09 fevereiro, 2018

Rui Rangel, a vergonha da Justiça!

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Rui Rangel e Fátima Galante só vão conhecer na próxima quarta-feira as medidas de coação, no âmbito da Operação Lex, da qual são arguidos.
Rui Rangel e Fátima Galante não apareceram esta sexta-feira no Supremo Tribunal de Justiça. Os seus advogados, João Nabais e Paulo Sá e Cunha, respetivamente, chegaram cerca das 10 horas. (do JN) [ler o resto aqui]
Nota de RoP: 
Os tempos mudaram, não há dúvidas, e em muitos aspectos não foi para melhor. Desde sempre, a maldade dos homens acompanhou as sociedades, não é de agora. A opção pela via da marginalidade tem diversas explicações. Uma, é a pobreza extrema, outra é a demência, e a mais execrável de todas, a ambição desmedida a coberto do poder.                                                              
Rui Rangel é Juiz, ainda vai ser inquirido, e já deixou graves sinais do seu baixo carácter. Não compareceu no Supremo Tribunal, mesmo depois de ter beneficiado de mais alguns dias do prazo para se apresentar, como lhe confere o estatuto. É esta a diferença entre o passado e o presente. Em casos destes, quando homens com responsabilidades semelhantes eram apanhados pela Justiça, alguns, por preservarem alguns pingos de vergonha, chegavam ao ponto de se suicidarem. Mas, que diabo, já nem se esperava tanto! O mínimo dos mínimos que se podia prever de Rui Rangel, é que respeitasse a Justiça, já que não sabe respeitar-se a si próprio quando foge da Lei como um homenzito banal.
A dignidade é o único estatuto válido. As profissões, são um substantivo, uma actividade. Valem o que valem, como aqui se percebe.  

08 fevereiro, 2018

Do centralismo ao futebol


Ninguém me pode acusar de radical, se fôr sério, e estiver atento ao que tem vindo a público sobre as ligações obscenas do Benfica com figuras influentes na área desportiva, financeira, informativa e judicial. Se acrescentar a este já expressivo grupo a classe política, não corro o risco de exagerar, porque é também conhecida a ligação fanática que têm com o clube do regime. Só os leitores assíduos do RoP sabem, fazendo uma retrospectiva do que venho aqui escrevendo, e mesmo denunciando, apenas sustentado em comportamentos e observações atentas do que vai acontecendo pelo país.

Sempre estranhei e censurei a conduta segregadora da comunicação social de Lisboa com o Porto e o FCPorto, e foi por essa percepção que cedo me apercebi desse cancro chamado centralismo. Naturalmente, a comunicação social foi sem dúvida o sector mais contaminado,  o que mais deu nas vistas. Por contágio seguiram-se todos os outros sectores, e nem vale a pena elencá-los um, a um. Com coerência, começaram por nos retirar os poucos meios de comunicação social que ainda possuíamos. Jornais e rádios, todos foram à vida. Televisão, não foi preciso porque ainda não a tínhamos, só agora a temos, e mesmo assim foi preciso o FCPorto para o conseguir (a melhor decisão de Pinto da Costa dos últimos anos). 

A tudo isto juntou-se o futebol, e claro, o sempre presente Benfica, essa "jóia" da coroa que os centralistas querem entronizar no ADN dos portugueses como se fossem todos animais domésticos de mau gosto. Hoje, sabemos a porcaria, a vergonha nacional que é o Benfica...

Que me tolerem a imodéstia, mas quem estava no caminho certo era eu, e não alguns tantos que andaram todos estes anos a fazer de conta que tudo o que acontecia de mau ao FCPorto, e à cidade, nada tinha a ver com política e centralismo (que nem sequer sabiam o que era). Para esses, o FCPorto tinha de jogar contra tudo e contra todos, como se tivessemos o dever de vergar aos caprichos mafiosos centralistas, e abdicar do direito à Justiça. Quem se amolavam, eram os treinadores e os jogadores, como comprovam os últimos 4 anos... Falar de Pinto da Costa, da sua aparente apatia perante o que se passava tornou-se  uma heresia para certos adeptos. A gratidão, levada ao extremo, traiu-os tornando-se, sem o perceberem, cúmplices dessa negligência.

Apesar disto, folgo em saber que foram precisos vários anos para surgir nas redes sociais um blogue portista (Baluarte do Dragão) onde já se começa a associar o futebol à política, e a perceber como o centralismo está inevitavelmente ligado ao escândalo do Benfica.

Que tempo perdido não termos votado sim à Regionalização! Pergunto: e hoje? Seríamos capazes de votar outra vez contra a regionalização? Querem saber a minha opinião? Penso que nem assim nos mobilizávamos.

Não, eu não gosto de radicalismos. Apenas acção e bom senso, quando tal se impõe.

07 fevereiro, 2018

Porto Canal, cuidado com a liberdade da treta

Não conheço profissão mais paradoxal que a de jornalista. Agarram-se como lapas a argumentos que eles próprios, por isto ou por aquilo, não conseguem respeitar, mesmo que violando o próprio código deontológico. 

Ontem, Júlio Magalhães, decidiu ir ao telejornal da noite esclarecer o jornal "I" de uma provocação de 1ª página que fez contra o FCPorto, supostamente por ser subsidiada por várias câmaras nortenhas. Esclarecer não tem mal nenhum, mas pareceu-me mais uma atitude de subserviência do que isso. Acho que não devia fazê-lo; antes de mais, porque se tratou de uma não notícia, portanto de uma provocação sem fundamento, como aliás toda a gente sabe, e depois porque não se responde a pasquins, combate-se, senão passamos a alinhar pelo mesmo estilo.

A cereja no bolo, de Júlio Magalhães, foi quando, depois de explicar tudo muito bem, acabou com um mimo, que foi elogiar o jornal "I", quando tinha acabado de falar do centralismo dos media da capital... Se há coisa que a mim me repulsa é ver alguém criticar uma coisa, e logo a seguir elogiá-la. Pode ser um "anjo" de pessoa, mas fico logo de pé atrás com o seu carácter.

São personalidades destas que podem destruir o melhor dos projectos porque não partem para ele com as ideias bem definidas. Como na Democracia, não podemos abusar da liberdade que ela nos faculta sem a disciplinarmos. O Porto Canal só pode conviver com a bipolaridade Generalista/FCPorto se impuser estatutos que a equilibrem.

