24 abril, 2009
23 abril, 2009
Donzelas ofendidas
22 abril, 2009
Grandes Aeroportos ou Elefantes Brancos?
Veja esta apresentação da Boeing com data de Novembro de 2006
21 abril, 2009
Justiça severa para políticos corruptos
20 abril, 2009
Mau tempo
O economista Santos Pereira, professor numa universidade canadiana, escreveu um texto no Público do passado dia 17 onde afirma que " a verdade é que nesta altura de dificuldades, apostar no TGV é de uma irresponsabilidade inqualificável", basicamente porque "vamos individarmo-nos ainda mais, e ainda por cima não vamos beneficiar a generalidade da indústria portuguesa, com a excepção do sector da construção". Acrescenta ainda que " é completamente inaceitável que o governo insista em continuar a avançar com o projecto antes de terminar o seu mandato".
Mas certamente que TGV, novo aeroporto de Lisboa e terceira travessia sobre o Tejo, seguirão em frente, demonstrando claramente que o governo pretende atingir o point of no return o mais rapidamente possível.
Procuro não pensar no estado a que chegaram a Justiça e a Educação, para não agravar mais o meu pessimismo. Felizmente que o clube do meu coração continua a somar êxitos rumo ao TETRA. Nós, portistas, temos este consolo. E os benfiquistas agarram-se a quê, às grandezas de outrora?
Ó Meireles!
inner city
responsável. ‘Lugares Efémeros’
24 a 27 de Abril
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Sabem onde ele pára?
Área Metropolitana Porto e Valongo têm regulamento próprio, Gaia prepara limitação de locais
CARLA SOARES/JN
A guerra dos cartazes políticos está instalada. A maioria das câmaras rege-se pela lei geral para a afixação, mas as regras permitem diferentes interpretações. Porto e Valongo têm regulamento próprio, enquanto Gaia prepara limitações.
Num ano de três actos eleitorais, a troca de acusações em torno da colocação de cartazes chegou aos tribunais. Primeiro, em Matosinhos, com a Comissão Nacional de Eleições (CNE) a notificar a Câmara para repor material de diferentes forças políticas. Em Vila do Conde, a mesma imposição da CNE originou um recurso da Autarquia para o Tribunal Constitucional.
O que a lei diz é que a afixação de mensagens de propaganda em lugares ou espaços públicos é livre no sentido de não depender de licença camarária, excepto quando o meio utilizado exigir obras de construção civil. E não está dependente de comunicação prévia. Ora, a aplicação da lei parece depender da interpretação do que é obra de construção civil. A Câmara de Matosinhos diz ser este o caso da colocação dos pilares, por exigir a abertura de buracos e a aplicação de cimento.
Em Vila do Conde, gerou-se outro desentendimento. A Lei 97/88 de 17 de Agosto determina que podem as autoridades adoptar medidas para proibir a afixação quando esteja em causa a protecção de zonas e prédios, pelo seu estatuto ou valor histórico e cultural. Podem também ser removidos meios que afectem a segurança de pessoas e bens.
Porém, antes de mandar remover material, as Câmaras devem notificar e ouvir as forças políticas. O que o presidente da Câmara alega é que a estrutura do PSD estava cravada no passeio da marginal, qualificada ao abrigo do Polis, num projecto de Siza Vieira.
Além disso, argumenta que não estava identificada, pelo que não podia informar o proprietário. Neste caso, o material não beneficiaria de protecção legal, mas o facto do PSD ter comunicado previamente a sua localização foi suficiente para a CNE mandar repor.
No Porto, as regras estão definidas no Código Regulamentar, com críticas da Oposição aos limites impostos. A cidade está dividida em três zonas. Nas brancas, a afixação é livre; nas amarelas, fora dos períodos eleitorais (seis meses antes do acto), depende da comunicação prévia ao Município. As zonas vermelhas, parte menor, correspondem, por exemplo, à Sé do Porto, à Avenida dos Aliados e à Rotunda da Boavista. É proibido afixar cartazes, excepto no período oficial de campanha, para os candidatos às Juntas.
Em Março, a Câmara notificou a candidatura de Elisa Ferreira, pelo PS, para retirar cartazes colocados nas zonas "proibidas".
Valongo é a outra excepção. O regulamento impõe a "obrigatoriedade do licenciamento" e, não só proíbe a afixação em locais legalmente previstos, como tem, em anexo, um mapa com as zonas interditas. Fonte da Autarquia ressalva, porém, que, onde é permitido afixar, não tem exigido licenciamento em épocas eleitorais.
