28 março, 2019

Rui Pinto vale mais que o Governo todo!

Resultado de imagem para Rui Pinto
Estou contigo pá!


Como podemos nós, cidadãos honestos, acreditar na justiça portuguesa quando esta não consegue actuar de forma transparente para que a opinião pública não duvide da sua idoneidade? Como? E, na sequência disso, como é que ainda há coragem para intimidar quem critica esta Justiça? Justiça que parece querer fugir a certo tipo de casos, onde aparentemente estão envolvidas pessoas "importantes"? Agindo assim, usando métodos ditatoriais, intimidando uns e protegendo outros, será difícil merecer credibilidade. Para serem respeitados, os tribunais não transmitem confiança ao povo. Estão a esquecer a importância do rifão 'parecer sério', mesmo sendo-o.

Há um debate em curso no Parlamento Europeu sobre o estatuto do denunciante, que obedece a uma directiva da União Europeia e que aconselha todos os países membros (recomendação que é quase uma ordem) a intensificarem o grau de protecção legal já garantida aos denunciantes, como é o caso de Rui Pinto. Os advogados deste jovem criticaram a decisão do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa de lhe ordenar prisão preventiva porque vai contra o estabelecido. É do conhecimento público que este tipo de denúncias é socialmente bem mais relevante para o combate ao crime organizado do que a infracção do denunciante. Por isso, o papel a que se presta a Justiça portuguesa parece mais de protecção aos verdadeiros criminosos do que outra coisa. Nem sei como é que a Justiça portuguesa se presta ela própria a estes comportamentos nada transparentes.

É significativo para os cidadãos descomprometidos com a política partidária o frenesim quase obsessivo da nossa Justiça. Pessoalmente, e enquanto cidadãos livres, temos todo o direito para desconfiar de tanta pressa, até porque se mantém muito discreta e lenta para julgar e condenar crimes muito graves, que todos sabemos quais são. Só mesmo a eurodeputada Ana Gomes fez a diferença, o que reduz ao mínimo a coragem e honradez da grande maioria dos deputados nacionais. Se isto não traduz a falta de categoria da classe política, o que é que traduzirá? Que são uns oportunistas? Acho que traduz coisas ainda mais humilhantes.  

Vermelhos anónimos, talvez assim, percebam o que está escrito aqui ao lado

REGRAS DESTA CASA


Isto não é um jornal, daqueles jornais que publicam todo o tipo de lixo para se sentirem mais democráticos. Aqui, a democracia tem regras e o respeito incluso por quem sabe fazer respeitar-se, com particular tolerância à irreverência destinada aos irresponsáveis que destruiram e ainda destroem o país.

Como tal, só serão publicados comentários de quem gosta de ser tratado pelo próprio nome, ou de anónimos bem educados...
Naturalmente.


Nota de RoP:

Há cretinos demais neste país. Cretinos que gostam de ajudar os corruptos a sobreviver. São tão limitados que ao defendê-los não percebem que estão a denunciar-se a si próprios, ou seja, que lhes falta carácter. Que gostam dos corruptos, ou querem ser como eles... 

27 março, 2019

Caro eleitor, não te esqueças, vota! Vale a pena...

O inverno está quase a terminar, o princípio da primavera a chegar e a revelar-se algo friorenta.  Estranhamente, até a praga dos incêndios já começou, como que a desafiar a competência do poder político. Estranho, ou previsível? Previsível, é claro! E irritantemente habitual.

Pouco importa sabermos se estas pragas prematuras são a consequência das alterações climáticas, ou das seitas de incendiários que se entretêm com estas brincadeiras para desviarem a atenção pública de outro tipo de crimes não menos graves. O que importa é não termos dúvidas sobre a completa incompetência do governo para prevenir estes incidentes, quando o verão ainda vem longe. Claro que, antecipadamente, o Governo nunca tem culpa, nem nunca a assume, o que define bem a categoria de quem lá está. Mas há uma coisa em que são mestres, e ágeis, que é arranjarem sempre pretextos para atirarem as culpas para terceiros, quase nunca devidamente identificados. Então, não prometeram que iam passar a multar os proprietários que não obedecessem ao estipulado? Limpar o mato dos respectivos terrenos, e mantê-los à distância legal das estradas (50mts)? Será que a decisão foi levada a sério? Ou, limitaram-se a fiscalizar meia-dúzia de proprietários? Pelo que já li, muitos desses proprietários queixaram-se dos custos desse serviço. Pergunto: foram resolvidos esses obstáculos, ou como vem sendo costume, não levaram a lei a sério? 

Não falta muito, chega o verão. Alguém acredita que se não fôr a natureza a ajudar, e se os incendiários da praxe optarem por outro tipo de diversões, que não lançar fogo às matas, vai ser o Governo a resolver este drama nacional? Bem, pensando fundo, é capaz de haver por aí uns partidários de gosto duvidoso com imaginação para acreditar. Bom senso, é que não têm certamente.


ZELAR PELO BEM DA FAMÍLIA  É O DESÍGNIO DA NAÇÃO POLÍTICA. 
EIS UM EXEMPLO (GRATUITO)




    

25 março, 2019

Impossible, c'est pas portugais

Carga no desfiladeiro de Somosierra
em Espanha

Imagino que o Sr. 1º. Ministro António Costa deverá ter de si próprio uma opinião positiva, e íntegra. É natural, ninguém gosta de pensar mal da sua própria pessoa, ainda que possa ter motivos para isso. Ninguém é perfeito, mas a naturalidade nem sempre confere com veracidade, mormente se a espaços não tomarmos uns "banhitos" de bom senso e franqueza.

Falando em bom português, "banhitos" é o que costumamos chamar "exames de consciência". Como é habitual nos políticos, para não haver equívocos, acrescento que para serem genuínos, os banhos de consciência do 1º. Ministro, não devem separar o cidadão do funcionário de Estado, porque é essa divisão a causa de muitos erros.  Ademais, o cargo de 1º.Ministro mais não é que um posto superior do funcionalismo público, que só fará juz dessa superioridade se a souber respeitar, ou seja, se cumprir condignamente o seu dever.

