Não é a minha. Envergonha-me. Por isso, decidi retirá-la deste espaço.
29 julho, 2008
Arrear da Bandeira
Não é a minha. Envergonha-me. Por isso, decidi retirá-la deste espaço.
28 julho, 2008
A caminho do abismo
2 - A Embraer investe 148 milhões de euros em Évora, para instalar duas fábricas de componentes para aviões. Este era um investimento que logicamente deveria ter sido direccionado para o Norte. Temos um bom porto de mar, um aeroporto internacional, mão de obra qualificada e disponível, três boas Universidades na região, uma crise económica às costas e uma necessidade urgente de empregos. Tudo o que Évora não tem. Os ingénuos e os mal intencionados dirão que se trata de um investimento privado em que o Estado não tem intervenção. Mas alguém acredita que foram os brasileiros que expontanemente escolheram o Alentejo? E mesmo que tivesem sido, não sabem que o Governo tem instrumentos que permitem direccionar investimentos estrangeiros de vulto? Mais uma derrota para a nossa Região, mais uma afronta que o poder central nos fez. E, pior que tudo, trata-se de derrota por falta de comparência. Quem, dos nossos representantes, eleitos ou não, tentou atrair este investimento que criará 600 postos de trabalho directos?
Pareceres ou escarradores?
Lembram-se de um recipiente que já entrou em desuso e que servia para expelir pela boca excreções pouco agradáveis à vista? Lembram-se do nome? Chamava-se "Escarrador". Pois é, até no nome esse objecto é asqueroso.E quando as mulheres estão a jogar à Benfica (ou seja, mal)?
O que é mais chato? A barba ou a menstruação? Trata-se de uma questão simples mas clássica, que divide a humanidade desde os remotos tempos de Adão e Eva - e para divisões entre os géneros já bastam as casas de banho.
Bem, no escritório de advogados da Allly McBeal a casa de banho era unissexo mas normalmente dava mau resultado, o que se compreende.
Para começar não comemos sabonetes, pelo que o aroma das nossas necessidades fisiológicas de carácter sólido raramente é recomendável, ficando a um abismo de distância de fragâncias metálicas que agradam à pituitária feminina, como o Odeur 53 da Comme des Garçons.
Depois, digam-me só como é que um tipo pode estar descontraído, sentado no trono, a largar-se ruidosamente, se, depois de limpar o rabo a e accionar o autoclismo, sai da casinha e corre o risco de deparar com a boazana da Portia di Rossi (mama pequenina, mas uma graça e muito mal empregue na cama da Ellen de Generes) a franzir o nariz com um ar enjoado e a deitar-nos um olhar enojado enquanto retoca o bâton em frente ao espelho?
Fechado este parênteses da casa de banho, devo confessar-vos que fiz algum trabalho de campo preparatório deste post. Quando perguntei à minha colega G. “Barba ou menstruação?” a resposta que obtive na volta do correio foi crua, mas creio que definitiva: “Se passasses uma semana por mês a sangrar do cu não andavas para aí a fazer essas perguntinhas idiotas”.
Já sofri crises de hemorroidal, mas nada que se assemelhe à gravidade, duração e regularidade da feliz imagem desencantada pela G. para responder à minha questão.
Concordo com ela. Estou firmemente convencido que Deus Nosso Senhor foi excessivamente rigoroso ao fazer as mulheres pagarem em sangue – se bem que em suaves prestações mensais -o pecado de trincar a maçã cometido pela sua antepassada Eva.
Claro que há atenuantes. A barba desponta na cara dos rapazes mais ou menos na mesma altura que a menstrua faz a sua primeira aparição no pipi das raparigas. Mas a barba cresce até um tipo se finar, enquanto a menstruação acaba algures entre os 45 e 55 anos.
No entanto, o fim da menstruação, ou seja a transição para o estado de amenorreia completa, não tende a ser encarado muito favoravelmente pelas mulheres, que por esta altura da vida passam a ser ainda mais imprevisíveis do que é costume.
E um homem tem a liberdade de optar por deixar crescer a barba - ao estilo do Karadzic, do Osama bin Laden e do Pinto da Costa da Morgue -, ou desfazê-la a apenas quando lhe dá na veneta, desculpando-se com a moda da barba de três dias a que o mais famoso dos setubalenses deu um novo alento.
Mais. Aos inconvenientes decorrentes da menstruação há que somar as chatices da TPM (tensão pré-menstrual) período durante o qual, por norma, as mulheres infernizam a vida de quem esteja no seu “hinterland”.