Em Gaia, apurou o JN, a Autarquia está a preparar um documento, em jeito de apelo aos partidos, com locais onde não é aconselhável afixar cartazes, como no Centro Histórico e na marginal.
Quanto custa a propaganda
180 euros a 200 euros por mês é por quanto fica o aluguer de uma estrutura para um cartaz 8x3, tamanho mais corrente nas campanhas eleitorais. O cartaz em si, dependendo da qualidade do material e da negociação do orçamento, poderá rondar 120, 150 ou 180 euros. 40 euros a 70 é quanto custa o chamado "mini", cartaz que mede à volta de 2,40 por 1,70. O aluguer da estrutura para este cartaz mais pequeno fica, entretanto, por 60 a 70 euros por mês. Os custos incluem a mão-de-obra.
19 abril, 2009
A Regionalização e os media
18 abril, 2009
17 abril, 2009
Porque não haverá regionalização ( III )
São dois factores que têm sido cuidadosamente preservados pelo poder central, na medida em que constituem poderosas armas (camufladas) na luta contra a regionalização. Foram fundamentais em 1998 e tornarão a sê-lo no próximo referendo.
O resultado negativo de 98 não foi devido, como nos quiseram fazer crer, ao mapa que então foi proposto. Houve causas mais profundas que explicam uma abstenção de 51,7% e os 63;6% dos votos no NÃO. Então como agora, a indiferença de muitos, potenciada pela falta de entusiasmo que grande parte dos portugueses sente pelos referendos, originou que mais de metade dos eleitores inscritos se tivesse alheado de votar. Quanto à derrota do SIM, ela foi mais uma derrota por ignorância do que por convicção, o que poderia ter sido ultrapassado se tivesse havido uma honesta campanha de esclarecimento. Permito-me recuperar parte do comentário que escrevi logo a seguir ao referendo.
Um dia a regionalização será apresentada não como uma luta entre partidos políticos, entre direita e esquerda, mas como um sistema mais eficiente e mais justo de organização político-administrativa.
Um dia os políticos que dizem patrocinar a regionalização vão querê-la realmente, e não fazer de conta que a querem, e então explicarão aos portugueses, com conceitos símples e exemplos concretos tirados do dia-a-dia, quais as vantagens daí resultantes, conduzindo uma campanha de comunicação bem idealizada, viva e convincente.
Um dia se discutirão várias hipóteses de mapas das regiões e, com referendo ou sem referendo, se fará uma escolha que, na impossibilidade satisfazer toda gente, terá o consenso de uma maioria.
Um dia os políticos que se dizem a favor da regionalização não puxarão dos seus galões para ordenar aos mais entusiastas que se deixem de "berrarias" e não limitarão os argumentos a utilizar, sob o pretexto de que não se pode "atacar" Lisboa.
Nesse dia, finalmente, a regionalização triunfará, a descentralização será um facto e a partilha de poder será irreversível.
Hoje, pasados dez anos, já não acredito que esteja próximo esse " um dia" em que a regionalização acontecerá. Até agora não se tem percebido nenhum esforço do governo no sentido de procurar esclarecer os portugueses, a fim de que possam votar em consciência. É verdade que o próximo referendo nem sequer está marcado, mas é tão patente a relutância dos políticos em relação à regionalização (declaradamente na liderança do PSD, disfarçadamente no PS) que infelizmente devemos estar preparados para que aí venha "mais do mesmo". Adicionalmente acontece que esta relutância do poder político não é única, na medida em que a comunicação social, seja por desinteresse seja por subserviência aos poderosos, tem mantido o silêncio sobre o tema, e tem-se abstido de fazer sondagens que permitiriam começar a lançar alguma luz quanto à disposição do eleitorado, sobre a qual há uma completa e prejudicial ignorância.
Conclusão
Na presença de tantos e tão formidáveis obstáculos, dos quais o maior é a falta de vontade e consequente oposição dos principais partidos políticos, a regionalização está em risco de não se materializar. Como regionalista convicto, espero fervorosamente estar enganado e desejo que factos novos, imprevisíveis neste momento, venham alterar profundamente este panorama negativo. Caso contrário, a capital continuará a drenar os recursos do país e a inchar ( até aos 5 milhões de habitantes que alguns recomendam e desejam?) enquanto o resto do território continuará a definhar e pouco a pouco as suas populações terão de escolher entre viver mal ou emigrar.
