14 julho, 2008

LINHAS TORTAS

Confesso que já estou farto de pagar pelos erros dos outros, nomeadamente por certas “coisas” que se passam na jurisdição penal (embora também noutras áreas).E, acima de tudo, pela –vamos ser brandos com as palavras – ineficiência do Ministério Público.
Dou dois exemplos: considerando a moldura penal abstracta dos crimes que era possível imputar quer aos agressores dos Juízes de Santa Maria da Feira quer aos dois homens de etnia cigana que foram detidos no Bairro da Quinta da Fonte (neste caso, detenção de arma proibida e participação em rixa ou motim), nunca seria legalmente possível determinar a prisão preventiva na fase de inquérito. Mas teria sido possível o julgamento imediato em processo sumário. E era isso que deveria ter sido determinado para garantir a imediata restauração da Ordem Pública – e no segundo caso também a Paz Social e a Tranquilidade Pública.
Como detentor do direito de acção penal, tal decisão – apresentação dos detidos para interrogatório judicial ou para julgamento em processo sumário – competia exclusivamente ao Ministério Público. E os interesses da Comunidade não foram servidos.Volto ao princípio.
Como já escrevi e disse várias vezes, a acção penal não pode constituir a consagração prática do ditado popular para malandro, malandro e meio. O direito de punir tem que nascer também de uma superioridade ética do julgador. As regras existem e são mesmo para cumprir e se não servem, mudam-se – mas até que isso aconteça, cumprem-se.Odeio que no sistema de justiça exista quem dê pretextos para que pessoas como Marinho e Pinto e Vale e Azevedo possam proferir afirmações que são verdadeiras (os tais 17 segundos de liberdade e o facto de, relativamente a certos actos criminosos serem feitas qualificações jurídicas totalmente inapropriadas).E odeio que isso aconteça porque essas pessoas usam essas faltas não para corrigir deficiências e evitar que esses casos se repitam, mas sim para alcançar objectivos pessoais que aqui não quero adjectivar.
O combate a estas pessoas não passa, porém, por acções que lhes permitam assumir novamente o papel de vítimas, mas sim por aceitar que foram cometidos erros, por fazer os demais cidadãos compreender a raiz e as razões desses comportamentos menos próprios, e por apresentar soluções que os corrijam. E por desmascarar os objectivos que essas pessoas prosseguem, apenas para seu ganho pessoal e sem qualquer respeito pelas verdadeiras vítimas.
Novamente e como sempre, é preciso inteligência e clareza de propósitos. Pode demorar tempo, mas, como diz o Povo, a verdade vem sempre ao de cima, como o azeite.Como cantava Pedro Abrunhosa, é preciso ter calma e não dar o corpo pela alma.
Eurico Reis
* Juiz Desembargador (no Primeiro de Janeiro)
Nota: O negrito é da responsabilidade do administrador do Blogue

Links do dia

"A razão está do lado do F. C. Porto"

(a razão estará; e a conspiração?)

Advogados e bastonário em rota de colisão (quem teme a verdade?)

Responsável do DIAP-Porto bate com a porta

(estar-se-à a "preparar" mais uma equipa "especial de Lisboa" à moda da Mizé Tse Tung???)

Inauguração de Loja da Revista Portuense "O TRIPEIRO"

(Maior e melhor divulgação é o que falta)

13 julho, 2008

PARA QUEM AINDA NÃO SAIBA

CÓPIA INTEGRAL DA PARTICIPAÇÃO À PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICADE UM GRUPO DE AGENTES DA POLÍCIA JUDICIÁRIA

Folha 1

Exmo Sr.Procurador-Geral da República

Somos um conjunto de funcionários de investigação que serve esta Instituição há muitos anos. Ela, apesar do momento negro que atravessa, ainda nos merece todo o respeito pelo seu passado recheado de excelentes serviços prestados à sociedade.
Decidimos efectuar esta comunicação não só pela razão anteriormente aludida, mas também em respeito pela memória de muitos dos excelentes funcionários que a serviram.
Esta Instituição ao longo dos anos da sua existência tem-se pautado por práticas de investigação, reconhecidas universalmente, tendo por objectivo a descoberta da verdade dos factos.
Assistimos nos últimos anos a algumas tentativas de influenciar investigações, tendo nalgumas delas, devido à sua mediatização, sido públicas tais intenções - recordamos os processos relacionados com a “Moderna” e “Finanças”.
No entanto, nada até agora se assemelhou ao que está a acontecer com o denominado “processo apito dourado”.
A nossa desilusão inicia-se com a análise que efectuámos aos processos ainda sem a intervenção da equipa “milagrosa” e continua com as práticas infames e desprezíveis cometidas por alguns elementos desta equipa.
Deparámo-nos com práticas que pensávamos já estarem arredadas num estado democrático. Todo o trabalho foi efectuado com alvos previamente definidos, tendo sido para tal, cometidas inúmeras ilegalidades e efectuados actos processuais, no mínimo, de validade duvidosa.

Folha 2

Actos iguais cometidos por pessoas diferentes tiveram decisões diferenciadas, o que revela que a equipa do Dr. Carlos Teixeira protegeu nitidamente algumas pessoas.
Analisando quem foi protegido verifica-se que estamos perante a rede de influências das pessoas que prestaram serviços e vassalagem ao S. L. Benfica e ao seu presidente Luís Vieira.
Nada nos move contra o S. L. Benfica, pois alguns até adeptos somos deste clube e, como é óbvio, queremos que o nosso clube vença sempre, mas não a qualquer preço.
Também não pretendemos ser enganados por quem, com discursos incendiados e dirigidos à populaça vai enganando os adeptos mais distraídos, “sacando” dinheiro ao clube.
Também a nossa conduta profissional impõe-nos a obrigação de não deixar passar em claro esta cabala.
Verificámos que o direccionamento da investigação (custa-nos empregar esta palavra, pois de investigação estes processos nada tiveram) não se ficou só pelos autos, pois o Dr. Carlos Teixeira, não conseguindo vencer o seu benfiquismo primário, entregou informação e peças processuais, previamente seleccionadas, a alguns jornalistas da sua cor, nomeadamente aos Srs. António Gomes e Rogério Azevedo.
Havia que injectar a opinião pública.
Mas, vamos a alguns factos: O Sr. Valentim Loureiro sempre que prestou declarações, e quando ouvido nos vários processos sobre a informação, que lhe era fornecida antecipadamente à sua divulgação pública, das nomeações dos árbitros, disse que a mesma lhe era fornecida quer pelo Presidente, quer por um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga. Em nenhum processo o Presidente de tal Conselho é arguido. O Vogal é-o em todos.

Folha 3

No processo que se encontra em fase de instrução relativo ao jogo Boavista-Estrela da Amadora analise-se a acusação. É uma peça digna de figurar no Guinness World Records. Inocentam-se condutas criminosas e acusam-se práticas legais, distorcendo-as.
Num jogo da Taça de Portugal S. C. Braga-F. C. Porto o Sr. Pinto de Sousa contactou os dois presidentes, quanto às suas preferências para arbitrar o jogo. O do F. C. Porto referiu que poderia ser qualquer um, menos o árbitro X. O do S. C. Braga referiu que não queria os árbitros Y, Z e W. O presidente do F. C. Porto é arguido no processo o do S. C. Braga não. Mas mais. Analise-se as escutas relacionadas com este jogo e verificar-se-á que no final do jogo o Dr. Mesquita Machado ligou ao ex-árbitro Azevedo Duarte todo indignado por não ter sido nomeado um determinado árbitro. Também não é arguido.
Não obstante o Sr. José Veiga ter sido escutado a solicitar que o árbitro, que dirigiria o encontro que a sua equipa realizaria no fim de semana seguinte, fosse contactado para beneficiar a sua equipa e apesar de ter ganho em casa do adversário por 0-1, o Sr. Magistrado entendeu que a matéria apurada não era suficiente.
Critérios ... Apesar de lhe ter sido fornecida a informação que a seguir indicamos, relacionada com a época 2004/2005 (ano em que o S. L. Benfica quebrou o longo jejum), o Dr. Carlos Teixeira esqueceu-se de lhe dar o devido tratamento:
- As reuniões secretas entre o Sr. Luís Vieira e o Sr. José Veiga com o presidente e, por vezes, um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga em locais (Bares e Restaurantes) devidamente identificados em Lisboa e cujos funcionários estavam disponíveis para testemunhar.
- As reuniões efectuadas num Restaurante em Penafiel, bastante conhecido da gente do futebol, entre o Sr. José Veiga e vários árbitros e árbitros assistentes.

Folha 4

- As reuniões semanais entre o Sr. José Veiga com um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga na zona litoral centro do País, perto da residência deste último (por coincidência os estágios do S. L. Benfica, nessa época, eram efectuados no litoral e relativamente próximo do mencionado local). Este vogal, por sua vez, levava as indicações ao Presidente das exigências dos Srs. Vieira e Veiga que indicavam os árbitros não só para os seus jogos, mas também para os dos seus rivais.

- As reuniões entre o Dr. João Rodrigues com o Sr. Pinto de Sousa num Hotel de Lisboa.

- As reuniões entre o mesmo João Rodrigues, no mesmo Hotel, com vários árbitros.

- As fortes ligações do Sr. José Veiga aos Laboratórios Internacionais de Doping.

- A promessa de contratação de um jogador do Guimarães. O Sr. José Veiga prometeu-lhe a contratação, caso não jogasse contra o Benfica. O jogador efectivamente não jogou. O Benfica tentou recuar na promessa, mas o jogador ameaçou que “metia a boca no trombone” e lá tiveram que o contratar.

