09 maio, 2018

Regresso ao passado nem sempre é regredir


Terminou a contento a época 2017/2018. Para a sempre crescente comunidade portista foi um alívio a conquista deste campeonato. Pelas razões conhecidas, tínhamos consciência que não ia ser fácil atingirmos os nossos objectivos e duvidava-mos que os árbitros tivessem coragem suficiente para moderar as suas tendências anti-portistas até ao fim do campeonato. Tínhamos razão, os árbitros não desistiram do sectarismo, sempre a tentar prejudicar o FCPorto e a ajudar o Benfica. Notou-se em alguns deles, nesta última fase, um certo abrandamento, digamos que não foram tão descarados, tão repugnantemente acintosos, mas não deixaram sempre de fazer as asneiras da praxe. 

Enfim, o FCPorto lá conseguiu arrecadar mais uma taça para o museu do Dragão com o universo portista extraordinariamente unido numa rara simbiose consensual que só um forte sentimento de justiça podia proporcionar.  Neste caso, uma Justiça muito particular, porque nos obrigou a superar com valentia e persuasão as vulnerabilidades da justiça convencional. Uma façanha para nós, uma imensa vergonha para o regime. A condição de clube discriminado pode dar-nos força, mas é uma traição repugnante que fere de morte a coesão nacional, fundamentalmente por não termos sido nós a dividir o país.  

Neste momento de suprema euforia a tendência é esquecer o que esteve mal. Nem por isso sou capaz de atribuir louros a quem não os merece como já mereceu. Gratidão não casa sempre com Justiça. Podemos admitir os erros, ninguém acerta sempre, mas quem erra também deve admitir que errou a quem de direito. Se o presidente Pinto da Costa tem um histórico de sucessos invejável e merecido, não tem o direito de usá-lo no presente remetendo-se ao silêncio sem dar qualquer explicação aos sócios e adeptos quando elas se justificam e as coisas correm mal. Como portista sinto-me ofendido. Se não pensa assim, também não pode queixar-se se outros pensarem de outra maneira. Pinto da Costa tem um grande defeito: não tem humildade para reconhecer quando erra. Tenho sentimentos, por isso não fui insensível à alegria que esta fabulosa Taça de Campeão Nacional me proporcionou. Fiquei eufórico, mas continuo racional. Por momentos quis esquecer as asneiras dos últimos anos, cheguei a olhar para Pinto da Costa com condescendência, no meio daquela multidão de portistas felizes. Lembrei-me da forma aguerrida e ao mesmo tempo cerebral como geriu o FCPorto e dei comigo a perguntar-me por que é que não delegou em alguém poderes que ele próprio já não pode exercer (pela idade ou saúde) mas que podia controlar, sem ter de se retirar. É isto que custa perceber, é isto que podia ter sido evitado.

Como "tudo" acabou em bem, agora toda a gente volta a elogiar Pinto da Costa. Sérgio Conceição passou a ser a prova mestra do génio do Presidente. De súbito, tudo voltou ao passado, o presidente mantém todas as qualidades intactas. Esquecemos Lopetegui, Paulo Fonseca, Nuno E. Santo e José Peseiro. Não foram bem sucedidos porque sim, ou talvez por motivos estranhos à competência, foram casualidades, casualidades que em nada podem ser apontadas a certos facilitismos, certas contratações imponderadas, certos corpos estranhos ao clube... Enfim, ao que parece (agora), tudo não passou de um equívoco, de momentos infelizes (4 anos), aos quais o senhor presidente é alheio. As emoções fortes fazem milagres destes.

Asim mesmo, estou como todos vós, portistas, extremamente feliz com esta victória, se calhar mais feliz até que o próprio Pinto da Costa, mas não sei como seria se acaso os heróis principais - que para mim continuam a ser os jogadores e Sérgio Conceição - não tivessem ganho o jogo na Luz ,e com o Marítimo. Se isto era uma reflexão ocasional, que agora se tornou pecado fazer, foi porque conseguimos realizar os nossos objectivos (e ainda bem). Vamos lá ver se estes 4 anos de jejum fizeram recuperar o bom senso à SAD portista e não vão  cometer os mesmos erros.

Há jogadores da formação com muito potencial  que estão a ser cobiçados por clubes estrangeiros, o que é bom sinal. Resta saber se os vamos vender à pressa para realizar capital, ou se vamos equacionar a possibilidade de ficar com os mais promissores e de vender outros. Sem entrar em loucuras, seria óptimo reestruturar o plantel ficando com os melhores e reforçá-lo com outros, evitando desequilíbrios. A entrada directa na Champions tem de ser muito bem explorada garantindo-nos as melhores prestações possíveis. Os prémios aumentaram consideravelmente, por isso temos de aproveitar a oportunidade para reforçar a qualidade do plantel de maneira a mantermos intactas as nossas aspirações, interna e externamente.

A oportunidade tem de ser bem aproveitada, assim pense Pinto da Costa          

   

07 maio, 2018

O Polvo - 1º. prémio para a foto do ano

O FCPorto tem de consolidar já o futuro!



Termina no próximo fim de semana a época 2017/2018, com o FCPorto a deslocar-se a Guimarães com mais uma taça de Campeão Nacional no seu garboso currículo. Foi uma época sui generis, uma época onde a revolta se cruzou com a paixão clubista e uma invulgar solidariedade dos adeptos. 

Se em tempos idos era Pinto da Costa o timoneiro infalível, o líder, e principal responsável, esta época foram os adeptos, a par de Sérgio Conceição e jogadores, os genuínos heróis desta brilhante campanha.

Sim, foi Pinto da Costa quem escolheu Sérgio Conceição, e há que lhe dar esse mérito, mas também foi ele quem escolheu os treinadores das quatro épocas precedentes e não ganhamos nada. 

Essencialmente, o maior defeito de Pinto da Costa foi não ter mostrado a capacidade de outros tempos para se opôr aos abusos de certas "autoridades" contra o FCPorto. Foi ter deixado crescer o monstro benfiquista, obrigando treinador e jogadores a um desgaste colossal para ultrapassarem as adversidades externas ao futebol. Não tem de ser assim, sempre. Nem deve! Não devemos exigir aos jogadores competências de outrem, sejam elas jurídicas, federativas, ou muito menos políticas. Todas estas existem, todas têm os seus próprios protagonistas, pagos para o efeito. E, tal como se dispensam e punem, os maus jogadores, quando  não cumprem os seus deveres, o mesmo tem de ser aplicado a outras entidades, sejam elas políticas ou federativas.  Já para não falar da comunicação social, que tem tido um papel execrável, de discriminação com o FCPorto, e de cumplicidade com o Benfica. Isto não é sério nem socialmente sustentável.

Compreende-se, e é de louvar, a força simbólica das palavras, mas lutar "Contra tudo e contra todos" tem de deixar de ser um pretexto para não sermos tratados com o respeito que nos é devido. E, atente-se a uma particularidade: não fossem as denúncias assumidas por Francisco J. Marques, que de certo modo fizeram alguns árbitros travar o ritmo das suas escandalosas arbitragens, e que tantos pontos nos roubaram, se calhar, mesmo com o esforço tremendo dos jogadores e o mérito de Sérgio Conceição, nem este ano éramos campeões! Alguns deles, continuaram a ajudar o Benfica e a prejudicar o FCPorto.  