Elites
Xutos e Pontapés-Sem eira nem beira
Nota:
Não gosto mesmo nada da voz dete tipo, nem do grupo, nem da música, mas esta letra só peca por defeito
Um Porto,mais Porto, com Elisa Ferreira?
16 abril, 2009
Rematar bem na Europa, exige-se!
Ainda na ressaca [mal digerida] da eliminação do FCPorto do acesso às meias finais da mais prestigiada competição de futebol do Mundo, vou dedicar o post de hoje ao tema, procurando levantar algumas questões - que tenho como pertinentes -, um pouco fora [espero], do alinhamento habitual destes assuntos.Dito isto, é inútil continuarmos a bater na tecla [realista], de que quem tem mais dinheiro pode comprar os melhores jogadores, mas pode não ter a melhor equipa, etc. Esta conversa, está completamente gasta.
O que gostaria de questionar e partilhar com os muitos leitores que gostam de futebol - e do Futebol Clube do Porto, em particular -, é o seguinte:
- analisadas as características de cada jogador do plantel do FCPorto, técnicas, físicas e intelectuais, não será possível elevar para patamares mais altos de qualidade as suas performances, mais do que, como espectadores, podemos avaliar?
- fazendo a pergunta ao contrário, será líquido afirmar que a aparente mais valia das individualidades do plantel do Manchester United, é mais genética do que o resultado de um treino altamente exigente, trabalhado sector a sector?
Antipatias à parte - porque eu não simpatizo com o rapaz, nem sequer acho que seja melhor do que o Messi -, pelo que nos foi dado saber sobre o Ronaldo [o nosso carrasco de ontem], ele costuma(va) ficar sozinho no campo a treinar, já depois de terminado o tempo regular de treino, o que me leva a acreditar na tese maior exigência, melhor qualidade. Isto, também me parece consensual. Agora, já tenho dúvidas é se teremos prestado a devida atenção a este detalhe.
Ontem, como noutras ocasiões, foi possível vermos o seguinte: Lisandro Lopez, Mariano Gonzalez e Raul Meireles, falharam oportunidades de golo por manifesta falta de potência no remate. Lisandro é o mais perfeito destes três, mas mesmo assim não marcou, porque atirou fraco. Mariano, seguiu-lhe o exemplo, e o Raul Meireles falha mais vezes do que acerta. Não me interessa agora aqui dissecar sobre os golos já marcados [alguns espectaculares] por qualquer destes jogadores, mas apenas questionar se podiam ou não ser melhoradas as vertentes técnicas dos jogadores neste aspecto.
O Hulk, é outro caso que merece cuidados especiais. É novo, tem margem para progredir, mas há que atalhar caminho, porque apesar de possuir as tais qualidades natas [pujança física, alguma técnica, velocidade e potencia de remate], já podia ter assimilado melhor a importância do jogo colectivo, até como ponte para explorar mais rapidamente as suas qualidades individuais.
Este, é um problema recorrente, principalmente nos jogadores portugueses. Já há muitos anos escrevi num jornal sobre o assunto, e ele ainda se mantém. O jogador português [e não vale lembrar-me que o golaço do MU, de ontem, foi marcado por um português], nunca se deu bem - e francamente, não percebo porquê -, a rematar forte, de primeira, e sem preparação. Se calhar, é por isso que os melhores marcadores do nosso campeonato são quase todos estrangeiros... E se calhar é por isso, que Roneys e Tevez não falharam as parcas oportunidades que tiveram em Manchester num jogo que o FCPorto dominou!
15 abril, 2009
E porque hoje é quarta-feira europeia
Futebol Clube do Porto é o emblema português que mais crianças e jovens tem conquistado por mérito
"Meritocracia" pode ser uma palavra difícil de entender para os jovens adeptos do futebol. E, no entanto, é por via dela que o F. C. Porto tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos entre as crianças e os jovens. Não se trata de uma constatação empírica, mas a conclusão do maior estudo realizado sobre o futebol português - "O Futebol, as marcas e os adeptos", de Carlos Liz . "O F. C. Porto tem sido mais ganhador logo os mais jovens vão para o que consideram melhor", diz o autor.
Na inocência dos seus sete anos, Tiago Martins, abordado à saída da EB1 da Fontinha, no Porto, confessou ter sido do Benfica "quando era mais novo". "Cresci e agora gosto do Porto, que ganha tudo", afirmou. O irmão gémeo, Bruno Martins, é do Porto porque "ganha sempre" e confessou não gostar de Hulk.
