08 outubro, 2010
O Trio de Ataque com Rui Moreira e António Pedro Vasconcelos acabou
Vivemos um tempo de má educação e de falta de respeito, exponenciados por políticos e comentadores. Por políticos na Casa da República. Por políticos e comentadores nos canais televisivos. Na ausência de argumentos com substância e solidez, provoca-se, insulta-se, rebaixa-se o adversário.
Há gente que aprecia a mesquinhez e se identifica com o baixo nível. Mas, na realidade, o povo não gosta disto. O povo que não é representado pelos fazedores de opinião que imaginam ser “os maiores da Cantareira” e reduzem quem não pensa como eles a uma data de imbecis, que não se sabe muito bem o que andam a fazer neste mundo. Segundo estes fabulosos pensadores, apenas há lugar para as suas opiniões, os seus pontos de vista – tudo o resto está (deixem-me usar o advérbio de modo como redundância) absolutamente errado! (até se justifica o ponto de exclamação).
Um dia destes, li uma afirmação sensata de José Alberto Carvalho. Disse o Director de Informação da RTP: “Recuso-me à tentação de sufragar tudo em nome da audiência”.
No Porto, há (pelo menos) um jornalista que segue a orientação do seu chefe: Hugo Gilberto. O responsável pela condução do debate no programa Trio de Ataque assume-se como respeitador de regras e leis, ao observar que a divulgação de escutas é proibida. Quem não o respeita continua no programa. Quem o respeita, sai, pianinho, sem fazer barulho. De tal modo que só se dá pela redução do trio a duo quando o realizador, com um grande plano, mostra uma cadeira vazia. O escritor francês Albert Camus (1913-1960), que adorava futebol e o praticou, foi capaz de explicar que “a integridade não tem necessidade de regras”. Uma escritora americana, Eudora Welty (1909-2001), argumentou que “a integridade não pode ser nem perdida nem disfarçada nem forjada nem sufocada nem criada artificialmente nem abandonada nem, creio eu, em última análise, negada”.
Se bem o conheço, Rui Moreira nunca mais se sentará ao lado de António Pedro Vasconcelos. O Trio de Ataque, tal como existiu durante anos, acabou.
Se bem o conheço, José Alberto Lemos (director da RTPN) considerará que a saída de Rui Moreira não passa de um dano colateral na luta pela audiência.
Se bem o conheço, José Alberto Carvalho não costuma mudar de opinião em oito dias e tenderá a pensar como um outro escritor, Oliver Goldsmith, este de origem irlandesa (1730-1774: “A honra afunda-se onde o comércio predomina”.
A televisão pública tem de seguir regras estabelecidas e as leis do país. Se o não fizer, deve viver com as receitas daqueles que suportarem as suas audiências – e não (na maior parte do seu orçamento) com o dinheiro dos contribuintes: do Orçamento Geral do Estado.
Se o Trio de Ataque não voltar a ser um programa de comentadores educados, civilizados, que valorizam os das suas cores mas são capazes de respeitar o que os adversários fazem bem, o melhor é pôr-lhe fim. Até como exemplo para outros – da política.
Autor : Alfredo Barbosa -
Consultor de Comunicação e Doutorando da UFP
[Fonte: Grande Porto]
Rui Moreira deixa Trio d'Ataque em conflito com António-Pedro Vasconcellos
Rui Moreira já não estará no próximo programa Trio d'Ataque que a RTPN transmite todas as terças-feiras. Depois de ter abandonado o último programa em protesto com a passagem de gravações de conversas de Pinto da Costa acerca de árbitros, o representante dos adeptos do FC Porto no programa já decidiu que não volta ao programa.
O GRANDE PORTO sabe que o conhecido comentador trocou uma série de emails com a direcção do canal e já decidiu que não voltará ao programa ou qualquer outro em que esteja o cineasta e benfiquista António Pedro Vasconcelos.
Rui Moreira abandonou, em directo, na noite de segunda-feira, os estúdios de TV a meio da emissão. O abandono do programa de Rui Moreira foi um protesto pelo facto de António Pedro Vasconcelos, comentador adepto do Benfica, ter trazido à discussão alegadas novas escutas do processo Apito Dourado (ver comentário de Alfredo Barbosa na página 38).
Rui Moreira referiu que a divulgação das escutas do Apito Dourado é "ilegal" e a "tortura dos tempos modernos", recusando-se a participar em "autênticos autos-de-fé".
[Fonte: Grande Porto]
Nota do RoP
A partir de agora, não sei como se sentirão os outros participantes adeptos do Futebol Clube do Porto em programas com o mesmo cariz persecutório, após esta profiláctica bofetada de Rui Moreira , se não lhe seguirem o exemplo...
Aprenda como um badameco faz chantagem sobre o Governo
Benfica reagirá com dureza se autocarro for apedrejado no Porto
2010-10-08
Luís Antunes
A segurança da comitiva do Benfica na próxima deslocação ao Estádio do Dragão é um dos assuntos que preocupa Luís Filipe Vieira. O dirigente não aceita qualquer ingerência no plano de viagem e ameaça reagir fortemente caso o autocarro volte a ser atingido.
“Vamos ao Dragão e sairemos à hora que entendermos pois estamos num país livre. E alguém terá de fazer segurança. A partir daí, o problema passa a não ser nosso mas de quem tem essa responsabilidade. Peço a Deus que ninguém apedreje o autocarro, pois podem ter uma surpresa bastante grande”, referiu o presidente do Benfica em declarações à Antena 1.
Na entrevista à rádio nacional, o dirigente máximo do Benfica revelou o apoio à eventual candidatura de Fernando Seara à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
Luís Filipe Veira reiterou e anunciou que enviará uma carta a todos associados com os motivos da sugestão de só comparecerem nos jogos no Estádio da Luz.
“Só quando sofrerem o peso económico da nossa decisão é que sentirão a necessidade de se unir e reclamar o que queremos, a verdade a transparência no futebol”, acentuou.
David Luiz e Maxi Pereira serão dois elementos que devem ver o contrato revisto até ao final do ano. A actual crise económica e os princípios de austeridade também abrangeram a actividade e o clube. “Não vamos esconder que se calhar não vai ser possível manter um ou outro jogador”, referiu o principal responsável da SAD.
