Ah, grande JN! Do Porto para o Benfi... Para o Mundo, queria eu dizer.
04 julho, 2015
27 junho, 2015
Jornal de Notícias. De Lisboa, para a província...
É inacreditável o que está a acontecer ao Porto, e aos nortenhos em geral. Nunca como agora - pelo menos nos meus anos de vida - o Porto foi tão desprezado pelos governantes. O artigo de David Pontes que publiquei anteriormente traduz apenas uma suma de muitos episódios lamentáveis, cada qual o mais humilhante. Mas, apesar das muitas lamurias dos autarcas regionais, não há um só que se atreva a romper com a muralha castradora das conveniências políticas para afirmar sem rodeios que a hora de exigir a regionalização chegou. É agora, ou nunca! Os argumentos para a obrigação de o fazerem muito antes nunca faltaram (desde 1976), até por se tratar de um dos princípios fundamentais da Constituição mais desdenhados pelos governos desde a sua aprovação (2 de Abril de 1976), e também porque o reservatório dos argumentos que os sustentam corre o risco de um dia explodir de cansaço e revolta.
É tempo para avançar de vez com a implantação das regiões. Provem que amam a democracia, que respeitam a soberania popular. Agora, acabem com esta continuada e desprestigiante (ouviu sr. Cavaco?) afronta à Constituição Portuguesa porque não o fazendo, darão também o direito moral aos cidadãos de afrontarem e desrespeitarem qualquer representante do Estado, seja ele 1º. Ministro ou Presidente da República. Não há soberania quando se trai por omissão ou propósito o seu documento maior, a sua Carta Magna.
É tempo para avançar de vez com a implantação das regiões. Provem que amam a democracia, que respeitam a soberania popular. Agora, acabem com esta continuada e desprestigiante (ouviu sr. Cavaco?) afronta à Constituição Portuguesa porque não o fazendo, darão também o direito moral aos cidadãos de afrontarem e desrespeitarem qualquer representante do Estado, seja ele 1º. Ministro ou Presidente da República. Não há soberania quando se trai por omissão ou propósito o seu documento maior, a sua Carta Magna.
A Regionalização nunca foi para mim a panaceia para todos os males do nosso país, nem é qualquer termo mágico que uma vez proferido tudo resolve. Não. A imperiosidade da competência governativa mantém-se, mas é mais controlável. A grande virtude (quiçá a única) da Regionalização consiste na aproximação do poder aos cidadãos, com os seus problemas específicos. Para funcionar, é fundamental que goze de alguma autonomia política, caso contrário é mais um embuste. A promessa de descentralizar, como o tempo o confirma, é apenas uma forma cínica de conservar o centralismo, a discriminação, o racismo entre regiões e povos do mesmo país. Não colhe, nunca colheu para mim, o suposto argumento que regionalizar é dividir, que é ferir a coesão nacional. Quando leio, ou oiço, este tipo de argumentação, não penso coisas nada boas sobre quem a apresenta. Pelo contrário, o centralismo, a macrocefalia do poder concentrado na capital é que está a fazer esse triste e miserável papel, e quem não o reconhece, é quem está irresponsavelmente a semear cisões, injustiças e revoltas. Quem defende este regime é um traidor, é um português falhado. Esses sim, são os verdadeiros apátridas, aqueles que querem moldar o cérebro de um transmontano ou minhoto ao "patriotismo" veiculado pelo cobarde poder dos media da capital.
Os media, sempre eles... Repararam bem no estilo do actual JN? Então, que tal? Tinha, ou não tinha razão quando deixei de o comprar? Cada vez se parece mais com o Correio da Manhã (hoje a capa saiu com a foto de L.Filipe Vieira, imaginem)... Por que será? Sonhei? Vi fantasmas? Não! É mais uma pata centralista no nosso pescoço, assim mesmo, nas nossas barbas e com o nosso miserável consentimento.
E o Porto Canal o que faz? Que serventia real tem para nós? Que trabalho de vulto, que objectividade podemos vislumbrar naqueles embalados de cópias, de programação, com horários part-time? Lisboa agradece. Não só o revigorar do fado (muito presente agora), como as honrarias vip que continuam a dar aos lisboetas mais fúteis. Esquecem os Germanos Silvas, ou então convidam-no para falar do seu FCPorto, como se fosse essa a sua maior virtude, ignorando as suas esplêndidas qualidades de historiador, das quais nunca se lembraram. O Hélder Pacheco, outra figura culturalmente rica do Porto, só lá foi uma vez, nem mereceu uma entrevista, ou até mesmo um programa. Rui Moreira, é simplesmente assunto tabu. O Presidente da Câmara do Porto não comparece no único canal da região, porque sim. Não precisam de dar explicações aos portuenses. Para quê? Dá-se-lhes injecções de portismo, fala-se-lhes do Museu, que o futuro pode esperar e eles acham que para quem é bacalhau basta. Muito respeitáveis, sim senhor...
E o Porto Canal o que faz? Que serventia real tem para nós? Que trabalho de vulto, que objectividade podemos vislumbrar naqueles embalados de cópias, de programação, com horários part-time? Lisboa agradece. Não só o revigorar do fado (muito presente agora), como as honrarias vip que continuam a dar aos lisboetas mais fúteis. Esquecem os Germanos Silvas, ou então convidam-no para falar do seu FCPorto, como se fosse essa a sua maior virtude, ignorando as suas esplêndidas qualidades de historiador, das quais nunca se lembraram. O Hélder Pacheco, outra figura culturalmente rica do Porto, só lá foi uma vez, nem mereceu uma entrevista, ou até mesmo um programa. Rui Moreira, é simplesmente assunto tabu. O Presidente da Câmara do Porto não comparece no único canal da região, porque sim. Não precisam de dar explicações aos portuenses. Para quê? Dá-se-lhes injecções de portismo, fala-se-lhes do Museu, que o futuro pode esperar e eles acham que para quem é bacalhau basta. Muito respeitáveis, sim senhor...
Agora, Pinto da Costa zanga-se com as pessoas erradas e escolhe mal os amigos...Mas que raio, que estranha doença, dominará a sua cabeça ?
