05 março, 2009
A Universidade do Porto
Por tudo o que tenho lido, orgulho-me, como portuense que sou, de verificar que a Universidade do Porto abandonou posturas poeirentas e enfileirou na vanguarda dos organismos portugueses que constituem o motor da mudança do perfil tecnológico do nosso país. Penso que, aqui no Porto, não temos assim tantas coisas de que possamos nos orgulhar, mas porque acredito que a nossa U.P. é uma delas, é com satisfação que aqui deixo esta pequena nota.
Dêem-nos liberdade para concretizar as nossas iniciativas, para definir o nosso próprio caminho, cortem-se as amarras centralistas que nos limitam severamente em todos os campos, e a nossa região, a nossa Galécia, será certamente capaz de sair desta penosa e deprimente situação de sermos dos mais pobres da Europa. Lembrem-se, os patriotas tradicionais, que um corpo é o somatório das suas partes, e que portanto uma Galécia mais forte significará um Portugal igualmente mais forte.
Nota: este post é da autoria de Rui Farinas
Rui Rio, versus, Bragaparques




Já não é a primeira ocasião que Rui Rio, revela ter um conceito de cultura dominado por uma visão economicista parola, para consumo fácil e de rápido rendimento, o que explica a sua predilecção pelo estilo revisteiro e plagiador do Filipe La Féria, para o Teatro Rivoli. Segundo pensa, La Féria dá lucro, e se dá lucro, dá cultura. Não entendo que outro raciocínio possa ele fazer, se na base das suas decisões, é o lucro que as baliza. Defende o mesmo princípio que está na génese da comunicação social, onde vale tudo, (incluindo "tirar olhos" ), para vender. Não se percebe é como, lendo pela mesma cartilha dos media, Rui Rio tanto dela se queixa. Alguma coisa estará mal nas suas opções.
Fica o aviso: se daqui a uns tempos houver problemas com a Bragaparques, Rui Rio não tem qualquer desculpa, será implicita e previamente conivente com os mesmos, pelo que, não lhe restará outra coisa senão demitir-se (o que duvido que o venha a fazer)...
Carolina outra vez suspeita de mentir
A principal testemunha do Apito Dourado vai ser alvo de mais um processo por falso testemunho. Em causa estão as datas de recepção de mensagens ameaçadoras por parte de um ex-amigo. "Má-fé", acusa o Ministério Público.
Carolina Salgado queria apresentar uma queixa contra Paulo Lemos, um amigo conhecido após a ruptura da relação com o líder do F. C. Porto e com quem acabou por incompatibilizar-se. Ao ponto de Lemos ser a principal testemunha no processo em que é acusada de crimes de autoria moral de incêndio dos escritórios de Pinto da Costa e do advogado Lourenço Pinto.
Assim, a 11 de Abril de 2008, formalizou denúncia no piquete da directoria de Lisboa da PJ, por ameaças e injúrias, aludindo a 44 mensagens de telemóvel cujo envio data do segundo semestre de 2006. Nessa ocasião, garantiu que só dias antes teve conhecimento do teor das mensagens, armazenadas num telemóvel avariado e que, até então, nunca mais utilizara. A data de conhecimento das alegadas ameaças e injúrias é pormenor fulcral, uma vez que, tratando-se de crimes particulares e semi-públicos, há um prazo de seis meses para a denúncia.
Isto é, se Carolina tivesse dito que teve conhecimento das mensagens na data em que foram enviadas, o processo seria arquivado, por ter decorrido mais de ano e meio após os factos.
O caso foi enviado para o DIAP do Ministério Público do Porto. Só que, durante a investigação, a procuradora Teresa Morais descobriu que, afinal, Carolina terá tido conhecimento das mensagens na data em que foram enviadas por Lemos. Terá, por isso, faltado à verdade aquando da denúncia (ver ficha).
Por esta razão, o caso acabou arquivado, por caducidade do direito de queixa. A magistrada concluiu que tal denúncia - apresentada dois dias após o ex-amigo ter voltado a fazer acusações contra Carolina às autoridades - terá estado inserida numa estratégia de defesa no processo dos incêndios. O objectivo seria descredibilizar o autor material do ilícito, alegadamente a mando da ex-amiga, que acabou acusado, apenas, por crime de dano.
A agravar a situação está o facto de Carolina ter sido outra vez ouvida pela GNR, no Alentejo, onde agora vive. Como testemunha, a queixosa disse confirmar "na íntegra" a denúncia.
"Considerando que, como bem sabia, parte dos factos alegados não correspondiam à verdade e porque estamos perante uma outra conduta (autónoma), extraia certidão e todo o processado e remeta aos serviços do Ministério Público no Tribunal de Fronteira para procedimento criminal [...] pelo crime de falsidade de testemunho", pode ler-se no despacho, a que o JN teve acesso, aludindo a uma "denúncia de má-fé".
