08 janeiro, 2016

Lopetegui,um adeus inevitável


Lopetegui acerta rescisão

Quem me conhece, e lê o que venho escrevendo sobre Julen Lopetegui, sabe que não fui daqueles que logo nas primeiras impressões desatou a malhar nas suas capacidades enquanto treinador. Levei sempre em conta a necessidade de tempo para conhecer o valor do plantel e nele poder implantar as suas ideias de jogo e se adaptar à realidade de um clube com as características do FCPorto. Foi-lhe dado esse tempo. Numa primeira fase, suscitou alguma expectativas, embora sem entusiasmar, mas nunca me pareceu ser um mal amado, como a comunicação social gosta de enfatizar.

Os problemas de Lopetegui, foram identicos aos que Victor Pereira e Paulo Fonseca tiveram de enfrentar ainda que com condições e resultados algo diferentes. Resumindo: todos foram protagonistas de um futebol que não dava garantias de sucesso, nem da qualidade a que os adeptos estavam habituados. Há medida que o tempo decorria a tensão dos adeptos explodiu com o afastamento da Champions League, no jogo em casa com o Dínamo de Kiev quando todos esperavam passar à fase seguinte.

Os portistas habituaram-se (e bem) ao convívio com o palco-mor do futebol europeu, não só pelo prestígio, como pelo dinheiro que aporta ao clube, impossível de obter de outras fontes. Por isso, colocaram como meta mínima de tolerância na Champions, os quartos de final. Lopetegui começou a baquear nos momentos decisivos, e isso acelerou a desconfiança. A partir daí, as exibições afrouxaram, a confiança esboruou-se e contaminou os jogadores. Não vale a pena encontrar mais bodes espiatórios. Se há aqui um 1º. culpado, esse chama-se Pinto da Costa, porque foi ele quem o contratou. Diga-se, que o Presidente portista nem sempre o ajudou nos piores momentos... Ponto.

De resto, só podia ser  este o desfecho. No futebol criam-se demasiados mitos que às vezes bloqueiam as decisões mais correctas. O facto da história nos provar que a mudança de treinador a meio de uma época nem sempre resulta não deve deixar nenhum clube refém de um problema. De futuro, o FCPorto tem de ponderar melhor os riscos das contratações no início das épocas porque depois delas serão certamente maiores, como é o caso. Mas tem de ser. Lopetegui vinha dando sinais de não controlar os acontecimentos, os jogadores já não o ouviam, a confiança estava perdida. Dir-me-ão, e agora, será possível recuperar essa confiança com outro treinador, quando o tempo escasseia? É difícil, mas impossível não é.   

De qualquer forma, desejo a Julen Lopetegui a maior sorte do mundo. Gostava dele como pessoa. Pareceu-me um homem honesto, mas prisioneiro das suas convicções que infelizmente se revelaram inadequadas. Boa sorte Lopetegui!

O FCPorto tem de se reequilibrar. Tropeçou, mas talvez estejamos ainda a tempo de não o deixar cair. 

07 janeiro, 2016

A suave beleza da monarquia

Tenho por hábito inscrever, num armazém de memórias com pretensão a diário, a forma como as acontecências quotidianas me vão marcando. Recuperei de 1 de Dezembro passado, esta pérola de fervor patriótico.
“O governo de Passos Coelho, tocado pela centelha nacional-socialista, de obediência cega à führer Merkel, proclama a dignidade do trabalho e institui o Arbeit macht freicomo supremo desígnio da nação. Segundo os heroicos patriotas do PC e Bloco, Passos alienou a lusa pátria ao imperialismo teutónico e, no sentido de combater a preguiça congénita dos portugueses, reduziu-lhes os feriados nacionais.
Pôr o país a trabalhar mais está bem; anular-lhe a história, isso é que não. O 1º de Dezembro é intocável. Viva a monarquia, abaixo o rei. Hoje, que se comemora a restauração da independência e a morte dos que se venderam a Espanha.
Que lógica assiste a esta proclamação paradoxal? Porquê uma monarquia sem rei? Esperem que eu explico esta minha serôdia aderência a um projeto pró-monarquia. Os que me conhecem como indefetível republicano tenderão a classificar-me como louco ou traidor. E, para traidor, só a solução que os conjurados utilizarem com o Miguel de Vasconcelos – lançamento do alto das ameias da liberdade. Perguntarão alguns:
- Quais as vantagens da restauração da monarquia?
- A melhoria da competitividade empresarial que nos permitisse ombrear com as maiores potências económicas do mundo? A resposta é não.
- A atenuação dos impostos usurários que tendem a reduzir a classe média a um novo lumpemproletariado? Também não.
- A erradicação do nepotismo que vinga na classe política e que é causa de favorecimentos vários que optam pelo amiguismo em detrimento da competência? Não, outra vez.
- A criação de um escol de políticos com elevada dimensão patriótica, com vida social e profissional relevantes e que entrem na política com espírito de missão? Mais uma vez, não.
- A criação de uma escola que respeite os valores que sedimentaram, para o bem e para o mal, a idiossincrasia que a história nos inculcou? Redondamente, não.
- A promoção de um sistema universal de saúde que não permita que nenhum cidadão, legal ou ilegal, preto ou amarelo, rico ou pobre, novo ou velho, fique sem os cuidados de saúde quando deles necessite? Outra vez, não.
- A responsabilização da família na formação dos filhos que evite que a escola se torne num gueto de irresponsabilidade que amedronte professores e funcionários? Não, também aqui.
- A procura de finanças públicas justas que coloquem o Estado ao serviço do cidadão, evitando todos os desperdícios, e que, adequados investimentos públicos e privados, concorram para a melhoria da saúde económica do país? Também isso, não.
Então por que carga de água quererás tu a monarquia?, perguntariam os meus interlocutores já desnorteados.
- Por causa da bandeira. Sim, vocês já viram como a bandeira monárquica é linda. Uma bandeira azul e branca que nos extasia os olhos e aquece a alma. O símbolo central realça a conjugação de duas cores tão perfeitas. Instaurando a monarquia, o azul e branco constituir-se-iam como as cores da nação. Depois, fazia-se outra revolução e mandava-se o rei para o exílio, ali para os arrabaldes sul de Vila Franca de Xira e recuperava-se a República sem as cores cruentas e sanguinárias que caracterizam a bandeira republicana. Verde e vermelho, não podem dar uma bandeira estética e eticamente aceitável.
A monarquia é a solução transitória para Portugal se tornar num país eticamente saudável e esteticamente admirável. Uma república com bandeira azul e branca realiza a utopia da perfeição. Tenhamos coragem de a implantar.

[ José Augusto Rodrigues Dos Santos/Porto24]

Nota de RoP:
Como terão reparado, o artigo não é de agora. Inseri-o, não por ser apologista da monarquia (tal como o autor), mas por partilhar com ele o gosto pela bandeira monárquica, bem mais bonita e elegante que a da República, que acho de um mau gosto inominável. 

06 janeiro, 2016

A culpa será dos pipoqueiros?

Caros amigos, não vale a pena dizer que o Porto não fez um mau jogo, como está neste momento a dizer o Cândido Costa no Porto Canal, pensando que negando a porcaria do jogo que todos vimos, com os vícios do costume, a falta de atitude, de velocidade, e de concentração, é mais portista que nós.

Tenham paciência, por mais que queiramos negar a realidade, não vamos lá. Se presidente, técnico e jogadores pensam que assim vão ganhar alguma coisa, declaro desde já que estão enganados. Dou-vos todo o direito de me censurarem. insultarem até, se por obra e graça do Nosso Senhor, o nosso clube ganhar este campeonato. Não vai ganhá-lo, não. Sou realista. Este, é o pior FCPorto que vi jogar em toda a minha vida.