Nota do RoP:
Antes que seja tarde, que alguém saque argumentos maliciosos para ver se me apanha em contra-mão, faço questão de explicar (se fôr caso disso) que o facto de continuar a publicar alguns artigos do JN não retira nenhuma coerência às minhas convicções sobre o reforço do seu alinhamento aos valores centralistas. Deixei de o comprar diariamente, logo, não ganham mais um cêntimo comigo.
Os jornais, todos eles, mascaram a sua falta de independência permitindo a publicação de uns artigos avulsos como o de David Pontes. Eles (administradores e directores) sabem como enganar a plebe: vendem o peixe que querem vender (o centralismo), e depois apresentam na montra uns camarõezitos inofensivos para poderem dizer que são democratas. Mas não são.
Compare-se agora em baixo, o Artº.256º da Constituição de 1976 sobre as regiões administrativas, com este outro já à medida dos eternos manipuladores da Lei, com a abstracta revisão constitucional de 2005 (Artºs. 255º e 256ºs, aqui...
Nota do RoP:
Antes que seja tarde, que alguém saque argumentos maliciosos para ver se me apanha em contra-mão, faço questão de explicar (se fôr caso disso) que o facto de continuar a publicar alguns artigos do JN não retira nenhuma coerência às minhas convicções sobre o reforço do seu alinhamento aos valores centralistas. Deixei de o comprar diariamente, logo, não ganham mais um cêntimo comigo.
Os jornais, todos eles, mascaram a sua falta de independência permitindo a publicação de uns artigos avulsos como o de David Pontes. Eles (administradores e directores) sabem como enganar a plebe: vendem o peixe que querem vender (o centralismo), e depois apresentam na montra uns camarõezitos inofensivos para poderem dizer que são democratas. Mas não são.
Compare-se agora em baixo, o Artº.256º da Constituição de 1976 sobre as regiões administrativas, com este outro já à medida dos eternos manipuladores da Lei, com a abstracta revisão constitucional de 2005 (Artºs. 255º e 256ºs, aqui...
Decreto de Aprovação da Constituição nº CRP 1976 de 10-04-1976
PARTE III - Organização do poder político
TÍTULO VIII - Poder local
CAPÍTULO IV - Região administrativa
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Artigo 256.º - (Instituição das regiões)
1. As regiões serão instituídas simultaneamente, podendo o estatuto regional estabelecer diferenciações quanto ao regime aplicável a cada uma.
2. A área das regiões deverá corresponder às regiões-plano.
3. A instituição concreta de cada região dependerá do voto favorável da maioria das assembleias municipais que representem a maior parte da população da área regional.
Início de Vigência: 25-04-19762. A área das regiões deverá corresponder às regiões-plano.
3. A instituição concreta de cada região dependerá do voto favorável da maioria das assembleias municipais que representem a maior parte da população da área regional.
26 junho, 2015
As provocações não param. Haverá ainda quem não apoie a Regionalização?
| David Pontes |
A humilhação dos autarcas
O processo decorre em três atos, não ligados entre si, mas com traços comuns, que revelam uma tendência preocupante na nossa democracia. Mas antes das conclusões, alinhemos três episódios.
Primeiro, o das águas. Imaginem que são sócios de uma empresa e que o vosso sócio maioritário determina não só que a vossa empresa vai ser extinta, como vai ser integrada numa empresa muito maior. Sobre isto não têm direito a manifestar qualquer opinião. Aborrecido, não é? Muito mais se vocês forem sócios em representação de uma sociedade muito mais alargada (a dos eleitores) a quem só podem expor o vosso incómodo perante as ordens que vêm de cima, ou melhor dizendo, do centro? Foi isso que aconteceu com os autarcas na concentração das concessionárias da captação e distribuição de águas, no que muitos veem como uma antecâmara para a privatização.
Segundo ato, o dos transportes. Convocaram o vosso representante para uma reunião de um organismo que tem a morte anunciada (Autoridade Metropolitana dos Transportes do Porto) e ele é surpreendido pela agenda de uma reunião em que se decide entregar a concessão de linhas à STCP por dez anos, coisa que antes era feita após discussão com os municípios, numa concessão renovada de seis em seis meses e partilhada com empresas privadas. O representante dos municípios votou contra, mas a sua presença validou uma reunião em que os representantes do Estado votaram a favor em claro benefício dos privados que vão ficar com a concessão.
Vamos para o terceiro e final ato. No âmbito do próximo quadro comunitário de apoio os municípios que estão sob a circunscrição da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte são convidados a subscrever um Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial a que corresponderá um pacote de mais de 400 milhões de euros a que as autarquias ou as suas associações deverão apresentar projetos. E qual não é a surpresa quando se descobre que cerca de metade destas verbas estão destinadas a investimentos em infraestruturas que, apesar de se encontrarem geograficamente nos municípios, são da responsabilidade do Estado? Afinal, já não são 400 milhões, pois não? E ainda são os municípios que têm de entrar com a comparticipação nacional...
Não é difícil encontrar mais histórias como estas, o difícil mesmo é entender os serviços mínimos do Conselho Metropolitano do Porto ou da Associação Nacional de Municípios perante a irrelevância e a humilhação a que estão sujeitos aqueles que é suposto representarem.
25 junho, 2015
A solidão das lutas
Hoje quem luta e quem reivindica está sempre sozinho. Pode contar consigo ou com os seus e nada mais. Os mecanismos clássicos que geravam solidariedade foram erodidos na sociedade durante várias décadas e praticamente destruídos pela crise do "ajustamento". Há excepções, mas esta é a regra.
Isto significa que todas as lutas parecem ser corporativas, mesmo quando não o são. Esta "corporativização" dos conflitos sociais enfraquece o seu impacto, dá-lhes uma dimensão que parece, vista de fora, egoísta, e dificulta, quando não impossibilita, qualquer solidariedade activa. Cada um, a seu tempo, quando precisa de lutar, protestar, pura e simplesmente levantar-se e dizer que "não", vai pagar na sua solidão a indiferença que teve pelos outros.
(Sábado)
23 junho, 2015
S. João no Porto. Esqueçam Passos e Cavacos, e divirtam-se
O típico São João no Porto, que decorre na noite de 23 para 24 de Junho, é uma festa popular, em celebração do São João Batista. Esta é uma das maiores e mais divertidas festas da Europa.
