23 abril, 2019

"CONTRIBUINTES JÁ SE HABITUARAM A FINANCIAR OS PRIVILÉGIOS DE LISBOA"


O diploma publicado em Diário da República prevê que a oferta de alojamento estudantil duplique em 10 anos em várias cidades do país.


A oferta de alojamento estudantil vai aumentar nos próximos anos. Pelo menos é este o objetivo do diploma publicado ontem em Diário da República que aponta a transformação de palácios, pousadas da juventude, um mosteiro e até as instalações do Ministério da Educação em residências estudantis.

Para Vital Moreira “Lisboa é mais uma vez a grande ganhadora de um programa nacional de investimento”, pois “60% das novas camas no programa de alojamento de estudantes do Ensino Superior” vão ficar na capital.

Mas esta situação não constitui propriamente uma novidade, defende o constitucionalista no seu blogue Causa Nossa.

Não é “nada que surpreenda excessivamente quem se habitou a ver, por via de regra, os contribuintes de todo o país a financiarem os privilégios da capital, neste caso favorecendo as universidades de Lisboa”.

Vital Moreira critica também o facto de o “centralismo do nosso país” ser caracterizado pela “concentração de universidades públicas em Lisboa, nada menos do que três, mas já tendo sido quatro antes da fusão das antigas universidades Clássica e Técnica”.

E, por fim, o comentador refere que, “enquanto a Universidade do Porto tem universidades públicas concorrentes nas capitais de distrito mais próximas (Braga e Aveiro), Lisboa conseguiu acumular universidades públicas, ao mesmo tempo que beneficiava da falta de universidades concorrentes em Setúbal e Santarém”.

(fonte: Blg.Regionalização)

22 abril, 2019

Para os centralistas desta cloaca imunda


Chame-se ele António Costa,  Passos Coelho, Sócrates, Marcelo R. de Sousa, e todos os outros que os ajudaram a subir na vida à custa da ignorância popular, podem ter a certeza que só não ficarão na história sem a folha de serviços manchada, se quem a escrever pertencer ao grupo imenso de traidores existentes neste sempre eterno projecto de país.

Pessoalmente, nunca me esquecerei do contributo por eles dado para a traição do 25 de Abril. Com a falta de dignidade desta gentalha, morreu a democracia. Uma punhalada mortal!

Cá o rapaz, confessa: preserva uma profunda vergonha por ter como representantes máximos homens tão vulgares, tão pouco amigos da nação real. Nem quero citar mais os seus nomes, porque receio vomitar.

Quem é contra a Regionalização, é contra os portugueses! O 1º ministro, e o PR pertencem a esse grupo. Mas os portugueses parece que ainda não perceberam. Que tristeza.




19 abril, 2019

O mais importante é não complicar, e avançar


Nota de RoP:

Espero que a Comissão Independente para a descentralização sirva para alguma coisa, e não para baralhar e dar de novo. Um dos integrantes desta Comissão é Alberto João Jardim, o homem que, goste-se ou não, mais contribuiu para o desenvolvimento e a autonomia da Madeira, sem se vergar ao poder central, mesmo quando este era constituído pelo PSD, o seu partido. 

Tal como aqui venho lembrando desde que o Renovar o Porto existe, a reforma da Regionalização não é nenhuma dádiva, é um dever imposto pela própria Constituição. Foi isso mesmo que Alberto J. Jardim disse na entrevista que deu ao Porto Canal. O referendo de 1998 teve o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa e de António Guterres, portanto foram estes dois protagonistas que deram aval ao não (a intenção era essa). Marcelo era então líder do PSD (entre 1996 e 1999), e Guterres 1º.Ministro (entre 1995 e 2002).

Portanto, se a referida Comissão Independente vier por bem, se fôr mesmo independente e pragmática só fará sentido se esclarecer e não estorvar. E mais. Talvez seja contra indicado misturar as coisas, ou seja, falar ao mesmo tempo em descentralizar e regionalizar. Na Constituição a palavra de ordem é Regionalizar não é confederar nem descentralizar ainda que possa parecer a mesma coisa. Não é. Respeite-se tão só o que todos devíamos ter respeitado desde 1976 e limitem-se a avançar com a lei original: regionalize-se o país. O que está  mal e tem prejudicado as regiões (sobretudo do interior) é o regime centralista. Se alguns estavam preocupados com os tachos gerados pela regionalização, lembrem-se de duas coisas: primeiro, a proximidade dos governos regionais condiciona sempre mais a atracção por tachos que o centralismo (com é claro!). Segundo: puxem pela memória, e lembrem-se do lamaçal e das resmas de tachos que os governos centrais pariram.

Será preciso mencioná-los a todos? Peço as minhas desculpas, mas acho que não é preciso, e além disso não tenho tempo a perder só para elencar tudo o que todos sabem. Por mim, já sei o suficiente, mas há muito mais por saber.

VOTOS DE UMA BOA PÁSCOA A TODOS

18 abril, 2019

Sobre o jogo de ontem e das nossas fraquezas


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O jogo de ontem  não correu bem ao FCPorto. Logo de início teve uma oportunidade flagrante de marcar, com um remate bem colocado de Corona, mas a sorte não ajudou. A bola passou poucos centímetros acima e ao lado da barra da baliza. Toda a primeira parte  a equipa funcionou como um bloco, exercendo grande pressão sobre os adversários sem falhar muitos passes, procurando corresponder ao plano de Sérgio Conceição. Foram fantásticos! Sucede que, as oportunidades criadas para marcar foram todas esbanjadas (como diz, e bem, o treinador) por falta de eficácia.

Ora, é aqui que reside o problema principal deste plantel, e já é antigo. Vem do tempo do Lopetegui. Mas não é de hoje que destaco este aspecto, e não o faço apenas com esta equipa, acho mesmo que a arte de rematar não é o ponto forte dos jogadores portugueses. Acresce que este plantel nem sequer é composto por muitos portugueses, e os que existem, salvo Danilo e Hernani, vieram da formação, também pouco dotados para chutar. Foi por isso (e não só) que destaquei há tempos a excelente capacidade de remate e passe dos sub 15 e 17 ! Por não ver essas qualidades nos escalões mais idosos (nos sub19 por ex.)  

Sérgio Conceição disse que faltou eficácia até ao primeiro golo do adversário. É uma verdade. Essa falta de eficácia chama-se dificuldade em rematar com precisão e confiança. No entanto, fico sem saber porque causas nunca assisti a treinos do FCPorto actual, excepto quando o saudoso Boby Robson era treinador. Ignoro se hoje é habitual treinar jogadores especificamente em função das suas dificuldades técnicas individuais. O aperfeiçoamento técnico e psicológico também pode ensinar-se nos treinos. Eu penso mesmo que deve!  Sou de opinião que essa tarefa devia ser obrigatória nos treinos. Há jogadores com qualidade mas que têm quase fobia em rematar e isso limita as suas performances. O caso de Oliver, é paradigmático. Contudo, suponho tratar-se apenas de falta de confiança.

