02 maio, 2019

"PORTUGAL É O PAÍS MAIS CENTRALISTA DA EUROPA"


“Estamos num país que está tão inclinado para o litoral que qualquer dia se afoga"


O presidente da Câmara de Bragança afirmou que Portugal é "o país mais centralista da Europa" ao comentar a distribuição de fundos comunitários entre o litoral e o interior e ao pedir mais financiamento para a cooperação transfronteiriça.
"Estamos no país mais centralista da Europa e, com o Governo atual, estamos a assistir a uma toada centralista como nunca se viu", disse Hernâni Dias (PSD) que falava em Bucareste, na Roménia, onde decorre a 8.ª Cimeira Europeia das Regiões e dos Municípios.
O autarca de Bragança disse que, enquanto se fala na Europa de coesão territorial, "em Portugal, quando há uma transposição dessas políticas para o nível nacional, o que se verifica é que há um grande desfasamento e não se consegue promover a coesão territorial".
"Há um desfasamento porque o que tem acontecido em quadros comunitários é que há uma concentração de aplicação de recursos no litoral. Estamos num país a pender completamente para o litoral. Até costumo brincar e dizer que está tão inclinado para o litoral que qualquer dia se afoga", referiu.
O presidente da Câmara de Bragança deu como exemplo o mapa do futuro Plano Nacional de Investimentos (PNI) que tem em vista ações entre 2020 e 2030, apontando que "todas as infraestruturas, sejam rodoviárias ou ferroviárias, concentram-se no litoral", e vincou a necessidade de existir "muito mais financiamento para a cooperação transfronteiriça".
"A nossa fronteira com Espanha tem cerca de 1.200 quilómetros. Em cerca de 100 quilómetros está concentrada cerca de 90% da população. Isto mostra bem a necessidade de termos de investir na relação transfronteiriça", afirmou.
Outro dos exemplos dado pelo autarca de Bragança prende-se com o passe social e a diferença de verbas para as Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa em relação a outras regiões.
"Vão ser aplicados 104 milhões de euros na redução dos passes sociais em Lisboa e no Porto. Na Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes esse valor é de 175 mil euros. É vergonhoso quando temos territórios afastados da zona urbana e são os municípios que têm de suportar essas despesas", disse, acrescentando que o município de Bragança, para evitar que as concessões de meio rural para a parte urbana não abandonem o território, paga uma compensação anual de 180 mil euros.
"Não sentimos inveja de ninguém quando o dinheiro é aplicado, mas sentimos frustração. É pena que os Governos com uma atitude centralista vão buscar o dinheiro comunitário dos territórios onde ele efetivamente é necessário e depois vão lá sacá-lo e levam para o litoral", acrescentou.
Admitindo ser um convicto regionalista, Hernâni Dias disse ainda acreditar que "com um novo desenho a nível nacional" será possível a Portugal "ter uma outra capacidade de gestão e de influenciar de políticas" a nível europeu.
Quanto ao Brexit, lembrou o "impacto muito negativo na economia local e nacional" que uma saída da UE pode ter na "capacidade exportadora do país".
A Cimeira Europeia das Regiões e dos Municípios, que acontece de dois em dois anos, foi criada com o objetivo de garantir que os órgãos de poder local e regional contribuem plenamente para os debates mais relevantes na UE.
O Comité das Regiões Europeu, criado em 1994 na sequência da assinatura do Tratado de Maastricht, é a assembleia da UE dos representantes regionais e locais dos 28 Estados-membros, sendo atualmente composto por 350 membros efetivos, 12 deles portugueses.

Diário de Trás-os-Montes

Nota de RoP:

Como segunda cidade do país, o Porto não é a cidade região mais afectada pelo centralismo, mas é mesmo assim, muito prejudicada. Em certos aspectos é mesmo cobiçada pelos centralistas. De tal modo que durante muitos anos fartámo-nos de ouvir da boca dos centralistas a expressão "portocentrismo", que é muito injusta e inadequada. O Porto desenvolveu-se ao longo da História por conta própria e a "democracia" centralista só veio prejudicar-nos. Tendo a região norte, onde se inclui o Porto, um maior produto interno bruto do que em qualquer outra região do país é absurdo o argumento do portocentrismo. Para haver centralismo tem de haver poder político, e esse, como é óbvio, está todo concentrado em Lisboa.

01 maio, 2019

As tuas melhoras Iker Casillas! Tudo vai correr bem certamente

Caro Sr. Pinto da Costa, vivemos em democracia ou não? Responda se souber!

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Vi, e gostei da entrevista que Rui Cerqueira fez a Pinto da Costa na comemoração dos 125 anos do FCPorto.

Gosto de ouvir Pinto da Costa, a forma interessante como conta ocorrências antigas, e apesar de andar um pouco zangado com ele (quem lê o RoP sabe porquê), não sou capaz de o desrespeitar. Digo porque não concordo com a sua gestão, e explico. Disso, não abdico. Não gosto de calar o que penso, sobretudo quando se trata dos interesses do FCPorto. Não misturo dirigente, com clube. Ponto.

Da referida entrevista, ouvi-o a falar da ditadura, das consequentes manobras usadas pelo antigo regime, das artimanhas dos árbitros, da protecção dada ao Benfica que, tal como hoje, tornaram o clube de Lisboa uma espécie de santuário de batoteiros. Pinto da Costa realçou várias vezes a discriminação que era imposta ao FCPorto, e a lei da rolha que camuflava toda essa pouca vergonha. Até aqui, tudo dentro da realidade.

O que já me parece estranho (lá estou eu a melindrar os meninos sensíveis), é que P.C. não tenha aproveitado a oportunidade para dizer se acreditava no regime actual, se o achava democrático, ou não. Duvido que Rui Cerqueira se sentisse à vontade para lhe fazer tal pergunta, mas para mim foi essa a questão mais pertinente que falhou. E não devia ter falhado. E  por quê, perguntarão os leitores? Porque essa pergunta neste momento era fundamental fazê-la. Pinto da Costa é ouvido pelos portistas, mas também pelos anti-portistas, e o que ele diz é registado (para o bem e para o mal). Numa altura em que o Porto Canal e alguns dos seus colaboradores estão a ser censurados e silenciados, o FCPorto a ser chulado (é o termo) com multas por uma corja de corruptos e indigentes, não é aceitável calar o que não deve ser calado.  Pinto da Costa não pode dizer uma coisa e o seu contrário. É o seu silêncio que contraria a sua coerência. Falar do regime actual como se fosse democrático, e ao mesmo tempo não falar dos que o querem silenciar, é perder uma grande oportunidade de dar uma bofetada de luva branca ao Governo, e de defender o clube com dignidade. Não o fazendo, está a afectar a vida de quem o ajuda a ele e ao FCPorto.

Francisco J. Marques foi suspenso, desapareceu de cena, Diogo Faria está a ser perseguido, e o Pedro Bragança habilita-se a ser incomodado também. Só falta mesmo mandar fechar o Porto Canal. É caso para perguntar: e se isso acontecesse a SAD do FCPorto também ficava calada?

Não, não me peçam também a mim  que me cale por respeito a Pinto da Costa. Isto é que já não é respeitável.

PS: Outra questão: no cenário actual, será que os dirigentes do FCPorto têm motivos fortes par respeitar a Federação Portuguesa de Futebol, a Liga, e a Secretaria de Estado e Desporto? Pelas aparências dir-se-ia que sim. Essa, é outra coisa que não aceito. As entidades com cargos de alta responsabilidade só devem ser respeitadas se souberem merecer esse respeito. Para mim, estão a fazer o mesmo papel, ou pior, que os Calabotes do tempo da outra senhora. Mais do que uma convicção, é uma certeza.