Off topic
Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, criticou as opções de investimento em Portugal que comparou a uma "mesa de bilhar sempre inclinada para o mesmo buraco".
"Uma mesa de bilhar sempre inclinada para o mesmo buraco". Foi assim que Rui Moreira caracterizou as decisões de investimento tomadas em Portugal, durante a conferência de aniversário do Jornal de Notícias, esta quinta-feira, na Casa da Música.
"Leixões é a principal porta para as exportações nacionais mas a prioridade é construir no Barreiro", criticou o autarca.
Rui Moreira referiu ainda que "é uma vergonha" que o Compete não fique numa região de convergência e afirmou mesmo que fica com a "impressão que há uma mão negra para que Portugal continue a ter regiões de convergência para atrair verbas" que o autarca diz que depois não beneficiam estas zonas.
O presidente da Câmara do Porto disse ainda que é apoiante da regionalização mas salientou que neste momento isso não está nas agendas políticas, nem o eleitorado concorda porque está "desgastado pela crise".
Nota de RoP:
Pela parte que me toca, a Regionalização é sempre oportuna. Podia ser para ontem.
22 junho, 2015
Nós, os eternos imaturos, num país de sabichões
| INÊS CARDOSO |
O oó e a política
É um momento que dura breves segundos, mas suficiente para causar no mínimo um sorriso. "Façam um bom oó", diz candidamente o chefe de Estado aos jornalistas, para evitar perguntas aborrecidas sobre política interna. Foi na última semana e, mudando de geografia, também a diretora do FMI recorreu à infância para falar de coisas sérias. "Temos de recomeçar o diálogo, mas com adultos na sala", afirmou Christine Lagarde após mais uma ronda de negociações fracassadas sobre a crise grega. Espera-se que para a cimeira extraordinária de hoje todos tenham deixado o bibe em casa.
Não há posição mais cómoda do que pensar que o outro, o que pensa de maneira diferente, está sempre limitado por problemas de imaturidade. Infantilizar os eleitores é, aliás, uma estratégia comum perante resultados indesejados e uma tentação quando as sondagens não revelam o expectável. Como é possível que tantos portugueses admitam mais do mesmo, depois de anos de extrema dureza?, ouviu-se nos últimos dias questionar. E como pode explicar-se que sobre temas da maior importância, como a Segurança Social, os eleitores digam que não influenciam o sentido de voto?
As sondagens, já se sabe, falham com frequência. Há largos meses e muita campanha por correr até às legislativas e resta saber se passam, acima do folclore, ideias claras sobre o que se pode esperar de cada proposta. Mas há, muito para além do simplismo redutor das tendências de voto, sinais claros na sondagem publicada pelo JN de que os eleitores não são propriamente crianças.
Há, desde logo, um número expressivo de indecisos. Um em cada quatro inquiridos admite que não sabe em quem votar. Somemos a este indicador quantitativo outro qualitativo, com as palavras mais escolhidas para classificar os principais candidatos: "mentiroso", "incompetente" e "oportunista" são das que têm mais peso, com uma única exceção pelo meio ("bom").
Olhando para as entrelinhas das respostas, resulta claro que uma grande parte das pessoas está convencida de que não há, no panorama das propostas a votos, nada de diferente ou alternativo. A falta de confiança nos políticos é uma das mais evidentes leituras a fazer e deve envergonhar todos os que levam a vida pública a sério.
O eleitorado não anda, na verdade, a dormir. Falta é assistir a uma qualificação das propostas e dos protagonistas políticos que torne mais empolgante o momento da escolha. Que permita, depois da ida às urnas, uma noite de oó descansado.
16 junho, 2015
Que FCPorto teremos na época que aí vem
Pinto da Costa não me conhece, mas conheço-o eu. Conheço-o tanto quanto é possível conhecer alguém fora do nosso ciclo familiar e de amigos. Nunca me interessou muito avaliá-lo enquanto pessoa, talvez por não me relacionar com ele. Interessou-me sim, o trabalho que produziu ao longo de 33 anos como Presidente do FCPorto, e nesse aspecto sempre o admirei.
Aquilo que para os adversários invejosos de Lisboa era irritante, a mim fascinava-me, mesmo quando PC ultrapassava os limites da cordialidade, porque a dor de cotovelo que eles não escondiam pelos sucessos do FCPorto era tanta (e ainda é) que culminou no lastimável processo Apito Dourado. O ódio deles era como um bálsamo para a minha aversão centralista. De tal modo, que nem me preocupou muito saber até que ponto podia o presidente portista estar implicado nas "frutas" e nos esquemas de que o acusavam. Isto, por uma razão muito simples: para investigarem Pinto da Costa, teriam também de investigar a vida dos presidentes dos clubes de Lisboa, porque também se dizia cobras e lagartos do dirigente do Benfica, desde o envolvimento em tráfico de estupefacientes camuflado por uma empresa de pneus, até denúncias de supostos inspectores da PJ à Procuradoria Geral da República.
Com o Sporting só recentemente veio a público a costela de bandidola de um seu ex-vice presidente, do tal clube que há anos clama pela Taça da Transparência e da Credibilidade. Enfim, por tudo isto nunca imaginei que o Apito Dourado tivesse pernas para andar, enquanto os outros clubes não fossem igualmente alvos de investigações. O certo, é que nem com a campanha diabólica que os media lhe fizeram conseguiram provar a culpabilidade de Pinto da Costa.
Daí a razão da minha despreocupação com as qualidades de carácter de Pinto da Costa. Sabia-mos todos que nos momentos difíceis, tínhamos um líder que logo os resolveria. Quando falava, Pinto da Costa era ouvido com respeito, mesmo que não fosse muito importante o que tinha para dizer, mas era quase sempre importante. O clube tinha sucesso, dentro e fora de portas, ganhava troféus e dinheiro, pagava aos seus colaboradores, por que haveríamos de nos preocupar? Fosse esse o problema do Estado, e dos nossos Governos...