E, Cândido Costa, não vale a pena exagerares com as tuas expressões de portismo, de mística e de fé religiosa, porque sei que não podes estar a ser sincero. Se isto é dar o litro, como disseste, então todas as equipas do FCPorto que vi jogar até hoje foram sobrenaturais. 

Curvemo-nos em sua honra. Com saudade.

PS-Já sei que as chicotadas psicológicas nem sempre resultam, o problema é que o fracasso não pode  vir a acontecer, já aconteceu. A partir daí, acho que todos os riscos são aceitáveis.


Ser do Porto e ser do Norte

Emídio Gomes
Sendo certo que se poderá dizer que não se escolhe a terra onde se nasce, o mesmo já não será necessariamente verdade com o local em que se vive. Por decisão dos meus pais nasci no Porto, na freguesia de Massarelos. Por opção própria, é também nesta cidade que vivo, após regressar definitivamente de um intervalo de cerca de treze anos que se seguiu à conclusão do liceu. Descontando algum grau de parcialidade, entendo que vivo num dos melhores locais do Mundo. A relação da cidade com o rio e com o mar, que estão dentro de si, a situação geográfica, o seu caráter moldado pelas pessoas, as infraestruturas, o acesso à educação e à saúde e o nível de segurança percebida fazem do Porto um local único para viver. Acresce ainda um lado emocional puro que resulta da minha paixão pelo Futebol Clube do Porto, com que me identifico desde que tenho memória de infância e então me deslocava a pé durante mais de uma hora para o estádio, levado pela mão de um avô substituto, porque a lei na vida não me permitiu conhecer os verdadeiros. Este lado não se explica, sente-se; é um estado de espírito que me levará a nunca compreender os que assobiam o seu próprio clube, mas também a ter um respeito absoluto por todos aqueles que não partilham esta minha causa.
Mas sou também de Trás-os-Montes e Alto Douro por adoção. Vivi mais de seis anos em Vila Real, cidade que fez de mim seu cidadão "grau ouro". Desde os cinco anos sou também de uma aldeia de São João da Pesqueira, bem no coração da mais fantástica região vinhateira do Mundo, justamente reconhecida pela UNESCO Património Mundial.
Gosto de ser do Norte, com muito orgulho em ser português. É nesta região que me sinto bem a trabalhar para o país, com o privilégio atual de gerir a sua CCDR. Em que cada um dos projetos que abraço é o mais importante de sempre, porque é aquele que no momento importa. Porque me sinto muito bem como profissional da Universidade do Porto há trinta anos, onde fui pró-reitor, da mesma forma que tive enorme orgulho em presidir ao Conselho Geral da Universidade de Trás-os-Montes, em ter integrado o Conselho Estratégico da Universidade do Minho, em ter sido diretor de uma Escola da Universidade Católica do Porto e na colaboração com dezenas de projetos envolvendo municípios da região, visando a criação de emprego e a sua qualificação.
Porque acreditem que é muito bom ser do Porto, gostar de ser do Norte e ser português inteiro

05 janeiro, 2016

A letargia de Pinto da Costa também vende jornais

Esta foto saiu várias vezes no JN

Estou convencido que o novo assédio justicialista movido a Pinto da Costa pelos mesmos do costume, vai dar em nada. A avaliar pelos sinais de evidente discriminação face a outros suspeitos, o ruído vai continuar a fazer-se ouvir nos jornais e na televisão durante mais uns tempos e depois, quando finalmente a Justiça actuar (se chegar a isso), ficaremos a saber que a montanha pariu um rato e que tudo não passou de mais uma campanha de desestabilização contra o FCPorto. 

Essa minha convicção, assenta no historial de competência do departamento jurídico do clube que em matéria de legalidades e questões contratuais não costuma desmazelar-se, precisamente por saber que o FCPorto é muito mais escrutinado que qualquer dos seus adversários. Se assim não fôr, será para mim uma surpresa, embora ultimamente já pouco me surpreenda com os tiros nos pés que lá para os lados do Dragão se tem vindo a dar.

Actualmente não sou sócio do FCPorto, mas já fui. Para ser franco, duvido que se voltasse a inscrever-me, não viesse logo a arrepender-me, caso me fosse coartado o direito de questionar a Direcção e de obter as respectivas respostas em tempo útil.  Às vezes, penso que me preocupo mais com a imagem do clube e do Presidente que ele próprio, e isso não me agrada nada. Já disse e repito, as questões sentimentais, só são saudáveis e duradouras se forem vividas como uma viagem de ida e volta. Por isso, não quero ser, nem parecer, mais papista que o papa. Só posso imaginar o que faria neste momento se estivesse no lugar do papa...

Em primeiro lugar, promovia uma reunião-geral com os sócios para debater o estado do clube, para os informar sobre as questões que me fossem previamente colocadas. Prometia manter esse hábito no futuro e apoiar o treinador, quando e sempre que necessário. Exigia ao Director do Jornal de Notícias que retirasse imediatamente o meu mome do Conselho Editorial do jornal por perda de confiança na actual Direcção e pela clara perda da sua matriz nortenha e portuense (sim porque o JN não teve que pedir a Lisboa licença para nascer). 

Se a  decisão fosse contestada, e me perguntassem os motivos que a fundamentavam, responderia perguntando quem é Nuno Miguel Maia, o jornalista responsável pela publicação na página de Justiça da "Operação Fénix" (que criatividade), e porque razão publica repetidamente a mesma notícia durante vários dias quase seguidos, praticamente com o mesmo texto,  quando não haviam dados novos que o justificassem.  Aproveitaria para perguntar também por que é que publicaram notícias sem aparente evolução, dias a fio, sobre um suposto traficante de droga (Vitor do Ouro, no foto) sempre vestido com a camisola do FCPorto...

Bem, isto sou eu a sonhar. Ou por outra, isto podia ser o Pinto da Costa de outrora, operário, lúcido, corajoso. Não o aburguesado, o oligarca de agora. Sim, porque quando vemos o rumo que o Porto Canal está a levar, ninguém acredita que Pinto da Costa e o FCPorto sejam os principais patrões.

Chega a ser uma provocação.

Curiosas coincidências







Mariana Mortágua
[JN]
Trezentos e quatro mil e oitocentos euros (304 800euro) é quanto Sérgio Monteiro vai receber ao longo dos próximos 12 meses para vender o Novo Banco. Sabemo-lo porque, finalmente, o Banco de Portugal publicou o contrato que assinou com o antigo secretário de Estado do Governo PSD/CDS.
O Banco de Portugal anunciou a contratação no dia 29 de outubro de 2015. Um mês depois, no dia 27 de novembro, perante notícias sobre a remuneração milionária de Monteiro, o regulador voltou a fazer novo comunicado. Dizia então que "o contrato de prestação de serviços, que terá a duração de doze meses, prevê que o dr. Sérgio Monteiro tenha uma remuneração igual à que auferia na Caixa - Banco de Investimento, SA antes de desempenhar as funções de secretário de Estado (...)".
O problema é que os lugares numa administração não são cativos. A menos que fosse novamente nomeado administrador, Sérgio Monteiro voltaria ao grupo Caixa como simples diretor, cujo salário mensal não chega decerto a 25 mil euros. Mas, se Monteiro tem estatuto de administrador da Caixa para justificar o salário milionário, então deve explicar como pode dirigir a privatização do Novo Banco, uma vez que a Caixa é credora do Fundo de Resolução que é acionista do Novo Banco. É difícil não identificar um conflito de interesses, certo?
Mas as curiosidades deste caso não terminam aqui. Conhecendo a sua delicadeza política, chamemos-lhe assim, no dia 11 de dezembro o Bloco de Esquerda perguntou ao Banco de Portugal pelo contrato assinado com Sérgio Monteiro. Acumulavam-se as questões de conflito de interesses e motivação da escolha e o Banco de Portugal continuava sem publicar o contrato na base de Contratos Públicos online, como manda a lei. Tivemos de esperar até ao último dia de dezembro para que finalmente o contrato fosse publicado. Qual não foi o nosso espanto ao verificarmos que tem data de 18 de dezembro. Isto é: só depois da pergunta do Bloco é que o Banco de Portugal se deu ao trabalho de realizar o contrato. Até aí, o vínculo de Sérgio Monteiro era apenas informal.
Se não houvesse pressão pública, não sabemos quanto mais tempo teria passado até ser assinado um contrato. Também não sabemos a razão deste caríssimo ajuste direto, não só pelo montante, mas sobretudo pela completa falta de pudor político. Acrescentado o potencial conflito de interesses, é insustentável que Sérgio Monteiro e Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal, continuem a desempenhar funções em choque permanente com o interesse público

03 janeiro, 2016

O FCPorto não era isto!