(Fonte: JN)
(Fonte: JN)
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Nota do RoP
Bem, sobre o espectáculo miserável proporcionado pelo presidente do Benfica não há muito mais para dizer, a não ser que só é possível num país sem rei nem roque, completamente votado ao abandono.
Este miserável, bronco, irresponsável e mal falante, permite-se nas barbas de toda a gente exercer chantagem sobre o Governo, com veladas ameaças caso este não lhe faça a vontade. Senão, leiam:
“Vamos ao Dragão e sairemos à hora que entendermos pois estamos num país livre. E alguém terá de fazer segurança. A partir daí, o problema passa a não ser nosso mas de quem tem essa responsabilidade. Peço a Deus que ninguém apedreje o autocarro, pois podem ter uma surpresa bastante grande”, referiu o presidente do Benfica em declarações à Antena 1.
Soltaram-lhe a rédea, e agora ninguém o segura. Por este andar, ainda temos o gajo a "governar" o país, porque, como é possível constatar, ninguém é capaz de o meter na ordem.
Se o que este homenzinho está a fazer não é chantagem, então eu já não sei o que é a chantagem. Mas a culpa não é dele, os loucos são como sabem inimputáveis. A culpa e a responsbilidade, é apenas desta espécie execrável de governantes que é incapaz de se fazer respeitar!
Pelas declarações gravíssimas que produziu e que eu fiz questão de sublinhar, a intenção deste cobardola é claramente intimidar os adeptos portistas. A ameaça velada na frase "podem ter uma surpresa bastante grande", pode ser naturalmente interpretada como uma provocação, como um aviso às forças policiais do tipo "se vocês não agirem , agimos nós".
Senhor Ministro da Administração Interna, bluf ou não, se quer salvar a pele de ficar na História com a fama de um ministro-homicida, terá de garantir aos portuenses que no autocarro do Benfica não viajam armas, nem gangsters, caso contrário, a surpresa poderá ser outra.
07 outubro, 2010
EU CENSURO O CENTRALISMO!
Não fazem falta nenhuma, mas de vez em quando pousam na caixa de comentários algumas aves errantes na vã esperança de que a prosápia centralista possa surtir algum efeito persuasor nos meus ouvidos. É tempo perdido. O resultado não pode ser pior para esses voadores rapinantes... É que, ao contrário do que os seus sopros de falsa sensatez alvitram, a minha aversão ao centralismo agiganta-se e inspira-se com os seus comentários. Mas não lhes dou o prazer de os publicar. Isso não. Sou democrata, mas não sou estúpido.
Dessas aves de rapina, moralistas e hipócritas, os mais capacitados já desistiram de destilar veneno na forma de comentários porque perceberam que o Renovar o Porto não é a RTP, nem o Jornal de Notícias, pagos pelo Estado [por nós!], ou pelos serviçais privados do centralismo. Aqui, mando eu, e todos os que estão com a causa Regional. Aqui, sou eu quem brinca à Democracia, quem a veste ou desnuda. Só não a manipula, como os media tradicionais, porque não aprecia o estilo...
Só isto basta para justificar a minha serena despreocupação com as "regras" impostas pelos condutores oficiais de uma Democracia feita à medida dos seus interesses pecuniários. Aqui, no Renovar o Porto [até ver], ainda tenho voz própria, sou mais cidadão. Fora daqui, sou pouco mais do que um espectador... Aqui, sou mais igual, sou democrata e censor [quando devo], tal como os media serviçais do centralismo, só não tenho o(s) seu(s) Poder(es). Mas tenho o incomensurável Poder da Liberdade, de pensar pela minha própria cabeça, sem obedecer a regras censórias ditadas pelas tiragens de uma Controlinveste qualquer, ou pelas audiências de uma RTP sem sentido cívico. Prefiro-me a mim [não me interpretem mal].
Estas avezinhas de rapina não são propriamente burras, lá no fundo, nos resquícios das suas levianas consciências, percebem muito bem o que se pretende dizer. Sabem perfeitamente que o Norte está orfão de uma mediatização autónoma, que é obrigado a ouvir e calar o que a Lisboa centralista diz, e manda, tal como Salazar ditava, mas com muito mais pudor...
Para os centralistas, a mordaça que nos foi colocada é uma mordaça "democrática", porque eles respondem por nós. Imaginá-los a aceitar o contraditório em igualdade de meios e circunstâncias, é pura demagogia e perda de tempo.
Para os centralistas, a mordaça que nos foi colocada é uma mordaça "democrática", porque eles respondem por nós. Imaginá-los a aceitar o contraditório em igualdade de meios e circunstâncias, é pura demagogia e perda de tempo.
Eu sei o que digo, quando digo que não respeito estes órgãos de soberania, porque de soberanos só têm os tiques ditatoriais. A soberania é muito, mas muito mais do que o autoritarismo com vestes "democráticas".
Nota:
Na imagem A Queima de Livros
Na imagem A Queima de Livros
06 outubro, 2010
O PODER MEDIÁTICO NÃO DEIXA EXTERMINAR O CENTRALISMO
Sir James Goldsmith (26/02/1933-18/07/1997) não se tornou célebre por ter dito que quanto maiores são as instalações da sede de uma empresa mais decadente está a empresa. Mas essa asserção ganhou força metafórica quando aplicada ao centralismo: a todo o género de centralismo.
Importa menos, aqui, que Goldsmith tenha sido um predador da bolsa e da finança, um financeiro frio e obstinado, que nunca virou a cara a um desafio e se confrontou directamente com os meios de comunicação e os jornalistas que o criticavam ferozmente e pretendiam abatê-lo.
O que interessa, agora, realmente, é a substância da metáfora com que iniciei esta crónica, pois ela traduz, literal e profundamente, o pensamento de um homem que cedo percebeu os riscos do gigantismo e da concentração: nuns escritórios; numa empresa; num partido; numa organização multipartidária; num Estado-nação.
