29 julho, 2008

Arrear da Bandeira


As afinidades que tenho com o grupo de desqualificados que estão à frente deste país não são nenhumas. Não me revejo nem nos seus métodos, nem no seu carácter. Esta é a bandeira deles.
Não é a minha. Envergonha-me. Por isso, decidi retirá-la deste espaço.


28 julho, 2008

A caminho do abismo

1 - João Cravinho diz:"o problema mais importante que o país tem é o afundamento do Norte. O Norte tinha, no final dos anos 80, cerca de 64 por cento do rendimento per capita de Lisboa. Dez anos depois era 69 por cento. E hoje regrediu para 58 por cento. (...) Isto é brutal. Com este tipo de estratégia, o Norte na próxima década vai perder mais dez ponto em relação a Lisboa. Vamos ter 4 milhões de pessoas em perda e o fosso entre o Porto e Lisboa vai se acentuar. e não temos estatégia nem vontade de pensar nesse problema." Não sei se este homem contribuiu ou não para este quadro. Não importa. O diagnóstico - mais um - aí está, singelo mas aterrador. E parece que ninguém, nem mesmo aqui no Norte, se preocupa.

2 - A Embraer investe 148 milhões de euros em Évora, para instalar duas fábricas de componentes para aviões. Este era um investimento que logicamente deveria ter sido direccionado para o Norte. Temos um bom porto de mar, um aeroporto internacional, mão de obra qualificada e disponível, três boas Universidades na região, uma crise económica às costas e uma necessidade urgente de empregos. Tudo o que Évora não tem. Os ingénuos e os mal intencionados dirão que se trata de um investimento privado em que o Estado não tem intervenção. Mas alguém acredita que foram os brasileiros que expontanemente escolheram o Alentejo? E mesmo que tivesem sido, não sabem que o Governo tem instrumentos que permitem direccionar investimentos estrangeiros de vulto? Mais uma derrota para a nossa Região, mais uma afronta que o poder central nos fez. E, pior que tudo, trata-se de derrota por falta de comparência. Quem, dos nossos representantes, eleitos ou não, tentou atrair este investimento que criará 600 postos de trabalho directos?

Pareceres ou escarradores?

Lembram-se de um recipiente que já entrou em desuso e que servia para expelir pela boca excreções pouco agradáveis à vista? Lembram-se do nome? Chamava-se "Escarrador". Pois é, até no nome esse objecto é asqueroso.

Foi desse indesejável e pouco higiénico recipiente que me lembrei e associei imediatamente a toda esta canalhada que faz da destruição de pessoas e instituições do Porto o seu cavalo de batalha predilecto.

Pergunta que se segue: quem deita a mão a estes vigaristas camuflados com capas de credibilidade postiças? Quem põe na cadeia estas cópias de Vales e Azevedos? Quem?


A Pinto da Costa e ao Boavista F.C., a minha sincera solidariedade!

E quando as mulheres estão a jogar à Benfica (ou seja, mal)?

Jorge Fiel é um jornalista especial. Tem um inimitável sentido de humor e ainda não o vi à caça às bruxas, como a alguns colegas seus... Por isso, publico a seguir esta prosaica e vibrante gargalhada :
O que é mais chato? A barba ou a menstruação? Trata-se de uma questão simples mas clássica, que divide a humanidade desde os remotos tempos de Adão e Eva - e para divisões entre os géneros já bastam as casas de banho.
Bem, no escritório de advogados da Allly McBeal a casa de banho era unissexo mas normalmente dava mau resultado, o que se compreende.
Para começar não comemos sabonetes, pelo que o aroma das nossas necessidades fisiológicas de carácter sólido raramente é recomendável, ficando a um abismo de distância de fragâncias metálicas que agradam à pituitária feminina, como o Odeur 53 da Comme des Garçons.
Depois, digam-me só como é que um tipo pode estar descontraído, sentado no trono, a largar-se ruidosamente, se, depois de limpar o rabo a e accionar o autoclismo, sai da casinha e corre o risco de deparar com a boazana da Portia di Rossi (mama pequenina, mas uma graça e muito mal empregue na cama da Ellen de Generes) a franzir o nariz com um ar enjoado e a deitar-nos um olhar enojado enquanto retoca o bâton em frente ao espelho?
Fechado este parênteses da casa de banho, devo confessar-vos que fiz algum trabalho de campo preparatório deste post. Quando perguntei à minha colega G. “Barba ou menstruação?” a resposta que obtive na volta do correio foi crua, mas creio que definitiva: “Se passasses uma semana por mês a sangrar do cu não andavas para aí a fazer essas perguntinhas idiotas”.
Já sofri crises de hemorroidal, mas nada que se assemelhe à gravidade, duração e regularidade da feliz imagem desencantada pela G. para responder à minha questão.
Concordo com ela. Estou firmemente convencido que Deus Nosso Senhor foi excessivamente rigoroso ao fazer as mulheres pagarem em sangue – se bem que em suaves prestações mensais -o pecado de trincar a maçã cometido pela sua antepassada Eva.
Claro que há atenuantes. A barba desponta na cara dos rapazes mais ou menos na mesma altura que a menstrua faz a sua primeira aparição no pipi das raparigas. Mas a barba cresce até um tipo se finar, enquanto a menstruação acaba algures entre os 45 e 55 anos.
No entanto, o fim da menstruação, ou seja a transição para o estado de amenorreia completa, não tende a ser encarado muito favoravelmente pelas mulheres, que por esta altura da vida passam a ser ainda mais imprevisíveis do que é costume.
E um homem tem a liberdade de optar por deixar crescer a barba - ao estilo do Karadzic, do Osama bin Laden e do Pinto da Costa da Morgue -, ou desfazê-la a apenas quando lhe dá na veneta, desculpando-se com a moda da barba de três dias a que o mais famoso dos setubalenses deu um novo alento.
Mais. Aos inconvenientes decorrentes da menstruação há que somar as chatices da TPM (tensão pré-menstrual) período durante o qual, por norma, as mulheres infernizam a vida de quem esteja no seu “hinterland”.
Comparado com as chatices da menstruação, fazer a barba é como dar uma passeiozinho pela sombra depois de nos termos empazinado com tripas à moda do Porto no almoço dominical. “Piece of cake”, como diriam os ingleses.
Por falar em ingleses, adoro a frase que as francesas usam (“être avec les anglais”) para significarem que estão no período, uma expressão com mais elegância e densidade histórica que o nosso "estar a jogar à Benfica", ou seja, mal.