Por exemplo, imaginemos que um dia o Porto Canal Generalista convida alguém que a pretexto do escândalo dos emails decide desvalorizar o caso, e que além disso critica veementemente as denúncias do Francisco J. Marques no Porto Canal/FCPorto. Em tese, segundo os critérios editoriais do jornalista Júlio Magalhães, nada impedirá uma situação dessas. Aliás, já por várias ocasiões pude observar alguns convidados com vontade de venderem o peixe encarnado como vendem nos outros canais, mas até ver, o bom senso conteve-os. Se amanhã, aparece alguém atrevido e faz a experiência, pergunto: é para continuar? O Porto Canal Generalista passará a seguir o exemplo dos canais de Lisboa e abandalhar a ética com medo de ser acusado de coartar a liberdade? E depois? Terá capacidade para gerir um imbróglio dessa natureza com os interesses do Porto Canal/FCPorto o seu patrão?

Pode compreender-se a situação, porque ela não é fácil, mas sem nunca abdicar da condição de canal assumidamente focado na descentralização. Esqueça-se a ideia de chamar ao canal gente que está ou esteve ligado ao centralismo porque nada de positivo lhe vai acrescentar. Por fim, há um detalhe no qual Júlio Magalhães deverá pensar muito bem antes de se "abrir" a gente e a instituições manifestamente inimigas do Porto e do FCPorto. Se, não tiver o cuidado de seleccionar os convidados, um dia ainda vai ser ele a poluir o Porto Canal com o mesmo lixo tóxico que vemos nos canais de Lisboa.





06 fevereiro, 2018

Meirim, o presidente de disciplina da FPF, indisciplinado

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Onde paira a integridade deste homenzinho?

Este, é outro cartilheiro que se tivesse o "azar" de viver num país a sério, há muito estava a prestar contas à Justiça. 

Portugal perdeu a dignidade e arrisca-se a perder também o estatuto de país civilizado que nem a União Europeia consegue mascarar.

O Governo português, representado pela Secretaria de Estado do Desporto, não lê jornais, não vê televisão, nem ouve a rádio, coisa inusitada em órgãos de soberania, por norma  atentos ao que se passa no mundo. Se assim procede, não pode saber o que vale este homem. Confia, sempre nos pupilos (como nos incêndios...). A coberto deste lindos argumentos, foi incapaz de evitar que um dos seus militantes tivesse sido preso por crimes impróprios a representantes de alto gabarito, como foi o 1º. Ministro Sócrates. Tudo dentro da normalidade (como nos intermináveis escândalos). 

Talvez devêssemos mudar o nome a Portugal, e inventar outro, como Entroncamento, por exemplo, designativo mais indicado a coisas fenomenais, no pior sentido da palavra.


05 fevereiro, 2018

Se há virtudes na sociedade portuguesa, a frontalidade não é certamente


Na realidade, é um pesadelo viver neste país, e ainda acreditar que a corrupção é um fenómeno circunstancial. Não é! Nem todos somos corruptos, mas o país já tem gente demais a construir essa reputação. Gente graúda, frise-se... 

Para que a interpretação do que digo não deixe dúvidas, passo a informar desde já, que os escassos programas que vejo nos canais lisboetas são uma excepção à regra das minhas preferências, e que mesmo assim, não significa que confie absolutamente na integridade intelectual de quem neles participa. Refiro-me concretamente á "Quadratura do Círculo", e ao "Eixo do Mal", ambos na SIC, de Pinto Balsemão (responsável-mor pelo que se faz de melhor, e pior, na SIC).

Foi num desses programas ("Eixo do Mal") que, depois de ouvir ambíguas críticas aos casos dos bilhetes oferecidos pelo Benfica ao actual Ministro Mário Centeno, pude confirmar os cuidados com que todos os participantes abordaram o tema para evitarem tocar no nome do Benfica. Curiosamente, o programa "A Quadrtura do Círculo" não foi transmitido, como é habitual às 5ªs feiras, com os comentadores do costume, sendo substituído por outro sem qualquer aviso, para debater o processo que envolve o juiz Rui Rangel. Dei por mim, a tentar perceber por que razão o assunto não pôde ser debatido na "Quadratura do Círculo", mas não cheguei a nenhuma conclusão...  Estranhei, no mínimo.

Já com o "Eixo do Mal", uma conclusão pude tirar: ninguém foi capaz de discutir o caso com a frontalidade que ele merecia. Como noutros casos, criticaram em função das suas simpatias políticas, o que é natural, mas com muito menos objectividade do que é habitual. Estranhamente, quase todos apontaram baterias para o Ministério Público com acusações de cumplicidade com o Correio da Manhã, sem destacarem o ponto mais importante e ao mesmo tempo complexo: a coragem, e as dificuldades que estão a colocar à Procuradora Joana Marques Vidal para prosseguir o seu trabalho.

No fim, pensei para comigo quão difícil é, neste país, conviver com a Lei, quando há uma multidão invisível de gente graúda a vulgarizá-la, ora através de alterações convenientes, ora a ignorá-la. O Juíz Rui Rangel é apenas um grão de areia na engrenagem dos que estão nesse grupo. Assim, torna-se praticamente impossível limpar de corpos estranhos os bastidores da lei, e da investigação policial.

A dureza da Lei é coisa não grata para muitos que deviam ser os primeiros a impô-la, está comprovado. As televisões conseguiram invadir áreas sagradas, como a da Justiça, e banalizaram-na, tornando-a frágil e recreativa. Os media, são os principais manipuladores sociais, e  a Lei não é excepção;  não porque a estimem, mas para a controlarem.  

Não sei até que ponto é consistente aquilo que foi dito no programa, mas a ser verdade que o Correio da Manhã tem fontes de informação no Ministério Público, se tem, é preciso prová-lo para depois se fazer aquilo que nunca se conclui, que é julgar, e condenar exemplarmente  quem anda a poluir éticamente o país.

Tenham a relevância social que tiverem,  a Lei, é mesmo assim: dura. Quem não apreciar o género só tem uma alternativa: viver sem chular os outros. 

04 fevereiro, 2018

Sr. Pinto da Costa, nunca pensei que me fizesse sentir vergonha deste FCPorto tão medricas


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A paciência tem limites, mas há muitos que abusam dos limites da paciência, e esses não merecem  tolerância.  

