30 janeiro, 2009

Arquitecto Manuel Correia Fernandes (in JN)

Clicar sobre a imagem para ler

Este fenómeno não é apenas português ou europeu. A «crise histórica» que já estamos a viver tem uma escala planetária e, como já todos percebemos, não é apenas financeira, económica ou social, mas tem uma dimensão global e marcadamente política e tem no defeituoso exercício da democracia a sua principal origem (eu, diria adulterado, na vez, de defeituoso, porque os defeitos corrigem-se, o adultério político, não. Pune-se! ).

Assino por baixo e, por cima

Cliping (Dois em um)

jornal metro:

em Espanha nem o gratuito "metro" escapa à crise. Será que por cá vai conseguir resistir-lhe?

Manuel António Pina:
este senhor, é como eu, um "derrotista, maldizente, ateu, exagerado e ficcionista". Nada do que diz corresponde à realidade dos iluminados. Esta ditadura, que se entretém a brincar à democracia, ainda não é a Inquisição, caso contrário, já muitos estavam a estorricar nas suas «santas» fogueiras. ..


Clicar sobre as imagens para ler

29 janeiro, 2009

THE PRINTED BLOG (1ª edição)


Clicar sobre o título do post para entrar

A «escaldante» água na fervura do Director do JN

Leio, sem compreender muito bem, na coluna Frases de Ontem, do Público, esta expressão do director do JN, José Leite Pereira:

"Portugal é infelizmente, um país que gosta de dizer mal. E dizer mal do país é uma forma de diminuir quem está no Poder, quem tem as rédeas na mão. Como qualquer generalização, é má política."

Começo pelo fim da frase de JLP, perguntando aos leitores, se, dizendo, como disse JLP, que "Portugal é, infelizmente, um país que gosta de dizer mal", não está, ele mesmo, a produzir outra generalização? A palavra "infelizmente", será a única de toda a frase, com a qual estarei de acordo. Portugal é, de facto, um país infeliz, não é um país derrotista.

É um país infeliz, por múltiplas razões. Uma delas, é também por ter uma comunicação social oportunista e pouco corajosa, que confunde a "crítica" que ela própria produz, com a da opinião pública, o que não é a mesma coisa. A outra razão, está à vista de todos: o país vai, de facto, de mal a pior. Se alguém ousar dizer que alguma vez se viveu bem em Portugal (mesmo excluindo a época anterior a 25 de Abril), mente, ou gosta de filmes de ficção muito pouco científicos.

Portanto, o que é que sobra a Portugal para gostar de "dizer bem"? Auto-estradas? Hipermercados? Centros Comerciais com emprego precário? Centralismo? Incumprimento constitucional da Regionalização? Off-shores? Escândalos financeiros, na Banca? Altos salários de quadros administrativos ocupados em grandes empresas por políticos incompetentes? O baixo nível de vida da grande maioria dos portugueses? O escândalo Casa Pia? Corrupção informativa dos media, como na RTP? Perseguição afrontosa e descarada ao Porto e suas instituições mais populares, como a que está a ser movida ao FCPorto? Educação? Saúde? Enfim, o quê?

Sejamos sérios, deixemos essa fantasia do optimismo para os psiquiatras. Para se ser sério, não é obrigatório usar paninhos quentes, nem pintar de rosa o que continua negro. Pior seria, neste mundo cão, em que o povo observa, impotente, o pântano de corrupção política onde gente com responsabilidades (mas, irresponsável), está envolvida, se não existissem indivíduos ou pequenos grupos de pessoas, que vão conseguindo sobreviver e até destacar-se com algum sucesso em várias áreas!

Se é a essa gente, mais ou menos anónima, que José Leite Pereira se quer referir quando diz que "Portugal só sabe dizer mal", então é mau analista. A árvore não faz a floresta, como um bom médico, não faz um bom Hospital, como um bom ministro não faz um bom Governo. Então, como quer o Director do JN que os portugueses "elogiem", em lugar de "diminuirem" quem está no Poder, se as rédeas que o detêm são de papel e nada fiáveis?

Tenham paciência, mas o meu orgulho nacional não se alimenta de folclore à La Scolari, com bandeirinhas na janela para no final da festa me limitar a apanhar as canas dos foguetes que outros lançaram. Nem tão pouco se alimenta com um Governo mais centralista do que o de Salazar, a desprezar cronicamente o canto da terra onde vivo e nasci.