Sobre a liberdade dos jornalistas







"Temo, fundamentalmente, que o ar modernaço que estes projectos emprestam a quem a eles se associa acabe por não ter repercussão prática. Sobretudo porque a História nos mostra que aquela que foi, durante anos, a mais romântica ideia da região - o metro do Porto - continua aprisionada na criatividade das desculpas que o Governo vai dando para não aprovar o seu crescimento para Gondomar, Trofa, zona ocidental do Porto e a extensão, em Gaia, até Laborim. E não parece adiantar muito protestar, como tem feito, e bem, Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto. Há coisas que nos afectam a nós mas que dependem fatalmente dos outros. Estamos, está visto, condenados a ser criativos."
Pedro Ivo Carvalho (JN)
Seleccionei, intencionalmente, o último parágrafo deste artigo de opinião por me parecer o mais interessante e conclusivo.
O senhor jornalista resumiu as suas conclusões a isto: "Estamos, está visto, condenados a ser criativos." Dessa conclusão, realço ainda este detalhe: "...a mais romântica ideia da região - o Metro do Porto - continua aprisionada na criatividade das desculpas que o Govêrno vai dando para não aprovar o seu crescimento para Gondomar..."
Mais criativos. Só? Então, quer dizer, se o Govêrno trava o avanço do Metro, a melhor forma de o fazer avançar é sermos mais criativos? E que tal, sermos também mais afirmativos, mais exigentes e mais corajosos?
Foi pena que o senhor jornalista tivesse rematado o bem estruturado artigo, de forma tão pouco ambiciosa - porque até estava a ir bem -, mas reduzir à criatividade dos cidadãos uma promessa por cumprir do Govêrno é um convite à manutenção da bandalheira do Estado. Se alguém acredita que é ao comum cidadão que compete corrigir o laxismo e as ilicitudes da sociedade, desengane-se, porque quando as regras do jogo se invertem raramente o "jogo"acaba bem. Os cidadãos, têm sempre como referência os procedimentos do Estado, para o melhor, mas preferencialmente para o pior... Diariamente temos provas disso.
Resulta daí que, os conselhos dirigidos aos portuenses pelo senhor jornalista para decidirem o que querem fazer ("uma cidade que se projecta à custa do FCP, do património da Humanidade ou outra coisa qualquer, permeável às circunstâncias de cada momento?) pecam por simplistas e redutores, por não descortinarem melhor solução para as trafulhices praticadas pelo Governo aos portuenses, que não as da "Criatividade".
E que tal, por exemplo, propôr aos portuenses a exigência ao Estado de uma imprensa e televisão mais independentes para a região? Reinvindicarem um JN menos lisboetizado, que defenda mais objectivamente os interesses do Porto e se deixe de slogans e metáforas inconsequentes?
Essa treta bem sonante, espécie de recado dado (e complexado) de origens centralistas, tipo "do Porto para o Mundo" já não convence ninguém, sobretudo quando a essência do slogan denuncia algo substancialmente diferente. Uma coisa mais ao modo de: "do Porto, por Lisboa"...
Os senhores jornalistas esquecem-se com demasiada frequência da poderosa ferramenta que a sua profissão podia constituir para os interesses das regiões, se democraticamente utilizada. Tão democraticamente, quanto sectária será (como é), se usada ao serviço priveligiado de uma só região/cidade do país. Esquecem-se também, que antes de serem jornalistas são cidadãos, não devendo conformar-se em ser a voz do dono (patrão). Que diabo, há que dar alguns sinais de coerência com aquilo que escrevem.
Nos jornais, como nas televisões, o seu trabalho é condicionado desde logo pelas linhas editoriais mandatadas pelas chefias de informação e sabem que essas directrizes nem sempre se pautam por critérios de seriedade e isenção. Portanto, pactuam com as conveniências mercantilistas da entidade patronal como se o produto "informação" fosse idêntico ao produto "batata" ou "CocaCola", e fazem gala de argumentar como se assim fosse. O dever de informar por informar só é lembrado quando fazem grossas asneiras, quando abusam ou extravazam das suas funções para degraus de insolência próximos da criminalidade. O que, diga-se, não é raro. É claro que, há sempre alguns mais ponderados, menos bombásticos que outros, mas pouco mais do que isto temos para avaliar sobre a sua integridade profissional. É urgente pois, começarem a olhar para as suas próprias casas (locais de trabalho), antes de se prestarem a filosofar sobre a desarrumação da casa do vizinho, porque podem estar a ganhar pó...

A criatividade é, sem dúvida, um bem não negligenciável, dá até muito jeito desenvolvê-la, mas não resolve tudo. Além disso, pode ser aplicada em sentidos antagónicos. Haverá, por exemplo, quem não reconheça criatividade em Vale e Azevedo? E então? Não deve ser a essa criatividade que o senhor jornalista se refere, suponho.

O Porto, precisa sobretudo de gente que o ame e respeite. De gente que não precise de evocar Lisboa, quer para se promover, quer para justificar carências individuais ou corporativistas. Precisa de se desenvolver sem rivalizar com a capital, porque se tem a si mesma, mas também não precisa de se intimidar para a afastar do caminho, se for preciso, se essa Lisboa Centralista lhe tolher o passo do progresso. É só, e apenas, contra essa Lisboa que devemos combater, contra a Lisboa sorvedouro. Contra essa Lisboa, sim, devemos bater o pé sem esmorecer.

Sejamos portanto, um pouco criativos senhor jornalista, siga você mesmo o seu próprio conselho: exija à Administração da Controlinveste que faculte desde já à classe profissional a que pertence, uma direcção de informação insofismavemente regional, e idependente. E já agora, por favor, aproveite a embalagem e passe a palavra aos seus colegas da rádio e da relevisão.

Nós por cá, envidaremos esforços para também sermos criativos. Está prometido.

27 julho, 2008

PUCCINI - MADAME BUTTERFLY

Outro depoimento de um comentador jurista

Clicar no título do post para ver fonte do comentário

" O douto "parecer" de uma figura coerente...

