- Quantas vezes vai o CR7 agora CR9, à sanita?
- Quantas vezes o CR9 sacode a pilinha depois de fazer xixi?
- De que côr são as cuecas do CR9?
- Usa boxers, ou biquini?
- Quantas voltas na cama dá CR9, antes de adormecer?
- Qual é a relação do sucesso do CR9, com o PIB nacional?
- Quanto vai ganhar Portugal com as vitórias do Real Madrid do CR9?
- Qual a percentagem [e identificação] de mulheres casadas c/ jornalistas portugueses que fizeram (e fazem) a cobertura à mediática transferência do CR9, que estariam dispostas a pôr-lhes os corninhos com o galáctico, só para conseguirem um autógrafo?
- Quantos e quais desses profissionais da comunicação fariam publicidade a tamanha façanha, em cumprimento e dever do interesse público?
- Quantos deles estarão dispostos a partir para Madrid, a naturalizarem-se madrilenhos e a deixarem-nos à vontade para criar um novo(velho) país, com o mesmo nome, mas com a letra no sítio certo: Portogal?
07 julho, 2009
10 perguntas inocentes para medir o órgulho pátrio
As "loucuras" que deixam Lisboa em extase
Clicar sobre a imagem para ler

Nota positiva para o jornal Público por se ter preocupado em reprovar os excessos pornográficos das televisões [ditas] portuguesas c/ o folclore patrioteiro do Ronaldo.
De manifestações de gentinha atrasada, volúvel, gabarola e nauseabunda, começamos nós a ficar fartos, e não faço ideia até onde pode chegar a nossa capacidade de tolerância. Essa gentinha ou gentalha [já nem sei bem como definir o tipo], é contudo, gente influente, com dinheiro, e poderes [media], para alienar uma larga margem de população vulnerável a este género de propaganda.
De manifestações de gentinha atrasada, volúvel, gabarola e nauseabunda, começamos nós a ficar fartos, e não faço ideia até onde pode chegar a nossa capacidade de tolerância. Essa gentinha ou gentalha [já nem sei bem como definir o tipo], é contudo, gente influente, com dinheiro, e poderes [media], para alienar uma larga margem de população vulnerável a este género de propaganda.
Verdadeiramente preocupante, é que esta gentalha bronca e poderosa, não tem um Governo composto por homens de dimensão superior, à altura de lhes travar o passo e puxar as orelhas.
São, como diz o povo, farinha do mesmo saco, ou ainda pior. O único «mérito» que se lhes pode atribuir, é serem excelentes actores, mas no local errado, que são os palcos do Teatro. As aparências ainda iludem, não podem é ser duradoiras, e desta vez estão a durar demais.
O facto, é que podem continuar a causar graves danos para o país, e torná-lo ingovernável, como aliás, já está a acontecer.
O que podemos nós fazer para sair rapidamente deste saco de oxigénio poluído, antes que nos contamine e sufoque a todos?
06 julho, 2009
Tenho vergonha!
Perante tamanha palhaçada, gentilmente servida pela comunicação social lisboeta, bacôca, atrasada, bajuladora e patética, com a apresentação do Ronaldo aos adeptos do Real Madrid, só me ocorre dizer, isto:
PORTUGAL, NÃO TEM FUTURO, PORTUGAL É UM CANO DE ESGÔTO A CÉU ABERTO!
Hoje, não tenho pachôrra para falar de coisas sérias. Desculpem-me.
05 julho, 2009
Reagindo à mesquinhez e contas de mercearia
Mesquinhez e contas de mercearia mais uma vez. O problemático é a vossa incapacidade de perceber que existem duas situações que beneficiam claramente o Grande Porto.
A primeira é a actual: como não existe qualquer entidade regionalizada, o grande Porto faz valer o seu peso no todo nacional e legitimamente obtém o máximo que puder para si do estado central. No quadro actual o Grande Porto não tem qualquer obrigação para com os outros. Não é capital de nada nem existe qualquer governo regional lá sedeado. Não está obrigado a prestar contas ao “Norte” nem lhe deve sequer qualquer solidariedade institucional. Vivemos no salve-se quem puder perante a discricionariedade do estado central e os mais fortes fazem-se valer. É a vida e a culpa é de todos os que rejeitaram a regionalização em 98.
