28 fevereiro, 2019

O próximo jogo do FCporto e a galhardia actual do senhor presidente

Antes, Pinto da Costa denunciava asneiras com lâminas
nos dentes, hoje só o faz  com bombons 

Aproxima-se o fim de semana (sábado), e espera-nos um jogo extremamente importante com o clube do regime. Como sabemos, o FCPorto tem vindo a recuperar de uma fase menos positiva, mas felizmente curta. Por outro lado, o clube do regime, com maior ou menor influência do polvo gigante, tem feito bons resultados. Bons demais até para aquilo que têm jogado. Basta comparar a resistência que os adversários impõem quando jogam com o FCPorto com  a brandura serena como jogam com os vermelhos, para concluirmos que ali tem de haver batota.  Enfim, já nada nos pode causar surpresa com esta gente.

Contudo, temos de estar atentos e muito concentrados, porque o adversário é perito em fazer teatro do tipo "quedas fatais", dentro e fora da grande área para ganharem vantagem no marcador. Temos por isso de defender privilegiando a velocidade na aproximação à bola evitando o mais possível o contacto físico.

Penso que tem havido algum excesso de euforia com os últimos jogos pela parte dos nossos adeptos, porque olham mais para os resultados, que para as exibições. Ganhamos ao Braga com toda a justiça, mas cometemos ainda assim algumas asneiras. Na defesa, o Felipe cometeu algumas fífias que felizmente não foram aproveitadas pelo Braga, e no todo geral continuamos a alternar a qualidade do passe entre o bom e o mau, e a esbanjar muitas situações de golo por rematarmos com mais ansiedade que convicção.

Não gosto de valorizar os adversários, e ainda menos quando se trata de adversários manhosos, habituados a contar com a colaboração dos árbitros (e agora vídeo árbitros) para levarem os 3 pontos para casa. Mas, neste caso concreto reconheço que possuem alguns jogadores com qualidade de passe e são bons a rematar. Portanto, nada de facilitismos. A grande vantagem do FCPorto continua a assentar num controle forte sobre os adversários, na posse de bola, e numa resiliência invulgar capaz de tornar a vida complicada a qualquer adversário. Temos de ser muito assertivos em tudo, e sempre! Se cometermos muitos erros, passes errados com a nossa defesa adiantada podemos ser apanhados desprevenidos, e eles marcam. O factor surpresa tem de estar sempre do nosso lado, e não no lado deles. A concentração,  antecipação e a rapidez de execução, tem de ser o segredo do nosso sucesso. E não pode ser apenas no sector mais recuado, é logo na frente com os avançados a pressionarem forte (mas fingindo-se distraídos) para não alertarem o opositor... 

O modelo de jogo de Sérgio Conceição assenta numa posse de bola pro-activa, contudo se não a usar com muita concentração com equipas manhosas, arrisca-se a perdê-la e a ter dissabores. Vale isto para todos os casos, mas principalmente para adversários do nível da Champions, como é o caso do Roma. O Benfica não é o Roma, mas arma-se sempre em clube grande, como é costume. Gosta de lançar os foguetes antes da festa. Somos nós que temos de os obrigar a apanhar as canas. 

Toda a comunicação social corrupta já anda por aí a esfregar as mãos, porque não esperam outra coisa que não a victória do Polvo. Mas não lhes vamos dar esse prazer. É no sábado que quero ver os adeptos do "Somos Porto" a sufocarem os adversários com os seus gritos de apoio ao FCPorto! Não podemos parar, temos de os deixar atordoados com a nossa voz.  

Of record:


  1. Não compreendo esta SAD do FCPorto. Quem não souber, às vezes pode ficar com dúvidas que o FCPorto é o proprietário maioritário do Porto Canal! Ontem, o Porto Canal foi incapaz de informar os seus espectadores do resultado do jogo de andebol entre o FCPorto e o Benfica! Só hoje de manhã pude saber no JN, Os dragões felizmente venceram 25-27! Que desleixos comete este Canal de Julio Magalhães.
  2. Também não compreendo por que é que o Sr. Pinto da Costa se limita a comentar o episódio do atraso dos adeptos portistas na entrada do jogo com o Tondela, com estas chorosas palavras:
«Há quem não continue a perceber que os adeptos são essenciais ao futebol e o que aconteceu em Tondela, com milhares de portistas a só terem acesso ao recinto já com o jogo em andamento, é triste. Defender o futebol e as competições é zelar para que não volte a repetir-se»

Ó Sr. Pinto da Costa, zelar para que isto não volte a acontecer seria obrigar os dirigentes do Tondela
a ressarcir os adeptos portistas desse prejuízo devolvendo-lhes o preço dos bilhetes, ou pelo menos, metade.  Ou o senhor presidente paga um bife inteiro se só lhe servirem metade? Ou, como agora fez, contenta-se a queixar-se ao proprietário do restaurante no Dragões Diário?

Quem o viu e quem o vê.  



24 fevereiro, 2019

O Porto não vai a lado nenhum com tanta permissividade. Talvez o Sérgio Conceição faça outro milagre...

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Cabestany disse o que o Presidente
só diz fora do contexto


Não me sinto no dever de justificar as minhas opiniões, a não ser quando alguém me apontar hábitos de contradição devidamente explicados com factos. Sem isso, é inútil argumentarem com aldrabices porque nem sequer me dou ao trabalho de publicar comentários dessa natureza. Era o que me faltava copiar os maus exemplos dos políticos e dos governantes  deste país, porque nem sequer merecem um minuto da minha atenção, quanto mais da minha consideração. Naturalmente, não estou a referir-me aos comentadores habituais do Renovar o Porto que já me conhecem um pouco, e sabem que não admito comentários obscenos. Como já devem saber, para mim, que não sou político, nem anarquista, a liberdade da democracia obedece a regras, por isso tem de ser limitada (ao contrário do que defendia o falecido Mário Soares). Foi a partir do dia em que o vi a desautorizar publicamente um polícia na via pública que perdi o resto de consideração que por ele nutria.