Estou farto, e decepcionado, com o comportamento de Pinto da Costa, e dos restantes membros da SAD. É inadmissível que um clube como o FCPorto, permita ser tão maltratado e desconsiderado como tem sido nos últimos anos pelas instâncias do desporto. O senhor Presidente Pinto da Costa não tem o direito de usar, e abusar, do respeito que conquistou junto dos portistas no passado, para os desrespeitar, precisamente agora que pouco ou nada tem feito para continuar a merecer a sua consideração. Que Pinto da Costa não se importe, é um problema seu, agora, se pensa que todos os portistas se revêem nesta maneira permissiva e cobardola de administrar o clube, pensa mal, mesmo que tenha a apoiá-lo meia dúzia de portistas de conveniência. 

Pessoalmente, e enquanto portista e ex-sócio, sinto-me envergonhado com a permissividade  do FCPorto na lida dos constantes atropelos à Lei, por parte da FPF, da Liga, e da própria Secretaria de Estado do Desporto, sempre que se trata do nosso clube.

Todos esses organismos, todos, repito, estão descaradamente apostados em ignorar as queixas do FCPorto. Só não vê quem não quer, ou a quem não convém ver. Os árbitros, são o reflexo mais que  evidente do desprezo, e mesmo hostilidade, que votam ao nosso clube. Temos provas cabais disso, e parece que temos medo de as apresentar.

Isto é tão revoltante, quanto insuportável. Até um clubezeco de bairro como o Estoril, se dá ao luxo de gozar com um problema que é seu (a insegurança de uma bancada do seu Estádio), deturpando e ocultando pareceres técnicos  do relatório do próprio LNEC.  O presidente do FCPorto permite que um responsável do Estoril chegue ao cúmulo de insinuar que fomos nós que encenámos a derrocada da bancada para ganharmos na secretaria o jogo. 

Tenham paciência. Um bandido é um bandido, não é outra coisa. O que temos de fazer para nos defendermos deles é exigir, repito, exigir, e não pedir que as autoridades intervenham. Se estas se recusam também a trabalhar, só temos é de exigir ao GOVERNO, e não pedir, que assuma as suas responsabilidades.

Se mesmo assim, não tivermos resposta, só temos uma saída: desobediência civil. Ou então, entregar o FCPorto aos facínoras.

PS:
OK, o FCPorto ganhou, e passou para a frente, e quando ganha, ninguém ousa tocar no ídolo, no irrepreensível Presidente. Espero que tenham a mesma postura calma e tolerante se o Sérgio Conceição não bastar para evitar outro descalabro. Que os Deuses nos ajudem! Só podemos contar com a fé, está visto (mais uma vez).


02 fevereiro, 2018

Estou consigo, honorável senhora Procuradora!

Joana Marques Vidal

E estou também contra todos os que a tentam intimidar. Coragem! A razão e a dignidade, estão do seu lado e não dos estafermos que a tentam derrubar! Esses, são dejectos a imitar pessoas.

Desejo-lhe muita sorte, porque o Polvo é gigantesco e perigoso.
    

01 fevereiro, 2018

Compreensão precisa-se! A cada macaco, o galho devido.


Há coisas que não têm explicação, mas outras há que se podem e devem explicar, caso contrário corremos o risco de estarmos a ser injustos com os jogadores.

Quando se inventam frases para identificar as particularidades de um clube, como no caso do FCPorto a invenção da célebre máxima "Contra tudo e contra todos", houve razões objectivas para optar por esse nome. Houve, razões e ainda há, como os últimos acontecimentos atestam, de continuarmos a ser prejudicados pelos clubes e o poder de Lisboa. Além destas razões, tínhamos uma condição que não temos agora, que faz toda a diferença, e que tem uma explicação: o FCPorto tinha uma liderança forte, e competente, o que tornava mais fácil lutar contra as arbitrariedades a que estamos "habituados".

Nesse tempo, em que o Presidente era o mesmo de agora, era ele que intervinha para defender o clube, e quem escolhia os jogadores que precisava de contratar. Era essa postura, atenta, próxima e interventiva, que transmitia aos treinadores, e aos planteis, uma garra acrescida que agora não existe. É apenas no treinador e nos adeptos que os jogadores se sentem apoiados, não tanto na figura principal. 

Ora, é aqui que quero chegar. Não faltou quem malhasse no plantel no último jogo contra o Moreirense. Até os comentadores do pós match do Porto Canal, normalmente muito compreensivos, algumas vezes com elogios exagerados aos jogadores, foram demasiado causticos com eles, parecendo ignorar as restrições de um plantel que sempre souberam ser curto, e o consequente desgaste que isso comporta. Ninguém ficou mais frustrado que eu nesse jogo, tanto pela exibição como pelo resultado, só que dadas as circunstância, acho que até lutaram muito. Lutaram "contra tudo e contra todos" dentro das suas possibilidades no momento. A gestão do treinador sempre esteve condicionada, não foi naquele jogo. 

Sem desprezar o colectivo, o Felipe foi um duplo defesa, ele estava em todo o lado, quis marcar e esforçou-se muito, ao contrário do Brahimi tantas vezes mimado que nem se viu no jogo. O Alexe Telles que não sabe jogar mal, nem é dado a caprichos de vedeta, foi outro mouro de trabalho. O Marega idem. O próprio Soares fez tudo para marcar mas a ansiedade não o deixou. Enfim, todos denunciaram aquilo que já era expectável, a fadiga física, mas sobretudo psicológica! Quem é responsável pelo plantel ser curto? Eles? O treinador? Por favor, cada macaco no seu galho. Se julgam que tenho gosto em criticar Pinto da Costa, julgam mal, porque o que hoje mais gostaria era de continuar a ter motivos para o elogiar, mas não tenho. Isso, lamento, pertence ao passado.  Aliás, mais uma vez, decidiu agir tarde na exposição ao Conselho de Arbitragem da FPF, só depois de nos terem negado 15 grandes penalidades! Então, ninguém considera a hipótese de censurar o Presidente só pelo que fez no passado? Então, será o Sr. Pinto da Costa o FCPorto? Para mim, não é. Okey, vale mais tarde que nunca, o plantel foi reforçado, mas e os pontos que se perderam por nos mantermos passivos, quem nos vai devolver? Agora? 

É preciso compreender que os jogadores são humanos como nós. Não ficam imunes a injustiças, nem se sentem moralizados sabendo que estão a representar um clube odiado pela capital, cujo poder, apesar de mafioso e prepotente ainda existe, como se constata. E, não o podendo dizer abertamente, sabem que o FCPorto está muito só nesta batalha desigual.  