A propósito de um douto parecer elaborado por uma pessoa que é considerada ilustríssima por muitos da nossa praça, cumpre-me efectuar os seguintes comentários sobre o "iluste".

Desde já (e pela primeira vez o revelo neste blog) também eu sou jurista e, nos tempos de Universidade, o meu professor de Direito Administrativo seguia as lições da cadeira pelo livro do dito Professor.

O que é certo é que, já nessa altura, me recusei a estudar pelo livro de Freitas do Amaral, tendo optado pelas lições de Direito Administrativo do Professor Marcelo Caetano. Os meus colegas de faculdade bem me perguntavam como é que eu queria fazer a cadeira não estudando pelo livro indicado pelo regente da cadeira. O que é certo é que fiz a cadeira sem mácula.
Ainda me lembro quando o meu professor de cadeira me perguntou, no exame oral, porque é que no exame escrito só fazia referência a Marcelo Caetano. Respondi-lhe que não gostava de Freitas do Amaral e da forma como pensava o direito administrativo e que me enquadrava melhor com os pensamentos do Professor Marcelo Caetano, sendo certo que Freitas do Amaral foi assistente de Marcelo Caetano.

Posto isto, já há alguns anos que esta é a opinião sobre o "ilustre" professor.

Acresce que, me recordo muito que este "ilustre" professor é o mesmo que é fundador de um partido, que sempre combateu a ala contrária a esse partido. Que nas eleições após Guterres, dizendo que o País estava em desgoverno, pediu maioria absoluta para o PSD (atraiçoando aqueles que o seguiram na fundação de um partido e dos seus ideais) e que não teve direito a "tacho" porque o CDS teve uma grande votação que o permitiu formar governo com o PSD, que ganhou as eleições sem maioria, tendo impedido o "ilustre" de subir ao trono.
Como não conseguiu de um lado, passou-se para o outro, passando a aparecer ao lado dos partidos mais à esquerda, em manifestações e outros eventos contra o partido e princípios que sempre defendera.

Mas eis que o Governo cai e batem à porta novas eleições. Socialistas aparecem nas sondagens como vencedores antecipados. O que faz o "ilustre" professor? Pede maioria absoluta para os socialistas, cuja primeira figura era o Ministro modelo do Governo que ele tanto criticara. Logo aí correm rumores de que tal apoio seria em troca de um Ministério.

Qual virgem ofendida, vem repudiar tais acusações, transmitindo aos portugueses a sua imparcialidade, dizendo que o fazia porque era o que entendia melhor para Portugal.
Porém, coincidência das coincidências, o PS ganha as eleições e Freitas do Amaral é indicado para Ministro dos Negócios Estrangeiros. Segundo ele "porque o país precisa se todos e este é o momento exacto de dar a cara". Pois, coincidência que tenha sido o único cujas origens remontem a outro partido ou forma de pensamento e que tenha sido convidado para este Governo. Coincidências.

Começa a legislatura. Quem é o Ministro que mais erros comete? Coincidência das coincidências. É o Ministro dos Negócios Estrangeiros, que por acaso se chama Freitas do Amaral. No Governo, o 1.º Ministro já não sabe o que fazer com ele, mas a bem da estabilidade (e para não ser comparado com o menino Guerreiro Santana Lopes), não o demite... Espera mais uns tempos, até que... Coincidência das coincidências... Freitas do Amaral tem uma intervenção cirúrgica marcada inadiável (deve ter sido a uma unha encravada), pelo que tem de sair do Governo.

O País engole e a caravana de Freitas continua...
A coerência é o melhor dos atributos de Freitas...

Agora o parecer. Um parecer pedido pela FPF ao "ilustre" professor. Como instituição de utilidade pública, a FPF resolve atribuir a responsabilidade de elaboração de um parecer a pessoa que, sem Ministério nem ONU, precisa de uma "espécie" de rendimento mínimo.

Freitas, o Rei da Coerência, o "ilustre" Professor não faz um parecer, mas antes um julgamento sumário, extravasando as funções em que foi confiado. Porém aqui não há abuso de poder. Há uma decisão moral e coerente, aliás, como é apanágio de Freitas.
Qual ilustre jurista que considera a decisão dos 5 estarolas como válida e que, como tal, considera que tais decisões são "definitivas, constituem caso julgado, foram notificadas às partes e demais interessados, e são por isso obrigatórias para todos, sem necessidade (ou possibilidade) de homologação ou qualquer outro acto complementar".

Assim, segundo este "ilustre" jurista, ao arrepio de tudo o que aprendi na faculdade, a decisão administrativa é definitiva e transitada em julgado, mesmo tendo sido sujeita a impugnação nos Tribunais Administrativos e Fiscais. Mesmo sabendo-se que a alteração pode ser decidida de outra foma pelos Tribunais.
Mais, isto é dito mesmo sabendo-se da decisão deste Tribunal, nos autos de um procedimento cautelar, de suspensão das decisões.

Mas há mais. Segundo o "doudo" parecer, "a decisão de suspender preventivamente o presidente do CJ das suas funções, embora afectada por irregularidades formais importantes, sendo meramente anulável, é eficaz e obrigatória para o seu destinatário, pelo menos enquanto não for suspensa ou anulada, quer por efeito automático decorrente da lei, quer por decisão do tribunal administrativo competente". Ora repita lá? A providência cautelar não suspendeu essas decisoes? Não foi esse o pedido feito ao Tribunal e que, por acaso, foi feito e que lhe foi dado conhecimento?

Coincidências? Não, meus caros, diria que apenas são coerências, aliás, como há muito estamos habituados a ver no "ilustre" professor Freitas do Amaral.

Querem mais coincidências?

Elas existem, ma deixarei para outras calendas...