A segunda situação que beneficiará o Grande Porto será uma regionalização que o exclua da Região Norte, ou, noutra hipótese do Entre-Douro-e-Minho. Neste caso, desenganem-se os que julgam que o Grande Porto se ficasse pelo milhão e duzentos mil habitantes da actual NUTIII, 34% da população a Norte. Áreas como todo o Entre-Douro-Vouga, Vale do Sousa e Tâmega jamais aceitariam ficar fora duma região que não incluísse a AM Porto. Não podem ser consideradas regiões rurais, têm afinidade com o Grande Porto e, além disso, não são parvos e pretenderiam beneficiar da dinâmica económica e da força política duma grande área metropolitana com 57% da população de toda a Região Norte. Restaria Trás-Os-Montes e Alto Douro e o Minho - aqui provavelmente até amputado de alguns concelhos mais a sul e fronteiriços à AMP pelas mesmas razões adiantadas acima. Mas enfim, seria a glória na terra dum certo caciquismo bracarense que reinaria inchado sobre a miséria.
Existindo o livre arbítrio, cada um tem a sorte que merece.
Pergunta que se impõe: Rui Rio neste caso fez o seu trabalho. Outros além de Rui Rio, como Rui Moreira e várias personalidades do Porto fizeram o seu trabalho no caso da Ryanair e do Aeroporto. Que fez Braga além das bacoradas do Mesquita e das discussões blogueiras sobre o “Kadhaffi dos Pneus”?
A primeira é a actual: como não existe qualquer entidade regionalizada, o grande Porto faz valer o seu peso no todo nacional e legitimamente obtém o máximo que puder para si do estado central. No quadro actual o Grande Porto não tem qualquer obrigação para com os outros. Não é capital de nada nem existe qualquer governo regional lá sedeado. Não está obrigado a prestar contas ao “Norte” nem lhe deve sequer qualquer solidariedade institucional. Vivemos no salve-se quem puder perante a discricionariedade do estado central e os mais fortes fazem-se valer. É a vida e a culpa é de todos os que rejeitaram a regionalização em 98.
A segunda situação que beneficiará o Grande Porto será uma regionalização que o exclua da Região Norte, ou, noutra hipótese do Entre-Douro-e-Minho. Neste caso, desenganem-se os que julgam que o Grande Porto se ficasse pelo milhão e duzentos mil habitantes da actual NUTIII, 34% da população a Norte. Áreas como todo o Entre-Douro-Vouga, Vale do Sousa e Tâmega jamais aceitariam ficar fora duma região que não incluísse a AM Porto. Não podem ser consideradas regiões rurais, têm afinidade com o Grande Porto e, além disso, não são parvos e pretenderiam beneficiar da dinâmica económica e da força política duma grande área metropolitana com 57% da população de toda a Região Norte. Restaria Trás-Os-Montes e Alto Douro e o Minho - aqui provavelmente até amputado de alguns concelhos mais a sul e fronteiriços à AMP pelas mesmas razões adiantadas acima. Mas enfim, seria a glória na terra dum certo caciquismo bracarense que reinaria inchado sobre a miséria.
Existindo o livre arbítrio, cada um tem a sorte que merece.
Pergunta que se impõe: Rui Rio neste caso fez o seu trabalho. Outros além de Rui Rio, como Rui Moreira e várias personalidades do Porto fizeram o seu trabalho no caso da Ryanair e do Aeroporto. Que fez Braga além das bacoradas do Mesquita e das discussões blogueiras sobre o “Kadhaffi dos Pneus”?
04 julho, 2009
Falta de lastro: intelectual, político e vivencial
A propósito deste e deste posts de um inefável bloguista cá da paróquia, com sintomas evidentes e graves duma doença muito em voga entre os serventuários do centralismo -a portofobia-, publiquei (espero eu) lá na coisa o seguinte comentário:
"Para começar, o "Diário de Lisboa" já existiu e ainda há bem pouco tempo existia uma publicação chamada "A capital" e não há memória de alguém se ter incomodado com isso no Porto. Aliás, com fecho contemporâneo ao da "A capital" foi o "Comércio do Porto" e também não me lembro de alguém se ter incomodado com tal título em Lisboa. Enfim, as insuficiências intelectuais, os preconceitos e os complexos de inferioridade de alguns "blogueiros" já fazem parte da paisagem cibernética há muito. É a vida, temos que conviver urbanamente e democraticamente com isso. Não é uma questão de falta de chá: o que falta mesmo é lastro. E esse só se ganha com o passar do tempo.
Vá lá, alguma coisa sobre a Ryanair, mesmo com assinalável atraso e após "motor de arranque". Mais vale tarde do que nunca.
Só mais uma informação: O grupo Lena não prepara o lançamento do semanário "Grande Porto". Já o lançou. Foi publicado ontem o 1º número. E embora eu tenha algumas críticas pessoais ao modo como o projecto está a ser lançado, no seu editorial leio que é um jornal semanário que se dirige essencialmente ao Grande Porto e priviligiará naturalmente a Região Norte. Não há nada de criticável nisso. É uma iniciativa privada, o dinheiro é deles, fazem o que querem dele. Ponto.