Vale isto por dizer que não gostava vir a ter a mesma decepção com Pinto da Costa. Esse sentimento já esteve mais longe, mas ele continua a não fazer tudo o que deve pelo FCPorto. Não alimento o culto da idolatria, nem por ele, nem por ninguém, contento-me em não me enganar quando admiro alguém, quer pela sua competência, quer pela sua integridade intelectual.  

Os slogans não fazem um clube, mas são relevantes num determinado enquadramento, ou seja, quando o clube é bem gerido, e dessa boa gestão se conseguem sucessos desportivos com regularidade. Mas não servem para grande coisa quando a cara não diz com a careta. Servirá certamente quando e se o belo "somos Porto" conseguir manter a perenidade da garra anterior, e se tivermos um presidente à Porto. E por favor, evitemos a demagogia, não entremos pela pieguice purificadora de sacrificar o clube para defender o presidente, que (todos sabemos) não tem as mesmas condições de saúde e idade para presidir ao FCPorto a tempo inteiro. Podem ficar desapontados com o que venho dizendo há longo tempo, mas esse presidente à Porto deixou de o ser. Se querem defender o FCPorto, então usem o pragmatismo de Pinto da Costa de outrora e não a passividade que ele tem agora. É compreensível, mas não é recomendável para o futuro do clube. 

Foi com um Pinto da Costa pro-activo que ele próprio conquistou a fama de bom presidente, fama essa de que ainda hoje goza imerecidamente por parte de alguns adeptos.

Esta fidelidade aparente dos adeptos com o presidente portista pode dar ideia de estabilidade mas a qualquer momento pode perder-se. O FCPorto, ninguém pode negá-lo, foi muito mal gerido desde 2013 a esta parte, salvaguardando a milagrosa época 2017/2018 pela batuta do improvável Sérgio Conceição. Mas não pensem que eu quero eleições apressadas. Nada disso, queria sim que Pinto da Costa as preparasse se porventura tivesse algum candidato fiável a ocupar o seu lugar. Se sair abruptamente pode atrair candidatos suspeitos que podem gerar o caos no FCPorto. Isso, não quero, mas também não quero este Pinto da Costa. De resto desejo-lhe longa vida e muita saúde.

Insisto neste assunto por muitas razões, algumas das quais já apresentei aqui. Mas esta tarde, voltei a ser confrontado com uma situação bizarra que pode vir afectar as prestações das equipas portistas de outras modalidades. Foi no jogo de Hóquei em Patins entre o FCPorto e o Sporting de Tomar.

Cautela e caldos de galinha é coisa que não dispenso para que o Renovar o Porto não seja invadido pelos moralistas do costume. Primeiro em jogo jogado o FCPorto mereceu perder. A fantástica equipa  do FCPorto tem revelado nos últimos jogos um nítido abaixamento de forma, como é evidente. Nota-se a desmoralização estampada no rosto dos jogadores! Por quê, não sei, mas só posso imaginar.

O FCPorto conseguiu ganhar em casa ao Benfica, mas baqueou hoje com o S. Tomar por 4-3. Se me limitasse a avaliar a exibição das duas equipas o meu comentário ficava só por aqui. Mas não posso, porque para ser honesto com a apreciação do jogo sem considerar a conjuntura estaria a fazer meia apreciação. É aqui que o problema se coloca e que os dirigentes portistas não se atrevem a resolver: o FCPorto quando vai jogar fora, sobretudo para o sul do país, tem sempre que suportar situações intoleráveis e anti-desportivas contra as quais treinadores e jogadores pouco podem fazer.

Guillem Cabistany foi expulso e impedido de acompanhar a sua equipa no jogo anterior, privando-a da sua (importante) presença por ter dito (com razão) que "tinha assistido à maior vergonha numa pista de hóquei"  Hoje, os jogadores do Tomar usaram da matreirice do costume, mas jogaram bem e rápido, sem entrarem na pancadaria de outros. Contudo, o jogo estava permanentemente a ser interrompido para o ringue ser limpo quando os jogadores portistas causavam mais perigo. E os árbitros corroboraram nessa comédia... Foi de partir tudo! 

Coisas destas são recorrentes em todas as modalidades. Como é possível moralizar uma equipa para ter que jogar nestas circunstâncias sabendo que o clube onde jogam não é capaz de reclamar esta pouca-vergonha! Como?   Que querem os grandes adeptos do FCPorto? Que seja o treinador a substituir o presidente? É isso? 

Bem, isto desgasta uma pessoa e gera revolta. Se a SAD do FCPorto não a sente, ou é porque anda a dormir, ou porque se está a borrifar para o FCPorto e para os adeptos. Eu, como portista não me sinto lá muito considerado! Nada! Nem uma declaração de repulsa contra estas situações são capazes de fazer.

Haverá ainda quem não tenha coragem para abordar este assunto, só para proteger o senhor presidente? Então, não é o FCPorto o clube? Ou andam a confundir o clube com uma propriedade do senhor presidente? Eu não confundo, podem ter a certeza. Já o apoiei, porque merecia. Hoje, não merece essa atenção. As razões, já acabei de as expôr.  Oxalá não seja o próprio Pinto da Costa a cavar o melhor do seu tempo enquanto presidente. Dependerá dos próximos resultados e da conclusão do Benficagate. 

Resumindo: "Quem não reage a uma infâmia por não poder contar com a justiça sujeita-se a alimentar os seus com cobardia". 






  

20 fevereiro, 2019

Uma Lisboa corrupta domina o país!

Lamento dizer isto, mas este entusiasmo um tanto infantil de acreditar que o F.C.Porto pode vencer campeonatos com a mesma regularidade que vencia num passado pouco distante,  não é uma questão de fé portista, é não ter capacidade para avaliar o contexto dos momentos e de quem os administra. 