E a minha última pergunta? Porque não escolheram o ilustre Marcelo Rebelo de Sousa para fazer o parecer? Será pelo facto de já ser conhecida a resposta e esta não interessar ou será que este "ilustre", dada a sua coerência ao longo dos tempos, era o que mais convinha?"

http://odragao.blogspot.com/
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Um tanto "híbrida"..., mas de voz excelente

Ainda sobre os CTT e os "tachinhos dos políticos"

A atestar o que foi escrito aqui , aqui e aqui, fica esta colagem da Wikipédia:



Críticas


As suas origens são antigas (remontam a 1520) tempos em que a monarquia reinava em Portugal, e em que os transportes eram feitos a pé, a cavalo ou de carruagem, daí a imagem dos CTT Correios, do cavaleiro montado num cavalo tocando a trombeta e anunciando a chegada do correio.
Apesar de se tratar de uma empresa com muitos anos de existência, a gestão feita pelas últimas administrações, mas principalmente desde que foram transformados em
sociedade anónima tem-se vindo a notar um notória baixa na qualidade do serviço prestada aos clientes particulares, com o consequente aumento da insatisfação e do desagrado dos mesmos, como se pode constatar facilmente fazendo uma simples pesquisa na Internet, de que as ligações externas abaixo são um mero exemplo:


"Bons" exemplos, belo "país"

Gestores saem mas conservam regalias

3 575 euros brutos por mês. É este o valor que Luís Nazaré, ex-presidente dos CTT, vai receber mensalmente pelas suas funções como presidente do Comité de Estratégia dos Correios, órgão oficialmente constituído em Junho.

O comité da empresa pública foi formado por decisão do Governo, que convidou Nazaré para assumir a sua presidência, segundo garante ao SOL Luís Nazaré, que acumula este cargo com a função de chairman da Airplus TV, uma empresa privada.

Nota: deve tratar-se de um recompensa por aquilo que escrevi aqui

26 julho, 2008

"MÉRITOS DESCONHECIDOS"

MEU CARO PINTO DA COSTA, VAIS-ME DESCULPAR, MAS, APESAR DOS VASTOS MÉRITOS QUE SE TE RECONHECEM, HÁ UMAS SOBRAS EXAGERADAS QUE NÃO SÃO DA TUA LAVRA, SÃO DOS TEUS INIMIGOS.
ÉS MUITO MAIOR E IMPORTANTE DO QUE SE IMAGINAVA, E ISSO A ELES O DEVES!

Opinião de uma jurista

Por me parecer pertinente, deixo à apreciação dos "renovadores" portuenses a opinião de uma comentadora anónima:

(clicar sobre o título do post para ver original)

Todos são contra o parecer de Freitas mas poucos se dão ao trabalho de o ler e de explicar porquê.
Apesar de não ser administrativista, sou jurista e li o parecer com alguma atenção. Sou da opinião de que o parecer é tendencioso pelos seguintes motivos:
(1) Abreu efectivamente encontrava-se impedido de votar na deliberação referente à descida de divisão do Boavista em virtude de ter sido relator do processo movido contra os axadrezados. Nestes termos, a decisão do presidente Gonçalves Pereira de afastar Abreu da deliberação foi inteiramente correcta.
(2) Os demais membros do CJ deliberaram assim afastar o Presidente a fim de tomarem a deliberação sem ele, uma vez que o voto de qualidade do presidente resultaria numa votação favorável ao Porto. A participação de Abreu nessa votação é absolutamente ilegal e contrária ao CPA.
(3) Quaisquer reacções contra a deliberação do CJ teriam que ser feitas por via judicial. Ora, na providência cautelar imposta pelo Boavista, o TAF do Porto já aceitou e admitiu que:
(a) Abreu não poderia participar na deliberação.
(b) os motivos de incompatibilidade em relação ao Presidente não ficaram provados. Nestes termos, o parecer de Freitas é absolutamente infundado.
(4) Aliás, a acta assinada por todos os intervenientes no final da reunião revela que a questão era controversa e que o melhor seria não deliberar.
(5) Freitas, inconformado, utilizou uma habilidade jurídica para contornar a questão. Disse que o acto do Presidente era nulo por ter sido usurpado as competências de outro órgão. Apenas pergunto como é possível que um acto que o CPA expressamente atribui ao presidente possa ser nulo e como é possível que uma pessoa a quem se verifica uma situaçao de incompatibilidade possa participar numa deliberação destinada a afastar o Presidente de um órgão colegial (neste caso, Ricardo Abreu). Em linguagem de leigos: Abreu não podia participar na deliberação, logo iniciou uma segunda deliberação de afastamento do presidente para ocupar o lugar dele e participar na deliberação relativamente à qual se encontrava impedido.
(6) Relativamente à decisão de encerramento da reunião, o Presidente pode encerrá-la desde que ocorram motivos fundamentados: ficou provado que Abreu insistia em participar numa deliberação em relação à qual estava impedido e que mandou o Presidente "para o raio que o parta". Freitas não considerou isso motivo de encerramento da reunião. Pergunto se seria necessário matar o presidente ou raptar os filhos dele?
Todo este processo revela como a FPF se encontra dominada pelos interesses do SLB e do centralismo com a conivência das mais altas instâncias que procuram cascar em Pinto da Costa e no FCP como uma forma de auto-promoção num país onde a mediocridade reina.
26 de Julho de 2008 1:12
(b.)
Nota: O negrito é da responsabilidade do moderador do blogue

Soldados para a rua, já!

Hoje, apetece-me efabular um pouco. Os últimos acontecimentos, não sei porquê, estimularam-me a inspiração...

A quase história, passa-se num pedaço de terra rectangular, situada na Europa Ocidental, que se fez país de Norte para Sul, conquistando terras aos mouros, com os nortenhos como principais responsáveis pelo seu crescimento para as dimensões actuais. Isto é um facto. Porém, hoje, tanta tem sido a degradação de valores nesse naco de terra, que até os factos da própria história parecem ser cada vez mais irrelevantes para uma certa região do país...

A explicar esta conclusão, não são precisos mais do que uns breves minutos para rebobinar a memória das "desmistificações" e recordar alguns dos paradigmas semi "perdidos" do povo do Norte, com especial incidência para o povo do Porto... Bastará recordar apenas alguns dos pergaminhos que a história nos legou e que agora o Big Brother de Lisboa nos pretende usurpar. Um deles, talvez o mais simbólico pela própria força que exprime, foi o episódio das tripas que originou a nossa alcunha de tripeiros. Na guerra peninsular, o povo do Porto cedeu, patriótica e generosamente a carne dos animais às tropas combatentes contentando-se em alimentar-se com as vísceras. Dessa desprendida e "banal" atitude dos portuenses (ironia das ironias), resultou um prato fabuloso: as tripas à portuguesa. Com jeitinho (a ASAE ajuda), e a doença das vacas loucas, não tarda muito extinguem-se no país as tripas e com elas, a história que lhe está associada...