É uma pena que Sérgio Conceição não tenha herdado um plantel mais homogéneo e maduro, que não houvesse grandes diferenças entre os jogadores titulares e os substitutos, sem precisar de se preocupar com as condicionantes dos menos dotados, e experientes. Essa é a razão porque não me canso de dizer que foi ele, e só ele, o principal responsável pela produtividade alcançada por este plantel! É que, se por um lado dispõe de jogadores de top (como Alex Telles, Éder Militão, Pepe, Corona, Cassillas), por outro tem jogadores de fiabilidade incerta (Felipe, Brahimi, Herrera, Oliver, Octávio). Outros, custam a estabilizar como Adrian Lopez e Hernani. Outros prometem muito, como Wilson Manafá e outros como Marega e Soares esforçam-se muito e vão apresentando resultados, apesar de não serem tecnicamente exímios. Enfim, Sérgio Conceição soube adaptar esta multifacetada equipa ao sistema de jogo que, não sendo brilhante, mais garantias lhe davam. Só que, não tendo um plantel equilibrado para as várias posições, sentiu-se obrigado a apostar mais vezes do que provavelmente gostaria nos jogadores mais seguros. Ora, isto tem um enorme inconveniente (e ele sabe-o certamente), o cansaço prematuro e as lesões dos mais usados (os melhores). Arrisca muito, mas não tem outra alternativa. Joga com o que lhe "deram".

E para aqueles que fazem de Pinto da Costa um eterno insubstituível, não me venham com a infantilidade de lhe atribuir mérito por ter contratado o Sérgio Conceição porque antes dele contratou sem sucesso 5 treinadores, a saber:
  1. 2013/2014 - Paulo Fonsea
  2. 2014          - Luís Castro
  3. 2014/2016 - Julen Lopetegui
  4. 2015/2016 - José Peseiro
  5. 2016/2017 - Nuno Espírito Santo 
Consta que Ricardo Quaresma está de volta. Não sei se corresponde à verdade, mas espero que isto não seja mais uma invenção da actual SAD e do Sr. Presidente. Porque, sendo hoje mais difícil adquirir potenciais bons jogadores (e jovens) a preços acessíveis, como num passado não muito distante, não creio que seja impossível. 

Podia citar aqui uma série deles que foram contratados por equipas com muito menos recursos que o FCPorto, mas não o farei por uma questão de bom senso. O Pepe é um jogador já com uns anitos mas ainda é muito útil ao FCPorto, o Quaresma é uma incógnita. Prefiro-o mil vezes a Brahimi, mas considero evitável entrarmos por estas soluções. 

Se há que gerir recursos façam-no, mas não gastem mais dinheiro com jogadores caros demais para a sua qualidade. Isto já aconteceu, e não pode acontecer novamente. Seria bem mais útil tratar da defesa do clube em vez de se preocuparem com convidados  de honra duvidosa que pouco têm feito para nos tratar com isenção. Chamar à festa do Dragão figuras ligadas à FPF e à Liga como Fernando Gomes e Pedro Proença é uma provocação para muitos adeptos. Para mim, é uma enorme hipocrisia, que só me distancia mais de alguém que já admirei e respeitei noutros tempos.

PS-Deixar o Francisco J. Marques e o Diogo Faria a dar a cara pelo FCPorto como se fossem o topo da hierarquia portista,  parece-me tudo menos próprio de líderes. E também um manifesto comodismo.


17 abril, 2019

Que o FCPorto vença e o Rui Pinto também!


É-me difícil dar prioridade ao futebol jogado sem saber o que está a acontecer no futebol fora dos estádios. Em Portugal tornou-se impossível acreditar nas instituições desportivas, e em quem as dirige. Não temos gente qualificada em nenhuma delas. Tanto o Presidente da FPF como o da Liga, e as Comissões de Disciplina tem tido comportamentos absolutamente suspeitos face ao que está a acontecer. O conluio e a corrupção saltam aos olhos, sente-se e já cheira  mal. Não há como mascarar esta pouca-vergonha por muito mais tempo. A classe política (incluindo do Governo) está a bater no fundo, e a fraude no desporto só vem por acréscimo. Acho espantoso como é que ainda há gente com lata para lançar para o mundo desportivo, principalmente para o futebol, o cartel número um da corrupção deste país. Palpita-me que se vier a fazer-se Justiça, vai haver muita gente surpreendida com os resultados (ou talvez não).

Estas são as razões que me levam a não escrever hoje sobre o jogo desta noite entre o FCPorto e o Liverpool. Vai ser uma tarefa muito difícil, mas não impossível, o FCPorto não tem um plantel de luxo como tem o adversário, mas tem um conjunto de jogadores altamente combativos. Portanto, tudo pode acontecer, e que seja o sucesso do FCPorto.   

Fiquei com um sentimento de orgulho indisfarçável ao saber que Rui Pinto se recusou a colaborar com a justiça portuguesa. Antes de mais porque de portuguesa a justiça tem muito pouco, tal como outras coisas. A comunicação social por exemplo. é sectária e divisionista, portanto é lisboeta não é nacional. Os governos, o actual e os que o antecederam são centralistas, logo discriminadores e injustos. Por que carga de água um rapaz inteligente e orgulhoso como é Rui Pinto havia de confiar na justiça portuguesa?  É preciso não terem vergonha! Até as finanças - que são parte importante do Estado - queria servir-se dos conhecimentos do rapaz para sacar dinheiro dos devedores, sem se dignarem restituir-lhe a liberdade! Eu faria o mesmo, não lhes revelava nada! Não merecem outra coisa. Para quê? Para depois ilibarem os corruptos? Razão teve o Alberto João Jardim quando disse no Porto Canal que se lhe saísse o Euromilhões não depositava um tostão na Banca! Mas o que é que estes gajos querem? Mais mama? Quem anda a roubar quem? Quem é que merece prisão e ainda está em liberdade? Quem? E quantos?

Que não arrepiem caminho estes garotos que enxamearam a política de tachinhos e ainda se arriscam a ter pesadelos se desta vez a população abrir os olhos e se deixar de votar como quem vai a uma romaria. Lá romaria é, mas o problema é que o povo pensa que está a votar. E não está. Está a enganar-se a si próprio. A não ser que alguém dentro do partido garanta, o tachinho da ordem. Mas isso não é votar, é corroborar com o princípio de toda a corrupção...  

  

13 abril, 2019

Respeitado lá fora, temido cá dentro (por quem será?)

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Rui Pinto (




O jornal britânico The Guardian publica, este sábado, uma extensa reportagem sobre Rui Pinto, pirata informático detido preventivamente em Portugal, país para o qual foi extraditado há três semanas. Este trabalho é em boa parte suportado em declarações deRafael Buschmann - um dos jornalistas do Der Spiegel ligado às revelações do Football Leaks.
A referida publicação refere que existem, neste momento, negociações entre as justiças francesa e portuguesa com o objetivo de conceder imunidade ao 'hacker' do modo a ajudar a polícia financeira de França a prosseguir com as investigações sobre alegados casos de corrupção e fuga fiscal.
Autoridades francesas acreditam que o valor das revelações de Rui Pinto é bem mais importante do que a alegada gravidade do crime contra a Doyen de que é acusado em Portugal.
O Parquet National Financier (PNF), instituição judiciária francesa, investigou a alegada corrupção nos votos dos Mundiais de 2018 e 2022 e é responsável pela aplicação da lei contra crimes financeiros em França. O organismo gaulês defende que o valor das revelações de Rui Pinto é bem mais importante do que a alegada gravidade do crime contra a Doyen de que é acusado em Portugal.
Rafael Buschmann, o já referido jornalista do jornal alemão Der Spiegel, contou ao jornal britânico quais as motivações de Rui Pinto.
"Rui foi inspirado pela ideia de tentar limpar um negócio. Falei com ele muitas vezes sobre essa situação e sobre tudo o que ele está a sacrificar. Para ele tudo isto é um assunto muito sério - o negócio do futebol não é apenas um jogo hoje em dia. Tornou-se uma grande máquina de lavagem de dinheiro para os super-ricos. Esse é o maior esforço de Football Leaks, chamar a atenção para o lado obscuro deste negócio", pode ler-se.