O meu orgulho nacional em nada se parece com o do Sr. Presidente da República que disse uma vez orgulhar-se dos emigrantes portugueses. Eu, se fosse Presidente da República, lamentava a emigração, não me orgulhava dela. Porque a emigração, não é mais do que um símbolo da falta de trabalho e da sua baixa remuneração, em Portugal. Se eu fosse emigrante não depositava um cêntimo num Banco Português. Entregava-o à confiança do país que me deu a oportunidade para sobreviver e ser gente. Esse, é que é o verdadeiro país dos emigrantes. O outro, é o da fantasia, do coração. É o país a quem nós gostaríamos de pertencer de corpo e alma, mas a onde só nos resta ligada a alma.

28 janeiro, 2009

PortoGaia

Posted by Picasa

No twitter desde o Sheraton

- http://twitter.com/miguelbarbot

Sinais da «força» da Blogosfera?

Clicar sobre a imagem para ler

Frases pessimistas ou, realistas? A escolha é vossa

Da coluna "FRASES DE ONTEM" do jornal Público, retirei estas de Manuel António Pina(JN), e do bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinho (TSF), que considero integralmente sérias e realistas:

"A crise está a atingir o sector da ladroagem e é preocupante o alargamento das desigualdades entre ladrões ricos e pobres, com uns a roubar milhões e outros, cada vez mais numerosos, arriscando-se a ir presos por uns pacotes de batatas fritas"
MAP/JN
"Há uma promiscuidade entre os maus investigadores e o mau jornalismo em Portugal. A manutenção deste estado de coisas cria um nevoeiro de suspeita terrível sobre a dignidade das pessoas."
AMP/TSF

Paulo Campos na Visão

Paulo Campos, na Visão

"Temos vindo a assistir a vários interlocutores da região do Norte a fazer desafios sobre a gestão no aeroporto, mas não se viu nos últimos anos, em que estivemos a trabalhar para que o aeroporto do Porto atingisse os objectivos que atingiu, ninguém a dizer «estamos cá e disponíveis para lutar lado a lado para angariar passageiros, rotas e pessoas para visitar o Porto»", salientou.

Pergunta RoP: O que a ADETURN tem feito não conta?