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O Dragão não é uma Feira de Moda

Há um tempo para tudo. Do meu ponto de vista, o actual treinador do FCPorto já teve o seu tempo. Ao todo, totaliza uma época inteira e quase metade da actual. Porque tenho o hábito de dar tempo ao tempo, quando treinador e equipa são novos, e porque acreditei que quem contratou Lopetegui sabia o que estava a fazer, fui observando, e esperando que se fizesse luz nos seus conceitos técnico-tácticos e partisse daí para uma época empolgante. Enganei-me. O treinador não é novo, e o plantel também não. A decepção está instalada. Não estou só, nesta situação. Como eu, estão muitos, uma maioria seguramente de portistas. Mas, ficam por aqui as críticas a Julen Lopetegui que, afinal de contas não é o principal responsável pelas asneiras e más prestações das últimas 4/5 temporadas do FCPorto.

Lopetegui é apenas responsável pelo rendimento da equipa. Acima dele há uma SAD e um presidente com um passado que fala por si. Foi Pinto da Costa [e respectivos quadros directivos] o primeiro responsável por tudo o que de melhor aconteceu ao FCPorto nos últimos 30 anos. Pelo meio, teve a desestabilizar-lhe o currículo, um processo instigado pela inveja dos vários representantes do centralismo que não obstante  a falta de matéria acusatória legal e os sucessivos recursos vencidos, lhe causou grande desgaste físico e psicológico. As intervenções cirúrgicas a que foi submetido não devem ser alheias a isso.  É portanto natural que essas coisas tenham deixado mossa, embora a imputação objectiva entre uma e outra coisa seja discutível. Mas, a verdade é só uma: Pinto da Costa não é o mesmo.

É impossível dissociar as várias áreas ligadas ao FCPorto, distintas entre si, mas com deficiências semelhantes, em que se verificam abstracções impensáveis no Pinto da Costa do passado. Clube e Televisão não devem ser separados porque a entidade patronal é a mesma. Vamos lá ver se me lembro das mais evidentes. 

A primeira que me ocorre, é o distanciamento que o líder portista mantém com a massa associativa, com os adeptos e a própria equipa técnica. Lopetegui foi (e continua a ser), como são quase todos os treinadores do FCPorto, intensamente perseguido e gozado pelos mesmos do costume: a comunicação social. Na hora em que estava a ser mais achincalhado, não se ouviu a voz do presidente a apoiá-lo. Isto, era impensável no Pinto Costa de antigamente (que voltas o mundo dá...).

No Porto Canal, nota-se, tanto a ausência de Pinto da Costa como a presença das vicissitudes que agora o (des)caracterizam. Indiferença, com os espectadores, falta de coerência e sentido de oportunidade na acção (que é quase nula). Agora, é vê-lo franquear as portas aos representantes dos jornais que mais denegriram a sua imagem e a do FCPorto. Ontem, à entrada do Altis, vimo-lo dar uma palmadinha nas costas ao Nuno Luz, o gajo que fez o trabalho sujo da SIC contra ele e o nosso clube, no tempo do miserável programa "Donos da Bola". Percebem estas atitudes? Eu também não.

Não há portista com sentido crítico, que esteja satisfeito com a gestão e programação de Júlio Magalhães do Porto Canal. Na informação, as opções são no mínimo bizarras para quase toda a família portista... Júlio M., foi incapaz de usar a própria "casa" (o Porto Canal) para informar o público alvo sobre o futuro do canal, mas não esteve com modas para dar uma entrevista ao jornal Económico, por sinal um jornal híbrido, de pouca popularidade. Claro que, as informações que prestou falharam rotundamente como se pode provar. Mas há mais.

Recentemente, Fernando Gomes, o administrador da SAD portista, aceitou o Diário de Lisboa para dissertar sobre o famoso negócio da Altice/PT/Meo...  O entrevistador não podia ser "melhor", foi o mesmo Manuel Queiroz, esse grande "portista" que comentou na TVI os jogos do FCPorto com mais sectarismo que o mais aziado dos vermelhos. A entrevista teve lugar no restaurante Líder nas Antas e nem faltou o menú, com o preço da conta e tudo... Percebem o critério, do jornal e do entrevistado? A mim, transcende-me. Devo ser de outra galáxia.

Se juntarmos a isto a cultura de vaidade que está a ser implementada, quer na estação de tv, quer nos próprios jogadores que mais parecem modelos da Giorgio Armani, nada disto tem a ver com a cultura de austeridade e dedicação clubista que outrora fez escola e tantos sucessos trouxe ao FCPorto. Nem no Canal, nem no clube, impera o rigor e o respeito por quem menos ganha com ambos: os adeptos/espectadores.

Talvez assim se explique o que está a acontecer com a equipa principal, que afinal de contas tem sido a maior fonte de receitas do FCPorto. O Lopetegui, é só um pormenor, um erro entre os vários que aqui apontei.

PS-Recomendo a leitura da entrevista de Fernando Gomes ao DN. Lá está bem espelhada a ideia que hoje se tem de um clube/empresa, dos custos e das "facilidades"... 

Última hora:
Pinto da Costa outra vez nas malhas da Justiça. Ler aqui. Como consta da notícia, a acusação refere apenas uma suposta ilegalidade por benefício de serviços de guarda-costas ao clube e Estádio do Dragão. Uma questão de ter ou não ter alvará... 
Mais uma vez, é só Pinto da Costa que o Ministério Público gosta de investigar. O Vieira do Benfica e outros dirigentes de clubes, "não tem" guarda-costas, e se tem, estão todos legalizados(como a claque dos Diabos Vermelhos) uns anjinhos... O caso Porta 18, do Estádio da Luz, da cocaína, de repente, evaporou-se...  É isto que me enoja nesta comunicação social de merda. São uns vendidos, uns perfeitos hipócritas.
Mas, Pinto da Costa põe-se a jeito. Espero que desta vez perceba que não sé possível estar bem com Deus e com o Diabo. Esse,é o seu pior defeito. Além disso, está a prejudicar o clube. Se nada teme, que ataque, em vez de se limitar a defender. 


31 dezembro, 2015

2016 NOVO



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Que toda a esperança, sensatez, emoção e felicidade, caiam como uma imensa chuva global, para fazer do mundo um sítio melhor para se viver. Anseio sinceramente que as expectativas para 2016 passem depressa a realizações de alegria e bem estar, para todos, principalmente para os que mais precisam.

BOM ANO!