Não quero alongar-me em mais referências, caso contrário, transformarei o post num imenso livro*, ainda que os livros estejam agora na berra e não nos faltar matéria-prima de sobra para os escrever, por isso, darei somente mais um outro inofensivo exemplo. O da alcunha de "povo trabalhador" que a história nos atribuiu. Esse mesmo.
Já todos nos cansamos de ouvir e ler algumas almas iluminadas da capital "contorcerem-se" física e mentalmente para esvaziarem de sentido essa nossa reputação de povo virado para o trabalho. Pois, hoje, na óptica mais informal da intelectualite centralista, somos apenas uns párias, mandriões, provincianos e (esta é a mais recente), uns mafiosos!!! Assim o deu a entender também, o Sr. Domingos Amaral, nobre filho do ilustre jurista Freitas do Amaral.

Ora, nesse país da Europa tão antigo em fronteiras demarcadas, mas ainda assim tão indefinido, existem govêrnos, quarteis, escolas, empresas, hospitais, tribunais (há?) e todo o tipo de organismos, onde é suposto existir um dirigente, um chefe, um presidente, enfim, alguém que zele pela respectiva manutenção da ordem e do cumprimento de tarefas.

Eis senão quando, surge um "iluminado" para contestar a tradicional hierarquia dos poderes e pôr tudo com a cabeça à roda. Esse iluminado chama-se Freitas do Amaral! Sim, esse mesmo, a versão masculina da Zita Zeabra!

Como estamos numa coisa chamada erradamente Portugal - sim, porque quem teria propriedade histórica para assim se chamar seria o Porto, e menos este meio país complexo e complexado tal como está agor - tudo se pode esperar. Infelizmente, as surpresas são tão disparatadas, crescem e multiplicam-se tanto, que já não são propriamente surpresas.

Não nos surpreendamos pois, se à imagem do que - de certo modo - já está a acontecer com a PJ e a própria Procuradoria Geral, que amanhã, haja um motim num quartel com os soldados a desobedecerem ao general, que nas empresas os empregados corram com o patrão, com o réu a punir o Juíz (isto aconteceu há pouco), porque tudo é mesmo possível, aqui, nesta terra de oportunistas bem cotados. Há sempre uma "lei" misteriosa debaixo da manga, bem escondida, como um Ás de trunfo de jogar cartas para servir qualquer freguês, e se o freguês pagar bem, tanto melhor.

Por este andar, ainda vamos ver os filhos do Dr. Freitas do Amaral a faltarem-lhe ao respeito, a correrem-no da sua própria casa a pontapé, com Lisboa toda a aplaudir. Ou melhor, o Benfica todo a aplaudir.

E o Govêrno, na Tribuna de Honra, a assistir.

*Com raro sentido de oportunidade, o Dr. Freitas do Amaral aprendeu depressa a lição. Se a ilustrérrima, reverendérrima,doutorérrima,bacharelérrima,fidelérrima,amantérrima,professorérrima, D.Carolina Salgado (filha devotérima e exemplérrima), publicou um livro, porque não haveria o ilustrérrimo especialista, de publicar também? Se todos podem ganhar dinheiro à custa de Pinto da Costa, por que não ele também? Afinal, não há um mercado de "6 milhões" à espera e de braços abertos? A vida está para os espertos.

25 julho, 2008

Bálsamo

JUNTOS, PARA SEMPRE
Contigo olho o universo
És a lente que me faz descobrir
Pequenas maravilhas antes escondidas
Não quero ser vício, perverso
Prefiro ser as asas que julgas perdidas
Para num só corpo, à aventura partir
Ao contrário dos outros, em sentido inverso
Na rota de estrelas desconhecidas
Não desces sozinho, vamos juntos subir.
(Do Blog Luar Africano)

Benfica o clube do centralismo

NÃO ME FALEM EM FAIR PLAY, NÃO ME FALEM EM PORTUGUESISMO QUANDO ESTE GRUPO DE CANDIDATOS A CLUBE DE FUTEBOL JOGAR COM CLUBES ESTRANGEIROS.
DA MINHA PARTE, NUNCA, ENQUANTO FOR VIVO, O FAREI! NÃO ME PERDOARIA A MIM MESMO.
TORCEREI SEMPRE PELA EQUIPA ESTRANGEIRA, NEM QUE SEJA COM O BURKINA FASO. ABAIXO O BENFICA!
VIVA PORTUCALE!

Por que será que me lembrei desta canção???

Vamos brincar à Justiça? Vamos?

Freitas do Amaral? Por quê? Por que raio pesa mais o parecer dele, que o de Marcelo Rebelo de Sousa? Qual é a diferença entre estes dois especialistas em direito penal? A das pessoas, ou a dos pareceres? Qual é que pesa mais? Quais são os critérios?

Freitas do Amaral, é juíz? É Tribunal? As duas coisas? É Deus ? Quem desempata? Quem é que pode afirmar, sem hesitar, ser este senhor mais credível do que eu? Do que muitos e muitos portuenses anónimos? Quem? A comunicação social de Lisboa? Isso é que era bom! E quem atesta sobre a imparcialidade da tv lisboeta? Os lisboetas ou os benfiquistas? E já agora, onde é o tribunal? No estádio da Luz? Brincamos, ou quê! Está tudo louco?

Só eu falo por mim, ninguém mais. Nem Freitas nem Marcelos. Eles são eles, eu sou eu. Eu conheço-os, eles não me conhecem a mim, nem aos portuenses. Eu posso falar deles, eles não podem falar de mim, porque não me conhecem. As televisões, tão pouco. Nem de mim, nem da maioria dos portuenses e, seguramente, nenhum os autoriza a falarem por si.

Quem é, afinal, Freitas do Amaral? Um político que se zangou com o próprio partido e passou da extrema direita do CDS para o PS "esquerdizante"? A gente já sabe que o PS de esquerda não tem nada, mas mesmo assim...

Não haverá aqui alguma mudança um tanto radical para lhe ser reconhecida sensatamente tão súbita credibilidade? O Freitas do Amaral, pai de um rapaz que escreveu coisas ofensivas sobre a cidade do Porto comparando-a a Palermo? É essa pessoa? Se é, estou-me a borrifar para o seus pareceres! Condeno os seus pareceres! Abomino as suas opiniões!