29 abril, 2019

Porto cidade e Porto futebol, porque temem o poder político?


Quando um clube como o FCPorto, outrora bem gerido por um arguto presidente, actualmente incapaz de assumir as suas limitações físicas e intelectuais que já não lhe permitem manter o desempenho pretendido, e que ainda assim insiste em manter-se no cargo, esse clube arrisca-se a enfraquecer. Se juntarmos a isso a imaturidade de alguns sócios, que confundem ingratidão com a legitimidade de objectar a liderança (quando se justifica), teremos de concluir que é também a esses sócios que se devem os maus resultados dos últimos (4) anos, à excepção da época transacta. Seria até caso para lhes perguntar quanto tempo mais estariam dispostos a esperar  (perdendo) para se decidirem a tomar uma atitude.

Felizmente, como clube eclético que é,  o FCPorto vai-se safando com as modalidades. O andebol, o hóquei e (agora) o basquete, têm ultrapassado em qualidade (e êxito) o desporto principal que lhe deu nome, o futebol. Concorde-se ou não, é o futebol o desporto que gere mais receitas. Mas, para que isso continue a acontecer não podermos dar-nos ao luxo de arriscar mais o futuro.

Temos de voltar às boas e acessíveis contratações, como bem fazíamos no passado positivo de Pinto da Costa. Sem me alongar muito neste capítulo particular, há jogadores de qualidade técnica muito razoável relativamente baratos em clubes medianos. Por exemplo,vi-os a jogar no Rio Ave sexta-feira passada. Nós não temos grandes jogadores com capacidade técnica para ultrapassar com finta o adversário, é tudo mais em corrida. O Brahimi faz umas flores, mas não sabe tirar partido delas por não saber patilhá-las com os colegas no momento certo. Quando decide passar a bola já os adversários estão em cima dele. Por isso desperdiça muito do seu potencial. A verdade é que não foi por termos contratado jogadores vindos de fora que  ficamos mais fortes, e se falarmos dos preços é caso para perguntarmos quem ganhou mais com isso...

Mas esquecem que Pinto da Costa e a SAD tem outras obrigações, e essas também não têem sido muito bem geridas. Pelo contrário. Trata-se do Porto Canal. Por mais que Júlio Magalhães se esforce por enganar o espectadores, a programação tem vindo a decrescer em qualidade e quantidade. Quando anuncia novas programações já sabemos que vai tudo ficar na mesma. Quem pode ver uma melhoria quando se reduzem os telejornais de 3 emissões diárias para uma, e mesmo assim, para uma hora mais tarde, às 21H00? Fez um grande folclore anunciando programas regulares de debate sobre a regionalização, mas até agora só vimos dois ou três, se tanto. Técnicamente, há muitas gafes e se falarmos em repetições, o abuso é a estratégia escolhida. Nota-se claramente um vazio de liderança. Alteraram abruptamente os horários da programação e da informação sem terem o cuidado de avisar os espectadores. Enfim, é um Porto Canal à imagem do líder do FCPorto. Fraco.

Até o programa Universo Porto da Bancada foi dominado pelo poder de um clube corrupto e nem a disponibilidade e coragem do Francisco J. Marques estão a ser convenientemente apoiadas. Os programas que era suposto sair sempre às 3ªas feiras, ou porque o FCPorto jogava nessa noite, ou por nenhum motivo especial, começaram a rarear. E mesmo que se justifique a alteração de horário, é incompreensível que um programa de tal importância para os portistas não possa ser apresentado noutro dia. Nem há desculpa para alegarem excesso de programas porque se assim fosse era impossível passarem tantas repetições do mesmo programa (já contei cinco!). Para aqueles rapazinhos que pensam com os pés venham para aqui mandar bitaites, ou negar estas realidades factuais que, já sabem, levam a resposta da ordem, ou a resposta do silêncio.

Desta maneira, será muito difícil ao Porto Canal auto-gerir-se pelos seus próprios meios. A publicidade não é forte, e compreende-se porquê. Ninguém faz publicidade num canal com tão pobre programação. Os bons programas são poucos e quantidade também. Enfim, importa portanto não esquecer que até ver o FCPorto ainda é o principal accionista, logo, é responsável pelo seu desenvolvimento. Resumindo, nem um nem outro negócio transmitem bons sinais.

Para concluir, é inevitável fugir a esta realidade: se nem com um Canal de TV temos sido capazes para nos defendermos dos autênticos assaltos à mão armada da comandita corrupta e centralista, como e quando seremos?   Há que pensar com realismo, mas sem medos. 

Quando vejo clubes corruptos a ganhar jogos com a ajuda de árbitros mesmo depois de terem sido denunciados, olho para o meu clube, e para a minha cidade e fico sem compreender as causas para tanta submissão. Admito que ainda sejam resquícios do salazarismo. Não enfrentar o Governo (repleto de rabos de palha), só pode ter uma explicação: é porque se teme alguma coisa. Em silêncio. 

  


27 abril, 2019

COMPENSAÇÃO PARA O DESAIRE DE ONTEM NO FUTEBOL

HÓQUEI EM PATINS
FCPORTO VENCE O  O. DE BARCELOS POR 7-3
PARA O CAMPEONATO
EXCELENTE!



A N D E B O L
FCPORTO VENCE SAINT RAPHAEL POR 34-30 E APURA-SE PARA
A FINAL FOUR DA EHF
GRANDE EQUIPA ESTA!
E GRANDE TREINADOR!

26 abril, 2019

Valores morais e materiais. Quem vale o quê?

Para quem gere o Renovar o Porto há cerca de 12 anos (completam-se no próximo mês de Maio), como acontece comigo, é um tanto desagradável publicar comentários de anónimos que nem sequer se dão ao cuidado de ler um pouco o que está para trás para no mínimo ficarem com uma ideia da mentalidade de quem estão a ler. Depois sim, têm todo o direito de discordar, ou concordar. Caso discordem, só lhes peço é que  me façam o favor de explicar muito bem porquê, sempre sustentando a argumentação na realidade. Para mim, só há uma realidade, a da verdade factual. Não sou muito de modas, essa coisa das realidades alternativas, virtuais,, ou paralelas não existem no meu vocabulário, e decepciona-me quem dá lastro a essas futilidades.

Hoje, tudo é posto em causa, principalmente o que é vertical e honrado. As sociedades contemporâneas deixaram-se seduzir pela soberba do dinheiro e das aparências, e o resultado é a barafunda que sabemos, uma radical inversão dos valores cívicos. Outrora, o crime era condenável, era para muitos a assunção dramática da perda de vergonha, e merecia castigo a quem o cometia. Agora, são os próprios do poder os primeiros candidatos a esse "estatuto", precisamente por já não terem a menor ideia do que significa o sentimento de vergonha. Por má formação, ou conveniência, dá-lhes mais jeito confundir vergonha com falta de descontracção, mas eles percebem que não é bem a mesma coisa.  

O que acabo de dizer pode não ter qualquer relação com os dois programas do Porto Canal, o Universo Porto de Bancada de 3ª. e 5ª. feira. São programas que acompanho, porque expressam a única voz de defesa do FCPorto. Repito: Francisco J. Marques, Pedro Bragança e Diogo Faria, estão a fazer o que competia ao presidente do FCPorto e à SAD.