Portanto, a luta é para continuar. A euforia deste campeonato, conquistado a ferros, não pode anestesiar a nossa indignação, nem muito menos fazer-nos desistir do direito à Justiça. A investigação tem de prosseguir o seu percurso tranquilo, mas tem de ter consequências, senão, volta tudo ao mesmo! Há momentos em que a intervenção de adepto tem de dar lugar à de  cidadão.

Quanto a Pinto da Costa, lamento que a idade não lhe permita fazer mais e melhor, mas deve ponderar bem esta nova forma de gerir o clube, muito distante, quase monárquica, apenas disponível para a recolha dos louros.

Os adeptos não são tolos.



02 maio, 2018

Futebol sujo, Governo imundo!

Para quem padece de uma alergia crónica à desonestidade mental, como parece ser o meu caso, torna-se fastidioso ver passar os anos sem que nada de verdadeiramente digno tenha sido feito para bloquear o ritmo da corrupção em Portugal.

Este gravíssimo problema nacional não está confinado ao mundo do futebol, a essa almofada de conforto daqueles que, talvez para encobrirem os seus próprios pecados, encontraram no futebol o bode expiatório ideal de todos os males da sociedade. Se o Benfica fez o que fez - e tudo aponta para que os indícios conhecidos não deixem dúvidas -, foi porque outros com responsabilidades de Estado o permitiram. A começar, insisto, pela classe política, que  paulatinamente se deixou dominar pelos tentáculos corruptores do Benfica, mas igualmente por outras entidades de relêvo como  órgãos do Ministério Público, Polícia, e Comunicação Social. Foi sempre a estas entidades que apontei as culpas por tudo de negativo que tem vindo a acontecer e não especificamente ao futebol, porque  o futebol não tem, nem pode ter, os poderes que só ao Estado diz respeito. O futebol, como a banca por exemplo, são apenas pedras que mal geridas podem emperrar toda a engrenagem de uma sociedade, engrenagem essa que nem o 25 de Abril conseguiu olear.

Não há dia que não saiam a público casos de corrupção em que figuras, directa ou indirectamente ligadas à política estejam envolvidas em negócios ilegais de milhões. Como podem eles querer ter boa imagem na sociedade se não decidem defender-se desta gente? Como podem sentir-se cómodos com tanta gatunagem sem alterar os estatutos partidários de forma a impossibilitar a promiscuidade entre a política e outras actividades? Que credibilidade pode merecer um deputado/advogado com assento no Parlamento ter ao mesmo tempo o seu escritório aberto a clientes suspeitos de atentarem contra o Estado? Que credibilidade pode merecer a um cidadão civilizado um político comentador de futebol e clubista?

Já se passaram 44 anos, desde o antigo regime, e nem assim tivemos o orgulho de ver despontar do universo político-partidário um único líder (de qualquer partido) capaz de acabar com esta palhaçada?

Não será caso para concluirmos que nesse aspecto concreto os partidos se igualam, que funcionam como uma coesa máquina corporativa?


O Benfica, essa associação de claques ilegais  tão protegida pelos media, é no desporto português o clube mais inqualificável da actualidade, e não é pelas melhores razões.

E os Governantes, serão diferentes?  

01 maio, 2018

As rendas...

1.Já sabíamos que o preço de energia em Portugal é dos mais altos da Europa. Também já sabíamos que mais de metade da fatura mensal corresponde a taxas e impostos. Não é novo, igualmente, que parte da conta se deve às "rendas excessivas" que o Estado atribuiu às empresas de energia (entre as quais se destaca a EDP), ou às tarifas garantidas que essas empresas negociaram no caso da produção de energia através de fontes renováveis (na prática, recebem um preço superior ao do mercado). Já sabíamos, portanto, que, a exemplo do que sucede na banca, também na energia se aplica, aqui neste jardim à beira mar plantado, a criativa fórmula da privatização dos lucros e da socialização dos prejuízos. Um tipo de capitalismo bastante estimulante. Todos estes factos são há muito do conhecimento do público em geral, pelo que se presume que também de ministros, deputados e dirigentes partidários. No entanto, ano após ano, entre alguns arrufos políticos inconsequentes, continuamos a receber e a pagar faturas, rendas e mordomias absurdas. Talvez o mais recente escândalo - o salário de 15 mil euros que o ex--ministro socialista Manuel Pinho recebia por conta dos serviços prestado ao Grupo Espírito Santo - contribua para um pacto de regime entre o PS e o PSD. Ou talvez não. O mais certo é que vingue a criativa fórmula de mudar alguma coisa, para que tudo fique na mesma. Um tipo de democracia bastante estimulante.
2. O Governo anunciou uma série de medidas na área da habitação. O plano inclui medidas tradicionais, como a construção ou reabilitação de casas para 26 mil famílias pobres, que implica um investimento de 1700 milhões de euros durante os próximos sete anos. Uma meta ambiciosa a que se acrescenta, desta vez, um programa de arrendamento acessível, que pretende chegar a 100 mil famílias da classe média. O Estado propõe-se fomentar uma bolsa de casas para arrendar a preços razoáveis, ou seja, que as pessoas possam de facto pagar. A proposta tem o cuidado de especificar que a renda não pode ultrapassar uma taxa de esforço de 35% (do rendimento). Para atrair os proprietários a este programa, promete-se a isenção de IRS e IRC por parte do Estado, bem como a redução ou isenção do IMI por parte das autarquias. Demasiado bom para ser verdadeiro. O Governo classifica como acessível uma renda de 900 euros para um T2 no Porto. Ou de 1050 euros, para igual tipologia, em Lisboa. Num país em que o salário médio líquido é de 856 euros, os únicos que têm alguma coisa a ganhar com este negócio são os proprietários, que, aos preços especulativos das rendas, somarão entretanto uma borla fiscal.
(De Rafael Barbosa-JN)
EDITOR-EXECUTIVO

30 abril, 2018

O paradoxo do Porto Canal


Marega, o Bugatti azul e branco...

É incrível que o Porto Canal não tenha dado a importância devida ao jogo do FCPorto com o Marítimo, enquanto os canais da concorrência, apesar de nos odiarem, não quiseram perder a oportunidade de aproveitar as audiências que um provável campeão sempre garante.

Há momentos, que ficamos com a ideia que aquela estação anda à rédea solta, que são os funcionários quem manda.

Programas interrompidos, várias vezes repetidos, pessoal de férias prematuramente, mulheres a alternar o descanso da licença pós-parto, umas atrás das outras. Enfim, tudo isto resolvido com umas cassetes, ou seja, repetições sucessivas de programação.

Ora, como o FCPorto é o accionista principal, devia estar atento a estas incompetências, puxar as orelhas ao Sr. Júlio Magalhães, e dizer-lhe que o que aconteceu ontem no Barreiros é um acontecimento de carácter generalista, e não exclusivamento desportivo.   

Estão de parabéns os portistas, os jogadores e Sérgio Conceição. Já falta pouco.

Força Porto!  

27 abril, 2018

A Infarmed imita o Benfica, manda mais que o Governo

Portugal, um primor de Estado de Direito... 