Como já disse, e repeti em várias ocasiões, o meu apreço pelo trabalho de Sérgio Conceição advém do facto de ter herdado um plantel apenas razoável que acabava de viver épocas pouco auspiciosas, orientado por outros técnicos que nunca souberam como rentabilizá-lo. Tal como agora, era uma mistura de jogadores de qualidade quanto baste para jogar no FCPorto, e de outros de qualidade muito duvidosa (e caros). Ora, foi essa bipolaridade qualitativa e assimétrica (que nenhum treinador do mundo deseja para si), que Sérgio Conceição à sua maneira transformou numa equipa coesa, forte e competitiva.

A juntar a isto Sérgio aceitou o desafio numa altura eticamente miserável, em que a corrupção de um clube adversário dominava como nunca o futebol português e que não estava (como continua a não estar) a ser devidamente combatido pelo Presidente portista e restantes dirigentes. Só por isso, Sérgio Conceição não merece ser criticado, mesmo que nem sempre o seu sistema de jogo seja brilhante. Mais do que jogadores de futebol, estes rapazes, dentro dos seus condicionalismos particulares, tornaram-se guerreiros, sujeitaram-se e continuam a sujeitar-se à violência usada contra eles pelos adversários e que com uma frequência inconcebível lhes têm provocado lesões gravíssimas. Estranho é que alguns portistas se conformem com a frequência desta violência que arrasa os nossos atletas como se o jogador à Porto tivesse de tolerar esta pouca vergonha que além de anti-desportiva é pouco respeitável. Jogo duro sim, faz parte de muitos desportos (o andebol o hóquei também o são) mas estamos a falar de jogo violento, de lesões que levam os jogadores aos hospital com uma frequência inusitada. Leio critícas sobre a gestão do esforço com alguns jogadores que não está a ser feita como devia - e de certa maneira até concordo - , mas não vejo reacções do Presidente portista a quem de direito contra esta grave situação. Por que será?

Se não acreditam nas instituições desportivas denunciem-nas ao Governo, obriguem-no a assumir as suas responsabilidades! Que têm a temer? Se acham que não vale a pena, porque não confiam nele, então qual é a alternativa? Competir até onde fôr possível?  Ou, comer e calar? É essa a força do FCPorto?

Não vou-me incomodar mais com isto, estou enojado demais com este país e com a falta de honestidade de quem o governa. O Presidente da República não passa de um actor do tempo da outra senhora que já deu sinais de não ser homem para as grandes causas. Pedrogão foi uma tragédia para muitos portugueses, mas não é um palco para "líderes" de circunstância. Conseguiu dar a volta ao povo porque este povo é assim, deixa-se levar facilmente por habilidosos.

Enfim, deu-me dó ver ontem o Francisco J. Marques e o Pedro Bragança no Universo Porto a falarem com a moral nitidamente em baixo. Já se lamentam sem grande fé na Justiça, já lhes falham as palavras porque se sentem impotentes para mais. Não os censuro, não são eles que mais ordenam.

Entretanto parece que andam todos muito entusiasmados com a recandidatura de Pinto da Costa, como se ele tenha feito tudo para defender o FCPorto contra esta autêntica invasão mafiosa  do clube do regime. Pinto da Costa deixou o  papel de queixoso à responsabilidade de um homem que não é mais do que um funcionário com poderes limitados. Isto não é próprio de um líder (como ele já foi, mas já não é).

Que país! Que desonra é para mim ter tanta lixeira humanóide a mandar neste país! Imagino o que dirão de Portugal os jogadores estrangeiros (sobretudo os espanhóis) quando regressarem às suas casas! Será que não sobra nenhum político, mesmo reformado (um Ramalho Eanes por ex.) que ponha em sentido esta corja (agora digo eu) de governantes?       

19 fevereiro, 2019

O que é e o que não é preciso

Pedro Baptista
Não sei o que Rui Moreira pensa sobre a regionalização, sei que não sendo de raiz um paladino, tornou-se seu defensor, ao identificar os tumores do país e procurar as soluções.
Moreira foi contra o mapa das regiões em 1998, mas pôde perceber o que foi o país desde que a Constituinte de 1976 consagrou a regionalização, e sobretudo, desde que um projeto de regionalização chumbou no referendo de 1998.
Temos a experiência funesta do centralismo sem regionalização, mas ninguém pode acusar uma regionalização de que ninguém tem experiência no continente, sendo um sucesso absoluto nas ilhas. Para eles e para o país.
Ora o referendo foi imposto, em 1977, in extremis, por uma revisão constitucional, que foi um golpe ignóbil para tornar a Constituição impraticável.
O acordo secreto foi urdido entre Rebelo de Sousa e Guterres com o primeiro, em troca, a viabilizar o último ano de governação do segundo, e entre os líderes parlamentares Mendes e Lacão, com o primeiro a ofertar ao segundo uma inutilidade, para este fazer figura de constitucionalista...
A regionalização foi boicotada porque os dirigentes do PSD e do PS conspiraram, acoplando-lhe um referendo impossível de vencer, para mais com o instrumento de dissensão das rivalidades locais, fazendo mudar a opinião pública de favorável, para desfavorável.
O que já tinha acontecido com os avatares do PS e do PSD: Soares foi sempre contra a regionalização, nomeadamente na sua presidência inconstitucional por omissão, tendo jurado fazer cumprir a lei fundamental, tal como Cavaco, depois de aprovar, em 1991, a sua lei-quadro, renegando-a em 1994...
Não conheço, pois, muito bem, o projeto de Rui Moreira sobre a regionalização mais do que necessária há muito e que temo já venha tarde se alguma vez vier, pois não sei o que haverá, em breve, para regionalizar... Mas espero que siga caminhos até agora não trilhados...
Porque do que tenho a certeza é que o país não precisa de algo à espera da dinâmica do Parlamento onde quase ninguém a quer, ou do PR, seu inimigo figadal. Muito menos, de algo vindo dos dirigentes do PS ou do PSD que, durante estes anos, agitaram a bandeira da regionalização para fazerem pouco de nós e continuarem a afundar o país, nem valendo a pena dizer em proveito de quem.
Mas valerá a pena pensar em que condições foi possível à Madeira e aos Açores se tornarem regiões autónomas!...
MEMBRO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO PORTO                
Fonte: (JN)

Nota de RoP: Inteiramente de acordo com o teor desta crónica de Pedro Baptista. Podem pensar o que entenderem de Pedro Baptista, o que ninguém pode, nem deve, sob pena de difamação, é dizer que Pedro Baptista não é coerente. Alguns dos leitores do Renovar o Porto devem lembrar-se que foi ele, juntamente com Narana Coissoró, que há uns anos atrás criaram um Movimento (Movimento pró Partido do Norte) a favor da Regionalização. Eu próprio, a par de outros amigos da blogosffera e um ex-colaborador do Renovar o Porto, Rui Farinas (já falecido) fizemos parte desse movimento que infelizmente não teve condições para vingar.