Obviamente que foram autorizados para tal, não podia ser de outra maneira. E podia ter resultado em cheio se pouco tempo depois da exposição das primeiras denúncias (dos e-mails, e-toupeiras, etc.), toda a estrutura directiva do clube exigisse explicações categóricas aos órgãos superiores da Federação e da Liga alicerçadas nas contínuas vigarices de certas arbitragens que continuavam a premiar o Benfica. Escrevi isto várias vezes, à laia de aviso, justamente por calcular que tudo continuaria inalterável se não levássemos o caso às autoridades máximas rapidamente, antes que o infractor Benfica continuasse a acumular pontos (ilegais). Se a primeira exposição aos órgãos federativos e da Liga falhasse, por incúria ou desrespeito, o FCPorto devia imediatamente apresentar queixa ao Governo pedindo uma reunião rápida especialmente para o efeito. Podiam perfeitamente declarar perda de confiança nesses organismo,e na idoneidade do próprio Secretário de Estado do Desporto, porque dispunham argumentos mais que suficientes para o fazer. Numa democracia - pelo que o Sr. Pinto da Costa disse há dias, ele acredita nesta democracia - não há que ter medo de dizer a verdade quando temos essa noção firme. Como tal, quem podia e devia sentir-se embaraçado com a situação só podia ser o 1º. Ministro. Não foi isso que pensou o presidente Pinto da Costa, nem isso, nem nada...

Ora, como já todos os portistas (os mais realistas) se aperceberam, os dirigentes do FCPorto deixaram esticar a corda para lá do prazo de validade e agora será mesmo muito difícil evitar que ela rebente, ou seja, evitar a perda deste campeonato.

Uma vez que nada mais fizeram pelo FCPorto, a minha solidariedade vai toda para F.J. Marques, para o Diogo Faria e para o Pedro Bragança. Pagos ou não, deram a cara e estão a sofrer as consequências por isso. A perseguição que lhes está a ser movida pelos miseráveis órgãos de comunicação social de Lisboa (essa capital traiçoeira), não é coisa simples nem agradável. Do conjunto de comentadores de Universo Porto da Bancada só não levo a sério o ex-locutor da RTP José Cruz, pela simples razão de ser um verdadeiro hipócrita. Prestem-lhe bem atenção. Hão-de reparar que antes de"cascar" nos destinatários desfaz-se  em salamaleques. É o senhor doutor para ali, o sr. dr. para acolá. Enfim, quer fazer crítica,  mas ao mesmo tempo "engraxa"os escroques daTVI considerando-os até grandes profissionais. Não suporto mais ouví-lo e não consigo compreender como é que um gajo daqueles serve para defender o FCPorto.

Lembro-me de ter elogiado a Maria,do Porto Canal pela sua frontalidade, mas hoje deixou-se encantar pela pasta e logo pulou para o inimigo. Com o "grande" portista Cândido Costa", passou-se a mesma coisa, pirou-se para a amiga TVI. Já me cheirava a falsete os seus comentários excessivos e ridículos. Vai, mas não voltes por favor. Não és o que queres aparentar.

Que gente é esta,que entre o ser ou não ser qualquer coisa, há sempre um grande obstáculo chamado  "pilim". Não haverá um nome  apropriado para este tipo de gente?

E por  favor, dispenso comentários paternalistas. Nem todos se prostituem. Eu ainda acredito que haja quem resista a ser comprado. O contexto da oportunidade não podia ser pior e menos conveniente a uma alma limpa. Ai Porto, Porto, quem te viu e agora não vê.

PS-Independentemente do que vier a acontecer até ao fim do campeonato, desejo sinceramente que tudo corra pelo melhor ao nosso clube, porque bem precisa. Estes jogadores, a nível interno, não jogaram só contra os clubes adversários, mas também contra todo um regime e uma comunicação social pôdre e indigna.  

Costuma dizer-se que a sorte protege os audazes, e nesse capítulo audácia é coisa que não tem faltado à equipa e ao treinador. Mais audácia que talento. Não posso dizer o mesmo dos dirigentes.



24 abril, 2019

Anónimo do bota abaixismo bronco...



... talvez sofras também de outra espécie de cegueira. Mesmo aqui ao lado, à tua direita (o lado oposto do braço próximo do coração) e sob a minha foto, está plasmada uma Nota Prévia indicada para comentadores como tu. Lê-a com atenção, se não quiseres perder o teu tempo, nem o meu. 

Muito agradecido

vá lá, aceita esta ajuda:   »»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»

23 abril, 2019

A SAD do FCPorto e a anunciada recandidatura de Pinto da Costa...


Há por aí muitos adeptos portistas cansados de ver o FCPorto a ser humilhado pela comunicação social centralista que já não fazem cerimónia em censurar os principais dirigentes do clube. Outros, julgando-se mais portistas que aqueles que chamam os bois pelo nome, isto é, que não se encolhem atrás da crítica abstracta, quiçá com medo que o senhor presidente lhes dê um puxão de orelhas, não têm coragem para colocar o dedo na ferida. É exactamente o mesmo comportamento que têm com a política. Se o seu partido governa mal, permanecem caladinhos, como nada de grave se passasse. Com o clube, é a mesma coisa, só com uma pequena diferença: poupam os líderes, optando alternadamente, ou pelo treinador, ou pelos jogadores. Sempre pelo elo mais fraco, como é óbvio. Tocar no nome do presidente é que não tocam.

Pois meus amigos, a gratidão, como a amizade, só faz sentido se fôr recíproca. Se um amigo me enganar e se o engano fôr grave, nunca mais pode contar comigo. Com a gratidão passa-se o mesmo. Tem de haver reciprocidade entre adeptos e o presidente. Pela parte que me calha, enquanto adepto (ex-sócio), aplaudi Pinto da Costa e estive ao lado dele quando era atacado por todos, até por alguns "portistas". Portanto, não estive com ele apenas quando o FCPorto ganhava. Mesmo quando começou a cometer asneiras (e não foram poucas), fui aguentando uns tempos, até que o meu prazo de tolerância chegasse ao fim. Tudo tem limites. Agora, terminou outro. Tem a ver com a incapacidade do senhor presidente defender o FCPorto de tudo o que de pior lhe têm feito. Os inimigos são muitos, eu sei, mas nenhum líder que se preze, jovem ou idoso, pode permitir que o país inteiro assista à vergonha suprema de ver o FCPorto a ser dominado por um clube de gangsters sem ter a dignidade de reclamar directamente ao Governo respeito e justiça! O Governo nunca respeitou o FCPorto! Foi o FCPorto que respeitou demais o Governo! Isso, só seria tolerável num regime anti-democrático! Mesmo sendo-o na prática, o senhor Pinto da Costa sempre teve uma "carta" preciosa de que nunca ousou tirar partido quando era imperioso usar: obrigar o 1º.ministro a provar que é um democrata. O que, por outras palavras, só seria consumado se ele (o 1º.ministro) aceitasse o encontro e não se esquivasse mais de encarar os problemas que estão a causar ao nosso clube. Lançou para Francisco J. Marques o odioso do problema, sabendo que o grau de gravidade e a dimensão do mesmo recomendariam a presença do presidente e da SAD. Não senhor, manteve-se sempre calado a este respeito, muito menos à vontade do que o presidente do Benfica que é efectivamente, um marginal de longo currículo! O que é estranho, diga-se.

O JN de hoje noticiou que a recandidatura de Pinto da Costa ia ser brevemente anunciada e o FCPorto nem sequer negou (até a esta hora). Se vai fazê-lo é sinal de que tudo está bem. Na minha opinião, não está. Bem pelo contrário. Tudo aponta que o clube da máfia volte a tirar partido das vigarices que usou para chegar onde chegou (eles sabem que foram ajudados por fora...). O jogo com o Marítimo e a própria postura desta equipa foram prova cabal. O próprio treinador (Petit) descaiu-se como um puto. Tudo lhes é permitido. Tudo, mesmo!