10 abril, 2019

Esse monstro chamada Rui Pinto! Como é«implacável» a Justiça em Portugal !

LEGENDA DA TARJA:
PORTUGAL APENAS QUER SILENCIAR-ME E ESCONDER O QUE TENHO
NO MEU PORTÁTIL, TÊM MEDO!TENHO A CERTEZA QUE NÃO TEREI UM
JULGAMENTO JUSTO EM PORTUGAL.

À medida que o tempo vai passando, vão-se revelando segredos que o desespero de certos cavalheiros, reputados como tal, subitamente atraiçoou. 

Quero acreditar que a surpresa de vermos pessoas com algumas afinidades comuns às nossas, como por exemplo, serem adeptos do nosso clube, tenda a olharmos para elas sem suspeitar da rectidão da sua integridade. É natural, mas não é um sentimento seguro. Pessoalmente, não cedo muito a esse tipo de armadilhas, embora essa tendência tolerante custe a esfriar. Só quem segue o Renovar o Porto há muito tempo poderá confirmar que sou assim.

Esses comentadores, sabem como defendi Pinto da Costa, com "unhas e dentes", quando ele estava debaixo de fogo com o processo Apito Dourado, e ainda hoje não me arrependo disso, porque tinha consciência que se tratava de uma armadilha. Nunca afirmei aqui, nem em lado de nenhum, que Pinto da Costa era um "anjinho", mas também não acreditei na autenticidade das acusações que lhe faziam.

Sabia que tudo aquilo não passava de uma armadilha para através dele destruírem o FCPorto. Porém, também disse que, se se viesse a confirmar que todas as acusações que lhe faziam eram verdadeiras, que tivesse o castigo merecido! Mas, nem por isso deixei de acompanhar com atenção o modo como estava a gerir o FCPorto. Hoje, penso da mesma maneira. Como sabem, não me tenho desviado de dizer o que penso, e nos últimos anos tenho sido muito crítico com ele, nomeadamente com o silêncio mantido face ao escândalo do Benfica que tanto prejuízo causou ao nosso clube. Disse mais: avisei que Francisco J. Marques e a sua equipa de comentadores do Universo Porto de Bancada, malgrado a sua importância e coragem,  não iam impedir que as vigarices das arbitragens continuassem. É o que está a acontecer ainda hoje.  Uma tomada de posição ao próprio Governo, directa, pela SAD, liderada por Pinto da Costa, teria seguramente outro impacto, tenho a certeza.

Entretanto, surgiu outro caso. O polémico hacker Rui Pinto, que tanto susto pregou a gente "graúda" até aqui caladinha, e contida, com o caso da máfia vermelha que fez levantar grandes suspeitas por essa mesma razão. Não vi, porque não quero intoxicar-me com mais atitudes indignas, o programa "A Circulatura do Quadrado" para confirmar o que aqui foi revelado por alguns comentadores sobre as declarações de Lobo Xavier, ex-Administrador do FCPorto. Bastou-me ler o que disse sobre o Rui Pinto, tratando-o sem a menor hesitação de ladrão de bancos, mas sem dar qualquer relevância às descobertas que tem feito de roubos e vigarices de gente graúda e ainda desconhecida, coisa que nunca o vi fazer com a mesma frontalidade com Ricardo Espírito Santo ou, por exemplo, com José Sócrates e o assassino e ladrão Duarte Lima (praticamente, ainda em liberdade)!  Isto, só para não citar outros e muitos casos em que os nossos "ilustres" políticos são protagonistas principais!

Nem queria dizer isto, mas vou dizer. Não ousem vir aqui fazer côro com os sacanas que querem dar a volta à cabeça do povo convencendo-o das tropelias de Rui Pinto para apagar as suas próprias (que nunca se sabe, podem vir a ser desmascaradas)... É que, o jovem Rui Pinto, a quem Lobo Xavier trata por "o Homem" de forma nitidamente ressabiada, poderá ter cometido algumas ilegalidades, mas sendo Portugal um País  mal governado e de grandes corruptos, incapaz de cumprir competentemente as suas obrigações, conseguiu descobrir pelos seus próprios meios o que  a polícia de investigação não conseguiu! A França, pelo menos, soube ser humilde e reconhecer os méritos intelectuais e técnicos do Rui Pinto e através dele saber  quem mais anda a cometer crimes, e bem mais danosos à sociedade!   Tudo isto pode não passar de uma estratégia movida por gente poderosa (e desesperada) que consiste em diabolizar os erros do rapaz, quem sabe, para promover a sua exterminação! O rapaz sabia o que dizia quando afirmou recear que o matassem se o enviassem para Portugal! !Isto, apesar das "garantias" de segurança que prometeram dar-lhe para convencer a opinião pública.

Posto isto, já nada me convence a inocência dos que partilham parte dos meus gostos. Gostar do FCPorto não é gostar de todos os que dizem amá-lo. Até pode ser que haja alguma verdade nisso, mas uma coisa é amar um clube outra é a forma como se ama. Para ser portista nunca precisei de me vender. Por exemplo,era incapaz de fazer o que fez esse "grande" portista chamado Cândido Costa que por dinheiro saiu do Porto Canal para se meter num antro de crápulas chamado TVI ! Como é possível haver gente que se presta a este tipo de prostituição?  Participar num programa de um canal onde tanto mal se diz, e faz ao FCPorto, é uma traição! É zelar pela vidinha como zela qualquer prostituta!

Eu sou portista, sempre serei, mas não sou como alguns portistas. Do tipo Cândido Costa e muitos outros! O mundo é isto, uma latrina onde o homem se  confunde com a merda.

08 abril, 2019

Hoje, vi o programa que ontem não vi e confirmei o que esperava

Fernando Medina assume pelouros da economia e inovação na Câmara de Lisboa
Fundamental para a regionalização avançar
Medina é o coração da causa. Só ele!

Nada de novo, portanto. Vá lá, habituemos-nos a prestar um pouco mais de atenção às afirmações dos agentes políticos se queremos evitar desgostos. Pela minha parte, não precisei de chegar ao século XXI para os ouvir sem esquecer o que prometem e não cumprem. A atenção foi tanta e tão longa que agora já é tarde para acreditar no que prometem, sem antes exigir um certificado passado por Notário.

Como escrevi anteriormente, ontem fiquei tão enojado com a iniciativa do Porto Canal de entrevistar Fernando Medina que desliguei imediatamente a televisão. Hoje, mais calmo, mas ainda indignado, lá resolvi assistir à entrevista. Modus faciendi típico de quem está habituado a representar (o Parlamento é o palco), não fiquei absolutamente nada surpreendido com a conversa do autarca da capital. Meia de letra, semblante a copiar o púdico para amaciar suspeitas, Medina vendeu muita treta, algum sim/mas, outro tanto de nim, enfim, tudo o que se pode esperar de um actor sofrível. Surpresas positivas não houve e negativas tive quanto baste.