Admitindo que António Costa tenha interiorizado bem a responsabilidade da superioridade hierárquica do seu cargo, não deixa de ser um funcionário do Estado. Compete-lhe a ele inteirar-se do que acontece no país em praticamente todas as áreas. Para tal, existem os Ministérios, as Secretarias de Estado, e as Autarquias Locais. Para além destes departamentos governamentais, deve manter-se sempre bem informado e só o conseguirá se confiar nos órgãos de comunicação social, e para que isso aconteça deve saber o que ela vale enquanto serviço público (isto aplica-se igualmente aos media privados).   Como não há qualidade quando não há seriedade, das duas, uma, ou o 1º.Ministro não controla devidamente as fontes de informação, e é irresponsável, ou se controla  pactua com ela, e é cúmplice. 

Posto isto, concedendo "pro bono" que António Costa segue este alinhamento e acompanha atentamente o trabalho dos seus ministros e secretários, sou levado a concluir que se sente confortável com a anarquia instalada em certas áreas, e instituições. A comunicação social de Lisboa é uma dessas áreas, esconde umas notícias (as mais graves) e publicita outras (as mais convenientes).. É centralista, desleal e anti-democrática com o resto do país, sem o assumir, como é singular nos traidores. A secretaria de Estado do Desporto é outro cancro para a sociedade, e o seu responsável directo uma desonra para o Governo, para o partido socialista, para toda a classe política, e para Portugal (onde entro eu, e milhões de portugueses indignados com isto ! Revoltados, até!

Paradoxalmente, e com cautelas reveladoras de uma má vontade notória, António Costa escolheu o momento ideal (das eleições) para falar daquilo que não quer (da Regionalização)! Falou, quando é conversa o que menos precisamos (eu já não consigo ouví-lo). Queremos sobretudo acção, e respeito pela Constituição.  Dispensamos ideias envenenadas (o referendo), herdadas do antigo regime que roubaram a génese à Constituição da República . Essa Constituição (de 1976) era bem mais democrática e patriótica do que a que foi sendo abastardada pelos inimigos do 25 de Abril com o referendo. É um facto incontestável! Só desmente a verdade quem convive confortável com o mundo do crime.

Se 43 anos não bastaram para esclarecer, reflectir, informar e concretizar o processo da regionalização, será agora, e com a parcimónia que o 1º.Ministro denuncia que o Governo vai cumprir a Constituição?  O discurso é sempre o mesmo, cheira a engôdo, não é autêntico, nem prevê determinação, e se assim é, não será desta vez que a Regionalização irá para a frente. A traição do poder político será outra vez consumada. 

Se tal vier a acontecer, talvez possa ser esta a última pancada que o poder político e a comunicação anti-social se atrevem a dar ao povo. Nunca se sabe. Cá se fazem, cá se pagam. Ninguém achava possível o 25 de Abril em 1974.

Não somos franceses, porque eles até nos adágios são mais combativos que nós: Impossible c'est pas français (palavras de Napoleon, quando tomava Madrid e encontrou as suas tropas bloqueadas pelo exército espanhol  ...

É preciso acreditar, completo eu. Se isto não é uma declaração de guerra do poder central ao resto do país, anda lá perto. Pelo menos, parece um convite à insurreição popular. Tudo começa quando alguém abusa do poder.


22 março, 2019

Optimismo e progresso não é o que se diz, é o que acontece de facto


Sempre duvidei do optimismo crónico patente nos iluminados da arte do saber viver. Mais do que uma característica vaidosa,  é uma moda já antiga, quase sempre acompanhada de complexos de superioridade. No fundo, é uma não moda, que se desvanece no tempo pela pedantice de quem a pratica. Para ser útil e autêntico, o optimismo deve ser moderado pelo realismo, e mesmo assim é frequentemente circunstancial.

O progresso da humanidade é um facto, mas não significa positivismo. Só que essa noção de progresso  é enganadora porque trás consigo retrocessos muitas vezes mais nefastos do que os benefícios conseguidos. Hoje, há meios de comunicação mais rápidos e acessíveis do que os de 50 anos atrás, mas são muito menos fiáveis. As empresas substituíram pessoas por computadores, reduzindo custos e postos de trabalho. Esses custos foram paulatinamente transferidos para os clientes. A transferência dos custos de correio das empresas para os clientes foram evidentes. Se por um lado os clientes recebem agora as facturas com uma antecipação exagerada, através de mensagens, ou e-mails, por outro, vêm acompanhadas de ameaças de multa, se não forem pagas no dia próprio. Se os clientes receberem pela net essas facturas e quiserem reforçar a recepção com mais segurança têm de ter computador, impressora, papel e tinteiros, custos estes antes assumidos pelas empresas. Consequentemente, as empresas acabaram por suprimir postos de trabalho. Um exemplo típico de falso progresso, como se constata.

A relativização do progresso é evidente. No mundo da indústria farmacêutica o retrocesso é talvez mais grave. A saúde é uma área demasiado sensível para permitir-se a riscos. Cada vez são mais numerosos os casos prematuros de lançamento no mercado de drogas medicinais cuja eficácia vem a revelar-se perigosa para a vida humana. A indústria farmacêutica e a própria comunidade médica justificam tais fracassos com argumentações demasiado corporativistas para as respectivas classes. Não é sustentável continuarmos a aceitar determinado tipo de explicações que pouco têm de coerentes e honestas. Não me parece legalmente aceitável levar a sério as recomendações de um prospecto médico, e ao mesmo tempo ouvir da voz dos médicos conselhos para os doentes o ignorarem. Conceder a inevitabilidade das contra-indicações da medicação, passou para um excesso de facilitismo que algumas mortes já têm provocado a muita gente. Provavelmente, casos destes podem estar a acontecer devido à redução temporal dos testes medicamentosos. O entusiasmo, ou a ganância económico-financeira parecem ter-se sobreposto ao rigor de eficiência, e isto é incompreensível tratando-se da vida de pessoas.

E não vale a pena continuarmos a aceitar explicações sofríveis. Sabemos que nada é perfeito, que não há medicamentos assim, nem coisa nenhuma no fundo. A questão é o modo abusivo como estão a ser encaradas estas realidades. Tudo tem de ter doses sensatas. Os excessos, mesmo para as coisas mais agradáveis da vida levam a abusos e os abusos a radicalizações. Foi isso que a classe política fez com a Liberdade e com a Democracia. Mataram-na, e com isso tornaram Portugal num país dividido e insuportável.
   