27 janeiro, 2009

O outro Regime e este

Para quem tenha dúvidas, informo que ainda sou do tempo da(s) outra(s) senhora(s), o que significa que pude viver a experiência dos regimes de Salazar e Caetano. Tinha 26 anos quando os capitães de Abril promoveram a revolução que, supostamente, deveria conduzir Portugal à Liberdade, à Democracia e ao dito Progresso. Destas três ambições, apenas conquistámos uma: a Liberdade. Só, a Liberdade, sim.
Gostaria então de colocar algum rigor sobre a ideia que hoje, muitos fazem da falta de Liberdade vivida no antigo regime. De facto, não havia eleições livres, nem liberdade para discutirmos de forma pública e explícita, determinados assuntos, mas também não tínhamos um polícia em cada esquina a espiar-nos, como alguns inventam. Como muitos jovens na altura, eu pertenci àqueles que passaram algumas noitadas, na rua, com os amigos a falar de tudo, incluindo, de política. Sim, de política (mais idealista que partidária) e do nosso país.
O regime salazarista tinha tanto de opressor, como de estúpido, e como tal, não conseguiu impedir-me a mim, e a muitos outros, de sair (com passaporte de turista) de Portugal, mesmo em plena época de guerra colonial e com idade para apresentar os sinais para a tropa.
Com um pai profundamente anti-salazarista, também aprendi a torcer o nariz ao ditador, mas não foi o regime que me fez partir, foi a minha grande paixão pela aventura. De tal modo que, enquanto uns pagavam para fugir do país e da guerra colonial, eu, regressava do estrangeiro, para pouco tempo depois ingressar no exército e ir parar a Moçambique, para a guerra colonial.
Não me censurem, porque fi-lo com a ingenuidade de um jovem relativamente politizado, mas algo influenciado pelo orgulho pátrio da época (e pelo meu avô), pensando estar a prestar um grande serviço ao país. Se, hoje, me perguntassem se estava arrependido, diria claramente, que estou. A minha experiência militar no chamado Ultramar não trouxe nada de importante à minha vida, a não ser o refinamento da consciência do racismo que alguns portugueses praticavam em África. Eu vi.
Mas, por que é que estou a falar-vos da minha vida? É só para que entendam, que, como a minha, há outras vidas e experiências com pontos intermédios com as contemporâneas, que nos autoriza a estabelecer comparações. Como tal, estou à vontade para dizer sem qualquer hesitação que, apesar dos regimes fechados e cinzentões de Salazar e Caetano, não tenho memória de ver com os meus próprios olhos tanta bandalhice e desonestidade intelectual como agora. Podem-me dizer que naquele tempo as sacanices já se faziam, mas às escondidas. Pois bem, dou de barato esse argumento. Mas, que importância tem isso? Será somente, pelo contraste entre ocultar e exibir a hipocrisia política (e social), que está a grande vantagem da "Democracia" em relação à Ditadura? Se é, então ainda estamos pior. Eu prefiro não ver o que me repugna se me for negada a possibilidade de intervir. E foi só para isto que se fez o Portugal de Abril?
Pensando bem, vivemos hoje uma outra espécie de Ditadura. Não, como a de outrora, mas ainda mais cínica, porque através do mito da nossa liberdade de opinião, criou-se no povo uma falsa ideia de democracia que lhe castra a capacidade de revolta e lhe tolda a lucidez. A Ditadura dos novos tempos, reveste-se da máscara perigosa da Democracia, e é exercida pela comunicação social, e de forma habilidosa. De tal modo que, frequentemente, parece constituir-se numa forte oposição aos poderes públicos e económicos, mas está neles estrategicamente incorporada.
No "tempo da outra senhora", a televisão era mais hermética, cinzentona, tecnicamente menos sofisticada, tinha menos programas, mas nunca nos fez sentir discriminados. O que se fazia, era igual para todos. Os de Lisboa, ouviam os mesmos "sermões" e as célebres conversas em família de Marcelo Caetano que ouviam os do Porto, Braga, Guimarães ou Coimbra. Hoje, em "Democracia", o discurso é de Lisboa para Lisboa, tomando-a como o todo nacional. Nós, no Porto, sabemos que não estamos a ser tratados por igual. Há facciosismo, há intriga, há conspiração contra o Porto, e a "Democracia" não nos serve para nada, ri-se da nossa impotência. Os cães de fila do regime fazem o que lhes apetece.
Sinceramente, acho que por muito menos se fez o 25 de Abril. A Liberdade do homem, em qualquer circunstância, tem de ter limites. Eu estou preparado para assumir os meus, o que não estou é com muita paciência para continuar a assistir a esta pouca vergonha. Esta gente é um nojo. Quando é que nos dispomos a metê-los na ordem?

26 janeiro, 2009

Associação de Cidadãos pede gestão autónoma do aeroporto

No SOL

A Associação de Cidadãos do Porto (ACdP) defendeu hoje que não basta autonomizar a gestão do Aeroporto Sá Carneiro, sendo necessário que as mais-valias obtidas se injectem directamente no tecido económico da região.

José Ferraz Alves, economista e membro da ACdP, disse à Lusa que o objectivo é concretizável através de «parceria público-privada auto-regulada», seguindo as teorias de Mohammad Yunus para os negócios sociais.

Mohammad Yunus é economista e banqueiro do Bangladesh, fundador do Banco Grameen, impulsionador do micro-crédito e Nobel da Paz em 2006.

De acordo com o modelo proposto, a propriedade e gestão do aeroporto seria privada e das autarquias, mas o seu objecto social não seria a maximização dos seus lucros, antes o desenvolvimento da região, medido por indicadores económicos concretos. 

Após a recuperação do capital investido pelos accionistas, o aeroporto passaria a ser «a verdadeira fonte de rendimentos para as acções de desenvolvimento da região».

José Ferraz Alves disse que o modelo é «perfeitamente exequível» e acrescentou que «o próprio caderno de encargos pode prever que se premeie quem opte por essas soluções inovadoras».

A ACdP entende que estruturas de importância estratégica não podem ser geridas para visar o lucro, mas para injectar as mais-valias obtidas directamente no tecido económico da região.

Em gestão autónoma, o aeroporto geraria receitas adicionais na ordem dos 400 milhões de euros, aumentando a competitividade das empresas exportadoras e a criação de 25.000 empregos, segundo estudos de uma empresa de consultoria.

«Aplicando os princípios que defendemos, esses valores seriam superiores», acredita a ACdP, para quem o Aeroporto Sá Carneiro «deve ser um instrumento estruturante ao serviço do Noroeste Peninsular e de duas das regiões mais deprimidas da Europa».

«Não é suposto que seja apenas parte de um negócio lucrativo para quem o explorar a partir de Alcochete», acrescenta.