A parte mais aleivosa da entrevista surgiu quase no fim, quando Paulo Baldaia o colocou perante o nome de Rui Pinto, esse maldito satanás que mexeu com a vida tranquila de muitos corruptos. Medina não perdeu nem um segundo a qualificar o rapaz como um criminoso. Só faltou chamar-lhe talibã. Falou do jovem sem qualquer parcimónia, dando quase como certa a classificação de bandido, ao contrário do que fez com o caso de corrupção, onde o Benfica está entalado até aos cabelos, mesmo que muito "bem" protegido por uma alcateia numerosa de poderosos videirinhos, aparentemente respeitáveis... Aparentemente, foi o que disse, nada de confusões. Ser-se sério neste país, não é para qualquer um.   

Se quiserem rever e confirmar isto só precisam de gravar o programa. Podem confirmar logo no início da questão o modo solto e convicto como Medina fala de Rui Pinto. Falou tão entusiasmado que até parecia estar no tribunal. Pouco depois, reconsiderou e entrou no modo "bom senso", e lá emendou o frenesim anterior para acrescentar que ele tinha de ser investigado e julgado... Coisa que, cobardemente, não se atreveu a fazer com o mafioso presidente do Benfica. Estou-me a borrifar para os protectores deste mafioso, porque nem em tribunal me obrigam a afirmar o contrário! Tenho a certeza do que afirmo (não há absolutismo nas certezas, há apenas certezas). Não duvido que não faltem por aí alguns imitadores de juízes com vontade de me calar, mas podem ter a certeza que não conseguem.

Estes políticos que temos têm de trabalhar mais e melhor para não serem tão facilmente desmascarados. Talvez precisem de rever em casa várias vezes as declarações que fazem para evitarem escorregar na banana das suas contradições. 

Ó Júlio, que conclusão tiraste da entrevista do teu convidado lisbonário? Gostaste? Vá lá, ganhaste mais 20 pontos de estima no coração dos teus amiguinhos alfacinhas. Como são cultos e civilizados! Lá fora, na Europa e não apenas, Lisboa está a subir de reputação. Salta aos olhos. Limpinho, limpinho, como diria o carroceiro orelhudo.

07 abril, 2019

Chamar o presidente da Câmara de Lisboa para falar de regionalização é colocar fogo num incêndio!


Sou portuense de nascimento e tenho o FCPorto como o meu único clube afectivo. Todos os que me leram devem saber disso. 

Sendo uma coisa e outra, estou apesar disso, cansado e saturado da letargia do povo portuense, e da moleza dos dirigentes portistas. O presidente PC já teve o seu tempo de líder desportivo, mas agora não só acabou, como parece querer acabar com o clube. Lamento muito se isto vier a acontecer, mas não estou para aturar tanta permissividade, tanto silêncio, como se nada estivesse a acontecer.

Sendo o FCPorto propriétário principal do Porto Canal, continuamos a não ver nada de novo ou dinâmico, quer em programas e noticiários quer na competência da Direcção Geral. É uma vergonha que Júlio Magalhães, uma vez mais, venha com falsas promessas de renovação da grelha de programas, prometendo um conjunto de novos programas para logo continuar a produzir mais do mesmo.

Foi para 2ª. feira passada que tinha sido anunciado o início de uma nova grelha, e afinal tudo não passou (mais uma vez) de conversa. Até ver, a única coisa que mudou foi o horário do (único) telejornal que passou das 20H00 para as 21H00. Limitou-se a acrescentar uma rubrica para entrevistar pessoas sobre a regionalização, após o telejornal! Foi tudo. De resto, nada mudou. Hoje, domingo, resolveu convidar Paulo Baldaia para entrevistar o presidente da Câmara de Lisboa,  só por este se dizer regionalista! Será?  E depois?  Ainda acreditam nesta gente que anda há anos a mentir-nos, humilhar-nos, e prejudicar-nos em todos os sentidos?

É uma vergonha que, em vez de nos unirmos, de procurarmos pessoas fiáveis do Porto e do Norte, gente insuspeita e esclarecida para dissertar sobre tema tão importante para o (resto do) país, como a regionalização, se tivessem lembrado do Presidente da Câmara mais centralista do país! Que sadismo é este, que nos leva a dar sempre o ouro ao bandido? E depois, pela surdina, ainda nos queixamos? 

Quando soube quem era o convidado, nem sequer quis ver a entrevista. Foi uma verdadeira provocação! Desliguei a televisão indignado, e revoltado com o próprio Porto Canal, e com estes lambe-botas que continuam a dar voz a vigaristas, a verdadeiros traidores, que apenas pretendem conquistar votos na região mais maltratada do país para as próximas eleições! Isto não é nenhuma invenção, é um facto! Sabem-no! Ou, acham que estou a inventar? Se estou, venham-me dizer na minha cara! Estão a sujar a história da nossa cidade e de toda a região! Dar-mos ouvidos a indivíduos que andam a proteger uma seita gigantesca de mafiosos armados em gente fina é assumir a derrota, nada mais. Querem apostar como mal acabem as eleições nunca mais vamos ouvir falar de regionalização? E estou só a dizer falar, não estou a dizer organizar ou avançar com! Quarenta e três anos foi o tempo que tiveram para pensar na regionalização e não 20, porque essa é a data do maldito referendo que a matou! Queremos esperar mais 40? 100 anos? Que ingenuidade! 

Estou-me nas tintas que o presidente da Câmara de Lisboa seja natural do Porto, queria era ver o senhor Pinto da Costa a falar em directo sobre a pouca vergonha da Máfia de Lisboa (sim porque não está apenas no Benfica, mas em todas as instituições). Pelo menos para proteger o FCPorto das garras destes abutres. Dediquem-se a ouvir pessoas idóneas, competentes e confiáveis, e não apenas com estatuto, porque essa nada significa, só serve para encobrir canalhada! Abram os olhos, porra! Sejam dignos e espertos! 

Serei sempre portuense e portista, mas enquanto se contentarem a pedinchar e fazer queixinhas através dos bons samaritanos do Porto Canal, que queimam o seu tempo a fazer o papel que só caberia à SAD e ao presidente portista, sinto-me humilhado por tanta submissão! Não me revejo neste portismo feito de passado e de servidão.   

Ouvir agora estes gajos, passados 43anos a falar sobre a regionalização, dizendo que é um processo moroso, devia dar direito a prisão, por traição à Constituição! Ouví-los, é dar-lhes mais oportunidades para nos traírem!

Não tenho a certeza se continuarei a incomodar-me mais com tudo isto. Não suporto estar sob a tutela de mafiosos. O lugar desta escumalha de "diplomatas" é atrás das grades,  não é em lugares do Estado! São situações desta natureza, contrárias à civilização, falsas e ofensivas para a maior parte do país, que estão na origem de todas as rebeliões e todas as violências do mundo! Nunca mais teremos paz em Portugal. A não ser que continuemos alegremente conformados a viver numa pocilga.

