Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

DIREITO À INDIGNAÇÃO

Por mais que me esforce, não consigo compreender os contrastes de um país como Portugal Membro da União Europeia há 24 anos e que continua a ter índices sociais, políticos e económicos mais parecidos com muitos dos países do terceiro mundo!Para ilustrar esta minha análise, basta-me um “pequeno exemplo”, entre muitos outros, sobre a quantia que aufere em Pensões, a líder de um partido da oposição (seja ele qual for), que é bem superior ao ordenado do primeiro-ministro (seja ele qual for) do mesmo País!

Talvez por isso, queiram combater as pensões e os ordenados de quem pouco ganha, não acontecendo o mesmo com aqueles que tem pensões (P.R., Líder oposição, vários ministros e ex-ministros, deputados e
vários políticos e ex-politicos, bem na vida e actualmente em funções de CEO de empresas públicas e privadas) e que continuam no activo a auferir altas e várias pensões ou a exercer outras actividades bem remuneradas incorporadas às altas pensões! São paradigmáticos os casos de Silva Lopes, Vítor Constâncio, Manuela F.Leite, Murteira Nabo, Mário Soares, Cavaco Silva, etc.etc.

E em momentos de apertar o cinto, a receita é a do costume, ou seja os do costume que paguem a crise! Há quantos anos isto acontece? Há quantos anos sofrem este drama, os Portugueses?

As orientações politicas, económicas e sociais, até agora levadas à prática pelo actual e anteriores governos, levam sempre à diminuição e corte naqueles que menos possuem acentuando as desigualdades existentes na distribuição da riqueza!

Não admira, por isso mas não só, que o vulgar trabalhador e muitos jovens licenciados com alto potencial, continuem a procurar fazer a sua vida noutros países, EMIGRANDO!

Como dizia um ex-primeiro ministro português (só podia ser): “É A VIDA”!

Renato J.P.Oliveira

A vingança

O pestilento cheiro que exala a Justiça portuguesa, intensificado depois das revelações que se puderam ler no SOL desta semana, é uma situação que acaba por me dar uma certa satisfação. Este sentimento é paradoxal na medida em que nasce da triste existência da estrumeira em que se transformou a Justiça em que desgraçadamente somos obrigados a chafurdar, já que oficialmente somos todos portugueses. Esta satisfação tem uma explicação.

Nós, os portistas, já há muito tempo tínhamos percebido que o senhor Procurador Geral da República não é uma pessoa isenta. A sua actuação directa e indirectamente, nos "Apitos", já claramente o indiciava. Dificil era prová-lo, e às nossas alegações respondiam os anti-portistas que tínhamos "desculpas de mau pagador" e que era irresponsável pôr em causa a idoneidade de tão alto personagem da República. As recentes revelações sobre as certidões tiradas pelos magistrados de Aveiro do processo "Face Oculta" , vieram eliminar todas e quaisquer dúvidas, demonstrando que tínhamos razão e que o PGR não pode nem deve continuar nas suas funções. Nas presentes circunstâncias, devia demitir-se, mas para isso seria necessária uma dignidade de cuja existência duvido.

De qualquer modo, como portista sinto-me vingado.

De sublinhar que esta enxurrada pestilenta acaba de arrastar outro "figurão" da hierarquia oficial : o presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

Em face da gravidade destes atentados à Democracia, espero que o Presidente da República tome rapidamente uma atitude compatível com a sua posição de "supremo magistrado da Nação". Se isso não acontecer, penso que as economias que o país está obrigado a fazer poderiam começar por poupar os gastos inerentes ao funcionamento daquele orgão, porque então para que serviria um PR?

Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Bom fim de semana

Este é o país de facto. O resto é treta.

Lei de bases do sistema desportivo é como o país:um bluff!

Das duas, uma. Ou as mais altas autoridades do país andam distraídas, ou a fasquia da soberba é tão grande que as impede de ver o maior crime cometido «a céu aberto» levado a cabo   pelos próprios representantes da "justiça" desportiva. Tamanha cegueira, espanta e  contrasta flagrantemente com o empenho demonstrado pelas mesmas autoridades no levantamento de Processos como o Apito Dourado e outros correlacionados com o FCP ou com a cidade do Porto, o que nos dá total legitimidade para pensarmos que a corrupção na justiça desportiva é mais do que uma suspeita, é um facto.

Clicar sobre a imagem para ler

Ps-Atentem no Artº. 5 que fala sobre Ética Desportiva, mas por favor, sem se rirem...

Impor jejum com a barriga cheia

Manuel Carvalho, do PÚBLICO, costuma escrever uns artigos muito interessantes. No jornal de hoje, no entanto, salta para o comboio dos detractores de AJ JARDIM e junta-se à pancadaria que a generalidade dos jornalistas gosta de dar ao presidente do governo da Madeira. Fico a pensar se "bater" em AJJ dá pontuação positiva aos jornalistas.