30 dezembro, 2015

Criticar pode ser construir


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Tenho duas opiniões antagónicas àcerca da comunicação virtual. Por um lado, permite aos cidadãos de todo o mundo trocarem opiniões sem sequer se conhecerem pessoalmente. Por outro, propicia aos frouxos e pobres de espírito, excelentes oportunidades para - a coberto do anonimato -, destilarem fel acumulado e insultarem, em vez de comentarem seriamente os seus pontos de discórdia. Esta, é uma das razões por que prefiro expressar-me no blogue e abdicar de maior visibilidade nas redes sociais como o Facebook onde os comentários são bem mais imoderados e impessoais. Só o tempo que ia perder a eliminar essa peçonha chamada anónimos, justifica a opção de me ficar pelo blogue. Prefiro assim. 

Costumo acompanhar, e por vezes comentar, na blogosfera portista, que é o mesmo que dizer que conheço a angústia por que estão actualmente a passar. Mesmo aqueles que, com louvável contenção, preferem esconder o que lhes vai na alma a criticar o FCPorto, a sua estrutura directiva, o seu presidente, ou o seu treinador. Pensam talvez que essa postura lhes confere um ascendente de amor clubista superior aos que dizem o que pensam.

Em Portugal, a crítica é ainda vista como uma coisa perniciosa, quase profana, um manifesto do mal. Ainda me lembro, com muita saudade, de uma espécie em vias de extinção (ou mesmo já extinta) chamada críticos de televisão que muito contribuíram para ensinar os espectadores  a avaliar mais a substância e a dispensar o fútil. Estou-me a recordar de um chamado Mário Castrim, que nos anos 70 assinava uma rúbrica no Diário de Lisboa, dedicada aos conteúdos de televisão. Hoje, se ainda fosse vivo, faria corar de vergonha os produtores de tv da actualidade. Os Big Brothers e os Dias Seguintes iam cedo à falência, mas o público passava a ter outro tipo de exigências...

Bem, mas vamos ao que interessa. Como é possível ficar indiferente ao FCPorto da actualidade e ao seu Presidente? Como é possível continuar a confiar num homem que já não é o mesmo? Os tempos mudaram, é verdade. Não podemos pedir que os métodos de acção de Pinto da Costa de hoje sejam os mesmos do passado, como sempre se impunha quando queria fazer ouvir a sua voz. Mas deixar de ter voz, ou falar de banalidades, não parece ser a melhor adaptação aos novos tempos.

Hoje o FCPorto tem uma "ferramenta" poderosa que outrora nunca teve, ao contrário dos clubes do regime que sempre foram privilegiados pelos media privados e do Estado, e contudo não tem sabido usá-la para defender os seus interesses legítimos. Tem o Porto Canal, mas Pinto da Costa raramente lá vai. Chama aos estúdios alguns autarcas do Norte e despreza o da própria cidade, apesar da amizade entre Pinto da Costa e Rui Moreira. Mas que raio de amizade será esta? Do tipo vai-vem, como a que parece ter com o presidente do Marítimo?

Ao contrário de outrora, o FCPorto de hoje promove jogadores antes de mostrarem o seu valor e de se integrarem no clube. Os jogadores usam o canal para spots publicitários de moda, como Quaresma (caprichoso), e recentemente com Osvaldo, que nem sequer teve ocasião para provar ser uma mais valia para o clube. Estimula-se a vaidade individual, antes da exigência desportiva, e espera-se que os jogadores entendam a mensagem como um sinal de rigor e austeridade. Jogadores e treinador, foram entregues a si próprios. O Presidente hoje já não aparece, como fazia antes, nos momentos chave para os defender da pressão dos media. Quando aparece, chega sempre tarde, para dizer nada. Será falso isto? Haverá algum portista honesto que não concorde com esta descrição? 

Sábado, o treinador Lopetegui vai ter um teste derradeiro, mas Pinto da Costa também... Se falhar, se não vencer em Alvalade, nada estará perdido, mas não deixará de ser um retrocesso de 2 pontos. Nada estará perdido, é verdade... Mas, colocará Pinto da Costa a sua teimosia à frente dos interesses do FCPorto e voltará a reforçar a confiança em Lopetegui?

Falemos claro. Houve épocas, não interessa agora como nem quando, que Pinto da Costa despediu treinadores com o campeonato a decorrer (cinco), sendo que o último foi Paulo Fonseca, portanto não é nada de insólito. A questão que se põe é: terá mesmo o presidente portista confiança nas competências do treinador, ou irá mantê-lo apenas porque acha que não vale a pena arriscar noutra pessoa? O momento, não é o ideal para ir ao mercado, mas então porque não o fez com calma no início da época passada e foi buscar Lopetegui cujo currículo era pouco mais que o de seleccionador dos Sub-19, 20 e 21 de Espanha?  Não foi uma aposta de risco? Portanto, corremos riscos na pré-época e agora tememos fazê-lo com Lopetegui a revelar óbvias dificuldades nos momentos decisivos? O risco é dele, é certo, mas isso para os portistas pode significar mais uma época sem ganhar nada, mas também o fim da confiança em Pinto da Costa...

Falemos mais claro ainda. Nada me move contra Lopetegui, até simpatizo com ele. Já o apoiei muitas vezes, mas nada é perene, porque antes do mais,  move-me tudo a favor do FCPorto. Não quero ver o nosso clube transformado num museu passadista, nem muito menos num palco de vaidades e oportunismos. Quero continuar a ver o FCPorto como um grande clube de futebol que é, de grandes jogadores, com ALMA e ALEGRIA, e não esta amostra tristonha que vemos agora. 

Lamento deixar no ar uma ideia demasiado negativa, mas tenho poucas expectativas na manutenção do primeiro lugar no Campeonato. Não vejo solidez, constância, força anímica, nem qualidade que me convençam. Estou apenas a traduzir com honestidade aquilo que os meus olhos vêem desta nossa equipa.

Mas, nada é impossível. Mais do que uma victória em Alvalade, interessa-me saber se equipa e treinador terão estaleca para manter a fasquia alta para o que resta das competições em curso.

PS-Nada do que está aqui escrito ensombra o muito de bom que Pinto da Costa trouxe ao clube. Há um tempo para tudo. Se as capacidades estão intactas, os méritos têm de ser traduzidos em acções. Se essas acções não têm a mesma objectividade, se ignoram sócios e apoiantes, é porque chegou o tempo de parar e dar o lugar a outros. O arquivo registará o passado e só ficará imune a desvios se houver a modéstia de reconhecer que o nosso tempo passou.


29 dezembro, 2015

FCPorto aburguesado, 1 - Marítimo, 3

Tello: um dos piores em campo, a par de Marcano
Ponto 1º:
Quando é o próprio Presidente a desvalorizar uma prova em que o seu clube participa, quem é que vai valorizá-la?

Ponto 2º:
Quando a confiança dos adeptos assenta numa espécie de fé beata e não na força mental da equipa e na qualidade técnica do treinador e dos jogadores, não há confiança que resista.

Ponto 3º:
Quando o Presidente dá proridade aos contratos milionários e aos museus, esquece a produção da equipa principal e reforça a confiança num treinador que já deu provas de não ter unhas para um clube como o FCPorto do "passado" recente, os resultados não podem ser outros que não estes. Nem sempre se aplicam as mesmas regras para casos diferentes...

Ponto 4º:
Quando se perde um jogo em casa com uma equipa como o Marítimo na véspera de um jogo importante para a manutenção do 1º. lugar do Campeonato a disputar na casa do adversário, é pouco expectável que a moral para esse jogo seja a melhor.

Nota:
Lamento que as prestações de jovens jogadores como o André Silva, Victor Garcia e Sérgio Oliveira, que até nem jogaram mal, tenha sido manchada por uma defesa de papel.  

28 dezembro, 2015

As 7 virtudes imortais do meu FCPorto

Preferia ver estes sorrisos no fim da época

Antes de mais, reitero aos amigos e leitores do Renovar o Porto os meus votos de boas festas e de um Bom Ano 2016, esperando que o Natal tenha sido bem passado e em óptima companhia.