A Junta Metropolitana do Porto, o Conselho Empresarial do Norte e outros agentes do Norte têm reivindicado a separação do Aeroporto Sá Carneiro da ANA - Aeroportos e Navegação Aérea, que será alvo de privatização, autonomizando o seu destino do futuro aeroporto de Lisboa e permitindo a sua utilização para potenciar o desenvolvimento da região.

Lusa/SOL

Alto e para o baile! Solidariedade indiscriminada, não!

Antes de ler o post de Miguel Barbot, aqui logo abaixo, tencionava escrever sobre o trabalho ignóbil de alguns «jornalistas» ao serviço da RTP e de outras empresas de comunicação, como é o caso do JN. Por acaso, os temas coincidem entre si, e portanto aproveito para matar dois coelhos de uma cajadada só.
O título deste post não é muito explícito, por isso, vou-me explicar melhor.

Tenho pelos jornalistas o maior dos respeitos, mas entenda-se que, antes de, abstractamente, respeitar o jornalismo, procuro dedicar (ou não) o meu respeito a quem o desempenha com mérito e honra.
Não me solidarizo com profissões, mas posso solidarizar-me com pessoas. Solidarizo-me sim, primeiro, se achar que o devo fazer, e se lhes reconhecer idoneidade moral e profissional para o merecerem. Ora, não darei nenhuma novidade a ninguém se lembrar o trabalho sujo que muitos «jornalistas» têm feito e fazem, em nome de "valores" que só eles entendem: os seus. Quem quer ser digno, não se prostitui a trabalhar para qualquer mafioso, ou a escrever o que ele quer. Há sempre uma porta para entrar, mas também outra para sair, quando se impõe...
No JN, só alguns li, a defenderem, consecutiva e intransigentemente, o Norte. Esses, sei bem quem são e os outros, também.... Os que andaram a lamber os pés ao patrão centralista, com capas de jornais, estilo Bola e Record, e até (sim), de O Jogo, com esses, tenham paciência, eu não me solidarizo. Que se amanhem, ou reclamem solidariedade aos amiguinhos da capital ao serviço dos quais estiveram.

O que tencionava escrever sobre a RTP, era mais uma inquirição que um artigo, e uma delas era procurar saber, tintim por tintim, quem é quem, na RTP, televisão de todos os contribuintes, entre os quais se contam milhões de portuenses. Começando pelo Conselho de Administração , e pela sua "leve" estrutura , é simples descobrir o ponto (a pessoa) a partir do qual se desenvolve a máquina de propaganda centralista, chama-se: José Manuel Fragoso, Director de Programas.

Outra questão que pensava levantar, era saber exactamente quais os critérios de selecção de pessoal daquele organismo, bem como da liberdade concedida pela Administração aos diversos colaboradores com responsabilidades moderadoras e editoriais. A questão parece inocente, mas não é.

É antigo, o hábito da RTP, de evitar a colaboração de pessoas com fortes ligações ao Norte. De pessoas que, para lá da eventualidade de terem nascido no Porto têm o «azar» de gostar das suas idiossincrasias. Para a política de admissão da RTP, não é nenhum crime ter nascido no Porto e estar colado aos ícones de Lisboa (como a luz do céu local, e do Benfica), mas a coisa muda de figura se o infeliz tiver a tentação de preferir a prata da casa, ou seja, se gostar do granito cinzento da urbe e do azul do FCPorto... Se alguém fizer esta opção, é certo e sabido, que fica arrumado na prateleira da indiferença.
Não é nada difícil fundamentar estas conclusões. Os programas desportivos são os que melhor denunciam esta arbitrariedade. Se a RTP pretende seleccionar para um debate um único comentador desportivo, ou é benfiquista (raramente assumido), ou sportinguista. Se precisa de dois, idem, idem, aspas, aspas. O que, muito raramente se percebe, é que por lá gravite muito tempo um que seja simpatizante do Porto. O Trio d'Ataque (com a participação de Rui Moreira)
é o engodo, o álibi, que procura mascarar o sectarismo geral da programação desportiva.
Não dá para disfarçar, embora nem sequer já o tente. Dentro da RTP (recordo, a televisão pública!), há de facto um sistema, uma máfia programática e de comunicação, desenvolvida nas barbas do poder político e judicial, que funciona impunemente.
Continuamos por saber quais os preceitos de uma entidade como a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação) que a levaram a nada obstar contra a nomeação de José Manuel Fragoso para Director de programas da RTP. Seriedade na programação é cuidado que não revela. Não deveria ser exactamente essa, a qualidade primeira a considerar no parecer final da ERC?
Mas que droga de país! Ser positivo, aqui, senhor José Sócrates, é querer passar-nos um atestado de imbecilidade vitalício!