PS-O Porto Canal é um canal de múltiplas repetições, e só isso explica o vazio de imaginação e competência que por ali anda. E o FCPorto parece pouco incomodado com isso. E não devia, porque quando se anuncia uma coisa e se faz outra, é porque falta seriedade e vontade de trabalhar. Nem os horários da programação são capazes de supervisionar com rigor! 


Para diplomata da tanga engolir

Joana Marques

Mas se nem ex-diplomatas resistem a falar de bola, porque não hei de eu meter a minha colherada? Apesar de saber menos de etiqueta que um embaixador vou tentar usar a colher certa. Acho que o facto de Seixas da Costa ser um diplomata aposentado lhe dá direito de ajavardar à vontade. Foi para isso que se reformou, ora. Farto de diplomacia está ele! Agora é tempo de descansar, palitar os dentes, coçar partes íntimas em público e insultar gente na net. Enquanto a maioria das pessoas sonha ser rico, Seixas da Costa sonhava, aparentemente, ser um taberneiro.
Na berlinda esteve, esta semana, Rafa Silva. O jogador do Benfica "perdeu a cabeça", expressão muito usada no futebol e nos saldos. Mas acho que nunca houve zaragatas tão grandes nos descontos da Zara como nos descontos de tempo de um jogo. Rafa parece ter tido um assomo de mau perder. Acontece aos melhores, digo eu. "É um comportamento inaceitável", diz a opinião pública, que vê no mau perder o oitavo pecado mortal. Já eu vejo-o com bons olhos, parece-me uma imperfeição querida. De entre todos os defeitos humanos, o menos mau. Uma fraqueza infantil, herdada do recreio da escola. Perde-se e ganha-se a jogar. Podem até ser competições sérias, como aquela corrida presidencial em que Mário Soares evitou cumprimentar Cavaco Silva. Compreendo, custa sempre perder para um adversário teoricamente mais fraco. Mas se o mau perder fosse a maior falha que temos a apontar aos nossos governantes... esqueçam a cauda da Europa, estaríamos destacados na frente, conhecidos em todo o Mundo como uma nação superdesenvolvida, embora com um feitio tramado. Seríamos alemães, no fundo.
Perante um ataque de mau perder, apressamo-nos a fazer juízos de valor sobre os protagonistas. Não será uma extrapolação abusiva? Serão Sérgio Conceição, que deixou João Félix de mão estendida, ou Rafa, que perseguiu Bruno Gaspar tão rápido que parecia estar a correr para o autocarro (provavelmente ansioso por lhe espetar com o novo passe nas ventas), piores pessoas do que malta que foge aos impostos, ultrapassa pela direita ou atira lixo para o chão?
Não gostar de perder "nem a feijões" costuma ser atributo dos craques. Cristiano Ronaldo é o maior representante dessa mentalidade, e já mostrou o seu mau perder quase tantas vezes como o six pack mas parece ser o único que não é condenado por isso. Também não é noutros casos, mas isso daria outra crónica, talvez mais apreciada no "Der Spiegel"...
Ter mau perder é como ter mau morrer: trata-se de uma coisa que queremos evitar a todo o custo. Estrebuchamos nos momentos finais, mesmo sabendo que já não há nada a fazer. Admiro os bons executantes de uma birra, identifico-me com eles. Como escreveu, em tempos, esse grande pensador contemporâneo que é Bruno de Carvalho, "acredito muito na equipa que escolhi para serem eu dentro das quatro linhas!". Mas quando um atleta faz uma jogada magistral não me sinto representada, não consigo pôr-me nos seus sapatos (até porque devem calçar todos para cima de 47). Nesses momentos não temos nada em comum, a não ser o clube. Eles são talentosos, atléticos, milionários, e eu... enfim, vou poupar-vos (e a mim) à minha descrição. Agora, quando um deles amua, quando responde mal, quando perde as estribeiras, torna-se humano, igual a mim. Ficamos unidos por um laço invisível (afinal o Chagas Freitas voltou). Vibro com uma boa escaramuça pós-jogo, admito. Talvez por padecer da mesma doença. Sou portadora de mau perder desde 1986. Já tive crises a jogar Pictionary, padel ou à apanhada com o meu filho. Até quando perco o euromilhões fico zangada.
Os sintomas mais comuns do mau perder são tensão muscular, confusão mental e o principal: forte arrependimento no minuto seguinte, quando o doente cai em si. É como se fosse um bêbedo a lembrar as figuras tristes da noite anterior. Não há pior castigo do que esse. O mau perdedor não precisa de lições de moral, já tem a sua ressaca. Deixemos os Rafas e os Sérgios, concentremo-nos talvez nos Salgados, apesar de serem verdadeiros gentlemen que nunca se exaltaram num jogo de golfe.
NOTA 20: Para a novela do PS que tem mantido os portugueses presos ao ecrã. Descobrem-se graus de parentesco a velocidade alucinante. Se em clássicos como "Olhos de água" duas gémeas eram separadas à nascença, neste caso dois primos são juntos por nomeação, surpreendendo toda a família socialista. É natural que não soubessem. Se fossem os dois interpretados pela Sofia Alves era mais fácil topar.
(Do JN)

03 abril, 2019

Anónimos, e a "classe política e diplomática"...

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Seixas da Costa. o que vale
este tipo?


Confesso que não tenho nenhuma paciência para perder tempo a dar respostas a certo tipo de comentadores, que além de anónimos, são incapazes de reconhecer a degradação social e política a que o país chegou. O fanatismo partidário, e clubista, a par da pobreza cívica e da malcriadez, incapacita-os de pensar, sem procurarem saber como penso Portugal, mesmo através do que aqui está escrito desde 2007, visto não me conhecerem pessoalmente. Mas não. O azedume do ressabiamento supera qualquer sentimento de compreensão. Como tal, prefiro não desperdiçar o meu tempo a dar explicações a gente deste gabarito, visto que preferem defender marginais que andam a destruir o país, a compreenderem as suas presas (os cidadãos honestos). 

Assim sendo, teremos de concluir que se identificam com essa escumalha. E sendo assim, é porque são como eles. Uma espécie de talibans do crime e do futebol. Nada de sentimentalismos piegas portanto, isto são factos, e está a acontecer em Portugal.

Além disso, o sentido democrático que defendo é criterioso, defende a liberdade de opinião, mas não a qualquer preço. Não há liberdade absoluta. Isso é uma utopia nefasta que o falecido Mário Soares quis implementar com os resultados que se estão a ver. Esse, é o conceito de democracia da classe política actual. Conveniente, diga-se, porque serve para ocultar a veia tirana que lhes corre no sangue.

Não é o meu modelo de democracia, que preconiza o compromisso impreterível entre liberdade e respeito (recíproco). Foi justamente por não termos encontrado ninguém ligado à vida política que censurasse energicamente este "vale tudo" de pseudo-democracia, que a esta se aviltou. Estamos cansados de ouvir políticos (e membros do Governo) com uma linguagem insultuosa, digna de bordel, sem terem a mínima noção do papel reles a que se prestam. Vulgarizaram-se completamente.

Lamento não ser suficientemente diplomata para os respeitar, como gostaria. De ser frequentemente grosseiro quando falo a seu respeito, mas eles nunca entenderiam a boa educação, porque não a têm. Sabendo de que matéria são feitos, interpretariam isso como uma submissão, ou mesmo respeito, sentimento que não lhes reservo, e que prefiro dedicar a quem é realmente digno dele.