Consequentemente, votar em Pinto da Costa outra vez, será um calvário de risco. Se os portistas acham que ele "continua" em plena forma, que faz tudo o que lhe é exigido, muito "bem", mas pelo menos que tenham a dignidade de assumir também as suas responsabilidades individuais (e colectivas). Que enfie a carapuça quem se sentir na corda bamba, pelo que me compete, sinto-me tranquilo de consciência, embora triste e céptico com o futuro do meu clube. Principalmente com a modalidade mais relevante. O futebol.   
    

"CONTRIBUINTES JÁ SE HABITUARAM A FINANCIAR OS PRIVILÉGIOS DE LISBOA"


O diploma publicado em Diário da República prevê que a oferta de alojamento estudantil duplique em 10 anos em várias cidades do país.


A oferta de alojamento estudantil vai aumentar nos próximos anos. Pelo menos é este o objetivo do diploma publicado ontem em Diário da República que aponta a transformação de palácios, pousadas da juventude, um mosteiro e até as instalações do Ministério da Educação em residências estudantis.

Para Vital Moreira “Lisboa é mais uma vez a grande ganhadora de um programa nacional de investimento”, pois “60% das novas camas no programa de alojamento de estudantes do Ensino Superior” vão ficar na capital.

Mas esta situação não constitui propriamente uma novidade, defende o constitucionalista no seu blogue Causa Nossa.

Não é “nada que surpreenda excessivamente quem se habitou a ver, por via de regra, os contribuintes de todo o país a financiarem os privilégios da capital, neste caso favorecendo as universidades de Lisboa”.

Vital Moreira critica também o facto de o “centralismo do nosso país” ser caracterizado pela “concentração de universidades públicas em Lisboa, nada menos do que três, mas já tendo sido quatro antes da fusão das antigas universidades Clássica e Técnica”.

E, por fim, o comentador refere que, “enquanto a Universidade do Porto tem universidades públicas concorrentes nas capitais de distrito mais próximas (Braga e Aveiro), Lisboa conseguiu acumular universidades públicas, ao mesmo tempo que beneficiava da falta de universidades concorrentes em Setúbal e Santarém”.

(fonte: Blg.Regionalização)

22 abril, 2019

Para os centralistas desta cloaca imunda


Chame-se ele António Costa,  Passos Coelho, Sócrates, Marcelo R. de Sousa, e todos os outros que os ajudaram a subir na vida à custa da ignorância popular, podem ter a certeza que só não ficarão na história sem a folha de serviços manchada, se quem a escrever pertencer ao grupo imenso de traidores existentes neste sempre eterno projecto de país.

Pessoalmente, nunca me esquecerei do contributo por eles dado para a traição do 25 de Abril. Com a falta de dignidade desta gentalha, morreu a democracia. Uma punhalada mortal!

Cá o rapaz, confessa: preserva uma profunda vergonha por ter como representantes máximos homens tão vulgares, tão pouco amigos da nação real. Nem quero citar mais os seus nomes, porque receio vomitar.

Quem é contra a Regionalização, é contra os portugueses! O 1º ministro, e o PR pertencem a esse grupo. Mas os portugueses parece que ainda não perceberam. Que tristeza.




19 abril, 2019

O mais importante é não complicar, e avançar


Nota de RoP:

Espero que a Comissão Independente para a descentralização sirva para alguma coisa, e não para baralhar e dar de novo. Um dos integrantes desta Comissão é Alberto João Jardim, o homem que, goste-se ou não, mais contribuiu para o desenvolvimento e a autonomia da Madeira, sem se vergar ao poder central, mesmo quando este era constituído pelo PSD, o seu partido. 

Tal como aqui venho lembrando desde que o Renovar o Porto existe, a reforma da Regionalização não é nenhuma dádiva, é um dever imposto pela própria Constituição. Foi isso mesmo que Alberto J. Jardim disse na entrevista que deu ao Porto Canal. O referendo de 1998 teve o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa e de António Guterres, portanto foram estes dois protagonistas que deram aval ao não (a intenção era essa). Marcelo era então líder do PSD (entre 1996 e 1999), e Guterres 1º.Ministro (entre 1995 e 2002).

Portanto, se a referida Comissão Independente vier por bem, se fôr mesmo independente e pragmática só fará sentido se esclarecer e não estorvar. E mais. Talvez seja contra indicado misturar as coisas, ou seja, falar ao mesmo tempo em descentralizar e regionalizar. Na Constituição a palavra de ordem é Regionalizar não é confederar nem descentralizar ainda que possa parecer a mesma coisa. Não é. Respeite-se tão só o que todos devíamos ter respeitado desde 1976 e limitem-se a avançar com a lei original: regionalize-se o país. O que está  mal e tem prejudicado as regiões (sobretudo do interior) é o regime centralista. Se alguns estavam preocupados com os tachos gerados pela regionalização, lembrem-se de duas coisas: primeiro, a proximidade dos governos regionais condiciona sempre mais a atracção por tachos que o centralismo (com é claro!). Segundo: puxem pela memória, e lembrem-se do lamaçal e das resmas de tachos que os governos centrais pariram.

Será preciso mencioná-los a todos? Peço as minhas desculpas, mas acho que não é preciso, e além disso não tenho tempo a perder só para elencar tudo o que todos sabem. Por mim, já sei o suficiente, mas há muito mais por saber.

VOTOS DE UMA BOA PÁSCOA A TODOS

18 abril, 2019

Sobre o jogo de ontem e das nossas fraquezas


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O jogo de ontem  não correu bem ao FCPorto. Logo de início teve uma oportunidade flagrante de marcar, com um remate bem colocado de Corona, mas a sorte não ajudou. A bola passou poucos centímetros acima e ao lado da barra da baliza. Toda a primeira parte  a equipa funcionou como um bloco, exercendo grande pressão sobre os adversários sem falhar muitos passes, procurando corresponder ao plano de Sérgio Conceição. Foram fantásticos! Sucede que, as oportunidades criadas para marcar foram todas esbanjadas (como diz, e bem, o treinador) por falta de eficácia.

Ora, é aqui que reside o problema principal deste plantel, e já é antigo. Vem do tempo do Lopetegui. Mas não é de hoje que destaco este aspecto, e não o faço apenas com esta equipa, acho mesmo que a arte de rematar não é o ponto forte dos jogadores portugueses. Acresce que este plantel nem sequer é composto por muitos portugueses, e os que existem, salvo Danilo e Hernani, vieram da formação, também pouco dotados para chutar. Foi por isso (e não só) que destaquei há tempos a excelente capacidade de remate e passe dos sub 15 e 17 ! Por não ver essas qualidades nos escalões mais idosos (nos sub19 por ex.)  

Sérgio Conceição disse que faltou eficácia até ao primeiro golo do adversário. É uma verdade. Essa falta de eficácia chama-se dificuldade em rematar com precisão e confiança. No entanto, fico sem saber porque causas nunca assisti a treinos do FCPorto actual, excepto quando o saudoso Boby Robson era treinador. Ignoro se hoje é habitual treinar jogadores especificamente em função das suas dificuldades técnicas individuais. O aperfeiçoamento técnico e psicológico também pode ensinar-se nos treinos. Eu penso mesmo que deve!  Sou de opinião que essa tarefa devia ser obrigatória nos treinos. Há jogadores com qualidade mas que têm quase fobia em rematar e isso limita as suas performances. O caso de Oliver, é paradigmático. Contudo, suponho tratar-se apenas de falta de confiança.