31 janeiro, 2018

Caros leitores,


espero que não tenham dado por perdido o tempo que vos fiz consumir com a leitura de posts cuja temática crítica assentou exaustivamente no silêncio da Admnistração do FCPorto e do Presidente perante a discriminação negativa levada a cabo pelos árbitros contra o nosso clube. Fui muito repetitivo no tema, porque sabia que os "padres encartilhados" estavam determinados a cumprir a sua missão e não iam desistir dela facilmente enquanto não fosse apresentada uma queixa formal ao Governo.

Hoje, fiquei relativamente animado por saber que, finalmente, a Administração do FCPorto se decidiu a fazer uma exposição à Comissão de Arbitragem da FPF sobre os erros das arbitragens, embora considere uma perda de tempo idêntica ao momento da decisão, e a opção dos destinatários. Tal como os árbitros, o Conselho de Disciplina já deu imensos sinais de alinhamento com os árbitros e com os clubes do regime (Benfica e Sporting). A não ser que a ideia da SAD seja dar uma última oportunidade para o CD se redimir das asneiras até agora cometidas, mas se assim fôr é um erro, porque quem lá está não vai passar de cúmplice de ilegalidades a cumpridor impoluto de legalidades. Dar oportunidades a gente deste calibre é pactuar com foras da lei.

Lamento mais uma vez que o FCPorto reaja tarde e a más horas quando o clube está em perigo de ser prejudicado e mesmo assim não mostre coragem para abordar directamente o Governo. A menos que a decisão obedeça a uma estratégia jurídica assente em pressupostos que obriguem a certos protocolos. Apesar do escândalo do "polvo" começar a ser finalmente divulgado pela PGR, não me surpreenderá nada se as queixas agora apresentadas cairem novamente em saco rôto. É que, os cartilheiros andam obcecados, e não escondem um objectivo comum, que é oferecer o Penta ao Benfica, ou, em último recurso, entregar o Campeonato ao Sporting.  Eles são arbitrários, não são árbitros.

Mais uma vez, o FCPorto age por reacção, não por precaução. 




30 janeiro, 2018

Há coisas que julgamos ultrapassadas, mas é preciso recuperá-las porque fazem falta

Provavelmente já cá não estarei no dia em que a dignidade vier a ser restaurada em Portugal (isto, dentro de um espírito optimista).  Por mais que não queira falar dos políticos, é impossível. A menos que, por um estranho fenómeno, deixasse de avaliar as responsabilidades pela ordem lógica da escala dos poderes, seria de admitir tal possibilidade.

Num país como o nosso, onde a bagunça se tornou num estilo de vida, alterar esta situação vai ser uma tarefa muito árdua. Para quê reavivar factos se eles estão constantemente a acontecer? As provas, são sucessivas, são já uma rotina.

Nem o auto-convencido Rui Rio, que conseguiu convencer alguns eleitores portuenses de uma integridade pessoal desproporcional à fama que angariou, teria categoria para limpar todos os vícios instalados na política. Precisamos de homens de outra envergadura. Homens que acabem definitivamente com a promiscuidade entre a política e o desporto de forma categórica, em vez de oportunistas sem coragem nem vontade.

Quando oiço políticos como Nuno Melo, dizer com a maior naturalidade que tem colegas adeptos (como ele) do Benfica fanáticos, não é preciso puxar muito pela cabeça para se ter uma ideia da mentalidade que impera na classe política do país. Chegamos a um ponto tal de vulgaridade (não confundir com popularidade) que até parece ser impossível viver sem o futebol. Eu pertenço a esse grupo, mas não desempenho funções de estado relevantes, e isso faz toda a diferença. Sou mesmo de opinião, que para actividades específicas, onde a neutralidade é fundamental, como a Justiça, e muitas outras, devia ser vetada a ligação ao desporto, exactamente para evitar suspeições. E foram os próprios políticos que tornaram natural essa proximidade, com conceitos de liberdade incompatíveis com as exigências dos cargos, o que atesta de per si a fraca noção que têm dos mesmos. Se defendo o distanciamento entre funções de alta relevância política e os desportos populares, não é por razões elitistas, mas porque as rivalidades clubistas só podem ser atenuadas pela percepção de um Estado isento também na aparência (como a mulher de César).

Ninguém pode negar a ninguém, nem aos políticos, o direito de gostar de um determinado clube de futebol, ou qualquer outro desporto, mas uma coisa é gostar de um clube, outra bem diferente, é à sombra disso, usar o cargo para o beneficiar, ou para prejudicar outros. Isso, é a perversão total da política e da própria democracia. Foi o que já aconteceu, e o que continua a acontecer, e não é só na política, é na banca, na comunicação social e no desporto (futebol).  Em tudo, enfim.

Fica-nos bem descartarmo-nos dos preconceitos, mas isso não funciona se os substituirmos por outros ainda piores sem nos darmos conta. Hoje, entende-se normal o tratamento por tu entre pessoas que mal se conhecem. Não é grave, é verdade, mas não deixa de ser uma abertura excessiva de confiança quando o conhecimento recíproco é recente.  O "você", era uma espécie de sala de espera para o "tu", não era um preconceito. O "tu" só aparecia após algum tempo, quando as pessoas ganhavam mais confiança entre si, e mesmo que não aparecesse podiam ser boas amigas na mesma tratando-se por você.

Nas televisões instalou-se essa moda mas nem por isso se consolidou o respeito. Tanto no futebol como na política, os debates estão ao mesmo (baixo) nível. Hoje, há certas pessoas que não pedem desculpa quando têm de passar defronte de outras numa fila ou numa escadaria porque acham que ao fazê-lo estão a assumir a culpa de qualquer coisa, mas é precisamente o contrário, estão apenas a mostrar boa educação, que é o que todos nós gostamos de receber quando acontece connosco.

Enfim, isto daria pano para mangas. A globalização, e sobretudo os hábitos da indústria cinematográfica americana, são corresponsáveis pela maioria das "modernidades" e de  comportamentos sociais estranhos, mas somos nós que temos de escolher o que é mais indicado para o nosso país. Passamos mais tempo com o telemóvel na mão do que a conviver com as pessoas. Estamos  a hipervalorizar as coisas, e a desvalorizar as pessoas.

