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| Victor Pereira |
Ninguém que acompanhe com regularidade o Renovar o Porto me pode acusar de não defender o FCPorto, sobretudo nos momentos mais difíceis, em que toda a sua estrutura, incluindo Pinto da Costa, foi atacada e perseguida pela comunicação social centralista, apoiada por um Procurador Geral frouxo e incompetente, que nunca revelou a mínima coragem para manter o distanciamento e a isenção que o seu cargo exigia. Censurei-o a ele, e aos diversos agentes ligados àquele infame processo, que nunca souberam mostrar categoria e capacidade para lidar com a situação antes mesmo que ela ganhasse as proporções que levaram ao escabroso Apito Dourado.
Cheguei, inclusivé, a encabeçar uma Petição no sentido de responsabilizar a RTP e respectivas Direcções, pelo trabalho macabro de apoio e cobertura aos criminosos que estavam por detrás de toda aquela tramóia. Resultado: em 4 mêses, não consegui mais do que mil e poucas assinaturas...
Cheguei, inclusivé, a encabeçar uma Petição no sentido de responsabilizar a RTP e respectivas Direcções, pelo trabalho macabro de apoio e cobertura aos criminosos que estavam por detrás de toda aquela tramóia. Resultado: em 4 mêses, não consegui mais do que mil e poucas assinaturas...
Por conseguinte, pouca moral têm essas criaturas agora para me encher a caixa de comentários, caso o que vão ler a seguir não seja de seu agrado. É que nem sequer os publicarei, que é para ficarem desde logo a saber o valor que lhes atribuo.
Ora, se defendi o FCPorto em momentos difíceis, como foi o que já citei, na qualidade de adepto, tenho legitimidade para criticar o treinador do FCPorto, porque mesmo sabendo que este também não é um momento fácil para o clube, não tem, nem de longe nem de perto, a gravidade do Processo Apito Dourado. A gravidade do momento existe de facto, mas é de outro tipo. Em causa está, a possível perda de importantes verbas para o clube e o eventual afastamento prematuro das competições que ainda tem para disputar. Sem querer ser demasiado simplista, tudo isto se resume ao seguinte: Victor Pereira, foi o treinador de recurso, o pronto-socorro que Pinto da Costa tinha à mão para substituir o recém premiado com o Dragão de Ouro, André Villas Boas. Quem disser que uma coisa não tem a ver com a outra, está a navegar no reino da fantasia, mundo em que Pinto da Costa não tem por hábito entrar, embora as circunstâncias o forcem por vezes a improvisar. Foi o caso, com Victor Pereira, e desta feita, não está a resultar...
Como adepto sinto-me insultado com as declarações irreflectidas de Victor Pereira, quando depois de vários jogos a jogar mal, vem para a comunicação social fazer afirmações surrealistas sem qualquer conexão com a realidade. Mais uma vez, VP repete o discurso anterior, dizendo que a equipa "trabalhou muito durante o jogo", como se isso significasse trabalhar bem, que é a "pequena" diferença que ele ainda não foi capaz de estabelecer entre os dois advérbios, talvez por não compreender que ela é fundamental. As suas afirmações espelham de certa maneira - ou pelo menos fazem-nos intuir -, as dificuldades que seguramente terá em comunicar com os jogadores, não devendo por isso espantar que eles pareçam autênticas baratas tontas em campo, sem lucidez nem garra competitiva. Exactamente o inverso do que ele diz...
A cereja no pico do bolo, foram as suas palavras denunciadores de fraqueza quando, à pergunta se achava que "ainda mantinha a confiança dos adeptos" respondeu, procurando passar a mão pelo pêlo a Pinto da Costa, dizendo "temos um grande líder, que não vai pela teatralização que há à volta do futebol...". Estas não são respostas de um líder, são respostas de quem sente o barco a afundar e não sabe o que fazer para o evitar. Decisivamente, Victor Pereira não é treinador para um clube com as ambições do FCPorto. Podia ter resultado, mas não resultou. Podem-me dizer que nada está perdido, mas o que vejo não me alimenta minimamente a confiança numa reviravolta.
Só não queria, era estar no lugar de Pinto da Costa e da SAD, porque este de facto, é um daqueles momentos complicados para tomar decisões.
O FCPorto corre o risco de sair da Champions sem os milhões que tanta falta fazem ao clube, já que as receitas de publicidade e de bilheteira são risíveis. Arrisca-se a perder o campeonato, até porque este ano está mais competitivo, com as principais equipas separadas por poucos pontos. O que fazer então? Manter, reforçar a confiança num treinador que não dá sinais de saber aproveitá-la em seu benefício e do FCPorto, ou dispensar os seus serviços numa altura em que o mercado de treinadores cotados está fechado? E quanto terá o clube de lhe pagar para o indemnizar?
O FCPorto corre o risco de sair da Champions sem os milhões que tanta falta fazem ao clube, já que as receitas de publicidade e de bilheteira são risíveis. Arrisca-se a perder o campeonato, até porque este ano está mais competitivo, com as principais equipas separadas por poucos pontos. O que fazer então? Manter, reforçar a confiança num treinador que não dá sinais de saber aproveitá-la em seu benefício e do FCPorto, ou dispensar os seus serviços numa altura em que o mercado de treinadores cotados está fechado? E quanto terá o clube de lhe pagar para o indemnizar?
Todas estas dúvidas servem também para percebermos as contradições e verdadeiras armadilhas do regime capitalista e dos famosos mercados que o dominam. Há quem sobreviva nesta selva, mas que pode transformar, num ápice, um Herói em vilão, disso penso que já ninguém duvidará.
Esperemos é que - mais uma vez -, aqueles que nem sequer coragem tiveram para assinar uma simples Petição, não venham agora pedir a cabeça do Presidente, à boa maneira dos "amiguinhos" de Lisboa.
Esperemos é que - mais uma vez -, aqueles que nem sequer coragem tiveram para assinar uma simples Petição, não venham agora pedir a cabeça do Presidente, à boa maneira dos "amiguinhos" de Lisboa.




