P.S. - se é um facto inquestionável que o Porto não deve nem pode arrogar-se como o exclusivo defensor e representante do "Norte", muito menos podem certos plumitivos de Braga fazer o mesmo em relação ao Minho. A sua influência não chega sequer a Barcelos, muito menos a Guimarães, Viana então já fica noutro continente. Aliás, o Minho não existe, é apenas o nome de um rio, é uma invenção salazarista com objectivos óbvios: criar o divisionismo. As províncias históricas e tradicionais desta região são o Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro. Trofa St. Tirso e S. Romão do Coronado e Felgueiras são tão Minho como Vila Verde, Maximinos ou Darque. Excepto na cabecinha de alguns que sonham um dia subir ao lugar de cacique municipal."
"Para começar, o "Diário de Lisboa" já existiu e ainda há bem pouco tempo existia uma publicação chamada "A capital" e não há memória de alguém se ter incomodado com isso no Porto. Aliás, com fecho contemporâneo ao da "A capital" foi o "Comércio do Porto" e também não me lembro de alguém se ter incomodado com tal título em Lisboa. Enfim, as insuficiências intelectuais, os preconceitos e os complexos de inferioridade de alguns "blogueiros" já fazem parte da paisagem cibernética há muito. É a vida, temos que conviver urbanamente e democraticamente com isso. Não é uma questão de falta de chá: o que falta mesmo é lastro. E esse só se ganha com o passar do tempo.
Vá lá, alguma coisa sobre a Ryanair, mesmo com assinalável atraso e após "motor de arranque". Mais vale tarde do que nunca.
Só mais uma informação: O grupo Lena não prepara o lançamento do semanário "Grande Porto". Já o lançou. Foi publicado ontem o 1º número. E embora eu tenha algumas críticas pessoais ao modo como o projecto está a ser lançado, no seu editorial leio que é um jornal semanário que se dirige essencialmente ao Grande Porto e priviligiará naturalmente a Região Norte. Não há nada de criticável nisso. É uma iniciativa privada, o dinheiro é deles, fazem o que querem dele. Ponto.
P.S. - se é um facto inquestionável que o Porto não deve nem pode arrogar-se como o exclusivo defensor e representante do "Norte", muito menos podem certos plumitivos de Braga fazer o mesmo em relação ao Minho. A sua influência não chega sequer a Barcelos, muito menos a Guimarães, Viana então já fica noutro continente. Aliás, o Minho não existe, é apenas o nome de um rio, é uma invenção salazarista com objectivos óbvios: criar o divisionismo. As províncias históricas e tradicionais desta região são o Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro. Trofa St. Tirso e S. Romão do Coronado e Felgueiras são tão Minho como Vila Verde, Maximinos ou Darque. Excepto na cabecinha de alguns que sonham um dia subir ao lugar de cacique municipal."
Piruetas
Henrique Raposo, cronista do Expresso, no passado dia 20 de Junho escrevia no seu blogue um texto apologista da ligação TGV Lisboa-Madrid e apelidava de “grã-finismo tonto” a ligação Lisboa-Porto. O homem ia mais longe (efeitos com certeza da velocidade estonteante deste tipo de comboios) e falava até de um TGV Lisboa-Lyon. Do seu texto transcrevo as seguintes frases que me parecem resumir o pensamento do citado sobre o assunto.
“Parece-me evidente que Portugal precisa de uma Ligação de TGV à Europa. Lisboa - Madrid é precisa. Já me parece novoriquismo a ligação Lisboa-Porto.”
“Mas a questão continua a ser a mesma: temos dinheiro para o fazer nos próximos anos? A dívida externa passou de 14% do PIB, em 1999, para 100%, em 2008. Saber esperar é uma virtude. E saber as prioridades também. Lisboa/Madrid é necessário. Lisboa/Porto é grã-finismo tonto.”
Numa breve troca de emails fiz-lhe ver que, além do facto dos TGV’s serem competitivos apenas para distâncias de 500 a 700 km e tempos de viagem até 3 horas – Lisboa-Lyon é lirismo -, o traçado proposto era uma aberração que deixava mais de metade de Portugal de fora, pois ninguém de Braga ou do Porto estaria disposto a descer de comboio 350 km para sul, 200 para leste atravessando o Alentejo e, depois, mais 400 km para nordeste em direcção a Madrid. Isto é, uns absurdos 400 km suplementares quando afinal Madrid se situa à latitude de Coimbra (dado desconhecido lá para o sul) e a escassos 500 km desta região que vai do Minho até Coimbra. Provei-lhe também que os próprios estudos da Rave provavam que o corredor Grande Porto e Norte Litoral – Madrid teria mesmo maior procura que o corredor Lisboa-Évora-Badajoz-Madrid tanto em passageiros como em mercadorias. Mais importante ainda: informei-o que o corredor Lisboa-Porto seria mesmo o único que poderia gerar tráfego suficiente para se auto sustentar. A isto respondeu-me que defendia o TGV Lisboa-Madrid não por causa de quem “vai daqui para lá, mas quem vem de lá para cá”. A isto questionei-o se “quem vem de lá para cá” seria suficiente para pagar tal quimera. Até hoje não obtive resposta.
