15 fevereiro, 2019

Somos, ou não, Dragões?

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Faltará fogo ao Dragão?

Das redes sociais ao silêncio do Dragão

Desde que as redes sociais surgiram na Internet e me registei no FaceBook, cedo percebi que a aparente facilidade em arranjar amigos era menos provável que  criar inimigos. Houve quem quisesse convencer-me que não era bem assim, mas eu mantive-me fiel à minha convicção e cancelei o meu registo. O tempo que me mantive registado não deve ter ultrapassado os dois mêses, se tanto. Nunca me arrependi.

Hoje, não falta quem não reconheça a inconveniência deste sistema de comunicação. Inicialmente parecia interessante, mas depressa se transformou num perigoso veículo de contacto social radicalmente contrário ao espírito próprio que caracteriza uma verdadeira amizade. Como é do conhecimento geral uma das maiores ameaças destas novas redes de comunicação é o acesso de gente perigosa, como vigaristas e pedófilos.

Há portanto uma grande diferença entre este meio de contactos e a blogosfera.  Se o Facebook (e concorrência) é mais dinâmico e popular que a blogosfera, também é mais anárquico, enquanto   que os blogues são temáticos, obrigam sempre a um objectivo, um controle personalizado do autor. Além disso, nas redes sociais há sempre tendência para o exibicionismo, tanto de homens como de mulheres. Acho ridículo, e nada ético para uma mulher que se preze, expor a sua nudez, quando para esse fim não faltam revistas próprias. Muitos usam-nas para dizer ao mundo que são gente "importante", e para isso ostentam os seus carros, os sítios idílicos onde passam férias, enfim tudo o que hoje simboliza  o estado decadente da sociedade.

Tudo isto para dizer que um blogger não escreve para se exibir. Assume o que escreve limitando-se a dar as suas opiniões sobre determinados assuntos. Não o faz para agradar a todos, nem para para ficar à espera que lhe digam o que deve fazer, e como deve. De qualquer modo, também tem o direito de se opôr contra o que o incomoda ou indigna.

Um dos temas que mais me têm absorvido desde sempre é o centralismo e a hipocrisia como ele tem sido discutido. Também me tem preocupado a falta de uma liderança forte no FCPorto, como acontecia num passado não muito remoto. Mas também me estranha que os adeptos e sócios do FCPorto estejam tão calados a este respeito.

Há um clube (o Benfica) que tem actuado acima da lei, prejudicando o FCPorto em todas as modalidades sem que quem o dirige se pronuncie sobre o assunto. Podemos argumentar que se isso acontece é porque o caso já foi denunciado e já está nas mãos do Ministério Público, mas isso pouco vale. Confiar na Justiça portuguesa é tão seguro como jogar na lotaria. A verdade é que os acusados continuam a mexer as suas influências aparentemente à vontade. Com ou sem a ajuda dos VAR's já se aproximaram do FCPorto, independentemente de erros nossos. Desculpem-me a teimosia, mas volto a questionar: e se perdermos outra vez o campeonato de futebol e das modalidades por interferência de arbitragens habilidosas? Que faremos? Estará reservada para esse momento (!Abrenuncio!) a voz do Sr. Pinto da Costa para defender o FCPorto? Tardiamente, outra vez?

Dizia ontem o Diogo Faria no Universo Porto, que confiava na Justiça. Talvez a juventude ou a inexperiência possa justificar tanta confiança, apesar da ironia que deixou passar... Eu já cá ando há umas boas dezenas de anos, já percorri muito mundo e tive alguns desgostos. Conheci muita gente, e dessas muitas, em algumas a integridade não era o seu forte. Actualmente as pessoas não são melhores. Os valores da ética e da boa educação esvaíram-se. A democracia conquistou-se, mas paulatinamente foi adulterada por políticos egocêntricos e perversos. Ainda podemos votar, é verdade, mas não temos opções credíveis. Os ditadores de hoje ainda vão resistindo à tentação de oficializar uma nova PIDE, mas andam por aí, cada vez mais descarados.

Se não lhes mostramos os dentes, não com um sorriso, mas com o esgar de animais enraivecidos prontos a asfixiar-lhes as goelas, não vamos a lado nenhum. E esta palavra mítica do "contra tudo e contra todos" que resultou enquanto tivemos um líder, num instante, não passará de um canto tímido de passarinho.

Então nós não somos Dragões?

Somos, ou não somos?
  



13 fevereiro, 2019

Estádio da Luz interdito? Ah! Hoje é dia das mentiras? Não é no 1 de Abril?