A ideia de querer impingir ao Porto a Infarmed, foi mais uma das infindáveis decisões trapalhonas do Governo a que já estamos habituados. Tão trapalhonas quanto provocadoras. Então, suas exas não sabiam que iam juntar a um problema, outro problema?   Não foram capazes de prever a reacção de quem lá trabalha? Estavam à espera que a reacção fosse serena?

Sabemos perfeitamente que esta triste iniciativa foi uma forma ridícula de o Governo remediar o fracasso do Porto, para instalação da Agência Europeia para o Medicamento, inicialmente prevista (outra asneira) para Lisboa... 

Até nestas mariquices se nota a fragilidade reivindicativa das elites do Porto. Se essas elites de facto existissem, não só, nunca tinham aceitado este presente envenenado, como  a ser concretizado, só nos ia trazer problemas, e poucos postos de trabalho traria aos cidadãos do Porto. 

Que lhes sirva de lição, e que para a próxima não se disponham a aceitar "presentes" em 2ª. mão.

26 abril, 2018

Vão dar banho ao cão, democratas da treta!


1 Foi há uma semana que caiu o Carmo e a Trindade. E qual terá sido a razão para tanto terror e assombro que, segundo o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, estão associados à expressão? O facto de termos assistido na SIC à melhor síntese jornalística e televisiva que alguma vez se fez sobre a Operação Marquês? Ter ficado claro que Ricardo Salgado era a cabeça de um polvo que corrompeu as nossas elites? Terá sido por percebermos que Zeinal Bava e Henrique Granadeiro agiram na PT em nome de interesses obscuros, com proveitos de milhões? Ou porque José Sócrates, ex-primeiro-ministro e líder do PS, beneficiou de milhões de euros transferidos à socapa, de offshore em offshore, até lhe chegarem às mãos na forma de uns envelopes com notas? Ou, finalmente, porque percebemos que estamos todos a pagar estes desvarios, seja com os nossos impostos, seja com a falência dos serviços do Estado? Nada disso. O terror e o assombro têm outra explicação. O que choca tanta gente inteligente que opina nos jornais e nas televisões, o que horroriza tanta gente sensata nas redes sociais, é a exibição dos vídeos dos interrogatórios a José Sócrates. Estão no seu direito. Mas fico à espera que chegue o dia em que passem da indignação pela violação do direito à imagem da quadrilha, para a indignação pelos crimes cometidos pela quadrilha. E escusam de argumentar com presunções de inocência e trânsitos em julgado. Isso é para os juízes. O julgamento político e social corre mais depressa. Caso contrário, Sócrates ainda podia ser primeiro-ministro e Salgado presidente do BES. Mas, se calhar, a alguns isso talvez não causasse nem terror, nem assombro.
2 Já a discussão sobre os vídeos ia longa, quando vieram a lume mais uns pormenores sobre a rede mafiosa que usou os portugueses como carne para canhão. O ex-ministro da Economia Manuel Pinho criou uma conta numa offshore do Panamá na qual caiu um milhão de euros saído do "saco azul" do BES. Meio milhão foi pago em tranches mensais de 14 963,94 euros durante o período em que Pinho foi ministro no Governo de José Sócrates. Parece mesmo um salário, não parece? Suspeita-se que possa ter sido a compensação para beneficiar empresas como a EDP nas chamadas "rendas excessivas". Infelizmente, ninguém denunciou esta violação do segredo de justiça, daquelas que propiciam julgamentos populares precipitados. E que deu argumentos a um triste espetáculo de Ana Gomes. Diz a eurodeputada socialista que o PS terá de aproveitar o próximo congresso para escalpelizar como se "prestou a ser instrumento de corruptos e criminosos". Que coisa tão disparatada. Porque não se preocupa antes Ana Gomes com o ataque à imagem de José Sócrates, Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro ou Manuel Pinho? Isso, sim, justifica a nossa indignação.
Rafael Barbosa (JN)

Nota de RoP

Concorde-se, ou não, com tudo o que acima vem escrito (eu concordo com umas coisas e menos com outras), este artigo devia servir para fazer reflectir melhor aquelas pessoas que insistem em amplificar os progressos do país conseguidos após o 25 de Abril, sem olhar para o mais importante. Para isso, recorrem normalmente à qualidade do serviço de saúde,  à educação, à rede de auto-estradas e coisas assim, que sendo importantes não serão nunca o ponto de referência que fará de nós um país progressista. Além de que, estas mais valias, em Portugal, têm sempre curta duração. Veja-se a título de exemplo, o que aconteceu com os CTT's e com a Metro do Porto.

Tanto mais, que, se há coisa a que os políticos dão importância para si mesmos, é ao dinheiro que lhes pagam ao fim do mês, incluindo as ajudas de custo e todas as benesses que sabemos. A propósito, estou a recordar-me do que disse há uns anos na SIC, o ex-deputado do PS Jorge Coelho, na "Quadratura do Círculo", que não era rico, que ninguém podia levar a mal ir para Presidente Executivo da Mota Engil tratar da sua vida (para onde voltou recentemente) ... Para não esquecer, só no ano de 2011 recebeu 634 mil euros de salário... Dou este exemplo, como podia dar outros de políticos do PSD e do CDS, não importa agora pessoalizar. 

O que verdadeiramente importa, é consolidar uma realidade: os políticos gostam muito de dinheiro, só que, quando falam do desenvolvimento do país não se lembram da miséria que é o salário mínimo e as reformas dos portugueses. Agarram-se às rotundas, às Expos, enfim, a tudo, menos àquilo que eles adoram, mas negam ao povo, que é pagar-lhes salários dignos.

São tão convencidos, que para eles, só teríamos razões de queixa por não darmos tanto relevo aos progresso do 25 de Abril, se tudo estivesse exactamente na mesma como antes de 1974! Obviamente que os fundos europeus (ainda) não podem ir directamente para o seu bolso, foi preciso fazer umas obritas em 44 anos, e mesmo assim, continuam a desviar muitos desses fundos para a capital, fundos esses que deviam ser nossos, como sabemos.

Enoja-me este lançar de areia para os olhos da população, sem primeiro olharem para si próprios, e para os seus pares, que não fazem outra vida senão meterem-se em escândalos. 

Como diz o outro: vão dar banho ao cão.     

25 abril, 2018

O 25 de Abril não soube libertar-se da mentalidade pidesca


Resultado de imagem para 25 de Abril de 1974

Hoje, dia 25 de Abril, uma data histórica que nos devia a todos regozijar por simbolizar o fim da ditadura, temos muitas razões para estarmos decepcionados com os resultados. Se  fizermos um balanço sério do acontecimento, até aos dias de hoje, não temos motivos para dizer que a progressão foi positiva, mesmo que as aparências indiquem o contrário. 

Os dois primeiros anos da revolução, entre 1974 e 1976, foram os mais genuínos, os mais esperançosos para  toda a população, com relação ao futuro do país. Elaborou-se uma Constituição progressista, e ideologicamente ambiciosa, que rapidamente foi sendo adulterada pela classe política. A oposição mais ligada aos movimentos revolucionários não soube resistir a essa tendência no momento certo, talvez por recear ser conotada como extremista, e o resultado é esta apalhaçada democracia a que hoje chegamos. 

