01 abril, 2011

CTT's - Chico-espertismo resulta em ineficiência


Como já vos relatei aqui, e em post anterior, tive experiências muito desagradáveis com os CTT's.

Nos últimos tempos, talvez por efeito do despedimento de pessoal, os problemas com o atendimento ao público têm sido frequentes, notando-se claramente que a ideia da administração de correr à vassourada o pessoal para "reduzir os custos" não resultou, pelo menos, em benefícios dos utentes.

Pois estes grandes gestores, não brincam em serviço. Não só colocam gente no desemprego como vigarizam que se fartam. 

Por falar em vigarices, não foi o Guterres que um dia considerou Portugal um oásis? Agora, entendo por quê... Ele devia querer dizer que Portugal era um oásis para os políticos. Deve ter sido por isso e para isto, que privatizaram os CTT's...

Notícias do Grande Porto

Porto Canal vai custar cinco milhões por ano
Cinco milhões de euros por ano serão os custos estimados do novo Porto Canal gerido pelo FC Porto. E é essencialmente junto das distribuidoras de sinal por cabo – Zon, Meo, Optimus ou Cabovisão – que esta receita está a ser negociada. No início de Julho, quando a nova gestão assumir o canal, deverão estar garantidos os 15 milhões necessários para a primeira etapa de funcionamento, os três anos seguintes.

-----------------------------------------------------------------------------------------------
(Entrevista)
FC Porto: "Há cada vez mais portistas em Lisboa"
Álvaro Monteiro é dragão mas habituou-se a viver longe da sede do FC Porto, algo que o faz sentir o clube “com mais intensidade”. Tem 64 anos e há 14 anos que é o presidente da Casa dos Dragões de Lisboa, que ajudou a fundar.


Como é ser portista em Lisboa?
Neste momento é uma agradável sensação. Aliás, há mais tempo que já o é, pois conversamos com amigos e adversários e eles percebem que o FC Porto tem de ser respeitado pois é um clube campeão.

Há muitas diferenças entre a actualidade e há 30, 40 anos atrás?
Há quarenta e tal anos, quando vim para Lisboa, éramos muito menos, basta analisar as propostas de sócio e verificamos que há muitas pessoas de Lisboa que querem ser sócias do FC Porto. Na juventude nota-se ainda mais. Muitos jovens vêm à nossa delegação, acompanhados dos pais porque querem um póster do Hulk ou do Falcao.

É gratificante ver cada vez mais jovens a escolherem o FC Porto?
Deixa-me muito satisfeito. Quando vão à nossa delegação com os pais, derreto-me todo para lhes dar a máxima atenção. Mostramos-lhe os quadros com os momentos históricos e as grandes figuras do clube.

E já lhe fizeram algum pedido caricato?
Por acaso esta tarde tive um episódio engraçado. Costumo almoçar às quartas-feiras com um grupo de amigos e o capitão Mário Wilson é um dos convidados. Estava lá uma criança e ele perguntou-lhe ‘és do Benfica?’. O miúdo respondeu ‘não, sou do FC Porto’ e o capitão disse para ele vir falar comigo. ‘Cada vez são mais!’, desabafou logo o Mário Wilson. Não tenho dúvidas nenhumas que esse miúdo, que deve ter entre oito e 12 anos, vai aparecer aqui um dia destes.

Depois de tantos títulos conquistados, os adeptos de outros clubes já vos olham com mais respeito?
Quando vim para cá era novo e na altura os adeptos dos outros clubes gozavam muito connosco e não tínhamos muitas alternativas para nos defendermos. Agora já não é tanto o chamar tripeiro, noto mais é o azedume e a agressividade em relação a nós.

Em 40 anos nos Dragões de Lisboa, quais são as melhores recordações que guarda?
Uma foi a conquista da Taça dos Campeões Europeus, em 1987. Recordo-me de ver um mar de gente no Marquês de Pombal, Rossio, Saldanha, Avenida da República, com muitas pessoas também de outros clubes. A vitória na Taça UEFA também foi uma noite memorável aqui. A PSP ficou surpreendida por ter aparecido tanta gente para festejar!