Mas verdadeiramente espantoso foi ler a crónica de Henrique Raposo no Expresso do passado dia 27 de Junho. Passados apenas 7 dias, sem qualquer explicação prévia, o TGV passou a ser “uma mania sem valor acrescentado” e o que era bom era o eterno elefante branco de Sines e o novel aeroporto de Beja - mais um elefante branco em perspectiva que se arrisca a ser inaugurado em Setembro sem qualquer contrato firmado*. Lá pelo meio faz inclusivamente analogias com D. Quixote e Sancho Pança e postula que Sines poderá mesmo competir com as “Roterdões” lá do norte da Europa. Como se alguém da Ásia ou da América com mercadorias destinadas ao centro e norte do velho continente as fosse descarregar em Sines e embarcá-las num comboio para percorrerem 2 a 3 mil km por terra. O comboio é competitivo em terra, mas havendo mar o transporte marítimo é mesmo o mais competitivo dos transportes no que respeita a mercadorias. Quixotismos à parte, é impressionante os mortais triplos à retaguarda que certos plumitivos são capazes de fazer para defenderem o seu provincianismo cego. Provinciano é garantidamente aquele que é incapaz de ver para além das fronteiras da sua província.
* Em relação a este assunto, e pelo discurso que ouvi ontem ao responsável da Ryanair, desconfio que uma das contrapartidas dadas pelos irlandeses será mesmo alguns voos a partir de Beja.
“Parece-me evidente que Portugal precisa de uma Ligação de TGV à Europa. Lisboa - Madrid é precisa. Já me parece novoriquismo a ligação Lisboa-Porto.”
“Mas a questão continua a ser a mesma: temos dinheiro para o fazer nos próximos anos? A dívida externa passou de 14% do PIB, em 1999, para 100%, em 2008. Saber esperar é uma virtude. E saber as prioridades também. Lisboa/Madrid é necessário. Lisboa/Porto é grã-finismo tonto.”
Numa breve troca de emails fiz-lhe ver que, além do facto dos TGV’s serem competitivos apenas para distâncias de 500 a 700 km e tempos de viagem até 3 horas – Lisboa-Lyon é lirismo -, o traçado proposto era uma aberração que deixava mais de metade de Portugal de fora, pois ninguém de Braga ou do Porto estaria disposto a descer de comboio 350 km para sul, 200 para leste atravessando o Alentejo e, depois, mais 400 km para nordeste em direcção a Madrid. Isto é, uns absurdos 400 km suplementares quando afinal Madrid se situa à latitude de Coimbra (dado desconhecido lá para o sul) e a escassos 500 km desta região que vai do Minho até Coimbra. Provei-lhe também que os próprios estudos da Rave provavam que o corredor Grande Porto e Norte Litoral – Madrid teria mesmo maior procura que o corredor Lisboa-Évora-Badajoz-Madrid tanto em passageiros como em mercadorias. Mais importante ainda: informei-o que o corredor Lisboa-Porto seria mesmo o único que poderia gerar tráfego suficiente para se auto sustentar. A isto respondeu-me que defendia o TGV Lisboa-Madrid não por causa de quem “vai daqui para lá, mas quem vem de lá para cá”. A isto questionei-o se “quem vem de lá para cá” seria suficiente para pagar tal quimera. Até hoje não obtive resposta.
Mas verdadeiramente espantoso foi ler a crónica de Henrique Raposo no Expresso do passado dia 27 de Junho. Passados apenas 7 dias, sem qualquer explicação prévia, o TGV passou a ser “uma mania sem valor acrescentado” e o que era bom era o eterno elefante branco de Sines e o novel aeroporto de Beja - mais um elefante branco em perspectiva que se arrisca a ser inaugurado em Setembro sem qualquer contrato firmado*. Lá pelo meio faz inclusivamente analogias com D. Quixote e Sancho Pança e postula que Sines poderá mesmo competir com as “Roterdões” lá do norte da Europa. Como se alguém da Ásia ou da América com mercadorias destinadas ao centro e norte do velho continente as fosse descarregar em Sines e embarcá-las num comboio para percorrerem 2 a 3 mil km por terra. O comboio é competitivo em terra, mas havendo mar o transporte marítimo é mesmo o mais competitivo dos transportes no que respeita a mercadorias. Quixotismos à parte, é impressionante os mortais triplos à retaguarda que certos plumitivos são capazes de fazer para defenderem o seu provincianismo cego. Provinciano é garantidamente aquele que é incapaz de ver para além das fronteiras da sua província.