E agora, estará a grande comunidade portista com a mesma confiança nas capacidades do nosso presidente? Alguém acreditaria que Pinto da Costa não abrisse a boca para denunciar publicamente a protecção que foi dada ao Benfica esta época pelas arbitragens e pela própria Federação há poucos anos atrás? Então, por que se calou perante discriminação tão óbvia? E por que é que ainda não se dignou ter uma palavrinha de consideração com os adeptos para o explicar? Pois é, ninguém sabe. Mas ele sabe-o certamente, só não lhe interessa é dizê-lo. E se não o fez quando devia, também não é agora que pessoalmente me interessa saber. É tarde. Agora o paradigma do FCPorto parece ser chegar sempre tarde...
Lopetegui vai ter mais uma oportunidade para se impor no FCPorto. Como líder gostei de muitas das suas posições. Há já quem não lhe perdoe não ter sido duro quanto baste com o caprichoso Quaresma. Porque cedeu às pressões da imprensa sensacionalista e dos "quaresmistas", quando devia manter-se fiel à sua autoridade, ou seja, ser ele a decidir o momento para o recolocar a jogar. Compreendo, mas não concordo.E não concordo porque para isso devia ter o apoio inequívoco do líder, não especificamente no caso do Quaresma (que é um jogador mimado) mas quando cabia a Pinto da Costa defender o clube nos momentos em que o treinador e o FCPorto eram atacados, até nas conferências de imprensa dadas no Dragão. E não foram perguntas inocentes, como se devem lembrar. Aqui a falha foi de Pinto da Costa, porque Lopetegui provou não ter medo dos jornalistas.
Resta saber se na próxima época Lopetegui acaba de vez com essa coisa lesa-futebol dos passes para trás e para o lado, se vai ou não dar mobilidade ao jogo atacante e terminar com os complexos para chutar à baliza. A posse de bola só tem sentido se se souber rentabilizá-la. Há que saber conduzí-la com precisão mas com rapidez e coragem para a baliza adversária. É fundamental para isso treinar muito a qualidade dos passes, o tempo que for preciso até deixar de ser um problema, como foi este ano muitas vezes.
Ontem assisti(mos) a um jogo espectacular entre duas equipas-selecções praticamente desconhecidas entre o Equador e a Bolívia. A equipa do Equador, que começou a segunda parte a perder por 3-0 foi um exemplo de garra e bom futebol, nem gostei que tivesse perdido, apesar de ter reduzido para 3-2. Os movimentos, as desmarcações eram constantes. Não vi ali jogadores a desistirem de correr, de ganhar a bola. Não passavam estupidamente a bola para trás, tentavam ultrapassar os adversários fintando, rodopiando, olhando para colocar a bola rapidamente num colega. Lembrei-me do FCPorto da última época, perguntando-me como foi possível mesmo assim chegar tão longe na Champions, com um futebol tão previsível e monótono. Será que Lopetegui terá a mesma opinião? Era bom que tivesse e fizesse alguma coisa para mudar, até porque penso que tem condições para vencer. Só depende dele. Mas o clube, é da responsabilidade de Pinto da Costa,e esse também tem de mudar. Ou se quiserem, voltar a ser o que foi.
Ontem assisti(mos) a um jogo espectacular entre duas equipas-selecções praticamente desconhecidas entre o Equador e a Bolívia. A equipa do Equador, que começou a segunda parte a perder por 3-0 foi um exemplo de garra e bom futebol, nem gostei que tivesse perdido, apesar de ter reduzido para 3-2. Os movimentos, as desmarcações eram constantes. Não vi ali jogadores a desistirem de correr, de ganhar a bola. Não passavam estupidamente a bola para trás, tentavam ultrapassar os adversários fintando, rodopiando, olhando para colocar a bola rapidamente num colega. Lembrei-me do FCPorto da última época, perguntando-me como foi possível mesmo assim chegar tão longe na Champions, com um futebol tão previsível e monótono. Será que Lopetegui terá a mesma opinião? Era bom que tivesse e fizesse alguma coisa para mudar, até porque penso que tem condições para vencer. Só depende dele. Mas o clube, é da responsabilidade de Pinto da Costa,e esse também tem de mudar. Ou se quiserem, voltar a ser o que foi.
15 junho, 2015
Churchill, e a plasticidade das suas frases históricas
Como ia dizendo, não me interessa nada a televisão que se faz em Lisboa, e ainda menos a programação política e os debates. É pura banha da cobra, de ranço e de tédio. Vejo de quando em vez "A Quadratura do Círculo", e o "Eixo do Mal", ambos na SIC, apesar de ali também ser proibido falar de descentralização, como não podia deixar de ser. Então de Regionalização, naquela e noutras estações da capital, é quase uma heresia. O certo, é que no Porto Canal do "anti-centralista" Pinto da Costa o desinteresse é o mesmo, ou pior.
O Porto Canal, aquele que por razões óbvias mais gostaria de acompanhar, insiste em afastar os espectadores, já que decidiu seguir pelo decadente caminho que o FCPorto dos tempos recentes parece querer trilhar, o que, diga-se de passagem, não pode ser simples coincidência... Tinha um programa interessante (Pólo Norte), e acabou com ele sem dizer água vai, água vem, ao grande público, e multiplicou a produção dos programas mais ordinários. Colocaram a Maria Cerqueira Gomes a entrevistar qualquer maltrapilho de Lisboa como se fosse a coisa mais importante do mundo para os portuenses, arriscando-se a perder uma grande profissional, para a transformar numa mocinha de recados bem remunerada. Enfim, sinais dos tempos...
O Porto Canal, aquele que por razões óbvias mais gostaria de acompanhar, insiste em afastar os espectadores, já que decidiu seguir pelo decadente caminho que o FCPorto dos tempos recentes parece querer trilhar, o que, diga-se de passagem, não pode ser simples coincidência... Tinha um programa interessante (Pólo Norte), e acabou com ele sem dizer água vai, água vem, ao grande público, e multiplicou a produção dos programas mais ordinários. Colocaram a Maria Cerqueira Gomes a entrevistar qualquer maltrapilho de Lisboa como se fosse a coisa mais importante do mundo para os portuenses, arriscando-se a perder uma grande profissional, para a transformar numa mocinha de recados bem remunerada. Enfim, sinais dos tempos...