19 março, 2019

Sara Mota, uma jovem de rara coragem


A juventude é uma bênção de futuro incerto. Como a idade avançada, ser jovem tem as suas vantagens, mas também tem as suas incertezas, que é não poder dar por certa uma vida longa. E se o idoso está mais próximo do fim, teve no entanto uma história de vida longa para recordar, enquanto que a alegria de ser-se jovem é natural, mas é também um caminho incógnito de experiência, e saber. Logo, ninguém é vencedor à chegada, nem ninguém vencido à partida. Podemos dizer, só o empate é garantido.

Talvez isto explique por que é que os jovens não se interessam tanto por causas. Todos nós passamos por essa fase, quase sem pensarmos que, para chegarmos longe na vida, temos primeiro de ter saúde, e depois muita sorte à mistura. A arrogância é um dos seus piores defeitos, assim como os idosos nem sempre têm paciência para os entender. Uma, ou outra, são percursos naturais da existência.

Mas há jovens diferentes do habitual. Há jovens, como é o caso de Sara Mota, uma miúda de 24 anos que me deu o prazer de aqui comentar, demonstrando um interesse muito raro para a sua idade, que é a situação do país. Quantas jovens com a idade da Marta conhecemos a interessar-se por estes problemas?  Regionalização? Centralismo? Quantas e quantos se interessam pela autonomia administrativa da sua região, e quantos sabem que o centralismo já praticamente não existe nos países mais evoluídos da Europa? Quantos estarão dispostos a lutar para que isso aconteça em Portugal?

A Sara é nortenha, nem sequer é portuense. É de Penafiel, e portista, o que revela muito bom gosto. É modesta e determinada. Para quem não leu o seu comentário pode ler aqui  (é o nº.6), e pode confirmar como está preocupada com a sua terra e região para a qual exige outro tipo de autonomia e não o centralismo dos governos dos últimos anos. Pediu-me que a ajudasse a influenciar outros portuenses e portistas (e nortenhos de outros clubes) para de alguma maneira fazermos ouvir a nossa voz agora que estamos num momento pré-eleitoral e que os políticos estão mais "permeáveis".

Eu concordei com a ideia dela, mas fui-a prevenindo que apesar de não faltarem portuenses e portistas aparentemente incomodados com a discriminação do Governo centralista (que agora quer ganhar votos com a xupeta da Regionalização), duvidava que aderissem ao desafio, que consistia em entregar um papel com frases anti-centralistas, e pró-regionalistas à entrada do Estádio do Dragão em dia de jogo. Para mim, foi excelente a ideia. Mas, como posso eu ajudar esta jovem se há tão poucos interessados no tema? 

Vêm aqui alguém aderir à ideia da Marta? Ninguém diz nada. Está tudo caladinho talvez à espera de um D. Sebastião qualquer. Apesar de pouco frequentado, o Renovar o Porto não é propriamente um blogue desconhecido, mas é lido seguramente! Vai fazer 10, ou 11 anos em Maio, creio.

Pode ser que com este post consiga abrir consciências, se é que elas ainda estão vivas e activas. Tive a experiência da Petição, que não foi bem sucedida. Os assinantes (que agradeço) foram pouco mais de mil. Não foi suficiente para poder entregar na Assembleia da República. A cultura política dos portugueses é pobre e quando assim é, não há milagres.
    

17 março, 2019

Hóquei em grande. O FCPorto regressou à liderança.

Adicionar legendaFCPorto 3-Sporting 1

Grande victória do FCPorto sobre o Sporting, o melhor rival deste campeonato, mas mesmo assim, com os tiques fiteiros dos clubes de Lisboa. Têm uma boa equipa, sem dúvida, mas padecem dos mesmos vícios dos vizinhos cartilheiros. Abusam tanto da simulação quando são tocados pelos adversários que perdem credibilidade como atletas. Não foi por acaso que desde que o jogo começou, acumularam rapidamente um número de faltas superiores às do FCPorto (parte delas não existentes). Muito típico por aquelas bandas muito susceptíveis à poluição...

Quanto ao FCPorto, a equipa jogou mais concentrada do que esperava visto não estar na sua melhor forma nos últimos jogos. Um dos jogadores tecnicamente mais evoluídos (Gonçalo Alves), capaz de fazer autêntica magia a marcar golos (quase mesmo atrás das balizas adversárias) não tem andado muito famoso, falhando golos que outrora não perdoava. Mesmo assim, a equipa portou-se ao nível da situação e ganhou com todo o mérito. Admirei particularmente o golo de Reinaldo Garcia, pelo sentido de oportunidade, quando roubou a bola a um jogador do Sporting e o ultrapassou, a poucos minutos do fim, quando este se preparava para marcar o golo do empate (estavam a perder 2-1), marcando ele o golo da victória (o 3-1) na baliza deserta . 

O FCPorto tem um lote de jogadores que em boa forma podem vencer qualquer equipa. O mesmo penso da equipa de andebol que esta tarde vai defrontar outra vez o Sporting que possui a segunda melhor equipa do campeonato a seguir ao FCPorto.


SOBRE o FCPORTO-SPORTING DESTA TARDE


Acabo de desligar o televisor antes mesmo do final da 1a.parte. O jogo começou com algum nervosismo dos jogadores do Porto, com o idolatrado Miguel Martins a optar pelo chip da complicação. Cada remate, cada asneira. É um jogador bipolar, umas vezes, faz coisas fantásticas, outras prejudica a equipa. Prefiro a sobriedade do Rui Silva porque é um jogador mais cerebral. Não me lembro de o ter visto a fazer uma exibição negativa.

Mas, não foi essa a razão da minha decepção enquanto assistia ao jogo. Até porque o Sporting nem sequer estava a jogar grande coisa. Sei que o intervalo estava a aproximar-se com a equipa de Lisboa a vencer por 11-9. Por esta altura já o FCPorto tinha sido admoestado pela arbitragem, que estava a fazer uma exibição tendenciosa até dizer basta. Um nojo, uma discriminação demasiado óbvia para passar despercebida.

Pior do que o trabalho do árbitro foram os comentários do tipo (Manuel Mendes) que acompanhava o locutor Paulo Miguel Castro, que mais parecia um branqueador centralista. Um discurso demasiado conformista com o comportamento do árbitro. Eu acho que os adeptos às vezes parecem não compreender quão estas arbitragens influenciam negativamente os próprios atletas. Trata-se de prejuízos externos ao próprio desporto já que os árbitros em Portugal não têm a mentalidade adequada para o exercício da função, os jogadores sentem isso, e desanimam-se. E também já perceberam (sem o dizerem) que os dirigentes do clube não defendem o clube à altura.