A Liberdade é uma coisa preciosa, mas com o passar dos anos perdeu aquilo que a distingue da anarquia e lhe confere mais valor, que é o respeito. Hoje, a pretexto de uma Liberdade absoluta, [supostamente para ser autêntica], ninguém respeita ninguém, perderam-se os valores da ética e dos bons costumes a coberto de uma "democratização" social postiça. 

Hoje, já ninguém dirige uma carta comercial começando por "Exmo. Sr.", limitam-se a dizer "Bom Dia", e às vezes nem isso. A velocidade da Net não justica tanta grosseria. Para não me sentir ridículo, tive de me adaptar à situação e banir esses hábitos de forma a evitar confusões interpretativas. Somos permanentemente assediados através do telemóvel para aderirmos a novas propostas, sempre com um único intuito, que é vender, mesmo que o cliente não queira comprar. Sei defender-me desses abusos, e quem me contacta contra a minha vontade insistindo em vender-me  o que não pedi nem quero o que me é proposto, acaba sempre por sair a perder se me contrariar...       

Tanta Liberdade despida de ética, tanta bandalheira social, não pode compatibilizar-se com a Justiça. Para mim, é inaceitável, indigno mesmo, que a pretexto dessa duvidosa "Liberdade" e do serviço público, se permita que os Tribunais sejam intoxicados com denúncias "anónimas" que só servem para os sobrecarregar de trabalho com casos provavelmente falsos. Sendo absolutamente a favor das denúncias de interesse público, discordo veementemente que a Justiça não requeira a identidade de quem as faz. Só em situações excepcionais, de extrema complexidade como uma Guerra ,ou coisa semelhante, justificam o anonimato.  Quem não deve, não teme. Se alguém tem consciência plena de que a denúncia apresentada é autêntica, só tem que se identificar desde que o faça apenas à Justiça. Se temos casos a mais a entupir o funcionamento dos tribunais, também se deve a essa aberração .   

24 abril, 2018

Marega, passou de jogador banal a dínamo da equipa




Já não restam dúvidas, com  Marega a equipa é outra, tem mais profundidade e resistência.   A sua postura em campo é contagiante, tem o grande dom de animar todo o plantel. É mesmo o motor da equipa,  o  que não é normal no lugar em que joga. Pode não ter o talento técnico de Brahimi mas tem a força de vontade dos grandes jogadores e procura superar-se.

Ontem, até o Brahimi foi menos egoísta, menos complicativo. Se percebesse que quando joga assim, torna-se melhor jogador, mais eficiente, aumentando as oportunidades para marcar golos e brilhar, não se agarrava tanto à bola e trocava-a com os colegas de outra forma. É verdade que de vez em quando marca uns golos bonitos, como o de ontem, mas se repararem, mesmo assim, quando recebeu a bola teve de lhe dar 3 toques antes de rematar, o que significa que se tivesse pela frente um defesa mais rápido talvez não tivesse marcado. Enfim, ainda bem que a bola entrou.

Foi muito importante a victória e o resultado, porque é uma espécie de vitamina para a próxima etapa. O jogo com o Marítimo tem de ser encarado com muita ambição, com muita determinação, mas sobretudo com uma confiança serena. Há que ir para o jogo sem macaquinhos na cabeça, com cuidado para não dar grandes chances aos árbitros para fazerem as habilidades do costume porque isto ainda não acabou, e a vigarice  ainda anda no ar...

Um à parte: Alex Telles esteve, como é costume, fenomenal!

Vamos lá Porto! Apesar de não termos quem defenda o clube, como devia ser, pode ser que os jogadores façam a sua parte, com a competência de ontem.    

21 abril, 2018

Alma que não vem de cima, é alma fraca


Vamos lá ver se me faço entender, sem gerar polémicas. Haverá alguém, idóneo, e comedido, que acredite que os slogans ganham campeonatos de per si? Ajudar, ajuda, é verdade, mas não chega. Esta, talvez seja a época da história do Futebol Clube do Porto que obteve mais intenso, e mais incessante apoio dos adeptos. Mas, não é certo que os adeptos possam ganhar  campeonatos apenas com a sua presença... Gostava de acreditar nisso, mas se acontecer, talvez seja melhor não abusar dessa hipotética possibilidade. 

Quando um clube [como é o caso do FCPorto dos últimos, 10/11 anos], anda a competir com clubes protegidos pelos organismos desportivos (não é só no futebol), violando a lei, com a cumplicidade da comunicação social, e do próprio governo, e, como se isso não bastasse, tem um presidente desgastado e ocioso, rodeado de dirigentes acomodados, os slogans nada resolvem. É sempre melhor contar com o apoio dos adeptos que não ter nenhum,  mas isolados os "gritos de guerra" não passam de adereços inocentes. 

É alicerçado nessa convicção que já não sinto a mesma simbiose, a mesma objectividade, com as palavras de ordem do tipo "contra tudo e contra todos". Nesse "todos", entre os que nos maltratam e desconsideram, talvez devêssemos incluir alguns protagonistas que deviam estar do nosso lado na defesa do clube, e não estão.  Não é  fechados nos seus gabinetes, sem se dignarem dar satisfações aos sócios sobre as causas de tanta passividade que se dirige um clube. Aos sócios, porque pagam cotas, mas também aos adeptos em geral. O Porto Canal pede constantemente o nosso apoio e a retribuição que temos dos dirigentes do FCPorto é o silêncio? Quem é que pensam que são? Proprietários do clube?

Não pretendo confundir o tipo e a dimensão dos danos causados pelos nossos adversários com as desconsiderações do sr. presidente Pinto da Costa e da SAD, mas essas desconsiderações também não deixam de provocar danos. Estou cansado de ler na blogosfera portista, e aqui no Renovar o Porto, todo o tipo de queixas contra o Presidente e SAD, umas mais directas, outras nem tanto, mas não posso deixar de lhes dar  razão. Referindo-me concretamente aos sócios, dou-lhes razão porque a têm, mas discordo da reacção. Ou seja, no que planeiam fazer para resolver este grande problema chamado Pinto da Costa. Fica-me sempre a ideia de que estão à espera que outros façam o que compete a si mesmos. Não digo que o façam agora, porque o momento é critico, mas no futuro próximo, mesmo que vençamos o campeonato em curso.

Quando as coisas correm mal, não gosto que as críticas se virem logo para o treinador e para os jogadores, sobretudo quando ainda não houve tempo para as equipas se adaptarem ao treinador e às características dos próprios colegas. Há momentos que eu próprio não resisto a fazê-las a jogadores com "boa imprensa", às vezes prematuramente elogiados, como é o caso de Brahimi, com potencial, mas muito individualista e de rendimento discutível, mas faço-o sempre  no sentido de influenciar para o tornar um jogador mais completo. Só isso.

E se não gosto de criticar as equipas  nesses momentos, se como portista sinto a orfandade da liderança do FCPorto e os efeitos consequentes, também tenho de compreender que o estado de espírito dos jogadores e das equipas técnicas não seja o melhor. Eles sentem na pele a mesma sensação de orfandade, eles têm a mesma noção de vulnerabilidade que têm os portistas e ficam desmoralizados.