Dou-vos só um exemplo recente: o embaixador Francisco Seixas da Costa que há poucos dias tratou de confirmar um facto, que é a frivolidade de qualquer estatuto, quando falta ao portador classe, e sobretudo carácter. Há varredores de rua muito mais educados! Para mim, o ex-embaixador é mesmo baixinho, um gajo vulgar como muitos que invadiram o mundo da política. Personagem da qual me afastarei imediatamente, caso tenha o azar de me cruzar com ele na rua.

  

02 abril, 2019

Que humilhação, uma só mulher ter mais coragem que um país inteiro!


A eurodeputada Ana Gomes foi a convidada da última edição do programa ‘Jogo Económico’ e, juntamente com Luís Miguel Henrique e João Marcelino, debateu que papel pode ter o informático Rui Pinto na divulgação de informação que pode ser útil às autoridades ou se, por outro lado, deve-se ter em conta a forma como esse manancial de informação foi adquirido.

Rui Pinto deve ser visto como uma oportunidade ou uma ameaça para o futebol português e mundial?
Deve ser visto como uma oportunidade não só para o futebol português e mundial como para as autoridades portuguesas. Porque ele pode ser um valiosíssimo auxílio na recuperação de capitais perdidos em evasão fiscal e em todo o tipo de criminalidade e da mesma maneira que as autoridades espanholas, alemãs, belgas, francesas estão a beneficiar da ajuda de Rui Pinto, as autoridades portuguesas, quer as tributárias quer as policiais e judiciais podem beneficiar da ajuda deste informático. E pelo que sei, é o que já está a acontecer porque depois de ter chegado a Portugal, Rui Pinto comprometeu-se em tribunal a ajudar as autoridades portuguesas. Portanto, ele pode ser uma grande oportunidade para que Portugal corrija muitos dos problemas de corrupção e de infiltração para ajudar a descortinar outro tipo de criminalidade, fiscal e não só, e no fundo para recuperar ativos.
A justiça portuguesa tem o desafio de ter de garantir a segurança de Rui Pinto. Além disso, considera que a nossa justiça tem, sobre si, os holofotes mundiais?
Não vimos já faixas em estádios de futebol por essa Europa fora a pedir que seja concedida proteção a Rui Pinto? Isso é sinal que muitas pessoas, também na área do futebol, querem verdade desportiva a integridade e está preocupada com o Rui Pinto. As autoridades judiciais de que falei há pouco (espanholas, alemãs, belgas, francesas) já estão a colaborar com Rui Pinto porque há interesse que este informático seja protegido. Portanto, a nossa justiça vai estar sob os holofotes, não só no tratamento que dá a Rui Pinto, se valorizam e aproveitam a presença de Rui Pinto em Portugal para esclarecer uma série de casos extremamente complicados de corrupção e de outro tipo de crimes como o branqueamento de capitais e evasão fiscal, sendo que alguns destes crimes têm a ver com a verdade desportiva. Portanto, quer a segurança de Rui Pinto, quer o tratamento que as autoridades portuguesas vão dar à informação que este informático possa ter, tudo isso vai estar sob escrutínio internacional. Num debate recente no Parlamento Europeu sobre um relatório que aprovámos sobre o combate aos crimes fiscais, entre outros, a Comissária Europa para a Justiça, Věra Jourová (responsável pelo combate contra o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo) enalteceu o papel dos denunciantes e disse como é fundamental a sua proteção. Na resposta a esta intervenção, até chamei a atenção para a importância de que a Comissão Europeia siga com atenção o caso de Rui Pinto. Neste relatório até existe o pedido de constituição de um fundo europeu para proteção dos denunciantes porque está evidenciado o valor de denunciantes como o Rui Pinto, até porque boa parte dos esquemas criminais que temos incluem fundos europeus. Espero que Rui Pinto não tenha o final infeliz que tiveram outros denunciantes e que se reconheça o extraordinário trabalho e interesse público daquilo que ele pode revelar.
A justiça portuguesa tem estado à altura sobretudo nos casos em que está envolvido o futebol português?
Não, considero que a justiça portuguesa tem estado muito atrás e muito abaixo daquilo que seria exigível num Estado democrático e sobretudo em comparação com o que têm feito os aparelhos de justiça noutros países e até as próprias autoridades tributárias. Por exemplo, as investigações que as autoridades espanholas, alemãs, belgas, francesas têm aproveitado a informação de Rui Pinto mostram uma proatividade que não vimos até hoje nas autoridades portuguesas, fiscais ou outras. Quanto à justiça em si, nesse caso ‘e-toupeira’ verificamos que os arguidos que vão a julgamento já não incluem algumas personalidades que deviam ter sido constituídos arguidos se a justiça fosse coerente e consequente com aquilo que ela própria descobriu. Se a justiça portuguesa constitui arguido um indivíduo que é suposto ser o ‘braço direito’ do chefe de um clube, que era um assessor jurídico e que tinha contactos com indivíduos infiltrados no sistema de justiça, ou com possibilidade de se infiltrarem no sistema informático obviamente para descobrir e impedir investigações, isto é altamente grave. E já nem falo de outros casos envolvendo a corrupção de magistrados, como o caso Rangel, onde a justiça não tem feito aquilo que era elementar fazer. Sabemos que a justiça é lenta mas no nosso país, dá a sensação que há muitas infiltrações promíscuas no próprio sistema de justiça que explicam por exemplo a história de um funcionário judicial usar passwords de outros funcionários judiciais para aceder a processos que eram do interesse de determinadas figuras dos clubes de futebol ou a história da captura de magistrados que explicam que a justiça tinha de atuar de forma muito mais incisiva e exemplar, exatamente para não continuar a impunidade. A sensação de impunidade explica o pântano que estamos a viver, não só no futebol, como nos negócios e até mesmo na política. Existem organizações criminosas, autênticas máfias e isso acontece em Portugal e não só.
As autoridades portuguesas devem aproveitar toda a informação que Rui Pinto tenha em sua posse?
Absolutamente! De resto, é isso que está previsto na legislação europeia que prevê a proteção dos denunciantes e é algo que estará previsto numa diretiva europeia que vai ser aprovada em breve. O estatuto de proteção dos denunciantes é muito alargado mas o que já existe em termos de legislação já obriga a proteção dos denunciantes e que valoriza o seu trabalho. Eu sei que há legislação penal portuguesa que tende a excluir como meio de prova informação que seja obtida por meios ilícitos (não sei se foi o que houve no caso de Rui Pinto) mas hoje valoriza-se o interesse público que advém da informação concreta. Foi assim nos casos LuxLeaks, SwissLeaks e Panama Papers, por exemplo.
Foi uma queixa da Doyen que levou à detenção de Rui Pinto. Como classifica esta situação?
Perante as denúncias, as nossas autoridades têm ficado sossegadinhas no seu canto e só atuaram (e isso põe-me doente) a ‘toque de caixa’ de um fundo de investimento nebuloso e duvidoso sediado em Malta com uma máfia cazaque por trás. E é a ‘toque de caixa’ disto que as autoridades portuguesas vão atuar? Se isto é assim, assusta-me! Se calhar ainda vamos descobrir que por trás da tal Doyen, que é um fundo esquisito, estão alguns clubes de futebol com o objetivo de silenciar Rui Pinto. Ou estão os escritórios de advogados que se prestaram a ser intermediários de todo o tipo de negociatas esquisitas e, até porque dispõem de sistemas de segurança informática da ‘treta’ e facilmente são penetráveis, e quando perceberam isso reagiram usaram os seus contactos para fazer as autoridades judiciais agir… um dia iremos perceber isso tudo. O que é que eu disse? Eu disse que ‘o rei vai nu’. Disse o que todos sabem sobre o passado criminal do líder máximo do Benfica. O que me preocupa é que a corrupção a nível desportiva se repercuta para o resto da sociedade, incluindo a corrupção e captura de governantes.