Processe-me Sr. Freitas, mas eu não acredito na isenção do seu parecer e, no caso em apreço, redobradamente! E dos pareceres do seu filho ainda menos.

Se não fosse "pecado" e não soubesse o que é a ditadura, dizia: volta Salazar, estás perdoado!

Nota: Como podem agora constatar, previ que isto viesse a suceder. Aqui quero deixar o meu voto de solidariedade ao Sr. Dr. Golçalves Pereira, Presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol.

De que esperam para demitir o Sr. Procurador?

Alguém disse um dia que o Homem é um animal de hábitos. E disse bem. Bons e maus hábitos. Dos bons hábitos, parece-me que não vale a pena falar pelo óbvio que adjectiva, embora todos possam ser relativizados consoante quem os pratica. Dos maus, é que já não podemos ser tão condescentes, sob pena de termos de arcar com as consequências.

Durante toda a minha vida, não tenho memória de ver o Porto e os portuenses serem tão desconsiderados nos seus direitos de cidadania, como agora. Nem mesmo durante a Ditadura Salazarista pude observar tanta afronta! A desconsideração tem sido crescente ao longo dos últimos anos aproximando-se agora, gravemente, da humilhação.

Os poderes públicos e privados centralistas foram paulatinamente tomando o pulso às "elites" portuenses e, não lhes tendo percepcionado fortes reacções de contrapoder, foram abusando, avançando para patamares de desrespeito e usurpação inimagináveis. Os portuenses, não tendo então uma figura carismática, corajosa, capaz de lhes dar voz e de defender os seus interesses, foram-se habituando, mas apesar disso, estão bem longe de se conformarem.
O futebol, no caso concreto, o Futebol Clube do Porto, com os seus contínuos êxitos desportivos tem - ao invés do que alguns idiotas para aí apregoam -, servido de tampão à fúria de muitos portuenses e refreado outro tipo de comportamentos menos pacíficos. O Govêrno devia estar grato por isso ao Futebol Clube do Porto e ao seu Presidente. Pelo contrário, permite que o ataquem e coopera...

Há (não tenho a mínima dúvida), um tronante grito de revolta mal contido nas gargantas de imensos tripeiros que só não se soltará se os governantes arrepiarem caminho desde já sem mais promessas (falsas ou não) e começarem a descentralizar os poderes. Receio bem que as pessoas já nem sequer se sintam motivadas para esperar que a Regionalização se realize. Percebem que esse processo é longo e duvidam ainda estarem vivas quando (e se) ele se concretizar.

As elites* do Porto e do Norte do país, inversamente ao que se vem fazendo crer, foram e continuam a ser as mais conformadas com a situação humilhante que se vive na região. Ninguém mais do que elas tinham o dever e o poder para se imporem em devido tempo contra o estado de subalternidade lastimoso a que chegamos. A tese do "todos somos responsáveis" é infâme e contradiz totalmente o princípio conservador (elitista) que valoriza as competências, por isso, é mais sensato e inteligente terminar com ela, de uma vez.

As elites* e o empresariado locais, deixaram-se levar pela corrente, adaptaram-se fazendo sucessivas cedências ao poder central. Deslocalizaram as sedes das suas firmas para Lisboa encontrando dessa forma a solução mais "fácil" para se manterem competitivas. Os jornais, as rádios regionais fizeram o mesmo ou, pura e simplesmente desapareceram. A estratégia do empresariado local limitou-se a seguir o adágio popular: "se não podes vencê-los junta-te a eles!". Oportuníssima estratégia essa, mas cómoda e profundamente anti-social.

Os frutos dessa destreza economicista, estão à vista de todos e as repercussões, também. O Porto é a cidade mais pobre do país, e os seus nativos estão privados de alguns dos mais elementares direitos, sendo o da Liberdade um dos mais ameaçados. Não será por dizermos o que pensamos na Blogoesfera que esses direitos estão garantidos. É melhor do que nada, mas não tem ainda a força e a abrangência da Televisão e da Imprensa. Lisboa tem essa ferramenta e mais a da blogoesfera, mas retira claramente os maiores dividendos - tanto económicos como políticos -, da Televisão.

Claro que, tudo isto só é possível, devido ao estado desordenado e folclórico dos poderes públicos. Se lhe juntarmos a desqualificação técnica e cívica dos seus protagonistas temos a cereja em cima do bolo, e assim contemplámos o Portugal democrático-comunitário dos "novos"tempos.

Os casos que estão na ordem do dia (Maddie, Casa Pia, Liga, Apito Dourado, FPF,PJ, Ministério Público, etc.), são o retrato fiel desta amostra de país. Instituições como o MP e a PJ, desaprenderam os seus deveres éticos e deontológicos. É o desnorte total. Alguns dos seus elementos revelam diariamente não estarem à altura das suas responsabilidades. A sedução pelas câmaras de televisão é mais forte do que eles. Gostam de dar entrevistas, deixam passar para os jornalistas informações secretas, falam demais, exibem-se, provocam, insultam-se entre si, esquecem as normas estatutárias e por fim, escrevem livros.

Chegados a este apeadeiro sombrio e decadente, como podemos nós ficar surpreendidos com a credibilidade dada a Carolina Salgado por certos magistrados?

*Detesto esta expressão, mas ela existe. Só a escrevo, para que os elitistas percebam para quem estou a falar. De todo este comentário, faço questão de excluir o Dr. Rui Moreira, que tem sido a única voz inconformada que se faz de facto ouvir no Norte. Outros há, que deviam fazer muito mais do que ele. e não tugem nem mugem. Esperam que a reforma chegue...ou que Lisboa os chame.

24 julho, 2008

SHE (Elvis Costello)

"ADIVINHA"

Alguém será capaz, com rigôr, de explicar por que é que a SONAE de Belmiro de Azevedo manteve (e mantem) durante tantos anos a direcção de informação do seu jornal "O Público" em Lisboa, tendo este sede no Porto?
E sobre a Rádio Nova, também do Porto? Por que é que passando por lá grandes jornalistas, esta estação de rádio ainda não conseguiu impôr-se, tanto local como nacionalmente?
Se alguém souber, que responda.