Provavelmente, estarei a ser pessimista. Neste território sem país, haverá sempre quem defenda que antigamente era muito pior, que não havia Liberdade, nem Democracia, que agora sempre podemos "votar", etc. Há sempre quem se empenhe a dar corda à conversa dos profissionais da política, que lhes sirva de amplificador, é uma verdade. Duvido é que o façam gratuitamente ou por razões puramente ideológicas... Duvido, mesmo. Se quando falam de Liberdade tencionam reduzí-la à possibilidade de organizar movimentos, ou partidos políticos livres, até posso compreender, agora se me falarem também da liberdade de circulação garanto-lhes que no tempo da outra senhora nunca senti falta dela, quer para dentro como para fora do território. As fronteiras eram facilmente ultrapassáveis, porque o regime era burro, embora bronco e um tanto brutal. E quanto à organização político-partidária, está ainda por provar os seus efeitos práticos na vida dos cidadãos. Com a Democracia passa-se algo semelhante: ela não confere poder bastante aos eleitores para se livrarem dos políticos de carreira em tempo útil, e é demasiado permissiva com as ilegalidades (como hoje podemos comprovar). A Democracia é estável sim... mas só para os políticos.
Talvez seja também por essa razão que os políticos de agora adoram citar Churchill, embora esse entusiasmo traga sempre coladas grandes doses de inexactidão. Quando Churchill um dia afirmou que a Democracia era o pior de todos os regimes, excepto todos os outros, fê-lo num contexto muito específico, da segunda guerra mundial, em tempos já muito distantes. Por conseguinte, antes de citá-lo, certos senhores, deviam comparar os respectivos séculos (o de Churchill, com o nosso) para a seguir talvez se envergonharem.
Churchill foi, além de primeiro-ministro britânico, oficial do Exército, e acima de tudo um grande estadista para o seu tempo. Seria pois interessante (e já agora, muito democrático), que esses iluminados que a despropósito e abusivamente conspurcam o nome dos grandes Homens como ele, citando-o, que também citassem esta outra expressão muito sua:
"Só os fanáticos não mudam de ideias, nem de assunto".
Haverá frase que encaixe com tanta sublimidade na concepção de Democracia, como esta?
Talvez seja também por essa razão que os políticos de agora adoram citar Churchill, embora esse entusiasmo traga sempre coladas grandes doses de inexactidão. Quando Churchill um dia afirmou que a Democracia era o pior de todos os regimes, excepto todos os outros, fê-lo num contexto muito específico, da segunda guerra mundial, em tempos já muito distantes. Por conseguinte, antes de citá-lo, certos senhores, deviam comparar os respectivos séculos (o de Churchill, com o nosso) para a seguir talvez se envergonharem.
Churchill foi, além de primeiro-ministro britânico, oficial do Exército, e acima de tudo um grande estadista para o seu tempo. Seria pois interessante (e já agora, muito democrático), que esses iluminados que a despropósito e abusivamente conspurcam o nome dos grandes Homens como ele, citando-o, que também citassem esta outra expressão muito sua:
"Só os fanáticos não mudam de ideias, nem de assunto".
Haverá frase que encaixe com tanta sublimidade na concepção de Democracia, como esta?
13 junho, 2015
Amoralidade e embrutecimento
| David Pontes |
No último episódio transmitido de "A Guerra dos Tronos", havia uma cena horrível que o desenrolar da trama já fazia prever. Um pai, em busca de poder, aceita que a sua filha seja sacrificada numa fogueira sem fazer um gesto para o impedir. Confesso que só consegui ver esse trecho, sem som para calar os gritos da criança.
Eu sei que é só televisão, que é ficção e que um seguidor como eu da série devia estar habituado a cenas horripilantes e a um enredo em que o menos provável é que os bons e inocentes sobrevivam. Mas continuo a importar-me, como acho que é, no mínimo, razoável que nos interroguemos sobre o registo que seguem muitas das atuais séries que, como afirmava um articulista há pouco tempo no El País, têm "a mesma obscuridade, o mesmo cinismo ou niilismo".
Ele é "Walking Dead", em que um polícia vai perdendo gradualmente os seus princípios; "House of Cards", em que um manipulador e assassino chega a presidente dos Estados Unidos; "Breaking Bad", em que o herói é produtor e traficante de droga; e os exemplos podem prosseguir conforme os hábitos televisivos de cada um. Será que as séries nada mais fazem do que, à sua maneira, representar a "realidade", como, sobre este mesmo assunto, se interrogava um amigo no facebook?
Em parte será, estamos menos encantados com a ilusão, mas isso não nos deve impedir de questionar o estado das coisas, já que o Mal sempre existiu mas nem sempre fizemos dele o nosso herói. Como nos deve levar às perguntas seguintes, de saber se este padrão narrativo reflete ou contribui para uma sociedade entre o amoral e o embrutecido.
Não tenho respostas, mas não me faltam perguntas. O que dizer de uma sociedade que sem qualquer sobressalto pode ler o interrogatório de um ex-primeiro-ministro que está preso preventivamente? E o que achar quando as pessoas defendem que é normal, e sem necessidade de explicação, que entre um amigo e um ex-primeiro-ministro circulem muitos milhares de euros? Ou o que dizer quando um atual primeiro-ministro insiste em classificar de "mito urbano" aquilo que todos puderam ouvir e entender. Nada parece grave, nem a FIFA, nem Jogos Europeus numa ditadura, nem sequer a TAP vendida por menos dinheiro do que o Estado arrecadará se hoje houver um só finalista português no euromilhões.
São só perguntas eu sei, mas não coisa pequena quando a certeza que eu tenho é que cada vez são menos as hipóteses de eu repetir às minhas filhas: "não te preocupes é um filme americano, vai acabar bem".