Talvez se perceba melhor, assim, por que é que Goldsmith se evidenciou como eurocéptico, fundando, no Reino-Unido, o Partido pelo Referendo (Europeu) e representando a França como membro do Parlamento Europeu, eleito pela "Majorité pour l'autre Europe" ("Maioria pela outra Europa").
Este homem contraditório (nascido no seio de uma família judaica, conservadora e rica, financiador de inúmeras organizações não governamentais, que combateu activamente a fome no Mundo e afrontou vários tipos de corrupção), salientou-se como inimigo visceral de todo o tipo de centralismo. Por isso, não gostava de sedes de empresas enormes. Nem apreciava hiper-organizações centralistas. Por isso, contrariava a concentração de poderes e estimulava a partilha de responsabilidades no topo das organizações e das suas hierarquias. Por isso, foi eurocéptico. Por isso, revoltou-se contra o domínio das nações mais poderosas e influentes na União Europeia. Goldsmith era anti-centralista.
SECOU O RESTO DO PAÍS
O Centralismo é (conforme especifica o Houiaiss) um sistema de organização que leva à centralização, à concentração num mesmo centro ou local, à intensa concentração de poder nas mãos de um centro único, especialmente de decisões e acções.
Portugal tornou-se um país com uma força centrípeta polarizada na sua cidade-capital. O centralismo potuguês é um estado de espírito que significa mais de tudo (tudo!) para quem o defende e protege.
Quem se confronta com o centralismo sente-se impotente e chora de raiva por saber que nunca (nunca!) tem argumentos e meios suficientes para o combater.
O centralismo actuou como um eucalipto (imenso!): secou o resto do país. Quem pode negoceia com o estrangeiro ou foge para o estrangeiro. Os grandes negócios estão marcados em Lisboa. Os empregos mais bem remunerados existem em Lisboa. Quem quiser desempenhar funções de topo em grandes empresas e instituições tem que ir para Lisboa (basta ver os anúncios do "Expresso"). Quem se evidencia no resto do país é atraído para a capital. Pela política. Pelo mundo financeiro. Pela actividade económica. Pelo poder dos mais influentes meios de comunicação, que, divertida ou insensivelmente, omitem ou ignoram o que acontece no Resto e não proporcionam a atenção justa ao que de melhor aí se faz.
Pesporrente, arrogante e intolerante, o centralismo gerou uma maioria silenciosa (uma esmagadora maioria), que um dia deste vai revoltar-se, explodir - só não se sabe as consequências.
VAMPORIZAÇÃO DEPOIS DA ENGORDA
O centralismo, primeiro, engordou o Estado e, agora, vampiriza-o.
Portugal tem dois problemas fundamentais: emagrecer o Estado e exterminar o centralismo. Mas estas acções simbióticas parecem condenadas ao fracasso: como extinguir centenas de milhar de empregos bem rumenerados? Como acabar com milhares de administradores de empresas públicas, privadas, público-privadas e de institutos públicos e fundações - e os seus vencimentos milionários e as suas mordomias sumptuárias?
Não é possível pensar em qualquer forma de regionalização - nem sequer de uma verdadeira descentralização administrativa - sem exterminar o centralismo. O poder mediático não deixa (alimenta-se dele): porque, na realidade, está ao serviço dos poderosos da finança, da economia e da política. Todos entrelaçados em interesses que não se sabe onde começam e terminam. Mas não servem, autenticamente, o desenvolvimento equilibrado do país.
Sir James Goldsmith não se sentiria bem neste Estado-Nação.
[Alfredo Barbosa, consultor de Comunicação e Doutorando da UFP]
Bravo Rui Moreira, que outros te sigam o exemplo!
O minuto 22:00 do pouco desportivo Trio de Ataque foi o mais digno a que até hoje pude assistir em programas desta natureza, onde em vez de se falar de futebol se passou a conspirar contra os adversários. O raro acto de nobreza coincidiu com o momento em que Rui Moreira decidiu levantar-se e abandonar o programa deixando a falar sózinho um homenzinho patético e vazio de carácter que representa um clube com o mesmo perfil. Bravo Rui Moreira, é assim mesmo! Já andava a ficar zangado consigo.
Como já não consigo sequer ouvir a voz daquele réptil benfiquista, só ligava para o canal quando não estava a falar. Apesar de saber que é habitual concederem-lhe mais tempo de antena a ele que aos outros participantes, achei estranho nunca mais ouvir o Rui Moreira falar sempre que voltava à RTPN. Depressa me dei conta que algo de estranho se tinha passado e fiquei mesmo com uma forte impressão de que Rui Moreira tinha abandonado os estúdios da RTP. Assim se confirmou a minha suspeita quando decorridos uns longos minutos deparei com a sua cadeira vazia. Foi a melhor notícia que àquela hora me podiam ter dado.
Oiro sobre azul seria saber que mais nenhum outro portista estaria disposto a ocupar o lugar deixado por Rui Moreira, a não ser que fizesse o mesmo que ele fez se a estatal RTP continuasse a colaborar no jogo sujo de conspiração do pseudo-cineasta e do seu ordinário clube.
A RTP diz que não é assim [pudera!], mas eu, como muitos milhões de portugueses, sabemos - porque temos disso bons testemunhos - que não respeita em rigor as mais elementares regras democráticas, que abusa do poder que tem, e é facciosa. O programa Trio de Ataque desde há muito que estava ao serviço do Benfica tendo como porta-voz de um dos seus directores [Carlos Daniel] o cineasta caquético. Se vivessemos no tal Estado de Direito de que muito se fala e pouco se pratica, este programa já teria acabado há muito com os seus responsáveis directos colocados no olho da rua. Como Portugal é a vergonha que é, os facínoras são quem mais ordena. Até um dia...
Só por essa razão me sinto perfeitamente à vontade por ter colocado aqui a bandeira nazi e ironizar conotando-a como novo símbolo do Benfica, porque entre a perseguição que os nazis moveram aos judeus e a que este clube tem vindo a fazer ao FCPorto e à própria cidade - com a conivência do Estado - não há grandes diferenças... Só falta mesmo é encherem o Porto com Pandures e SS's... E ...o Hitler.