É uma pena que Sérgio Conceição não tenha herdado um plantel mais homogéneo e maduro, que não houvesse grandes diferenças entre os jogadores titulares e os substitutos, sem precisar de se preocupar com as condicionantes dos menos dotados, e experientes. Essa é a razão porque não me canso de dizer que foi ele, e só ele, o principal responsável pela produtividade alcançada por este plantel! É que, se por um lado dispõe de jogadores de top (como Alex Telles, Éder Militão, Pepe, Corona, Cassillas), por outro tem jogadores de fiabilidade incerta (Felipe, Brahimi, Herrera, Oliver, Octávio). Outros, custam a estabilizar como Adrian Lopez e Hernani. Outros prometem muito, como Wilson Manafá e outros como Marega e Soares esforçam-se muito e vão apresentando resultados, apesar de não serem tecnicamente exímios. Enfim, Sérgio Conceição soube adaptar esta multifacetada equipa ao sistema de jogo que, não sendo brilhante, mais garantias lhe davam. Só que, não tendo um plantel equilibrado para as várias posições, sentiu-se obrigado a apostar mais vezes do que provavelmente gostaria nos jogadores mais seguros. Ora, isto tem um enorme inconveniente (e ele sabe-o certamente), o cansaço prematuro e as lesões dos mais usados (os melhores). Arrisca muito, mas não tem outra alternativa. Joga com o que lhe "deram".

E para aqueles que fazem de Pinto da Costa um eterno insubstituível, não me venham com a infantilidade de lhe atribuir mérito por ter contratado o Sérgio Conceição porque antes dele contratou sem sucesso 5 treinadores, a saber:
  1. 2013/2014 - Paulo Fonsea
  2. 2014          - Luís Castro
  3. 2014/2016 - Julen Lopetegui
  4. 2015/2016 - José Peseiro
  5. 2016/2017 - Nuno Espírito Santo 
Consta que Ricardo Quaresma está de volta. Não sei se corresponde à verdade, mas espero que isto não seja mais uma invenção da actual SAD e do Sr. Presidente. Porque, sendo hoje mais difícil adquirir potenciais bons jogadores (e jovens) a preços acessíveis, como num passado não muito distante, não creio que seja impossível. 

Podia citar aqui uma série deles que foram contratados por equipas com muito menos recursos que o FCPorto, mas não o farei por uma questão de bom senso. O Pepe é um jogador já com uns anitos mas ainda é muito útil ao FCPorto, o Quaresma é uma incógnita. Prefiro-o mil vezes a Brahimi, mas considero evitável entrarmos por estas soluções. 

Se há que gerir recursos façam-no, mas não gastem mais dinheiro com jogadores caros demais para a sua qualidade. Isto já aconteceu, e não pode acontecer novamente. Seria bem mais útil tratar da defesa do clube em vez de se preocuparem com convidados  de honra duvidosa que pouco têm feito para nos tratar com isenção. Chamar à festa do Dragão figuras ligadas à FPF e à Liga como Fernando Gomes e Pedro Proença é uma provocação para muitos adeptos. Para mim, é uma enorme hipocrisia, que só me distancia mais de alguém que já admirei e respeitei noutros tempos.

PS-Deixar o Francisco J. Marques e o Diogo Faria a dar a cara pelo FCPorto como se fossem o topo da hierarquia portista,  parece-me tudo menos próprio de líderes. E também um manifesto comodismo.


17 abril, 2019

Que o FCPorto vença e o Rui Pinto também!


É-me difícil dar prioridade ao futebol jogado sem saber o que está a acontecer no futebol fora dos estádios. Em Portugal tornou-se impossível acreditar nas instituições desportivas, e em quem as dirige. Não temos gente qualificada em nenhuma delas. Tanto o Presidente da FPF como o da Liga, e as Comissões de Disciplina tem tido comportamentos absolutamente suspeitos face ao que está a acontecer. O conluio e a corrupção saltam aos olhos, sente-se e já cheira  mal. Não há como mascarar esta pouca-vergonha por muito mais tempo. A classe política (incluindo do Governo) está a bater no fundo, e a fraude no desporto só vem por acréscimo. Acho espantoso como é que ainda há gente com lata para lançar para o mundo desportivo, principalmente para o futebol, o cartel número um da corrupção deste país. Palpita-me que se vier a fazer-se Justiça, vai haver muita gente surpreendida com os resultados (ou talvez não).

Estas são as razões que me levam a não escrever hoje sobre o jogo desta noite entre o FCPorto e o Liverpool. Vai ser uma tarefa muito difícil, mas não impossível, o FCPorto não tem um plantel de luxo como tem o adversário, mas tem um conjunto de jogadores altamente combativos. Portanto, tudo pode acontecer, e que seja o sucesso do FCPorto.   

Fiquei com um sentimento de orgulho indisfarçável ao saber que Rui Pinto se recusou a colaborar com a justiça portuguesa. Antes de mais porque de portuguesa a justiça tem muito pouco, tal como outras coisas. A comunicação social por exemplo. é sectária e divisionista, portanto é lisboeta não é nacional. Os governos, o actual e os que o antecederam são centralistas, logo discriminadores e injustos. Por que carga de água um rapaz inteligente e orgulhoso como é Rui Pinto havia de confiar na justiça portuguesa?  É preciso não terem vergonha! Até as finanças - que são parte importante do Estado - queria servir-se dos conhecimentos do rapaz para sacar dinheiro dos devedores, sem se dignarem restituir-lhe a liberdade! Eu faria o mesmo, não lhes revelava nada! Não merecem outra coisa. Para quê? Para depois ilibarem os corruptos? Razão teve o Alberto João Jardim quando disse no Porto Canal que se lhe saísse o Euromilhões não depositava um tostão na Banca! Mas o que é que estes gajos querem? Mais mama? Quem anda a roubar quem? Quem é que merece prisão e ainda está em liberdade? Quem? E quantos?

Que não arrepiem caminho estes garotos que enxamearam a política de tachinhos e ainda se arriscam a ter pesadelos se desta vez a população abrir os olhos e se deixar de votar como quem vai a uma romaria. Lá romaria é, mas o problema é que o povo pensa que está a votar. E não está. Está a enganar-se a si próprio. A não ser que alguém dentro do partido garanta, o tachinho da ordem. Mas isso não é votar, é corroborar com o princípio de toda a corrupção...  

  

13 abril, 2019

Respeitado lá fora, temido cá dentro (por quem será?)

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Rui Pinto (




O jornal britânico The Guardian publica, este sábado, uma extensa reportagem sobre Rui Pinto, pirata informático detido preventivamente em Portugal, país para o qual foi extraditado há três semanas. Este trabalho é em boa parte suportado em declarações deRafael Buschmann - um dos jornalistas do Der Spiegel ligado às revelações do Football Leaks.
A referida publicação refere que existem, neste momento, negociações entre as justiças francesa e portuguesa com o objetivo de conceder imunidade ao 'hacker' do modo a ajudar a polícia financeira de França a prosseguir com as investigações sobre alegados casos de corrupção e fuga fiscal.
Autoridades francesas acreditam que o valor das revelações de Rui Pinto é bem mais importante do que a alegada gravidade do crime contra a Doyen de que é acusado em Portugal.
O Parquet National Financier (PNF), instituição judiciária francesa, investigou a alegada corrupção nos votos dos Mundiais de 2018 e 2022 e é responsável pela aplicação da lei contra crimes financeiros em França. O organismo gaulês defende que o valor das revelações de Rui Pinto é bem mais importante do que a alegada gravidade do crime contra a Doyen de que é acusado em Portugal.
Rafael Buschmann, o já referido jornalista do jornal alemão Der Spiegel, contou ao jornal britânico quais as motivações de Rui Pinto.
"Rui foi inspirado pela ideia de tentar limpar um negócio. Falei com ele muitas vezes sobre essa situação e sobre tudo o que ele está a sacrificar. Para ele tudo isto é um assunto muito sério - o negócio do futebol não é apenas um jogo hoje em dia. Tornou-se uma grande máquina de lavagem de dinheiro para os super-ricos. Esse é o maior esforço de Football Leaks, chamar a atenção para o lado obscuro deste negócio", pode ler-se.