PS-Um desses colaboradores foi o administrador do blogue Kosta de Alhabaite. Sei que posso mencioná-lo sem problemas. Já não sei se posso citar os nomes dos outros. Se fôr afirmativo agradeço que me informem.  

18 fevereiro, 2019

Porto sentido, ou Porto permissivo Carlos Tê?



Sou apenas um portuense arrebatado, que mistura a cidade onde nasceu com o clube que adoptou o seu nome. Não podia ter feito melhor escolha. Não troco esta cidade por nenhuma outra, nem este clube, por nenhum clube do mundo. Dos demais clubes portugueses, não existe um que me agrade, mas há um em particular que me envergonha demais, por estar implantado neste país, e por ter tantos adeptos com a honra manchada de tão infeliz escôlha. São eles, e todos os que o apoiam (governantes incluídos), os principais responsáveis pela sustentabilidade da corrupção em Portugal.

Mentem, caluniam, vigarizam, desrespeitam a ordem pública e ainda por cima se orgulham de ser assim. Isto identifica-lhes a índole, arruína-lhes a noção de carácter, torna-os cúmplices e ao mesmo tempo corruptores e corruptos.  De forma irremediavel. Da chancela corrupta nunca mais se livram.

Só lamento é que a nossa gente ainda não tenha percebido que estamos a dar-lhes demasiadas oportunidades para se redimirem das barbaridades que estão a causar, não só ao FCPorto, como ao próprio país. Lamento que o FCPorto continue a fazer do silêncio a força destes marginais. Não aprovo, nem nunca aprovarei comportamento tão passivo. Se viermos a perder este campeonato nenhum dos elementos da SAD, nem o próprio Presidente podem alegar que fizeram tudo o que podiam para evitar que sucessos alheios continuem a ser alimentados por trafulhices.

Alguns dos acusados já estão à solta! Os E-toupeiras, paralelamente acusados e funcionários do MP, foram "castigados" com o regresso ao trabalho. É caso para perguntar se lhes está a ser facultada outra oportunidade para se safarem da Justiça.


15 fevereiro, 2019

Somos, ou não, Dragões?

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Faltará fogo ao Dragão?

Das redes sociais ao silêncio do Dragão

Desde que as redes sociais surgiram na Internet e me registei no FaceBook, cedo percebi que a aparente facilidade em arranjar amigos era menos provável que  criar inimigos. Houve quem quisesse convencer-me que não era bem assim, mas eu mantive-me fiel à minha convicção e cancelei o meu registo. O tempo que me mantive registado não deve ter ultrapassado os dois mêses, se tanto. Nunca me arrependi.

Hoje, não falta quem não reconheça a inconveniência deste sistema de comunicação. Inicialmente parecia interessante, mas depressa se transformou num perigoso veículo de contacto social radicalmente contrário ao espírito próprio que caracteriza uma verdadeira amizade. Como é do conhecimento geral uma das maiores ameaças destas novas redes de comunicação é o acesso de gente perigosa, como vigaristas e pedófilos.

Há portanto uma grande diferença entre este meio de contactos e a blogosfera.  Se o Facebook (e concorrência) é mais dinâmico e popular que a blogosfera, também é mais anárquico, enquanto   que os blogues são temáticos, obrigam sempre a um objectivo, um controle personalizado do autor. Além disso, nas redes sociais há sempre tendência para o exibicionismo, tanto de homens como de mulheres. Acho ridículo, e nada ético para uma mulher que se preze, expor a sua nudez, quando para esse fim não faltam revistas próprias. Muitos usam-nas para dizer ao mundo que são gente "importante", e para isso ostentam os seus carros, os sítios idílicos onde passam férias, enfim tudo o que hoje simboliza  o estado decadente da sociedade.

Tudo isto para dizer que um blogger não escreve para se exibir. Assume o que escreve limitando-se a dar as suas opiniões sobre determinados assuntos. Não o faz para agradar a todos, nem para para ficar à espera que lhe digam o que deve fazer, e como deve. De qualquer modo, também tem o direito de se opôr contra o que o incomoda ou indigna.

Um dos temas que mais me têm absorvido desde sempre é o centralismo e a hipocrisia como ele tem sido discutido. Também me tem preocupado a falta de uma liderança forte no FCPorto, como acontecia num passado não muito remoto. Mas também me estranha que os adeptos e sócios do FCPorto estejam tão calados a este respeito.

Há um clube (o Benfica) que tem actuado acima da lei, prejudicando o FCPorto em todas as modalidades sem que quem o dirige se pronuncie sobre o assunto. Podemos argumentar que se isso acontece é porque o caso já foi denunciado e já está nas mãos do Ministério Público, mas isso pouco vale. Confiar na Justiça portuguesa é tão seguro como jogar na lotaria. A verdade é que os acusados continuam a mexer as suas influências aparentemente à vontade. Com ou sem a ajuda dos VAR's já se aproximaram do FCPorto, independentemente de erros nossos. Desculpem-me a teimosia, mas volto a questionar: e se perdermos outra vez o campeonato de futebol e das modalidades por interferência de arbitragens habilidosas? Que faremos? Estará reservada para esse momento (!Abrenuncio!) a voz do Sr. Pinto da Costa para defender o FCPorto? Tardiamente, outra vez?