MC argumenta que a Madeira tem o segundo maior rendimento per capita de Portugal (sendo que o maior é obviamente o de Lisboa) e que portanto é normal que fique a perder nas transferências financeiras. Desta afirmação nasce irreprimivelmente o desejo de questionar por que razão a Madeira tem que refrear os seus apetites emquanto Lisboa pode continuar a "comer" à vontade!

MC tem depois uma afirmação justa mas da qual extrai a conclusão errada. Diz ele que "num país justo , seria uma injustiça que a parte pobre financiasse a parte rica". Tem toda a razão, mas não reparou ainda que é precisamente isso que acontece no Continente, com Lisboa/Vale do Tejo a ser financiada pelo resto do país? O governo faz-me lembrar um chefe de família à mesa com os seus dependentes, tendo o seu prato cheio de comida , apontando para o que resta num tacho quase vazio, e explicando que os tempos são de crise e que portanto é indispensável apertar o cinto. Antigamente dizia-se que o exemplo tinha de vir de cima, mas parece que caiu em desuso.

Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Alberto João Jardim, o Pinto da Costa da inveja política

Paulo Martins, do JN, faz na sua crónica de hoje, uma curiosa analogia entre a Madeira de Alberto João Jardim e a Gália do famoso Astérix da banda desenhada. Chama-lhe «irredutível», como ao herói galês e critica-o por se recusar a apertar o cinto em solidariedade com o resto do país e por continuar a exigir do Estado central mais dinheiro.

Para não variar, Manuel António Pina, escolheu o mesmo tema e protagonista na sua diária coluna de opinião: Alberto J. Jardim. Estranho unanimismo este. Estranho, porque a montante dos hábitos aparentemente chantagistas de AJJ, reside outra chantagem endémica do Governo Central sobre o resto do país [principalmente com o Porto e a região Norte], no cínico e incoerente discurso de coesão nacional, em total contradição com práticas de poder pornograficamente centralistas. Não há qualquer moral nestas flechas de censura dirigidas contra AJJ sem antes se equacionar o que seria da Madeira sem a autonomia e sem um Homem como AJJardim. Muito provavelmente, seguramente, mesmo, estaria mais pobre e abandonada que o Porto e todo o Norte profundo. 

Em condições de governabilidade respeitáveis, podiam fazer algum sentido as críticas a A.J.Jardim. Sucede que, a governabilidade em Portugal não só não é respeitável, como é indecorosa e fragmentária. Por isso, e porque AJJardim tornou [como escreve o jornalista Paulo Martins] a Madeira na região do país mais rica da média nacional, com 98%  do PIB da média europeia, o líder madeirense não está mais do que a copiar  o estilo chantagista dos sucessivos governos centralistas, com uma diferença abissal: acrescenta visíveis benefícios para o povo madeirense.

Se o Governo Central pode desviar fundos do QREN do Norte para Lisboa porque não pode a Madeira tomar medidas semelhantes? Será que os autores destes artigos detectaram alguns sinais de preocupação da parte do Governo Central para com a nossa região que nós não tenhámos percebido? Ou será apenas uma questão de «moda», diabolizar AJJardim? Não creio. Penso que será mais uma questão de má consciência e a necessidade de atacar um homem temido por simbiose ao politicamente correcto. Tal como fizeram e fazem com Pinto da Costa...

Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Talibans, precisa-se!

O país está a saque. O Governo é a cloaca que sabemos, a Procuradoria navega entre um mar de incompetências e um lodaçal de arbitrariedades, o Presidente da República não passa de um corta-fitas, a Assembleia da República é uma espécie de SONAE improdutiva com empregados preguiçosos e bem pagos, e o Porto assiste a tudo isto impotente e enfermo. Que mecanismos democráticos nos podem valer? Eu digo. Nenhuns!

Desportivamente, a Justiça está entregue a autênticos bandidos protegidos por togas encarnadas. A Justiça em causa própria, é feita nas barbas de todo o país, sem que nada nem ninguém se indigne ou interfira. É de supor que, estejam à espera de algum acto tresloucado da nossa parte para porem termo à bandalhice. Pois, se assim é, que não tarde, porque isto já começa a ultrapassar os limites da tolerância . Por este andar, temos estes "PIDES" do pós 25 de Abril a entrar dentro das nossas casas a afirmarem que ela e tudo o resto lhes pertence.   

Talibans, precisa-se, para defender o Porto. É que o telefone da Democracia não atende e nós precisámos de respirar.

Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Ataque centralista ao Braga começou. Pode ser que lhes sirva para abrirem os olhos


Quem fala verdade? Você sabe?