10 abril, 2019

Esse monstro chamada Rui Pinto! Como é«implacável» a Justiça em Portugal !

LEGENDA DA TARJA:
PORTUGAL APENAS QUER SILENCIAR-ME E ESCONDER O QUE TENHO
NO MEU PORTÁTIL, TÊM MEDO!TENHO A CERTEZA QUE NÃO TEREI UM
JULGAMENTO JUSTO EM PORTUGAL.

À medida que o tempo vai passando, vão-se revelando segredos que o desespero de certos cavalheiros, reputados como tal, subitamente atraiçoou. 

Quero acreditar que a surpresa de vermos pessoas com algumas afinidades comuns às nossas, como por exemplo, serem adeptos do nosso clube, tenda a olharmos para elas sem suspeitar da rectidão da sua integridade. É natural, mas não é um sentimento seguro. Pessoalmente, não cedo muito a esse tipo de armadilhas, embora essa tendência tolerante custe a esfriar. Só quem segue o Renovar o Porto há muito tempo poderá confirmar que sou assim.

Esses comentadores, sabem como defendi Pinto da Costa, com "unhas e dentes", quando ele estava debaixo de fogo com o processo Apito Dourado, e ainda hoje não me arrependo disso, porque tinha consciência que se tratava de uma armadilha. Nunca afirmei aqui, nem em lado de nenhum, que Pinto da Costa era um "anjinho", mas também não acreditei na autenticidade das acusações que lhe faziam.

Sabia que tudo aquilo não passava de uma armadilha para através dele destruírem o FCPorto. Porém, também disse que, se se viesse a confirmar que todas as acusações que lhe faziam eram verdadeiras, que tivesse o castigo merecido! Mas, nem por isso deixei de acompanhar com atenção o modo como estava a gerir o FCPorto. Hoje, penso da mesma maneira. Como sabem, não me tenho desviado de dizer o que penso, e nos últimos anos tenho sido muito crítico com ele, nomeadamente com o silêncio mantido face ao escândalo do Benfica que tanto prejuízo causou ao nosso clube. Disse mais: avisei que Francisco J. Marques e a sua equipa de comentadores do Universo Porto de Bancada, malgrado a sua importância e coragem,  não iam impedir que as vigarices das arbitragens continuassem. É o que está a acontecer ainda hoje.  Uma tomada de posição ao próprio Governo, directa, pela SAD, liderada por Pinto da Costa, teria seguramente outro impacto, tenho a certeza.

Entretanto, surgiu outro caso. O polémico hacker Rui Pinto, que tanto susto pregou a gente "graúda" até aqui caladinha, e contida, com o caso da máfia vermelha que fez levantar grandes suspeitas por essa mesma razão. Não vi, porque não quero intoxicar-me com mais atitudes indignas, o programa "A Circulatura do Quadrado" para confirmar o que aqui foi revelado por alguns comentadores sobre as declarações de Lobo Xavier, ex-Administrador do FCPorto. Bastou-me ler o que disse sobre o Rui Pinto, tratando-o sem a menor hesitação de ladrão de bancos, mas sem dar qualquer relevância às descobertas que tem feito de roubos e vigarices de gente graúda e ainda desconhecida, coisa que nunca o vi fazer com a mesma frontalidade com Ricardo Espírito Santo ou, por exemplo, com José Sócrates e o assassino e ladrão Duarte Lima (praticamente, ainda em liberdade)!  Isto, só para não citar outros e muitos casos em que os nossos "ilustres" políticos são protagonistas principais!

Nem queria dizer isto, mas vou dizer. Não ousem vir aqui fazer côro com os sacanas que querem dar a volta à cabeça do povo convencendo-o das tropelias de Rui Pinto para apagar as suas próprias (que nunca se sabe, podem vir a ser desmascaradas)... É que, o jovem Rui Pinto, a quem Lobo Xavier trata por "o Homem" de forma nitidamente ressabiada, poderá ter cometido algumas ilegalidades, mas sendo Portugal um País  mal governado e de grandes corruptos, incapaz de cumprir competentemente as suas obrigações, conseguiu descobrir pelos seus próprios meios o que  a polícia de investigação não conseguiu! A França, pelo menos, soube ser humilde e reconhecer os méritos intelectuais e técnicos do Rui Pinto e através dele saber  quem mais anda a cometer crimes, e bem mais danosos à sociedade!   Tudo isto pode não passar de uma estratégia movida por gente poderosa (e desesperada) que consiste em diabolizar os erros do rapaz, quem sabe, para promover a sua exterminação! O rapaz sabia o que dizia quando afirmou recear que o matassem se o enviassem para Portugal! !Isto, apesar das "garantias" de segurança que prometeram dar-lhe para convencer a opinião pública.

Posto isto, já nada me convence a inocência dos que partilham parte dos meus gostos. Gostar do FCPorto não é gostar de todos os que dizem amá-lo. Até pode ser que haja alguma verdade nisso, mas uma coisa é amar um clube outra é a forma como se ama. Para ser portista nunca precisei de me vender. Por exemplo,era incapaz de fazer o que fez esse "grande" portista chamado Cândido Costa que por dinheiro saiu do Porto Canal para se meter num antro de crápulas chamado TVI ! Como é possível haver gente que se presta a este tipo de prostituição?  Participar num programa de um canal onde tanto mal se diz, e faz ao FCPorto, é uma traição! É zelar pela vidinha como zela qualquer prostituta!

Eu sou portista, sempre serei, mas não sou como alguns portistas. Do tipo Cândido Costa e muitos outros! O mundo é isto, uma latrina onde o homem se  confunde com a merda.

08 abril, 2019

Hoje, vi o programa que ontem não vi e confirmei o que esperava

Fernando Medina assume pelouros da economia e inovação na Câmara de Lisboa
Fundamental para a regionalização avançar
Medina é o coração da causa. Só ele!

Nada de novo, portanto. Vá lá, habituemos-nos a prestar um pouco mais de atenção às afirmações dos agentes políticos se queremos evitar desgostos. Pela minha parte, não precisei de chegar ao século XXI para os ouvir sem esquecer o que prometem e não cumprem. A atenção foi tanta e tão longa que agora já é tarde para acreditar no que prometem, sem antes exigir um certificado passado por Notário.

Como escrevi anteriormente, ontem fiquei tão enojado com a iniciativa do Porto Canal de entrevistar Fernando Medina que desliguei imediatamente a televisão. Hoje, mais calmo, mas ainda indignado, lá resolvi assistir à entrevista. Modus faciendi típico de quem está habituado a representar (o Parlamento é o palco), não fiquei absolutamente nada surpreendido com a conversa do autarca da capital. Meia de letra, semblante a copiar o púdico para amaciar suspeitas, Medina vendeu muita treta, algum sim/mas, outro tanto de nim, enfim, tudo o que se pode esperar de um actor sofrível. Surpresas positivas não houve e negativas tive quanto baste.