Ainda 2015 não terminou e o FCPorto decidiu dar uma excelente prenda à comunidade portista e a Pinto da Costa (que fez ontem 78 felizes anos), com o anúncio de um contrato de direitos televisivos com a PT/Altice no valor de 457,5 milhões de euros. É sem dúvida uma boa notícia, levando em conta a actual situação do país e a necessidade de angariar verbas para os desafios e compromissos assumidos pelo FCPorto para um período de 12 anos. 

Há no entanto uma dúvida, que devia ser esclarecida quanto antes, que é saber se  a partir de Janeiro do próximo ano, os clientes da NOS deixarão de ter acesso ao Porto Canal e aos conteúdos desportivos. Sinceramente, não sei se isto vai ser assim e se é legalmente aceitável do ponto de vista contratual entre operador e cliente, mas se não é, então pode ter-se aberto aqui um precedente. No meu caso, por exemplo, sempre preferi a oferta da NOS, por conter um pequeno leque de canais mais interessantes que a MEO, não obstante a maioria serem praticamentes iguais. "Obrigarem" os portistas a mudar de operadora para verem o canal, é tudo, menos correcto. Veremos,  entretanto o que vai acontecer.

Sendo o negócio importante para o clube, não deixo contudo de manter alguma apreensão com a realidade que são os resultados desportivos. Chegamos ao primeiro lugar da Liga mesmo no fim da primeira volta (vale mais tarde que nunca, já sei) a um ponto de avanço do 2º classificado, o Sporting, com quem jogaremos, por ironia, no início da segunda fase fora de casa. A questão que me coloco, e coloco também aos leitores, é a seguinte: estamos confiantes, ou temos de estar confiantes?

A resposta que a mim me cabe dar e que apresentarei a seguir, é ao mesmo tempo um desafio às dúvidas que certamente nos invadem, a resposta dos leitores, caberá naturalmente a cada um.

Uma coisa vos garanto, se o FCPorto fôr a Alvalade e sair de lá com os 3 pontos, ficarei muito contente, mesmo que a exibição não convença, mas pessoalmente preferia que saísse com uma victória convincente. Para que tal possa acontecer, será preciso estarem reunidas certas condições. Vamos a elas:
  1. Concentração do 1º ao último segundo de jogo, e tempo de descontos
  2. Força física e psicológica (preferencialmente)
  3. Assertividade e concentração nos passes, remates e desmarcações
  4. Marcação alta com tempos de pressão correctos (*)
  5. Velocidade de execução
  6. Lateralizar ou atrasar o jogo q.b., só e apenas para reorganizar os ataques
  7. Ter calma, sem nunca a confundir com lentidão 
(*) Chegar à bola antes de o adversário a controlar

Eis aqui uma sinopse de itens capazes de fazer a diferença entre estar confiante e ter de estar confiante. A primeira, implicará cumprir restritamente as 7 virtudes acima citadas, para a segunda, é simples, é como jogar no Euromilhões e confiar que a sorte nos proteja.

Teremos nós equipa para num só jogo reunir essas virtudes?

23 dezembro, 2015

22 dezembro, 2015

A geringonça ainda vai no adro

PAULA FERREIRA
Não basta anunciar que se vende um banco, praticamente em ruína, por essa ser a solução que melhor defende o interesse nacional. Quando se vende um banco por 150 milhões de euros e se entra com 2 mil milhões para guardar os seus ativos tóxicos - aquilo que ninguém quer, aquilo que contamina - é preciso explicar aos cidadãos a opção. E em detalhe.
Não é a primeira vez, em poucos anos, que os portugueses são chamados a pagar os erros de gestão da banca nacional. Banca privada, dirigida por gestores privados bem pagos. Muitos dos ativos que ficaram no Banif "mau" (o filme repete-se) são o resultado de crédito concedido, sem o mínimo critério de exigência, e corporizado por imóveis altamente desvalorizados. Algum gestor assume essa responsabilidade?
As pessoas, as mesmas de sempre, agora chamadas a entrar com dois mil milhões de euros, não entendem e perguntam com toda a legitimidade: "Por que raio não deixam os bancos ir à falência?" Ao longo de seis anos, entre 2008 e 2014, os portugueses contribuíram com quase 20 mil milhões de euros para suster instituições bancárias. A troco de quê? Da estabilidade financeira, dizem-nos. Algo pouco concreto. Real, bem real, foi aquilo que sentimos. Mais impostos, mais e mais austeridade. Disseram-nos: era preciso cortar salários, apoios sociais, subsídio de férias e de Natal. A nossa vida piorou. E afinal não andávamos a gastar acima das nossas possibilidades. Outros andariam. O povo português, isso sim, anda a pagar (por erros que não comete) acima das suas possibilidades.
Valerá a pena? Temo que não. Já vão quatro. Primeiro foi o BPN, depois o BPP, o BES e agora o Banif. Fica por aqui cortejo fúnebre da nossa desgraçada banca? As autoridades fiscalizadoras, reguladoras, as altas figuras do Estado nunca falaram com clareza aos portugueses. Pelo contrário. Até fomentaram o engano. Antes da derrocada do BES, o Banco de Portugal autorizou um aumento de capital, conduzindo os pequenos acionistas do banco para um beco sem saída. Na madrugada de ontem, ficámos a saber mais do rigor de quem regula o nosso sistema bancário. O caso Banif deveria ter sido atacado há um ano! Em vez disso, foi escondido: comprometia a saída limpa do plano de resgate. Não comprometeu, mas que benefícios trouxe esse jogo de sombras, esse silêncio cúmplice? O problema irrompe, agora, em todo o seu esplendor.
Havia eleições à porta, e isso, pelos vistos, tinha muita força. Tal como nos mentiram com a fábula da sobretaxa, também nos enganaram com o Banif. Temos muitas razões para desconfiar - e a geringonça ainda vai no adro.
Nota de RoP: é esta pouca vergonha que faz com que muita gente não acredite na Democracia. A questão é que, como sempre venho dizendo, a Democracia não é nada disto. 
Os políticos, tanto quiseram anarquizar as liberdades, que hoje transformaram o povo refém dessas pseudo liberdades. Uma Democracia com leis meramente decorativas é uma autêntica mina para os poderosos, um verdadeiro atentado às Liberdades e a porta perfeita para a Ditadura. E quem se fica a rir  são os Ricardos Salgados e Carlos Costas desta vida. Assim, é fácil enriquecer. A cadeia é o único lugar onde deviam curtir a  sua sabedoria.  




21 dezembro, 2015

O Pinto da Costa de ontem, e de hoje



Havia uma característica na acção de Pinto da Costa que, não sendo consensualmente simpática na opinião pública geral, continha aspectos muito positivos quando usada em defesa do FCPorto. Para a grande maioria dos portistas, a sua ironia, mordaz e provocante, encaixava como luva no cinismo conspirativo dos representantes dos clubes da segunda circular que, impotentes, mas cientes dos efeitos desse estilo aguerrido [dentro e fora do balneário], não descansaram enquanto não engendraram forma de o conotar como uma espécie de Al Capone do futebol português.

A Justiça Civil e o Tribunal Arbitral da UEFA, absolveram-no, apesar do vácuo das acusações que lhe eram imputadas pela (essa sim) pervertida justiça desportiva nacional, sintonizada com o coro dos media centralistas. Foi a maior sacanagem que vi fazerem a um dirigente de clube em toda a minha vida. Como portuense e portista, nunca me irei esquecer dos autores e das fontes desse atentado consentido à dignidade humana, apenas movido pela inveja. Por isso, e por muito mais, nunca apoiarei qualquer causa em que estejam envolvidos clubes de Lisboa, nem com eles me solidarizarei desportivamente, mesmo que sejam os únicos a representar o país. Se eles se esqueceram de respeitar o clube com o nome da terra que deu nome a Portugal, porque não hei-de eu esquecer-me que existem? Adiante.