Contactado o advogado de Paulo Lemos, Luís Vaz Teixeira, explicou ao estar a ponderar "procedimento judicial autónomo" contra Carolina. "A minha cliente prestará todos os esclarecimentos em sede própria. E nessa ocasião constatarão que em momento algum prestou falso testemunho", disse, ao JN, José Dantas, o advogado de Carolina Salgado.
04 março, 2009
A decandência que não se quer ver
Antes de entrar no Aviz, tinha descido a pé, a Rua do Almada, onde pude observar o panorama desolador de vários prédios a acusarem ruína e a servirem de abrigo a mendigos e pombos. Alguns, já nem sequer tinham tecto, nem janelas. Desta rua, onde há relativamente pouco tempo, o comércio de ferragens e de ferramentas fora vivo e pujante, apenas sobravam, dispersas, umas pequenas lojas de resistentes, à espera do golpe final.
O cenário não me trouxe novidade, mas serviu para reconfirmar a incúria e a ineficácia das directrizes de reabilitação urbana seguidas pela classe política. É deprimente e chocante. Mas, o que choca a valer, é sabermos da existência entre nós de alguns «cérebros dinâmicos e bem pensantes», com teóricas responsabilidades na matéria, que assobiam para o ar, perante este violento e aterrador espectáculo de depauperação, do coração de uma cidade.
A esses, o justo castigo, a divina conta, só será uma realidade, no dia em que essas ruínas do passado se abaterem sobre os seus corpos imprestáveis, de parasitas.
03 março, 2009
Roma paga aos traidores
Vem isto a propósito das reuniões da Junta Metropolitana do Porto, onde o clima de discórdia e a clivagem partidária parecem estar sempre presentes, sobrepondo-se ao interesse da Área Metropolitana. Aquele é um órgão em que todos os seus membros deviam puxar para o mesmo lado. As suas decisões deveriam ser pautadas por um único objectivo - o interesse da Área Metropolitana do Porto - sem prejuízo da existência de distintos pontos de vista, expressos por distintas forças políticas. Não é isso que se constata e esta partidarite aguda vai ser um fortíssimo obstáculo a uma futura regionalização, como aliás ficou bem patente na campanha para o referendo de 98.
A propósito refira-se um outro aspecto que diz respeito às verbas entregues pelo governo às Áreas Metropolitanas. Até este ano, as transferências dessas verbas tinham de cumprir determinados prazos pré-estabelecidos. A partir de 2009 essa obrigação temporal desapareceu e as entregas passam a ser feitas quando o governo muito bem entender. Pretende-se obviamente dificultar o funcionamento das Juntas, estrangulando-as financeiramente, e trata-se também de uma tentativa de calar e "meter na ordem" as Áreas Metropolitanas mais recalcitrantes, aquelas que recusem o beija-mão ao poder centralizador.
02 março, 2009
O objector de consciência do centralismo
Há mais Bragaparques, senhores promotores imobilários!
01 março, 2009
...mais este vaidoso pavão que parece desafiar a máquina fotográfica
O FCPORTO DE JESUALDO
27 fevereiro, 2009
AVISO À "NAVEGAÇÃO"!
A bela adormecida
26 fevereiro, 2009
tua voz
E a tua voz suave
Sussurrar...
Como uma brisa
neli araujo
2009
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Um Estilo de Ser Português
[…]
As cidades, por toda a parte, tornaram-se insuportáveis. Só algumas muito raras escapam à danação: terão que ser pequenas e de província, naturalmente. O Porto, além das privilegiadas residências cercadas de muros espessos como muralhas, tem ainda um ou outro jardim, uma ou outra rua a lembrar aquela em que me refugiei há mais de trinta anos, por não poder exercer a profissão que tinha nesse tempo em Creta ou em qualquer ilha dos Açores. Mas a cidade o que tem, sobretudo, é carácter – um carácter que faz do cidadão do Porto o mais belo estilo de se ser português.
Eugénio de Andrade,
Rica vida
Nota:
a tugolândia no seu melhor
25 fevereiro, 2009
Regionalizar para Regenerar a Administração
Tudo isto, nunca perdendo de vista, o principio da solidariedade nacional..Estou firmemente convicto, que este NOVO poder, pela sua qualidade, transparência e eficácia poderia funcionar como um factor para reaproximar os cidadãos da política e para lhes devolver a confiança nas instituições e na Administração.
Se o paradigma desta nova Administração for a excelência, concerteza, ela contagiará e influenciará, de forma positiva, a restante administração.