Só faltava mesmo dizer que a culpa era do FCPorto. É assim a SAD do FCPorto é masoquista abre as portas a quem nos bate. Pena é que não lhes batam a eles. Uma  moleza, uma cobardia evidente a imitar (mal) o politicamente correcto dos políticos.  

Com comentadores destes, não precisamos de adversários para nada, eles têm a porta aberta no FCPorto.  

Vou-me deixar de sentimentalismos que só me fazem mal. A vida está para os falsários, e eu não tenho jeito nenhum para estas "modalidades"...

PS-Finalmente fez-se justiça, o FCPorto venceu por 28-23



14 março, 2019

Marcelo só pega no que não arde. Depois, não se queixe.

Em toda a minha vida nunca
assisti a uma vergonha tão
grande como esta. Este gajo
provoca a Justiça.

Quando um cadastrado, acusado de multifacetados crimes, desafia a Justiça e acusa as suas próprias vítimas dos crimes que contra elas cometeu, sem que alguém lhe recomende silêncio, é a própria Justiça que se descredibiliza e deixa refém do(s) criminoso(s).

Sendo a magistratura de influência uma das funções atribuídas ao Presidente da República, isto é, utilizar a autoridade e o prestígio do cargo para ser ouvido e respeitado, principalmente pelo(s) destinatário(s), é incompreensível que o Chefe de Estado ainda não se tenha manifestado sobre a postura provocadora de Luís Filipe Vieira, nem condenado o comportamento libertino da comunicação social lisboeta e demais colaboradores do Benfica, sabendo como sabe, estarem acusados de crimes altamente perniciosos (a corrupção é um deles) para a paz e segurança   do país .

A imagem e  texto do JN de hoje (ao lado) confirmam o que acabo de comentar. Este homem procede como procede porque se sente apoiado pelo próprio regime, e quem diz o regime diz a Justiça.

Veremos até que ponto a Justiça se disporá a manchar a imagem mais do que já está, e cometer o pior dos crimes, que é proteger os criminosos, e prejudicar os inocentes.

Pelo que me diz respeito, se isto vier a acontecer, retirarei as minhas ilações que, diga-se de passagem, nesta matéria já não são nada abonatórias.  

PS-Por falar em arder, Pedrogão Grande ardeu, e o senhor PR teve o bom senso de ir ao local do crime consolar as famílias das vítimas. Mas o fogo emanado pelo "glorioso", parece ser mais ameaçador, pelos vistos...

11 março, 2019

FC do Porto, permite ser insultado publicamente? Será possível?


Possível, é. E já não é de agora...

Leio, por essa blogosfera  fora portista muita indignação com a linguagem insultuosa usada contra o FCPorto protagonizada pela comunicação social de Lisboa. Essa indignação faz sentido, é completamente justa e fundamentada!

Desde chamarem Futebol Clube do Porco, ao FCPorto a outros mimos do género, tudo lhes é permitido, o que significa que Portugal não só não tem gente habilitada para nos representar nas instituições do Estado, como as ocupam sem se incomodarem com o impacto  desses factos.

Pior que constatar factos, é consentir pacificamente que o Estado se mantenha nesse caminho despudorado sem também termos quem defenda o clube destas ignóbeis provocações. Por outras palavras, não temos apenas falta de liderança no Estado, como temos um enorme vazio de autoridade na presidência e na SAD portista.

Se quisermos continuar iludidos com uma liderança inócua do FCPorto, que em nada é comparável há de outros tempos, e que paralisou totalmente a noção da realidade de hoje de alguns adeptos com a realidade do passado, convencidos que o antigo líder é intemporal, então preparem-se para ficar caladinhos se esse ídolo levar o clube à falência.

Ser adepto do FCPorto pode ser o que quiserem, mas não é, nem nunca será o mesmo que ser adepto de Pinto da Costa. Neste momento, não há tanta afinidade entre clube e presidente, como havia nos tempos em que esse presidente se fazia respeitar e fazia respeitar o clube. Esse tempo passou, e se amamos o clube que governamos com sucesso, temos de ter consciência que já não temos capacidade para continuar a navegar essa onda com a mesma força e a mesma segurança.

O sr. Pinto da Costa não está a respeitar os anseios legítimos dos adeptos que não se revêem na sua postura passiva, nem se sentem bem representados com ela quando o FCPorto é prejudicado e insultado em toda a comunicação social. É uma utopia ousada pedir o apoio dos adeptos ao clube, sem que o presidente lhes transmita a eles o seu, exigindo respeito a quem de direito.

O senhor Francisco J. Marques não tem a responsabilidade de um Presidente! Como portista (e não sou de certeza o único),passo-me com as humilhações constantes que os nossos inimigos (sim, não se trata de adversários porque os adversários não procedem como canalhas) continuam brindar-nos, mas ainda me incomoda mais a serenidade do senhor presidente face a tanto desrespeito! O FCPorto tem um gabinete jurídico capaz, não pode existir só para pequenos casos, é também para estas situações que eles servem. É que, o clube do regime continua a ser favorecido pelos árbitros, e podemos ter a certeza que vão continuar a levá-los ao colo como sempre aconteceu. Ser o Francisco J. Marques a reclamar estas pouca vergonhas não tem o mesmo impacto que uma imposição de autoridade de um presidente! E veremos hoje mesmo que réplica será dada pelo Belenenses ao clube do regime, se algum árbitro deste país terá coragem para pôr na ordem o representante da máfia "desportiva" em Portugal! 

Se chegarmos ao fim do campeonato derrotados pelo clube da corrupção, será inútil qualquer comentário do Sr. Presidente, apenas para fazer ironia insossa e desconexa. Ironia eficaz, já foi tempo! Esse humor, que muito (e bem) o caracterizava, não era apenas caústico, vinha sempre acompanhado de muito pragmatismo e pontaria. Agora, apenas inspira condescendência. Se assim nos deixarmos triturar, politicamente correctos e tolerantes (ou antes,palermas), já pouca condescendência sobrará com a pseudo  liderança de Pinto da Costa.