Na realidade, a característica beligerante e de humor negro de Pinto da Costa não morreu, nem nunca morrerá, porque lhe está na génese, mas foi sem dúvida quebrada, e já não é ambivalente, como era. Os tempos mudaram. Agora, as suas declarações assemelham-se a breves atestados pessoais de utilidade social, quase sempre frívolos e tardios.  O seu jeito beligerante e jocoso, está lá, mas já não intimida os adversários e inimigos que o odeiam, porque inconscientemente redireccionou-o para os adeptos. Notemos. 

Quando interrogado das razões por que Lopetegui não lançou ainda o André Silva respondeu:

Já vi o André Silva em acção muitas vezes e quem quiser fazer uns quilómetros para se deslocar ao Estádio de Pedroso, também pode ver. Tenho a certeza de que é mais um jovem que chegará à equipa principal, assim que o treinador entenda que é momento de o fazer. 

Aparentemente, Pinto da Costa deu uma resposta inofensiva, descontando a impertinência habitual da pergunta dos jornalistas. Mas, será que Pinto da Costa acha mesmo que aos portistas só basta quererem fazer uns quilómetros para ver o André Silva jogar? Estará assim tão distante do país e da região em que vive para dar uma resposta destas? Estará já a confundir os destinatários dos seus recados? Não teria bastado sugerir a visão dos jogos da equipa B, no Porto Canal? Ou será que já não se lembra que o Porto Canal existe? Lembra certamente. E já agora, pergunto eu: não bastaria e ficaria mais económico ao Presidente do FCPorto deslocar-se de vez em quando aos estúdios do Porto Canal para comunicar com os adeptos sobre as questões que os apoquentam? Falar das suas relações com Rui Moreira e explicar por que é que ainda não o convidou o seu amigo para ir ao Porto Canal? Os sócios, terão só obrigações? De pagar cotas e mais nada? 

Como portista, não estou a gostar mesmo nada destes desvios temperamentais do presidente do FCPorto. Que o faça com os nossos adversários, não connôsco que não o merecemos. Que acabe com a bajulice serôdia de andar constantemente a convidar as tias e os tios da capital para darem entrevistas fúteis, de gente, e para gente fútil. Nós não precisamos de Lisboa para nada, só precisamos que nos respeitem e tratem sem discriminações de qualquer ordem. Além de mais, escolheu muito mal o timing para "apoiar" Lopetegui. Não me parece sério que queira colher os loiros da subida ao pódio da 1ª Liga, quando não abriu a boca para defender o treinador quando ele mais precisava.

Não sou um fã do tipo de futebol de Lopetegui, mas acho que o Homem não tem sido apoiado e defendido publicamente pelo presidente como devia. Só por isso, gostava que Lopetegui fosse feliz. O mérito seria só dele e dos jogadores. E se Pinto da Costa continuar neste registo de arrogância e distanciamento com quem sempre o apoiou, terei todo o direito de lhe fazer o mesmo.


16 dezembro, 2015

A via "secreta" do actual FCPorto pode potenciar o boato

Promovido a Presidente da Comissão
Europeia
sem se compreender porquê

Nunca vi (li) com bom olhos as sociedades secretas, ou confrarias esotéricas. Da maçonaria ao rosacrucianismo já muito se escreveu. Muito, não será bem assim, porque, quer os jornais, quer as televisões nacionais, têm dedicado muito pouco tempo e espaço a esses assuntos. São tabu...

Por esses motivos, sugiro a quem nunca tenha ouvido falar destes temas a comprar uns livrinhos, agora no Natal, para terem uma ideia do que estou a falar. Aviso, no entanto o leitor, que não vai chegar a resultados concludentes. Como quase todas estas sociedades giram à volta de factores comuns escusos, desde nascerem de status sociais elitistas, poderosos e enigmáticos, é improvável que a opinião final seja esclarecedora. Por essa mesma razão, acho que não devemos desprezá-las.

Sou céptico com o secretismo. Só em casos excepcionais - como negócios, vida íntima pessoal de amigos e familiares -, o valorizo. Se, e quando, se trata do interesse público, acho que é a transparência que deve fazer escola.

Nos últimos dias venho insistindo no tema Futebol Clube do Porto, versus, Pinto da Costa/SAD, e na remissão ao silêncio a que se submeteram. A isto chama-se opacidade e soberba. Como diz Pedro Marques Lopes, para um portista, o brasão abençoado  só pode ser ultrapassado pela família e nada mais. Gostar de um clube - e o FCPorto é o único com nome de Portugal -, é antes de mais, querer o melhor para ele. Escusado será dizer que tal pressupõe ser bem gerido em todos os sentidos. Que vença, realize capital, que comunique com os seus apoiantes e saiba bater-se contra as discriminações do centralismo. Mas, gostar do FCPorto não é ficar refém da gratidão devida ao seu grande timoneiro, nem remeter a nossa opinião a um secretismo estéril que pode conduzí-lo à decadência. Há momentos para a contenção e tolerância, e momentos para dizer basta. Corroborar com uma administração/presidência inerte, hermética, do tipo das que citei, é pactuar com conjecturas, e as conjecturas podem indiciar coisas más.

Falando de secretismo e conjecturas (e do FCPorto), há um clube secreto, que não é de futebol, nem tão pouco desportivo, mas que devia fazer-nos pensar seriamente. Chama-se "Clube de Bilderberg". Não foi fundado exactamente por boas razões. Suspeita-se... É secreto, e isso já diz quase tudo. É constituído pelas pessoas mais poderosas do mundo da finança, da economia, da política, e do grande empresariado. Sem querer entrar em detalhes, o seu conhecimento talvez nos ajude um pouco a compreender a ascenção meteórica de Durão Barroso a Presidente da Comissão Europeia... Será verdade, será mentira? Estarei eu também a especular? Escolham. É o segredo, meus caros! O segredo é elástico, estica para o lado que nos der mais jeito e ninguém se pode ofender por isso. 

Por isso, não acredito na bondade de organizações ocultas, porque são inconciliáveis com a Democracia. A sua existência, o seu poder de influenciar, são a prova acabada do cepticismo que aqui tenho evidenciado com a autenticidade deste regime. Chamem-lhe tudo, menos democrático.

15 dezembro, 2015

Refrescando opiniões de um passado recente


A memória dos homens é curta. É importante tonificá-la de vez em quando. Fui descobrir este post, publicado aqui em 01 de Fevereiro de 2014, de minha autoria, sobre o Porto Canal. Dos programas que citei e classifiquei positivamente, sobram "Os Caminhos da História", de Joel Cleto. 
Aquele que considerava mais interessante para a nossa região, o "Pólo Norte" com David Pontes, Manuel Carvalho e o vice-reitor da Universidade do Minho, acabou abruptamente e, como vem sendo um hábito (péssimo) no Porto Canal, sem qualquer explicação para espectadores... O Pena Capital, que não sendo inicialmente nada de especial, era sério e ao mesmo tempo divertido, foi mudando os convidados, até que se evaporou. Resta o Valter Hugo Mãe, o Territórios e o Mentes que Brilham. Há ainda o Consultório que tem algum interesse público, mas o resto são gravações destes e de outros programas de qualidade inferior. Gravações exaustivas que só com esforço se conseguem rever.
De resto, continuamos sem compreender como é que um Canal do Porto, que se diz defensor das regiões e do Porto, não convive bem com o seu Presidente da Câmara, e acha que não tem de explicar aos portuenses porquê. Talvez haja alguma confusão na ideia que fazem de um veículo de comunicação...Talvez seja natural que a opção apelativa venha de gente da Bola e dos Records, e Rui Moreira apenas o amigo "dispensável". Talvez.

