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[Recorte extraído do jornal Grande Porto]
[Recorte extraído do jornal Grande Porto]
O Porto esteve sempre ligado a acontecimentos de maior relevo da História nacional. Na génese do nome do país (Portucale)foi berço do Infante D. Henrique e fiel depositário do coração de D. Pedro IV em homenagem aos tripeiros pelo contributo prestado à causa liberal. Factos históricos que, repetidamente os governos centralistas parecem desprezar. É tempo de exigirmos o respeito que nos é devido.
Coerente com o que tenho escrito em apoio às causas do Norte, comprei hoje o semanário Grande Porto. Continuo a pensar que este jornal não está devidamente publicitado pelos proprietários nem adequadamente exibido nas bancas dos jornais. Há, pois, que procurar sensibilizar os comerciantes destes estabelecimentos no sentido de lhe darem mais visibilidade, isto se é que estão mesmo interessados em vendê-lo... PS-Para memória futura coloquei o rosto de um regionalista de trazer por casa. De seu nome: Mário Melo Rocha
...esta jóia rara da fotografia, onde é possível ver ao lado da então novinha em folha Ponte de D. Luís a velhinha ponte Pensil. Vale a pena visitar A Cidade Surpreendente, surpreendente como esta foto.nos recusássemos a pagar impostos?
fizéssemos um manguito à la Rafael Bordalo Pinheiro, a pagar portagens?
deixássemos de nos interessar absolutamente por eventos realizados em Lisboa e nunca mais lá puséssemos os pés?
nos indisponibilizássemos para o serviço militar, em caso de emergência "nacional"?
deixássemos às moscas os locais de visita [esporádica] à nossa cidade quando os nossos governantes cá viessem?
se nos recusássemos a votar, enquanto o tema da Regionalização continuasse a ser ignorado?
Nota de Renovar o Porto:
Considerando a importância do tema e a possível dificuldade de alguns leitores para encontrarem este artigo linkado pelo António Alves no post anterior, decidi publicá-lo directamente.
«Defendo a tese que não é o Porto que vive obcecado com ser a 2ª cidade do país, mas Lisboa que não suporta a ideia de não ser a primeira. Em tudo. É essa a sua concepção do país. Em Portugal um evento com a Red Bull Air Race só faz sentido em Lisboa. Pela ordem natural das coisas. Só não será lá se o governo decidir governar, ou seja, fazer acontecer o que, de outro modo, não aconteceria. Ou se forças mais altas se levantarem. Confesso que o alarido de Menezes e Rio me parece conversa de perdedores. Se os financiadores da eventual mudança são empresas de âmbito nacional é falar-lhes a linguagem que conhecem: deixar de ser cliente delas e desencadear uma campanha para que outros o façam. Se o financiamento vem, pelo contrário, de organismos públicos, denuncie-se e use-se a Assembleia da República para pedir explicações e a ameaça do voto [Francisco Assis percebeu-a de imediato]. E já agora, uma provocação. As corridas de aviões são um acontecimento de impacto nacional, divulgam o nome da cidade mas também o do país. Por isso, no caso de mudança para Lisboa, que tal financiá-la ao abrigo dos efeitos "spill-over"? Eles a vê-los voar [os aviões] e nós a vê-los voar[os euros]. Chama-se a isto equidade!
Nota:
Como é bem visível este vídeo já vai fazer um ano que foi gravado e a situação está exactamente como Medina Carreira previa, ou talvez pior...