Espero equivocar-me, e que a sorte dele seja sobretudo a sorte do FCPorto.       

07 março, 2019

O Rui Pinto é Herói. É um jovem inspirador, não é um pirata

Resultado de imagem para Rui Pinto
Rui Pinto, um jovem que faz inveja
aos jornalistas corruptos.
Quanto existirão sérios?


Não vou falar da grande noite de ontem em que o FCPorto conseguiu mais uma vez a façanha de passar aos oitavos de final da Champions, poucos dias depois de ter sido derrotado em casa pelo clube do regime (pôdre).

Foi a melhor "vingança" que podíamos oferecer aos donos disto tudo (não estou a falar apenas dos Ricardos Espíritos Santos desta cloaca, a céu aberto). Todos os elogios são merecidos. Os jogadores foram aquilo que estávamos habituados a ver, raçudos e empenhados (excepto o Brahimi que não segurava uma bola).

A garra é a grande virtude destes homens graças ao agora contestado Sérgio Conceição. Podemos não ser os favoritos para ir mais além, mas no futebol não há impossíveis. Foi muito bom para o nosso ego de portistas. Aguardemos com confiança comedida o futuro próximo.

Mudando de assunto, o momento é muito negativo. Existem casos muito graves por resolver que se não forem devidamente acompanhados e discutidos, cívica e judicialmente, nem o FCPorto escapa à incursões criminosas de quem deles retira dividendos. Adiante.

Afirmo, sem a menor hesitação, que acredito mais depressa na integridade de Rui Pinto (a quem a comunicação social do regime trata por "pirata"), que acredito nas palavras de qualquer ministro. Concretamente, no que disse a ministra da Justiça. O que disse a sra. Ministra - e não tenho porque acreditar -, é que garantia segurança pessoal ao denunciante Rui Pinto, caso (se) existam ameaças credíveis... Estes "ses" são típicos de quem se prepara para se desdizer...

Como acreditar numa declaração desta natureza se nem sequer o exército teve competência para proteger um paiol de armas? Como levar a sério as palavras da ministra se não temos capacidade para julgar e condenar uma multidão de gente graúda altamente suspeita de envolvimento criminal com provas mais que evidentes?

 Se fosse pai do rapaz faria tudo para que ele não regressasse a Portugal, sobretudo tendo consciência que esta pressa estranha de o querer fazer regressar ao país,tem um único objectivo que consiste em bloquear informações que possam comprometer gente graúda, como diz o muito digno "inspector" Rui Pinto. Sim, digno! O  contrário do que são por certo  os suspeitos das grandes golpadas que ele denunciou, ou pode denunciar.

 O governo francês - incomparavelmente mais credível que o nosso -, conta com este jovem para o ajudar nas investigações sobre gente igualmente poderosa envolvida em fraudes. Em Portugal, a comunicação social é como se sabe e comprova, desonesta e descarada. Por isso prefere fazer de Rui Pinto um bandido ("pirata") quando é um cidadão útil para a própria sociedade, investigando com sucesso casos criminosos que nem mesmo a polícia  soube ou  quis investigar! 

Portugal envergonha-me. É um país cujos governantes são responsáveis por fragmentarem a coesão social, alimentando sofregamente o divisionismo, com um centralismo abominável que roça o apartheid.

O comportamento da Justiça portuguesa é de per si suspeito, o que pode prenunciar um futuro altamente perigoso para a estabilidade social. O sistema de Saúde está de rastos, o Ensino é o que sabemos, o Desporto coabita com hábitos mafiosos, a Comunicação é um asco. Enfim, só o Governo, como é tradicional, diz que ultrapassamos a crise. Afinal, nunca saímos delas. Crises, sim. É no plural que a palavra crise ganha autenticidade, porque só sabemos viver assim.


05 março, 2019

Ana Gomes, a excepção a uma regra desregrada

A eurodeputada Ana Gomes voltou a criticar o processo que levou à detenção do whistleblower Rui Pinto





A eurodeputada Ana Gomes voltou esta terça-feira a falar sobre o processo que levou à detenção do whistleblower Rui Pinto e à luz dos acontecimentos de hoje dirigiu as críticas para a forma de agir da Justiça portuguesa: "Autoridades portuguesas esmifram-se para prender "perigoso" whistleblower RuiPinto, que denuncia corruptos. Mas deixam tranquilitos e à solta criminosos e corruptores do gabarito de Ricardo Salgado e capangas!.", pode ler-se num dos dois tweets que publicou sobre o assunto.

"E fazem-no com tanto ardor que até dispensam a mais elementar competência... quem foi o "artista" q emitiu o Mandado de Detenção Europeu sem ter Mandado de Detenção Nacional???? Como se explica tão grosseiro erro?", concluiu a eurodeputada que desde a detenção de Rui Pinto tem vindo a tomar posições contra a forma de aturar da justiça em Portugal.

Juíza aprova extradição do "hacker" Rui Pinto

A decisão foi anunciada pela juíza do Tribunal Metropolitano de Budapeste no final de uma sessão em que as partes apresentaram argumentos contra e a favor da extradição do português, que vive na Hungria.A decisão de extraditar Rui Pinto para Portugal é passível de recurso por parte da defesa do português, que está indiciado de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada.
Rui Pinto, 30 anos, chegou ao tribunal às 9 horas (em Portugal continental), algemado e escoltado por agentes da polícia húngara. "Vamos ver o que acontece", respondeu, sorridente, aos jornalistas que o aguardavam à porta, quando questionado sobre se tinha medo de ser extraditado para Portugal.
Durante a sessão, Rui Pinto garantiu que nunca recebeu qualquer valor monetário pelos acessos informáticos efetuados para expor a criminalidade à volta do futebol - "é uma máfia", disse, "tudo o que fiz foi pelo interesse público" - e reiterou que colaborou com as autoridades de vários países europeus no âmbito do "Football Leaks".

Por outro lado, teceu duras críticas à inação das autoridades portuguesas, que acusa de não terem investigado as diversas denúncias que fez, nomeadamente relacionadas com o fundo Doyen. "Não posso nem é possível confiar nas autoridades portuguesas", sublinhou.

Revelou ainda ter sido alvo de ameaças de morte, assim como a sua família, e deixou um apelo à juíza: "É uma questão de vida ou morte. Peço que não me envie para Portugal".