Manifesto junta assinaturas pelo Jornal de Notícias

No Diário Digital

25 janeiro, 2009

Gestão Autónoma do Aeroporto Sá Carneiro - Sessão Pública

Também disponível no novo site da ACdP - www.acdporto.org

No passado dia 22 de Janeiro decorreu, no auditório do Clube Literário do Porto, uma  sessão pública organizada pela Associação de Cidadãos do Porto.

A sessão, conduzida por alguns dos dinamizadores deste movimento cívico, versou sobre a temática da Gestão Autónoma do Aeroporto Sá Carneiro, tendo sido expostas as preocupações relativamente ao modelo proposto para a privatização da ANA. Foram também apresentados os instrumentos de luta e divulgação a utilizar pela ACdP.

É entendimento da AcdP que o modelo para a privatização da ANA em bloco comporta sérios riscos não só para a Região Norte, como para todo o País, questionando-se relativamente  à eficácia tanto de modelos baseados em monopólios, como de modelos com participação exclusiva de privados. Esta dúvidas são  sustentadas tanto pela experiência internacional como por estudos desenvolvidos por entidades de credibilidade inquestionável.

 A ACdP entende assim que estruturas de importância estratégica não podem ser geridas em função das mais-valias financeiras que o seu negócio proporciona, mas em função do desenvolvimento das regiões, onde esta mais-valia é  injectada directamente no seu tecido económico, gerando receitas adicionais no turismo na opção Gestão Autónoma ,na ordem dos 400 milhões de euros, aumentando a competitividade das empresas exportadoras e a criação de 25000 empregos.

A vocação do Aeroporto  Sá Carneiro tem que ser a de um instrumento estruturante ao serviço do Noroeste Peninsular e de duas das regiões mais deprimidas da Europa. Não é suposto que seja apenas parte de um negócio lucrativo para quem o explorar a partir de Alcochete.

A este nível,  foi apresentada uma solução concreta e inovadora para o modelo de gestão do aeroporto, denominada de Parceria Público-Privada Auto-Regulada, segundo o novo modelo de Negócio Social proposto pelo Prof. Mohammad Yunus. A propriedade e gestão é privada e das autarquias, mas o seu objecto social não é a maximização dos seus lucros, mas o desenvolvimento da região, medido por indicadores económicos concretos.  Após a recuperação do capital investido pelos accionistas, o aeroporto passará a ser a verdadeira fonte de rendimentos para as acções de desenvolvimento da região.

Para a defesa da Gestão Autónoma do Aeroporto Sá Carneiro, a ACdP tem desenvolvido algumas acções junto da população, destacando-se a afixação de cartazes em algumas das principais zonas da Cidade do Porto, incluindo os Aliados, Bolhão, Gonçalo Cristóvão, Cedofeita, Boavista, Ribeira, Campo Alegre e o Palácio. Está previsto um aumento da intensificação das suas acções junto da população proporcional ao aumento da dimensão do já enorme silêncio do Governo relativamente a todo este processo.

Na sessão pública foi também apresentado o site www.acdporto.org, onde podem ser encontrados, informações sobre a ACdP e as posições que defende, incluindo a apresentação desta sessão pública, e também diversos documentos relativos ao processo de privatização da ANA.

22 janeiro, 2009

Logo à noite....



Relembro que hoje, pelas 21.30h, terá lugar no Clube Literário do Porto, a quarta reunião da Associação de Cidadãos do Porto, que terá a seguinte agenda:
  • Convite à mobilização para a defesa do Aeroporto
  • Acções de defesa da Gestão Autónoma
  • O impacto do Aeroporto na Região Norte
Inscrições: acdporto@acdporto.org
Clube Literário do Porto: Rua Nova da Alfândega, 22 | 4050-430