Não há modernidade que supere a sensatez. É o que falta na política também. O resto, virá por simbiose. 

       

29 janeiro, 2018

Contradições de uma informação sociopata


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Assisti, há dias, a uma pequena entrevista realizada a jovens investigadores da Universidade do Minho que anunciavam a descoberta das causas pelo aumento benigno da próstata. Segundo foi apurado, uma das razões, deve-se à falta de uma substância neurotransmissora chamada serotonina, responsável por outro tipo de doenças, entre as quais consta o irregular funcionamento do humor e do  próprio sono. De uma forma sintética, é mais ou menos isto.

Numa primeira análise, devia tratar-se de uma notícia positiva, não só para a comunidade cientifica, como para quem é vítima das doenças a que reportam. Acompanhei a referida entrevista no programa "Mentes que Brilham" do Porto Canal, e compreendi a satisfação natural como foi divulgada, quer pela apresentadora, quer pelos jovens investigadores. Também eu gostei de saber da notícia, e achei a descoberta extraordinária.

Assim mesmo, há qualquer coisa que não bate certo neste mundo árido de notícias positivas, que em nada contribui para as levar a sério. A saber: se quando chegamos a casa, em vez de ligarmos a televisão instintivamente, pensarmos um pouco antes de carregar no botão, talvez cheguemos à conclusão que a melhor maneira de evitar contrair doenças do género, é mesmo abdicar do hábito, já que  99,9% dos noticiários são preenchidos com péssimas notícias, crimes e outras desgraças. 

O que adianta aos doentes a descoberta da cura do fôro mental, se a promoção das doenças nos invade a própria intimidade através dos media, criando maus hábitos ao cérebro, todos os dias, e a toda a hora?

Só os iluminados dos jornalistas convivem bem com axiomas estúpidos. Defendem coisas que deontologicamente deviam repudiar. São eles quem, vaidosamente, afirmam que uma boa notícia não é notícia. Não é assim? 

É caso para pensar se não estarão comprometidos com a indústria farmaceutica, e se também ganham a vida a criar doentes pelo outro lado, como diria um presidente orelhudo de um certo clube lá para as bandas da Mouraria e arredores...     

25 janeiro, 2018

Fado: "Isto é uma ordem!"

Quero escrever um poema

Possivelmente um pouco comprido
Porque me vou por na pele dum bandido
Quero adulterar a poesia
E fazer uma combinação de palavras
Verdadeira, embora dura e fria
Completamente despida de amor
Porque me vou por na pele dum corruptor
Sei que o resultado vai ser degradante
Porque vou vestir a pele dum narcotraficante
Sei o que escrevo porque não estou demente
Porque vou vestir a pele dum presidente
Sei que este é um trabalho sem ter esplendor
E nunca o pode ser porque trato aqui dum ditador
Um tipo cheio de dinheiro mas que é maltês
E que apodreceu o edifício do futebol português
É muito rico mas faz figura de urso
E como outros o fazem, preparo-lhe este discurso
Que começa desta forma desastrada e desordeira
Como não podia deixar de ser, desta maneira:
-Atenção benfiquistas
Não façam caso das notícias com verdade
Ordeno-vos que sigam apenas as minhas pistas
Só escrevem a verdade os maus jornalistas
E há por aí alguns jornais e revistas
Que ao nosso clube tentam denegrir
Mas eu tenho o controlo de tudo e continuo a sorrir
Acima de tudo não liguem aquelas notícias
Que descrevem as minhas atrozes sevícias
Não escutem o mentiroso do Francisco J. Marques
Que devia andar era a arrumar carros nos parques 
Se tiverem o arrojo e a pouca vergonha
De mudarem para o Porto Canal
Eu dou-vos um tratamento que vão parar ao hospital
Sou neste momento o dono deste império
E falo a sério muito embora eu ande longe de ser sério
Adiram todos os que ainda não o fizeram à Benfica TV
E se não o fizeram têm de me explicar o porquê
Comprem o Record e sobretudo A Bola
Nem que depois se sintam avariados da tola
A TVI24 é o melhor canal do país
Porque é controlado pelo José Eduardo Moniz
O que se diz por aí sobre a famosa porta dezoito
Não passa duma intrujice e duma aleivosia
Aquilo é apenas a porta da nossa drogaria
Aquilo que se diz sobre missas rezadas pelos nossos padres
É falso, porque os visados são apenas nossos compadres
Os que dizem que eu controlo o governo, a justiça desportiva
Os meios de comunicação, feia invenção,
O conselho de arbitragem, a federação e a liga
Tudo isso não passa duma cantiga
Eu é que sei manter a nossa imensa chama bem viva
Os que assim falam decerto enfrentarão castigos
Porque me invejam por eu em todo o lado ter imensos amigos
Por vezes há um ou outro doutor
Que me pede bilhetes porque já me fez algum favor
E eu respondo com elevação e educação, qual corrupção?
Por isso benfiquistas vos ordeno porque nunca é demais
Estão proibidos de ler certos jornais
Por isso vos digo incondicionais lampiões
Tenho cuidado com certos canais das televisões
Quero que cada benfiquista durma descansado
Porque o penta-campeonato já está comprado
E para terminar em beleza
Tenho a certeza
Todo o lesado do BES que seja um anormal
Não se esqueça de ir festejar para o Marquês de Pombal

Enra Bandoa Guias


(Extraído do Baluarte Dragão)

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Factos breves


Do mundo da política lisbonária":

O 1º.Ministro António Costa sabe falar. O que já não é nada mau para a exigência do povo português. Falar, não é predicado invulgar na classe política, até falam de mais. É habitual no meio, soltarem sons perigosamente estridentes para a saúde dos tímpanos.

Então, não foi António Costa quem disse (cito) que "o PS era o motor da descentralização"? É sim, senhor! Então não se nota? Deu provas disso quando se lembrou de inventar o grande berbicacho da putativa transferência do INFARMED para o Porto (que tudo aponta ser mais um embuste) depois de nos ter cedido (a custo) a candidatura à Agencia Europeia para o Medicamento e só depois de ter optado por Lisboa...

Porém, há um pormenor que pode explicar tão generosa e fracassada intenção: na forja, estava a candidatura de Lisbo"nal" (o JN diz Portugal...) à instalação dum novo centro de operações da Google! E para onde vai, para onde vai? Adivinham? Para Oeiras, sim senhor! Então querem mais provas do que é uma verdadeira descentralização?  Mas que potente motor tem este PS! Descentraliza que se farta! Tão bem, e tão rápido, que o motor deve ser da Ferrari! Com tamanha potência ainda vamos instalar a fábrica da Bugatti em S. Mamede! Viva o PS! Desta vez,  vou mesmo votar.

