogadores foram da autoria de um familiar próximo sem utilidade nenhuma.

É prudente não levantar polémicas dentro do clube, mas não podemos atirar para cima dos treinadores as culpas do desempenho da equipa, e poupar irresponsavelmente o Presidente quando é ele quem decide quem entra ou quem sai. Pessoalmente, não sou de me influenciar por más línguas, algumas delas peritas em minar o ambiente interior do clube quando alguém põem em causa o Sr. Pinto da Costa. Sérgio Conceição deu-nos um campeonato com os mesmos jogadores que outros não souberam render. Isto sim, é gratidão e ainda foi o ano passado. Pinto da Costa no seu lugar, fez muito, mas já lá vão uns anos... Tanto assim é que agora ninguém o vê a defender o clube como defendia outrora. São outros que estão a dar a cara. Quanto aos elementos da SAD, ninguém os vê, nem ouve.

Grandes comunicadores, sim senhor...   

26 agosto, 2018

Faite vous jeux messieurs/dames


Por quê tantas lesões seguidas?

São jogos como os de ontem, contra o Victória de Guimarães, que nos devem servir de lição para não nos deixarmos deslumbrar com jogos excelentes, como o que fizemos com o Desportivo de Chaves. Escrevi aqui mesmo que se Brahimi jogasse sempre como jogou nesse dia gostaria que continuasse no FCPorto. Aliás, todos jogaram bem nessa primeira jornada.

No futebol como na vida, tudo é possível. Mas o jogo de ontem, não sendo decisivo, era daqueles que devia ter exigido dos jogadores e do treinador uma atenção e empenho especiais. Os nossos rivais principais tinham acabado de perder dois pontos e o V. Guimarães precisava desesperadamente de fazer os primeiros pontos. Ainda não tinha conseguido uma única victória, e só acumulara derrotas nas duas jornadas anteriores. Ora, nem os jogadores corresponderam às expectativas, nem o treinador desta vez soube agir em conformidade com as mesmas. Apesar dos 2-0, sentia-se alguma lentidão de processos, pressão inexistente, um estranho regresso à lateralização e recuo da bola que nada de bom augurava (pelo menos para mim). Depois deu-se aquele lance em desespero de Sérgio Oliveira que decidiu o resultado e a perda dos primeiros 3 pontos no Dragão, quando podíamos ampliar para dois pontos a distância dos rivais de Lisboa (e do Feirense?)

Foi um golpe traiçoeiro para os portistas que mais uma vez esgotaram o Dragão para os ver a ganhar com mais uma sólida e convincente victória. Pronto, foi um dia péssimo, que merece uma reflexão definitiva para o que resta da época, porque não sendo assim, se nos dermos ao "luxo" de queimar oportunidades destas em casa, estaremos a estender a passadeira aos nossos rivais para um objectivo que devia pertencer-nos de novo de acordo com a nossa condição de campeões.

É o que se me oferece dizer sobre o jogo de ontem. No entanto, continuo a ter a mesma convicção sobre um aspecto técnico de um bom número de jogadores que é a questão do remate. Este é um problema que já dura há uns anos e parece ainda não estar resolvido. Deixa-me a sensação que os treinadores portugueses não dão muito relevo (ou não querem) este ponto importantíssimo do treino, como se os contentasse as faculdades naturais dos jogadores. Parece uma espécie de obediência natural ao valor individual de cada jogador. Se chuta bem, óptimo, se não chuta, paciência. 

Acho sinceramente que o Sérgio Conceição já fez muito, individual e colectivamente pela equipa do FCPorto, e isso é evidente se a compararmos com o passado. Agora, este problema do remate espontâneo, bem direccionado e com força, parece manter-se. Basta ver a formação para ficarmos esclarecidos. A bola é mais empurrada que chutada. Continua portanto a notar-se uma grande dificuldade no pontapé para a balisa e  para a direcção certa. Mesmo quando o rematador só tem o guarda-redes pela frente não é fácil meter a bola dentro da baliza. Não foi só ontem que isto sucedeu, o ano passado e em épocas anteriores, muitas vezes fazia-se o mais difícil que era criar situações de golo, mas falhavam-se demasiadas!  Foi por isso que ontem achei alguma piada ao Rui Cerqueira quando atribuiu muito mérito ao guarda-redes do Guimarães, e não teve a frontalidade de falar  do muito demérito de quem chutou isolado à frente do GR para as suas próprias mãos, com uma pontaria que devia visar os 3 metros à esquerda ou à direita do mesmo. 