É por estas e por outras, que desligo logo o aparelho de rádio ou mudo de canal, quando aparece a falar qualquer representante do Estado. Perdi-lhes completamente o respeito, e desejo fervorosamente que a História os coloque no sítio onde devem estar, que não é seguramente aquele onde estão neste momento.
PS
De destacar, a atitude de Rui Oliveira e Costa que se demarcou da campanha difamatória de um cineasta frustrado, que só é conhecido pela pior das razões: difamador.
PS
De destacar, a atitude de Rui Oliveira e Costa que se demarcou da campanha difamatória de um cineasta frustrado, que só é conhecido pela pior das razões: difamador.
04 outubro, 2010
POBRES MAS …”RICOS”
De que nos serve ter uma RTP pública onde o governo injecta milhões de euros por ano, mais as taxas pagas pelos clientes da EDP, se com esses milhões pagariam o Abono de Família e muitos outros subsídios que cortaram àqueles que procuram “ajudar” o País a ter mais crianças e fazer subir a natalidade!
Porque paga, este País, 3.500 euros mensais aos assessores dos vereadores das Câmaras municipais e aos assessores dos gestores das empresas públicas, quando não “pode” comparticipar no pagamento dos medicamentos e exames de diagnóstico de todos aqueles que são mais pobres e que vêm ser posta em causa a sua saúde?
Porque não são penalizadas as pensões escandalosas que muitos pensionistas usufruem (2 e 3 reformas), e que alguns acumulam com chorudos salários, porque lhes foi proporcionado ocupar um lugar de destaque numa empresa pública qualquer?
Porque tem este “pequeno” país 250 deputados a ganhar altos vencimentos, acrescidos de mordomias, quando a Constituição da República Portuguesa prevê que o parlamento possa ter 180 deputados?
Porque se compram viaturas de luxo, topo de gama, para os mais diversos sectores da vida politica portuguesa, submarinos, carros blindados para mostrar aos senhores da NATO de que, afinal somos um País rico (mas não um rico país), mas a pobreza envergonhada e não só, aumenta de ano para ano?
Infelizmente haverá muitas mais questões desta índole para colocar e dizer aos governantes que existe muito onde cortar na despesa, sem afectar deliberadamente a vida de todos aqueles que têm cumprido os seus deveres como contribuintes e que procuram levar a vida sem os sobressaltos que ciclicamente os governos de Portugal lhes tem provocado!
Eu sei que já passou a época dos grandes ideais! Mas nunca aceitarei paraísos fiscais para aqueles que muito podem e os foragidos da lei, não pagarem os impostos que a maioria paga, e que recebem fortunas sem que todos saibamos como conseguiram, dentro deste país,tornarem-se milionários num relativo espaço de tempo!
Até porque o “Zé Povinho” já não aguenta mais esta situação!
Renato Oliveira
Porto
03 outubro, 2010
02 outubro, 2010
01 outubro, 2010
Benfica queixa-se ao MAI do FCPorto
Luís Nazaré foi mandatado pelo presidente do Benfica para transmitir ao [benfiquista] ministro da Administração Interna, as suas preocupações com a visita ao Estádio do Dragão em Novembro próximo. O cerne destas preocupações prende-se, alegadamente, com a violência com que habitualmente os adeptos do clube da Luz são recebidos sempre que se deslocam ao Porto...
Esta decisão é tanto mais inédita quanto é conhecida a forma hospitaleira e de grande elevação cívica como os adeptos e dirigentes do FCPorto são recebidos quando vão jogar a Lisboa. Apedrejamentos embrulhados em papel celofane, traumatismos craneanos inflingidos a atletas de hóquei do FCPorto com bastões de basebol de ouro fino, e autocarros portistas calcinados com gasolina de 98 octanas super XPTO, são apenas uma pequena amostra da prova de estima e fair play que os benfiquistas nos dedicam. Isto é factual.
Estamos portanto à vontade para poder deduzir o teor das conversações entre o dirigente benfiquista e o Ministro da Aleanação Interna. Terá sido mais ou menos assim:
Então senhor Ministro, está disposto a ajudar o seu Benfica além da sua fanática presença no Estádio da Luz?
- Meu amigo, não fale assim que dá um tom promíscuo à nossa reunião. Vamos com calma. Afinal o que é que o glorioso pretende de mim?
- Bem senhor Ministro, para ir directo ao assunto, o que o Benfica quer é que quando formos ao Porto o Governo decrete o Estado de Sítio, para garantir a nossa segurança...
- Aqui não há microfones, podes tratar-me por Pereirinha. Olha pá, a ideia até nem é má, embora me pareça um bocadinho excessiva, mas, deixa ver...
- Ó Náná tu sabes que aqueles gajos do PQFLL [Porto Que Fica Lá Longe] andam desconfiados com a pontualidade da minha presença na Luz, por isso talvez seja mais sensato tomarmos medidas menos drásticas, não é... Que te parece?
- Sei lá Pereirinha, tu é que és o Ministro. E que tal proibir o acesso ao Estádio do Dragão aos portistas e deixar exclusivamente a família benfiquista assistir ao jogo?
- Não era má ideia não, o Benfica precisa de todo o nosso apoio. Ainda por cima com o Cardozo lesionado, não sabemos se em Novembro já estará recuperado. Mas também proibir os gajos de jogarem no seu Estádio é capaz de ser demais...
- Ó pá, deixa-te de pruridos. Se os "túneis" e o Ricardo Coração de Aldrabão deram resultado, por que é que um jogo à porta fechada para os portistas não há-de dar? Assim, o árbitro pode roubar à vontade. Nós precisamos de pontos e...contos.
- Não Náná, isso está fora de questão! Não te esqueças que eu sou ministro, que tenho de mostrar algum sentido de Estado.
- Então, que propões?
- Decretar o Estado de Excepção ! O glorioso exige-o, e a manutenção do meu tacho também...
- Ó Pereirinha não era mais simples a minha proposta?
- Não, Náná! Num Estado de Direito, um homem de bem não pode reclamar justiça para uns e injustiça para outros...
- Afinal, és um benfiquista descarado, onde está o teu sentido de Estado?