O problema do PortoCanal, será o Porto ?

(De Rui Valente, http://renovaroporto.blogspot.ch/)
Porto Canal - Homepage
Espero um dia vir a mudar de opinião se a interrogação em título não chegar a confirmar-se, mas receio que o Porto e o Norte poucas vantagens cheguem a retirar por disporem de um canal de televisão. Quando digo vantagens, refiro-me naturalmente para a população e não tanto para ao lado económico e financeiro da empresa, ainda que esse seja também um aspecto importante. 

Apesar de bastante decepcionado com o rumo difuso e algo paradoxal que o Porto Canal parece estar a seguir, não cometerei a injustiça de afirmar que tudo o que até agora foi feito é mau. O que digo e repito, é que sou contra a política do engodo de entreter os espectadores com doses maciças de repetições de programas de entretenimento de gosto duvidoso sem haver o cuidado de os informar. 

Já tive oportunidade de elogiar alguns programas de qualidade, seja no âmbito generalista, seja na área do desporto/clube, embora sem nada de verdadeiramente original, diga-se. Joel Cleto e o seu "Caminhos da História", culturalmente falando, é o meu preferido. Segue-se o painel de debate político "Pólo Norte" e a um nível inferior, mas bem humorado, o "Pena Capital". No que concerne o FCPorto, há coisas interessantes, mas é flagrante a falta de um programa de debate sobre assuntos relacionados com o futebol, entre os quais um que denuncie as intermináveis deturpações e arbitrariedades veículadas pelas 3 estações centralistas e os seus múltiplos canais derivados.

Não me interpretem mal, não quero, nem nada que se pareça, uma réplica do lixo que se faz em Lisboa. Nem por sombras. O que gostaria  mesmo, é que o Porto Canal, realizasse programas que monstrassem ao país que muito do que se faz em Lisboa nessa matéria, é isso mesmo: lixo e fanatismo. 

Pelos vistos, não é essa a opinião da direcção do Porto Canal. É outra, bem mais soft, tenrinha, que passa por ignorar, permitir a proliferação do veneno difundido pela comunicação social centralista e deixar que ele se instale na opinião pública sem qualquer tipo de desmentido, talvez na vã esperança que o Portugal profundo compreenda o sentido de tamanha permissividade. Pura ilusão. Por mais que a direcção do Canal (e do FCPorto) procure ignorar as ofensivas centralistas, não se livram de deixar no ar - e na cabeça de muita gente - a ideia de que se cala, é porque consente, com a agravante de manter acesa a convicção que o Processo Apito Dourado até valeu a pena e que Pinto da Costa terá sido "mal" absolvido... Infelizmente, os portugueses ainda não atingiram um patamar de maturidade cívica suficientemente elevado para não se deixarem influenciar pelo mau jornalismo. Se assim não fosse, o nosso país não seria seguramente um dos países mais atrasado da Europa, nem teria desperdiçado o 25 de Abril com governantes sem escrúpulos nem competência.

Mas o paradoxo desta "estratégia" vai mais mais além. O Porto Canal parece apostado em defender o Norte imitando Cristo, dando a outra face ao estalo depois de andar a ser esbofeteado todos estes anos de centralismo feroz. Continua a chamar a si, a escancarar as portas a gente da capital que se fartou de denegrir a imagem do FCPorto, do seu Presidente e da própria cidade (João Malheiro, António Sala, a "feiticeira" Maya, Carlos Barbosa e todo um rol imenso de gente insignificante que o Norte está cansado de conhecer por força da imposição monopolista do centralismo.

Já me perguntei o que terá levado a direcção do Porto Canal a pensar que estas pessoas fazem falta ao Norte, ou o que delas espera para ajudar os nortenhos a livrarem-se da chaga neocolonialista lisboeta, que é a sua terra... Pensar que essa gente é alheia ao fenómeno centralista é passar um atestado de imbecilidade aos nortenhos e a si próprios. Aliás, pergunto: que pensará Pinto da Costa sobre este assunto? Será que ele sabe o rumo que o canal está a levar? Será que ele vê mesmo o Porto Canal e é cúmplice desta estratégia suicida? Se vê, e gosta, então já não sei o que pensar, nem que explicação dar a tamanho fenómeno. A não ser que de repente um forte surto de sado-masoquismo tenha assolado a nossa região, e se calhar até eu fui contaminado, e ainda não dei por isso...

PS-Nem de propósito. No momento em que acabei de publicar este post, soube que, mais uma vez, o Norte foi prejudicado nos fundos do novo Quadro de Apoio, e que Lisboa, a região mais beneficiada do país, vai receber mais dinheiro. É assim. Eles perderam-nos o respeito. Agora, digam que Rui Moreira não tinha razão de desconfiar...

14 dezembro, 2015

Este, não é o FCPorto do Pinto da Costa que conhecemos

Acabou. Pela parte que me diz respeito, o prazo de tolerância com a SAD portista, incluindo o presidente Pinto da Costa, esgotou-se. Não acredito na fé pela fé, nem me sinto menos portista por me recusar expressar o meu afecto ao FCPorto sem clarividência, ou com estados de consciência alucinantes. 

Já é a segunda vez que prevejo as reacções de Pinto da Costa quando os problemas se aproximam da efervescência, e adivinho a resposta: fala tarde e não diz nada. Por isso, não quero mais perder tempo a proteger a actual estrutura directiva, incluindo equipa técnica e jogadores. O FCPorto está acima de tudo, esse é que deve ser defendido. Faça Pinto da Costa agora o que fizer, já vem tarde, já acabou com a confiança de muitos portistas na manutenção dos êxitos a que foram habituados e para os quais, ele muito contribuiu. Estou a falar no passado, claro, no Pinto da Costa líder de um clube que está acima de todos e dele próprio: o FCPorto. Só com a diferença que, há poucos anos atrás, ele e o clube, funcionavam como um só. E tanta era a identificação entre um e outro que se confundiam. Era dessa simbiose perfeita que os portistas gostavam. Isso hoje mudou. O FCPorto vai continuar, embora abalado por um presidente que inesperadamente parece ter perdido a noção do seu papel dentro dele.

Não me recordo de ver um FCPorto tão despersonalizado e frágil como o da actualidade, sem que essa descaracterização tivesse sido oportunamente travada. E, se há coisa que me custa aceitar, é ter de dar razão àqueles que nunca dela precisaram para denegrir a imagem do nosso clube e do próprio Presidente, dentro e fora de portas.  Hoje, eles agradecem a nova postura de Pinto da Costa, porque foi ele mesmo quem lhes facultou as condições ideais para achincalharem o nosso clube e o futebol praticado sem precisarem de inventar. Hoje, até se dão ao luxo de comentarem sem mentir... Graças ao silêncio estúpido da SAD e do Presidente.

Se associarmos a esta realidade a presença na festa da entrega dos Dragões de Ouro de indivíduos que vivem há anos a denegrir a imagem do FCPorto e do próprio Pinto da Costa, a cereja no topo do bolo da irracionalidade é perfeita.

Nestas condições, não há garra que resista ao descalabro. A menos que, algo de inesperado e tremendamente eficaz aconteça. 

13 dezembro, 2015

O FCPorto e os comentadores do Porto Canal

Se há coisa que me faz trepar pelas paredes é a incapacidade de alguns para analisarem as coisas com frontalidade. Não se trata aqui de facciosismo, de considerar apenas correctas as opiniões que correspondem às nossas, e incorrectas as opostas. Trata-se de olhar para as situações concretas e de as apreciar, ou não, com a mesma naturalidade com que saboreamos os alimentos, independentemente dos gostos de cada qual. Há quem goste mais da carne bem passada e quem a prefira meia crua, agora o que ninguém gosta é de carne dura como a sola de um sapato.