Dizia ontem o Diogo Faria no Universo Porto, que confiava na Justiça. Talvez a juventude ou a inexperiência possa justificar tanta confiança, apesar da ironia que deixou passar... Eu já cá ando há umas boas dezenas de anos, já percorri muito mundo e tive alguns desgostos. Conheci muita gente, e dessas muitas, em algumas a integridade não era o seu forte. Actualmente as pessoas não são melhores. Os valores da ética e da boa educação esvaíram-se. A democracia conquistou-se, mas paulatinamente foi adulterada por políticos egocêntricos e perversos. Ainda podemos votar, é verdade, mas não temos opções credíveis. Os ditadores de hoje ainda vão resistindo à tentação de oficializar uma nova PIDE, mas andam por aí, cada vez mais descarados.

Se não lhes mostramos os dentes, não com um sorriso, mas com o esgar de animais enraivecidos prontos a asfixiar-lhes as goelas, não vamos a lado nenhum. E esta palavra mítica do "contra tudo e contra todos" que resultou enquanto tivemos um líder, num instante, não passará de um canto tímido de passarinho.

Então nós não somos Dragões?

Somos, ou não somos?
  



13 fevereiro, 2019

Estádio da Luz interdito? Ah! Hoje é dia das mentiras? Não é no 1 de Abril?

Estádio das Trevas encaixa melhor

Há notícias que dão vontade de rir. Outras, como a que saiu hoje no JN dá vontade de partir tudo (e  à bruta). O JN anunciava que o Conselho de Disciplina da FPF "castigara" o Estádio da Luz com 4 jogos de interdição pelo apoio às claques ilegais.  Pasme-se a utopia: como pode castigar-se uma claque que "não existe", segundo o próprio Benfica?! Não conheço país mais absurdo que este. 

São notícias que inspiram uma revolta incontrolável! São estes grandes facínoras do mundo obscuro do Benfiquistão que ainda dizem que é o FCPorto que anda a semear  ódio! Que resposta merecem? Mas o que é que andam a fazer, se não semear o ódio? Então não foram eles que forjaram o Apito Dourado? Quem foi então? Já se esqueceram? Que memória, para tão grandes vigaristas!

Mas alguém acredita que o castigo se vai cumprir? Acredito tanto nisto como na seriedade de António Costa, quando a poucos mêses das eleições, se lembrou de falar da Regionalização! Que lata! Mas, alguma vez neste país vergonhoso, onde a honra não existe no espírito desta gente, se interessaram pela causa regionalista? Então se a Regionalização era um objectivo a cumprir lavrado pela Constituição (desde 1976), e os governantes nunca se decidiram a avançar com ela, limitando-se a respeitar o que  já estava decidido, por que é que abortaram a lei, tratando de fazer à pressa um referendo viciado com essa única intenção? 

Haverá quem duvide que este processo de intenções não passa da habitual ratoeira da caça aos votos? É o que venho dizendo, estes gajos nem sequer sabem ser chico-espertos, quanto mais inteligentes!

Há quem ainda concentre a indignação nestes beligerantes, quem continue a falar deles, mas já estamos fartos de saber quem são, e como são! Fazem malfeitorias? Fazem sim senhor! E daí, qual é o obstáculo? Causam-lhes algum?

Será sem exigir, repito: será sem exigir o cumprimento da Lei que ela é respeitada? Às vezes dá a sensação que somos nós os criminosos! Então preferimos que estes bandalhos continuem a provocar, a insultar os portistas, o nosso clube na comunicação social, a prejudicar o FCPorto, e ainda queremos mais? Temos de os tratar bem ? Para quê? Para nos consumirmos com esta pouca vergonha em lugar de optarmos por decisões mais duras e mais determinadas, para nossa defesa e evitarmos ainda mais problemas? Acham natural esta postura contemplativa e silenciosa da SAD do FCPorto? Isto é Liderança? Não haverá aqui demasiada permissividade? 

Sempre pensei que o gabinete jurídico do FCPoto tivesse gente competente para lutar contra estes facínoras, mas afinal não tem. Consentimos castigos céleres, e injustos, ao nosso clube, o mais pacífico e disciplinado, enquanto os incendiários e assassinos das claques vermelhas passam incólumes sem serem devidamente punidos? Por que aceitamos isto? Queixar-mo-nos chega? Como? Se eles continuam como se não estivessem sob a alçada da Justiça?

Não, isto não é próprio de uma liderança forte. Depois, quem paga são os adeptos e os próprios atletas. É indecente. Se exigimos combatividade ao treinador e às equipas, por que não o fazemos a quem tem as maiores responsabilidades?

Não compreendo isto! Não vamos, já estamos a pagar caro tanta indiferença!


10 fevereiro, 2019

Esperemos que...



...  o clube dos corruptos não venha a ganhar este campeonato, porque os cartilheiros têm conquistado terreno com as facilidades do costume. Estão à vontade, como é claro. Era de esperar, o FCPorto SAD pouco ou nada faz para o evitar.  Pergunto-me quanto é que o polvo estará a pagar aos clubes que consentem 10 golos, sem terem vergonha pelo símbolo colado à camisola! Mas tudo isto também depende da capacidade dos jogadores do FCPorto e do treinador, já que com a coragem de Pinto da Costa e da SAD para defender o clube ao mais alto nível não podemos contar. 

Os jogadores já fizeram muito, porque o plantel não é propriamente recheado de grandes craques. Só um grupo restrito tem a qualidade que tinham os jogadores do tempo de Mourinho e de Vilas Boas, sabêmo-lo bem.

Sérgio Conceição tem feito verdadeiros milagres, e é  por isso que admiro o seu trabalho e não me atrevo a criticá-lo quando as coisas correm mal. Quem não se recorda do que os treinadores antecedentes (não) fizeram só tem de estar caladinho, e em vez disso, olhar com olhos de ver para os gajos que elegeram para governar o país.