Como se vivem, na casa dos Dragões de Lisboa, as noites de grandes jogos do FC Porto?
Chegamos a estar 400 pessoas. Sabe que quanto mais longe do coração, mais sentimos o clube e vivemos tudo com muita intensidade mesmo.

31 março, 2011

E viva o capital!

Governo infame e criminoso!


O que vou dizer a seguir pode levar o leitor a incomodar-se com a rudeza do texto e atribuí-la a um estado de espírito alterado pelo ambiente irrespirável que se vive no país, que, afinal, é comum à maioria dos portugueses. Não nego, é impossível negá-lo, que a causa é basicamente essa, mas há coisas que nos fazem sair do sério e nos colocam perante a incredibilidade mais extrema. Por isso, à falta de melhor escape para nos livrarmos do lixo político que nos sufoca, só nos resta o recurso à gramática. Portanto repito e reforço aquilo que venho sutentando ao longo do tempo de vida deste blogue: a classe política é a maior responsável pelo vergonhoso estado a que chegámos. Não há mas, nem meios mas. É assim, e ponto.

Como se não bastasse a total falta de respeito recorrentemente exibida relativamente ao Norte [a região mais pobre do país ], com critérios injustos, discriminatórios e absolutamente desafiadores, como foi o caso da introdução de portagens das Scuts exclusivamente a Norte, o Governo está agora a pensar suspender a cobrança de portagens em quatro Scuts [Via do Infante, Norte Interior, Beira Alta/Litoral e Beira Interior], violando o disposto no PEC [Plano de Estabilidade e Crescimento] e o próprio Orçamento de Estado! O Governo diz estar a "avaliar" a situação, com o argumento de se encontrar em gestão! Ou seja, impinge-nos mais uma vigarice típica de quem pretende afinal ganhar votos para as eleições que se avizinham, suspendendo as portagens, para compensar a previsível perda de votos em todo o litoral Norte, que já paga as Scuts! Isto é demais! Já não é política, é vigarice pura e dura, enraízada no Poder!

Não quero estender-me mais, porque a minha  vontade era  insultar do pior esta canalhada toda. A única coisa que me ocorre dizer, é isto:  comigo, se para tal tivesse poderes, esta gente estava toda na cadeia, sem apelo nem agravo. E sem direito a defesa. Nem mais.  P.Q.P. [não é sigla de partido]!
  

30 março, 2011

Economia - Juros da dívida pública portuguesa ultrapassam os 7,5 por cento - RTP Noticias, Vídeo

Economia - Juros da dívida pública portuguesa ultrapassam os 7,5 por cento - RTP Noticias, Vídeo

Promiscuidades, ou no pása nada?


João Correia
Não sei, se é indecoroso, legal, passível de acção promíscua, ou eticamente reprovável, que um ex-secretário de Estado da Justiça, tenha mantido ligações profissionais como  advogado do Benfica, como é [ou foi] o caso do senhor Dr. João Correia. Não sei, mas tenho a minha opinião.

Não sei, se é indecoroso, legal,  passível de acção promíscua, ou eticamente reprovável, que um ex-secretário de Estado da Justiça, o senhor Dr. João Correia tenha autorizado o pagamento de 72.000 € por acumulações de serviço à mulher do Ministro da Justiça depois de a conclusão de um inquérito levantado pelo próprio Ministro considerar a decisão "formalmente inválida". Não sei, mas tenho a minha opinião.

O que sei, é que mesmo no tempo da ditatura, as questões de ética eram mais levadas a sério, e que, como diz o bastonário dos Advogados,  Marinho Pinto, o Ministério Público parece dar-se bem no seio deste clima de prepotência institucional.

O que sei ainda, é que o senhor Ministro da Justiça não fez mais do que o seu dever, ao revogar a decisão de João Correia, o que, só lhe fica bem. O que sei também, é que em todas estes imbróglios, o Benfica  e os seus míticos 6 milhões de adeptos [e eleitores], está sempre presente, parecendo funcionar à perfeição, como um deplorável escudo de inimputabilidade .