12 junho, 2015
30º aniversário da adesão de Portugal à Europa comunitária, triste e depressivo
| Bandeira da U.E. |
À primeira impressão, perguntar se terá valido a pena confrontar regimes obsoletos, parece contraditório, quase uma declaração derrotista. Percebo que tenha deixado essa ideia, até porque os momentos que agora vivemos são tudo menos moralizantes, e eu não sou excepção, dentro do vasto número de portugueses decepcionados com o lindo serviço prestado pelos repugnantes donos disto tudo. Não sendo pois altura para ironizar, a verdade é que apregoar o velho recurso ao optimismo é o maior atestado de imbecilidade que alguém pode transmitir de si próprio. Sem negar o facto pouco brilhante de sermos os primeiros da lista dos países mais atrasados da Europa, o mundo, incluindo essa mesma Europa, outrora eixo da civilização, também não anda lá muito bem. Entramos na União Europeia, precisamente depois dessa instituição ter deixado de ser Comunidade Económica Europeia (CEE), conjuntamente com outros países, o que podia anunciar uma nova vocação ideológica virada mais para as pessoas e menos para as economias. Azar o nosso. Foi exactamente o contrário que aconteceu, a Europa esvaziou-se ideologicamente. Além de sermos um país ingovernável, temos a estrelinha da sorte arredia...
Mas, afinal, o que é que nós procuramos como povo? Que tipo de país e de gente almejamos ser? Saberemos nós separar o trigo do joio? Que políticas e políticos idealizamos? Do tipo "bom trafulha", porque tem arte e engenho para me dar a mim (indivíduo) aquilo que nega a outros (comunidade), ou queremos gente séria em que possamos confiar e que trate todos com o mesmo respeito?
Há quem considere normal que um político minta, e o mal começa logo por aí, pela habituação às coisas mais aberrantes. Não senhor, um político respeitável, não pode, não deve mentir. Há momentos na vida de todos nós, que para não melindrarmos alguém, podemos omitir determinadas coisas sem gravidade, mas aceitar a mentira como prática corrente "normalizada", é desistir à partida da verdade, que vale o mesmo por dizer, é renunciar a uma sociedade de valores éticos...
Estamos a aproximar-nos de um novo acto eleitoral. Continuamos a dar mais importância às consequências nefastas do centralismo no futebol e no desporto em geral, que no centralismo político e social. Basta ler os comentários das redes sociais e dos blogues para perceber a angústia dos portistas clamando por lideranças fortes para o clube, como se esperassem encontrar aí a solução para todos os outros problemas. Não há meio de passarem do queixume pela falta de liderança à acção pessoal, ou pelo menos, à cooperação com propostas de outrem. Só detectam obstáculos, não ousam arriscar. Mesmo com eleições à porta, será improvável que o Porto e o Norte se distingam por uma abstenção esmagadora ou pela subida surpreendente dos votos em branco. Por incrível que pareça haverá quem mesmo assim vá a votos. E contudo, é o Norte, a região mais pobre da actual União Europeia... Fará algum sentido que tudo isto continue a acontecer?
Há quem considere normal que um político minta, e o mal começa logo por aí, pela habituação às coisas mais aberrantes. Não senhor, um político respeitável, não pode, não deve mentir. Há momentos na vida de todos nós, que para não melindrarmos alguém, podemos omitir determinadas coisas sem gravidade, mas aceitar a mentira como prática corrente "normalizada", é desistir à partida da verdade, que vale o mesmo por dizer, é renunciar a uma sociedade de valores éticos...
Estamos a aproximar-nos de um novo acto eleitoral. Continuamos a dar mais importância às consequências nefastas do centralismo no futebol e no desporto em geral, que no centralismo político e social. Basta ler os comentários das redes sociais e dos blogues para perceber a angústia dos portistas clamando por lideranças fortes para o clube, como se esperassem encontrar aí a solução para todos os outros problemas. Não há meio de passarem do queixume pela falta de liderança à acção pessoal, ou pelo menos, à cooperação com propostas de outrem. Só detectam obstáculos, não ousam arriscar. Mesmo com eleições à porta, será improvável que o Porto e o Norte se distingam por uma abstenção esmagadora ou pela subida surpreendente dos votos em branco. Por incrível que pareça haverá quem mesmo assim vá a votos. E contudo, é o Norte, a região mais pobre da actual União Europeia... Fará algum sentido que tudo isto continue a acontecer?
08 junho, 2015
07 junho, 2015
05 junho, 2015
04 junho, 2015
O PORTO A FERRO E FOGO HÁ 88 ANOS...
03 junho, 2015
Jornal Porto24, agora semanário em papel
O Porto24 deu o “salto” para o papel e passa a ter edição impressa. A periodicidade é semanal e a nova ‘plataforma’ do jornal nascido em 2010 chega às bancas dos quiosques da Área Metropolitana do Porto já na próxima sexta-feira.
O “salto” dá-se por um conjunto de fatores, a começar por uma parceria com a equipa do Semanário Atlântico, que saiu pela última vez na última sexta-feira e contou com 19 edições. Segundo a diretora do Porto, Ana Isabel Pereira, o novo projeto surge também de um desejo que vinha sendo acalentado há cerca de 2 anos de passar para o papel o Porto24.
O novo P24 – como é também conhecido – dará destaque a informação dos concelhos do Porto, de Matosinhos, de Gaia e de Gondomar, como vem, de resto, acontecendo no formato online. O novo semanário custará um euro e terá 32 páginas, com impressão a cores. A primeira edição terá uma tiragem de 6.000 exemplares a distribuir pela Área Metropolitana do Porto (AMP).
“O Porto24 em papel é complementar, não vamos duplicar conteúdos”, explica Ana Isabel Pereira, acrescentando que o P24 online se manterá como até aqui, “com a espuma dos dias, informação diária publicada o mais rápido possível e o mais completo possível”. A única diferença é que se completará com a edição impressa, que, acreditam os responsáveis pelo jornal, trará, por seu turno, maior prestígio e credibilidade ao órgão de comunicação – o único do género na cidade do Porto.
Aproveitando os recursos humanos do extinto Semanário Atlântico, o Porto24 conta com 4 pessoas na redação, mais 4 colaboradores externos.
Questionada sobre o investimento, a diretora do Porto24 refere que este é “um projeto contido e cauteloso em termos financeiros”, contando com a publicidade como principal modelo de negócio.
Para além da aposta na diferença no tratamento do que é a atualidade local – na Atualidade, não serão distinguidas secções como a Cultura ou o Desporto –, haverá 2 páginas dedicadas à Inteligência, que é como quem diz notícias sobre “startups, novos negócios, gadgets, universidades e investigação”.