Pela modo calado e escondido como actuam os altos dirigentes portistas percebe-se bem que não estão dispostos a dar o corpinho às balas. Nem faço ideia o que será se Francisco J. Marques e os que o acompanham no Universo Porto da Bancada dirão, caso este escândalo colossal venha a ser branqueado pela Justiça deixando que o tempo se encarregue de o fazer prescrever.

O país está a ser dominado por corruptos mascarados de democratas, mas são mais salazaristas que salazar (com minúsculas). É assim mesmo que eu penso. Convicta e assumidamente.

08 fevereiro, 2019

Como é possível isto? Estaremos todos a sonhar

"Tweet" após jogo com o Benfica vale suspensão a Afonso Figueiredo

Afonso Figueiredo foi punido pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) com um jogo de suspensão devido a uma mensagem publicada no Twitter após a partida com o Benfica, da primeira jornada da fase de grupos da Taça da Liga, que o Rio Ave perdeu por 2-1.
"Quando uma equipa 'pequena' assusta um grande, há sempre 'alguém' para os ajudar... Quando evoluis, Portugal? P.S.: dentro de campo não havia buracos", escreveu, então, o lateral-esquerdo na sua conta do Twitter. A mensagem foi posteriormente apagada.
Afonso Figueiredo foi ainda sancionado com uma multa de 580 euros
Portugal é de facto um país surreal. É talvez o único do mundo capaz de confundir a sua área e o seu povo com a área e o povo da capital. Em regime de exclusividade.  Mais.  Esse "país capital" tudo tem feito para ver no país real o pior inimigo. A continuar assim, mergulhado neste equívoco mental, sujeita-se a criar mesmo inimigos viscerais.
Pena é que o futebol, ou melhor, um clube de futebol chamado Benfica, bem como o pântano de corrupção que gravita à sua volta não tenha servido de tema para o programa A Circulatura do Quadrado (agora na TVI), onde o convidado de honra foi o Presidente da República! 
Será que nos tempos que correm a liberdade de informação estará condicionada apenas a quem se atreve a denunciar o Benfica, pela bizarra razão de se tratar do clube mais corrupto do país real?
Por este andar esses PIDES que por aí vegetam, como o que foi mandatado para castigar o Afonso Figueiredo vão-me trazer a polícia à porta. Tenho de me precaver...
PIDES! Nem todos foram presos, está provado e comprovado. Só podem ser descendentes da PIDE.

06 fevereiro, 2019

Os políticos são o pior que tem o país. Só pensam em si próprios.

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A Santa Casa acabou, regressa à política
Grande homem...Hàbil, não é?


Só mesmo os políticos, os que chegaram ao poder e os que ainda ambicionam lá chegar, entendem que estamos a ser bem governados. Só esses, e aqueles que directa ou indirectamente têm sido beneficiados, como recompensa eleitoral, e não como consequência de um desempenho governativo social e economicamente progressista . O resto, as pessoas que sentem na pele a falta de competência e de integridade dos governantes sabem perfeitamente que o país está cada vez mais desgovernado e contaminado pela corrupção. São os que sabem que é esta a realidade, e não a dos senhores políticos, os consciênciosos, os que vivem com a liberdade de nunca se terem vendido aos crápulas para sobreviver. Só estas pessoas sabem e falam com realismo! 

Como é possível acreditar em pessoas com responsabilidades que não merecem? Quando sabendo que a realidade não é aquilo que dizem contribuem para que haja cada vez mais descrédito, violência, desonestidade e hostilidade ?

O Presidente da República entendeu que explorando emocionalmente as fraquezas do povo, era o suficiente para o controlar e amansar. E assim o fez. Sabendo como são os portugueses, achou que falando-lhes ao coração, podia camuflar as suas próprias fraquezas e incompetências. Por exemplo, alhear-se do poder que tem sido dado a um cadastrado (L.F.Vieira) sobre  o próprio Estado (Justiça, Polícia, Banca) e instituições desportivas, desbaratando o exercício da magistratura de influência a que tem direito para as obrigar a agir correctamente. Não! Mantém-se calado, como se nada de grave estivesse a acontecer! Ele sabe que os beijinhos e os abraços conseguem derreter a bondade do povo, mas também a sua eterna incivilidade. E lá vai andando, entre os pingos da chuva!

Com o 1º. Ministro também não podemos contar. A balbúrdia em que se está a transformar a "bela" liberdade carece de ordem, e António Costa parece que está à espera de uma rebelião popular, ou de mais mortes, para perceber que a obediência à lei é fundamental para funcionar pacificamente. Nada disto o convence a deixar de intervir tardiamente, como é o seu estilo. Parece não lhe terem bastado os mortos dos incêndios de Pedrogão, dos assassinatos causados por adeptos do Benfica, das vítimas de derrocadas em pedreiras, enfim das desgraças que sabemos. Está a colaborar para que o país se desintegre permitindo o crescer das rivalidades clubistas para um patamar de ódio e de discriminação antes nunca visto. Há quem considere A. Costa um político habilidoso, e até pode ser. Mas isso não faz dele um político categorizado e competente. São predicados muito diferentes, e para actividades diferentes. Se há coisa que detesto nos políticos (e não só), é a tendência para a fraude e para a mentira.

A questão é esta: A. Costa já devia ter demitido alguns dos seus governantes. Um deles (só para falar do mais repugnante), é o Secretário de Estado Desporto, um tipo tão trapaceiro que me dá vontade de emitar o Madureira se me cruzar com ele em qualquer lugar. São estes farsantes que semeiam o ódio e apelam à violência. Se A. Costa não entende isso, então é também responsável pelo que o seu subordinado faz (e não faz quando devia fazer). 