Sei, finalmente, que por cá, o Dr. Rui Rio, o homem da verticalidade, continua firme e hirto, no seu trono estrondoso de silêncio, alheio a tudo isto... Descubram por quê.

29 março, 2011

A crise e os iPad's

Numa sociedade mais justa e humanizada, tirar aos muito ricos para distribuir pelos mais pobres, parece a atitude mais sensata a seguir. Contudo, não é esse o rumo que as coisas costumam levar quando se assumem os tempos de crise, ou quando sendo esta menos severa, se faz de conta que ela não existe. A teoria que premeia o mérito podia até ser aceitável caso o prémio fosse proporcional à importância daquilo que o justifica. Todos discordarão - excepto, naturalmente os visados -,  que sejam os banqueiros, ou ex-políticos gestores de grandes empresas, os melhores paradigmas da meritocracia.

Falando em termos governativos,  a meritocracia  só será credível depois de devidamente confirmada no fim de cada mandato através de escrutínio público dos respectivos resultados globais. Mas não é essa a ordem natural de avaliação. Os méritos, são atribuídos aos respectivos beneficiários pelos aparelhos partidários, desprezando a opinião dos eleitores, e as compensações são-lhes conferidas independentemente dos resultados finais. Ou seja, o que os fazedores de opinião do regime defendem é a inversão total dessa teoria. Para acentuar tamanha aberração, a maioria dos "politólogos" critica ferozmente quem lhes contraria teses tão absurdas. Senão, veja-se a quem é que invariavelmente os media solicitam pareceres sobre todo o tipo de temas: a políticos ou ex-políticos. Ou seja,  a todos aqueles que pelos seus maus desempenhos governativos provaram não estar à altura dos cargos. É por essa razão que, pessoalmente, só dou o benefício da dúvida a quem opina sem ter passado pelo poder. Os outros, já tiveram a sua oportunidade para pôr em prática os seus conhecimentos e falharam. E, e nalguns casos, mais do que uma vez. Portanto, deviam ser remetidos a um sóbrio silêncio por honra à decência. Mas, os media, não pensam assim. Procuram-nos, obedecendo aos mais retrógrados princípios da cumplicidade interesseira. Os media colam-se ao poder político para reforçarem os próprios. Não será por aí que despontará a rotura do sistema.

Mas, esta coisa de distribuir a riqueza de forma mais justa, é assunto muito desconfortável para alguns que, parecendo querer mudar as regras do jogo, no fundo querem mantê-las como estão, ou até agravá-las. Atiram-se, sem ideias, aos beneficiários de rendimentos sociais, como se o mal do país estivesse exclusivamente aí concentrado, revelando uma pobreza intelectual confrangedora e uma clara ignorância [ou hipocrisia] relativamente aos grandes responsáveis pela deterioração da economia nacional, que vão passando incólumes sob as malhas da justiça e enriquecendo à tripa-forra.

Hoje mesmo, o jornal "i" revela e prova que a crise não é para todos, e que ainda há quem possa contribuir para a pagar, sem ter de passar por grandes sacrifícios. Segundo o mesmo diário, em menos de 3 dias foram vendidos 4.000 iPad 2 correspondentes a cerca de 2, 5 milhões de euros! Para a próxima semana prevê-se um novo stock e um novo record de vendas.

Vamos lá ver: a crise é mesmo para todos, ou   brincámos com a maioria dos portugueses? Estes crónicos e snobs consumistas é quem a deviam pagar, e bem! E quem diz os iPad's, diz os carros topo de gama, as 2ªs e 3ªs casas! Será populismo, isto? Não, meus senhores, V. Exas. sabem muito bem que não é! O egoísmo social é que é uma coisa muito feia, e fica mal a quem o pratica. É verdade, mas assumam-no sem atirar areia para os olhos de quem não tem culpa nenhuma das crises. Porque, se como gostam de dizer, a culpa é de todos nós,  o dinheiro também tem de ser. Ou, aqui chegados,  já não convirá partilhar as responsabilidades? Por favor, chegou a hora de acabar com a demagogia, ou de se  calarem.