* Em relação a este assunto, e pelo discurso que ouvi ontem ao responsável da Ryanair, desconfio que uma das contrapartidas dadas pelos irlandeses será mesmo alguns voos a partir de Beja.
03 julho, 2009
Pedreira da Trindade na mão dos credores
À ATENÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO E SUAS EMPRESAS
Como ainda não está online o semanário Grande Porto não é possível estabelecer links da notícia, por isso limito-me a fazer um pequeno comentário à falência do Shopping Trindade Domus Gallery [na antiga pedreira da Trindade], à qual só escaparam um supermercado (por sinal bom), uma cafetaria e uma loja de artigos para cabeleireiro.
Insisto que, até prova em contrário, toda e qualquer iniciativa com vista a dinamizar a vida e a economia do centro histórico do Porto, nunca terá o sucesso esperado sem uma grande e séria requalificação da urbanização residencial. Nem sequer me atrêvo, por respeito a mim próprio e por muita gente que pensa como eu, a chamar requalificação urbana aos biscates avulsos e mal acabados que com dificuldade se podem ver, e o que se vê em muito edifícios com sinais de estarem a ser recuperados, são os painéis de publicidade à Câmara, sem ninguém lá dentro a trabalhar... Eu não compraria [a não ser para especular], uma casa recuperada da Baixa para residir se tivesse ao lado todas as outras a caírem de podres, ainda por cima, sem lugar de garagem, maus acabamentos e a preços portugueses, ou seja, especulativos.
Por esta razão, considero que a ideia de ali instalar uma Loja do Cidadão parece-me a mais viável e de maior utilidade pública, tanto devido à localização, como às características [Dimensão] do edifício. Plantar Shoppings, Hotéis de Luxo, numa zona residencial deserta, pobre e envelhecida, é colocar a oferta de produtos e serviços sem ponderar no mercado que são as pessoas. Se não se acelerar o ritmo, aumentar a área e atender à qualidade da recuperação urbana, todo este tipo de projectos megalómanos não passarão de actos irresponsáveis de gestão do Estado. Não se surpreendam portanto, se daqui a alguns meses outros projectos com características idênticas à do Trindade Domus Gallery tenham o mesmo fim.
De: José Ferraz Alves - "Empreendedorismo Social no Porto (conclusão)"
Clicar sobre o título para ler
(Extraído do blogue a Baixa do Porto)
Benfica dá vómitos e ressuscita Salazar
Imaginem este quadro: um ôvo meio rachado a vaticinar o nascimento de um pássaro [símbolo da liberdade], mas que em vez do pássaro, aguardámos que nasça um jornalista. Se levarmos à letra o apregoado amor destes últimos pela Liberdade, não acharemos despropositada a comparação com os pássaros, mas já teremos de colocar muitas reticências quanto à autenticidade entre a Liberdade da ave e a do jornalista.
Não serei eu que alguma vez terei a presunção de qualificar a importância do Renovar o Porto e o impacto que tem na opinião pública. Essa tarefa, deixo-a para cada qual, certo de que não agradará a todos [nem é isso que se pretende], e satisfará, porventura, a alguns. Mas há uma coisa de que tenho a certeza: é que não será o Renovar o Porto o blogue mais votado pela imprensa generalista para aparecer nas páginas dos jornais. E sabem por quê? Porque, frequentemente, não sou "simpático" com alguns jornalistas e jornais, e talvez também porque esse é um direito cuja patente julgam pertencer-lhe por inteiro. Mas, isso acabou. O aparecimento da blogosfera de alguma forma vulnerabilizou-lhes esse estatuto, o que é algo desconfortável, sobretudo quando há quem escreva a reconhecer-lhes méritos, quando dignificam o ofício, mas também quem os critique quando se portam como cachorros mandados e se calam quando olham para a Democracia como o adepto de futebol para o seu clube.
O simbolismo que encontrei do ôvo e do jornalista, não é mais do que uma expectativa pelo ressurgimento de sangue novo no jornalismo, de mais coragem e gosto pelo rigor. É que, neste defeso futebolístico, renunciei a ver a página do desporto nos canais de televisão generalistas e de todos os outros. Por uma razão tão simples, quanto vergonhosa [para o país e para os jornalistas sérios], só falam e discutem um assunto: o Benfica.