Será isto, a flexi-segurança?

Desculpar-me-ão se volto a aborrecê-los falando-lhes de casos domésticos, mas nunca é demais, quando se trata de denunciar a chico-espertice do Estado português.
Hoje, a pedido de uma amiga, fui às Finanças pagar o IUC (Imposto Único de Circulação) do seu carro, e apesar de já ter tido uma péssima experiência quando fui tratar do meu, nunca pensei perder uma manhã para o fazer. Mas perdi.
Descontente com o atendimento na Loja do Cidadão, fui à Rua Damião de Góis, ao 3º. Bairro. Procurei, procurei e nada! Até que lá me disseram que tinha sido desactivado. Decidi então apontar à Rua de Gonçalo Cristóvão, para o 4º. Bairro Fiscal. Estava também fechado!
Lembrei-me da repartição de finanças da Av. Fernado Magalhães e foi lá, finalmente, que depois de apanhar outra grande "seca" (tinha apenas 4 pessoas antes de mim), pude resolver um assunto tão comezinho como devia ser - mas não é - pagar um imposto.
Quando me preparava para pagar, a funcionária diz-me que tinha de pagar uma coima. Perplexo, perguntei-lhe porque raio é que tinha de o fazer, ao que a senhora me respondeu que era por estar atrasado em relação à data do registo de matrícula que era de Junho! Um mês, um singelo mês de atraso no pagamento de um imposto, e zás, toca a deitar logo a mão ao bolso do incauto! Quinze euros de multa!
Vejam bem. No primeiro ano em que estes iluminados do Govêrno decidem alterar o nome e o local de cobrança do novo imposto sem qualquer aviso público expresso de multa em caso de atraso, Suas Excelências brindam-nos com estas habilidades. Assim mesmo, à má fé. Se isto não é roubar o cidadão, o que é?
É por todas estas malabarices e abusos, de que os políticos são mestres, que quando ouço anunciarem alguma "nova medida", deito logo as mãos à cabeça e pergunto o que é que lá vem por aí. Este, suponho, já deve ser um dos efeitos secundários da tão propagada "flexi-segurança"... Não sei.
O que sei, é que nunca antes tive problemas para pagar o sêlo do carro, nem nunca antes fui multado por qualquer atraso que possa ter tido. Fantástico!

Campeão no Mundo

"Vencimentos acima da média. Aumento mínimo sobre o salário real nunca inferior a 2,5 por cento. Complementos de reforma superiores à concorrência. Mais dias de férias, consoante os anos de clube. Eis, no geral, as regalias dadas pelo FC Porto aos seus funcionários..."

Segundo a revista Visão de 17/07/08 esta é a realidade laboral, justamente reconhecida pelos sindicatos, que vigora no FC Porto. Como sempre, também campeão no mundo do trabalho, mas, obviamente, suspeito nos arredores. Nada de novo :-)

23 julho, 2008

Sobre a entrevista de Rui Moreira ao SOL

Li a entrevista de Rui Moreira ao Sol e gostei. Como é habitual, não desperdiçou palavras nem fugiu às questões que lhe colocaram. A moderação e a inteligência, são de facto a sua imagem de marca - isto, claro, na perspectiva da maioria dos portuenses e dos portistas.
Como disse, e bem, Pinto da Costa é irrepetível, não há outro. Imitá-lo, será um erro para quem um dia quiser candidatar-se à cadeira da presidência do FCP. Contudo, num meio país como -cada vez mais - se está a tornar Portugal, onde o centralismo estende os seus tentáculos por toda a parte, incluindo (e de que maneira) o mundo do futebol, será muito importante que o futuro presidente do FCPorto, além de inteligente tenha muito de guerreiro.
Como já tenho dito noutras ocasiões, o centralismo, em certos aspectos, é mais impudente e abjecto que a própria ditadura. Num regime ditatorial as liberdades são coartadas à população, o controle sobre os cidadãos é mais apertado, mas mesmo assim, é também mais previsível e não se insinua tanto. O centralismo é muito mais hipócrita, divide, absorve recursos e direitos aos cidadãos depois de lhes ter prometido exactamente o contrário. É revoltante.
É nessa perspectiva que, tendo em conta a personalidade de Rui Moreira, preferia vê-lo à frente da Câmara do Porto, onde seguramente poderia exponenciar com muito mais tranquilidade todas as suas qualidades em benefício de todos os portuenses. Imaginá-lo neste contexto socio-político ligado ao futebol, onde a balbúrdia paira por todo o lado, onde os media difamam mais do que informam, confrange-me. Não por duvidar das suas capacidades para gerir um clube de futebol como o FCPorto, mas por considerar que, de momento, em Portugal, não estão reunidas as condições para alguém com o seu perfil se afirmar como merecia. Paira ainda muita toxicidade nos bastidores do futebol, muita sacanagem...
Não tenho dúvidas que, a partir do dia em que Rui Moreira começasse a ter sucesso à frente do FCPorto, seria igualmente perseguido e difamado pela comunicação social como foi Pinto da Costa. Seria apenas uma questão de tempo. Mas a verdade, é que também não estou a ver, de momento,ninguém melhor que ele para o cargo. Se tivesse de votar sobre esta curiosa ambivalencia, votaria em Rui Moreira, para Presidente da Câmara.
Para terminar, direi que a única coisa com a qual discordei da sua entrevista foi o recado que terá enviado para alguém da SAD portista (suponho), quando disse que Pinto da Costa "não precisava de gente eloquente para falar, porque ele gostava de falar, e de gente inteligente, porque ele já o era".
Rui Moreira lá saberá o que nós não sabemos, mas no que respeita a falar, ninguém pode acusar a SAD de andar a multiplicar-se em entrevistas ou falatórios para os media. A sobriedade e o recato públicos são comportamentos que os membros da SAD, regra geral, têm sabido manter, pelo menos nas aparências. Em privado, isso já não posso garantir.
Por último, ficou o mistério por revelar sobre a eventual "OPA" que fez à SONAE, do Público.
Talvez um dia decida desvendá-lo...