Comparado com as chatices da menstruação, fazer a barba é como dar uma passeiozinho pela sombra depois de nos termos empazinado com tripas à moda do Porto no almoço dominical. “Piece of cake”, como diriam os ingleses.
Por falar em ingleses, adoro a frase que as francesas usam (“être avec les anglais”) para significarem que estão no período, uma expressão com mais elegância e densidade histórica que o nosso "estar a jogar à Benfica", ou seja, mal.
Sobre a liberdade dos jornalistas



Nos jornais, como nas televisões, o seu trabalho é condicionado desde logo pelas linhas editoriais mandatadas pelas chefias de informação e sabem que essas directrizes nem sempre se pautam por critérios de seriedade e isenção. Portanto, pactuam com as conveniências mercantilistas da entidade patronal como se o produto "informação" fosse idêntico ao produto "batata" ou "CocaCola", e fazem gala de argumentar como se assim fosse. O dever de informar por informar só é lembrado quando fazem grossas asneiras, quando abusam ou extravazam das suas funções para degraus de insolência próximos da criminalidade. O que, diga-se, não é raro. É claro que, há sempre alguns mais ponderados, menos bombásticos que outros, mas pouco mais do que isto temos para avaliar sobre a sua integridade profissional. É urgente pois, começarem a olhar para as suas próprias casas (locais de trabalho), antes de se prestarem a filosofar sobre a desarrumação da casa do vizinho, porque podem estar a ganhar pó...
A criatividade é, sem dúvida, um bem não negligenciável, dá até muito jeito desenvolvê-la, mas não resolve tudo. Além disso, pode ser aplicada em sentidos antagónicos. Haverá, por exemplo, quem não reconheça criatividade em Vale e Azevedo? E então? Não deve ser a essa criatividade que o senhor jornalista se refere, suponho.
O Porto, precisa sobretudo de gente que o ame e respeite. De gente que não precise de evocar Lisboa, quer para se promover, quer para justificar carências individuais ou corporativistas. Precisa de se desenvolver sem rivalizar com a capital, porque se tem a si mesma, mas também não precisa de se intimidar para a afastar do caminho, se for preciso, se essa Lisboa Centralista lhe tolher o passo do progresso. É só, e apenas, contra essa Lisboa que devemos combater, contra a Lisboa sorvedouro. Contra essa Lisboa, sim, devemos bater o pé sem esmorecer.
Sejamos portanto, um pouco criativos senhor jornalista, siga você mesmo o seu próprio conselho: exija à Administração da Controlinveste que faculte desde já à classe profissional a que pertence, uma direcção de informação insofismavemente regional, e idependente. E já agora, por favor, aproveite a embalagem e passe a palavra aos seus colegas da rádio e da relevisão.
Nós por cá, envidaremos esforços para também sermos criativos. Está prometido.
27 julho, 2008
Outro depoimento de um comentador jurista
Clicar no título do post para ver fonte do comentário
" O douto "parecer" de uma figura coerente...
A propósito de um douto parecer elaborado por uma pessoa que é considerada ilustríssima por muitos da nossa praça, cumpre-me efectuar os seguintes comentários sobre o "iluste".
Desde já (e pela primeira vez o revelo neste blog) também eu sou jurista e, nos tempos de Universidade, o meu professor de Direito Administrativo seguia as lições da cadeira pelo livro do dito Professor.
O que é certo é que, já nessa altura, me recusei a estudar pelo livro de Freitas do Amaral, tendo optado pelas lições de Direito Administrativo do Professor Marcelo Caetano. Os meus colegas de faculdade bem me perguntavam como é que eu queria fazer a cadeira não estudando pelo livro indicado pelo regente da cadeira. O que é certo é que fiz a cadeira sem mácula.
Ainda me lembro quando o meu professor de cadeira me perguntou, no exame oral, porque é que no exame escrito só fazia referência a Marcelo Caetano. Respondi-lhe que não gostava de Freitas do Amaral e da forma como pensava o direito administrativo e que me enquadrava melhor com os pensamentos do Professor Marcelo Caetano, sendo certo que Freitas do Amaral foi assistente de Marcelo Caetano.
Posto isto, já há alguns anos que esta é a opinião sobre o "ilustre" professor.
Acresce que, me recordo muito que este "ilustre" professor é o mesmo que é fundador de um partido, que sempre combateu a ala contrária a esse partido. Que nas eleições após Guterres, dizendo que o País estava em desgoverno, pediu maioria absoluta para o PSD (atraiçoando aqueles que o seguiram na fundação de um partido e dos seus ideais) e que não teve direito a "tacho" porque o CDS teve uma grande votação que o permitiu formar governo com o PSD, que ganhou as eleições sem maioria, tendo impedido o "ilustre" de subir ao trono.
