Não me apraz nada continuar a constatar factos. Sobretudo tratando-se de factos que nos deixam decepcionados, vazios de expectativas optimistas. Em toda a minha vida, incluído o "tempo da outra senhora", como português, nunca me senti tão enojado e revoltado com este país, como nos últimos anos. Este então, é o pior, dos piores anos.
Não temos Porto, nem temos o FCPorto a que estávamos habituados. E isso sucede porque as pessoas do Porto perderam, ou parecem ter perdido as raízes que outrora os ligavam à cidade e ao clube de uma forma muito peculiar e bairrista.
Não reconheço estes portuenses. É que ainda não entenderam que a sua cidade está a ser preenchida de escumalha vermelha. Cuidado com essas amizades... Parece um pesadelo não surgir uma única pessoa relevante, com ligações à cidade e ao clube com coragem para desafiar o Governo a ponto de o contestar sem qualquer parcimónia!
Nem o "velho" Pinto da Costa tem semelhanças do que já foi. Hoje, é uma sombra de si próprio. Um homem vencido e distante. Parece mais um político de ocasião, do que o grande líder que já foi. Dele já não se pode esperar nada. Quis que o FCPorto tomasse conta do Porto Canal para o tornar no canal mais pobre do país, mesmo com promessas sucessivamente falhadas de progresso. Aquilo parece uma empresa gerida por anarquistas. O pessoal, tanto entra em cena, como de repente desaparece. Os espectadores já nem sabem quem são, nem quantos são os colaboradores regulares daquela casa. Repetem-se programas 4 e cinco vezes, num curto espaço de tempo, sem se importarem com a péssima imagem que isso deixa no grande público. O director-geral não existe, ou se existe é só para vincar o seu estatuto de director-geral em roda-pé. É um vaidoso com sorna, e sem ideias. Mas o patrão ainda é pior porque também não se prenuncia sobre o presente e o futuro do Porto Canal. Tem a postura dos políticos contemporâneos, o laissez faire, laissez passer da moda, sem as preocupações típicas de líderes.
Mas o problema maior não é o que ele faz, ou não faz, é o futuro próximo do FCPorto que está em causa, assim como o estado de espírito dos verdadeiros adeptos do FCPorto. A mim, preocupam-me esses, os que amam acima de tudo o clube, e não o presidente. Esta mania de alguns continuarem presos ao passado de Pinto da Costa confundindo-o com o passado do FCPorto, está a enfraquecer todos, clube e adeptos. Eles não querem perceber que é ele e os seus adjuntos da SAD que não têm capacidade para defender o FCPorto. Nem mesmo a lavagem ao cérebro que o mundo corrupto do Benfiquistão continua a fazer ao país através dos media os demove da apatia em que mergulharam. Podem dizer o que quiserem, mas que esses tenham dado a cara pelo clube foi coisa que ainda não aconteceu, transmitindo até a ideia de estarem ao lado do governo. Se não o contestam frontalmente é porque o temem, e quem teme irresponsáveis tão poderosos e não pensa em afrouxar-lhes o poder, é porque não se sente por eles prejudicado. Até é possível que pessoalmente se sintam bem, mas não são eles que me preocupam, é o clube. E não me preocupam justamente por pouco ou nada terem feito actualmente pelo FCPorto!
Um dia há-de ser feita história. Tenhamos essa esperança, acreditemos que ainda sobram alguns puritanos sem complexos por se manterem honestos, de escreverem a verdade dos factos, e lançarem para a lixeira a falsidade que domina hoje o país. Desportiva, política e socialmente.
Um dia há-de ser feita história. Tenhamos essa esperança, acreditemos que ainda sobram alguns puritanos sem complexos por se manterem honestos, de escreverem a verdade dos factos, e lançarem para a lixeira a falsidade que domina hoje o país. Desportiva, política e socialmente.