- A promessa de contratação de um jogador do Estoril antes do “famoso” jogo Estoril-Benfica no Algarve. O Sr. José Veiga jantou com ele num Restaurante da linha do Estoril, tendo-lhe prometido a sua contratação, caso facilitasse a vida ao Benfica. As facilidades aconteceram, mas a contratação não.

- As reuniões efectuadas na semana que antecedeu o atrás citado jogo com vários jogadores do Estoril com o Sr. José Veiga e nalguns casos com o seu primo (o homem forte da segurança. Foi o autor da agressão no Aeroporto de Lisboa, quando o Sr. Luís Vieira foi “raptar” o jogador Moretto ao Brasil). Foram efectuados pagamentos pelo primo do Sr. Veiga, ao que consta, ao guarda-redes do Estoril. Sobre estes factos existiu a disponibilidade em falar dum elemento do Estoril. Aliás o homem propunha-se contar, não só, tudo sobre esta “novela”, mas de muitas outras que tinha conhecimento do Sr. Luís Vieira.

- As escandalosas arbitragens dos Srs. João Ferreira, Hélio Santos, Elmano Santos, Bruno Paixão, entre outros. Mas destas não interessava solicitar análises aos peritos.

Folha 5

- As ligações do presidente do Belenenses aos Srs. Luís Vieira, Cunha leal, Tinoco Faria, PedroMourão, Frederico Cebola que influenciaram a decisão no caso “Mateus”. Foram inclusivamente denunciados os pagamentos que foram efectuados a alguns destes senhores por alguns escritórios de advogados.

O Gil Vicente também gostará de saber que não foi prejudicado só na época passada, com intervenção do Sr. Luís Vieira. Ele pagou ao “paineleiro” Fernando Seara cerca de 100 mil contos (s/ recibo) para conseguir que o Alverca ficasse na 1.ª Divisão (era satélite do S. L. Benfica), prejudicando o Gil Vicente. Consta que o atrás referido “paineleiro” se juntou (falamos de escritório), há relativamente pouco tempo, ao já citado João Correia.

Existiam nos autos indícios quer em quantidade, quer devido à sua relevância que justificariam, caso o Magistrado fosse isento, que os Srs. Luís Vieira, José Veiga, António Salvador, João Rodrigues, Tinoco Faria, Luís Guilherme, Cunha Leal, António Duarte, Pedra Mourão, Frederico Cebola, Paulo Relógio fossem colocados sob escuta, mas tal não interessava.

Consta que houve interferência do Dr. João Correia junto da estrutura sindical do Ministério Público que, como se verifica, terá surtido, até agora, efeito. Será por ele fazer parte do Consel ho Superior do Ministério Público?

Entretanto nova fase surge no “processo apito dourado”.

Aparece um livro e surge a equipa “milagrosa”.

Vamos à sua constituição. Comecemos pela Dra. Maria José Morgado.

O seu marido trabalha há alguns anos para o Sr. Luís Vieira recebendo, sem recibo, elevadas quantias em dinheiro, mau grado

Folha 6

não se coibir de criticar tudo e todos, nomeadamente as fugas ao fisco.

Quando a Polícia iniciou, com o comando da Dr.ª Maria José Morgado, o afamado processo das Finanças, recordar-se-á V. Ex.ª que o mesmo se tinha iniciado com uma comunicação que circulava no interior das Finanças denunciando a forma como havia sido vendida a Fábrica de Louças de Sacavém.

A mesma fora adquirida por negociação directa por uma empresa de que o Sr. Luís Vieira era sócio por um preço quase anedótico. Na altura apurou-se que viviam no Condomínio Privado que entretanto ali fora construido pela empresa compradora quatro Directores de Finanças.

O que resultou para o Sr. Luís Vieira? Quanto sabemos, até agora, nada.

Na altura em que o processo decorria, o marido da Dr.ª Morgado escrevia pelo Natal no Expresso um artigo que denominava “Conto de Natal”. Fazia-o “camuflado” tentando atingir alvos concretos.

Recordamos que efectuou um direccionado ao Sr. Vítor Santos - Bibi e, no ano em que o processo atrás referido se encontrava em fase de investigação, um que era direccionado à então Ministra da Justiça que, de forma cobarde, intitulou de “Etelvina”.

Acusava-a de ter subido na vida à custa de práticas de baixa índole. Mais tarde ele e a mulher fizeram correr a notícia de que o processo não tinha tido êxito por interferência da Ministra para proteger um Director de Finanças.

Correlacione V. Ex. a os factos e retire as devidas ilações.

Folha 7

Quanto ao Dr. Carlos Farinha, pensamos que terá sido escolhido para a Dra. Morgado o “premiar” por ele se ter mostrado solidário e ter pedido a demissão quando ela fez o mesmo.

À nomeação do Sr. Sérgio Bagulho já lá vamos.

Quanto aos outros elementos não queremos tecer grandes comentários, mas sempre diremos que estranhamos a nomeação do titular do processo “Mantorras”, processo que se encontrava em investigação.

Terá sido para o processo ser “exterminado” de vez?

Pensamos que sim, pois deram tempo para que o Sr. Luís Vieira montasse a sua estratégica de defesa.

Sobre este processo já nos debruçaremos mas adiante.

Quanto ao Sr. Bagulho eram conhecidas as suas fortes ligações ao clube S. L. Benfica e ao seu presidente Luís Vieira, com quem era visto frequentemente a jantar em Restaurantes de luxo da baixa lisboeta.

Constava que era o seu novo “Suzano”, ou seja um dos seus homens de mão para efectuar trabalhos sujos, nomeadamente algumas cobranças.

O Luís Vieira conhecia factos que revelados poderiam acabar com a sua carreira e jogava com eles, “obrigando-o” a fazer aquilo que queria.

Era também comum ver-se o Bagulho a “pavonear-se” nos camarotes presidenciais do Estádio da Luz.

Alguém de boa fé nomearia este homem para este processo?

Entretanto, o Dr. Carlos Farinha abandona a equipa, pois tem que ir cumprir uma comissão à Madeira.

Folha 8

Quem é que aparece?

O Sr. Manuel Carvalho.

Nos corredores da Polícia consta que quem o indicou foi o Dr. João Correia, advogado com quem o Sr. Carvalho se reúne com frequência para receber directrizes, quanto ao caminho enviesado a dar ao processo.

Sabemos, e só estamos a constatar um facto, das dificuldades financeiras que o Sr. Carvalho tem passado devido a uma desastrosa incursão no mundo empresarial.

Durante esta fase do processo circulou muito dinheiro com proveniência do Sr. Luís Vieira e com diversos destinos.

A D. Carolina tem sido um dos seus destinos preferidos, tendo o seu último recebimento sido efectuado pelas mãos “sujas” da Sr.ª Leonor Pinhão.

Esta entregou-lhe cinquenta mil euros com a indicação que não os depositasse em Portugal.

A D. Carolina cumpriu e deslocou-se a Tuy, onde efectuou o depósito no Banco Santander.

Outro dos destinos do dinheiro do Sr. Luís foi o pai da D. Carolina que igualmente se deslocou a Espanha para depositar as quantias recebidas.

Já que falámos na Sr.ª Pinhão, ideóloga do livro que originou a reabertura do processo, questionámo-nos de qual a razão da equipa “milagrosa” só ter usado o livro da D. Carolina e não outros escritos de credenciados jornalistas que denunciavam várias ilegalidades cometidas pelo Sr. Luís Vieira?

Será o poder discricionário...

Folha 9

A título exemplificativo referimos o jornalista António Tavares-Teles que quase diariamente denuncia factos relacionados com o Sr. Luís Vieira - vide artigos recentes no jornal “O Jogo” em 8 e 9 de Junho de 2007.

Por que razão não se investigam os artigos dos jornais Público dos dias 29 e 30 de Março de 2007, ambos na pág. 26 e Correio da Manhã de 10 de Maio de 2007-pág. 24?

A escritora do livro (que foi considerado relevantíssimo elemento de prova, tendo originado as reaberturas de inúmeros processos), Fernanda Freitas, disse (citamos): “Estou arrependida por ter pactuado por desconhecimento de causa com falsidades e invenções no texto que escrevi”.

Alguém terá considerado esta afirmação?

Sabemos que existem vários crimes (furtos, fogo posto, tentativas de homicídio), cujos autores materiais já confessaram e imputaram a responsabilidade da autoria moral à D. Carolina.

O que se passa com estas investigações e com a entrevista publicada no Correio da Manhã de 14 de Maio de 2006 em que um indivíduo exibia objectos furtados ao presidente do F. C. Porto e denunciava um plano de extorsão?

Como é possível manter-se em liberdade alguém que cometeu tantos crimes com um grau de perigosidade tão elevado.

Parece-nos, salvo melhor opinião de V. Ex.ª, que o quadro legislativo português não prevê a figura de “arrependido”.

Qual o motivo de tal protecção e que “taxa de juros” seremos obrigados a pagar?

Mas já que falámos em crimes cometidos é altura de abordar a agressão ao Sr. Bexiga.

Folha 10

Uma conceituada jornalista que colaborou com vários jornais de referência ao abordar a D. Carolina sobre a autoria deste crime referiu-lhe:

“Então vocês vão cometer uma agressão num parque de estacionamento? Não vêem que foram filmados pelas câmaras de filmar”.

A D. Carolina retorquiu:“Eu não brinco em serviço. No dia anterior mandei destruir as câmaras”.

Para V. Ex.ª fazer um juízo sobre a maquinação que foi montada providencie no sentido de verificar se alguma vez aquele parque possuiu câmaras de filmar.

A resposta que obterá será: NUNCA!