António Pedro Vasconcelos, o realizador/actor

Assisti, via Net, à repetição do programa Trio de Ataque da RTPN (N, de Notícias...), e mais uma vez, confirmou-se o que já vem acontecendo há largo tempo: há um menino bonito da casa (subsidiada pelo Estado/RTP), chamado António Pedro Vasconcelos a quem os moderadores têm a rasteira missão de privilegiar os tempos de antena.
Se os leitores se derem ao trabalho (chato) de cronometrar os tempos de audição de cada convidado, percebem, sem dificuldade, que aquele cineasta de consumo interno está, além do clube que representa (o Benfica), também a ser levado ao colo pela comunicação social. Não se distraiam portanto, porque, não são apenas os árbitros as bestas negras do futebol português. A RTP (e não só) faz o resto.
Rui Moreira, cujo carácter admiro, por ter a capacidade de tolerar o intolerável (passe a redundância), já deve ter percebido que, independentemente das eventuais palmadinhas nas costas da RTP e de tratar os seus colegas de debate amavelmente por amigos, não é propriamente a pessoa mais estimada naquele covil de cobras.
O JP Vasconcelos, é das pessoas mais desonestas que conheço, mas também a que melhor o dissimula, talvez por força da sua experiência como realizador de cinema e da tarefa de ensinar os actores a fazer de conta que são personalidades que, na realidade, não são.
No meio daquele ambiente aparentemente cordato, relativizando o papel de cada um de defensor do respectivo clube onde, naturalmente, cada qual puxa a brasa à sua sardinha, sobressai o papel do moderador que, nunca sendo capaz de o ser verdadeiramente, não deixa de desempenhar um excelente papel de ama seca invisível do Benfica.
Reparei, particularmente, num episódio desta raposa moderadora (que não fica nada atrás no sectarismo, de Carlos Daniel), quando "deu" 17 segundos a Rui Moreira para falar, alegando falta de tempo, e quase lhe cortou abruptamente a palavra para a passar imediatamente para a jóia da coroa, JPVasconcelos e deixá-lo falar à vontade ....
Outra atitude, muito pouco moderadora, de Hugo Gilberto, verificou-se, quando Rui Moreira relembrou a "Calabotagem" - facto que irrita notoriamente JPV - e o levou a lançar um daqueles à partes pouco recomendáveis a moderadores sérios dizendo ironicamente: "o Rui Moreira inventou uma nova palavra no léxico do futebol português" ou esta,"o Rui Moreira já lançou aqui algumas alfinetadas". Só ele, Hugo Gilberto, é que não ouviu falar de Calabote, o que, para um jornalista desportivo é um perfeito atestado de ignorância (ou de clubite aguda camuflada).
Mas, o que mais enoja em JPVasconcelos, é aquele hábito cínico - para ser persuasivo -, de elogiar a boa educação e o civismo de Rui Moreira e logo a seguir dizer, quando este lhe fala daquilo que ele não gosta de ouvir: "lá está ele a fazer ruído". Decididamente, esta gente não tem emenda. Não tarda muito, acusa Rui Moreira de ser mal educado por defender as suas ideias. Para esta gente, boa educação é subserviência, é a aceitação silenciosa das suas "verdades".
APVasconcelos, que gosta muito de dar-se ares de paladino da honradez, teve o descaramento de dizer que "se um dia tivesse o Presidente do seu clube, ouvido em escutas, e suspeito de corrupção que pedia imediatamente a sua demissão".
Rui Moreira, esqueceu-se de lhe recordar que há uma denúncia supostamente de investigadores da PJ, entregue na Procuradoria Geral da República sobre Luís Filipe Vieira, que ainda não teve qualquer resposta. Essa denúncia, de funcionários da PJ, é tão credível como as que foram levantadas a Pinto da Costa, partiram de simples suspeitas e muito mal fundamentadas, porque até ao momento a montanha pariu um rato. No entanto, a Procuradoria ainda não deu qualquer explicação sobre o assunto. Por quê? Se não tem credibilidade, porque ainda não o disse publicamente? E seria bom recordar que as acusações de que LFV é alvo, são realmente graves, onde o tráfico de estupefacientes é uma das mais perturbantes.
Sinceramente, tenho uma grande estima por Rui Moreira e acho que é demasiado sério e civilizado para se prestar a um convívio tão pouco elevado. Tenho a ideia de que a sua educação não sobrevive ao cinismo da entourage de um programa subvertido como é aquele. Mesmo dizendo o que é preciso, mesmo sendo pertinente, o "sistema" (que está ali e não noutro lado) abafa-o.
Alguém percebe por que é que o António Pedro Vasconcelos está no meio, entre Rui Moreira e Rui Oliveira e Costa? Alguém percebe, que sendo o FCPorto tri-campeão nacional em título, se dê mais tempo de antena ao Benfica?
O António Pedro Vasconcelos, seguramente percebe. A seriedade feita de encomenda para o Benfica acalmar-lhe-ia a consciência. Com essa, convive ele bem.
PS
Por toda estas pulhices centralistas, só descansarei quando no Porto se criar uma comunicação social francamente regionalista, onde a prioridade seja dada em exclusivo às coisas do Porto e do Norte.
Aqui, garanto-vos, eu fecharia completamente as portas a esta "democracia". Mandava-a de férias. Pelo menos, restava-me a honra de não brincar com a Democracia, a verdadeira. E se o Poder Central não sabe ser democrata, e nos quer fazer crer que é, eu não me daria a esse trabalho, nem à vergonha de mentir ao país.