Rafael Oliveira, de 16 anos, aluno da "Homem Cristo", de Aveiro, é do F. C. Porto desde pequenino. Um "amor" que teve um hiato de um ano, explicado pela "pressão" de um amigo do pai. "Era sportinguista e dizia que me batia se eu dissesse que eu não era do Sporting", contou. "Na minha turma os portistas são quase a maioria", acrescentou. Tiago Machado, de 15 anos, apesar de sportinguista, não põe em causa as palavras do Rafael. "Há mais portistas, porque eles têm mais títulos nos últimos anos", desabafou.
Simão Chaves, de oito anos, não está com rodeios quando aponta os motivos que o levam ser do F. C. Porto. "A grande maioria dos meus amigos e colegas na escola também são e depois porque eu só me lembro do Porto a ganhar". Mas as razões não ficam por aqui. "A minha cor favorita sempre foi o azul e, por isso, também acho que é natural eu gostar de um clube com esta cor. Por mim, o Porto ganhava sempre".
Benfiquista "assumido", Miguel Faria, de 16 anos, aluno da Escola de Monserrate, em Viana do Castelo, admite que "tem vindo a crescer" o número de adeptos portistas. "Pessoas há que não gostam de perder e, se calhar, trocam o seu clube pelo Porto. É a única razão que consigo encontrar", justifica, considerando, também, poder tratar-se de "uma moda". Natural de Esposende, recorda uma sondagem feita na sua turma do 9.º ano (hoje frequenta o 11.º), onde "havia um só" adepto de outro clube para cerca de 30 portistas. "Quando assim é, palavras para quê?" indaga.
No 6º ano, Rui Gonçalves sentia-se uma espécie de último moicano sempre que assumia a paixão pelo F. C. Porto na turma. O cenário mudou. "A maioria dos meus colegas hoje são do Porto. Já mostrámos que somos os maiores", argumentou aquele aluno do Liceu Camões, em Lisboa. "A verdade é que o Porto ganha tudo enquanto o nosso Quique perde tempo com revistas cor-de-rosa", admitiu, um outro aluno, Salvador Pimenta, benfiquista. "Qualquer dia passo a ser portista", ironizou.
14 abril, 2009
Porque não haverá regionalização ( II )
O Mapa
Não é consensual, nem nunca poderá ser. Em minha opinião a configuração segundo as cinco regiões-plano é uma má decisão. Causa vivo repúdio às regiões do interior Norte e Centro, que alegam que continuarão esquecidas, já que o poder passaria de Lisboa para outra cidade que as ignoraria. O alegado portocentrismo é uma acusação que já hoje é corrente e que tenderá a intensificar-se. Quase certamente haverá muita gente do Minho a votar contra uma região que nominalmente tenha o Porto como cabeça. Por outro lado, transmontanos e beirões não se revêem numa regionalização em que não constituam regiões de pleno direito, e a minha simpatia pessoal está com eles. Além disso, porque razão não poderia existir uma região que correspondesse à Área Metropolitana do Porto, a que poderiam aderir os concelhos limítrofes que assim o desejassem?
Em resumo, o mapa baseado nas cinco regiões é provavelmente un handicap para o êxito do SIM. Tenho fortes suspeitas que se trata de decisão do governo com vista a inviabilizar o resultado do referendo ( não esquecer que um referendo só é vinculativo se votarem 50% +1 dos eleitores inscritos ). Penso que dada a importância do desenho do mapa, o governo já devia ter patrocinado um amplo debate destinado a auscultar opiniões que ajudassem a atingir algo que fosse o mais próximo possível de um inatingível consenso. O actual silêncio é suspeito, e uma eventual apressada discussão nas proximidades da data do referendo será um show-off inútil que apenas servirá para confirmar as suspeitas de má-fé.
A Identidade Regional
Tenho dúvidas que haja uma entidade "nortenha", mas há com certeza várias identidades sub-regionais: transmontanos, beirões, minhotos. Penso que não poderemos acrescentar durienses (no sentido de habitantes da província do Douro Litoral) mas portuenses sim, de certeza, e com uma área que extravaza em muito os limites do concelho do Porto. Manter as cinco regiões é uma maneira de fazer desaparecer estas identidades e em consequência, como já afirmei, diminuir as probalidades de êxito do SIM, finalidade única do governo e dos políticos lisboetas.