Neste ambiente de profunda describilidade política e social em que uns vivem, outros fazem por viver e outros ainda fingem que vivem, ninguém é totalmente inocente. É impossível. O desenvolvimento das sociedades foi mais tecnológico do que social, o que fez com que, para sobreviver, o homem, mesmo o mais nobre, tivesse [e ainda tenha] de recorrer a métodos de competitividade obscuros e desleais em relação ao outro. Neste aspecto concreto, ainda acusámos hábitos medievais, só não gostámos é de o admitir talvez para não nos chocarmos com uma realidade que pouco nos distingue dos animais selvagens.

É, a partir  desta realidade, contabilizados os grandes escândalos protagonizados por agentes políticos e judiciais e descontados os que nunca chegaram ao conhecimento público, que devemos apreciar a imensa hipocrisia com que a comunicação social centralista tem tratado Pinto da Costa.

Não há nenhum portista honesto que defenda Pinto da Costa por estar convencido que ele é o homem mais sério do Mundo, porque, acreditar nisso, seria igual a pensar que é possível a um Homem ser absolutamente honesto durante uma vida inteira numa sociedade injusta e desonesta como é a nossa. Não é exclusivo de Portugal, mas infelizmente nós costumamos ser "bons" a copiar dos outros os piores exemplos...O grande trunfo de Pinto da Costa foi perceber que para lutar  com a concorrência e  vencê-la teria de usar da astúcia e do confronto aberto. E nisso, ele foi melhor do que todos os adversários, porque no passado como agora no presente, ele tinha e continua a ter, toda a prole de viciados centralista contra ele e o FCPorto, como aliás está bem à vista. E é exactamente por isso, mais a sua capacidade de liderança, que é idolatrado pelos portistas.

Mas, a minha ideia de momento, não é falar de Pinto da Costa. Apenas o citei como exemplo para dar uma noção realista da profunda hipocrisia da sociedade no que respeita a questões de seriedade e transparência. Hoje, o tema é Mário Crespo e a censura que aparentemente o director do JN sobre ele exerceu. A mim, o caso não me surpreendeu, porque não é de hoje que percebi o low profile de José Leite Pereira e o sentido centralista que imprimiu ao histórico jornal nortenho. É um yes man típico. Um videirinho bem falante que tenta fazer pela vida procurando dar-se com Deus e com o Diabo.

E, qual é o problema então? O problema, é que, com o histórico deontológico que conhecemos dos media, temos de estar de pé atrás em relação a tudo, incluindo  este caso de aparente censura. Mário Crespo, enquanto jornalista, amadureceu e "melhorou" com o passar dos anos. No entanto, a SIC a estação de TV onde trabalha, não é o exemplo de Democracia que quer fazer parecer. É uma estação de duvidosa reputação, o que só por si constitui de certa maneira algum entrave à credibilidade do jornalista. Depois, há um detalhe que corrobora a minha desconfiança. É que, Mário Crespo por razões que só ele saberá explicar, não hesitou em identificar o nome dos políticos que supostamente contra ele conspiraram com epítetos impróprios para órgãos superiores do Estado, mas não o fez com o director executivo da estação de TV com quem partilhavam o «convívio», o que denota medo, ou um sentido corporativista/oportunista de frontalidade.Por outro lado, e apesar de ter na pior conta a classe política, pela imprudência revelada  noutros casos, muito alto devem ter falado para que, quem estava próximo, pudesse ouvir a conversa de fio a pavio para depois a poder denunciar. 

Este país não pára de nos surpreender. Ou melhor, a qualidade das «pessoas» mediáticas deste país...



Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Os métodos do 31 de Janeiro

Fonte: http://cidadesurpreendente.blogspot.com/

Ontem andaram por cá os senhores Sócrates e Cavaco a propósito de uma daquelas comemorações irrelevantes em que todos os regimes são pródigos e usam como exercícios de autolegitimação. O responsável directo por um dos orçamentos do estado e plano de investimentos da administração central mais desfavoráveis e discriminadores do Porto, tratando-o como uma região de terceira classe e perpetuando-lhe a pobreza, apesar de congregar 18% da população e ser cabeça da região mais populosa do país e aquela que ainda mais exporta e cuja economia é a menos "alavancada" pelo estado, teceu as habituais loas ao Porto que estes bonifrates do centralismo sempre evacuam quando cá vêm .

Fonte: http://cidadesurpreendente.blogspot.com/

Estes senhores mereciam que reactivássemos os mesmos métodos dos insurrectos do 31 de Janeiro, incluindo o da pólvora. Mas tal como na aventura ontem muito hipocritamente incensada, isso teria que ser tarefa de meia dúzia de corajosos e à revelia das "elites" locais e dos que têm horror a que se faça ondas.

P.S. Temos todos que seguir o exemplo do cidadão que acima exige "Outra República". Sempre que os bonifrates cá venham devemos ir para a rua gritar "Morra o centralismo!"