- No Estado de Excepção, pateta!
Combate à crise
Fábio Coentrão [depois de ter desistido de pensar com os pés] , foi à farmácia.
- Bom dia Sr. Antunes, queria uma caixa de supositórios. Distraído, Coentrão pega na caixa e sai
da farmácia sem entregar o dinheiro.
- Sr. Coentrão, é pra pôr na conta de sua mãe? - Pergunta o farmacêutico.
30 setembro, 2010
Austeridade feita à pressão
Aleluia! Subitamente, fez-se "luz" no espírito dos nossos (des)Governantes! Aí estão elas, as incontornáveis medidas de austeridade! Austeridade que tardou, mas não faltou, embora acompanhada do rol de prejuízos que todas as decisões tardias infalivelmente comportam. Mas não há nada a fazer, os políticos que temos preferem recorrer à fantasia do embuste a agir por antecipação para a resolução dos problemas que eles próprios criaram. Já sabemos que debaixo da manga trazem sempre bem guardada uma crise global, ou paranormal, que utilisam quando a casa já está a arder. No entanto, nem tão utilitário trunfo basta para encobrir a dimensão da incompetência.Folheando o jornal Público de hoje e passada a primeira página repleta de medidas "salomónicas, lemos logo na seguinte que o Governo vai [finalmente] propor um conjunto de medidas de combate à evasão fiscal, o que significa, tal como com o famoso PEC, que as que "foram" tomadas anteriormente não valeram grande coisa. Limitar a dedução de benefícios fiscais, rever a lei de dedução de prejuízos para facilitar a cobrança são iniciativas que agora serão levadas a sério por antes se terem encarado a brincar... O IVA, que sempre foi dos mais altos da U.E. vai subir 2 pontos percentuais e contribuir para o aumento do custo de vida. Enfim, mais do mesmo.
Mais adiante, no capítulo da Justiça, o Procurador Geral da República continua o combate quixotesco pela permanência do seu vice alertando a nação para o dramas que o seu abandono constituirá para o Ministério Público. Verdadeiramente dramático, é sim, o Governo propor uma alteração ao estatuto dos magistrados do M.P. [ontem chumbada pela oposição] para viabilizar a permanência do referido vice-Procurador - que atingiu o limite de idade -, o que se pode explicar pela dificuldade em encontrar um substituto à altura... Mesmo a título excepcional, este doentio recurso à alteração das leis para ultrapassar dificuldades é a principal razão dos nossos problemas.
Veremos também se o anunciado reforço da prevenção e fiscalização de fraudes na Saúde terão qualquer efeito pratico no futuro. A Associação P. da Indústria Farmaceutica pode não ser a Instituição mais recomendável para se preocupar com as difuldades dos utentes, mas a verdade é que não será a redução de 6% do preço dos medicamentos que lhes facilitará a vida se o novo regime de comparticipações estatais for - como se anuncia -, drasticamente reduzido. Se a ideia é fechar as portas à fraude dos fármacos, louva-se, mas os meios parecem, no mínimo, estranhos... Veremos.
29 setembro, 2010
“Desconfiamos mais no Norte”, afirma reitor da Universidade do Porto
O reitor da Universidade do Porto, José Carlos Marques dos Santos, teve nos resultados da primeira fase de acesso ao Ensino Superior uma das primeiras alegrias do seu segundo mandato, iniciado há dois meses. A UP foi a mais procurada do país, com todas as vagas preenchidas e algumas das médias mais elevadas. A academia está em alta numa região em baixa, mas recusa o papel principal que, segundo o seu reitor, deve ser político.
O que significa esta grande procura da UP pelos estudantes?
Mostra a atractividade que tem, resultado de uma investigação cada vez mais reconhecida internacionalmente e de um esforço de ligação à sociedade. Uma universidade deve afirmar-se também pelo contributo que dá ao desenvolvimento da região e do país.
Esse prestígio é um contra-ciclo à perda de poder e de influência do Norte?
Pelo contrário, desejamos que seja uma alavanca. Não teria prazer nenhum em liderar uma universidade de referência mundial numa região desfavorecida. Queremos que ela se desenvolva e, na nossa incubadora de empresas, a UPTEC, estamos a trabalhar para criar empresas que podem mudar o paradigma de mão-de-obra barata e criar mais valor acrescentado. Mas é preciso que outros actores também o façam e que haja liderança na região.
Sim, desde que não seja para criar novos poderes. Tem que ser um governo de pessoas competentes, mais interessadas na região do que nos seus partidos. Temos que evoluir para um governo regional que olhe pela região e que não se importe de perder o poder se estiver a contribuir para o progresso do país.
Os directores das Faculdades de Medicina do Norte, entre elas as da UP, apelaram à construção do Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN), temendo que, sem ele, a formação de médicos fique em risco. Está solidário?
Estou de acordo que o CMIN é necessário. Há qualquer coisa estranha por detrás desse assunto, já se arrasta há tantos anos. Isto é típico da região Norte, passarmos a vida a lutar porque alguém tem uma ideia e outros não querem que ela vá para a frente. Deixemos os interesses particulares e lutemos pelo interesse geral.
Não o conseguir é o pior defeito do Norte?
Nao sei se é o pior, mas há muito disso. Todos desconfiamos uns dos outros e isso no Norte parece mais arreigado. Temos que saber a cada momento abdicar de algo que não é tão essencial e que pode conduzir-nos a uma situação melhor. O CMIN é uma necessidade. Costumo dizer que uma mudança que não tem contra si 15 a 20 por cento das pessoas, não é uma grande mudança. É tão consensual que o avanço é pequenino.
Falando em mudanças, como está a universidade a responder ao apelo do Governo para aumentar o número de portugueses que regressam ao Ensino Superior?
Estamos a responder desenvolvendo a formação contínua, criando cursos de formação para os antigos estudantes. Tem crescido essa procura, mas em Portugal ainda se pratica pouco a formação ao longo da vida. Num encontro, uma universidade francesa contava que tinha 30 mil estudantes de grau e 11 mil de formação contínua, estamos muito longe de atingir esses números, na UP temos quatro mil estudantes em formação contínua.