Os jogadores são humanos, como nós, alguns são portistas como nós, não são robôs a quem tenhamos de exigir outras competências, que não seja jogar. Defender o clube de crimes, de injúrias pessoais, de dolos desportivos, físicos e económicos, não é aos atletas que compete, por isso, é uma tremenda injustiça concentrar nestes a frustração pelos maus resultados desportivos.

À excepção do Hóquei em Patins, todas as modalidades têm acusado o toque da falta de liderança, e passam notoriamente por uma crise de auto-confiança. Isto mais não é que o reflexo do silêncio de quem já devia ter feito ouvir a voz na defesa do FCPorto às mais altas entidades, sem perder tempo com a Federação e a Liga. Devia exigir a demissão imediata do Secretário de Estado do Desporto! Quando leio o conformismo de determinados adeptos, dizendo coisas como: "não vale a pena", "isto não vai dar em nada", por mais razões que tenham para falar assim, porque o país está de facto irrespirável, pergunto-me se é baixando os braços à adversidade, não lutando "contra tudo e contra todos", como exigem dos jogadores, que dão bons exemplos de lutadores.

Não devemos temer os políticos porque eles precisam de votos para sobreviverem, não pensem que os votos do eleitorado benfiquista lhes chega. A nossa arma é a razão. O Governo está a trair-nos, não há nenhuma razão para travar a nossa indignação. Eles não merecem o lugar onde estão, não têm elevação ética para tanto.

Por que é que não nos unimos e  ameaçamos esta gente de boicotar as próximas eleições? O que está a acontecer dar-nos-á motivos para confiarmos nos políticos que temos e deixá-los anarquisar  o país? E que país? Lisboa não é o país. Estaremos dispostos a dar palco aos Bagões Felix desta vida? Aos Sócrates, aos Duartes Limas, e a esse imenso exército de corruptos associado ao Benfica? O protesto veemente é a única arma democrática que ainda temos, mas é preciso ter a coragem de a usar. Nós estamos a ser tratados como animais, e nem os animais merecem o desprezo que nos reservam.

Psicologicamente o FCPorto não está na melhor forma. O clube, os adeptos e os atletas. Se alguém ousar contrariar essa realidade e os efeitos secundários que uma liderança fraca causam  numa empresa, num governo, ou num clube de futebol, pode sempre ter a certeza que nunca terá um líder.
  

Estará para a quando o dia de vermos os media centralistas a corar de vergonha?..




... à excepção de "O JOGO"?

19 abril, 2018

Taça perdida, campeonato imperdível!



Uma vez mais, a sorte foi madrasta para o FCPorto. É mais difícil que a sorte proteja os audazes quando a audácia morreu com a fraca liderança do presidente. Desta feita, não podemos queixar-nos da falta de eficácia nos pénalties porque só uma grande penalidade é que não entrou na baliza do Sporting. O azarado foi Marcano, um jogador que Sérgio Conceição fez evoluir, mas que nos últimos jogos tem andado algo inconstante e nervoso. Já no jogo com o Benfica, no Dragão, foi ele quem deixou a bola à mercê de um adversário, por tê-la despachado mal, e que só não entrou devido a uma boa defesa do Casillas. Acontece aos melhores, mas nestes jogos podem comprometer toda uma época.


Discordo que se atribua apenas à contenção ofensiva do FCporto na segunda parte, o desfecho do jogo, quando faltavam poucos minutos para terminar o tempo regulamentar e o mesmo azarado Marcano voltou a afastar mal a bola, deixando-a à mercê de Coates que, num chuto feliz, fez o empate. A malapata de um, pode comprometer o empenho de outros e benifíciar os adversários. Foi o que aconteceu.  Neste momento, acho que o que falta também ao plantel é apurar a eficiência dos remates, tanto na oportunidade como na técnica, e intensificar os padrões de confiança. 

Aboubakar, depois de reabilitado da última lesão, tem sido utilizado regularmente sem contudo mostrar grandes progressos de forma. Talvez por isso, me intrigue a opção de SC não ter dado mais oportunidades ao Gonçalo Paciência, um jogador que curiosamente já tinha marcado ao Sporting quando ainda jogava no V. de Setúbal. Aceita-se que o treinador prefira optar pelos jogadores mais entrosados com este estilo de jogo, mas isso não explica tudo, e perde alguma coerência quando os titulares habituais estão lesionados ou em fase de recuperação. Afinal, são todos jogadores de mesma modalidade, a não ser que nos treinos não tenham revelado a adaptação necessária ao sistema de jogo do treinador.

De qualquer modo, não foi por falta de empenho que o FCPorto não se apurou para a final da Taça. É preciso nunca esquecer que o FCPorto, independentemente da qualidade do plantel, continua a ser discriminado pela pouca vergonha do regime. Por isso, acho muito bem que os portistas continuem a dar-lhes todo o apoio, ao contrário do senhor Pinto da Costa que só aparece quando a maré está mansa. Assim, qualquer um é presidente. 

18 abril, 2018

Tudo é política, burro!

Resultado de imagem para Joaõ Paulo Rebelo
Cara de sonso, alma de cartilhado

Para um chico-esperto, do estilo João Paulo Rebêlo [e de outros como ele], o prestígio não está no carácter, está nas vigarices que conduzem ao poder. Este homito, este bébé-chorão, que nunca se fará adulto, a quem nem o cachorro confiava (se o tivesse), já devia ter sido demitido há muito. O problema é que o 1º Ministro não é melhor que ele, portanto, nunca irá demití-lo. 

Sinto-me à vontade, porque são eles que reforçam a liberdade de os tratar como merecem, com o aval que resulta das suas próprias atitudes. Eles sabem perfeitamente que estão a ser desonestos, que estão a ser sectários com cidadãos do mesmo país, sabem que estão a praticar uma espécie de racismo clubista. Sabem, e provam-no, quando, ao contrário do que tem sido habitual, desta vez não tiveram a lata de ir para os camarotes do Benfica, cheios de sorrizinhos cínicos e cúmplices. O que não querem é comprometer-se, arriscarem-se a perder aqueles votos preciosos de cidadãos exemplares, como são os votos vermelhos, com grande vocação para o crime. 

Assim se constata que, na realidade, não temos Governo, temos um conjunto de indivíduos de índole e capacidade duvidosa, a ocupar lugares que só deviam estar reservados a gente idónea, e competente. Em Portugal, os Governos não passam de grupos de militantes políticos embuídos de uma única ambição: subir na vida, e enriquecer depressa, à custa da política.  Se o que o 1º, Ministro está fazer com os portuenses não é racismo clubista e regional, pergunta-se:  seria ele capaz de ficar caladinho, e indiferente, se alguém ousasse descriminá-lo pela sua côr da pele?  

Adorava que os portuenses promovessem uma manifestação gigante de Mar Azul apelando ao boicote eleitoral. Iam ver como de repente esta gentinha olhava para nós com o respeitinho que só a perda de votos  provoca... 