A Sr.ª Pinhão nas reuniões que efectuou frequentemente no Restaurante Le Petit e no Hotel Mundial com a D. Carolina esqueceu-se de pormenores importantes.

Como ideóloga também terá sido a Sr.ª que instigou a D. Carolina a cometer os crimes atrás aludidos?

Retratá-los-á na sua “fita”?

Nem todos são ingénuos Sr.ª Pinhão, mas reconhecemos que a Sr.ª tem alguma esperteza.

No entanto, no dia em que Deus distribuiu a inteligência a Sr.ª acordou tarde, como é habitual, e ficou no final da fila. Infelizmente, este é um dom que não se compra em qualquer Centro Comercial.

Num dos furtos a que atrás fazemos referência foram recuperados pela P. S. P. na residência da D. Carolina alguns dos

Folha 11

objectos que haviam sido furtados do escritório do seu ex-companheiro, escritório, cuja existência só os dois conheciam.

Entre os objectos não recuperados figuravam vários quadros.

O semanário Sol publicou a entrega dos objectos recuperados ao presidente do F. C. Porto.

Imediatamente o Sr. Luís Vieira, ao ter conhecimento do artigo publicado, liga à D. Carolina dizendo-lhe que já não quer em sua casa o quadro do Cargaleiro.

O referido quadro foi pelas mãos da Sr.ª Pinhão levado para o Porto e entregue à D. Carolina.

Sabemos que o Sr. Luís Vieira aprecia obras de arte, nomeadamente quadros, e gosta de, quando entende oportuno, oferecer peças valiosas a Presidentes de Bancos.

Depois os financiamentos estão mais facilitados, não é Sr. Luís?

O local de aquisição dos mesmos também é igual e cirurgicamente seleccionado, não é Sr. Luís?

Mas para que V. Ex.ª faça um correcto juízo sobre o “pagante” desta farsa referiremos alguns factos do seu passado.

Comecemos pelos pneus.

A Polícia Judiciária possuía um dossiê sobre a actividade de tráfico de estupefacientes do Sr. Luís Vieira.

O dossiê ainda existirá ou os seus “homens” já lhe terão dado sumiço?

Folha 12

O Sr. Vieira demonstrava o seu receio às pessoas que lhe eram mais próximas na candidatura ao S. L. Benfica, pois dizia: “se eu lá chegar, vem logo à ribalta o esquema do pó nos pneus”.

Nesta altura do negócio dos pneus apareceu um homem morto nas instalações da sua empresa.

Talvez o então titular do processo, um colega já aposentado, queira agora contar a história das ameaças que o Sr. Luís Vieira, acompanhado por um grupo de ciganos, efectuou à sua família numa esplanada em St.a Iria da Azóia.

Quando estes factos forem conhecidos talvez alguns responsáveis de transportadoras que efectuavam o transporte dos pneus queiram divulgar o que efectivamente transportavam.

Também, poderá ser que os responsáveis da empresa de Braga que adquiriu esta empresa ao Sr. Luís Vieira divulguem a forma como foram burlados, pois os elementos contabilísticos da empresa foram previamente falsificados.

Em Julho de 1993 foi julgado e condenado no Tribunal da Boa-Hora pela prática de um crime de roubo.

Foi condenado a 20 meses de prisão.

No acórdão do 3.º Juízo Criminal de Lisboa, o Juiz-Presidente, Afonso Henrique Cabral Ferreira, refere com alguma ironia que “esta história é digna da sétima arte” e destaca que “o Sr. Luís Filipe Ferreira Vieira foi o único que não se declarou arrependido pelo crime cometido”.

Afinal a “queda” para a sétima arte já é antiga...

O Homem que lhe deu a mão e a quem ele deve a fortuna que hoje diz ter, era um Director de uma Instituição Financeira, António Pedra Almeida Gomes, que, entretanto, se aposentou e, como já não era útil, foi “descartado”.

Folha 13

Aliás isso é uma das suas práticas, serve-se das pessoas e depois abandona-as.

Enquanto Presidente do Alverca há muitas histórias, mas focaremos a relacionada com a adulteração de resultados nas últimas jornadas num ano em que o Alverca estava em risco de descer de divisão, mas salvou-se “empurrando” para a descida o Beira-Mar.

Estes factos deram origem a um inquérito no Departamento de Aveiro, pois os mesmos foram conhecidos, após aliciamento efectuado ao guarda-redes do Beira-Mar Palatsi.

O Palatsi deu conhecimento ao então presidente Mano Nunes e deslocaram-se ambos ao Departamento da P. J. em Aveiro.

Apesar do inquérito ter sido distribuído ao elemento mais fanático pelo Benfica daquele Departamento o processo deu alguns “passitos”.

Havia no inquérito informação que revelava haver resultados combinados nas últimas quatro jornadas.

O Sr. Luís Vieira telefonou ao guarda-redes Palatsi dizendo-se director do clube que se deslocava a Aveiro na jornada seguinte.

Esse clube era um dos três que lutava por um apuramento para a Taça UEFA. Quão habilidade maliciosa o homem tem...!

O referido jogo terminou empatado, sem aparentes casos.

Todavia, os seus tentáculos tinham que se estender aos jogos onde o Alverca intervinha.

Aí conseguiu, nalguns casos directamente, noutros por intervenção de outras pessoas os seus objectivos.

Folha 14

Recordámos que um dos homens de quem se serviu foi do então presidente do Benfica, Sr. João Azevedo.

Como é seu apanágio, quando já não lhe servia, esquecendo os serviços prestados, descartou-o, conseguindo mal chegou à presidência do Benfica a sua expulsão de sócio.

Um dos jogos comprados foi em Campo Maior.

Existem actualmente alguns atletas, que então jogavam no Alverca, disponíveis para falar.

Nesse jogo o melhor goleador do Campomaiorense ainda na primeira parte simulou uma lesão e abandonou a partida.

Não obstante as facilidades concedidas o Alverca não conseguia marcar.

Já na parte final da partida quando o avançado Mantorras seguia com a bola o defesa que estava à sua frente mergulhou para o chão numa queda digna de um qualquer palhaço numa pista circense.

O Mantorras marcou e o Alverca venceu 0-1.

Outro dos jogos foi na Madeira com o Marítimo.

Aí foi contactado o seu familiar António Simões, então treinador-adjunto.

O resultado para, não dar muito nas vistas. foi um empate.

Não deixou de ser uma surpresa o Alverca ter conseguido empatar no reduto madeirense.

Na última jornada o Alverca recebia o V. Guimarães, candidato à Europa e o Beira-Mar deslocava-se a Vidal Pinheiro, estando o Salgueiros já com uma classificação tranquila.

Folha 15

Houve que atacar nas duas frentes.

Como o V. Guimarães não se vendia, pois pretendia ir à Taça UEFA, havia que comprar o árbitro.

Aí foram contratados com êxito os serviços do ex-árbitro Sr. Pinto Correia.

O Alverca venceu 2-1 (analisem-se as declarações dos responsáveis do V. Guimarães relativas a este jogo), mas não era suficiente.

O Beira-Mar não podia vencer, pois se assim acontecesse seria o Alverca a descer.

O Sr. Pinto Correia recebeu pelos serviços prestados neste encontro um veículo automóvel.

Curioso, também, é o facto deste senhor, depois de abandonar a arbitragem ter iniciado uma actividade, até então para ele, desconhecida, comerciante de pneus - mais uma coincidência.

Vamos ao jogo de Vidal Pinheiro.

Como comprar o Salgueiros para dificultar a vida ao Beira-Mar?

Através do presidente não, pois o Sr. Luís Vieira estava de relações cortadas, devido ao caso “Deco”.

Há uma expressão que o Sr. Luís Vieira profere com frequência: “Se não podemos ir ao General, vamos aos sargentos”.

Se assim o pensou, assim o fez.

Folha 16

Contactou três jogadores, os mais influentes e conseguiu os seus objectivos, pois o Beira-Mar não conseguiu ganhar, apesar da excelente exibição.

O jogo, que pasme-se ninguém estranhou, terminou 4-4.

O pagamento aos três atletas foi efectuado pelo Sr. Manuel Bugarim.

No início da época seguinte, estava o Salgueiros em estágio no Algarve, estes factos chegaram ao conhecimento do seu presidente.

Imediatamente suspendeu os três atletas e rescindiu posteriormente os seus contratos.

Entretanto os dois presidentes conciliaram-se.

Na parte final da época as posições dos dois clubes estavam invertidas, o Alverca em posição já tranquila e o Salgueiros em risco de descer.

O Salgueiros visitava o Alverca e foi combinado que o Alverca facilitaria.

Esta combinação foi conhecida.

No dia do jogo o então Director Desportivo do Alverca, Sr. Couceiro foi avisado telefonicamente que havia conhecimento, por parte de outros clubes, de tal intenção.

Também o titular do processo existente no Departamento de Aveiro foi avisado.

Como seria difícil efectuar a prova à posteriori, o referido investigador decidiu contactar telefonicamente os dois presidentes.

Assim, o jogo decorreu normalmente e o Alverca venceu.

Folha 17

Voltemos aos “passitos” do processo de Aveiro.

O Sr. Luís Vieira já então tinha os seus homens na nossa Instituição.

Foi avisado que as coisas estavam feias, pois haviam acontecido demasiados factos estranhos.

Então, aquela mente matreira decide efectuar uma carta anónima dirigida ao processo onde imputa toda a responsabilidade dos factos ocorridos ao então Presidente da Assembleia-Geral do Alverca, Sr. Eduardo Rodrigues, seu único sócio na empresa que comprara a Fábrica de Louças de Sacavém.