A quebra nos rendimentos poderá limitar o acesso das famílias com menor poder económico à universidade ?
Aí, é a parte social que tem que intervir. Estamos num país que não produz riqueza, embora o Ensino Superior e a Ciência estejam ao nível dos países mais desenvolvidos. Não podemos reduzir o custo do Ensino Superior porque nos vamos enterrar. O que falta é mudar o nosso paradigma económico para que toda a gente possa ganhar mais.
Fala muito da ligação ao mundo empresarial. A UP já criou cursos a pedido das empresas?
A nossa Escola de Negócios tem tido cursos específicos para empresas e estamos disponíveis para formar quadros para elas. Também estamos abertos a projectos de investigação em conjunto.
Um empresário pode ir à UP e dizer “queria falar com alguém”?
Pode, é simples. Temos uma entidade, a UPIN, que faz a ligação às empresas. Mas têm que saber o que querem, não podem ser problemas para daqui a dois meses, tem que ser investigação estratégica, de médio e longo prazo, como criar um novo produto, podendo até candidatar-se a um programa de financiamento. Fazemos isso muitas vezes e queremos que venham mais vezes.
[Fonte: JN]
28 setembro, 2010
Será que é desta, que o metem na cadeia?
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| João Vale e Aldrabão |
O despacho de acusação, a que a agência Lusa teve acesso, refere que Vale e Azevedo ocultou um total de 1,4 milhões de libras pelas transferências dos futebolistas Gary Charles para o West Ham e de Tahar el Khalej para o Southampton.
Gary Charles foi transferido para o West Ham por 1,2 milhões de libras, montante transferido a 06 de Outubro de 1999 para conta no Barclays Bank da sociedade Vale e Azevedo & Associados, como comprovou a investigação.
Esta conta era uma das duas que o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa comprovou terem sido utilizadas para os movimentos do clube devido à penhora decretada a algumas contas do Benfica, de 24 de Abril a 13 de Junho de 1998.
A acusação sustenta que Vale e Azevedo "não entregou o acordo celebrado" com o West Ham e "ocultou o recebimento e apropriação de 1,2 milhões de libras, que não figuram assim como crédito" do clube.
A este montante adiciona-se 200 000 libras que Vale e Azevedo deu instruções para que o Southampton transferisse para uma conta na Madeira da Sojifa, empresa titulada pelo presidente do Benfica de 03 de Novembro de 1997 a 31 de Outubro de 2000.
Vale e Azevedo também é indiciado de ter falsificado o contrato de transacção de Scott Minto para o West Ham, possibilitando, de acordo com a acusação, a que fossem pagas despesas "de foro privado", entre as quais "despesas correntes da tripulação e manutenção do iate 'Lucky Me'".
A acusação refere também que a segunda prestação a pagar pelo West Ham, no valor de 500 000 libras, foi paga após a falsificação do contrato de venda de direitos desportivos de Scott Minto.
Na transferência do brasileiro Amaral para a Fiorentina, o montante de dois milhões de dólares "não deu entrada nos cofres da Benfica, SAD, até ao final do mandato" de Vale e Azevedo, que "fez constar junto dos directores" que o clube "não receberia qualquer verba pela venda do passe do jogador".
O antigo presidente do Benfica foi condenado a pena única de seis anos de prisão efectiva no processo de transferência do guarda-redes russo Ovchinnikov e Euroárea, relacionado com a venda simulada dos terrenos sul do Benfica, na Luz, por cinco milhões de euros.
[Fonte: DN]
Nota do RoP-Lembram-se como a "família" benfiquista adulou este vigarista só porque decidiu atacar o Pinto da Costa?
Pelos vistos, os tótós ainda não aprenderam... Agora, estão a fazer o mesmo com LFV, e a "peça" é do mesmo tipo, ou pior...
[Fonte: DN]
Nota do RoP-Lembram-se como a "família" benfiquista adulou este vigarista só porque decidiu atacar o Pinto da Costa?
Pelos vistos, os tótós ainda não aprenderam... Agora, estão a fazer o mesmo com LFV, e a "peça" é do mesmo tipo, ou pior...
Scut: empresários do norte e da Galiza ameaçam recurso aos tribunais
Dirigentes de associações que representam cerca de 40 mil empresas do norte de Portugal e da Galiza admitiram hoje, em Viana do Castelo, avançar para os tribunais para impedir a introdução de portagens na auto-estrada sem custos para o utilizador (Scut) do Litoral Norte.
Segundo José Manuel Alvariño, presidente da Confederação Empresarial de Pontevedra (CEP), em causa está o facto de não ser possível pagar as portagens com dinheiro, o que, em seu entender, poderá violar as regras comunitárias.
"Com o euro, pode-se pagar seja o que for em todos os países que aderiram à moeda única. Agora, querem impedir-me de usar o euro para pagar portagens em Portugal. Para circular, tenho de comprar não sei o quê", criticou o empresário.
José Manuel Alvariño falava em Viana do Castelo, no final de uma reunião que sentou à mesa representantes de oito associações empresariais do Norte de Portugal e da Galiza, expressamente por causa da introdução de portagens na Scut do Litoral Norte.
O líder da CEP garantiu que já pediu explicações a Bruxelas sobre a impossibilidade de pagar as portagens com dinheiro, dependendo da resposta o avanço ou não para os tribunais.
"Pode haver uma providência cautelar", admitiu Luís Ceia, presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo, anfitriã da reunião.
As associações presentes manifestaram-se "frontalmente contra" a introdução de portagens na A27 e na A28, por considerarem que não estão cumpridos os requisitos definidos pelo Governo, designadamente o critério índice de 80 por cento do Produto Interno Bruto.
Alegam ainda que aquelas auto-estradas não têm alternativas.
No entanto, e considerando a "hipótese da irreversibilidade" da introdução de portagens, os empresários exigem que a cobrança arranque em simultâneo em todas as SCUT e que o preço por quilómetro seja igual em todas.
Exigem ainda que as isenções anunciadas pelo Governo abranjam todos os veículos empresariais que tenham uma utilização frequente daquelas auto-estradas e que seja possível o pagamento em moeda física ou por cartão de crédito.