Desafio pois, com base neste factos publicamente documentados, durante semanas a fio, que alguma entidade institucional do país, desde o Presidente da República ao Provedor de Justiça [se o houver...] ou qualquer outra, me convença - se tiver o azar de me ler - que esta, é uma forma democrática, séria e aceitável de fazer jornalismo, e se se sentem confortáveis com o que vêem!
Nunca pude com o Salazar, nem pintado, mas a maior "afronta" que posso fazer aos tecnocratas que imaginam estar a realizar algo de convincente pelo regime democrático, é este: não voltes Salazar, mas há por aqui democratas mil vezes mais ditadores do que tu, que deviam estar onde estás, e como estás: no cemitério, e morto.
Felicidades, para o semanário "Grande Porto"!
Apesar das minhas reticências quanto ao êxito do novo semanário regional "Grande Porto" colocado hoje nas bancas dos jornais, não quero deixar de saudar o primeiro dia de vida e desejar-lhe muitos e felizes anos de existência. Mais do que politicamente correcto, para um portuense ou qualquer anti-centralista, é uma obrigação fazê-lo. Mas [lá estou eu a ser "picuinhas"], para o primeiro dia de vida começa mal. Acalmem-se os mais precipitados, porque vou explicar porque digo isto, apesar de não ser meu costume criticar só por criticar.
Quase todas as semanas tenho o prazer de ter, pelo menos uma vez, uns agradáveis minutos de conversa com o nosso colaborar Rui Farinas, pessoa de quem me tornei rapidamente amigo pela sua maneira de ser, frontal e inconformado. Hoje, foi um desses momentos. Porque a conversa para aí nos conduziu, a dado momento o Rui Farinas lembra-me que era esta sexta-feira que saía o jornal "Grande Porto" e pergunta-me se eu o tinha visto na tabacaria, dado já lá ter ido comprar o Público. Disse-lhe que não sabia, até porque me esqueci que era hoje o dia de lançamento.
Já depois de me ter despedido do Rui, fui à tabacaria dar uma espreitadela para ver se descobria o semanário, e foi aí que comecei a torcer o nariz. Não havia meio de o encontrar. Até que perguntei à menina se dispunha do expectantemente "anunciado" jornal, ao que me respondeu que sim, ainda que com pouca convicção. Mas, lá o conseguiu descobrir bem escondido na estante colocado no extremo oposto ao da entrada...
Numa primeira impressão, não me desagradou o aspecto e quanto ao conteúdo ainda é cedo para retirar conclusões significativas. Um pequeno detalhe, que agradará seguramente a muitos leitores [incluindo ao próprio R. Farinas, porque sei o que pensa sobre o assunto], é o da página de programação de TV incluir, finalmente, e pela 1ª. vez na história da imprensa "nacional", uma coluna dedicada ao Porto Canal! Outro detalhe interessante: a colaboração do António Almeida Felizes, autor do blogue Regionalização.
Sabemos que os critérios de exposição de produtos de uma loja, pautam por priorizar a componente comercial, o que se vende melhor, e colocá-los nos locais com maior visibilidade, mas não deixa de ser um sinal de ignorância por parte da gerência do estabelecimento, não dar instruções aos seus empregados no sentido de posicionar o jornal em lugar destacado, de mais a mais, tratando-se de um jornal, novo e regional!
É nestes pequenos-grandes pormenores que se "percebe" a mentalidade da neo-classe empresarial [e sobretudo política], nortenha no que concerne à produção regional. Curiosamente, pude ler ontem num saco de um certo hiper-mercado famoso qualquer coisa como isto: "Prefira produto nacional, compre em tal parte". Eu só gostava de saber o que passa pela cabeça de alguma gentinha virulenta que vive e nasceu no Porto para terem medo de dizer: compre melhor, compre produto regional! Só o efeito pernicioso do centralismo e suas influências podem explicar estes "medos". Mas, se é disso que se trata, o que podemos nós pensar de uma democracia que gera fenómenos desta natureza, bem mais vincados e aterradores do que no tempo da outra senhora?
Não seria tudo tão simples, se os fiéis à Ordem Imperial, fizessem rapidamente as malas, rumassem todos a Lisboa e nos desamparassem a loja?
02 julho, 2009
"Anjos, anjas e anjinhos"
Nunca compreendemos esta coisa de haver cabeças de lista que são candidatos à presidência da Câmara e não a vereadores. Tal engenharia psico-política não existe no nosso quadro constitucional nem em qualquer decorrência legal. O cabeça de lista é candidato á presidência, é presidente se ganhar, é vereador se perder. Neste segundo caso poderá fazer oposição, poderá fazer coligação, poderá não ter pelouro ou poderá ser-lhe distribuído um pelouro. É assim que está estabelecido e é assim que as coisas funcionam em democracia.