  

28 março, 2011

Souto Moura vence o prémio Pritzker 2011, o Nobel da arquitectura

O atelier do arquitecto Eduardo Souto de Moura confirmou ao PÚBLICO a atribuição do prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura.



Nota de ROP:
Mais um "provinciano" portuense a ver reconhecido, lá fora, méritos que cá dentro só são enfatizados aos meninos de Lisboa. Meninos esses que ainda por cima lá fora ninguém sequer conhece ... O centralismo é mesmo assim.

Regionalização em debate

MPN-Debate sobre indústria, transportes e regiões

O Norte e o TGV

O General Loureiro dos Santos, o advogado Garcia Pereira e o Clube Via Norte escreveram artigos de opinião onde desmontam o argumento da prioridade e importância da projectada ligação TGV Lisboa–Madrid por Badajoz. Cada vez mais gente idónea e preocupada com o futuro do país denuncia o logro que nos têm tentado vender.

A esparrela que o centralismo estendeu a algumas personalidades e instituições do Norte foi a famosa disposição da rede em Pi deitado que continha, entre outras, a Linha Aveiro-Salamanca. Sendo esta rapidamente esquecida, o fantástico Pi viu-se reduzido a um pobre L de Lisboa. Hoje já nem o L sobrevive. Tudo se resume a uma ligação directa de Lisboa a Badajoz. Apesar do partido único (PS+PSD) nos dizer que à luz das dificuldades actuais tudo está em “avaliação”, ela continua a ser construída à socapa mobilizando verbas monstruosas com o silêncio cúmplice do centrão que nos desgoverna. O governo já tentou vergonhosamente por duas vezes desviar os fundos da Linha Porto-Vigo para a Linha Lisboa-Badajoz.

Neste momento de penúria financeira impõe-se reequacionar estrategicamente toda a questão da nova rede ferroviária e estabelecer definitivamente aquelas que devem ser as nossas prioridades: a estruturação do eixo estratégico para Portugal que vai da Corunha à cidade de Setúbal – o Eixo Atlântico do qual faz parte a ligação Porto-Braga-Vigo; e o escoamento de mercadorias para a Europa via eixo Irun–Salamanca. Para as mercadorias, num país com as nossas limitações financeiras, a melhor opção será recuperar, reformular e modernizar as ligações já existentes: Linha da Beira Baixa, Linha da Beira Alta (com um novo ramal Aveiro-Viseu) e Linha do Douro (que liga Leixões a Salamanca). Urge criar um plano estratégico para a mudança da bitola ibérica para a bitola padrão das linhas europeias.

Os TGV, que só transportam passageiros, não nos ligam à Europa: com o traçado proposto, ligam apenas Lisboa a Madrid e deixam mais de metade dos portugueses e da economia nacional de fora. Pior, esta ligação ignora a região mais exportadora (Norte) e a que mais tem contribuído nos últimos tempos para o equilíbrio da balança de transacções. Ninguém de Braga percorrerá 350 km de comboio em direcção a Lisboa, para depois efectuar mais 600 km até Madrid, quando se encontra a escassos 500 km da capital espanhola. A norte do Mondego vivem 5 milhões de portugueses e Madrid está à latitude de Aveiro, não de Lisboa. Estamos perante mais uma megalomania cara e provinciana tal como o sempre tão incensado Porto de Sines, que há 40 anos não cumpre as enormes promessas sobre as quais foi construído apesar dos rios de dinheiro que já consumiu.

António Alves [no Grande Porto] 
Membro da Comissão Coordenadora do Movimento Partido do Norte

26 março, 2011

Políticos portugueses roubam que se fartam




O EXEMPLO!