Apelidado de "hacker do Benfica", Rui Pinto é acusado na justiça portuguesa de seis crimes, nenhum deles com qualquer ligação ao clube lisboeta. Em causa estarão crimes denunciados pelo Sporting, que terá sido uma das vítimas de acesso ilegítimo à correspondência eletrónica.

Rui Pinto está em prisão domiciliária em Budapeste desde 18 de janeiro, depois de ter sido detido dois dias antes, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades portuguesas, por "tentativa de extorsão, acesso ilegítimo e exfiltração de dados de algumas instituições, inclusive do próprio Estado".

No dia da detenção, 16 de janeiro, sem nunca confirmar o nome do suspeito, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um cidadão português, em Budapeste, numa ação em cooperação com a congénere húngara.

O diretor da Unidade de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ, Carlos Cabreiro, disse ser "prematuro" associar o suspeito a crimes cometidos contra algumas instituições desportivas, como o Benfica, F.C. Porto, Sporting ou a Doyen.

Em comunicado posterior, os advogados de Rui Pinto assinalam que o seu cliente "tornou-se um importante denunciante europeu no âmbito dos chamados 'Football Leaks'", acrescentando que "muitas revelações feitas ao abrigo destas partilhas de informação estiveram na origem da publicação, durante vários anos, de notícias que deram lugar à abertura de muitas investigações em França e noutros países europeus".
(Fonte:JN)

04 março, 2019

Ser do Norte no feminino consciente

Caro Rui Valente

Em jeito de introdução digo que sou Nortenha, Portista e Regionalista, para mim três coisas completamente indissociáveis. Não consigo gostar de Lisboa e tudo o que ela representa para o resto do país. Em termos de políticas, tenho 25 anos e já não suporto este centralismo, este vergar à capital. Para lisboa existe tudo, o resto do país que se lixe. A minha cidade (Penafiel) está desde 2001 (desde a queda da ponte) à espera da construção do IC35, devo dizer que até aos dias de hoje não foi movido um único grão de areia, este é um projecto que tem sido continuamente adiado, porém é algo essencial para o desenvolvimento de toda a região, mas como não é em lisboa, ninguém quer saber!! O que me revolta ainda mais é saber que na assembleia da república exitem deputados do Norte mas que nada fazem pela sua região, chegam à capital do império e esquecem-se de quem são, donde vêm e de quem os colocou lá, por isso acho a regionalização algo difícil de se concretizar, porém jamais deitarei a toalha ao chão. 

Com os melhores cumprimentos
Sara Mota

Nota de RoP:

Dei-me à liberdade de publicar este comentário de Sara Mota e dele fazer um post, porque é uma lição de lucidez e coragem para muitos nortenhos, sobretudo para os homens. Partilho com ela o sentimento de revolta e de aversão ao centralismo, e de tudo mais que aqui referiu. É uma honra para o Norte saber que esta jovem, apesar de ser uma espécie de oásis no universo nortenho (feminino e masculino), não se coibe de dizer o que pensa sem recorrer ao anonimato de muitos machos medrosos. Mas é uma honra na acepção da palavra, não aquela honra do tipo graxa de sapatos que Júlio Magalhães costuma dedicar aos seus amiguinhos e amiguinhas da TVI que tanta falta fazem ao Porto...Terá sido o Sérgio Conceição que foi buscá-lo à TVI e lhe deu o cargo de Director G. do Porto Canal? Se calhar foi...

03 março, 2019

Excesso de confiança não é optimismo



Suponho não ter exagerado quando disse no post anterior que havia excesso de confiança da parte de alguns adeptos. É preciso ter em conta a qualidade dos adversários, quando ela existe. O clube do regime pode não ter a melhor equipa, porque de facto esteve muito tempo a jogar mal e porcamente, e a beneficiar descaradamente das arbitragens, mas há um tempo para cá melhorou.  Portanto, havia que levar isso em conta. 

Sempre fui dizendo que o melhor da nossa equipa é a competitividade. A resiliência que Sérgio Conceição soube incutir nos jogadores conjuntamente com a qualidade de uma parte deles. Isso funcionou até onde foi possível. O ano passado foi suficiente para vencermos o  campeonato, este ano,  ainda não sabemos. Já não dependemos só de nós, dependemos do adversário de hoje e dos tradicionais favores do exército de corruptos que impera nesta droga de país.

Apesar do resultado e das falhas defensivas que permitiram a victória ao adversário, criamos oportunidades para marcar, mas a ansiedade de alguns jogadores, quer para rematar, quer para passar a bola correctamente, abalou o domínio do jogo. Não devemos esquecer que este problema não é novo.

Marcamos mais golos que a maioria dos adversários, mas não tantos como podíamos, se tivéssemos um lote equilibrado de jogadores com essas qualidades. Basta-nos lembrar as inúmeras ocasiões que chutamos à baliza sem termos capacidade para descobrir os espaços abertos e lá meter a bola. Hoje, como  noutros jogos, acertamos mais vezes nas pernas dos adversários  que na baliza. Aconteceu em Guimarães e em Moreira de Cónegos. Para mim, o problema da equipa é esse. Não somos famosos a passar e a chutar. A qualidade de passe é irregular, e os remates também. Nessa matéria somos apenas razoáveis. Por isso, repito, valorizo o trabalho de Sérgio Conceição e censuro os dirigentes por não lhe terem disponibilizado um grupo de jogadores mais qualificado. Para não levantar dúvidas, acho que comparar a homogeneidade qualitativa deste plantel com outras que tivemos há uns anos para cá, é absurdo, e assim vai ser difícil, muito difícil mesmo, repetir o feito da época passada. Não é impossível, mas não vai ser nada fácil. O Benfica podia merecer o respeito que merecem todos os clubes dignos. Podia, mas não merece. E não merece porque respira imposturice por todo o lado.

A propósito, não resisto a citar as palavras de uma adepta portista quando à entrada do Dragão foi abordada  por um jornalista do Porto Canal para dar um palpite sobre o resultado do jogo. Entusiasmada, a mulher não se coibiu de dizer o que pensava, e disse naturalmente que o FCPorto ia ganhar ao clube que odiava (o Benfica).