Quando o titular do processo, o tal fanático benfiquista de Aveiro, vem ouvir em declarações o Sr. Eduardo Rodrigues à sua empresa, em Alverca, por coincidência também, estava no gabinete do seu sócio o Sr. Luís Vieira.

Ali se manteve e foi ele que “conduziu” as declarações do seu sócio.

Também o Beira-Mar gostará de saber que não foi só prejudicado na época supra citada, com intervenção do Sr. Luís Vieira. Foi com dinheiro proveniente dele ou do Benfica que o Setúbal se “safou” na última época e o sacrificado foi novamente o Beira-Mar. Vamos aos factos. Recordar-se-ão do episódio do “rapto” do guarda-redes Moretto. Nesse ano o presidente do Setúbal chegou a anunciar que o Benfica é que pagou os ordenados em atraso ao plantei, pois conseguira contratar um jogador que já havia rescindido o contrato com o Setúbal. A História nunca foi realmente conhecida. Talvez o Sr. Rui João Soeiro que entretanto saiu de cena alguma vez fale quanto é que aceitou como dádiva para a sua conta pessoal. Entretanto, os actuais directores (Carlos Costa e Ronald Inácio) do Setúbal sabendo do que se passou contactaram o Sr. Luís Vieira e ameaçaram-no que se não

Folha 18

fossem ajudados contariam o que sabiam. Assim, o Sr. Luís Vieira contactou o seu homólogo (e companheiro de negócios) da Naval, entrou com a “massa” e o “caldinho” foi “cozinhado”. Foi um pouco mal confeccionado, pois cheirou a esturrado, mas até agora ninguém notou o cheiro a esturro.

Os negócios entre o Sr. Luís Vieira e o Sr. Aprígio Santos são a pesquisa de terrenos em conta, nem que pertençam a reservas, pois vendem-nos a preço elevado ao fundo do BPN, havendo um conluio com o seu Presidente, Oliveira e Costa.

O lucro obtido é repartido entre os três, e os accionistas do Banco são severamente penalizados.

Ainda no Alverca fez o negócio “Mantorras”, estando nos dois lados da barricada, o que já de si foi muito estranho.

Na altura, com a concordância do Sr. Vítor Santos - Bibi, engendraram um esquema para sacarem um milhão ao Benfica.

A forma como tal se processaria consta do processo numa cópia manuscrita pelo Sr. Luís Vieira.

Como o Sr. Luís Vieira tentou enganar o Sr. Vítor Santos, este cedeu a informação à TVI, conseguindo impedir a concretização da negociata.

Recordamos que na altura o Sr. José Couceiro foi entrevistado nessa estação sobre esta transferência e quando lhe demonstraram que o Sr. Luís Vieira havia celebrado um contrato de cessão de posição contratual com a PGD, em seu nome pessoal, referiu de imediato que isso era um assunto de Polícia.

Tinha razão o Sr. Couceiro, desconhecia era que o Sr. Luís Vieira a controlava.

Folha 19

Como o dinheiro não saiu como havia idealizado, decidiu comprar jogadores à molhada ao Alverca para poder tirar o dinheiro que pretendia do Benfica.

O desnorteamento para sacar a qualquer preço foi de tal ordem que até venderam ao Benfica um jogador, Anderson, cujas direitos desportivos não pertenciam ao Alverca.

Quando o Sr. Luís Vieira percebeu que o Anderson não era do Alverca tentou que lhe devolvessem esse dinheiro, pois pretendia com ele comprar um apartamento para o seu filho em Miami.

Houve nesta altura um desentendimento com o Sr. Bugarim que não concordava, pois havia outras parcelas relacionadas com outros jogadores vendidos que não haviam chegado ao Alverca.

Esses valores saíram do Benfica em numerário, levantados por um ex-candidato à presidência do V. Setúbal e foram utilizados para adquirir pela empresa Turixira, cujo Presidente do Conselho de Administração era o Sr. Luís Vieira, terrenos na zona de Tavira.

Há três empresários que se quisessem falar poderiam esclarecer toda esta tramóia.

Um está disponível para falar, mas quando ouvido pela P. J. não sentiu confiança suficiente para “abrir o livro”, pudera...!

Outro antes de falar foi contratado a bom dinheiro pelo S. L. Benfica para a função: “estar calado”.

O terceiro está fora do País, mas perfeitamente localizado.

Não temos opinião formada sobre o nosso colega titular do processo “Mantorras”, mas sabemos quem o rodeava e recolhia informação privilegiada.

Folha 20

Foi essa informação privilegiada que levou o Sr. Luís Vieira a combinar com o Sr. Joaquim Oliveira a caixa no 24 Horas da sua ida à P. J..

Tal notícia foi previamente combinada entre os dois e o que se passou foi uma autêntica encenação (lá vem outra vez a queda para a sétima arte) do Sr. Luís Vieira.

Entender-se-á esta combinação, que retirou à P. J. a oportunidade de ouvir como arguido o Sr. Luís Vieira, quando se perceber quem está por detrás da empresa em Off Shore “Spinelli”, proprietária do Alverca.

Serão os Srs. Vieira e Oliveira?A desorientação foi de tal ordem que ao que consta, para se verem livres de um jogador que tinha contrato até 2008, rescindiram-lhe o contrato por mútuo acordo, mas sem ele saber.

Mas o caso “Mantorras” não é virgem.

Os adeptos do S. L. Benfica deveriam saber qual o destino que os Srs. Vieira e Veiga deram aos dois milhões de euros que dizem ter custado o jogador Kikin Fonseca ao Cruz Azul.

O site sportugal divulgou que o jogador veio a custo zero e eles, imediatamente, venderam-no para que se não falasse mais no assunto.

Outro negócio que era importante perceber foi o do jogador Marcel.

Na véspera da sua concretização, a sua anterior equipa foi jogar ao estádio da Luz.

Foram severamente prejudicados, de tal forma que quem prestou declarações à comunicação social foi o seu presidente, agastadíssimo com o que se passara.

Folha 21

Surpresa das surpresas no dia seguinte aparece a negociar o referido jogador.

Voltemos à época 2004/2005 (ano em que o S. L. Benfica quebrou o longo jejum), nomeadamente à sua preparação, na qual o S. L. Benfica em vez de contratar jogadores contratou pessoas para os órgãos sociais da Liga, controlando-a na sua totalidade.

Este assunto é deveras conhecido do público em geral, pois o Sr. Vieira chegou inclusivamente a tecer declarações em que confirmava nitidamente as suas intenções.

Porém, desconhecerá a maioria das pessoas o que foi negociado com o segundo clube com mais influência nesse ano na Liga (Braga).

O Sr. António Duarte (representante do Braga) e n.o 2 do Sr. Cunha Leal tinha que dizer ámen a tudo o que este último quisesse.

Os dois clubes foram durante a época escandalosamente beneficiados, mas no momento da decisão do campeonato, como o Braga ainda era candidato, ainda houve desentendimentos, mas decidiram oferecer o campeonato ao Benfica com a contrapartida do presidente do S. C. Braga construir, por adjudicação directa, o Centro de Estágio do Benfica, através da sua empresa de construção “Britalar”.

Já que falamos do Sr. Salvador era importante investigar as ligações que possui à Bragaparques e ao Sr. Vieira.

O Controlo dos órgãos da Liga não se limitava aos de maior visibilidade, pois o Sr. Vieira introduziu uma série de elementos que ainda hoje lá se encontram, nomeadamente alguns Delegados.

Um desses Delegados, de nome Reinaldo, foi contratado no Algarve através de um colaborador do Sr. Luís Vieira, o sobrinho do Presidente da Câmara de Albufeira.

Folha 22

Neste momento, já estão na Liga como Delegados dois funcionários das empresas do Sr. Reinaldo.

São os tentáculos do polvo a crescer.

Esse senhor Reinaldo foi o Delegado nomeado para o jogo Benfica-Porto da época 2005/2006 e que impediu, ainda sem as fichas de jogo entregues, a ida ao relvado, antes do início do encontro, de alguns elementos do F. C. Porto, nomeadamente um dos seus médicos e o seu presidente.

Coincidência das coincidências, na época transacta, 2006/2007, o mesmo Delegado foi nomeado para o Benfica-Porto.

Mas quem é este Sr. Reinaldo?

É um fervoroso benfiquista e proprietário de várias empresas no Algarve, direccionadas para a venda e aluguer de habitação.

É para as suas habitações que a Liga envia todos os elementos que têm de se deslocar para o Algarve.

Por outro lado, o Sr. Luís Vieira custeia os alojamentos de férias dos árbitros e árbitros assistentes, observadores, delegados e assim por diante que frequentemente passam férias nas instalações do Sr. Reinaldo.

O que receberá em troca o benemérito Sr. Luís Vieira?

Traçado que está o perfil do “pagante” de toda esta farsa era importante perceber o valor das importâncias que despendeu com a D. Carolina para que avançasse com o livro, para se disponibilizar a prestar as declarações que prestou, bem como com os funcionários da nossa Instituição que deram guarida a tal estratagema.

Sabemos que o Sr. Luís Vieira virá, como é óbvio, atendendo aos seus tentáculos, a ter conhecimento desta comunicação.

Folha 23

Não temos disso receio, apesar das ameaças veladas que alguns de nós já recebemos.

Conhecemos perfeitamente os seus homens, que brindes lhes oferece e como estão estrategicamente colocados.

Até ao nível da Direcção, mas isso há-de ser limpo, nem que para isso joguemos sujo, como o Sr. Luís.

O Sr. Luís frequentemente diz-se um exemplar chefe de família e não paga garrafas de champanhe.

É nosso conhecimento que o Sr. gosta de outros tipos de garrafas, nomeadamente frascos de perfume, não é?

E também conhecemos a sua veia caritativa para oferecer vivendas.