Como não conseguiu de um lado, passou-se para o outro, passando a aparecer ao lado dos partidos mais à esquerda, em manifestações e outros eventos contra o partido e princípios que sempre defendera.
Mas eis que o Governo cai e batem à porta novas eleições. Socialistas aparecem nas sondagens como vencedores antecipados. O que faz o "ilustre" professor? Pede maioria absoluta para os socialistas, cuja primeira figura era o Ministro modelo do Governo que ele tanto criticara. Logo aí correm rumores de que tal apoio seria em troca de um Ministério.
Qual virgem ofendida, vem repudiar tais acusações, transmitindo aos portugueses a sua imparcialidade, dizendo que o fazia porque era o que entendia melhor para Portugal.
Porém, coincidência das coincidências, o PS ganha as eleições e Freitas do Amaral é indicado para Ministro dos Negócios Estrangeiros. Segundo ele "porque o país precisa se todos e este é o momento exacto de dar a cara". Pois, coincidência que tenha sido o único cujas origens remontem a outro partido ou forma de pensamento e que tenha sido convidado para este Governo. Coincidências.
Começa a legislatura. Quem é o Ministro que mais erros comete? Coincidência das coincidências. É o Ministro dos Negócios Estrangeiros, que por acaso se chama Freitas do Amaral. No Governo, o 1.º Ministro já não sabe o que fazer com ele, mas a bem da estabilidade (e para não ser comparado com o menino Guerreiro Santana Lopes), não o demite... Espera mais uns tempos, até que... Coincidência das coincidências... Freitas do Amaral tem uma intervenção cirúrgica marcada inadiável (deve ter sido a uma unha encravada), pelo que tem de sair do Governo.
O País engole e a caravana de Freitas continua...
A coerência é o melhor dos atributos de Freitas...
Agora o parecer. Um parecer pedido pela FPF ao "ilustre" professor. Como instituição de utilidade pública, a FPF resolve atribuir a responsabilidade de elaboração de um parecer a pessoa que, sem Ministério nem ONU, precisa de uma "espécie" de rendimento mínimo.
Freitas, o Rei da Coerência, o "ilustre" Professor não faz um parecer, mas antes um julgamento sumário, extravasando as funções em que foi confiado. Porém aqui não há abuso de poder. Há uma decisão moral e coerente, aliás, como é apanágio de Freitas.
Qual ilustre jurista que considera a decisão dos 5 estarolas como válida e que, como tal, considera que tais decisões são "definitivas, constituem caso julgado, foram notificadas às partes e demais interessados, e são por isso obrigatórias para todos, sem necessidade (ou possibilidade) de homologação ou qualquer outro acto complementar".
Assim, segundo este "ilustre" jurista, ao arrepio de tudo o que aprendi na faculdade, a decisão administrativa é definitiva e transitada em julgado, mesmo tendo sido sujeita a impugnação nos Tribunais Administrativos e Fiscais. Mesmo sabendo-se que a alteração pode ser decidida de outra foma pelos Tribunais.
Mais, isto é dito mesmo sabendo-se da decisão deste Tribunal, nos autos de um procedimento cautelar, de suspensão das decisões.
Mas há mais. Segundo o "doudo" parecer, "a decisão de suspender preventivamente o presidente do CJ das suas funções, embora afectada por irregularidades formais importantes, sendo meramente anulável, é eficaz e obrigatória para o seu destinatário, pelo menos enquanto não for suspensa ou anulada, quer por efeito automático decorrente da lei, quer por decisão do tribunal administrativo competente". Ora repita lá? A providência cautelar não suspendeu essas decisoes? Não foi esse o pedido feito ao Tribunal e que, por acaso, foi feito e que lhe foi dado conhecimento?
Coincidências? Não, meus caros, diria que apenas são coerências, aliás, como há muito estamos habituados a ver no "ilustre" professor Freitas do Amaral.
Querem mais coincidências?
Elas existem, ma deixarei para outras calendas...