Não sendo de comida, mas de futebol o que estou a falar, faz-me grande confusão que os comentadores habituais dos jogos do FCPorto, no Porto Canal,  sejam tão parcimoniosos nas avaliações que fazem aos jogos do nosso clube. Raramente assumem sem papas na língua, os maus jogos e o futebol intermitente praticado pela equipa de Lopetegui. Percebo que estando a trabalhar, ou a receber qualquer avença do clube, haja alguma contenção, que não se sintam à vontade para dizerem o que pensam, mas usar um vocabulário eivado de elogios quando a equipa joga francamente mal, nem é sério, nem pedagógico. 

Como não acredito que tais comentadores não percebam de futebol (um deles até já foi jogador do FCPorto), só posso concluir que a parcimónia seja a razão causa efeito do receio de retaliações se disserem exactamente o que pensam. A avaliar pela política de comunicação levada a cabo pela SAD portista, omissa e sobranceira (para dizer ditatorial), não me espanta nada que o medo esteja instalado também dentro do Porto Canal, como está aliás no próprio país. Sinais dos tempos, ou resíduos secundários das más políticas conservadoras?

Uma coisa é certa: goste, ou não, Pinto da Costa vai ter mesmo de sair da toca do silêncio em que se refugiou, caso não queira que lhe aconteça a ele a mesma carinhosa recepção que uns adeptos menos dados a finesses, dedicaram a Lopetegui, mal chegou a Pedras Rubras. É só uma questão de tempo. Ainda há pouco ninguém questionava a liderança de Pinto da Costa, agora já há quem duvide das suas actuais aptidões. Eu também já a questiono, e não a escondo. Lamento-o, porque gostava que quando saísse do clube usasse a porta grande. Mas ele parece querer ser empurrado.

12 dezembro, 2015

Barcelona, 1 - FCPorto, 2



Sei bem que o FCPorto também tem as modalidades, não obstante a importância do futebol sénior que é a sua fonte principal de receitas. Como tal, considero da maior justiça relevar o trabalho da equipa técnica e dos jogadores que, tal como no andebol, se têm portado com autênticos profissionais. Diria mesmo, melhor que certos profissionais. Por isso, parabéns ao Hóquei em Patins!  

11 dezembro, 2015

Dias quentes se adivinham no FCPorto

Não escondo que a situação actual do FCPorto me preocupa. Frequentemente, sinto vontade de repisar o assunto, tantas vezes quantas as necessárias, para conseguir arrancar uma resposta que explique o que se está a passar. Mas logo mudo de ideias, porque já percebi que Pinto da Costa está mais empenhado em dar razão aos seus inimigos, confirmando tudo o que de mal fizeram e disseram a seu respeito, do que ouvir as vozes de quem o apoiou durante tantos anos e gosta verdadeiramente do clube: os portistas. 

Pensando melhor, suspeito que subitamente os seus inimigos deixaram de o ser, para passarem ao estatuto de amigos... Nunca imaginei foi que um dia os Dragões de Ouro pudessem ser conspurcados nas mãos de uns reles directores de Bolas e Records. Os inimigos agora devem ser outros, talvez os portistas, não sei. Quem sabe? Cuidado portanto, caros adeptos, sócios e atletas do FCPorto! Pensem duas vezes, antes de receberem um Dragão de Ouro, porque agora os troféus podem ser uma desonra...  

Por isso mesmo, e porque não pertenço à família dos fanáticos, nem fã de afectos masoquistas, não tenciono entregar os pontos deixando sossegado o presidente portista no silêncio do seu trono imaginário, como se de um rei se tratasse. Passarei a estar mais atento a eventuais apadrinhamentos nas escolhas dos colaboradores e na futura programação do Porto Canal. Serei muito crítico se a vulgaridade continuar a ser a imagem de marca da casa. Começarei a interessar-me pela origem e o destino dos investimentos, e a confrontá-los com os resultados...

A gestão do FCPorto em termos de comunicação é pouco mais que péssima. O Porto Canal assemelha-se a um négócio de vão de escada em modo de auto-gestão e o seu Director Geral parece trabalhar em regime part-time, tão evidente é a ausência de programação, e dele próprio. Aparece às segundas feiras para assinar o ponto e mostrar que existe, para logo depois deaparecer. O resto da semana deve andar empenhadíssimo a coleccionar cassetes para encher o canal de chouriços. Deu uma entrevista a esse jornal popularíssimo que é o Diário Económico  [que todos os portistas lêem] onde anunciava a nova grelha de progamação para meados de Outubro passado, mas afinal fez mal os cálculos, foi preciso Pinto da Costa vir agora emendar (espero) e dizer que fica para Janeiro do próximo ano... Mas, para Júlio Magalhães está tudo bem, as audiências estão a rebentar pelas costuras. Deve ser das delegações que abriu em Lisboa.

Enfim, a avaliar pela amostra e pelo grau de exigência de quem dirige o canal e o clube, não auguro nada de extraordinário da nova grelha de programas do Porto Canal, nem bons tempos para o departamento de futebol profissional do FCPorto. 

Não é só o António Costa e o novo governo que vão ter dias difíceis. Na Senhora da Hora e no Dragão os próximos tempos não vão ser risonhos. Veremos se me engano.  

PORTO ELEITO O MELHOR DESTINO DA EUROPA (E O TERCEIRO MELHOR DO MUNDO)


                  Esta foto de Porto é cortesia do TripAdvisor

O Porto foi considerado pelo internacionalmente conceituado site de viagens TripAdvisor como o melhor destino emergente da Europa e o terceiro melhor do mundo

A classificação foi atribuída depois de somados e analisados os comentários dos leitores.
Numa lista de 10 cidades, a TripAdvisor classificou o Porto à frente de Moscovo, na Rússia, em segundo lugar, e de Brighton, em terceiro. Do top ten consta apenas mais um destino português, o Funchal, na Madeira, que se quedou pela sexta posição.
Já a nível mundial, o Porto ficou apenas atrás de Tulum, no México, e de Cartagena, na Colômbia, suplantando nomes como Nova Deli, na Índia, ou Lima, no Peru.
O TripAdvisor destaca no Porto algumas visitas consideradas obrigatórias. Entre as que recolheram mais opiniões positivas contam-se, por exemplo, a ponte D. Luiz, o Palácio da Bolsa, a Torre dos Clérigos, o Parque da Cidade, a Igreja de São Francisco, o Estádio do Dragão, a Casa da Música, a Sé, o Museu de Serralves, a Capela das Almas o farol do Molhe.
No total, foram mais de 300 as atrações recomendadas pelo site aos turistas que pretendam visitar Invicta. “Passear pelas suas ruas é como viajar através do tempo”, escreveu a TripAdvisor.
A lista das 10 mais cidades emergentes da Europa é consituída por Porto, Moscovo (Rússia), Brighton (Reino Unido), Liverpool (Reino Unido), Granada (Espanha), Funchal, Oia (Grécia), Cracóvia (Polónia), Valência (Espanha) e Colónia (Alemanha).
Já os melhores destinos mundiais são, para a TripAdvisor, os seguintes: Tulum (México), Cartagena (Colômbia), Porto, Gatlinburg (EUA), Moscovo (Rússia), Brighton (Reino Unido), Nova Deli (Índia), Banff (Canadá), Lima (Peru) e Foz do Iguaçu (Brasil)
Nota do RoP:
Que chatice! E eu que pensava que vivia numa aldeia de província, feia e cinzentona, sem o brilho da capital, e seus mui urbanos cidadãos...