Para já fiquemo-nos por aqui, ok Sr. Luís?

Esta comunicação está a ser efectuada num PC da Instituição, mas que não está distribuído a nenhum de nós.

Talvez o seu homem de Vaiado dos Frades quando decidir descobrir em que local o documento foi efectuado tenha uma surpresa.

Recordaremos, por último, ao Sr. Luís Vieira que é do nosso conhecimento que o que conseguiu com a D. Carolina já havia tentado com a anterior esposa do Sr. Pinto da Costa.

Mal a separação aconteceu, convidou-a para passar a passagem de ano no Hotel Montechoro e, em seguida, tentou inúmeras jogadas, mas infelizmente para si a Sr.ª D. Filomena é uma senhora.

Folha 24

Por fim, sugerimos a V. Ex.ª, Sr. Procurador-Geral, que providencie para serem encontradas instalações para a equipa “milagrosa” na Rua António Maria Cardoso, pois os três episódios que a seguir contamos, assemelham-se a práticas ali, em tempos, realizadas.

1. Quando da audição do empresário António Araújo o mesmo foi aliciado na presença do seu advogado a imputar as responsabilidades ao presidente do F. C. Porto, dando-lhe como contrapartida o arquivamento dos seus processos.

2. A Sr.ª D. Filomena, ex-esposa do Sr. Pinto da Costa, foi ouvida por factos relacionados com a venda de um imóvel, num período em que já estava separada do referido Sr..

Estavam em causa os valores da venda, pois havia a suspeita que o valor de escritura não seria o valor real.

Prometeram-lhe o arquivamento dos autos, desde que se disponibilizasse a falar da vida do seu ex-marido.

Apesar de não ter aceite não se coibiram de lhe efectuar algumas perguntas sobre tal senhor.

3. Não obstante os intensos treinos, as audições da D. Carolina não correram sempre bem.

Assim, à cautela o seu treinador colocava-se atrás do colega que procedia à audição para, por gestos, lhe poder dar indicações sobre alguma dúvida que a mesma tivesse.

Entre outras indicações, recordamos a que se passou quando lhe perguntaram quem recebeu à porta da residência do presidente do F. C. Porto o árbitro Augusto Duarte.

A D. Carolina respondeu imediatamente que foi o seu ex-companheiro, mas eis que o seu treinador brandindo a mão em sinal negativo, lhe dá indicações em “V” com os dedos

Folha 25

indicador e médio, sugerindo-lhe duas pessoas e em seguida apontando para si, sugere-lhe que ela também recebeu o referido árbitro.

Assim declarou a D. Carolina, pois é bem mandada.

Realça-se que a D. Carolina quando este episódio se passou encontrava-se doente, inclusivamente acamada, não tendo sido, como é lógico, quem recebeu o referido Augusto Duarte.

Presumimos que as investigações a efectuar nos processos relacionados com o apito dourado deveriam começar pelos processos arquivados, pois atentas as informações de quem não aceitou os arquivamentos será de prever inúmeras anuências aos objectivos da equipa “milagrosa”.

Para tal deverão ser nomeados magistrados e polícias íntegros e sem máculas, para que se possa apurar todas as manigâncias praticadas.

Acreditamos que V. Ex.ª desconhecia todos os factos aqui denunciados e que providenciará para que seja reposta a verdade, culpabilizando os verdadeiros culpados e inocentando os que não cometeram ilícitos.

No entanto, como “o seguro morreu de velho”, enviaremos cópias desta comunicação a diversas entidades para que os factos aqui denunciados não “caiam novamente no silêncio”.

Assim, serão enviadas cópias para:

.Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional;

.Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol;

.DIAP - Porto;

.F. C. Porto e

.Produtora Utopia (como as filmagens começaram há dias, ainda poderão “enriquecer” a personagem do Sr. Vieira).

Folha 26

Aproveitamos a oportunidade para solicitar a V. Exa. que informe a Dra. Mizé Tung que também fizemos milhares de quilómetros e falámos (sem ter nada para prometer, nomeadamente arquivamentos) com centenas de pessoas.

Os depoimentos recolhidos são puros e verídicos, pois não houve qualquer tipo de manipulações, nem prévios treinos.

Possuímos gravações de imagem e som, bem como documentação que comprova o aqui exposto e estaremos disponíveis para as ceder, desde que vejamos que o sentido a dar a estes casos seja o sentido da verdade e da justiça.

Fá-lo-emos de forma anónima, como agora, pois não queremos colocar as nossas carreiras em risco.

Mas, caso vislumbremos alguma tentativa de manipulação dos factos, temos jornalistas “prontos” para divulgar como foi criada a maior FARSA DA JUSTiÇA PORTUGUESA.

Se à D. Carolina escreveram um livro indicando-lhe o guião, também poderemos indicar o guião a alguém que queira escrever um livro, eventualmente com o título “Tu, Luís...”.

Lisboa, 3 de Julho de 2007

Se o Benfica couber em Nápoles, metam-no lá!

O documento que serviu de denúncia à PGR do "Apito Encarnado" é do conhecimento público há quase um ano. No entanto, esse "conhecimento público" é muito relativo, porque foi transmitido quase em regime de exclusividade pela Net (como foi o meu caso), o que lhe retirou praticamente toda a eficácia e impacto.

O seu conteúdo, apesar do anonimato dos autores, é altamente verosímil, dada a relação causalidade com notícias que já eram do conhecimento de muitos de nós em circuito fechado e, com factos concretos, ocorridos durante a época futebolística a que o documento faz referência.

O que é grave e muito preocupante, é que os media (incluindo o "nosso" JN), nunca tenham investigado e publicitado este precioso documento. As televisões, estão como bem sabemos, nas mãos do poder centralista e, por não serem democráticas nem imparciais omitem o assunto por manifesta protecção aos eventuais infractores.

Isto, dá que pensar. As conclusões a que este silêncio bombástico nos podem levar são as mais sombrias e preocupantes possíveis. O país está minado por um carcinoma chamado Benfica e, ao contrário dos livros e filmes de ficção rasca produzidos para eliminar o FCP e Pinto da Costa, tem tentáculos espalhados por todo o lado, incluindo na PGR, parecendo o "famoso" procurador João Correia, um dos mais influentes.

O que me preocupa também, é que continue a existir entre nós, incluindo na blogoesfera dedicada às coisas do Porto, gente que, a pretexto de considerar menores os assuntos do futebol, vive aparentemente de costas voltadas para eles sem se dar conta da figura parva e ignorante que acaba por fazer.

Não faltará muito, por este andar, que estas coisas acabem por se reflectir nas suas próprias vidas pessoais e, então, nessa altura, veremos como se vão mostrar "interessados" em opinar.

O que pode acontecer, é que já seja demasiado tarde.

12 julho, 2008

"Apito Final" ainda pode envolver Benfica e Vieira

Liga. O processo 'Apito Final' ainda não está fechado. A Comissão Disciplinar da Liga de Clubes deixou em suspenso dois processos e aguarda agora as conclusões do inquérito que a Procuradoria-Geral da República instaurou tendo como base o 'dossier' 'Apito Encarnado'. A Liga de Clubes ainda aguarda mais dados da PGR. O "Apito Final" ainda não acabou.
A Comissão Disciplinar da Liga de Clubes tem dois processos suspensos aguardando os resultados de um inquérito aberto pelo procurador-geral da República com base no dossier "Apito Encarnado". O documento tornado público em Agosto de 2007, foi entregue à PGR (e também à Liga, Federação e Polícia Judiciária) e pode colocar o Benfica sob a alçada da justiça desportiva no âmbito do processo "Apito Final". Alegadamente elaborado "por um conjunto de funcionários de investigação" da Polícia Judiciária, o dossier denuncia uma suposta dualidade de critérios da investigação do processo "Apito Dourado", e refere "factos" a que " por esquecimento não terá sido dado o devido tratamento".
Algumas das denúncias dizem respeito à época 2004/2005, ano em que o Benfica conquistou o campeonato. "Reuniões secretas entre Luís Filipe Vieira e José Veiga com dirigentes da arbitragem" , "reuniões num restaurante de Penafiel entre José Veiga e vários árbitros e árbitros assistentes", "reuniões entre o dr. João Rodrigues com o sr. Pinto de Sousa num hotel de Lisboa" , " a promessa da contratação de um jogador do Estoril antes do "famoso" jogo Estoril-Benfica, no Algarve", são algumas das denúncias feitas no documento anónimo que mereceu a Pinto Monteiro, no entanto, a decisão de abrir um processo de inquérito.
Sabendo disso, a Comissão Disciplinar da Liga de forma a evitar a prescrição que poderia resultar da abertura de um novo inquérito, tomou a decisão de suspender dois processos. Os processos de inquéritos 02-06/07 e 13-06/07 , apesar do arquivamento dos autos na parte respeitante à matéria de facto da deliberação final mantêm-se suspensos por um período de dois meses, a contar da data de publicação do respectivos acordãos - 6 de Maio de 2008 - ( no dia 6 do próximo mês de Julho a situação será revista), conforme se pode ler nas páginas 38/39/ 40 e 110/ 111 dos respectivos documentos.
"O prosseguimento do processo visa investigar e aferir do relevo jusdisciplinar da factualidade que possa resultar da informação remetida a esta comissão disciplinar pela procuradoria geral da República".
O DN tentou contactar o Presidente da Comissão Disciplinar da Liga, mas sem sucesso. Ricardo Costa, que ontem esteve reunido com o Procurador Geral da República, manteve durante todo o dia o telefone desligado.
O DN também não conseguiu chegar à fala com Luís Filipe Vieira . No entanto, em Agosto de 2007, quando o documento foi tornado público, o líder do Benfica foi claro na reacção: " se a PGR recebeu esse documento, que investigue. E que nada fique por investigar. O Benfica confia e sempre confiou na Justiça".
Alexandra Tavares Teles e
Sílvia Freches (do DN)

Homens com "carácter"!!!