Sheffield pode ser exemplo a seguir

A Área Metropolitana do Porto poderá seguir o exemplo da cidade inglesa de Sheffield, caso as autoridades nacionais e regionais decidam apoiar a criação do pólo de competitividade (“cluster”) de indústrias criativas que será proposto hoje.
Os resultados do estudo sobre o desenvolvimento de um “cluster” de indústrias criativas na região Norte vão ser apresentados na Fundação de Serralves, no Porto, pelo consórcio que redigiu o documento, constituído pelas empresas Horwath Parsus Portugal, Opium, Gestluz e Tom Fleming Creative Consultancy. O estudo foi encomendado pela Fundação de Serralves, em parceria com a Casa da Música, Junta Metropolitana do Porto e Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa do Porto, na sequência de um convite feito pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).
A directora-geral da Fundação de Serralves, Odete Patrício, disse que se trata de “um estudo macroeconómico” que visou saber se o Norte tem alguma potencialidade para vir a constituir um “cluster” de indústrias criativas. “Tom Fleming, na primeira conferência que proferiu no Porto, em Dezembro, deu o exemplo de Sheffield, que era uma cidade em que dominava a indústria do aço e que, depois da deslocalização desta indústria, teve de encontrar um novo paradigma de desenvolvimento”, disse Odete Patrício.O especialista em estudos e trabalhos sobre indústrias criativas, que hoje fará uma síntese do estudo feito para o Norte de Portugal, realçou na conferência de Dezembro que foi também nas indústrias criativas que Sheffield decidiu apostar, “conseguindo baixar o desemprego e criar novo emprego”.
Situada no “epicentro” do Reino Unido, Sheffield beneficia da proximidade de importantes centros urbanos com actividade cultural, como Manchester, Nottingham e Leeds.
Odete Patrício destacou a qualidade dos autores do estudo sobre o Norte, salientando que o trabalho foi “muito centrado no terreno”, com a audição dos “actores locais”, nomeadamente instituições culturais, produtores, companhias de teatro, empresas de design e de conteúdos para audiovisuais, e universidades com cursos relacionados com as indústrias criativas.“Pode-se criar aqui uma nova linha económica, de trabalho, a par das que já existem no Norte, no têxtil, na moda e na saúde”, salientou, recordando que, simultaneamente, a Fundação de Serralves lançou uma incubadora de indústrias criativas.
(do Primeiro de Janeiro)

PONTEIROS - Mais & Menos

Milhares de cartas de condução perdidas


Negativo. A este propósito apetece-me contar-vos o que aconteceu comigo há cerca de 20 anos.
Circulava eu numa estrada secundária, que seguia de Torrados para Felgueiras, quando, ao passar por um entroncamento e, apesar de ter tomado as devidas precauções, uma camioneta chocou contra a minha viatura, vinda da estrada que entroncava com a que eu percorria. Como conhecia relativamente bem aquela zona, por lá ter de me deslocar frequentemente, sabia que tinha prioridade sobre a outra e, pelo que percebi, o camionista também.
Para além de um corte na cabeça nada mais sofri, mas o mesmo já não aconteceu ao meu carro que ficou com o lado direito completamente amolgado. O homem, reconhecendo a asneira, saiu imediatamente e veio ao meu encontro para ver se me tinha sucedido algo de mais grave.
Controlado o susto, não foi difícil chegarmos a um acordo no local e, chamada a GNR, dirigimo-nos ambos para Penafiel para apresentar a devida participação na companhia de Seguros do motorista. Ali chegados, o motorista assinou uma declaração de culpa.
Passados alguns dias há uma peritagem das companhias de seguros e constata-se que o sinal STOP que era suposto existir na estrada onde circulava o camionista já lá não se encontrava!
Conclusão: entram os advogados. Depois de muitos incómodos, o melhor que consegui foi a partilha dos prejuízos com o causador do meu acidente. Tudo isto porque (e aqui, é que o caso tem relação com a notícia linkada), nunca se chegou a apurar sobre a quem cabia as responsabilidades pela manutenção e sinalética da referida estrada! Ora se dizia que era da D.G.E, ora que era das Estradas de Portugal, ora que era da Câmara, ou da DNE. Resultado desta confusão: eu é que me tramei.
Daí que, ninguém me convence - nem o mais erudito advogado - que estas constantes alterações da nomenclatura de organismos deste tipo, servem principalmente para os desresponsabilizar de obrigações perante os cidadãos.
Agora esta, é só mais uma. Cansaram-se da DGV para passar a chamar-se IMTT (Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres). E ainda temos a Brisa, a Junta Autónoma de Estradas, etc., etc.,
Vão ver, que ninguém vai assumir a responsabilidade pelo desaparecimento de milhares de cartas de condução. A empresa "responsável" (Microfil) já vai "avisando" o IMTT que devolveu todos os pedidos de carta de condução...

Pedalar pela natureza

Positivo. Há poucos dias pude inteirar-me da beleza desta ecovia minhota. É altamente aprazível e recomenda-se.

O habitual espectáculo

Negativo. Assisti anteontem a um excelente debate entre o jurista Carlos Abreu Amorim e João Teixeira Lopes, onde era colocado o dedo na ferida, como a crónica aqui linkada. A polícia de investigação (PJ) também não resistiu ao apelo do mediatismo. Toda a gente quer ser vedeta. A descrição já foi chão que deu uvas. Os exemplos dados pela Procuradoria Geral só podiam dar nisto. Bonito.

Primeiro voo não regular para Cuba vai partir do Porto


Positivo. É pena que estas boas notícias não sejam acompanhadas com a devida oportunidade pelo Município portuense. Nunca se viram tantos turistas no Porto como agora, e não é só durante o verão. Os vôos low cost foram, sem dúvida, os grandes impulsionadores deste fenómeno. Infelizmente não está a ser convenientemente aproveitado e receio bem que os turistas que cá vêm não voltem. Ninguém gosta de revisitar cidades a cair de pôdres.

Demolição do Aleixo passa com gritos na rua


Negativo. Este é um problema iminentemente social. As questões económicas e todas as partes envolvidas (imobiliárias, câmaras, construtores,etc.) não deviam nunca, sobrepôrem-se a realidades humanas tão sensíveis. Sou um entusiasta da urbanidade e da qualidade de vida, mas não a qualquer preço. Primeiro, há que resolver com dignidade a recolocação habitacional daquela gente, e só depois, o resto.
Cluster de indústrias criativas na calha

Positivo. E os centralistas deixarão a "criança" crescer?