Palavra feia, é verdade,  que poucos (suponho) gostam de dizer. O Rui Cerqueira  foi um dos que não gostou e disse-o no pré-Match.  Mas quando nos lembramos que andámos a ser tratados abaixo de cão pela comunicação social, e pelo próprio Benfica, sabendo os meios obscuros que usam para ganhar, o que é que esperam? E se acrescentarmos a isto (e já não é pouco) a colaboração protectora que esse infame clube tem dos organismos desportivos e do Estado, é com amor que lhes devemos pagar? 

Em circunstâncias normais, num país com hábitos pautados pelo civismo e pelo rigor, eu também condenaria a senhora, mas nesta mixórdia de país, onde nem o próprio governo se aproveita, que se destaca pela imposturice e pelo assobiar para o lado, o mais provável é que o ódio acabe por dominar as pessoas mais pacíficas que existem.

Pois eu confesso que tenho tanto desprezo pelo que representa Lisboa e seus ícones para o país, que se calhar já é mesmo ódio o que sinto. Não sou hipócrita, não sou do tipo de dar a outra face se me agredirem, e o que essa escória de gente (lembram-se?) nos tem feito é agredir e prejudicar. No desporto como na política.

Há uns "bons" samaritanos* que não se importam de ser humilhados, só para se darem ares de civilizados... Desconfiem dessa gente, são as piores. 

*Não estou a referir-me a Rui Cerqueira, o papel dele é outro. 



28 fevereiro, 2019

O próximo jogo do FCporto e a galhardia actual do senhor presidente

Antes, Pinto da Costa denunciava asneiras com lâminas
nos dentes, hoje só o faz  com bombons 

Aproxima-se o fim de semana (sábado), e espera-nos um jogo extremamente importante com o clube do regime. Como sabemos, o FCPorto tem vindo a recuperar de uma fase menos positiva, mas felizmente curta. Por outro lado, o clube do regime, com maior ou menor influência do polvo gigante, tem feito bons resultados. Bons demais até para aquilo que têm jogado. Basta comparar a resistência que os adversários impõem quando jogam com o FCPorto com  a brandura serena como jogam com os vermelhos, para concluirmos que ali tem de haver batota.  Enfim, já nada nos pode causar surpresa com esta gente.

Contudo, temos de estar atentos e muito concentrados, porque o adversário é perito em fazer teatro do tipo "quedas fatais", dentro e fora da grande área para ganharem vantagem no marcador. Temos por isso de defender privilegiando a velocidade na aproximação à bola evitando o mais possível o contacto físico.

Penso que tem havido algum excesso de euforia com os últimos jogos pela parte dos nossos adeptos, porque olham mais para os resultados, que para as exibições. Ganhamos ao Braga com toda a justiça, mas cometemos ainda assim algumas asneiras. Na defesa, o Felipe cometeu algumas fífias que felizmente não foram aproveitadas pelo Braga, e no todo geral continuamos a alternar a qualidade do passe entre o bom e o mau, e a esbanjar muitas situações de golo por rematarmos com mais ansiedade que convicção.

Não gosto de valorizar os adversários, e ainda menos quando se trata de adversários manhosos, habituados a contar com a colaboração dos árbitros (e agora vídeo árbitros) para levarem os 3 pontos para casa. Mas, neste caso concreto reconheço que possuem alguns jogadores com qualidade de passe e são bons a rematar. Portanto, nada de facilitismos. A grande vantagem do FCPorto continua a assentar num controle forte sobre os adversários, na posse de bola, e numa resiliência invulgar capaz de tornar a vida complicada a qualquer adversário. Temos de ser muito assertivos em tudo, e sempre! Se cometermos muitos erros, passes errados com a nossa defesa adiantada podemos ser apanhados desprevenidos, e eles marcam. O factor surpresa tem de estar sempre do nosso lado, e não no lado deles. A concentração,  antecipação e a rapidez de execução, tem de ser o segredo do nosso sucesso. E não pode ser apenas no sector mais recuado, é logo na frente com os avançados a pressionarem forte (mas fingindo-se distraídos) para não alertarem o opositor... 

O modelo de jogo de Sérgio Conceição assenta numa posse de bola pro-activa, contudo se não a usar com muita concentração com equipas manhosas, arrisca-se a perdê-la e a ter dissabores. Vale isto para todos os casos, mas principalmente para adversários do nível da Champions, como é o caso do Roma. O Benfica não é o Roma, mas arma-se sempre em clube grande, como é costume. Gosta de lançar os foguetes antes da festa. Somos nós que temos de os obrigar a apanhar as canas. 

Toda a comunicação social corrupta já anda por aí a esfregar as mãos, porque não esperam outra coisa que não a victória do Polvo. Mas não lhes vamos dar esse prazer. É no sábado que quero ver os adeptos do "Somos Porto" a sufocarem os adversários com os seus gritos de apoio ao FCPorto! Não podemos parar, temos de os deixar atordoados com a nossa voz.  

Of record:


  1. Não compreendo esta SAD do FCPorto. Quem não souber, às vezes pode ficar com dúvidas que o FCPorto é o proprietário maioritário do Porto Canal! Ontem, o Porto Canal foi incapaz de informar os seus espectadores do resultado do jogo de andebol entre o FCPorto e o Benfica! Só hoje de manhã pude saber no JN, Os dragões felizmente venceram 25-27! Que desleixos comete este Canal de Julio Magalhães.
  2. Também não compreendo por que é que o Sr. Pinto da Costa se limita a comentar o episódio do atraso dos adeptos portistas na entrada do jogo com o Tondela, com estas chorosas palavras:
«Há quem não continue a perceber que os adeptos são essenciais ao futebol e o que aconteceu em Tondela, com milhares de portistas a só terem acesso ao recinto já com o jogo em andamento, é triste. Defender o futebol e as competições é zelar para que não volte a repetir-se»

Ó Sr. Pinto da Costa, zelar para que isto não volte a acontecer seria obrigar os dirigentes do Tondela
a ressarcir os adeptos portistas desse prejuízo devolvendo-lhes o preço dos bilhetes, ou pelo menos, metade.  Ou o senhor presidente paga um bife inteiro se só lhe servirem metade? Ou, como agora fez, contenta-se a queixar-se ao proprietário do restaurante no Dragões Diário?

Quem o viu e quem o vê.  



24 fevereiro, 2019

O Porto não vai a lado nenhum com tanta permissividade. Talvez o Sérgio Conceição faça outro milagre...

