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| Ilha da Madeira, a Pérola do Atlântico |
Há muito que guardo uma particular tolerância com as diatribes de Alberto João Jardim, e as razões, podendo parecer contraditórias com o desprezo que nutro pela classe política, são de fácil explicação. É que, para nosso azar, Portugal não tem, nem nunca teve nos governos do Continente, ninguém que se possa orgulhar da robustez dos seus telhados, nem da credibilidade que, em sua representação, trouxe ao Estado.
Alberto João Jardim teria a minha firme condenação, se quando lança impropérios e ameaças sobre os barões de Lisboa, estivesse a lidar com gente respeitável, de currículo à prova de bala. Mas gente dessa, pura e simplesmente, não existe! Jardim, provocou e continua a provocar os barões do "Cont'nente" - acabando sempre por conseguir os seus intentos -, porque, como velha raposa que é, sabe que do lado de cá falta coragem política e alvas folhas de serviços para ousarem pô-lo na ordem. No Continente, não há governo central que se possa gabar de pedir meças com o da Região Autónoma da Madeira. Em nenhum aspecto.
Se quisermos ver a coisa pelo lado irónico, podemos fazer uma leitura positiva da dívida da região autónoma como a versão madeirense do efeito spillover [difusor], o mesmo que o Governo Central aplicou a Lisboa com verbas provenientes da UE, destinadas ao desenvolvimento das regiões, com o argumento de difundir o progresso ao resto do país... Só com uma diferença: a Madeira progrediu de facto muito, e não há ninguém que o possa negar, enquanto o resto do país, estagnou e continuou a ser discriminado, como o provam as portagens exclusivamente a Norte nas antigas Scuts. Que moral tem então esta canalhada que agora se põe em bicos de pés para criticar Alberto João Jardim?
Num contexto destes, só lamento é que Rui Rio, cinzentão e complexado, não tenha tido a coragem de fazer o mesmo pelo Porto que o seu compagnon de route do PSD fez pela Madeira. Pelo menos, o Porto tinha progredido.
Num contexto destes, só lamento é que Rui Rio, cinzentão e complexado, não tenha tido a coragem de fazer o mesmo pelo Porto que o seu compagnon de route do PSD fez pela Madeira. Pelo menos, o Porto tinha progredido.
Quando os recursos financeiros prometidos tardam e a palavra falha, a única coisa que resta para sobreviver, é aplicar a técnica do judo, usando as forças e as manhas do adversário a nosso favor. Alberto João Jardim, limitou-se a levar a técnica marcial à letra, e a Madeira só ganhou com a astúcia. Dívidas? Pois não tem sido o Estado Central o campeão das dívidas?
Não, não contem comigo para me juntar ao coro de hipócritas para crucificar o homem da Madeira. Afinal de contas, Jardim limitou-se a tratar o governo central como ele merece ser tratado: ôlho por ôlho, dente por dente.
