Irmãos improváveis ( II )

No meu post de ontem com o mesmo título, aparece a seguinte frase a propósito de LFV. " A fé inabalável na justiça e pureza da sua cruzada, fá.lo pensar que ficará na História (...)".
Esta frase, redigida de forma infeliz, trai o meu pensamento e por isso considero importante a presente rectificação.

O que se pretendia dizer é que LFV tem a fé de ser capaz de enganar o mundo através da sua política de falsidades, de mistificação e de desinformação, tentando levar as pessoas a pensar que as suas atitudes são justas, tomadas de boa fé, e que têm como única finalidade a "credibilização" do futebol.

Exactamente a mesma estratégia de Sócrates, que certamente tem a esperança que os resultados das próximas eleições o voltem a pôr à superfície. Na Irlanda, o partido responsável pelo descalabro económico foi duramente penalizado nas eleições. Como será em Portugal? Será que o crime ainda compensa? Será que os vendedores da banha de cobra ainda conservam todo o seu poder de persuasão? Esperemos pelas respostas nos próximos episódios...

25 março, 2011

Irmãos improváveis

Pode ser um pensamento disparatado, mas juro que a demissão de Sócrates fez-me lembrar outra das minhas embirrações : Luiz Filipe Vieira. Uma crispação crescente é visível nos dois campos, o político e o futebolístico, e em minha opinião esses dois personagens são os principais fautores de situações que tendem a agravar-se, que não se sabe onde pararão, e que são antagónicas de um civilizado confronto de ideias partidárias ou de simpatias clubísticas.

Sócrates é o detentor da verdade,o bom, o iluminado que conhece o único caminho que nos tirará da terrível situação em que estamos metidos e da qual ele não tem culpa alguma. Em todos estes anos de poder, ele fez tudo certo, o país seguia um rumo de sucesso, só que a malvada crise mundial tudo veio estragar. Sócrates governou de tal modo que estabeleceu novos e altíssimos padrões de comportamento moral e de idoneidade política.

LFV é o paladino da verdade desportiva e da transparência, com activo repúdio de tudo o que sejam sujas manobras exteriores ao rectângulo de jogo. Ele é o arcanjo pacificador que luta corajosamente contra a corrupção e os golpes sujos, personificados pelo grande Satã que é Pinto da Costa. A fé inabalável na justiça e pureza da sua cruzada, fá-lo pensar que ficará na História como o melhor presidente de sempre de um um clube desportivo.

De Sócrates já me livrei, espero que definitivamente.

O outro, o LFV, ainda cá anda, mas o seu tempo, mais cedo ou mais tarde, chegará ao fim. Espero ainda por cá estar quando, dissipado o escudo protector SLB, esse personagem tiver de prestar contas à Justiça. Estou seguro que, entretanto, Vale e Azevedo faz parte dos seus piores pesadelos.

ps Este último governo era formado pela mais incrível colecção de jarrões que jamais governou Portugal. A sua saída é pois um serviço público prestado ao país. Acho particularmente higiénica a desaparição do ministro da administração interna e do secretário de estado dos desportos.

Anna Netrebko

O QUE HÁ DE MELHOR NA VIDA




BOM FIM DE SEMANA!

O contraste que também se aplica a nós...

ou, o que há de pior na vida?

Um vergonha para os nossos políticos

OS EXEMPLOS DE QUE OS POLÍTICOS PORTUGUESES NÃO GOSTAM DE OUVIR FALAR

A Democracia e o jornalismo desportivo

Falta precisamente hoje um mês, para que o histórico dia 25 de Abril cumpra 37 anos, data em que Portugal comemora a conquista da Liberdade e a implantação da Democracia. Desde então, o país foi incapaz de se livrar do torpor desse momento de fantástica alegria, sem nunca ter verdadeiramente conseguido a clarividência necessária para se reorganizar e adaptar a uma nova realidade.