O jornal trará a Opinião de figuras como o vereador do PSD na Câmara do Porto Ricardo Valente, o psicólogo e escritor Luís Fernandes, o diretor de programas do Porto Canal, Paulo Ferreira, ou o presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, Manuel Pinheiro.
As páginas centrais ficam reservadas para “reportagens de fundo ou entrevistas”, seguindo-se a segunda grande aposta do novo Porto24: a Praça, secção na qual se publicará informação sobre “Comes & Bebes”, “Artes”, “Compras” “Corpo & Mente” e “Em Família”. O semanário terá ainda uma página dedicada a personagens da cidade – o espaço “Gentes” – e um cantinho dedicado à “Memória”, secção que já existe e tem destaque no formato online.
Jornalista desde 2004, Ana Isabel Pereira, que começou a trabalhar no extinto O Comércio do Porto, espera que o semanário Porto24, detido por uma startup incubada no Pólo de Indústrias Criativas do UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, consiga “chegar a públicos diferentes” na AMP.
Nota de RoP:
A ousadia, a par da originalidade, anda há muito arredia desta cidade, em matéria de informação. Por isso, não espero grandes surpresas na forma de fazer jornalismo neste país.. Se anda toda a gente com medo, por que é que os jornalistas hão-de ser execepção? Coitadinhos, eles precisam muito de sustentar a família, blá-blá-blá...
Mas, como costumo dizer, quero muito estar enganado. Portanto, ver para crer. Na 6ª. feira vou ver como é, para contar como foi. Até porque agora deixei de ler o JN.
Porto, um passado que envergonha o presente
Clicar nas imagens para ampliar
Nota de RoP:
O tempo trás sempre consigo grandes verdades. A mais gritante, no contexto actual, reforça a convicção de que, ignorar o passado, compromete o presente e prolonga a realização do futuro. Gostava muito de ver em todos os nortenhos - e porque se trata aqui do Porto -, nos portuenses em particular, investirem na vida pública (não me estou a referir à política partidária) o que investem no futebol. Às vezes, fico com a ideia que esperam de um clube o que só a eles diz respeito. É uma tristeza.
02 junho, 2015
01 junho, 2015
Recordar o Porto insubmisso é preciso
À falta de líderes, restam as causas. A partir de hoje, tentarei publicar algumas páginas do extinto (mais um) jornal portuense "O Primeiro de Janeiro" de várias crónicas de António Borges, sobre a revolução falhada de 03 de Fevereiro de 1927, contra o caduco regime ditatorial. Espero que consigam lê-las e que compreendam a deficiente qualidade das imagens. Os jornais datam de 1977 e pertenciam ao meu falecido pai, um grande republicano, e democrata. Por isso, espero que compreendam. Para não vos maçar, publicarei, aliás, tal como o jornal, um por dia. Espero que gostem, e que avaliem a irreverência e a valentia de outrora, e a confrontem com o conformismo vergonhoso de agora.
Clicar sobre as imagens para ampliar |
29 maio, 2015
Um conjunto de militares na reforma vão hoje ao Palácio de Belém entregar medalhas ganhas na guerra colonial como forma de protesto pela promulgação do novo Estatuto dos Militares.
| Encavacado? |
Um conjunto de militares na reforma dos três ramos das Forças Armadas entregam esta sexta-feira ao Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas as medalhas ganhas em combate na guerra colonial, como forma de protesto pela promulgação do Estatuto dos Militares.
“Este ato tem um significado importantíssimo para os militares pois são medalhas ganhas em situações de guerra. Alguns podiam não estar cá hoje”, afirmou ao Observador o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, coronel Pereira Cracel.
O Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR) foi publicado em Diário da República esta sexta-feira, depois de promulgação do Presidente, e é considerado pelos militares como “uma tragédia”. Entre outras medidas, prevê que a idade de passagem à reforma suba dos 65 para os 66 anos, condições mais apertadas para pedir a passagem à reserva, alteração da percentagem de bonificação do tempo de serviço de 15% para 10% e aumento dos tempos mínimos de permanência para a promoção vão ser aumentados em alguns postos.
A AOFA diz que o ato de hoje é “simbólico, em nome dos oficiais, dos outros militares e dos antigos combatentes, em todas as situações, muitos deles sem poderem exprimir o que lhes vai na alma devido às restrições a que são sujeitos os seus direitos de cidadania, no dia em que foi publicada a revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas”.
“Fazem-no, dando público testemunho do sentimento de profundo descontentamento que essa revisão vem provocar e alertando para as consequências não negligenciáveis sobre as próprias Forças Armadas, de que o Presidente da República é, por inerência, o Comandante Supremo”, acrescenta.
27 maio, 2015
PORTO CONTRIBUI COM 20.000 ÁRVORES PARA O “FUTURO” DA ÁREA METROPOLITANA
“É o contributo que a Câmara Municipal do Porto dá ao “Futuro – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto”, destacou o vereador da Inovação e Ambiente Filipe Araújo durante a cerimónia que assinalou o transplante no Viveiro Municipal.
Trinta mil plantas de espécies nativas foram semeadas há seis meses nas estufas do Viveiro Municipal onde se desenvolveram 20.000 plantas, 17.000 das quais foram agora transplantadas para os canteiros exteriores.
Estes exemplares de amieiros, sobreiros, pilriteiros, azevinhos, medronheiros, carvalhos, bétulas e freixos serão depois usados para criar florestas urbanas nativas nos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto.
“O que queremos na região é criar e manter bosques de floresta nativa e criar espaços para um turismo ecológico de qualidade”, assinalou Marta Pinto, coordenadora do projeto do CRE.Porto – Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto.
O projeto, que visa ainda melhorar a qualidade do ar e a qualidade de vida dos cidadãos, arrancou em outubro de 2011 e até ao momento foram plantadas 60.000 árvores com a colaboração de 40 instituições, 200 técnicos, mais de 8.000 participações voluntárias em 28.000 horas de voluntariado oferecidas por cidadãos da região.
A Câmara do Porto colabora com o projeto “Futuro” através da cedência de área útil e recursos logísticos e humanos do seu véu viveiro municipal para a produção de árvores e arbustos nativos que serão plantados em toda a Área Metropolitana do Porto até 2017.