Além destas exigências, as associações reclamam ainda a conclusão da A28 até Valença e a extensão da A27 até à fronteira do Lindoso, a ligação por via rápida do concelho de Paredes de Coura à rede de auto-estradas nacionais e a requalificação da Linha do Minho.
"Uma vez que toda a região do Alto Minho não possui alternativas de transportes às auto-estradas", frisam
27 setembro, 2010
Exemplos que não se querem seguir
De facto, em termos de seriedade, comparados com os políticos suecos, os políticos portugueses não passam de escória.
26 setembro, 2010
25 setembro, 2010
Centralistas e lisboetas. Haverá diferença?
Sob pena de cair no ridículo, aos olhos de uma certa "elite" local, mais fria e calculista, o último programa da RTP2 [que devia ser RTP1] Sociedade Civil, abaixo linkado, apresentado pela excelente jornalista Fernanda Freitas, foi um autêntico tónico para a alma dos portuenses. Neste programa, falou-se exclusivamente do Porto, e do amor ao Porto, motivos mais do que suficientes para os portuenses mais ferrenhos se darem ao prazer de o ver do princípio ao fim. Se o fizerem, irão perceber porque é que os 90 minutos vão parecer 90 segundos.Estes medos do ridículo, não tem nada a ver com o receio de certos complexados do burgo de mostrarem ao Mundo que também são capazes de se emocionar, de expor publicamente a "fraqueza" do seu bairrismo, de amar a sua rua [como disse e bem, o Álvaro Costa], tem a ver sim, com as insidiosas manipulações a que os portuenses são sujeitos sempre que têm o ensejo de manifestar publicamente o amor pela sua cidade. E é aqui que eu quero chegar.
Este programa emocionou-me, não tanto pelo que se disse, mas por quem o disse... Não é caso para estranhar, meus amigos, porque de facto, os portuenses não estão habituados a assistir a um programa inteiro composto por portuenses a falar orgulhosamente da sua cidade, sem terem à esquina do primeiro elogio alguém a atirar-nos à cara os nossos defeitos. E é isso que costuma acontecer em qualquer programa emitido a partir de Lisboa nos raríssimos momentos que decidem falar de nós, da nossa insubstituível cidade do Porto.
É baseado na objectividade destes dados que só concordo parcialmente com a opinião politicamente correcta do Manuel Serrão e do Álvaro Costa quanto à relação afectiva dos lisboetas com os tripeiros. Manuel Serrão diz que não confunde o centralismo com os lisboetas, e, com toda a franqueza, era assim que eu também gostaria de pensar. O problema não está aí. O problema é que foram os lisboetas que se deixaram "dominar" pelo culto centralista sem nunca se mostrarem incomodados com a "mordomia", porque perceberam que esse "domínio" os beneficiava. E não é por termos amigos em Lisboa, com quem vamos esporadicamente beber um copo, ou jantar, por razões familiares, ou em negócios, onde a circunstância manda enterrar o machado de guerra, que podemos medir a consideração e o respeito que eles sentem por nós. É sim, quando eles estão longe de nós.
Quando estão longe, no seu habitat natural, ou mesmo nos estúdios das televisões centralistas, aí, são incapazes de revelar a mínima solidariedade com os portuenses. Então, que raio impede os lisboetas não centralistas de se solidarizarem com os nortenhos [e não apenas com os portuenses] quando sabem que estamos a ser discriminados política e economicamente, quando sabem que somos a região que mais exporta e que paradoxalmente é a mais pobre do país, a menos favorecida? Onde estará então a porreirice lisboeta que não se vê nem se houve, e os distingue dos centralistas ? Nos salões de chá? Nas televisões [que é o local de privilégio dos alfacinhas], não é seguramente...
Quando estão longe, no seu habitat natural, ou mesmo nos estúdios das televisões centralistas, aí, são incapazes de revelar a mínima solidariedade com os portuenses. Então, que raio impede os lisboetas não centralistas de se solidarizarem com os nortenhos [e não apenas com os portuenses] quando sabem que estamos a ser discriminados política e economicamente, quando sabem que somos a região que mais exporta e que paradoxalmente é a mais pobre do país, a menos favorecida? Onde estará então a porreirice lisboeta que não se vê nem se houve, e os distingue dos centralistas ? Nos salões de chá? Nas televisões [que é o local de privilégio dos alfacinhas], não é seguramente...
Noventa e nove por cento dos portugueses, de norte a sul, são influenciados por uma visão centralista do país. Desses, embora constituam uma maioria, por razões sócio-culturais, só uma pequena percentagem percebe as razões políticas da discriminação negativa de que é alvo, enquanto na capital a diferença legada pelo superior rendimento per capita em relação ao resto do país, produz um efeito de benefício do qual não têm qualquer interesse em abrir mão. Se juntarmos a isto a clubite regimental, temos o caldo perfeito para sedimentar um sentimento de indiferença e até de desprezo para com os portuenses, não obstante os encómios simpáticos das lisboetas citadas no referido programa pela Katty Xiomara alusivos à beleza dos portuenses...
A visão conciliadora do Manuel Serrão [não acredita na guerra Sul/Norte] sobre a relação dos lisboetas connôsco louva-se e percebe-se, se atendermos aos interesses decorrentes da sua actividade profissional - que deverá salvaguardar -, mas essa não é uma visão realista.
A opinião da grande massa anónima de portuenses, que não precisa de ter essas preocupações diplomáticas, está seguramente mais próxima dos factos. Tanto, como está distante dos eventos mundanos da capital, ou de jantares de negócios com o empresariado lisboeta.
A opinião da grande massa anónima de portuenses, que não precisa de ter essas preocupações diplomáticas, está seguramente mais próxima dos factos. Tanto, como está distante dos eventos mundanos da capital, ou de jantares de negócios com o empresariado lisboeta.