A parte mais aleivosa da entrevista surgiu quase no fim, quando Paulo Baldaia o colocou perante o nome de Rui Pinto, esse maldito satanás que mexeu com a vida tranquila de muitos corruptos. Medina não perdeu nem um segundo a qualificar o rapaz como um criminoso. Só faltou chamar-lhe talibã. Falou do jovem sem qualquer parcimónia, dando quase como certa a classificação de bandido, ao contrário do que fez com o caso de corrupção, onde o Benfica está entalado até aos cabelos, mesmo que muito "bem" protegido por uma alcateia numerosa de poderosos videirinhos, aparentemente respeitáveis... Aparentemente, foi o que disse, nada de confusões. Ser-se sério neste país, não é para qualquer um.   

Se quiserem rever e confirmar isto só precisam de gravar o programa. Podem confirmar logo no início da questão o modo solto e convicto como Medina fala de Rui Pinto. Falou tão entusiasmado que até parecia estar no tribunal. Pouco depois, reconsiderou e entrou no modo "bom senso", e lá emendou o frenesim anterior para acrescentar que ele tinha de ser investigado e julgado... Coisa que, cobardemente, não se atreveu a fazer com o mafioso presidente do Benfica. Estou-me a borrifar para os protectores deste mafioso, porque nem em tribunal me obrigam a afirmar o contrário! Tenho a certeza do que afirmo (não há absolutismo nas certezas, há apenas certezas). Não duvido que não faltem por aí alguns imitadores de juízes com vontade de me calar, mas podem ter a certeza que não conseguem.

Estes políticos que temos têm de trabalhar mais e melhor para não serem tão facilmente desmascarados. Talvez precisem de rever em casa várias vezes as declarações que fazem para evitarem escorregar na banana das suas contradições. 

Ó Júlio, que conclusão tiraste da entrevista do teu convidado lisbonário? Gostaste? Vá lá, ganhaste mais 20 pontos de estima no coração dos teus amiguinhos alfacinhas. Como são cultos e civilizados! Lá fora, na Europa e não apenas, Lisboa está a subir de reputação. Salta aos olhos. Limpinho, limpinho, como diria o carroceiro orelhudo.

07 abril, 2019

Chamar o presidente da Câmara de Lisboa para falar de regionalização é colocar fogo num incêndio!


Sou portuense de nascimento e tenho o FCPorto como o meu único clube afectivo. Todos os que me leram devem saber disso. 

Sendo uma coisa e outra, estou apesar disso, cansado e saturado da letargia do povo portuense, e da moleza dos dirigentes portistas. O presidente PC já teve o seu tempo de líder desportivo, mas agora não só acabou, como parece querer acabar com o clube. Lamento muito se isto vier a acontecer, mas não estou para aturar tanta permissividade, tanto silêncio, como se nada estivesse a acontecer.

Sendo o FCPorto propriétário principal do Porto Canal, continuamos a não ver nada de novo ou dinâmico, quer em programas e noticiários quer na competência da Direcção Geral. É uma vergonha que Júlio Magalhães, uma vez mais, venha com falsas promessas de renovação da grelha de programas, prometendo um conjunto de novos programas para logo continuar a produzir mais do mesmo.

Foi para 2ª. feira passada que tinha sido anunciado o início de uma nova grelha, e afinal tudo não passou (mais uma vez) de conversa. Até ver, a única coisa que mudou foi o horário do (único) telejornal que passou das 20H00 para as 21H00. Limitou-se a acrescentar uma rubrica para entrevistar pessoas sobre a regionalização, após o telejornal! Foi tudo. De resto, nada mudou. Hoje, domingo, resolveu convidar Paulo Baldaia para entrevistar o presidente da Câmara de Lisboa,  só por este se dizer regionalista! Será?  E depois?  Ainda acreditam nesta gente que anda há anos a mentir-nos, humilhar-nos, e prejudicar-nos em todos os sentidos?

É uma vergonha que, em vez de nos unirmos, de procurarmos pessoas fiáveis do Porto e do Norte, gente insuspeita e esclarecida para dissertar sobre tema tão importante para o (resto do) país, como a regionalização, se tivessem lembrado do Presidente da Câmara mais centralista do país! Que sadismo é este, que nos leva a dar sempre o ouro ao bandido? E depois, pela surdina, ainda nos queixamos? 

Quando soube quem era o convidado, nem sequer quis ver a entrevista. Foi uma verdadeira provocação! Desliguei a televisão indignado, e revoltado com o próprio Porto Canal, e com estes lambe-botas que continuam a dar voz a vigaristas, a verdadeiros traidores, que apenas pretendem conquistar votos na região mais maltratada do país para as próximas eleições! Isto não é nenhuma invenção, é um facto! Sabem-no! Ou, acham que estou a inventar? Se estou, venham-me dizer na minha cara! Estão a sujar a história da nossa cidade e de toda a região! Dar-mos ouvidos a indivíduos que andam a proteger uma seita gigantesca de mafiosos armados em gente fina é assumir a derrota, nada mais. Querem apostar como mal acabem as eleições nunca mais vamos ouvir falar de regionalização? E estou só a dizer falar, não estou a dizer organizar ou avançar com! Quarenta e três anos foi o tempo que tiveram para pensar na regionalização e não 20, porque essa é a data do maldito referendo que a matou! Queremos esperar mais 40? 100 anos? Que ingenuidade! 

Estou-me nas tintas que o presidente da Câmara de Lisboa seja natural do Porto, queria era ver o senhor Pinto da Costa a falar em directo sobre a pouca vergonha da Máfia de Lisboa (sim porque não está apenas no Benfica, mas em todas as instituições). Pelo menos para proteger o FCPorto das garras destes abutres. Dediquem-se a ouvir pessoas idóneas, competentes e confiáveis, e não apenas com estatuto, porque essa nada significa, só serve para encobrir canalhada! Abram os olhos, porra! Sejam dignos e espertos! 

Serei sempre portuense e portista, mas enquanto se contentarem a pedinchar e fazer queixinhas através dos bons samaritanos do Porto Canal, que queimam o seu tempo a fazer o papel que só caberia à SAD e ao presidente portista, sinto-me humilhado por tanta submissão! Não me revejo neste portismo feito de passado e de servidão.   

Ouvir agora estes gajos, passados 43anos a falar sobre a regionalização, dizendo que é um processo moroso, devia dar direito a prisão, por traição à Constituição! Ouví-los, é dar-lhes mais oportunidades para nos traírem!

Não tenho a certeza se continuarei a incomodar-me mais com tudo isto. Não suporto estar sob a tutela de mafiosos. O lugar desta escumalha de "diplomatas" é atrás das grades,  não é em lugares do Estado! São situações desta natureza, contrárias à civilização, falsas e ofensivas para a maior parte do país, que estão na origem de todas as rebeliões e todas as violências do mundo! Nunca mais teremos paz em Portugal. A não ser que continuemos alegremente conformados a viver numa pocilga.

PS-O Porto Canal é um canal de múltiplas repetições, e só isso explica o vazio de imaginação e competência que por ali anda. E o FCPorto parece pouco incomodado com isso. E não devia, porque quando se anuncia uma coisa e se faz outra, é porque falta seriedade e vontade de trabalhar. Nem os horários da programação são capazes de supervisionar com rigor! 


