14 outubro, 2009

Excelente debate ontem, no Porto Canal

Pela primeira vez, desde há muitos anos anos, assisti a um debate num canal do Porto [Porto Canal], com jornalistas do Porto, pragmático, inteligente e... CORAJOSO! O tema foi, o resultado das autárquicas no Grande Porto. Pena é, que a clareza do dircurso não seja igualmente cristalina e contundente quando os cenários são outros... Como é bom de entender, estou obviamente a referir-me a cenários como a RTP, SIC e TVI.

Os protagonistas, além do jovem pivot da Porto Canal, foram: José Queiroz, Ricardo Jorge Pinto e Jorge Fiel.
Apreciei particularmente as prestações de Jorge Fiel e de Ricardo Jorge Pinto que, perante as políticas de mentira compulsiva dos governantes em relação à Regionalização, não tiveram dúvidas em afirmar que, a única solução para o Porto e para o Norte em geral, era o método de Alberto João Jardim, ou ... à "cotovelada" [como Jorge Fiel ironizou]. É de jornalistas assim que precisamos. Aquilo sim, é serviço público, sem demagogia nem cerimónia. O caminho é esse. Não se iludam com quem vos sugere o contrário.

10 comentários:

Jose Silva disse...

É verdade caro Rui ! eu só conseguir ver cerca de 10 minutos mas tive a noção que desta vez tinha lastro.

Anónimo disse...

LABAREDAS


Dicionário de L a T

Na última sexta-feira, quando se dirigia aos Portistas de Oliveira de Azeméis, o presidente do FC Porto recordou que a inauguração da delegação nº2 do clube sucedeu no dia seguinte a uma memorável vitróia no Estádio da Luz. A recuperação factual da histróia, todavia, provocou alergia a uns quantos lambe-botas. É normal que queiram esquecer dias como aquele, mas a verdade é que passaram os últimos 30 anos a contá-los. Perdidos de inveja.

Escreve o Guerra que o FC Porto não cresceu. O Labaredas estranha esta visão, especialmente vinda de alguém do jornal que dizia ser a bíblia do desporto, mas que passou a limitar os seus horizontes ao eixo Luz-Travessa da Queimada, regredindo de periódico para uma espécie de dicionário vermelho.

O Guerra e os companheiros da Queimada não sabem conviver com uma realidade inequívoca: o FC Porto é a melhor marca desportiva portuguesa. Se frequentassem os mais importantes palcos do futebol (tipo a UEFA Champions League), constatariam facilmente o grau de crescimento que o Dragão alcançou.

Rui Valente disse...

Tinha sim, senhor caro José!

Aquilo começou de mansinho, sempre com temas muito pertinentes e depois acabou "serenamente" a fazer faísca. Valeu a pena.

dragao vila pouca disse...

Não vi, o que pelos visto foi uma pena. O Jorge Fiel nunca foi de se encolher. Será que o Porto canal tem o vídeo do programa no site?

Um abraço

Rui Valente disse...

Antes de publicar o post procurei no site do Porto Canal e não encontrei.

Rui Farinas disse...

Pelos vistos não sou o único a achar que os métodos do AJJ fazem falta aqui pelas nossas bandas,que isto das diplomacias e bons modos não nos tem levado a lado nenhum...
Os jornais não trazem os programas do Porto Canal (será boicote?) e o resultado é que muita gente,incluindo eu, perde programas interessantes como esse debate. Um abraço.

victor sousa disse...

Porque será que o Porto Canal só está disponível num operador?

portodocrime disse...

My Friends.
Não entendo como não estão sintonizados 24 horas por dia no Porto Canal.
eu,
só pico quando me interéssa.
o porto canal é um mais que um excelente veículo de transmissão da nossa língua.
eu vi.
eu gostei.
eu normalmente vejo tudo.
sim,
do Porto canal

Abraço

Rui Valente disse...

Caríssimos comentadores,

desculpem-me se nem sempre respondo a todos os comntários. Relevem por favor, não levem a mal. Acontece que para responder cabalmente a alguns dos comentários precisaria de mais tempo, o que transformaria um comentário num longo post.
Já agora, aproveito para convidar para colaborar regularmente no Renovar o Porto todos aqueles que tenham interesse e disponibildade para o fazer [desde que devidamente identificados, como é óbvio].

Podem responder para o seguinte endereço electrónico: r.m.a.valente@netcabo.pt. Os temas são livres, mas conviria que não se fixassem num só.

Um abraço e obrigado

Anónimo disse...

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
É mentira não termos dinheiro


Há coisa de meio ano, mudamos de casa. Aproveitamos essa ruptura para criar novos hábitos. Um deles, talvez o mais importante, foi o de ter televisão desligada na hora da refeição. Nem imaginam o tempo de qualidade que ganhamos. Com o televisor off, a família está on, e falamos de tudo - inclusive de televisão.

Noutro dia, em cima da mesa, a fazer companhia às pataniscas de bacalhau (acompanhadas por feijão preto com pedacinhos de bacon), esteve o significado do Ucrânia-Inglaterra, do apuramento para o Mundial da África do Sul, ter sido transmitido apenas pela Net e vendido à razão de 4,99 libras por lar.

Não sou tão radical como o colunista do Guardian que leu neste facto o anúncio da morte da televisão, mas se fosse dono de um canal estaria seriamente preocupado, porque as más notícias sucedem-se. Na semana anterior, soubemos que, na mesma Inglaterra, o investimento publicitário na Internet foi, pela primeira vez, superior ao canalizado para a televisão.

O computador já assassinou as máquinas de escrever e agora, propulsionado por uma Internet empanturrada pela poção mágica da largura de banda, prepara-se arruinar os grupos de Media que fizeram das licenças de emissão de televisão o centro de gravidade da sua actividade.

Lá em casa, continuamos a ver televisão, mas cada vez menos. Nas horas de lazer, os dois sub 18 já passam mais tempo em frente ao computador do que ao televisor. E a dieta de consumo mudou radicalmente. Raramente vamos aos generalistas, preteridos em função dos canais de notícias, dos Sport TV e das séries dos Fox e AXN.

Por tudo isto, fiquei muito aborrecido quando li que a RTP vai receber do Estado mais 62 milhões de euros, através de um aumento de capital, elevando para 292 milhões de euros o total de fundos públicos a que vai sumiço este ano.

Não tenho nada contra a RTP. O Malato tem muito jeito para apresentar o Jogo Duplo, que combina cultura e divertimento, proporcionando uma animado serão em família. E a RTPN é o primeiro canal que busco quando quero saber notícias nacionais. Mas não descortino uma boa razão para nós, contribuintes, estarmos a pagar os prejuízos crónicos de uma empresa que nos faz tanta falta como uma dor de dentes.

Recentemente, o TGV partiu o país entre os que o acham um investimento urgente e os que alegam mão termos dinheiro para o fazer. Na verdade, os argumentos “não tenho tempo” e “não tenho dinheiro” são muito mentirosos. Ao fim e cabo, nós temos sempre tempo e dinheiro. A questão reside nas prioridades para o emprego do tempo e dinheiro disponíveis.

Desde o ano 2000, já gastamos 2,4 mil milhões de euros com a RTP. O país teria ganho se em vez de desperdiçarmos assim este dinheiro o tivéssemos investido no TGV.

Jorge Fiel

Esta crónica foi hoje publicada no Diário de Notícias