No excelente jogo com o Chaves, conseguimos marcar 5 golos, um número hoje raro no futebol, é verdade, mas se tivessemos bons rematadores, podíamos ter marcado o dôbro! Para mim, isto é um facto, um problema resolúvel que precisa de treino específico e regular. É que, quer-me parecer que a SAD do FCPorto não está muito empenhada em arranjar "reforços a sério" para esta época, e, das duas uma, ou percebe que manter o plantel como está pode ser arriscado, ilibando o treinador de um eventual fracasso, ou transfere para a SAD e Presidente a responsabilidade do dito cujo. Faite vous jeux, cada responsabilidade a cada macaco.      


24 agosto, 2018

Um país onde vale tudo pode saber o que é o orgulho?

Resultado de imagem para António Costa
A.Costa, quem disse que era habilidoso,
esqueceu-se de explicar em que arte...

Se não soubesse quanto é perniciosa a influência da cultura norte americana para o mundo, era capaz de acreditar que foi o Benfica que ensinou o Donald Trump a mentir como mente, e dessa forma conseguir chegar onde chegou. Quem diz  o Benfica, diz os governos portugueses dos últimos 20 anos (oposição incluída). Mas não, eu conheço a América de agora. Portugal, ou melhor, Lisboa, é um "país" demasiado insignificante para ser modelo para outros países, mesmo tratando-se de vigarices.

A globalização foi um fracasso para a Europa. Sempre pensei que a união  entre os países europeus fosse um excelente tratado dissuasor contra a tentação cíclica pela guerra, com benefícios económicos e comunitários partilhados sem prejuízo para as tradições culturais de cada um. Enganei-me.

A Europa tornou-se pouco mais que uma agregação continental de interesses económicos sem objectivos específicos nem pragmatismo.. O Parlamento Europeu nunca passou de um grande palco de teatral onde tudo se limita à discussão de processos de intenção sócio-económicos. O Reino Unido já percebeu isso, e neste momento anda às voltas, sem saber bem o que fazer da aliança "privilegiada" com os Estados Unidos liderado por um presidente da estirpe de Trump. Era como se o FCPorto decidisse agora ter a infeliz ideia de se aliar a um clube como o Benfica para cimentar a paz no futebol português...

Já fui um admirador dos Estados Unidos, mas isso foi para aí há uns 40 anos! Hoje, é dos países que considero mais incultos do mundo. Não pensem que endoideci, porque a cultura não é a ciência, e nisso são eles bons, mas não chega. A cultura é sobretudo aquilo que se faz de positivo com a ciência, porque sendo esta mal aplicada é algo muito destrutivo para qualquer cultura.  Cultura também se  aplica à arte do cinema e os americanos têm nesta área uma das suas grandes indústrias. Podia ser uma arte benéfica se o género preferencial fosse mais pedagógico e menos belicista, e se o resto do mundo não absorvesse irracionalmente o produto. Frases simples com sete palavras, no inglês americano não dispensam hoje cinco asneiras ordinárias pelo meio. Alguns países da Europa já fazem o mesmo, copiam-nos, acham-lhes graça, homens e mulheres falam mal, convencidos que isso os livra de preconceitos, quando estão apenas a restaurá-los. Não sou puritano, mas não sinto necessidade de imitar estas modernices. Há momentos que um palavrão é irresistível e merecido, mas daí a optar por uma verborreia rica em órgãos genitais e adjectivações orgásmicas vai uma grande diferença, para além de serem uma negação clara ao civismo...

Apesar dos norte americanos, em Portugal o tempo vai passando e não consigo compreender como é que ainda não despontou neste país nenhuma figura verdadeiramente relevante a insurgir-se com o rumo que ele está a levar. Já não falo dos governantes, nem mesmo da oposição, porque esses estão a cair no descrédito.

Mas caramba, não há nem uma única pessoa que vá à televisão desafiar o regime por se negar ao cumprimento das suas responsabilidades, permitindo o alastrar da injúria e do desrespeito nos órgãos de comunicação social com a própria RTP à cabeça? Como não ver a cumplicidade do Governo nesta pouca vergonha, se nós vemos tão nitidamente? As diatribes do Benfica não são um fenómeno desportivo isolado, são um fenómeno desportivo, mas também social, tremendamente grave pela cumplicidade política que o acompanha. Se é do conhecimento público que esse clube está sendo investigado pela PJ e MP, se há fortes indícios da prática de vários tipos de crimes, terão os representantes do Estado coragem para processarem alguém por considerá-los cúmplices desses mesmos crimes? 