À libertação da ditadura, sucederam-se compreensíveis reivindicações, alguma anarquia,  imensas greves, com umas tantas fugas do país de gente que, por boas e más razões, receou pela sua segurança e pelo seu futuro.  Se quisermos ser honestos com a história, teremos de reconhecer que nunca chegamos a provar o doce sabor da estabilidade económica e da prosperidade social. Portugal viveu sempre amarrado a crises. A única diferença, é que a crise actual, é de longe a pior que se viveu desde esse tempo a esta parte. Infelizmente para nós, não temos para recordar bons e saudosos tempos, em termos genéricos. Só os banqueiros, os políticos e meia dúzia de grandes empresários podem dizer o contrário, o que não é o mesmo que dizer a verdade. Resumindo: nunca nos soubemos governar, enquanto país. E o raciocínio dedutivo a fazer desta realidade é uma enorme mancha de incompetência e vergonha para toda a classe política. Se lhe acrescentarmos o sucesso económico que contra a corrente desta lógica muitos desses políticos entretanto alcançaram, podemos afirmar - sem receio de sermos injustos - , que estes cavalheiros passaram o tempo a cuspir para a Democracia, que é como quem diz, para o Povo.

Por estas razões, considero que a minha relutância em engajar-me em qualquer dos partidos políticos existentes foi uma decisão sensata e acertada. Se o tivesse feito teria perdido o meu tempo e acumulado desgostos. Não tenho dúvidas. A não ser que me deixasse encantar, como a grande maioria deles, pelo comodismo característico dos funcionários públicos. Os nossos políticos, no governo ou na oposição, nunca foram capazes de ultrapassar esse nível comportamental. Por isso, andamos hoje a estender a mão à Europa sem grandes expectativas em relação ao futuro.  

Mas alguma coisa sobrou de positivo deste tsunami pós 25 de Abril :  a Liberdade. Não confundamos as coisas, falar de Liberdade, não é falar de Democracia, embora muita gente ainda fale desta como um dado adquirido. Os jornalistas então, são quem mais parece venerá-la. Pura ilusão. Eles não a veneram, usam-na e estendem-na, consoante as [suas] conveniências. Usam-na sobretudo para consumo próprio, num ininterrupto teste de resistência, quando em causa  está algo susceptível de fazer vender os jornais do patrão, mas temem-na e desconfiam dela quando se trata da sua própria sobrevivência. Eles, melhor que ninguém, sabem que a Democracia é um embuste, mas pactuam com ele, por uma questão de sobrevivência. Falta-lhes coragem para dar o passo seguinte.

O jornalismo desportivo é talvez o sector onde a liberdade de opinião é mais submissa com o patronato. É o patrão e os lobbies quem ditam o que deve ser dito ou escrito. Há na imprensa desportiva, como na televisão e na rádio, profissionais que não hesitam em submeter as suas ideias à ditadura das linhas editoriais, mesmo que discordando delas. Os jornais desportivos são o espelho do que de pior se tem feito em Portugal em termos de informação. O fanatismo está patente nas suas capas e a democracia informativa pura e simplesmente não existe. Há três jornais desportivos, dois deles de Lisboa, e um sediado no Porto com duas edições [Norte e Sul].  Todos eles, sem excepção, se conduzem pela mesma cartilha: o Benfica é o guia espiritual. Os outros clubes, mesmo com melhores performances desportivas, são remetidos para o quase anonimato e quando são falados [sobretudo o FC Porto], é sempre pelas piores razões. E todos eles pactuam com este genuíno atentado aos valores da Democracia. Em nome das vendas e do todo poderoso Benfica...

Os jornalistas simpatizantes do FC Porto sabem-no, e prestam-se a este trabalho de prostituta. Dizem que têm filhos para criar e que a vida está difícil, etc... Como prostitutas, vendem a alma ao patrão. Como podem eles ser levados a sério? Como querem ser respeitados? Então, que se assumam como prostitutos da informação e terão direito ao respeito proporcional a quem se deixa prostituir. Se a ideia de honra chegou a tão baixos padrões, estarão porventura eles também disponíveis para verem prostituir-se os próprios filhos? 

