12 outubro, 2009

A derrota absurda de uma potencial vencedora

Como já suspeitava, o meu voto-contra-Rui Rio, não me serviu para nada. Ganhou o cinzentismo e a conflitualidade.
Senhores apoiantes de Rui Rio: tudo o que de mau acontecer ao Porto durante os próximos 4 anos e durante período atribuído aos respectivos efeitos secundários, é da vossa inteira e exclusiva responsabilidade. Quando as coisas começarem de novo a dar para o torto, não admito que me incluam no vosso grupo e que me venham dizer que a culpa pelo definhamento do Porto é de todos nós. Não é, não senhor, é vossa e só vossa! Por isso, fiquem lá com o troféu da vitória da Mediocridade, que não serei eu a felicitar-vos por ela. A minha ética democrática não é orientada pelos vossos clichés oportunistas.
Segundo ponto. Como previ desde o início, os tiros nos pés em política pagam-se caros. Elisa Ferreira ficou [espero] a saber que assim é. Não sei se foi por ingenuidade ou por estupidez, Elisa quando arrancou, decidiu fazê-lo começando por oferecer metade dos seus votos a Rui Rio com o pé que manteve seguro em Bruxelas, mas a verdade é que se pôs muito a jeito para sofrer esta derrota humilhante. Rio, devia agradecer-lhe.
Ponto terceiro. A estrutura partidária do PS, não quis que Elisa vencesse estas eleições, caso contrário, não a teria "aconselhado" a seguir a estratégia que seguiu, porque foi o suficiente para ter sofrido uma derrota patética quando podia ganhar com uma perna às costas.
Ponto final. Talvez Elisa Ferreira tenha assim comprometido definitivamente a sua futura carreira política em Portugal. Só lhe resta deixar-se estar em Bruxelas, com a gamela. Como diria o analfabeto Orelhas: pelo peixe morre a boca!
Amén.

11 comentários:

dragao vila pouca disse...

De acordo...

Meu caro Rui, nós não perdemos nada, comparado com o que perde o Porto e o Norte. Bastou ouvir o discurso de vitória de Rio e de Menezes para ver a diferença; bastou ver o destaque dado a Rio, em comparação com o não destaque dado à terceira maior cidade do país para perceber, como eles gostam de Rio e não gostam de Menezes. Porque será?

Um abraço

Anónimo disse...

Se eu fosse distraído ou não entende-se o enquadramento social e politico deste país ao ver hoje a imensa satisfação do "MUNDO ANTI/PORTISTA" pela eleição de Rio, estava elucidado.

Anónimo disse...

Consequências para a cidade:

Progressiva perda de irreverencia e protagonismo em país ferozmente centralista ou seja país cada vez mais subserviente ;

Consequências para o FCP:

1º É o unico clube do país (tirando Boavista e Salgueiros) que não pode contar com a sua camara para nada;

2º Está mais exposto aos ataques dos "interesses centralistas";

Rui Valente disse...

Gostava de ser formiguinha para poder espreitar os bolsos de muitos apoiantes de Rui Rio e descobrir se na carteira, bem escondido, não estaria o cartão de sócios do benfica, ou uma facturinha por serviços prestados ao autarca por alguns distintos advogados do burgo...

meirelesportuense disse...

Rui, se lermos os resultados freguesia a freguesia, percebemos que os votos das gentes mais pobres e ligadas à cidade e ao FCPorto em termos afectivos, votam maioritariamente contra RRio, ao invés as freguesias das pessoas mais bem instaladas, por exemplo Nevogilde ou Foz do Douro, votam maciçamente nele...
Agora fica-me claro que é necessário juntar vontades para derrotar este tipo de coligações nas grandes cidades, a "direita" não tem nenhum problema em se "amancebar" para ganhar eleições, juntam-se todos, desde a ponta direita até à ponta esquerda e lá vão conquistando espaços que só são seus pelo seu grande pragmatismo. Vejam Lisboa, Coimbra ou Porto...Nas grandes metrópoles não têm nenhum prurido em unir esforços...A "esquerda" só excepcionalmente o faz e vai perdendo com isso muitas eleições, quer no Poder Autárquico quer noutros domínios. Esta teimosia tem que ser combatida, de forma construtiva mas também com afinco.
Estou farto de ver estas quezílias entre Socialistas e Comunistas...Bolas, temos que ser capazes de mudar mentalidades.

Anónimo disse...

Sócrates e Rio não servem o Norte

Ambos vencedores, apesar das fracas e, porque não dizê-lo, odiosas participações contra o Porto, ambos foram beneficiados nas urnas. Infelizmente. Teremos que os aguentar mais uma legislatura.
Mas isto não é o fim, pelo contrário, é, se todos o quiserem, o início.
Está na hora dos verdadeiros portuenses, os Bons Homens do Porto, aqueles que NÃO VERGAM A CERVIZ a nenhum poder, começarem a preparar o futuro. Eu estou pronto. Você que se diz Nortenho e que está cansado de ver a sua Região ser vilipendiada, humilhada, roubada, está disponível?

In Kosta Alhabaite

Anónimo disse...

Vingou outra vez a visão do Porto :

Subserviente, como o resto do país.

Sem identidade.

Anónimo disse...

o efeito carvalho da silva


quando o 'pcp' 'emprestou', pacificamente, diga-se, o fadista carlos do carmo e o prémio nobel josé saramago à candidatura de antónio costa estava a dizer, mais para dentro do que para fora, que, mais do que meter dois vereadores, no executivo lisboeta, seria sobretudo importante para esta força política que santana lopes não ganhasse.

perante as dúvidas que as sondagens transmitiam, a dois dias do fecho da campanha, 'avançou' com o peso pesado carvalho da silva para um cafézinho no chiado com o candidato costa.

pelos vistos a estratégia foi avisada.

Blogue AB

Luis disse...

Perdemos totalmente a nossa identidade.
Como é possivel este deixa andar, com a cidade moribunda e cinzenta?

Rui Valente disse...

Caro Luís,

há pelos vistos quem veja a cidade a vender saúde e muito colorida.

De certo modo, palpita-me que o "vermelho" tenha contribuído para o fenómeno...

Abraço

Luis disse...

Caro Rui,

Não me parece que seja só uma questão de " cor vermelha", com esses podiamos nós.Acho que o espirito que nos tornou Tripeiros está-se a perder nalgumas franjas da sociedade Portuense, e muitos vão ao Dragão e são exigentes com o clube mas não são exigentes com a nossa amada cidade.
Mais do que tudo sinto-me desiludido mas como Tripeiro que me orgulho de ser, pronto a resistir sempre.
Abraço