24 setembro, 2010
Última edição do programa Sociedade Civil
Clicar sobre o link para ver
Com:
Manuel Serrão (Empresário)
Miguel Neiva (Designer)
Katty Xiomara (Estillista)
Nuno Grande (Arquitecto)
Álvaro Costa (Jornalista)
Nota do RoP:
Muito Bom para o ego dos portuenses
Muito Bom para o ego dos portuenses
Para quem não viu, veja.
Sociedade Civil [RTP2]edição emitida a partir da Casa da Música, com Fernanda Freitas
Clicar sobre o link para ver programa
23 setembro, 2010
Apoiemos o MPPNorte, contra o centralismo
Salvo raras excepções, não deixa de me surpreender o aparente alheamento de alguns adeptos de futebol pela situação política do país, nomeadamente de clubes do Norte do país que são aqueles que, por razões óbvias, mais motivação deviam revelar pelos graves problemas que a região atravessa. Este fenómeno não é exclusivo dos portistas, estende-se a todos os clubes da região Norte e da cidade do Porto, e adensa-se com algumas coligações estratégicas feitas com clubes de Lisboa [a última foi entre Guimarães e Benfica] com resultados desastrosos que em nada abonaram para a união dos nortenhos.
Os nortenhos ainda não foram capazes de separar as águas entre a rivalidade clubística e a solidariedade regional - que devia existir e não existe -, porque ainda não se determinaram a constituir-se como uma força poderosa capaz de pôr em sentido o Governo de Lisboa. Quando o fizerem, podem estar certos, também os clubes do Norte beneficiarão com isso. Todos. Deste comportamento estúpido [desculpem-me, mas é mesmo o que penso], se tem aproveitado o centralismo. As cobranças das portagens nas SCUTS exclusivamente a Norte numa fase inicial [que pode bem tornar-se definitivamente exclusiva], são a grande prova do desrespeito que o Governo nos vota. Como sentem a nossa desunião, abusam.
Entendo que, como nortenho que também sou, temos motivos de sobra para estar decepcionados, revoltados mesmo, com a política e com a crescente mediocridade da governação, mas isso não devia alhear-nos da busca de alternativas para invertermos este clima de profunda depressão e de descarada discriminação negativa que nos tem sido imposta de forma imperial , diria mesmo, de forma provocatória. Mas o que observo, não é isso, mas antes uma euforia excessiva totalmente centrada no sucesso dos clubes da terra... É que, mesmo que o êxito eventual do clube da terra nos possa servir como consolação, a verdade é que não será isso que fará alterar o rumo da situação económica e social da região. A prova, é o Futebol Clube do Porto: tem ganho frequentemente os campeonatos nacionais e até algumas provas internacionais, mas nós não ganhámos nada, em termos práticos, a não ser alegria na alma!
Acaba de ser inaugurada a sede de um novo partido no Porto. Não posso garantir se será através dele que poderemos começar a inverter o rumo desastroso que nos tem sido impingido desde Lisboa, mas é uma oportunidade que não nos podemos dar ao luxo de enjeitar sob pena de sermos os maiores responsáveis pela degradação total da nossa qualidade de vida. Esse partido tem, à partida, uma enorme vantagem em comparação com qualquer outro: pretende repor na Constituição a Lei que consagra a criação de Regiões e quer bater-se pela sua concretização.
Para mim, é um pequeno grande passo. Tudo o que existe a montante em termos político-partidários é passado. O futuro do Movimento Pró Partido do Norte depende de nós. Está na altura de transferirmos um pouco do nosso fervor clubístico, seja ele qual for, para a actividade política. Conscientemente, sem fanatismos, mas com muita determinação.
Para mim, é um pequeno grande passo. Tudo o que existe a montante em termos político-partidários é passado. O futuro do Movimento Pró Partido do Norte depende de nós. Está na altura de transferirmos um pouco do nosso fervor clubístico, seja ele qual for, para a actividade política. Conscientemente, sem fanatismos, mas com muita determinação.
22 setembro, 2010
Benfica, não! Malfica!
As reacções chantagistas dos dirigentes do Benfica junto do Conselho de Arbitragem da Liga não só denunciam o desespero pelo péssimo arranque no actual Campeonato, como deviam fazer corar de vergonha e humilhação todos os benfiquistas de bem [se é que os há].
Mal comparando, não vejo grande diferença entre este comportamento do Benfica, do comportamento dos pedófilos da Casa Pia depois de lida a sentença que os condenou. Todos se afirmaram inocentes! Todos! Curioso... Se os pedófilos da Casa Pia, diziam que a culpa era das crianças, ou dos juízes, o Benfica que no passado recente forjou apitos dourados, agora culpa e exerce chantagem sobre os árbitros com o claro objectivo de obter os seus favores. Há jornalistas que chamam a isto estratégia. Eu chamo-lhe chantagem hardcore, e se não estou enganado, chantagear ainda é considerado crime. Se é exercida de forma clara ou presumida, para mim, é irrelevante. Chantagem é chantagem e é uma coisa muito feia.
Num país onde existissem verdadeiras figuras de Estado, onde a autoridade de facto funcionasse, as trapaceirices dos dirigentes do Benfica terminavam logo na primeira tentativa, e a vida voltava à normalidade. Mas nós não vivemos num Estado de Direito, nem os nossos mais altos representantes são dotados das qualidades necessárias para desempenharem as funções de Estado como deve de ser. Esta Democracia é uma óptima aliada dos oportunistas amantes do dolce fare niente, e como tal, o melhor é deixar correr o marfim. Até um dia...
Assim sendo, como um menino mimado, o Benfica vai continuar impunemente a semear a bagunça no futebol português e a sobrecarregar os órgãos da Justiça com não assuntos. É previsível que seja isto que nos espera. Será uma espécie de caldeirada de fanfarronice e surtos conspirativos de todo o tipo, consoante o lugar na classificação geral e a "isenção" das arbitragens... E os nossos grandes estadistas a assobiarem para o lado. Até um dia...
Até ao dia em que a revolta de um adepto menos paciente se expresse de forma violenta e provoque vítimas. Nesse dia, cá estarei para acusar de assassinos e grandes hipócritas, não o autor do acto desesperado, mas as excelsas e nobilíssimas autoridades lisboetas que decerto se apressarão a condenar a barbárie...
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