Do mundo do futebol:   


Se não fôr o Benfica, vai ser o Sporting. Não há ninguém que me convença que os árbitros portugueses são sérios. Não são, são as suas atitudes que o provam. O vídeo árbitro serve tanto como colocar algemas de veludo em pulsos de assassinos. O FCPorto ontem foi superior ao Sporting e perdeu o jogo porque mais uma vez lhe foi ROUBADO um golo. Mais uma vez. E já são muitas. Constantes. Cadeia, é o sítio desta seita. Não quero dizer mais. 

24 janeiro, 2018

Espero que o futuro próximo não venha a dar-me razão


Universo Porto - da Bancada

Cada vez que termina o programa Universo Porto da Bancada, dois sentimentos me invadem, sem que nada se altere em relação aos programas anteriores. O primeiro sentimento, é de admiração, uma admiração crescente pelo trabalho executado por Francisco J. Marques, e também - porque é de elementar justiça reconhecê-lo -, do Pedro Bragança e de José Cruz.   Pouco me importa se estão a ser pagos para o fazer, porque se estão, merecem-no. Como também não me perturba o facto de eu próprio, e outros bloguistas portistas andarmos há uns bons anos a defender o FCPorto de borla, sem que ninguém do clube (a não ser alguns adeptos), o reconheça.

Foi o próprio presidente Pinto da Costa quem afirmou publicamente que não lia blogues, e se não lê, não pode ter opinião. É a ele sim, que atribuo a responsabilidade pela fragilidade que o nosso clube tem mostrado perante a opinião pública e sobretudo os adeptos, porque é ele o Presidente. Ponto. E se compreendo que a sua resiliência não é a mesma por questões de saúde ou da própria idade, deixo de compreender quando ele afirma sentir-se bem, quando vemos que isso não corresponde à realidade. Cala-se, não comunica com os adeptos, e quando fala, diz banalidades.

O outro sentimento, é de cepticismo. O tempo vai passando, confirmando as suspeitas sobre a objectividade prática do que é denunciado no Universo Porto da Bancada. Claro que, se nos colocarmos no lugar de FJMarques, temos de compreender a postura prudente com as investigações. Duvidar da Polícia Judiciária e da própria Procuradora-Geral (que curiosamente, andam a tentar calar), seria contraproducente, mas já não podemos dizer o mesmo do Governo, e ainda menos dos órgãos desportivos (Liga e FPF). Na melhor das hipóteses, caso aconteça o improvável, que seria uma intervenção rápida da Justiça (em Tribunal), é possível admitirmos um abrandamento da máquina mafiosa do Benfica de modo a travar eventualmente os impulsos protectores das arbitragens a seu favor e contra o FCPorto.

Mas, estamos em Portugal, num Portugal onde muitos dos protagonistas ligados à corrupção e a este polvo gigante, de criminadidade diversa, são gente da banca, da política, da comunicação social e da advocacia... Nós até temos a razão, eles tem o Poder. Um poder indigno, é verdade, mas o único que tem passeado à vontade  negócios obscuros sobre as malhas da Justiça.

É isso que explica o meu ceticismo. Parece-me ingénuo que as cúpulas do FCPorto acreditem numa Justiça célere, - o que não é costume em Portugal - quando a investigação se afigura lenta e o Benfica continua a ser escandalosamente protegido e beneficiado por tudo e por todos (excepto nós, portistas). Será uma grande injustiça para mim, e para aqueles que pensam como eu, sermos nós a ter razão, e por uma boa causa, com tão tristes resultados, face à possibilidade de sermos outra vez ludibriados, sem paralelamente termos blindado o nosso clube dessa ameaça através de uma exposição a órgãos de Justiça  da UE ou do TAS pelo corpo administrativo do FCPorto.

Um programa como o Universo Porto da Bancada é extremamente útil, e louvável, mas não infunde o respeito suficiente para travar gente habituada a lidar (e cooperar) com o crime. Para grandes bandidos, só uma Justiça poderosa. 
  
PS:-Na Revista Dragões Pinto da Costa disse isto:
"Espero que esta seja uma semana de afirmação do portismo",  a propósito da presença do FCPorto na Final Four da Taça da Liga e do convívio com os deputados adeptos do FCPorto. Contrariando o que sempre pensou  da Taça da Liga (mal), agora já fala em portismo e cita os deputados portistas como se até hoje tivessem mexido uma palha para defender o clube. 

Já sei, para nós tudo tem de ser feito dentro das normas, para os vermelhos que até têm políticos como comentadores arruaceiros, a coragem e o sentido crítico não existem. Com amigos políticos desses bem podemos com os inimigos.

Ministério Público concentra caso dos "vouchers" e dos "emails" num só processo 


Ministério Público concentra casos dos
Decisão de juntar os dois casos foi tomada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa. Judiciária já concluiu investigação às ofertas do Benfica a árbitros, observadores e delegados.                                                                                                                                         (Sábado)


23 janeiro, 2018

Por que será?


que olho para o Governo, e fico com a ideia que estou num infantário cheio de catraios mal comportados?

E por que será também que não fiquei surpreendido com a negligência como esse mesmo Governo tratou do problema da bancada do estádio do Estoril após o relatório do LNEC?

A resposta é simples: porque me lembrei do modo cuidado e diligente como o 1º. Minitro (que eu não elegi felizmente) resolveu os dois incêndios do ano findo, bem como o respeito que mostrou pelas cento e tal vítimas mortais.

PS:

O que nos vale e enobrece, é sabermos que temos na UE um Centeno só comparável ao Ronaldo! Como é importante este Portugal! Qu'a grande Orgulho! Já me sinto outro, porra!  

22 janeiro, 2018

O Porto Canal do nosso descontentamento! É assim que se forja a união?


Quem enfiar o barrete que se assuma! Se quem concorda ser possível dar-se com Deus e com o Diabo e depois se queixa da hipocrisia dos outros, então é melhor ficar calado.