Quem são estas aves do Sétimo Céu, este espécie de anjos e de anjas, que fazendo de nós anjinho e anjolas, dizem que são candidatos à Câmara e não a vereadores? Meros narcisistas que corrompem a pureza da democracia com as vanitas vanitatum (vaidades das vaidades) e degradam a imagem da política da república ao traírem os mandatos do eleitorado.
Como temos sido acossados por canídeos teleguiados por cobardes para nos morderem os tornozelos com calúnias, em pretensas contradições entre o que defendemos e o que praticamos quando fomos candidatos a Gondomar em 1998, vem a propósito esclarecer:
1 - Fomos a Gondomar depois da Distrital por unanimidade ter decidido avocar o processo de Gondomar, em cuja Concelhia imperava a divisão meio por meio, e onde se perfilava como candidato um personagem vindo do PSD, de perfil mais do que duvidoso, como mais tarde se veio a confirmar; fomos indicados pela 'Distrital' por unanimidade e depois aclamados pela 'Concelhia' também por unanimidade; foi também pela imagem tenebrosa que o PS daria em Gondomar com o referido pretendente a candidato e por ninguém no partido se dispor a substituí-lo e a enfrentar o chamado "Major", que nos dispusémos àquele combate de vitória difícil até porque estava em ascensão, em pleno 2º mandato. Ainda assim, embora as sondagens apontassem para 15% para o PS, tivéssemos metade do PS Gondomar em campanha permanente contra nós, e a outra metade da Federação a fazer o mesmo fustigando-nos pelas costas enquanto dávamos o peito às balas, às ameaças físicas e um atentado com tentativa de atropelamento do que resultou um ferido, obtivemos 20%. (Alguns desses agentes são hoje proeminentes na liderança da Federação e em Gondomar ainda lá estão os mesmos já lá vão 10 anos com os resultados brilhantes que se vêem). Mal soubemos dos resultados declaramos que o povo elegeu o Sr. Valentim para presidente e a nós para vereadores de oposição.
Quem são estas aves do Sétimo Céu, este espécie de anjos e de anjas, que fazendo de nós anjinho e anjolas, dizem que são candidatos à Câmara e não a vereadores? Meros narcisistas que corrompem a pureza da democracia com as vanitas vanitatum (vaidades das vaidades) e degradam a imagem da política da república ao traírem os mandatos do eleitorado.
Como temos sido acossados por canídeos teleguiados por cobardes para nos morderem os tornozelos com calúnias, em pretensas contradições entre o que defendemos e o que praticamos quando fomos candidatos a Gondomar em 1998, vem a propósito esclarecer:
1 - Fomos a Gondomar depois da Distrital por unanimidade ter decidido avocar o processo de Gondomar, em cuja Concelhia imperava a divisão meio por meio, e onde se perfilava como candidato um personagem vindo do PSD, de perfil mais do que duvidoso, como mais tarde se veio a confirmar; fomos indicados pela 'Distrital' por unanimidade e depois aclamados pela 'Concelhia' também por unanimidade; foi também pela imagem tenebrosa que o PS daria em Gondomar com o referido pretendente a candidato e por ninguém no partido se dispor a substituí-lo e a enfrentar o chamado "Major", que nos dispusémos àquele combate de vitória difícil até porque estava em ascensão, em pleno 2º mandato. Ainda assim, embora as sondagens apontassem para 15% para o PS, tivéssemos metade do PS Gondomar em campanha permanente contra nós, e a outra metade da Federação a fazer o mesmo fustigando-nos pelas costas enquanto dávamos o peito às balas, às ameaças físicas e um atentado com tentativa de atropelamento do que resultou um ferido, obtivemos 20%. (Alguns desses agentes são hoje proeminentes na liderança da Federação e em Gondomar ainda lá estão os mesmos já lá vão 10 anos com os resultados brilhantes que se vêem). Mal soubemos dos resultados declaramos que o povo elegeu o Sr. Valentim para presidente e a nós para vereadores de oposição.
2 - Iniciámos com o Ricardo Bexiga (nº.2) o trabalho de oposição na vereação com bastante sucesso, sem nunca faltar a qualquer reunião, até que, poucas semanas volvidas, o PS Gondomar em reunião da sua Comissão Política decidiu aprovar por maioria uma moção em que me retirava a confiança política e me pedia para desamparar a loja. Parte dos meus apoiantes, que também foram muitos e entusiastas, nesse sábado decidiram viajar e não pude contar com o seu voto...