Nos jornais, não páram de chegar notícias que apontam para um aumento galopante de doenças do foro mental na população. Não é para espantar, já que o país e quem o (des)governa tem estado a contribuir fortemente para que isso aconteça. Tantas são as incompetências que me dá pena ver o esforço feito por Francisco J. Marques e Pedro Bragança a denunciarem crimes e comportamentos inqualificáveis (como os da ERC), sem terem por trás a apoiá-los de modo mais visível a SAD do FCPorto. Algum apoio devem ter, acredito, mas seria muito mais personalizado e afirmativo se os membros da SAD dessem a cara para lembrarem aos adeptos que não são apenas meras figuras representativas. O momento (que já não é de agora) pede mais presença. De todos.


PS-Quem não gostar do que leu, não precisa de opinar se fôr para insultar, porque nada me impedirá de dizer aquilo que penso. Além de que os insultos e o anonimato são a prova provada que não merecem perdas de tempo. 


05 fevereiro, 2019

Bem merecido este gesto! Quando a justiça não tem vergonha estes contactos são merecidos

O líder da claque Super Dragões cruzou-se com Paulo Gonçalves, esta segunda-feira, num restaurante do Porto. Fernando Madureira dirigiu-se à mesa onde estava o antigo diretor jurídico da SAD e interpelou-o. O vídeo do momento logo chegou às redes sociais e, ao JN, Macaco contou o que as imagens não mostram

"Fui almoçar com a minha esposa e ele estava lá com um miúdo e outro homem. Fui à mesa deles e perguntei-lhe se não tinha vergonha de andar na rua... Um gajo que está acusado de corromper árbitros, jogadores e funcionários judiciais. Depois disse-lhe que ele [Paulo Gonçalves], tal como o patrão dele, devia era estar a almoçar no [Estabelecimento Prisional] Linhó, a comer de marmita e não ali", contou, ao JN, Fernando Madureira, também conhecido por Macaco.

Depois de ter confrontado o antigo dirigente do Benfica, o líder da claque dos Super Dragões sentou-se "a almoçar, numa mesa ao lado e depois ele saiu". Macaco rematou, depois, assim: "Foi uma abordagem, confrontei-o por ele andar a prejudicar não só o F. C. Porto, mas o futebol, a justiça...".
O encontro, refira-se, ocorreu num restaurante na zona da Foz, no Porto. O JN tentou ainda contactar Paulo Gonçalves, mas o advogado tinha o telemóvel desligado.
Nota de RoP: Por favor, não me peçam que censure a atitude do Madureira. O que Paulo Gonçalves fez não merece condescendência e muito menos respeito. Se a Justiça fosse mais corajosa não deixava um gajo destes em Liberdade. Em Portugal, tudo é possível. Não me espantaria nada se Madureira fosse incomodado pela dita cuja. As contradições são tantas que compensa os grandes criminosos (como salta ao olhos).

04 fevereiro, 2019

Não devíamos falhar nestes momentos, ma nada está perdido (a não ser 2 pontos)

Esta não veio nada a calhar...

Pode ser ignorância minha, mas ainda não ouvi, nem li, em lado nenhum por que é que o FCPorto não disputa os seus jogos à hora dos jogos dos rivais, e sobretudo por que é que sendo o único clube português apurado para os oitavos de final  da Champions Ligue, portanto obrigado a jogar mais vezes e a ter de realizar mais viagens que os outros clubes, não foi devidamente protegido com a calendarização e a hora dos jogos pela FPF! Se foi, foi mal!

Isto tem sido recorrente, e parece-me tudo menos sério. Os clubes deviam ter a última palavra nesta matéria , porque são eles os principais donos do negócio. Se não são, deviam ser. Mas para isso seria preciso que se entendessem, em vez de se deixarem  controlar por outros clubes e pelas televisões, como agora acontece.

Não estou a agarrar-me a esta questão só porque ontem não tivemos capacidade para marcar golos, apesar de termos jogado mais que o Victória de Guimarães! Não fomos suficientemente eficazes para meter a bola na baliza adversária, e para ganhar não basta dominar, é preciso afinar a pontaria e saber chutar bem. Eu acho que este é um problema velho nos jogadores mais antigos do plantel e que ainda parece não ter sido bem resolvido. Melhorou, mas ainda se mantem. O próprio Brahimi tem dias. Quando lhe dá para desligar... 

É essa uma das razões que me levam a apreciar muito a qualidade técnica dos miúdos dos Sub 15 e Sub 17, sobretudo os primeiros. Não só passam muito bem a bola (raramente falham), como sabem desmarcar-se com inteligência, e chutam e fintam com uma precisão e objectividade raras nestas idades. Seria estranho que não se tornassem em grandes jogadores daqui a alguns anos.

Sobre o jogo de ontem, foi pena que a "máquina" não estivesse afinada para não deixarmos aproximar o clube dos corruptos. Faltou essencialmente confiança! Quando vejo os jogadores colocarem as mãos na cabeça depois de chutarem é sinal que o nível de confiança está baixo e contagia o grupo. Eu, se pudesse, aconselhá-los-ia a não ganharem esse hábito. Os penalties também têm de ser marcados com confiança e para isso é preciso uma grande preparação técnica mas também psicológica! Todos falham, já sabemos, mas uns falham mais que outros, e nós não podemos entrar na resignação própria de calimeros, porque senão nunca mais nos livramos deste complexo.

É por saber que um bom número de jogadores que Sérgio Conceição herdou (meio plantel) traziam consigo defeitos próprios e outros causados por situações anómalas (sistemas de jogo e arbitragens tendenciosas), que admiro o seu trabalho. Duvido que nas mesmas condições outro fizesse malhor. Coisas que em nada contribuíram para formar jogadores intelectualmente fortes! Actualmente, melhoraram bastante, mas alguns ainda denunciam certos resquícios de um passado não muito distante, e outros mantêm essa energia positiva por personalidade própria. 