Antes de me explicar, reafirmo o que sempre prometi: nunca deixarei de dizer o que penso só para agradar a alguém. Gosto muito do FCPorto, será sempre o meu clube até morrer, mas não misturo esse amor com quem o dirige. Na melhor das hipóteses, não me custa nada reconhecer (até tenho muito prazer) o mérito a quem o dirige, desde que o faça com seriedade, competência e bons resultados. Foi isso que fiz com Pinto da Costa quando o merecia, mas não é isso que farei se esses pressupostos não espelharem a realidade. Antes de Pinto da Costa aparecer no FCPorto já eu era portista, e apesar de lhe reconhecer méritos passados, recuso-me a concordar com o modo quase ausente como agora tem gerido o clube. Não só não concordo, como não acredito que seja bom para o FCPorto. Aliás, para que não fiquem dúvidas, quaisquer que sejam as modalidades, os êxitos do FCPorto de ora em avante serão por mim atribuídos exclusivamente aos atletas e respectivos treinadores, e finalmente aos adeptos. Mais ninguém.

Voltando às explicações, começo por dizer o seguinte. Quando se toma uma decisão importante com traços de alguma ambíguidade, é preciso pensar bem para saber se não estaremos a meter um inimigo dentro de casa. Fui, como sabem, um apoiante da opção mista da linha editorial do Porto Canal. Sabia que não ia ser fácil, e que era preciso ponderar muito bem nos prós e nos contras dessa iniciativa, antes de seguir com o projecto. O FCPorto avançou, escolhendo para Director Geral alguém sem o perfil indicado para um cargo onde se exigia, além de dotes de comunicação, capacidade de liderança, e particularmente uma ampla visão política. Este projecto devia ter sido acompanhado de protocolos entre as autoridades das regiões para acautelar eventuais colisões, entre o desporto e a sociedade civil. Isso não foi feito, e como era de prever, as incompatibilidades estão a vir à tona de forma crescente. Mas, vamos a factos.

O Porto Canal decidiu realizar a Gala da "Braga Cidade Europeia do Desporto 2018", com Júlio Magalhães e Ana Guedes como apresentadores. Na plateia, encontrava-se o presidente da Câmara de Braga, político de quem (até ver) tenho a melhor opinião, mas também o bronco do presidente do Sporting de Braga e o inefável Hermínio Loureiro, pessoas conhecidas nas hostes portistas por serem de um anti-portismo primário e fiéis aliados do clube do regime. Como se isto não bastasse, o Porto Canal empenhou-se, com deferência, a entrevistar o Hermínio Loureiro como se nada tivesse contra ele, quando todos sabemos que tem. Pergunto: que interpretação podemos dar às prioridades do Porto Canal, quando elege gente desta estirpe para entrevistar? Ignorância pura e dura, oportunismo de jornalista amadora, ou hipocrisia profissional? 

Tenho a certeza que ninguém gostou desta deferência do Porto Canal, mesmo que a transmissão televisiva tenha sido paga para o efeito, tendo em consideração o clima crispado entre os dois clubes. Só a falsa ingenuidade pode explicar que uma coisa não tem a ver com a outra, porque por essa ordem de ideias teríamos de aceitar com igual disponibilidade a transmissão de um evento da mesma natureza se fosse o Benfica, ou o Sporting, coisa  que não faria o mínimo  sentido, como concordarão.

Importa também recordar que já não é a primeira vez que em Braga fecham as portas ao Porto Canal. De momento não recordo aonde, mas sei que isso aconteceu num jogo da formação e nas modalidades. Além de que, até prova em contrário, é o clube FCPorto o proprietário e maior accionista do Porto Canal. Como diria A. Guterres, é só fazer as contas...

Neste cenário incongruente, a roçar o absurdo, não sei que peso deva dar às próximas declarações do Francisco J. Marques e restantes comentadores do Universo Porto da Bancada quando falarem da hipocrisia de terceiros, sabendo que ela existe dentro de portas, com o país inteiro a contemplá-la. Mal de nós, se continuarmos a pensar que para nos afirmarmos ao país, como clube e como órgão de informação social, temos de vender a alma ao diabo.

Coragem, precisa-se, com carácter de urgência! 

OFF TOPIC:

O Expresso divulgou no sábado que o Novo Banco está a reestruturar a dívida de mais de 400 milhões de euros de Luís Filipe Vieira ao BES (recorde-se que Vieira é um dos maiores devedores a este banco que foi intervencionado pelo Estado e cuja ruína destruiu as vidas de tantos milhares de portugueses).
A operação de reestruturação é complexa. Basicamente, o Novo Banco decidiu entregar os melhores ativos de uma empresa de Vieira a um fundo, administrado por uma empresa chamada Capital Criativo, para que possa explorá-los e rentabilizá-los.
Curiosamente, a tal Capital Criativo é administrada por Nuno Gaioso, que é vice-presidente e administrador do SAD do Benfica de Vieira, e em parte detida por Tiago Vieira, que é filho de Luís Filipe Vieira.
Em síntese: o Novo Banco contratou um homem de mão de Vieira e uma empresa do filho de Vieira para gerirem a dívida de Vieira. Entretanto, os lesados do BES continuam a arder.
Se o Benfica é, desde o Estado Novo, um clube de regime, Vieira afirma-se, cada vez mais, como uma eminência parda deste regime: mexendo-se nas sombras, tudo lhe é permitido; várias das mais altas figuras do Estado prestam-lhe vassalagem; isto apesar de nada na sua vida pública indiciar que se trata de uma pessoa respeitável.
(Fonte: Baluarte Dragão)

Nota de RoP: a União Europeia saberá que tem no seu seio um país que dá aval a uma vigarice desta envergadura? 

21 janeiro, 2018

Novo alerta à navegação!


Bem diz o refrão, que " o seguro morreu de velho. Para quem não saiba o que quer dizer, significa que, quem não antecipa a tragédia arrisca-se a ser tomado por ela. Isto é tão popular que nem devia estar com estas explicações. Sucede que a actual liderança do FCPorto não nos dá garantias, tão repetidas têm sido as asneiras a par  do silêncio daquele que FOI um dos melhores dirigentes desportivos do mundo.  