Haja paciência. A vida está má para todos. A justificação de ter de a ganhar, não pode explicar tudo. Urge repudiar o trabalho sectário, a mentira, o insulto, a conspiração, e a injustiça mesmo que o patrão ameace com o despedimento. Isso fará toda a diferença, entre o lacaio e o Homem.

E quando falarem sobre Democracia, seria bom que se lembrassem do contributo que estão a dar para a sua degeneração. Cobardemente.

24 março, 2011

Provedor do telespectador demite-se



Paquete de Oliveira anunciou esta quarta-feira a sua demissão do cargo de provedor do telespectador. Um mês antes, já tinha avançado a sua decisão ao presidente da RTP.



Nota de RoP

Aceitam-se novas candidaturas!

Perfil do candidato:
  • Saber ler e escrever
  • Ter aspecto de pessoa séria
  • Fazer de conta que regula e não regular nada
  • Não responder a perguntas embaraçosas para a RTP
Oferece-se:
  • Salário compatível com a idoneidade

Nuno Santos aprovado para director de informação da RTP


O Conselho Regulador da Entidade Reguladora da Comunicação reuniu-se esta segunda feira e aprovou por unanimidade a entrada de Nuno Santos para director de informação da RTP.

Nuno Santos, que era director de programas da SIC desde 2007, foi confirmado como director de informação da estação pública no início de Março, depois da saída recente de José Alberto Carvalho para a TVI. A aprovação do Conselho de Redacção oficializa a contratação do jornalista.

Nuno Santos mostrou-se no início de Março "honrado" com o convite da administração da estação pública, garantindo que o cargo é uma "grande responsabilidade" na sua carreira.

A chegada do jornalista motivou contudo uma nota da Comissão de Trabalhadores da RTP declarando que o convite a Nuno Santos representa uma "falta de confiança" da administração para com jornalistas que integram os quadros da empresa. [JN]


Nota de RoP
Sobre a idoneidade de Nuno Santos para o cargo de Director de Informação de um canal público como é [é?] a RTP, mantenho as minhas reservas. Entre ele e o que lá estava, as diferenças são meramente físicas. Mas, confesso que me desperta alguma curiosidade  saber o que é que, para a Comissão de Trabalhadores, distingue  o anterior director, do actual. Porém, essas, são informações a que nós, comuns mortais, não temos direito.

Os jornalistas, e a sua vidinha  são assunto tabu, não é. Para eles, os holofotes da informação devem ser necessariamente discretos... Viva a coerência!

23 março, 2011

Um Ministro miserável, sectário e profundamente incompetente


Nem a licenciatura em direito, o mestrado em Ciências Jurídicas e o cargo de Ministro da Administração Interna, fazem currículo suficientemente habilitado para transformar um incompetente num sábio. Marrar, até se conseguir os  canudos, pode ser uma atitude louvável, mas não é concerteza uma garantia de saber. Estou a falar de Rui Pereira, como já terão percebido. Este homem, à imagem do seu chefe José Sócrates, não faz a menor ideia do que é o sentido de Estado.

É por permitirmos que gente desqualificada como este homem aceda ao Poder, que Portugal não passa da cepa torta. E o que é mais grave, é que não é o único irresponsável. São todos! Incluindo o nosso povo, que mesmo depois de passar por consecutivas provações de ingovernabilidade, continua a presentear estes garotos com o votozinho da praxe. E eles, claro, agradecem. 

Devo dizer, a propósito das suas patéticas declarações [serei implacável!] àcerca do apedrejamento da viatura do Presidente do Benfica, que soam a falso, que são sectárias e completamente desajustadas. Primeiro, porque o primeiro responsável, é ele próprio, por, até hoje, não ter sido capaz de tomar uma única decisão, dito uma palavra, no sentido de refrear outras "violências" que há muito se instalaram no futebol português.