É entediante continuarmos a ser espectadores involuntários de um espectáculo que não pedimos, nem gostamos. Envolve esquemas fraudulentos, mentiras, desonestidade, ofensa, espionagem, crimes. Não bastará para o governo dar finalmente um ar da sua graça caso ainda queira salvar a face? Ou prefere continuar a agir como vulgares chicos-espertos (tipo cartilheiros), indignos, daqueles que sem assumir a veia para o crime, são, apesar de tudo, uns perfeitos calhaus. Haja vergonha! Vejam se na família antiga havia alguém verdadeiramente honesto. Pode ser que corem. Pode ser que ainda se aproveite alguma coisa.   

   

   

23 agosto, 2018

O Governo confirma remodelação do IPDJ

Foto: Joana Bourgard/RR
Só percebe de mirtilos

O Governo confirmou, esta quinta-feira, à agência Lusa, que está em curso um processo de remodelação na direção do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).
O gabinete do secretário de Estado da Juventude e Desporto garante que "serão dados pormenores oportunamente" sobre a remodelação, que será brevemente anunciada em despacho a publicar no Diário da República.
Segundo o "MaisFutebol", a remodelação passa pela substituição do presidente do IPDJ, Augusto Baganha, por Vítor Pataco. Decisão assente na criação da Autoridade Nacional Contra a Violência no Desporto. O novo organismo esvaziará algumas competências atuais do IPDJ.
Augusto Baganha é um antigo jogador de basquetebol do Sporting e apoia publicamente a candidatura de José Maria Ricciardi à presidência do Sporting. As eleições estão marcadas para 8 de setembro.
Nota de RoP:
É mesmo à Costa, muda as moscas, mas a merda-mor é a mesma. Aguardem. O primeiro a sair devia ser o menino da foto. Que confiança podemos ter na remodelação se os que lá estavam, actuavam sob o comando deste incompetente?

Mais uma vez o 1º. ministro deu um tiro no pé.

19 agosto, 2018

Também tu JN, queres render-te aos corruptos?


Ó JN, sentes-te mais democrata com o vermelho?


A estampa do Jornal de Notícias não me surpreende,e a ilação que dela retiro - mesmo sabendo que foi o primeiro jornal do país a ter o arrojo de publicar a teia criminosa do Benfica, com a cumplicidade despudorada dos media "nacionais" (RTP incluída=Governo) .  E não me surpreende porque  sempre suspeitei que o novo figurino editorial deste histórico jornal nortenho trazia água no bico.

Não há então como negar que agora o JN dedica muito mais tempo e espaço ao sul, que anteriormente. O JN sempre foi um jornal nacional com sede no Porto, mas com características locais, e regionais, coisa que sempre se justificou precisamente pela concentração de jornais em Lisboa e (para Lisboa), sempre mais e mais egocêntrica. 

Daí, perceber-se melhor o à vontade do vermelho na metade da capa, coisa que podíamos considerar natural num país democrático (que não é), e se os jornais de Lisboa praticassem a mesma diplomacia, coisa que, há longos anos não fazem. Pelo contrário, quando falam do FCPorto, ou é para conspirar, ou para maldizer. Certo?  Mas há mais: todos os canais de rádio e tv lisboetas, púbicos, como privados, afinam pelo mesmo diapasão. Portanto, a cidade do Porto não precisa de tanta delicadeza com os clubes de Lisboa, pela simples RAZÂO que Lisboa não a tem connôsco. Além de que tem toda a comunicação social contra si, e contra a própria Constituição. 

Então, para quê destacar Lisboa quando o próprio governo não quer saber de nós? É que Portugal não é só Lisboa. Se entendem ver as coisas assim, tenham lá paciência mas sinto-me no dever de lembrar que muito antes de Lisboa, já os portuenses eram portugueses. Será mentira? Bora lá, aldulterar a História! Afinal de contas é disso que os lisboetas percebem. Adulterar e corromper é aquilo que fazem melhor. Que o digam os Sópcrates e Oliveiras e Costas deste país vergonhoso!

tTalvez haja uma "excepção" à dôr de cotovelo dos alfacinhas pelo Porto: agora, como o Porto é falado em todo o mundo e amado por estrangeiros, já há por aí muitos lisboetas a abrir negócios na cidade, coisa que no contexto actual, não é bom augúrio...

Sintetizando, ninguém pode condenar aqueles que como eu desconfiam deste abrupto impulso de coragem dos dirigentes e administradores do JN, porque a avaliar pela côr da capa a estratégia não andará muito distante de tentar a benfiquisação do Porto. Por outras palavras, implantar a mouraria mais a norte.  Era o que faltava.