Pela minha parte, não posso fazer mais do que recomendar aquilo que me parece prudente para defender o FCPorto de novos dissabores. Já se foram 4 campeonatos, e outros se poderão seguir se não arrepiarmos caminho na defesa do nosso clube. Deixar essa responsabilidade nas mãos de um simples director de comunicação, parece-me curto e altamente injusto para ele próprio, porque não só não representa a autoridade máxima do FCPorto, como pode deixar Franscisco J. Marques entregue a si próprio no caso de as investigações serem subtilmente boicotadas pelo próprio governo. Não é uma coisa impossível em Portugal, basta estar atento às reaccções do secretário de Estado dos Desportos e do próprio 1º Ministro para admitirmos essa possibilidade. Todos, incluindo o Presidente da República e os próprios partidos com assento parlamentar, parecem ter combinado um pacto de não agressão com o Benfica. É como se nada de relevante estivesse a acontecer. O tempo passa, e entretanto o FCPorto continua a ser altamente prejudicado pelos árbitros, com ou sem vídeos, porque não há máquina no mundo que faça sérios, os homens desonestos. Em Portugal o problema das arbitragens é a fraca têmpera dos árbitros, enquanto lá fora se ensaia o Vídeo Arbitro apenas para os ajudar a cometer menos erros. 

O FCPorto como principal vítima do VA, devia usar esse  poderoso facto para apresentar na Comissão Europeia uma queixa fundamentada nas inúmeras provas que dispõe (imagens e mails), e mesmo na cumplicidade do Governo, e da própria comunicação social, alegando estar em causa o próprio regime democrático. Argumentos não faltam. A começar pela irresponsabilidade do próprio Secretário do Desporto que, não só se demite dos seus deveres, como ainda esgrime oratórias mais próximas de um adversário que de uma verdadeira entidade do Estado, e independente. Em vez de um moderador, o FCPorto tem no Governo um adversário.

Ignoro até que ponto será possível apresentar directamente uma exposição deste tipo à UE, já que na UEFA a tendência é para confiar na palavra das estruturas desportivas da justiça, o que poderia atrasar ainda mais o processo. Em último caso nada se perderia com a divulgação deste escândalo às duas entidades (UE e UEFA), para obrigar o Governo a provar que existe. De outra maneira tudo vai continuar envolto num manto de silêncio e, o que é pior, de contra-informação (que é o que já estão a fazer com o caso da bancada no Estoril). Tudo isto, está a suceder como tenho vindo a alertar repetidamente, porque quanto mais confusões forem criadas, mais confusa se tornará a conclusão das investigações. Aos poucos, o Benfica vai-se aproximando da tabela da frente no Campeonato, e não havendo sinais de contenção nos favorecimentos dos árbitros, com o VE para ajudar os infractores e a ausência dele para prejudicar o FCPorto, corremos sérios riscos de sermos ultrapassados na classificação geral e de nos sabotarem mais um campeonato.

Para terminar, só acrescento isto: Pinto da Costa não terá qualquer desculpa se tal vier a acontecer ou se o processo acabar bloqueado. Confiar apenas nas instituições do Estado neste momento não é nada recomendável. Só podemos confiar na Polícia Judiciária do Porto e na Procuradora Geral da República (a tal que o PS quer empurrar para a rua...). Os resultados da investigação começam a tardar para a quantidade e a qualidade das provas que têm vindo a público, e que ninguém ainda foi capaz de testemunhar serem falsas, ou falseáveis. 

Com Universo Porto de Bancada, ou sem ele, os mafiosos continuam a provocar estragos em todas as frentes como se fossem as pessoas mais responsáveis do Mundo. E a Justiça tarda. E se tarda, não pode ser justa.



18 janeiro, 2018

Desprezo os políticos, não tenho como negá-lo. Nem quero!


Pensando sério, o currículo de Portugal, no que concerne a educação e à aceitação natural dos regulamentos, não é nada edificante. Além da ingenuidade, ou a burrice de certos indivíduos, só os políticos se sentem confortáveis com esta realidade. Eles bem tentam dourar a pílula com apelos avulsos ao nosso sentido pátrio, mas pouco fazem para o fundamentar, quando são os primeiros a prevaricar em praticamente tudo em que se metem. É uma perda de tempo tentarem convencer-nos que sem os partidos não há democracia, porque isso vale tanto como dizer que sem gangues não há crime organizado. Para os políticos, só contam as alegorias simpáticas, as realistas, essas, são demagógicas. Percebe-se, mas isso não credibiliza a classe. Como não credibiliza as frequentes alterações à Constituição, para tão fracos resultados.

É com muito desgosto que faço estas afirmações, mas prefiro reconhecer a realidade do que fingir que vivo noutro país, como certos patriotas de circunstância fazem para purgar a consciência do seu contributo pessoal para a péssima reputação de que o país goza.

Após os primeiros anos de ensaio do regime democrático, o tempo suficiente para perceber o rumo confuso que lhe estavam a dar, fui prevenindo alguns amigos avessos ao futebol que, ao contrário do que pensavam, o futebol talvez os ajudasse a perceber coisas que os seus preconceitos de intelectuais e a política não deixam ver. Pelo contrário, até as encobre, como acontece com o escândalo dos emails benfiquistas.

O preconceito intelectual presume conviccções frageis, e uma delas é não querer olhar para determinadas áreas simplesmente por parecer mal. Se alguns levaram tempo a saber que o centralismo existe, talvez o tivessem detectado mais cedo se olhassem para o futebol com  outros olhos. Por exemplo, o Pacheco Pereira, que gosta de comentar política, e a quem reconheço alguma honestidade intelectual, não se coibiu de falar da promiscuidade entre a política e o futebol e dar apoio ao Rui Rio por ter virado as costas ao FCPorto quando chegou à Câmara do Porto. No caso do Benfica que é infinitamente mais grave, já não fez o mesmo, deixando cair a máscara da integridade. Depois, queixam-se de serem incompreendidos. Para mim, a honestidade só tem um rosto, e não pode comportar excepeções para ser respeitada.

A avaliar pelo comportamento do actual Secretário de Estado do Desporto e pelos repetidos disparates que saem da sua boca, só posso concluir que se António Costa mantém um garoto desta estirpe no Governo, é porque pensa como ele, logo, não é o político hábil que se pensa e é tão garoto como ele.

Falei no início deste artigo na falência educacional do país, e mantenho essa opinião sem me sentir necessariamente constrangido com o acabo de dizer dos políticos acima referenciados por uma razão muito simples: quem se demite das responsabilidades não merece respeito. E tanto menos merecem respeito, quanto mais altas forem as responsabilidades dos cargos e teimarem em nos desrespeitar a nós cidadãos. E também por mentirem nas palavras e sobretudo nas acções...

Olho por olho, dente por dente.