E a minha última pergunta? Porque não escolheram o ilustre Marcelo Rebelo de Sousa para fazer o parecer? Será pelo facto de já ser conhecida a resposta e esta não interessar ou será que este "ilustre", dada a sua coerência ao longo dos tempos, era o que mais convinha?"
http://odragao.blogspot.com/
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Ainda sobre os CTT e os "tachinhos dos políticos"
Apesar de se tratar de uma empresa com muitos anos de existência, a gestão feita pelas últimas administrações, mas principalmente desde que foram transformados em sociedade anónima tem-se vindo a notar um notória baixa na qualidade do serviço prestada aos clientes particulares, com o consequente aumento da insatisfação e do desagrado dos mesmos, como se pode constatar facilmente fazendo uma simples pesquisa na Internet, de que as ligações externas abaixo são um mero exemplo:
"Bons" exemplos, belo "país"
3 575 euros brutos por mês. É este o valor que Luís Nazaré, ex-presidente dos CTT, vai receber mensalmente pelas suas funções como presidente do Comité de Estratégia dos Correios, órgão oficialmente constituído em Junho.
O comité da empresa pública foi formado por decisão do Governo, que convidou Nazaré para assumir a sua presidência, segundo garante ao SOL Luís Nazaré, que acumula este cargo com a função de chairman da Airplus TV, uma empresa privada.
Nota: deve tratar-se de um recompensa por aquilo que escrevi aqui
26 julho, 2008
"MÉRITOS DESCONHECIDOS"
Opinião de uma jurista
(clicar sobre o título do post para ver original)
Soldados para a rua, já!
Hoje, apetece-me efabular um pouco. Os últimos acontecimentos, não sei porquê, estimularam-me a inspiração...25 julho, 2008
Bálsamo
(Do Blog Luar Africano)
Benfica o clube do centralismo
NÃO ME FALEM EM FAIR PLAY, NÃO ME FALEM EM PORTUGUESISMO QUANDO ESTE GRUPO DE CANDIDATOS A CLUBE DE FUTEBOL JOGAR COM CLUBES ESTRANGEIROS. Vamos brincar à Justiça? Vamos?
Freitas do Amaral? Por quê? Por que raio pesa mais o parecer dele, que o de Marcelo Rebelo de Sousa? Qual é a diferença entre estes dois especialistas em direito penal? A das pessoas, ou a dos pareceres? Qual é que pesa mais? Quais são os critérios?De que esperam para demitir o Sr. Procurador?
Alguém disse um dia que o Homem é um animal de hábitos. E disse bem. Bons e maus hábitos. Dos bons hábitos, parece-me que não vale a pena falar pelo óbvio que adjectiva, embora todos possam ser relativizados consoante quem os pratica. Dos maus, é que já não podemos ser tão condescentes, sob pena de termos de arcar com as consequências.O futebol, no caso concreto, o Futebol Clube do Porto, com os seus contínuos êxitos desportivos tem - ao invés do que alguns idiotas para aí apregoam -, servido de tampão à fúria de muitos portuenses e refreado outro tipo de comportamentos menos pacíficos. O Govêrno devia estar grato por isso ao Futebol Clube do Porto e ao seu Presidente. Pelo contrário, permite que o ataquem e coopera...
*Detesto esta expressão, mas ela existe. Só a escrevo, para que os elitistas percebam para quem estou a falar. De todo este comentário, faço questão de excluir o Dr. Rui Moreira, que tem sido a única voz inconformada que se faz de facto ouvir no Norte. Outros há, que deviam fazer muito mais do que ele. e não tugem nem mugem. Esperam que a reforma chegue...ou que Lisboa os chame.
24 julho, 2008
"ADIVINHA"
Será isto, a flexi-segurança?
Campeão no Mundo
Segundo a revista Visão de 17/07/08 esta é a realidade laboral, justamente reconhecida pelos sindicatos, que vigora no FC Porto. Como sempre, também campeão no mundo do trabalho, mas, obviamente, suspeito nos arredores. Nada de novo :-)
23 julho, 2008
Sobre a entrevista de Rui Moreira ao SOL
Sheffield pode ser exemplo a seguir
PONTEIROS - Mais & Menos
Pedalar pela natureza
Positivo. Há poucos dias pude inteirar-me da beleza desta ecovia minhota. É altamente aprazível e recomenda-se.
O habitual espectáculo
Negativo. Assisti anteontem a um excelente debate entre o jurista Carlos Abreu Amorim e João Teixeira Lopes, onde era colocado o dedo na ferida, como a crónica aqui linkada. A polícia de investigação (PJ) também não resistiu ao apelo do mediatismo. Toda a gente quer ser vedeta. A descrição já foi chão que deu uvas. Os exemplos dados pela Procuradoria Geral só podiam dar nisto. Bonito.
Primeiro voo não regular para Cuba vai partir do Porto
Demolição do Aleixo passa com gritos na rua
Cluster de indústrias criativas na calha
Positivo. E os centralistas deixarão a "criança" crescer?