Benfica e Vitória em conluio na UEFA contra o F.C. Porto
Mesmo que toda esta tramóia contra o FCP tivesse alguma sustentabilidade legal, o comportamento destes dois clubes, incluindo o Paços de Ferreira, deixa a descoberto o oportunismo dos respectivo dirigentes. É a imagem dos clubes quem sai mais consporcada com estas atitudes.
Se atacam o FCP por hipotéticos e pouco fundamentados processos ilícitos, o lastro que os dirigentes destes clubes deixam vincado não revela qualquer pingo de dignidade. Esta forma de actuar é própria dos vigaristas, dos homens sem escrúpulos nem palavra, mas tem a virtude de ficarmos a saber com quem podemos contar.
Oxalá que este insólito casamento de conveniência com os benfiquistas perdure e sejam felizes para sempre, mas palpita-me que ainda nos vamos rir a bandeiras despregadas. É só uma questão de tempo.

11 julho, 2008

Mail de Renato de Oliveira

De: Renato Oliveira [mailto:renato_oliveira@tele2.pt] Enviada: sexta-feira, 11 de Julho de 2008 22:06Para: 'leitor@jn.pt'; 'csantos@jn.pt'Assunto: Página do Leitor


PARECER PARA A F.P.F.

Gostaria de apelar ao Dr.Gilberto Madail, no sentido de informar o povo português,
o porquê de ter solicitado um parecer ao Prof. Freitas do Amaral sobre o acontecido na célebre
reunião do Conselho de Justiça da FPF.

Acontece que no passado domingo esse parecer foi oferecido (gratuitamente) pelo
Prof.Marcelo R.Sousa e o Dr.Madail nem agradeceu.

Ou estarão à espera que o parecer seja outro ? Pergunto eu.


Renato Oliveira

O inquilino indesejável

Há uma meia dúzia de anos que deixei de ser eleitor no Porto, o que não me impede de ser um observador atento e interessado daquilo que é a minha cidade, por muito que tivesse estado ausente durante longos anos.

O anúncio da recandidatura de Rui Rio é, no meu entender, uma péssima notícia para a cidade. O seu consulado tem sido marcado por inúmeros aspectos negativos, em contra-ponto a poucos positivos. Agrada-me a presença da Red Bull Race e agrada-me sobretudo o circuito automóvel da Boavista. Estes dois eventos, curiosamente, contrastam com a gestão normal de RR, que comparo à gestão doméstica de um patriarca temente a Deus, cauteloso, cinzentão, sem uma ponta de fantasia e sem a coragem de sair da mais entorpecente das rotinas. Isto, numa cidade, dá o triste resultado que deu no Porto e que está à vista de toda a gente.

Mas, dirão os seus apoiantes (que os tem, curiosamente!), RR foi eleito em sufrágio universal. Realmente foi, mas em que circunstâncias? Nas primeiras eleições o PSD ganhou "empurrado" pelo PS, que os eleitores entenderam castigar em todo país. Na segunda, tinha como opositor um não-candidato graças à inépcia e incapacidade da distrital dos socialistas, que assim ofereceu a vitória a RR de mão beijada. Não tem havido mérito de RR, apenas demérito dos adversários.

E agora, no próximo ano? RR, depois de anos de submissão ao poder central de Lisboa, sobretudo quando o governo era do seu partido, está agora transformado em paladino das ideias regionalistas que até aqui tinha combatido. Sinceridade? A mim cheira-me mais a posicionamento estratégico oportunista. Nunca me convenceria a votar nele.

RR faz-me lembrar um inquilino a viver num apartamento alugado, sabendo que não ficará lá muitos anos. Conservar, alindar, melhorar o apartamento, está fora de questão. Acho que é o que ele sente em relação ao Porto. Eu quero um presidente que sinda a cidade como coisa sua, que a trate com o orgulho e o carinho com que que uma pessoa normal trata a propriedade que é sua e que pretende transmitir aos seus herdeiros em melhores condições do que as iniciais.

Se RR conseguir um terceiro mandato à frente da Câmara, pedirei licença aos caros amigos Rui Valente, Renato Oliveira e Dragão Vilapouca para me juntar a eles na sua fuga a este país!

NESSUN DORMA, sempre!

Por respeito aos portuenses, exponho de seguida um link de um post da minha autoria, datado de 14 deDezembro de 2007, onde caricaturava a figura do filhote do "insuspeito" Diogo Freitas do Amaral, sem sequer imaginar o grau de parentesco que poderia existir entre ambos. Fi-lo na altura, por achar insultuoso para o Porto e para os portuenses, o conteúdo de um artigo por ele publicado no Diário Económico, que também transcreverei na íntegra, para terem uma ideia da independência da prole de Freitas do Amaral.
O post era este
O artigo deste improvável candidato ao Nobel de literatura, rezava assim:


“A Chicago dos anos 30”
É como se o Porto se estivesse a tornar numa arena de bandidos que um dia já foram mais poderosos, e hoje perderam o tino e a razão. Aqui há uns anos, quando regressou ao Porto já como treinador do Chelsea, José Mourinho trouxe uns seguranças com ele. Tinham existido uns problemas com alguns adeptos do FC Porto, um deles cuspiu-lhe durante um jogo em Inglaterra, e Mourinho temia que as coisas pudessem dar para o torto. Quando lhe perguntaram porque é que trazia seguranças, Mourinho respondeu simplesmente: “quando vou a Palermo tenho de tomar cuidado”. Assim, sem tirar nem pôr. O homem que durante dois anos e meio treinara o FC Porto, levando-o a dois títulos de campeão nacional, uma Taça de Portugal, uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões, um palmarés nunca antes conseguido por nenhum treinador, esse mesmo homem, que conhecia muito bem o Porto (cidade), referia-se à Invicta como Palermo!
Palermo…As associações com a mafia eram evidentes. Mourinho estava bem consciente do que se passava nos ‘bas fonds’ da cidade, e sabia que esses ‘bas fonds’ se tinham aproximado em demasia do poder no FC Porto. Na época, os SuperDragões andavam de braço dado com Pinto da Costa, e também com Carolina Salgado, com quem o presidente do FC Porto vivia. Os homens fortes da claque tinham assento na tribuna de honra do Dragão e jantavam com o presidente. Contudo, toda a gente, incluindo Mourinho, sabia que essa tropa de choque era composta por gente perigosa, gente que andava armada, cometia crimes, e não tinha qualquer tipo de escrúpulos.
Os tempos passaram, e agora, ao examinar a longa lista de assassinatos que têm acontecido na “noite” da cidade do Porto, é inevitável mas lá estão as relações aos SuperDragões. Alguns dos mortos, e alguns dos supeitos, pertencem ao mesmo grupo que rodeava o presidente do FC Porto na época em que ele foi chamado ao tribunal de Gondomar e levou os SuperDragões para intimidar os juízes. A sensação que fica é que estas proximidades são perigosas, e que um dia ainda acabam mal. Entretanto, as mortes sucedem-se no Porto. Primeiro foi um segurança, depois um porteiro, depois um dos mais conhecidos empresários da noite, e por aí fora tem continuado a matança. Seis são já os corpos, crivados de balas, de pistola, ‘shotgun’ ou metralhadora. Sim, leu bem, metralhadora. À porta de casa, à porta das discotecas, no meio da rua, grupos armados param carros, ajustam a mira e matam quem desejam matar, com violência. Fala-se em “ajustes de contas”, em “guerras da noite”, mas a verdade é que a lista de mortos não pára de aumentar.
Alguém mais inspirado, julgo que do PSD, veio dizer que o Porto parecia “a Chicago dos anos 30”. A metáfora não é totalmente desajustada. Palermo, Chicago, tudo lugares míticos do crime, o que significa que para a psicologia do Porto isto é algo de traumatizante. Para mais, a PJ parece não querer intervir. Até agora, ainda ninguém foi preso. Seis meses depois de começarem os homicídios, a PJ não se decidiu ainda a intervir. A mensagem que passa é “deixem-nos matar-se uns aos outros”. É como se a PJ soubésse que o que se está a passar é uma guerra dentro dos ‘gangs’ pela supremacia na noite do Porto e preferisse estar sentada no alto do monte, observando a guerra à distância, enquanto os ‘gangs’ se matam entre si.
É verdade que, até agora, os crimes ainda não atingiram o público. O alarme social é mais distante. Ninguém que frequente a “noite” do Porto teme pela sua segurança ou pela sua vida, porque os ‘gangs’ não querem gerar o caos social, mas apenas lutar entre si. E, sendo assim, o perigo é menor. Não se trata de gente que mate indiscriminadamente, ou que queira pôr o negócio da noite em risco. Bem pelo contrário. Os assassinatos são cirúrgicos, operações especiais cujo único objectivo é eliminar mais um membro de um ‘gang’ e não assustar a malta que vai à discoteca.
Seja como fôr, fica uma ideia de um Porto criminoso, um Porto perigoso. É como se a cidade se estivesse a tornar numa arena de bandidos que um dia já foram mais poderosos, e hoje perderam o tino e a razão.
Domingos Amaral,
Director da revista “Maxmen”
Nota:
Pressinto que aqueles senhores que escrevem nos jornais e que entram pela nossa casa, através da TV ou da rádio, garantindo-nos que trabalham para nos informar, vão ignorar esta circunstância. De repente, a bisbilhotice que os caracteriza vai fazer greve. Apostam? Aqui está, mais uma amostra da diferença entre a independência da blogoesfera e a dos media tradicionais.