Está tudo em aberto, mas é preciso recarregar baterias, tanto a nível físico como (e principalmente), a nível psicilógico! Para terminar, devo dizer que não me agradou nada o alarme pouco animador de alguns comentadores do Porto Canal que antes dos jogos, de tanto procurarem prevenir os jogadores das dificuldades que os adversários podem criar acabam por fazer deles uns bichos papões como se tratassem de clubes de top! O Victória de Guimarães tem uma equipa arrumada, mas o Braga é bem melhor, e nós vencêmo-lo, sem o mesmo alarido! Acho bem "tomar caldos de galinha", para não facilitarmos mas exagerar pode ser um bom tónico para os adversários...   

03 fevereiro, 2019

Expurgar a Caixa

DOMINGOS ANDRADE*



Passa-se uma esponja nos milhões do passado porque não há tostões de presente. E embrulha-se tudo nas prescrições para fugir às indemnizações.





O contribuinte, o cidadão comum, pode ter dificuldade em entender quanto valem os erros de gestão na Caixa Geral de Depósitos. Mas pressente tanto como sente quanto lhe custaram. Mesmo que se invoque que as operações de recapitalização não foram apenas decorrentes dos créditos indevidos, num contexto de recessão que fez colapsar todo o sistema financeiro. É verdade, também foi, mas não chega para minimizar a gravidade do que a auditoria da EY revela sobre anos de desmando. E que deixa perguntas sem resposta porque as respostas são perguntas.
Ao entregar a auditoria no Parlamento, o atual homem-forte da CGD, Paulo Macedo, manifestou-se contra o julgamento dos seus antecessores na praça pública. E considerou inaceitável que qualquer pessoa que tenha passado pela Caixa seja agora apontada como culpada e com "cadastro". A questão é precisamente a inversa. Até agora, não houve qualquer responsabilização pelo que se passou. No dia em que se apurarem culpados, a separação do trigo do joio fica feita. Mas até lá, depois do tanto que a CGD custou aos contribuintes, não nos peçam para sermos complacentes e pacientes. Ainda mais do que temos sido.
Já passou o tempo de nos pedirem para termos cuidado a falar do banco público, invocando um interesse nacional na sua estabilidade. A Caixa está hoje estabilizada e os portugueses têm direito a saber o que se passou. Quem decidiu o quê? Com que grau de conhecimento dos sucessivos governos? E têm direito a que haja responsabilização civil e recuperação de todos os cêntimos que (ainda) seja possível recuperar. E têm, mais ainda, direito a que haja apuramento de responsabilidades criminais. Sem isso, ficará a habitual sensação de impunidade que nos faz confiar cada vez menos em quem zela pela coisa pública.
A Caixa já foi um problema político. Hoje é um problema dos políticos. É um caso de Polícia. Para lá do ruído, do jogo do empurra, do faz de conta que o Parlamento não é juiz em causa própria, é preciso que o Ministério Público faça o seu trabalho.
Aguardaremos pacientemente pelos resultados. Muito pacientemente.
* Diretor (JN)

01 fevereiro, 2019

RUI PINTO quebra o silêncio


Rui Pinto quebrou o silêncio pela primeira vez desde a detenção em Budapeste, assumindo a identidade de John, o whistleblower por detrás do Football Leaks. A entrevista, conduzida pela revista alemã Der Spiegel, cobre vários temas, entre os quais o envolvimento com a Doyen, as acusações de chantagem e ainda o Benfica.


Como conseguiu obter mais de 70 milhões de documentos confidenciais sobre a indústria do futebol? "Iniciei um movimento espontâneo de revelações sobre a indústria do futebol. Não sou o único envolvido. Ao longo do tempo, mais e novas fontes de informação foram aparecendo e partilhando material comigo e a base de dados foi crescendo. Isto mostra que há muita gente preocupada com este assunto",

Acusações de chantagem por parte da Doyen: "A única razão pela qual contactei a Doyen foi para confirmar a ilegalidade das suas ações, com base na quantidade de dinheiro que estivessem dispostos a pagar para que os documentos não fossem divulgados. Queria perceber o quão valiosos e o quão importantes eram os documentos para a Doyen. Achei que conseguia descobrir isso se soubesse o quanto a Doyen estava disposta a pagar pelo meu silêncio. Nunca foi minha intenção aceitar o dinheiro. Só queria expor a Doyen. Quis perceber quanto lhe ofereciam. Enquanto ele negociava, eu continuei a ler os documentos. Enquanto o fazia, dizia para mim mesmo: se os deixo comprarem-me agora, não valho mais que todos estes esquemas. Por isso escrevi à Doyen e disse-lhes para ficarem com o dinheiro. Não me pagaram um único cêntimo. O que fiz foi muito ingénuo. Olhando para trás, arrependo-me. Mas repito, nego ter cometido qualquer crime".
Suspeitas de que forneceu ao FC Porto emails incriminatórios do Benfica: "Não li nenhuma declaração das autoridades sobre uma relação entre mim e o escândalo do Benfica. Uma revista publicou a história do Benfica no outono passado. Isso mudou a minha vida. A minha fotografia estava nas primeiras páginas dos jornais por todo o país. A minha conta de Facebook e o meu e-mail foram inundados com ameaças de morte".
Como e porque lançou o site Football Leaks? "Sou fanático por futebol desde criança e já tinha percebido, desde o Caso Bosman, que o futebol estava a caminhar na direção errada. Os melhores dos jogadores jovens estavam a ir para as melhores equipas; toda a competição estava a dar vantagem aos clubes de topo. O grande impulsionador para mim foi o escândalo da FIFA em 2015. Além de todas as detenções que foram feitas na FIFA, vi que havia irregularidades em muitas transferências dentro de Portugal. Que mais e mais investidores invadiam o mercado. Comecei a recolher dados".
Porque está a resistir à extradição para Portugal? "Tenho quase a certeza que não terei um julgamento justo em Portugal. O sistema judicial português não é inteiramente independente; existem muitos interesses escondidos. Claro que há procuradores e juízes que levam o seu trabalho a sério. Mas a máfia do futebol está em todo o lado. Querem passar a mensagem que ninguém se deve meter com eles".
(Fonte: jornal O Jogo)