3 - Falámos com o então presidente da Federação que nos deu carta branca para fazer o que entendêssemos e suspendemos o mandato passando a ser substituídos durante um ano pelo Sr. Arménio, posto que, conforme imposição legal, e não se verificando qualquer reviravolta na posição do PS Gondomar que ainda aguardamos, renunciamos ao cargo. Eis a verdade cristalina dos factos. E fiquemo-nos por aqui.
Nota:
A publicação deste post foi devidamente autorizada pelo seu autor, o Dr. Pedro Baptista e copiado do seu blogue Servir o Porto, a quem desde já agradeço a amabilidade.
01 julho, 2009
Rio e o centralismo
Já aqui tinha dado conta da mudança estratégica de Rui Rio em relação a questões fundamentais para o Grande Porto e Norte. A sondagem agora revelada não me espanta minimamente. O PS-Porto é uma coisa inenarrável e a candidata apresentada, além de vir com 4 anos de atraso, não se revelou muito empenhada na tarefa nem tem sido capaz de se libertar do directório lisboeta que domina completamente a estrutura partidária local. O PS hoje é um partido totalmente conotado com o centralismo e com o roubo perpétuo que certas elites alfacinhas fazem ao país. Assim sendo é mais que justo que os portuenses lhe demonstrem inequivocamente o seu desprezo.
Mas uma coisa é ser regionalista na oposição outra é ser regionalista quando se está no poder. Fico à espera que Rui Rio seja coerente e mantenha a mesma atitude se o PSD chegar ao governo de Lisboa. Mais ainda: pretendo ver Rui Rio dizer que caso o PSD seja governo ele vai fazer tudo que lhe seja possível para acabar com o princípio iníquo dos chamados “spillovers” lisboetas para o resto do país e mesmo pugnando pela devolução às regiões, à custa do orçamento do estado, do dinheiro já indevidamente aplicado. Caso não obtenha sucesso e o PSD se mantenha tão centralista como também tem sido ao longo da sua história, espero que igualmente seja capaz de tirar as devidas ilações e ser coerente. É que de bravatas regionalistas quando os “outros” estão no governo e cobardias centralistas quando os “nossos” sobem ao mando já todos nós estamos fartos.
De qualquer maneira, caso o PSD vença as eleições, não me parece que venha daí algo de bom. Além de se perspectivar uma reedição requentada do cavaquismo – paradigma do regabofe megalómano e ‘expositário’ lisboeta – o governo será dirigido por alguém que pactuou escabrosamente com uma das maiores operações de tráfico de influências e compra de votos jamais vistas em Portugal: a aceitação por parte do estado do pagamento da dívida fiscal do SL Benfica por papel/acções sem qualquer valor de mercado. Espero, pelo menos, que a senhora tenha tapado o nariz. Tudo isto poderá ter sido legalíssimo; mas foi isso mesmo que aconteceu: compra de votos e tráfico de influências. O principal responsável desta traficância deu à sola mal as coisas se complicaram. Convém ter memória.
Mas uma coisa é ser regionalista na oposição outra é ser regionalista quando se está no poder. Fico à espera que Rui Rio seja coerente e mantenha a mesma atitude se o PSD chegar ao governo de Lisboa. Mais ainda: pretendo ver Rui Rio dizer que caso o PSD seja governo ele vai fazer tudo que lhe seja possível para acabar com o princípio iníquo dos chamados “spillovers” lisboetas para o resto do país e mesmo pugnando pela devolução às regiões, à custa do orçamento do estado, do dinheiro já indevidamente aplicado. Caso não obtenha sucesso e o PSD se mantenha tão centralista como também tem sido ao longo da sua história, espero que igualmente seja capaz de tirar as devidas ilações e ser coerente. É que de bravatas regionalistas quando os “outros” estão no governo e cobardias centralistas quando os “nossos” sobem ao mando já todos nós estamos fartos.
De qualquer maneira, caso o PSD vença as eleições, não me parece que venha daí algo de bom. Além de se perspectivar uma reedição requentada do cavaquismo – paradigma do regabofe megalómano e ‘expositário’ lisboeta – o governo será dirigido por alguém que pactuou escabrosamente com uma das maiores operações de tráfico de influências e compra de votos jamais vistas em Portugal: a aceitação por parte do estado do pagamento da dívida fiscal do SL Benfica por papel/acções sem qualquer valor de mercado. Espero, pelo menos, que a senhora tenha tapado o nariz. Tudo isto poderá ter sido legalíssimo; mas foi isso mesmo que aconteceu: compra de votos e tráfico de influências. O principal responsável desta traficância deu à sola mal as coisas se complicaram. Convém ter memória.
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