21 janeiro, 2009

Praça 9 de Abril, mais conhecida por:



JARDIM DE ARCA D'ÁGUA

(Se fosse concebido agora, muito provavelmente, estas árvores não existiam, no seu lugar, estariam arbustos, parecidos com legumes)



Petição

Recomendo aos leitores do RoP preocupados com o tema do Aeroporto Sá Carneiro que assinem a petição online que tem circulado nas últimas semanas. Transcrevo parte de uma mensagem deixada recentemente na caixa de comentários do blogue.

Tem sido poucas, demasiado poucas, as vezes em que os assuntos, os interesses do Norte, assumem dimensão nacional. Este é um assunto que claramente merecia esse relevo.

Espero que sintam que podem assinar esta petição. Se sim, não custa nada, e pode valer muito. Aqui:
http://www.peticao.com.pt/aeroporto-do-porto

Links (JN)

20 janeiro, 2009

Ser portista no Porto é estar de bem com as origens

Não estivesse o país cada vez mais centralizado (que é o mesmo que dizer, dirigido de forma irresponsável), o futebol e toda a clubite que ele encerra, seriam encarados pela opinião pública com outro fair-play. Mais. Num outro contexto, falar da regionalização, podia ser um completo despropósito, quase uma provocação. Mas, como Portugal não foi descentralizado, bem pelo contrário, ambas as coisas (futebol e regionalização), constituem factores de difícil compatibilidade entre si.

Somos um povo altamente despolitizado. A única ocasião em que supomos ter alguma consciência cívica, é quando somos chamados a votar, e mesmo assim, sem grande convicção. A pouca adesão popular que ainda explica alguns votos (cada vez menos) em actos eleitorais, é devida a uma fidelidade subserviente dos elementos dos aparelhos político-partidários, consoante as fases de oposição ou de governo em que os partidos de poder (PS e PSD) se encontrem, que mais não são que uma forma militante de pagar benesses passadas ou futuras.
Esta situação, não reflecte a posição da maioria dos cidadãos, que cada vez se sentem menos atraídos (e com razão) pela actividade política. A politização dos cidadãos passa, essencialmente por um outro grau de exigência e conhecimento, em relação aos eleitos e também por um mais efectivo controlo sobre o seu respectivo desempenho político. O cidadão, não tem esse controlo. A partir da eleição, o eleito, é o único que conserva, efectivamente, o Poder. O eleitor, terá de esperar, pelo menos mais quatro anos por novas eleições para ter, através do voto, uma única ilusão de Poder. Ora, isto, é muito pouco para ser credível, mas é exactamente a isto que muitos persistem, sem pudor, em chamar: Democracia...

Com a aproximação das eleições, os políticos tendem a mostrar sinais (não mais do que isso) daquilo que seria suposto realizarem durante todo o seu mandato (e não realizaram), com obras de fachada, que é a maior prova de hipocrisia que podem dar ao eleitor atento. Fazem-no também no discurso. Alguns, que durante anos a fio conservaram o mais ensurdecedor dos silêncios e o mais exibicionista dos anonimatos em relação à Regionalização, começam agora a sair das tocas e a abordar o tema com o oportunismo político do costume.