Links do dia

Eles já têm um iPhone3G

A única vez que consultei o Renovar o Porto na minha curta estadia em Nova York, foi com esta pequena maravilha (atenção, não recebo comissões da marca) , numa loja da Apple.
Fachada da Câmara renovada
Tão parcimonioso era o "nosso" Presidente da Câmara com "promiscuidades" que até comprou uma guerra com o clube mais popular da cidade. Mas, lá diz o ditado, mudam-se os tempos...
E os tempos mudam mais abruptamente quando há eleições à porta. Então, lá se vão os pergaminhos. A SONAE, paga a factura das obras? Então, que se lixe, venha a SONAE! Qual promiscuidade qual carapuça, isto é negócio. Transparente, digo eu.
É alarmante o crescendo deste tipo de crimes no Porto. Parabéns senhores governantes. Quanto mais desprezarem o indíce de pobreza da região mais responsáveis serão pela profusão da criminalidade. O que é de lamentar, é que a Justiça só tenha olhos para as consequências. E as causas, meus senhores? Fecha-se os olhos, não é?
São estes detalhes requintados que me fazem ter uma "admiração" indescritível por Rui Rio e perceber a "lucidez" dos seus fãs. É um monumento ao respeito o cuidado de Rui Rio para com a hiper suceptibilidade centralista. A "gentileza" que teve em informar o Big Brother de Lisboa que o futuro oceanário do Porto será de menor dimensão que o de Lisboa... É uma ternura. É assim mesmo, um portuense "sem" complexos, século XXI! Precisamos de mais assim. A cidade fala por ele.

Duvidar de tudo e de todos

Duvido muito que, depois do prolongado carnaval em que o país tem vivido estes últimos anos, José Sócrates faça uma pequena ideia da confusão e insegurança que se instalou nos portugueses.
Ele, tal como todos aqueles para quem a crise pouco mais significa do que uma pacífica corrente de ar, está a uma distância assustadora dos reais problemas por que passam as populações. Nesta matéria, só o povo e apenas o povo é soberano e sábio. Por isso, nesta altura, ouvir os políticos falar do Estado da Nação, é mais intediante e risível do que fazer a apologia do Fado como canção "nacional".
Alguém acredita que, face ao triste espectáculo que os mais altos responsáveis da Nação estão a proporcionar aos cidadãos, o país ainda tenha futuro? Saia daí um optimista a garantir-me que sim, sem antes nos propôr esta condição: fazer passar pela peneira toda esta gente que jura perante a Constituição, cumprir e fazê-la cumprir. A passagem pela peneira, já compreendemos, será muito mais fiável do que as juras dos políticos à Constituição, porque teria de se submeter, obviamente, a uma prévia e cuidadosa selecção, enquanto que a palavra jurada (ou não) dos políticos não vale literalmente nada.
E assim mesmo, teríamos de saber escolher bem a "peneira", porque tal como a Lei, pouco vale se não fôr bem e criteriosamente usada. Ora, é exactamente isso que não acontece nunca, neste país: o hábito de cumprir.
E, tal como disse (e bem) aqui o Rui Farinas, estamos a passar por uma versão diferente do PREC (Processo Revolucionário em Curso), para pior, porque este está completamente desenquadrado dos 34 anos de democracia já vivida. À luz do tempo, o PREC do pós 25 de Abril, até se compreende, dada a imaturidade política dos portugueses à época e à mordaça da censura que os impediu, durante quase 50 anos, de votar. Agora, em 2008, esta pouca vergônha, num Estado de Direito? Mas que Direito? O Direito dos acomodados, dos beneficários directos? Ou, o Direito de Marinho Pinto? E, Marinho Pinto? E ele, será de confiar? E aqueles que o rejeitam, serão mais confiáveis?
Meus amigos, eu não sei dar-vos a resposta, porque em boa fé, não sei mesmo. Até prova em contrário, o melhor é desconfiarmos de tudo e de todos, se possível, sem fechar as portas a nada, nem a ninguém. Utopia, isto? Pode ser. Mas, o que nos resta?
PS-Ah, ia-me esquecendo. Cautela! Antes de entrar e sair de casa, do carro, do metro, ou (abrenúncio!) da casa de banho, olhe para a frente, para trás, para cima, para baixo, para os lados. Nunca se sabe, se não estará um funcionário da Liga ou da FPF, com escutas, para saber se o amigo pertence à sacro-santa família benfiquista, ou aos mafiosos do FCP... Veja bem, porque arrisca-se a perder o emprego.

Música que alimenta a alma

Começa-se a fazer "LUZ"...

Primeiras pistas sobre esse "fenómeno" chamado Domingos Amaral...

Biografia

Melhor que Prozac???



O PÓDIO



Para quê fazer "peritagens" sobre o golpe de estado da Federação Portuguesa de Futebol? Esta caricatura vale muito mais do que mil investigações feitas for encomenda.

10 julho, 2008

O inesperado regresso do PREC

NOTA PRÉVIA - O facto de ter estado "fora do ar" durante uma dezena de dias, levou-me a não poder comentar a actual pouca vergonha do futebol português, logo no seu início. Hesitei sobre se deveria, agora, acrescentar comentários a um assunto já super-comentado. Decidi-me por, mesmo tardiamente, exprimir algumas rápidas opiniões dada a gravidade e importância de tudo o que se está a passar. Não li o que se escreveu entretanto na blogosfera (excepto o Renovar o Porto) por isso poderei estar a repetir argumentos já publicados. Se assim for, as minhas desculpas, mas trata-se de coincidência de ideias e não de plágio.


Sinto-me rejuvenescido! Voltei aos tempos pós-25 de Abril. Os condimentos estão aí: o PREC, os saneamentos selvagens, as empresas em auto-gestão. Foi isto, sem tirar nem pôr, o que se passou no CJ da FPF. Toda esta situação é vergonhosa, mas que os "intelectuais" anti-futebol não embandeirem em arco dizendo que é mais uma prova de que o futebol é um pântano. Não, pântano é a Justiça em Portugal. A justiça desportiva não é mais do que uma emanação da justiça civil. Àqueles que digam que a raíz dos problemas é o facto dos conselheiros do CJ serem indicados pelos clubes e, consequentemente, sentirem maior compromisso com quem lá os pôs do que com a JUSTIÇA (eu partilho desta opinião) eu lembro a esses que também no Tribunal Constitucional ( a mais alta instância da Justiça portuguesa) os seus membros são nomeados mais por interesses partidários do que pelo seu conhecimento da Constituição ( concedo no entanto que a categoria intelectual dos juízes, num e noutro caso, é bem diferente). O problema não está então no futebol, está no país. No futebol a situação agrava-se pela falta de nível de muitos dos dirigentes que conseguiram subir aos diferentes poleiros. Administrativamnte, fora das quatro linhas, o futebol é o que forem os dirigentes. Quando estes, na sua maioria, são o que são, espera-se o quê?

O presidente da Liga, na sua enorme vacuidade e comprovada incapacidade, diz que "começou uma nova era no futebol português". Porquê, será que o senhor pensa em demitir-se? Por seu lado o presidente da FPF, esse monumento vivo aos "rolhas" deste país, como habitualmente mais interessado na sua sobrevivência do que na saúde do futebol, assobia para o lado e lava as mãos como Pilatos, argumentando que o CJ é um órgão autónomo, confundindo propositadamente a real autonomia do ponto de vista de administração de justiça, com uma total e absoluta autonomia sem limites e sem regras que o transformaria num organismo inimputável. O CJ é um orgão da Federação portanto o presidente desta não pode abstrair-se dos seus disparates, caso contrário pergunta-se a quem presta contas o CJ. Ao Presidente da República, ao Menino Jesus?

Mas a irresponsabilidade do Sr.Madail vai mais longe. Ele sabe pertinentemente que há um problema jurídico para resolver, que consiste em decidir se houve uma ou duas reuniões e se a segunda é legal ou ilegal, pois esta decisão condiciona a validade ou a nulidade das pretensas sentenças tomadas na reunião do orgão, nessa altura já em "auto-gestão revolucionária". O senhor presidente da FPF decide no entanto enviar aos envolvidos ( Boavista e PdC) os acordãos da chamada "segunda reunião". Isto só quer dizer uma coisa: o senhor presidente considera que esta segunda reunião, efectuada depois do saneamento do Dr.Gonçalves Pereira, é legal e as suas decisões são para cumprir. Por outras palavras, o Sr.Madail, que proclama insistentemente a sua "imparcialidade absoluta", tomou formalmente partido por um dos lados. Exemplar! Como se não bastasse, enviou o mesmo acordão acusatório à UEFA, não ignorando os problemas que vai causar indevidamente ao seu filiado FC Porto.

Um último apontamento para lembrar, se necessário fosse, que tudo isto é mais uma
batalha na guerra que o Benfica desencadeou com o intuito de ganhar na secretaria aquilo que não conseguiu dentro das quatro linhas.

Eu quero acreditar que ainda há Justiça em Portugal, apesar de todos os sinais emitidos que indicam que ela está gravemente enferma. Se houver, e agora com a questão no âmbito dos Tribunais Administrativos, nem Pinto da Costa nem o Boavista serão condenados. Digo-o com honesta convicção, sem qualquer parcialidade clubística ou bairrista.

Cheira mal, cheira a Lisboa...