16 abril, 2018

A alma que os adeptos deram à equipa do FCPorto




Victória da determinação sobre a arrogância. Ainda nada está decidido, um vigarista, é sempre um vigarista, portanto nada de euforias prematuras. Até porque, já sabemos que estamos a lidar, não com um vigarista, mas com uma organização gigantesca de vigaristas, protegida pelo regime. São factos, e quem quiser desmentir-me, seja lá quem fôr, desde o 1º ministro, até ao Presidente da República, que o faça à vontade, porque terá muitas dificuldades em provar-me o contrário.

Os próximos jogos têm de ser encarados pelos jogadores como se fosse uma final. Sem ansiedade, que só prejudica os objectivos, mas com muita determinação e inteligência. Já falta pouco, mas é preciso jogarmos muito concentrados e evitar cometer faltas que possam dar oportunidades aos árbitros cartilhados de "fazer as coisas pelo outro lado". Jogar durinho sim, não os deixar respirar, mas limpinho. Foi com a batotice de alguns árbitros que o Benfica conseguiu manter-se no grupo da frente,  e vai ser assim que vão tentar recuperar nas próximas jornadas, contra nós e a  favor dos vermelhos. 

Herrera pode não ser muito assertivo, mas é de facto um jogador que deixa tudo em campo. Tomara eu que Brahimi tivesse o mesmo espírito colectivo e soubesse aceitar as suas próprias limitações... Não me fascina nada a sua tendência egocentrica, se em vez de querer fazer tudo sozinho, soubesse endossar rapidamente o esférico aos colegas melhor posicionados. A sua teimosia, ao contrário do que alguns defendem, causa-nos mais embaraços que benefícios, porque, se contabilizarmos os prós e os contras, concluiremos que tudo acaba com a entrega da bola aos adversários, dando-lhes muitas oportunidades para contra atacarem. Já sei que não é consensual, mas às vezes fico com a impressão que o FCPorto joga com menos um jogador. Bloqueia muitas vezes a velocidade das jogadas dos colegas, em vez de a aproveitar para abordar a grande-área adversária com objectividade. Podia conquistar muitas grandes penalidades se não tivesse aquela tentação de travar, e ziguezaguear entre os adversários até cair e lhes entregar o jogo.

Fiquei surpreendido pela positiva com a boa forma de Marega, atendendo à sua ainda prematura recuperação física, o que pode significar a restauração do trio arrasador Aboubakar/Tiquinho/Marega para os tempos que se avizinham.

Cuidado, caldos de galinha, e muita concentração, são o remédio para atingirmos a meta final. A vontade está lá, e não vai mais faltar. Se os recentes desaires não foram mais do que a velha estratégia de dar um passo atrás para dar dois à frente, tudo bem, agora só contam as victórias.

Força Porto!   

11 abril, 2018

Por favor, não nos façam mal...



Por favor, não se portem mal! Vá lá, não mexam no que é nosso! Peço-lhes que não nos prejudiquem, isso é muito feio. Pelas alminhas, suplico-lhes que não nos assaltem a casa, não se faz. Não pode ser.  São uns malandros, apesar de alguns terem condições para se comportarem como bons cidadãos. 

É uma caricatura. A linguagem não foi exactamente esta, mas anda lá perto. Refiro-me naturalmente com ironia, é verdade, mas sem qualquer maldade, àquilo em que se está a transformar o discurso de Francisco J. Marques no programa Universo Porto da Bancada do Porto Canal.

Ponto primeiro: confirmo o que tenho dito anteriormente, aplaudo a coragem do F.J. Marques com a mesma coerência que censuro o isolamento a que foi remetido pela SAD portista em termos de imagem. Era o que faltava que Pinto da Costa (& CA) se recuse a dar-lhe apoio jurídico caso venha a precisar.  Mas, J. Marques, pelo menos, dá a cara, já a SAD, e o Sr. Pinto da Costa, não! Não me parece correcto, nem adequado para quem garante sentir-se em condições para liderar o FCPorto. Os dirigentes portistas colocaram-se no lugar de primas-donas, distantes e frias, como se o FCPorto fosse o palácio de Bukingham, e a SAD a corte inglesa.  Será que confundem o tipo de palcos que decidiram pisar?

Agora, o programa UPB já começa a perder força, e sobretudo pragmatismo. Aliás, como previ, isto acontece apenas porque o programa não foi complementado com uma estratégia combativa e assertiva, de acordo com a gravidade do caso. É triste, quase ridículo, vermos um painel de comentadores a esgotar argumentos, na tentativa de resolver um problema que só uma posição categórica poderia alcançar.

Vamos lá ver: faz algum sentido expectar que um rufia que anda há anos a alimentar-se dos favores do Benfica, se transforme de repente num menino de côro, só porque o envaidecemos reconhecendo-lhe qualidades para ser um bom árbitro, quando Luís Godinho está farto de dar provas que lhe falta o principal, que é  a seriedade?  Então agora, não parecer sério, passou a  sinónimo de seriedade? Desde quando é que um árbitro pode ser competente se fôr desonesto? Que importa se é honesto aos sábados e não é  aos domingos? Se actua assim com o clube A e já não actua com o clube B?  

É inútil insistir na tecla do impossível, as instituições desportivas são tão boas, ou piores  que os árbitros. Não vale a pena massacrar-lhes os ouvidos, porque eles fazem parte do problema, portanto não podem ser a solução. Ignorar isto, não só é uma ingenuidade, como é um escancarar de portas para o Benfica ser campeão.

A Polícia Judiciária não tem o caminho facilitado, por isso vai ainda demorar a meter na cadeia um ou outro responsável. O próprio Governo não dá qualquer garantia de intervir, antes pelo contrário, faz dos ouvidos mercador.  Como é? Já nos rendemos? É assim que defendemos a honra do FCPorto, e dos adeptos? Com lamentos? Com autênticos apelos piedosos, quando se trata da maior canalhice do futebol português?

Como qualquer portista, espero que no próximo domingo o FCPorto consiga ultrapassar os mafiosos de forma categórica, mas não creio que tenhamos feito tudo para que a nossa equipa tenha absorvido por quem de direito a energia necessária (refiro-me aos dirigentes). Só os adeptos, pode não bastar. Mas, vamos acreditar que sim.

09 abril, 2018

Sugestões de um portista amador

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Rosemond Gérard

A victória de ontem do FCPorto sobre o Desportivo das Aves foi justa, e de uma importância inadiável. Houve muito empenho e velocidade, mas também muita atrapalhação nos passes e na materialização de golos. Pelo que se viu, a ansiedade ainda não foi totalmente ultrapassada.

Depois do que tem acontecido ao FCPorto internamente, e nos bastidores que controlam o desporto - em particular no futebol -, torna-se injusto, e excessivo, exigir demais dos nossos atletas. Volto a realçar um dado importante, que este cenário tem afectado todas as modalidades. Só para termos uma ideia bem significativa, basta comparar as dificuldades que a nossa excelente equipa de hóquei tem, quando defronta o Benfica em jogos arbitrados por árbitros portugueses, e quando entram árbitros estrangeiros. E não estou a citar isto só porque ganhámos o último jogo com uma diferença de 7 golos (9-2), mas por outra razão, que tem a ver com o uso e abuso dos jogadores benfiquistas do jogo sujo, da simulação de faltas, que funciona como uma espécie de carta branca para os árbitros as marcarem contra o FCPorto, sem terem efectivamente acontecido.  É só isto, e já é muito... Cenas destas ocorrem praticamente em todas as modalidades, umas vezes de forma mais evidente, e outras mais "elaboradas", mas são um facto. 