01 abril, 2019

Quando a esmola é grande o pobre desconfia


Tenho os meus defeitos, como todos nós. Um deles, acho que não tinha antes, ou se já o tinha foram os governantes que o intensificaram, por obra e graça da arte de mal aldrabar dos ditos cujos. O consequente defeito transformou-se em desconfiança. Logo, se hoje sou desconfiado é porque fui bem ensinado pelo trabalho de mestre desses ilustres professores.

A notícia que fez ligar  o sinal de alerta para desconfiar saiu hoje no JN (ler aqui) e não foi propriamente boa. Mal comparando, fez-me lembrar os paladinos da verdade desportiva de Lisboa que fomentam suspeitas de tudo e todos, quando são eles quem  mais adulteram essa mesma verdade. 

Quando o bispo auxiliar de Lisboa vem ao Porto com promessas de criar pontes, estranhei, porque nunca me passou pela cabeça que tipo de pontes podia ele criar, não sendo essa a sua missão, enquanto bispo. E se ele disse que já tinha criado outras pontes na política, entre esquerda e direita, e que pensava fazer o mesmo entre o Benfica e o FCPorto, logo percebi que dali não podia vir coisa boa...

Mas a que propósito vem agora o bispo auxiliar de Lisboa falar de pontes quando não foi o Porto, nem o FCPorto que criaram barreiras? Será que o senhor bispo ignora a importância de explicar ao que vem? Falar abstractamente é já um mau começo, porque, se há desunião e são precisas pontes, é porque há contendores, pelo menos dois.E nestes casos, um dos beligerantes é sempre infractor, ou seja, o primeiro a desrespeitar o outro.

Por conseguinte, seria bom que o senhor bispo auxiliar de Lisboa explicasse onde quer chegar com essa intenção, quando deve estar ao corrente dos prejuízos e patifarias que o Benfica tem causado ao FCPorto! Espero que a benevolência deste bom samaritano não seja o início de um esquema para branquear os crimes praticados por esse clube e dos campeonatos roubados ao FCPorto, porque se fôr, valia mais ficar calado!  Era o fim da macacada!

Contrariamente ao que possam imaginar, não aplaudo a presença de Pinto da Costa e do Presidente da Câmara do Porto na cerimónia de recepção a esta figura e aos que o acompanharam (Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa e outros), justamente pela ambiguidade que comporta. É tudo, menos oportuna. O clima de rivalidade sempre existiu, mais até entre clubes do que entre cidades. Porque se é em Lisboa que está o Terreiro do Paço, e é a partir daí que os desvios e as decisões do centralismo se fazem (isto é política). Mas aqui não há qualquer reciprocidade, há um único decisor que é Lisboa, o Porto limita-se a obedecer, como o resto do país. Quanto ao desporto há a mesma discriminação, mas apesar disso o FCPorto sempre pode dar alguma luta. Desigual, é um facto de há muitos anos, mas ainda assim possível (isto é desporto).

Logo, neste momento, não há razão para se apelar à pacificação desportiva (ou às pontes) nem tão pouco a cedências da parte do lesado (que é o FCPorto). Há razão sim, para ser feita justiça, porque já vem tardia! O Benfica actual não merece respeito porque não respeitou o país, nem os próprios adeptos. Pelo menos os que não se revêem nos métodos pidescos do actual presidente.

Pois bem. Como posso estar enganado, espero que D. Américo Aguiar e o seu nortismo fervoroso me façam conhecer o modelo de pontes que preconizou na sua visita ao Porto, porque, se forem para atravessar o Douro, bem precisamos delas.

30 março, 2019

Ana Gomes, o rosto pálido da honra do PS. Bem vinda sejas senhora!

Eurodeputada comentou a decisão das autoridades francesas de resgatar 26 terabytes de documentos de Rui Pinto
Ana Gomes comentou a decisão das autoridades francesas de resgatar 26 terabytes (26 mil gigabytes) de documentos de Rui Pinto ao recear a sua destruição em Portugal. A notícia foi avançada esta sexta-feira pela imprensa francesa e pela publicação alemã Der Spiegel, que refere que autoridades francesas especializadas em crime económico apressaram-se a viajar a Budapeste para negociar com a justiça da Hungria a cópia de todo o acervo de Rui Pinto com receio que os ficheiros acabassem destruídos em Portugal, para onde o denunciante foi extraditado na passada semana.
No Twitter, a eurodeputada, que já defendeu publicamente Rui Pinto, comentou a atitude das autoridades francesas. "Ora bem! Ora tomem, os que queriam apoderar-se do acervo de Rui Pinto para o destruir", escreveu Ana Gomes.
RoP: Lêiam porquitos vermelhos! Qualquer dias vocês morrem com o venêno do próprio hálito, imbecis!

28 março, 2019

Rui Pinto vale mais que o Governo todo!

Resultado de imagem para Rui Pinto
Estou contigo pá!


Como podemos nós, cidadãos honestos, acreditar na justiça portuguesa quando esta não consegue actuar de forma transparente para que a opinião pública não duvide da sua idoneidade? Como? E, na sequência disso, como é que ainda há coragem para intimidar quem critica esta Justiça? Justiça que parece querer fugir a certo tipo de casos, onde aparentemente estão envolvidas pessoas "importantes"? Agindo assim, usando métodos ditatoriais, intimidando uns e protegendo outros, será difícil merecer credibilidade. Para serem respeitados, os tribunais não transmitem confiança ao povo. Estão a esquecer a importância do rifão 'parecer sério', mesmo sendo-o.

Há um debate em curso no Parlamento Europeu sobre o estatuto do denunciante, que obedece a uma directiva da União Europeia e que aconselha todos os países membros (recomendação que é quase uma ordem) a intensificarem o grau de protecção legal já garantida aos denunciantes, como é o caso de Rui Pinto. Os advogados deste jovem criticaram a decisão do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa de lhe ordenar prisão preventiva porque vai contra o estabelecido. É do conhecimento público que este tipo de denúncias é socialmente bem mais relevante para o combate ao crime organizado do que a infracção do denunciante. Por isso, o papel a que se presta a Justiça portuguesa parece mais de protecção aos verdadeiros criminosos do que outra coisa. Nem sei como é que a Justiça portuguesa se presta ela própria a estes comportamentos nada transparentes.

É significativo para os cidadãos descomprometidos com a política partidária o frenesim quase obsessivo da nossa Justiça. Pessoalmente, e enquanto cidadãos livres, temos todo o direito para desconfiar de tanta pressa, até porque se mantém muito discreta e lenta para julgar e condenar crimes muito graves, que todos sabemos quais são. Só mesmo a eurodeputada Ana Gomes fez a diferença, o que reduz ao mínimo a coragem e honradez da grande maioria dos deputados nacionais. Se isto não traduz a falta de categoria da classe política, o que é que traduzirá? Que são uns oportunistas? Acho que traduz coisas ainda mais humilhantes.  