Para diplomata da tanga engolir

Joana Marques

Mas se nem ex-diplomatas resistem a falar de bola, porque não hei de eu meter a minha colherada? Apesar de saber menos de etiqueta que um embaixador vou tentar usar a colher certa. Acho que o facto de Seixas da Costa ser um diplomata aposentado lhe dá direito de ajavardar à vontade. Foi para isso que se reformou, ora. Farto de diplomacia está ele! Agora é tempo de descansar, palitar os dentes, coçar partes íntimas em público e insultar gente na net. Enquanto a maioria das pessoas sonha ser rico, Seixas da Costa sonhava, aparentemente, ser um taberneiro.
Na berlinda esteve, esta semana, Rafa Silva. O jogador do Benfica "perdeu a cabeça", expressão muito usada no futebol e nos saldos. Mas acho que nunca houve zaragatas tão grandes nos descontos da Zara como nos descontos de tempo de um jogo. Rafa parece ter tido um assomo de mau perder. Acontece aos melhores, digo eu. "É um comportamento inaceitável", diz a opinião pública, que vê no mau perder o oitavo pecado mortal. Já eu vejo-o com bons olhos, parece-me uma imperfeição querida. De entre todos os defeitos humanos, o menos mau. Uma fraqueza infantil, herdada do recreio da escola. Perde-se e ganha-se a jogar. Podem até ser competições sérias, como aquela corrida presidencial em que Mário Soares evitou cumprimentar Cavaco Silva. Compreendo, custa sempre perder para um adversário teoricamente mais fraco. Mas se o mau perder fosse a maior falha que temos a apontar aos nossos governantes... esqueçam a cauda da Europa, estaríamos destacados na frente, conhecidos em todo o Mundo como uma nação superdesenvolvida, embora com um feitio tramado. Seríamos alemães, no fundo.
Perante um ataque de mau perder, apressamo-nos a fazer juízos de valor sobre os protagonistas. Não será uma extrapolação abusiva? Serão Sérgio Conceição, que deixou João Félix de mão estendida, ou Rafa, que perseguiu Bruno Gaspar tão rápido que parecia estar a correr para o autocarro (provavelmente ansioso por lhe espetar com o novo passe nas ventas), piores pessoas do que malta que foge aos impostos, ultrapassa pela direita ou atira lixo para o chão?
Não gostar de perder "nem a feijões" costuma ser atributo dos craques. Cristiano Ronaldo é o maior representante dessa mentalidade, e já mostrou o seu mau perder quase tantas vezes como o six pack mas parece ser o único que não é condenado por isso. Também não é noutros casos, mas isso daria outra crónica, talvez mais apreciada no "Der Spiegel"...
Ter mau perder é como ter mau morrer: trata-se de uma coisa que queremos evitar a todo o custo. Estrebuchamos nos momentos finais, mesmo sabendo que já não há nada a fazer. Admiro os bons executantes de uma birra, identifico-me com eles. Como escreveu, em tempos, esse grande pensador contemporâneo que é Bruno de Carvalho, "acredito muito na equipa que escolhi para serem eu dentro das quatro linhas!". Mas quando um atleta faz uma jogada magistral não me sinto representada, não consigo pôr-me nos seus sapatos (até porque devem calçar todos para cima de 47). Nesses momentos não temos nada em comum, a não ser o clube. Eles são talentosos, atléticos, milionários, e eu... enfim, vou poupar-vos (e a mim) à minha descrição. Agora, quando um deles amua, quando responde mal, quando perde as estribeiras, torna-se humano, igual a mim. Ficamos unidos por um laço invisível (afinal o Chagas Freitas voltou). Vibro com uma boa escaramuça pós-jogo, admito. Talvez por padecer da mesma doença. Sou portadora de mau perder desde 1986. Já tive crises a jogar Pictionary, padel ou à apanhada com o meu filho. Até quando perco o euromilhões fico zangada.
Os sintomas mais comuns do mau perder são tensão muscular, confusão mental e o principal: forte arrependimento no minuto seguinte, quando o doente cai em si. É como se fosse um bêbedo a lembrar as figuras tristes da noite anterior. Não há pior castigo do que esse. O mau perdedor não precisa de lições de moral, já tem a sua ressaca. Deixemos os Rafas e os Sérgios, concentremo-nos talvez nos Salgados, apesar de serem verdadeiros gentlemen que nunca se exaltaram num jogo de golfe.
NOTA 20: Para a novela do PS que tem mantido os portugueses presos ao ecrã. Descobrem-se graus de parentesco a velocidade alucinante. Se em clássicos como "Olhos de água" duas gémeas eram separadas à nascença, neste caso dois primos são juntos por nomeação, surpreendendo toda a família socialista. É natural que não soubessem. Se fossem os dois interpretados pela Sofia Alves era mais fácil topar.
(Do JN)

03 abril, 2019

Anónimos, e a "classe política e diplomática"...

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Seixas da Costa. o que vale
este tipo?


Confesso que não tenho nenhuma paciência para perder tempo a dar respostas a certo tipo de comentadores, que além de anónimos, são incapazes de reconhecer a degradação social e política a que o país chegou. O fanatismo partidário, e clubista, a par da pobreza cívica e da malcriadez, incapacita-os de pensar, sem procurarem saber como penso Portugal, mesmo através do que aqui está escrito desde 2007, visto não me conhecerem pessoalmente. Mas não. O azedume do ressabiamento supera qualquer sentimento de compreensão. Como tal, prefiro não desperdiçar o meu tempo a dar explicações a gente deste gabarito, visto que preferem defender marginais que andam a destruir o país, a compreenderem as suas presas (os cidadãos honestos). 

Assim sendo, teremos de concluir que se identificam com essa escumalha. E sendo assim, é porque são como eles. Uma espécie de talibans do crime e do futebol. Nada de sentimentalismos piegas portanto, isto são factos, e está a acontecer em Portugal.

Além disso, o sentido democrático que defendo é criterioso, defende a liberdade de opinião, mas não a qualquer preço. Não há liberdade absoluta. Isso é uma utopia nefasta que o falecido Mário Soares quis implementar com os resultados que se estão a ver. Esse, é o conceito de democracia da classe política actual. Conveniente, diga-se, porque serve para ocultar a veia tirana que lhes corre no sangue.

Não é o meu modelo de democracia, que preconiza o compromisso impreterível entre liberdade e respeito (recíproco). Foi justamente por não termos encontrado ninguém ligado à vida política que censurasse energicamente este "vale tudo" de pseudo-democracia, que a esta se aviltou. Estamos cansados de ouvir políticos (e membros do Governo) com uma linguagem insultuosa, digna de bordel, sem terem a mínima noção do papel reles a que se prestam. Vulgarizaram-se completamente.

Lamento não ser suficientemente diplomata para os respeitar, como gostaria. De ser frequentemente grosseiro quando falo a seu respeito, mas eles nunca entenderiam a boa educação, porque não a têm. Sabendo de que matéria são feitos, interpretariam isso como uma submissão, ou mesmo respeito, sentimento que não lhes reservo, e que prefiro dedicar a quem é realmente digno dele.

Dou-vos só um exemplo recente: o embaixador Francisco Seixas da Costa que há poucos dias tratou de confirmar um facto, que é a frivolidade de qualquer estatuto, quando falta ao portador classe, e sobretudo carácter. Há varredores de rua muito mais educados! Para mim, o ex-embaixador é mesmo baixinho, um gajo vulgar como muitos que invadiram o mundo da política. Personagem da qual me afastarei imediatamente, caso tenha o azar de me cruzar com ele na rua.