Regressando ao futebol, e sem proteccionismos clubistas, os atletas são os menos culpados pelos atropelos às leis do jogo que em grande medida têm afectado tanto os resultados desportivos, como a sua condição de profissionais. As últimas exibições do FCPorto não têm sido famosas, é uma verdade, mas é verdade também que existem múltiplas causas que as explicam, mas a falta de ambição não é seguramente. Não podemos pôr nos píncaros da lua as exibições do FCPorto, e de repente desatar a "bater" no treinador e nos jogadores. É bom ter memória, por mais razões que tenhamos para estranhar  a mudança. É sempre mais sensato procurar entender a fonte das causas.

Importa agora apontar a nossa atenção para um aspecto que me parece fundamental, relativamente ao nosso principal objectivo. Há dois enfoques a trabalhar profundamente para os próximos jogos, começando pelo que se segue no estádio da Luz. Primeiro, cuidar eficientemente da condição psicológica de toda a equipa, principalmente com os jogadores que se tenham revelado animicamente mais vulneráveis. Sem querer meter a foice em seara alheia, tenho a minha própria percepção enquanto adepto. Neste naipe de jogadores incluíria no lote dos menos fortes em termos psicológicos o Brahimi, o Corona, Sérgio Oliveira, e Oliver.

Reforçaria também a confiança em Soares e Aboubakar, embora o problema destes dois tenha mais a ver com questões físicas. Por último, trataria de aprimorar a qualidade de passe começando por obrigar os jogadores a olhar muito bem para o seu círculo de acção (e não raio), antes de passarem a bola, porque é, por raramente o fazerem que acabam por perder a bola, errar passes e remates. Tudo deverá ser executado com rapidez, mas com calma, que não é o mesmo que vagarosamente. Na impossibilidade de ver como são treinados os jogadores, admito que estes pormenores possam estar demasiado rotinados, sendo razoável aplicar a fórmula indicada para cada fase concreta da competição.

Podem parecer exagerados os cuidados propostos, tratando-se de um treinador já com alguns anos de experiência, mas a ansiedade não pode dominar durante mais tempo a qualidade técnica dos jogadores, de mais a mais, quando alguns deles já deram provas sobejas das suas capacidades. Só o treinador é que tem os elementos todos para saber quais são aqueles que exigem um trabalho mais intenso. Como quer que seja, para a "garra" ser completa, é fundamental acrescentar-lhe muita concentração, chegar primeiro à bola que o adversário e rematar com a convicção plena de fazer golo. Tudo isto, é teórico, dito por mim, mas ninguém pode negar que não seja esta a maior virtude do Ronaldo, ou seja, ter vontade de fazer sempre mais, e melhor. Hoje, mais que ontem, e bem menos que amanhã, como diria a poetisa Rosemond Gérard (na foto).   




08 abril, 2018

Para que serve ser portista e deputado?

"Eles ainda não foram presos. E porque eles ainda não foram presos, Setúbal ontem pareceu Mogadíscio (capital da Somália). E porque eles ainda não foram presos, a verdade desportiva da Liga portuguesa continua a ser uma miragem. E porque eles ainda não foram presos, o FC Porto terá de entrar hoje em campo com o brio de sempre, com o orgulho de sempre, com a força de sempre, e sobretudo com o sentimento de revolta de quem sabe que é melhor e de quem tem a certeza de que terá de continuar a lutar contra tudo e contra todos por um título que, em qualquer país menos em Portugal e na Somália, já seria seu por direito há muito tempo", surge escrito na newsletter Dragões Diário.

Foram estas as palavras de FJMarques àcerca do jogo de ontem entre o V. de Setúbal e o Benfica. Palavras cheias de objectividade e revolta, que contrastaram estranhamente com o discurso de Sérgio Conceição, que preferiu citar ambiguamente a beleza do futebol, numa altura em que Portugal se tornou num autêntico casino com dados viciados com o futebol à cabeça. Podemos interpretar a disparidade de discursos do modo como quisermos, mas se é uma estratégia, não parece. Isto, assemelha-se mais a um efeito colateral próprio de um clube sem liderança e não devia acontecer.

Como disse, variadíssimas vezes, é cansativo e desesperante continuar a ver os portistas frustrados com esta incapacidade do clube para se defender. Discutem, lamentam-se, mas parece que estão à espera de mais um descalabro, para perceberem de uma vez que o problema do FCPorto está no tôpo da pirâmide. Esta fidelidade a Pinto da Costa tem tanto de louvável como de ingénua. O Presidente que eles apoiam já não existe, não é o mesmo, e isso é indiscutível. Também eu já o valorizei e apoiei, só que não seria coerente comigo mesmo nem amigo do FCPorto se continuasse a alimentar essa ilusão. A diferença entre mim, e  esses adeptos, é que eu não tenho problemas de consciência em dizer o que penso. Só isso.

Como é que se admite que eu aqui não tenha qualquer hesitação em criticar o próprio Governo, a citar os nomes dos (ir)responsáveis pelo que se está a passar no futebol português, e a SAD do FCPorto não se atreva a abrir a boca para apresentar este caso de verdadeiro gangsterismo às instâncias que lhe transmitirem confiança, uma vez que o Governo não responde? Diziam que o FCPorto tencionava apresentar queixa ao Tribunal dos Direitos Humanos, mas pelo que nos é dado saber, nada disso ainda foi feito. 

O problema toca o desporto, mas é essencialmente de regime. Assim sendo, por que é que o presidente do FCPorto não pede explicações àquele grupo de deputados (ditos) portistas que o convidaram para o homenagear num almoço na Assembleia da República? Não terá coragem para lhes perguntar se concordam com  a ideia de que o regime político nacional é de facto democrático, ou se não sendo, por que é que pactuam com uma coisa destas? Por que é que o escândalo do Benfica não é incluído na ordem de trabalhos como foi o BES e o BPN? Porque existem organismos próprios, como a Federação e a Liga? Está bem, mas se eles não funcionam, se são parte do problema, a que porta nos resta bater? Mais que não seja, que apresentem alternativas, mas a tempo e horas, e não mantendo os olhos fechados para a roubalheira a que estamos a assistir.

São suposições que não posso comprovar, mas que me parecem minimamente lógicas. Até ao momento, devo ser das raras pessoas que duvida da autenticidade democrática deste regime, mas se os senhores deputados o negam, então como explicar tantos obstáculos, tanto medo para que o FCPorto seja respeitado e possa defender o seu património? Em que país democrático é isto tolerado, além da Somália, como disse Francisco J. Marques?

É por estas razões que não me revejo na postura de outros adeptos, que parecem não querer compreender a importância na diferença entre um Líder pro-activo e um líder sombrio que, independentemente disso, nos "castigou" nos últimos 4 anos com perdas de campeonatos e troféus também por excesso de conformismo. Aliás, não é pelo lado dos adeptos que o FCPorto se tem deixado afundar. Esses, são um exemplo de tenacidade e solidariedade.  Mas, também, têm de começar a olhar com mais pragmatismo para o clube, a menos que para manter Pinto da Costa na presidência continuem dispostos a ver o FCPorto perder protagonismo. A partir daí, só podem queixar-se de si próprios.

