Ponto dois. Não querendo ser arauto da desgraça, mas consciente da impunidade que grassa neste país a todos os níveis, com particular despudor nos organismos do futebol, receio que o ambiente submisso instalado na direcção do FCPorto contamine o balneário, contribuindo para a promoção anunciada do Benfica a campeão nacional. Os dados foram lançados desde o início da época, primeiro timidamente, agora às escâncaras e sem aviso prévio. Não havendo a menor reacção do FCPorto, nem uma única explicação para tal comportamento, tudo o que fôr dito a partir de agora por parte da Direcção, é despropositado e inútil. Pelo menos, para mim.
Agora, sobre o jogo de ontem. Dando o benefício da dúvida a uma equipa que tinha disputado há poucos dias um jogo para a Champions, desfalcada de três titutalres, achei ainda assim que a primeira parte do jogo com o Boavista foi demasiado lenta para quem tinha todo o interesse em resolver cedo a questão. Posse de bola sim, mas uma posse de bola igual a tantas outras, sem o resultado esperado, que é transformar a posse de bola em golos. Um problema recorrente nesta equipa de Lopetegui, mas que vai sendo ultrapassado.
Muito jogo lateralizado, muita bola para trás, com o tempo a escoar-se e o empate a manter-se. Simplesmente enervante! É preciso lembrar que o primeiro golo aconteceu a pouco menos de 10 minutos do fim (79'), e o segundo a três minutos do tempo regulamentar (87'). É um risco. Ninguém pode garantir que futuramente tenhamos a sorte de resolver o jogo faltando tão pouco tempo para o fim. Isto, atendendo ao facto de o Boavista (apesar do autocarro) não ter propriamente uma equipa ao nível do FCPorto. Não é um colosso europeu. Porque se assim fosse, talvez tivesse sido a equipa adversária a tirar proveito da nossa prestação perdulária.
Uma das facetas que me agradam em Lopetegui, além das suas entrevistas assertivas aos caça-fantasmas da comunicação social, é a precisão com que mexe na equipa. Não me recordo de o criticar pelas substituições que faz. Normalmente acerta, e é isso que conta. O único senão é o tempo. Ontem, por exemplo, penso que nada se teria perdido se fizesse entrar Tello, Brahimi e Evandro, 10 ou 15 minutos mais cedo para os lugares de Quaresma, Herrera, Hernani (ou mesmo Quintero que continua bipolar). É a minha opinião, claro. Mas ele é que sabe como estão os jogadores. Talvez não imagine é como os adeptos (como eu) sofrem... Como treinador de cadeira que sou, não me inibo de dizer o que vi no jogo de ontem, e em alguns outros. Processos ofensivos pouco audaciosos, demasiada lateralização, lentidão, e deficiente execução na área. Além de Jackson Martinez tem de haver mais gente a "puxar do gatilho" com capacidade para o remate. Aquele último terço ainda patina muito, complica. Gostava de ver estes pormenores transformados em pormaiores. Talvez assim ainda seja possível sonhar com aquilo que Pinto da Costa parece não querer ver realizado: ganhar este Campeonato, apesar dele.
PS- Valerá a pena falar no árbitro? Iria dizer algo que ninguém não saiba?
Agora, sobre o jogo de ontem. Dando o benefício da dúvida a uma equipa que tinha disputado há poucos dias um jogo para a Champions, desfalcada de três titutalres, achei ainda assim que a primeira parte do jogo com o Boavista foi demasiado lenta para quem tinha todo o interesse em resolver cedo a questão. Posse de bola sim, mas uma posse de bola igual a tantas outras, sem o resultado esperado, que é transformar a posse de bola em golos. Um problema recorrente nesta equipa de Lopetegui, mas que vai sendo ultrapassado.
Muito jogo lateralizado, muita bola para trás, com o tempo a escoar-se e o empate a manter-se. Simplesmente enervante! É preciso lembrar que o primeiro golo aconteceu a pouco menos de 10 minutos do fim (79'), e o segundo a três minutos do tempo regulamentar (87'). É um risco. Ninguém pode garantir que futuramente tenhamos a sorte de resolver o jogo faltando tão pouco tempo para o fim. Isto, atendendo ao facto de o Boavista (apesar do autocarro) não ter propriamente uma equipa ao nível do FCPorto. Não é um colosso europeu. Porque se assim fosse, talvez tivesse sido a equipa adversária a tirar proveito da nossa prestação perdulária.
Uma das facetas que me agradam em Lopetegui, além das suas entrevistas assertivas aos caça-fantasmas da comunicação social, é a precisão com que mexe na equipa. Não me recordo de o criticar pelas substituições que faz. Normalmente acerta, e é isso que conta. O único senão é o tempo. Ontem, por exemplo, penso que nada se teria perdido se fizesse entrar Tello, Brahimi e Evandro, 10 ou 15 minutos mais cedo para os lugares de Quaresma, Herrera, Hernani (ou mesmo Quintero que continua bipolar). É a minha opinião, claro. Mas ele é que sabe como estão os jogadores. Talvez não imagine é como os adeptos (como eu) sofrem... Como treinador de cadeira que sou, não me inibo de dizer o que vi no jogo de ontem, e em alguns outros. Processos ofensivos pouco audaciosos, demasiada lateralização, lentidão, e deficiente execução na área. Além de Jackson Martinez tem de haver mais gente a "puxar do gatilho" com capacidade para o remate. Aquele último terço ainda patina muito, complica. Gostava de ver estes pormenores transformados em pormaiores. Talvez assim ainda seja possível sonhar com aquilo que Pinto da Costa parece não querer ver realizado: ganhar este Campeonato, apesar dele.
PS- Valerá a pena falar no árbitro? Iria dizer algo que ninguém não saiba?