Parte substancial dessas outras violências, começou quando concedeu que alguns comentadores do seu clube ultrapassassem o limite do razoável com acusações infundadas ao FCPorto em programas desportivos, sem ter qualquer intervenção pedagógica. Permitiu que a imprensa e a a televisão, tanto pública como privada, continuassem a desenvolver um trabalho deliberado de anti-portismo, confundindo o direito à liberdade de opinião, com o direito à libertinagem, o que atesta do seu baixíssimo nível, mesmo enquanto cidadão. Não teve uma palavra de repúdio quando a viatura de Pinto da Costa sofreu o mesmo tipo de ataque, deixando revelar uma dualidade de critèrios inconcebível para alguém com as suas responsabilidades.

Mas, para quê falar mais deste pobre coitado se ele não passa de uma árvore doente numa floresta com um governo há muito moribundo? Pois, que morram hoje mesmo! A árvore e a floresta.

E siga para Bingo! 

22 março, 2011

Regresso trágico à ideologia

O sistema não serve o regime, porque se baseia no compadrio e no clientelismo. Está corrompido e ferido de morte. Não vale a pena olhar o problema hipocritamente, nem conviver com o cinismo dos que acham que foram outros os responsáveis pela situação de bancarrota a que o país chegou. Interessam pouco os ataques pessoais quando a situação é de ruptura e as reformas têm de ser muito duras, seja quem for a governar. Confúcio ensinava (cinco séculos antes de Cristo) que as mudanças radicais exigem autoridade adequada e que o homem que as promove tem de possuir força interior além de uma posição influente e aquilo que ele faz precisa de corresponder a uma verdade mais alta. Maquiavel advertia os príncipes do seu tempo de que não há nada mais difícil de empreender, mais perigoso de conduzir ou de sucesso mais incerto do que assumir a liderança na introdução de uma nova ordem das coisas. O que terá de vir é isso mesmo, uma nova ordem das coisas. A que existe conduziu ao caos, à desordem, à miséria económica, financeira, intelectual e espiritual. Já não se trata de tirar o tapete a quem quer que seja, mas de mudar a casa e de a preparar para receber equipas capazes de ajudar o novo líder a alterar radicalmente o sistema para salvar o regime. Admitindo que, apesar do descontentamento com a situação actual, os portugueses só aceitarão os sacrifícios se sentirem que eles apontam para uma mudança útil (seguindo o pensamento de Kotter). O ruído é já intenso e vai tornar-se ensurdecedor, com fortes doses de demagogia e o regresso à ideologia. Não seria grave se, nas circunstâncias actuais, não fosse trágico para Portugal.

por Alfredo Barbosa [in I]
Docente da Universidade Fernando Pessoa

Nota de RoP
Pelo que vejo [com muita satisfação], não estou só a reclamar novos paradigmas de regime e de democracia. Aos poucos, vão-se abrindo os olhos de algumas pessoas.


21 março, 2011

Você é contra ou pró?

Quem ler o Renovar o Porto com regularidade  saberá o que penso sobre o programa "Prós e Contras", da RTP.  Resumo todo aquele aparato de perguntas e respostas a um único objectivo: branquear erros e ilegalidades recentes ou passadas, cometidas por governantes e ex-governantes com a participação do público. Um desperdício, pintado de cidadania.

Não será portanto caso para abrirmos a boca de espanto a notícia da participação de Rui Rio no programa desta noite a partir do Rivoli com o autarca lisboeta Alberto Costa. De certeza que todos vamos ficar mais esclarecidos.  


20 março, 2011

Concordo com o Miguel

"Dentro de cinco anos, dez no máximo, o Japão estará reconstruído de toda esta devastação que o destino lhe reservou. Mas nós estaremos na mesma ou pior".

Miguel Sousa Tavares [in Expresso]

Nota de RoP:
Os japoneses ao, contrário de certos portugueses degenerados, não manifestam o seu patriotismo pelas  performances da selecção do seu país, mas sim por um elevadíssimo nível de civismo perante as adversidades e pela prosperidade do seu povo. Nós, ou melhor, aqueles portugas do sul/centro do território, órgulham-se [com o "ó" aberto] prematuramente de êxitos desportivos apenas porque houve um treinador brasileiro que, tal como eles, decidiu falar mal do Porto... 



Chico Buarque - Construção