Resultado de imagem para treinador de Hóquei do FC Porto
Cabestany disse o que o Presidente
só diz fora do contexto


Não me sinto no dever de justificar as minhas opiniões, a não ser quando alguém me apontar hábitos de contradição devidamente explicados com factos. Sem isso, é inútil argumentarem com aldrabices porque nem sequer me dou ao trabalho de publicar comentários dessa natureza. Era o que me faltava copiar os maus exemplos dos políticos e dos governantes  deste país, porque nem sequer merecem um minuto da minha atenção, quanto mais da minha consideração. Naturalmente, não estou a referir-me aos comentadores habituais do Renovar o Porto que já me conhecem um pouco, e sabem que não admito comentários obscenos. Como já devem saber, para mim, que não sou político, nem anarquista, a liberdade da democracia obedece a regras, por isso tem de ser limitada (ao contrário do que defendia o falecido Mário Soares). Foi a partir do dia em que o vi a desautorizar publicamente um polícia na via pública que perdi o resto de consideração que por ele nutria.

Vale isto por dizer que não gostava vir a ter a mesma decepção com Pinto da Costa. Esse sentimento já esteve mais longe, mas ele continua a não fazer tudo o que deve pelo FCPorto. Não alimento o culto da idolatria, nem por ele, nem por ninguém, contento-me em não me enganar quando admiro alguém, quer pela sua competência, quer pela sua integridade intelectual.  

Os slogans não fazem um clube, mas são relevantes num determinado enquadramento, ou seja, quando o clube é bem gerido, e dessa boa gestão se conseguem sucessos desportivos com regularidade. Mas não servem para grande coisa quando a cara não diz com a careta. Servirá certamente quando e se o belo "somos Porto" conseguir manter a perenidade da garra anterior, e se tivermos um presidente à Porto. E por favor, evitemos a demagogia, não entremos pela pieguice purificadora de sacrificar o clube para defender o presidente, que (todos sabemos) não tem as mesmas condições de saúde e idade para presidir ao FCPorto a tempo inteiro. Podem ficar desapontados com o que venho dizendo há longo tempo, mas esse presidente à Porto deixou de o ser. Se querem defender o FCPorto, então usem o pragmatismo de Pinto da Costa de outrora e não a passividade que ele tem agora. É compreensível, mas não é recomendável para o futuro do clube. 

Foi com um Pinto da Costa pro-activo que ele próprio conquistou a fama de bom presidente, fama essa de que ainda hoje goza imerecidamente por parte de alguns adeptos.

Esta fidelidade aparente dos adeptos com o presidente portista pode dar ideia de estabilidade mas a qualquer momento pode perder-se. O FCPorto, ninguém pode negá-lo, foi muito mal gerido desde 2013 a esta parte, salvaguardando a milagrosa época 2017/2018 pela batuta do improvável Sérgio Conceição. Mas não pensem que eu quero eleições apressadas. Nada disso, queria sim que Pinto da Costa as preparasse se porventura tivesse algum candidato fiável a ocupar o seu lugar. Se sair abruptamente pode atrair candidatos suspeitos que podem gerar o caos no FCPorto. Isso, não quero, mas também não quero este Pinto da Costa. De resto desejo-lhe longa vida e muita saúde.

Insisto neste assunto por muitas razões, algumas das quais já apresentei aqui. Mas esta tarde, voltei a ser confrontado com uma situação bizarra que pode vir afectar as prestações das equipas portistas de outras modalidades. Foi no jogo de Hóquei em Patins entre o FCPorto e o Sporting de Tomar.

Cautela e caldos de galinha é coisa que não dispenso para que o Renovar o Porto não seja invadido pelos moralistas do costume. Primeiro em jogo jogado o FCPorto mereceu perder. A fantástica equipa  do FCPorto tem revelado nos últimos jogos um nítido abaixamento de forma, como é evidente. Nota-se a desmoralização estampada no rosto dos jogadores! Por quê, não sei, mas só posso imaginar.

O FCPorto conseguiu ganhar em casa ao Benfica, mas baqueou hoje com o S. Tomar por 4-3. Se me limitasse a avaliar a exibição das duas equipas o meu comentário ficava só por aqui. Mas não posso, porque para ser honesto com a apreciação do jogo sem considerar a conjuntura estaria a fazer meia apreciação. É aqui que o problema se coloca e que os dirigentes portistas não se atrevem a resolver: o FCPorto quando vai jogar fora, sobretudo para o sul do país, tem sempre que suportar situações intoleráveis e anti-desportivas contra as quais treinadores e jogadores pouco podem fazer.

Guillem Cabistany foi expulso e impedido de acompanhar a sua equipa no jogo anterior, privando-a da sua (importante) presença por ter dito (com razão) que "tinha assistido à maior vergonha numa pista de hóquei"  Hoje, os jogadores do Tomar usaram da matreirice do costume, mas jogaram bem e rápido, sem entrarem na pancadaria de outros. Contudo, o jogo estava permanentemente a ser interrompido para o ringue ser limpo quando os jogadores portistas causavam mais perigo. E os árbitros corroboraram nessa comédia... Foi de partir tudo! 

Coisas destas são recorrentes em todas as modalidades. Como é possível moralizar uma equipa para ter que jogar nestas circunstâncias sabendo que o clube onde jogam não é capaz de reclamar esta pouca-vergonha! Como?   Que querem os grandes adeptos do FCPorto? Que seja o treinador a substituir o presidente? É isso? 

Bem, isto desgasta uma pessoa e gera revolta. Se a SAD do FCPorto não a sente, ou é porque anda a dormir, ou porque se está a borrifar para o FCPorto e para os adeptos. Eu, como portista não me sinto lá muito considerado! Nada! Nem uma declaração de repulsa contra estas situações são capazes de fazer.

Haverá ainda quem não tenha coragem para abordar este assunto, só para proteger o senhor presidente? Então, não é o FCPorto o clube? Ou andam a confundir o clube com uma propriedade do senhor presidente? Eu não confundo, podem ter a certeza. Já o apoiei, porque merecia. Hoje, não merece essa atenção. As razões, já acabei de as expôr.  Oxalá não seja o próprio Pinto da Costa a cavar o melhor do seu tempo enquanto presidente. Dependerá dos próximos resultados e da conclusão do Benficagate. 

Resumindo: "Quem não reage a uma infâmia por não poder contar com a justiça sujeita-se a alimentar os seus com cobardia".