Não quero de forma alguma gizar quadros pessimistas, já ando a falar nisto há muito tempo, e para que não subsistam dúvidas, no caso de vencermos este campeonato, os meus parabéns serão sempre dirigidos para os jogadores e treinador. Aconteça o que acontecer. Mas, temos  também de continuar a lutar contra uma seita de bandidos... Que conste, as "armas" dos jogadores são  outras, são golos nas balizas adversárias. 

Para lutar contra o crime organizado, existem outro tipo de munições e  actividades: balas e agentes de investigação.  Só temos de lhes exigir resultados.    

05 abril, 2018

Urge actualizar a História de Portugal


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O país mudou. Para melhor, para os políticos, para pior para a população que vive apenas do seu trabalho.

Procurei, sem sucesso, descobrir o número de professores de História a lecionar no país, através do site da respectiva Associação. Pensei que seria útil ter uma ideia do seu número, para melhor perceber o conformismo, ou a falta de ousadia, instalada pelos entendidos na área para ainda não terem reescrito a História, quarenta e quatro anos depois da revolução de 1974.  

Não sei se há algum tipo de formalismo, normas, ou prazos específicos para o efeito, e se qualquer professor estará habilitado para tal. Parece-me mesmo que talvez  seja um pouco tarde requalificar a História atendendo às transformações operadas no regime nos últimos 20/30 anos.  Tarde porque, descontando os exageros habituais dos historiadores - que não resistem a glorificar os seus heróis -, penso que quanto mais actualizada estiver a História, mais rigorosa se mantém.  Provavelmente, será mais ou menos assim que a coisa funciona, só que nunca nos apercebemos quando acontece. Não tenho sequer memória que ocorrências desta natureza sejam devidamente divulgadas. Seja como fôr, não pode ficar tudo inalterável.

Será um embuste, uma traição à História Nacional, conservá-la com as definições postiças inseridas na Constituição da República  de 1976, onde são garantidos os direitos fundamentais dos cidadãos e os princípios basilares da Democracia, mas apenas no plano teórico, o que significa que não é respeitada em toda a plenitude.

Consequentemente, e uma vez que a Liberdade ainda nos vai "permitindo" dizer o que pensamos, apesar de para mim ser mais um Estado de Devassidão que de Liberdade, cabe aos historiadores escreverem uma renovada História, onde conste o verdadeiro perfil do actual regime, que não sendo igual ao de uma ditadura tradicional, de repressão policial, segue muitos dos seus métodos neo-fascistas usando a comunicação social, em vez da PIDE.

É uma ditadura diferente, que progressivamente se foi adaptando aos novos tempos, procurando não dar muito nas vistas dos mais escrupulosos e democráticos países da União Europeia. Mas é uma Ditadura, apesar do direito ao voto. Porque, sem o voto, teriam mesmo de criar uma nova polícia política, para sobreviverem.


04 abril, 2018

Até tu, Ferro?

Teatro político, o pior de todos os teatros

Que espectáculo de cinismo miserável foi a conferência ontem realizada na Assembleia da República! Não é que até o presidente Ferro Rodrigues foi atrás da conversa usada pelos incendiários do futebol português - que como bem sabemos incluem os próprios órgãos desportivos -, e falou sem dizer nada?

Então, abordou a violência, e ainda não descobriu onde mora a fonte? Será F. Rodrigues tão burro, tão burro, que desconhece o Benfica, que é nada mais, nada menos, que o mestre-mor da violência no futebol, com um cadastro criminal riquíssimo, onde consta o assassinato de dois seres humanos? Ter-se-à esquecido desse drama, dessa nódoa nacional praticada pelo clube que também ele parece querer proteger?

E o garoto do secretário de estado  do desporto (com minúsculas), correspondeu airosamente apresentando percentagens de futilidades, como se estivesse a dizer as coisas mais importantes do mundo, quando não passa de um incompetente e vigarista? Isto é intolerável! Mas terá sido para parir escumalha desta natureza que os militares  de Abril lutaram contra o antigo regime? Valeu a pena?

Antes de continuar, fica já aqui exarado que não estou nada preocupado que me movam um processo, porque não há justiça no mundo que me obrigue a respeitar gente deste calibre. No tribunal, ou fora dele, nunca deixarei de pensar de acordo com a imagem que eles dão de si próprios, que é asquerosa, e indigna! 

Mas esta gentinha pensa que as pessoas são todas estúpidas, que não sabem distinguir um chico-esperto, de um homem inteligente?  São tão básicos que até o nome escolhido para a dita conferência não podia ser mais inadequado: conferência "Contra a Violência no Desporto"! Como sempre, preferiram a abstração (ou poeira para olhos) à objectividade, tal qual manda a cartilha vermelha. É assim que querem ser respeitados? Então respeitem-me a mim, e a milhões de pessoas como eu!

Já que optaram pelo tema da violência, quero refrescar-lhes a memória nessa matéria pronunciando um nome que lhes é querido, chama-se Benfica. É praticamente sinónimo de violência. Mas algo me diz que não me vão agradecer a gentileza. É que, além da violência, é um nome também associado à corrupção, e ao tráfico de droga. Que conste, é o único clube que justifica o nome escolhido para a conferência, não conheço outro.  Estão a ver como é tão simples o pragmatismo, ao contrário da abstracção de misturar todos os clubes, para baralhar, e dar de novo? Há que ser sério, porque generalizar actos desta natureza, é multiplicar a criminalidade e safar os principais autores.  No que me diz respeito, só aprecio a abstracção de artistas assumidos. A representação teatral política é a mãe dos maus Governos.

Manhosos como são os políticos, são mesmo assim incapazes de distinguir a inteligência, da banha da cobra usada pelos mercadores de feira. A inteligência é amiga da integridade intelectual, o chico-espertismo convive bem com a farsa. É extremamente difícil partilhar a honestidade com temperamentos manhosos, porque quando isso acontece não tarda que a máscara da vulgaridade caia e denuncie o portador. Os políticos estão sempre a confirmar estes factos, ainda que sem nunca o assumirem.  Reuniões como a de ontem no Parlamento, são uma perda de tempo, e contribuem perigosamente para a manutenção da violência e da corrupção. Foi apenas mais um falso processo de intenções que apenas pretendeu iludir os incautos. Os responsáveis pela balbúrdia actual vão continuar a deixar correr o marfim com a desonestidade de sempre. Mais do mesmo, portanto. 

A decisão mais sensata que tomei na minha vida, à excepção da primeira década dos anos 70, foi ter abolido das minhas obrigações democráticas o dever de votar. Os políticos não prestam, é verdade, mas não sou eu quem lhes alimenta a vigarice.

PS-Que vá para o raio que o parta Ferro Rodrigues, mais a sua intenção de legislar acerca da violência e a corrupção. A Constituição também legislou a Regionalização e de nada valeu, porque até hoje nada se cumpriu. A lei também proíbe a existência de claques ilegais e o clube que ele quer defender é o mais ilegal de todos. Vozes que nada valem, são isso mesmo: nada.