A concentração da riqueza num só ponto do país, conduz a um inevitável sentimento de injustiça das populações de outras cidades e regiões que, até então, não teriam razões demasiado graves para se sentirem discriminadas, levando-as agora a reconstituir factos antigos da sua história etnográfica com o desejo de regresso às origens, por não se sentirem devidamente integradas num país fracturado por uma governação salazarenta e centralizada em que não se vêem minimamente representados.
O centralismo, é por definição uma prática política egoísta e sectária e, como tal, tende a ser anti-democrática e desonesta. É por essa razão que arrasta consigo outras consequências, entre as quais se conta a paixão clubística desenquadrada do seu habitat natural. Todos os portuenses, os mais ferrenhos, os mais bairristas, sentem na pele a prepotência deste fenómeno. Os portistas, leixonenses, boavisteiros, e salgueiristas, sentem melhor a cidade/região e, como tal, sentem mais a discriminação, do que aqueles outros que, absurdamente, sendo daqui, são adeptos dos clubes da capital.
Os outros (benfiquistas e sportinguistas), estão e estarão sempre deslocados do binómio clube/cidade, porque defendendo clubes cuja identidade nada tem a ver com a terra em que nasceram, logicamente, não seriam os interlocutores mais fiáveis para a defender. Quer queiram ou não, encontrariam sempre um ponto de não retorno (e de contradição) no dia em que assumissem a defesa da cidade do Porto.
Os benfiquistas do Porto odeiam tanto Pinto da Costa como os de Lisboa. Odeiam-no, não pelos rótulos de malfeitor que lhe tentam colar, mas porque sabem que é forte e competente, que é um ganhador, e temem-no. Não é por acaso que quase todos os partidos políticos já tentaram (sem sucesso) recrutá-lo para conquistar a Câmara do Porto, mas teria sérias dúvidas que dessa provável vitória contassem muitos votos de benfiquistas do Porto. Os benfiquistas do Porto estão-se a marimbar para a cidade do Porto se o sucesso económico e social da cidade tiver de conviver com o sucesso do Futebol Clube do Porto.
Os portistas, fundem-se naturalmente com cidade do Porto. Os outros, nem por isso.
Nota:
Imagino que alguns estejam a pensar que me esqueci do crescente número de adeptos portistas em Lisboa e noutras regiões do país, mas não é assim. De facto, houve um assinalável fluxo de imigração, nestes últimos anos, de portuenses para a capital e, em muito menor número, da capital para o Porto. Os motivos podem ter a ver com o empobrecimento do Norte. O facto, não altera em nada o que acima escrevi.

PortoGaia - Alimentar o debate



No JPN

"Fusão entre Porto e Gaia: Oportunidade para uns, ideia sem futuro para outros"

Ideia surgiu em 1999, mas ainda não foi além do mero debate entre cidadãos. Historiador Germano Silva diz que "todas as condições naturais, históricas e tradicionais apontam" para a união das duas cidades.

19 janeiro, 2009

Serra do Pilar

Posted by Picasa

Não é possível! Rui Rio, é um homem cumpridor...

Rui Sá exige de Rio habitação prometida(JN)
O vereador comunista Rui Sá exige do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, a habitação social prometida para Campanhã e a requalificação de uma zona que considera ser "um péssimo cartão de visita" para a cidade.
No âmbito de uma deslocação da CDU à freguesia, o vereador reclamou a construção do complexo de 30 habitações sociais na zona da Noeda, projecto apresentado em Março de 2004 e que, critica Rui Sá, deveria ter sido concretizado no ano seguinte. Por isso, na reunião de Câmara, amanhã, vai questionar por que motivo o processo está parado.
As habitações, destinadas preferencialmente a moradores desalojados devido à construção do interface de Campanhã, baseava-se, recorda o autarca, num projecto "integralmente pago pelo Município", com cerca de 200 mil euros". E "fazia parte de uma intervenção mais alargada para requalificar uma zona que "constitui porta de entrada e de saída diária para milhares de pessoas".
Com "esta actuação", lamenta Rui Sá, o presidente da Câmara está não só a "impedir" a construção de mais habitação social e a requalificação da zona, como também o uso de verbas disponibilizadas pela REFER no âmbito de um protocolo com a Câmara e a Metro. Caberia à REFER construir as habitações e à Câmara os arruamentos de acesso, recorda. E a primeira "disponibilizava 500 mil euros para reabilitação de edifícios da Rua do Freixo".
"O plano tem um terreno municipal, tem um projecto concluído e pago, e financiamento da REFER", enumerou Rui Sá, ao JN, lamentando uma atitude que considera estar "relacionada com a ideia peregrina de Rui Rio de que não é preciso mais habitação social no Porto" quando "milhares de portuenses" vivem em más condições. Quanto ao tipo de construção, nota que pode ser uma "habitação social de pequena dimensão, de qualidade e misturada no tecido urbano", em vez dos tradicionais bairros. Além disso, acusa o autarca, "não há da parte de Rui Rio uma visão estratégica que lhe permita ver que uma das principais portas de entrada na cidade, em Campanhã, é um péssimo cartão de visita" em termos de zona envolvente.
Rui Sá aproveita para recordar a promessa de 40 habitações nas Virtudes, "num terreno agora cedido à IMOLOC, no âmbito do acordo do Parque da Cidade".