Vermelhos anónimos, talvez assim, percebam o que está escrito aqui ao lado

REGRAS DESTA CASA


Isto não é um jornal, daqueles jornais que publicam todo o tipo de lixo para se sentirem mais democráticos. Aqui, a democracia tem regras e o respeito incluso por quem sabe fazer respeitar-se, com particular tolerância à irreverência destinada aos irresponsáveis que destruiram e ainda destroem o país.

Como tal, só serão publicados comentários de quem gosta de ser tratado pelo próprio nome, ou de anónimos bem educados...
Naturalmente.


Nota de RoP:

Há cretinos demais neste país. Cretinos que gostam de ajudar os corruptos a sobreviver. São tão limitados que ao defendê-los não percebem que estão a denunciar-se a si próprios, ou seja, que lhes falta carácter. Que gostam dos corruptos, ou querem ser como eles... 

27 março, 2019

Caro eleitor, não te esqueças, vota! Vale a pena...

O inverno está quase a terminar, o princípio da primavera a chegar e a revelar-se algo friorenta.  Estranhamente, até a praga dos incêndios já começou, como que a desafiar a competência do poder político. Estranho, ou previsível? Previsível, é claro! E irritantemente habitual.

Pouco importa sabermos se estas pragas prematuras são a consequência das alterações climáticas, ou das seitas de incendiários que se entretêm com estas brincadeiras para desviarem a atenção pública de outro tipo de crimes não menos graves. O que importa é não termos dúvidas sobre a completa incompetência do governo para prevenir estes incidentes, quando o verão ainda vem longe. Claro que, antecipadamente, o Governo nunca tem culpa, nem nunca a assume, o que define bem a categoria de quem lá está. Mas há uma coisa em que são mestres, e ágeis, que é arranjarem sempre pretextos para atirarem as culpas para terceiros, quase nunca devidamente identificados. Então, não prometeram que iam passar a multar os proprietários que não obedecessem ao estipulado? Limpar o mato dos respectivos terrenos, e mantê-los à distância legal das estradas (50mts)? Será que a decisão foi levada a sério? Ou, limitaram-se a fiscalizar meia-dúzia de proprietários? Pelo que já li, muitos desses proprietários queixaram-se dos custos desse serviço. Pergunto: foram resolvidos esses obstáculos, ou como vem sendo costume, não levaram a lei a sério? 

Não falta muito, chega o verão. Alguém acredita que se não fôr a natureza a ajudar, e se os incendiários da praxe optarem por outro tipo de diversões, que não lançar fogo às matas, vai ser o Governo a resolver este drama nacional? Bem, pensando fundo, é capaz de haver por aí uns partidários de gosto duvidoso com imaginação para acreditar. Bom senso, é que não têm certamente.


ZELAR PELO BEM DA FAMÍLIA  É O DESÍGNIO DA NAÇÃO POLÍTICA. 
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25 março, 2019

Impossible, c'est pas portugais

Carga no desfiladeiro de Somosierra
em Espanha

Imagino que o Sr. 1º. Ministro António Costa deverá ter de si próprio uma opinião positiva, e íntegra. É natural, ninguém gosta de pensar mal da sua própria pessoa, ainda que possa ter motivos para isso. Ninguém é perfeito, mas a naturalidade nem sempre confere com veracidade, mormente se a espaços não tomarmos uns "banhitos" de bom senso e franqueza.

Falando em bom português, "banhitos" é o que costumamos chamar "exames de consciência". Como é habitual nos políticos, para não haver equívocos, acrescento que para serem genuínos, os banhos de consciência do 1º. Ministro, não devem separar o cidadão do funcionário de Estado, porque é essa divisão a causa de muitos erros.  Ademais, o cargo de 1º.Ministro mais não é que um posto superior do funcionalismo público, que só fará juz dessa superioridade se a souber respeitar, ou seja, se cumprir condignamente o seu dever.

Admitindo que António Costa tenha interiorizado bem a responsabilidade da superioridade hierárquica do seu cargo, não deixa de ser um funcionário do Estado. Compete-lhe a ele inteirar-se do que acontece no país em praticamente todas as áreas. Para tal, existem os Ministérios, as Secretarias de Estado, e as Autarquias Locais. Para além destes departamentos governamentais, deve manter-se sempre bem informado e só o conseguirá se confiar nos órgãos de comunicação social, e para que isso aconteça deve saber o que ela vale enquanto serviço público (isto aplica-se igualmente aos media privados).   Como não há qualidade quando não há seriedade, das duas, uma, ou o 1º.Ministro não controla devidamente as fontes de informação, e é irresponsável, ou se controla  pactua com ela, e é cúmplice. 

Posto isto, concedendo "pro bono" que António Costa segue este alinhamento e acompanha atentamente o trabalho dos seus ministros e secretários, sou levado a concluir que se sente confortável com a anarquia instalada em certas áreas, e instituições. A comunicação social de Lisboa é uma dessas áreas, esconde umas notícias (as mais graves) e publicita outras (as mais convenientes).. É centralista, desleal e anti-democrática com o resto do país, sem o assumir, como é singular nos traidores. A secretaria de Estado do Desporto é outro cancro para a sociedade, e o seu responsável directo uma desonra para o Governo, para o partido socialista, para toda a classe política, e para Portugal (onde entro eu, e milhões de portugueses indignados com isto ! Revoltados, até!

Paradoxalmente, e com cautelas reveladoras de uma má vontade notória, António Costa escolheu o momento ideal (das eleições) para falar daquilo que não quer (da Regionalização)! Falou, quando é conversa o que menos precisamos (eu já não consigo ouví-lo). Queremos sobretudo acção, e respeito pela Constituição.  Dispensamos ideias envenenadas (o referendo), herdadas do antigo regime que roubaram a génese à Constituição da República . Essa Constituição (de 1976) era bem mais democrática e patriótica do que a que foi sendo abastardada pelos inimigos do 25 de Abril com o referendo. É um facto incontestável! Só desmente a verdade quem convive confortável com o mundo do crime.

Se 43 anos não bastaram para esclarecer, reflectir, informar e concretizar o processo da regionalização, será agora, e com a parcimónia que o 1º.Ministro denuncia que o Governo vai cumprir a Constituição?  O discurso é sempre o mesmo, cheira a engôdo, não é autêntico, nem prevê determinação, e se assim é, não será desta vez que a Regionalização irá para a frente. A traição do poder político será outra vez consumada. 

Se tal vier a acontecer, talvez possa ser esta a última pancada que o poder político e a comunicação anti-social se atrevem a dar ao povo. Nunca se sabe. Cá se fazem, cá se pagam. Ninguém achava possível o 25 de Abril em 1974.

Não somos franceses, porque eles até nos adágios são mais combativos que nós: Impossible c'est pas français (palavras de Napoleon, quando tomava Madrid e encontrou as suas tropas bloqueadas pelo exército espanhol  ...

É preciso acreditar, completo eu. Se isto não é uma declaração de guerra do poder central ao resto do país, anda lá perto. Pelo menos, parece um convite à insurreição popular. Tudo começa quando alguém abusa do poder.