A criação de regiões como Trás-os-Montes/Alto Douro, ou as Beiras, é por vezes combatida com o argumento de que não teriam "massa crítica". Lembro que a Espanha, país com regiões enormes, algumas com população quase igual à de Portugal, tem regiões pequenas que criou pelo mesmo motivo que defendo para nós: a existência de identidades que estariam deslocadas se fossem incluídas em regiões maiores com as quais não têm afinidade, mas a quem o governo central deu a possibilidade de se manterem elas próprias, conservando a sua individualidade. Gostaria de ver imitado em Portugal o respeito manifestado em Espanha pelo governo de Madrid. Cito alguns exemplos:
La Rioja - 301 mil hab. em 5.045km2
Cantábria - 562 mil hab. em 5.321km2
Navarra - 593 mil hab. em 10.391km2
Obs.: a Region de Murcia é o caso de uma região que foi feita de encomenda para a cidade de Murcia, tendo 1,42 milhões de habitantes. Penso que podia servir de exemplo para se pensar numa Região do Porto.
Há pelo menos mais um motivo, e fortíssimo, para inviabilizar a regionalização, que tenciono desenvolver brevemente.
É como se voassem perto do Sol e se queimassem!
Promiscuidades ocultas
Nestes últimos anos, talvez como consequência de os clubes de Lisboa terem sido ultrapassados em legalidade e competência, por um outro da «província», temos ouvido falar, mais do que erahabitual, em promiscuidade e corrupção. Ora, todos sabemos que, não obstante repugnarmos esses hábitos, eles sempre existiram, tanto dentro como fora de fronteiras, o que não significa que não gostemos de os ver combatidos e, se possível, totalmente exterminados.
13 abril, 2009
Linha de Leixões para passageiros deverá abrir antes das eleições legislativas
"Leça do Balio, São Gemil e São Mamede de Infesta vão ter, nas horas de ponta, dois comboios em cada sentido, a ligar o porto de Leixões e a Estação de Campanhã"Carlos Cipriano
in Público de 13 de Abril de 2009
Relacionado com este assunto ler também este texto de António Alves.
Porque não haverá regionalização ( I )
É minha convicção que tudo indica que a regionalização não vai acontecer tão cedo, pelo menos na forma como é sonhada pelos verdadeiros regionalistas. Fazer futurologia é arriscado e é fútil, mas arrisco-me a dizer que decorrerão dezenas de anos até que ela se verifique. São muitos os motivos que indicam esta direcção. Vejamos alguns.
Os partidos políticos, o governo e o estado não querem a regionalização
- Para os barões dos partidos políticos, incrustados em Lisboa, haverá uma diminuição do potencial de favores e benesses cuja distribuição, pelos apaniguados, é uma das suas forças e uma das suas razões de existir. Haverá uma enorme queda da moeda de troca que os políticos usam para atingir os seus fins, frequentemente imorais, senão ilegais.
- Para os governos, representa uma transferência de poderes, logo uma diminuição do seu próprio poder.
- Para muitos dos titulares de cargos na administração pública, a regionalização poderá representar a necessidade de deixar o dolce farniente da capital, trocando-o pelas paragens inóspitas daquilo a que chamam a província, com o consequente contacto obrigatório com as populações ignaras que lá habitam.
A génese da regionalização
Desde a promulgação da primeira versão da CRP que parece haver uma patente má vontade contra a regionalização. Com efeito quando a CPR, no artigo 236, enumera as autarquias locais, refere-se às freguesias, municípios, e regiões administrativas. Só que, em relação a estas últimas o artigo 256 condiciona a sua instituição em concreto à aprovação dos cidadãos eleitores, através de consulta. É curioso a Constituição dizer que Regiões sim, mas ... A obrigação da consulta popular é um primeiro entrave às regiões, que é contemporâneo do segundo entrave: as regiões terão de, segundo o art.255, ser criadas simultaneamente. O nº 2 do art. 256 explica-nos que se a maioria nacional "não se pronunciar favoravelmente em relação à pergunta de alcance nacional (...) as respostas a perguntas (...) relativas a cada região (...) não produzirão efeitos". Trata-se aparentemente de dificultar as coisas, e não se vêem movimentações no sentido de alterar estes obstáculos.
Como se vê, os artifícios anti-regiões vêm de longe. Mas há mais...