No viveiro de árvores do “Futuro” colaboram também a Universidade Católica Portuguesa, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, a Lipor e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Paralelamente, o projeto das 100.000 árvores está a promover as “Rotas das Árvores e Florestas da Área Metropolitana do Porto” que convida os interessados a descobrir “os mistérios destes gigantes seculares” da região.
(Porto24)
26 maio, 2015
Não progredimos nada!
Insisto em publicar mais um trecho do livro que acabei de ler, "Uma geração traída" de Sarmento Pimentel, herói da luta republicana, contra a ditadura de Salazar e Caetano, para que os leitores possam confirmar que o 25 de Abril pouco ou nada serviu para mudar as mentalidades tacanhas e oportunistas dos políticos portugueses. O livro foi publicado em 1976 e a entrevista foi concluída a seguir ao 25 de Novembro de 1975.
Pergunta de NL:
E que pensa da informação, da imprensa, e dos outros órgãos de comunicação social?
Resposta de SP:
De um modo geral (estávamos no Outono de 1975), antes da viragem do 25 de Novembro), em vez da objectividade e da independência que era de esperar, verifico que manipulam a informação ao sabor das ideologias dos partidos que dominam os jornais e das pessoas que os orientam, dando ao povo uma imagem incorrecta da democracia, cheia de luz artificial e difusa, que não deixa distinguir a verdade das falsas ideias claras que se empenham em propagar. Dá-se este absurdo, impossível em qualquer país, por mais socialista ou democrático que se conceba:
o Governo a alimentar, a pagar regiamente aos seus detractores, para o insultarem, para incitarem à desordem ao golpismo, para denunciarem comprometidos da direita ou revolucionários da esquerda, difamando, caluniando, mentindo, criando um ambiente que compromete a estabilidade política e mina a confiança nos governantes. Isto acaba no dia em que o Governo se decidir a cortar o mal pela raiz, a deixar de alimentar os mentores de certo jornalismo e a cobrir os défices fabulosos de certos jornais.
Nota de RoP:
Houve um determinado momento, após os primeiros excessos resultantes da euforia do 25 de Abril, que, entre muitas outras coisas, se impunha reformular a ordem social, mas não foi isso que aconteceu. Mário Soares, em vez de o fazer, deixou-se embriagar de Liberdade e esqueceu-se de governar, de pensar o país. Mas não foi o único. Para muitos, recém convertidos à democracia, a atitude de Mário Soares até lhes serviu de embalagem para a louca maratona de desmazelo e irresponsabilidade a que ainda hoje temos de assistir.
Nunca acreditei que desautorizar publicamente um agente da autoridade fosse um bom exemplo de cidadania numa democracia, e o resultado é o que sabemos. Nem nos respeitam, nem se respeitam a si próprios, os políticos, claro.
25 maio, 2015
Hábitos ditatoriais que o 25 de Abril não aboliu, ou...
... consciências pesadas? Lá diz o povo: quem tem cu, tem medo.
24 maio, 2015
Mais do mesmo
Esta faceta de PC dar uma no cravo e duas na ferradura, para falar de colaboradores, é nova, e só serve para esvaziar ainda mais o conteúdo das suas declarações. Ao afirmar que Lopetegui se devia resguardar, está, sem se dar conta, a contradizer-se, a refrescar a memória aos portistas da época de silêncio a que se votou, que aliás, pode ter estado na origem do protagonismo de Lopetegui em assuntos que só ao presidente diziam respeito, e que este sempre se recusou assumir. Por outro lado, também podemos interpretar as críticas ao treinador, como uma confissão pública de que optou pela táctica do "come e cala", em futuros abusos da concorrência e da comunicação social, o que me parece inacreditável. Além de mais, está indirectamente a dar razão àqueles que passaram a época a atacar o treinador, lançando-lhe todo o tipo de acusações, logo, a desautorizá-lo. Isto, é tudo menos dar-lhe apoio.
De resto, não falou do colinho dado pelas arbitragens ao principal rival de Lisboa, talvez quem sabe por não encontrar razões para tal, à excepção, claro, de 99,9% dos portistas... Preocupou-se muito com a desistência de Figo à presidência da FIFA, com Fernando Gomes da FPF, que aliás foi seu colaborador de muitos anos, e de João Vieira Pinto por ter agredido um árbitro, e insistiu que a provável saída de Jackson só se concretizará se a clausula de rescisão for coberta. Falou vagamente de centralismo, com a mesma convicção e objectividade, aliás, do Porto Canal e do Jornal de Notícias... De resto, tudo declarações pouco relevantes, porque tardias e inconsequentes, que se afastam dos interesses reais do nosso clube, e de uma verdadeira política de comunicação de que carece. Disso, ele não falou, precisamente a parte que podia interessar aos adeptos mais atentos.
Querem saber se estou confiante neste novo "rosto" de Pinto da Costa? Não, não estou! Mas, adorava enganar-me e poder um dia concluir que tudo não passou de um percalço, de uma distracção pontual (cara).
De resto, não falou do colinho dado pelas arbitragens ao principal rival de Lisboa, talvez quem sabe por não encontrar razões para tal, à excepção, claro, de 99,9% dos portistas... Preocupou-se muito com a desistência de Figo à presidência da FIFA, com Fernando Gomes da FPF, que aliás foi seu colaborador de muitos anos, e de João Vieira Pinto por ter agredido um árbitro, e insistiu que a provável saída de Jackson só se concretizará se a clausula de rescisão for coberta. Falou vagamente de centralismo, com a mesma convicção e objectividade, aliás, do Porto Canal e do Jornal de Notícias... De resto, tudo declarações pouco relevantes, porque tardias e inconsequentes, que se afastam dos interesses reais do nosso clube, e de uma verdadeira política de comunicação de que carece. Disso, ele não falou, precisamente a parte que podia interessar aos adeptos mais atentos.
Querem saber se estou confiante neste novo "rosto" de Pinto da Costa? Não, não estou! Mas, adorava enganar-me e poder um dia concluir que tudo não passou de um percalço, de uma distracção pontual (cara).
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