Começa bem, começa, a escôlha de Gilberto Madail para "apreciar" a bronca na F.P.F. Não tenho elementos que me possam garantir que Domingos Amaral é filho de Freitas do Amaral, mas que existem semelhanças, lá isso existem. Só temos é que fazer votos que o pai não seja como o filho: sectário e benfiquista assumido. Nesse caso, já não sei que mais dizer, a não ser que me apetece mudar de país. A vergônha de ser português aumenta de dia para dia e apesar de já não ser nenhum menino, ainda sou capaz de um dia pegar nas malas e zarpar para bem longe.
Nunca se sabe...
Quem escreve o que ele escreve, é tudo menos independente, e, se é verdade que o pai não é o filho, não é menos verdade que os laços de família podem ter influência no parecer sobre o golpe de Estado no Conselho de Justiça da FPF.
Quer-me parecer que o circo não vai ficar por aqui. Quando entrarem os tigres e os elefantes avisem-me, por favor, porque essa é a única parte do circo que realmente aprecio. A dos animais. Dos animais não rastejantes, claro.

Portuenses e portistas: que "ninguém durma"!!!





PUCCINI COMPÔS, PAVAROTTI CANTOU, EU ACONSELHO: nessun dorma

Hélder Pacheco, à Porto!

Clicar sobre a imagem para visualizar o texto.

O choro de Rui Rio (link)

Rui Rio: "Lisboa tem 400 milhões para a marginal e Porto tem ideias"

Chora, chora, Rui Rio, mas baixinho, porque o "menino" pode acordar... Sobretudo, não berres.

09 julho, 2008

Metamorfoses cinéfilas




Há diferenças?
Aqui o fenómeno é semelhante, a única diferença é que este leiriense não diz que é adepto do União de Leiria, embora prefira omitir as origens. Se calhar, com medo que o rotulem de provinciano...

Metamorfoses de um pasquineiro




« ---- Isto, não se parece com isto? ----»

Links do dia

Freitas do Amaral vai liderar averiguação ao CJ
De que côr secreta vestirá o Prof. Freitas do Amaral??? Seria conveniente que todos soubessem, antes de lhe darmos o benefício da dúvida. Se suspeitam de uns por causa das suas preferências clubísticas, nós temos o direito de suspeitar de outros...
Concordo com o Manuel Serrão, chamar palhaçada ao espectáculo circense em que a capital do Império está a transformar o país é um insulto para os profissionais do riso e um rótulo demasiado suave para os seus responsáveis.
Ricardo Bexiga na entourage de Eisa Ferreira? É brincadeira, ou querem precipitar a derrota da militante socialista à Câmara do Porto?

08 julho, 2008

Música para amaciar a revolta

Répteis. Os da foto não são os piores...

Afinal, quem terá sido o inventor-fabricante da famigerada guerra, Norte-Sul? Pinto da Costa, dirão logo todos, aqueles que o invejam.
E por que será que o odeiam tanto? Por ser, de facto, um "mafioso"? Por ter levado o clube que dirige a patamares de excelência e de sucesso nunca antes visto, num clube de "província"?
Diria que é pelos dois motivos, sendo que só o segundo, é real. O outro, o tal "sistema mafioso", não passa de uma sórdida ficção que os conforta e na qual gostam de acreditar para lhe conferir algum sentido e também para influenciar a opinião pública. Enquanto isto, disfarçam insuficiências próprias. No íntimo, e se em perfeito juízo, eles sabem muito bem e não acreditam que Pinto da Costa tenha conseguido o que conseguiu por processos duvidosos herméticos e sofisticados de soborno a árbitros.
Eles sim, é que forjaram toda esta encenação, anos a fio, num trabalho de sapa com armadilhas de todo o tipo e a colaboração fiel dos media, que pouco a pouco redundou nesta pouca vergônha a que agora temos de assistir. A guerra Norte-Sul foram eles que a criaram, tanto no verbo como na substância, mas o que certamente não esperavam era encontrar um "General" à altura de resistir a tantos ataques e a tantas traições. E ainda bem que lhes soube resistir, ainda bem que o "General" se chama Pinto da Costa, porque se fosse feito da mesma massa de alguns portuenses simulados que por aí há, o Futebol Clube do Porto já não existia, estava nas mãos destes verdadeiros facínoras.
Ontem, na RTPN, deu para ver como aquele senhor a quem o Rui Moreira amavelmente (mas, imerecidamente, quanto a mim) chama de meu amigo tem jeito para representar. Seria melhor aplicado o talento, se em vez de realizador, José Pedro Vasconcelos tivesse decidido ser actor. O ar cínico de espanto e de falsa indignação como reage aos comentários de Rui Moreira revelam bem o faccionismo do seu carácter. Deturpa, manipula, com o ar mais cândido do mundo. Estará esta tendência na génese natural dos benfiquistas, ou é uma questão de contágio?
Aquele realizador mal realizado, convenceu-se que é dono de tudo, até das ideias dos outros. Enquanto o Rui Moreira apresenta os seus argumentos de modo contundente mas cortês, ele não resiste a dirigir-lhe alguns mimos pessoais pouco simpáticos, mas pouco depois passa-lhe a mão pelo pêlo para o amansar dizendo que o considera muito, etc., etc. É um asco!
Pois este senhor, ele sim, é que pertence à família dos artífices das guerras. É useiro e vezeiro a falar da guerra Norte-Sul (nunca sul-norte,claro) para a anexar rapidamente à figura de Pinto da Costa e intensificar mais e mais a ideia de que é nele e em mais ninguém (até ver) que reside o pecado original da rivalidade extremada entre Porto e Benfica. Deles, dos benfiquistas, que tão maus e prolíferos exemplos dão ao país de fair-play e civismo, é que não vem mal ao mundo, são todos inofensivos meninos de coro ou cavaleiros andantes da paz. Nota-se, no estilo e na essência...
Bem, mas esta história os leitores já conhecem de cor e salteado. Mais; conhecem-na tão bem, como uma outra que estes grandes hipócritas do alto dos seus escrúpulos de galinha hormonada não gostam de lembrar. É que, esta ganância louca de usurpadores não lhes permite reconhecer (ó reconheces!) que a comunicação social anda com eles ao colo, que é arbitrária, desonesta e submissa. Isso, não dizem eles, apesar de saberem que é verdade. Mas com essas verdades, não gostam eles muito de lidar, porque é incómoda e corresponderia à visão de um filme (real) de bandidos em que eles são os principais e piores protagonistas.
Mas, cá está outra vez a história da tosquia e das ovelhas... É terrivelmente difícil ser-se honesto em causa alheia, mas talvez seja essa a forma mais elevada de testar a honestidade de cada um.
Não se lhes pede tanto. O que não só se pede como exige, é que o senhor Procurador Geral da República o seja. Pelo menos ele, não pode nem deve ter clube, e muito menos influências. Caso contrário, é chegado o momento de saber se Cavaco Silva serve para mais alguma coisa do que para nos dar conselhos paternalistas. É chegado o momento de sabermos se temos Presidente.

07 julho, 2008

NOJO

Cada vez que escrevo e manifesto o desgosto pelo palco de espectáculos deprimentes em que Portugal se tornou, sinto que já não existem palavras no dicionário capazes de traduzir o que me vai na alma. Tenho a certeza, que é esse, também, o sentimento de muitos e muitos portugueses.
Provavelmente, uma maioria, sem compromissos político-partidários. Só pode fechar os olhos a esta salada russa de pérfidas vulgaridades, quem beneficia, directa ou indirectamente, com ela, ou quem ensandeceu por razão de causalidade.
O meu desprezo - quase repugnância -pela classe política tem cada vez mais razão de ser. Esta, é talvez a única coisa em que preferia nunca ter tido razão. Mas tenho, e não ganho absolutamente nada com isso. Mas, ganharia seguramente ainda menos se calasse a minha revolta ou mesmo se (como alguns parvalhões que por aí há) se me atrevesse a pôr paninhos quentes nesta barafunda contaminável a que o país chegou. Tão insidiosamente, que até para dizer "país", começo a sentir o desconforto e a vergônha de um apátrida.
Se me dissessem que a Democracia era isto, nunca teria apoiado o 25 de Abril. Detestava Salazar, mas hoje, face a estes incapazes, até consigo contemporizá-lo. Esta gente que nos vem v-i-g-a-r-i-z-a-n-d-o, dia após dia, ano após ano, até chegar aos 34 anos de idade adulta em perfeita impunidade, não faz mais do que qualquer criminoso faria, continuar alegremente a tirar partido e a governar o mais que pode a sua vidinha. É assim, nada mais! A sua vidinha não sofre a corrosão das crises, sejam elas conjunturais ou não. Uma - ou mais do que uma - confortáveis
reformas pessoais são eles sempre capazes de preparar, o mesmo, já é impossível de garantir no que respeita às reformas do país e do povo.
O discurso é tão enfadonho como indignante, mas não sofre qualquer alteração, limita-se a mandar apertar o cinto. Nunca o cinto deles (isso é demagogia...), sempre o dos outros. E o cinto dos outros que gostam de mandar apertar (em nome da Nação) pertence, invariavelmente, sempre à mesma cintura: à do povo. Mas estas palavras não são reais, são demagógicas, e é com esta manipulação da própria realidade que estes sacanas vão governando a sua vida. Lixando o povo.
E o mais grave, é que costuma ser por estas alturas e ambiências que ficam criadas as condições óptimas para o ressurgimento de Ditadores. Normalmente surgem quando a sociedade está podre de corrupta, e normalmente os ditadores levam a melhor. O povo ama a liberdade, mas odeia passar fome. E entre uma coisa e a outra, às vezes opta pela última, sacrificando a primeira.
Tudo, porque a Democracia, sem respeito pelas regras e pela Lei, é um alfobre fértil para oportunistas e grande parte deles não estão só no futebol, estão no Poder e na política. Que ninguém duvide disso.