Estádio das Trevas encaixa melhor

Há notícias que dão vontade de rir. Outras, como a que saiu hoje no JN dá vontade de partir tudo (e  à bruta). O JN anunciava que o Conselho de Disciplina da FPF "castigara" o Estádio da Luz com 4 jogos de interdição pelo apoio às claques ilegais.  Pasme-se a utopia: como pode castigar-se uma claque que "não existe", segundo o próprio Benfica?! Não conheço país mais absurdo que este. 

São notícias que inspiram uma revolta incontrolável! São estes grandes facínoras do mundo obscuro do Benfiquistão que ainda dizem que é o FCPorto que anda a semear  ódio! Que resposta merecem? Mas o que é que andam a fazer, se não semear o ódio? Então não foram eles que forjaram o Apito Dourado? Quem foi então? Já se esqueceram? Que memória, para tão grandes vigaristas!

Mas alguém acredita que o castigo se vai cumprir? Acredito tanto nisto como na seriedade de António Costa, quando a poucos mêses das eleições, se lembrou de falar da Regionalização! Que lata! Mas, alguma vez neste país vergonhoso, onde a honra não existe no espírito desta gente, se interessaram pela causa regionalista? Então se a Regionalização era um objectivo a cumprir lavrado pela Constituição (desde 1976), e os governantes nunca se decidiram a avançar com ela, limitando-se a respeitar o que  já estava decidido, por que é que abortaram a lei, tratando de fazer à pressa um referendo viciado com essa única intenção? 

Haverá quem duvide que este processo de intenções não passa da habitual ratoeira da caça aos votos? É o que venho dizendo, estes gajos nem sequer sabem ser chico-espertos, quanto mais inteligentes!

Há quem ainda concentre a indignação nestes beligerantes, quem continue a falar deles, mas já estamos fartos de saber quem são, e como são! Fazem malfeitorias? Fazem sim senhor! E daí, qual é o obstáculo? Causam-lhes algum?

Será sem exigir, repito: será sem exigir o cumprimento da Lei que ela é respeitada? Às vezes dá a sensação que somos nós os criminosos! Então preferimos que estes bandalhos continuem a provocar, a insultar os portistas, o nosso clube na comunicação social, a prejudicar o FCPorto, e ainda queremos mais? Temos de os tratar bem ? Para quê? Para nos consumirmos com esta pouca vergonha em lugar de optarmos por decisões mais duras e mais determinadas, para nossa defesa e evitarmos ainda mais problemas? Acham natural esta postura contemplativa e silenciosa da SAD do FCPorto? Isto é Liderança? Não haverá aqui demasiada permissividade? 

Sempre pensei que o gabinete jurídico do FCPoto tivesse gente competente para lutar contra estes facínoras, mas afinal não tem. Consentimos castigos céleres, e injustos, ao nosso clube, o mais pacífico e disciplinado, enquanto os incendiários e assassinos das claques vermelhas passam incólumes sem serem devidamente punidos? Por que aceitamos isto? Queixar-mo-nos chega? Como? Se eles continuam como se não estivessem sob a alçada da Justiça?

Não, isto não é próprio de uma liderança forte. Depois, quem paga são os adeptos e os próprios atletas. É indecente. Se exigimos combatividade ao treinador e às equipas, por que não o fazemos a quem tem as maiores responsabilidades?

Não compreendo isto! Não vamos, já estamos a pagar caro tanta indiferença!


10 fevereiro, 2019

Esperemos que...



...  o clube dos corruptos não venha a ganhar este campeonato, porque os cartilheiros têm conquistado terreno com as facilidades do costume. Estão à vontade, como é claro. Era de esperar, o FCPorto SAD pouco ou nada faz para o evitar.  Pergunto-me quanto é que o polvo estará a pagar aos clubes que consentem 10 golos, sem terem vergonha pelo símbolo colado à camisola! Mas tudo isto também depende da capacidade dos jogadores do FCPorto e do treinador, já que com a coragem de Pinto da Costa e da SAD para defender o clube ao mais alto nível não podemos contar. 

Os jogadores já fizeram muito, porque o plantel não é propriamente recheado de grandes craques. Só um grupo restrito tem a qualidade que tinham os jogadores do tempo de Mourinho e de Vilas Boas, sabêmo-lo bem.

Sérgio Conceição tem feito verdadeiros milagres, e é  por isso que admiro o seu trabalho e não me atrevo a criticá-lo quando as coisas correm mal. Quem não se recorda do que os treinadores antecedentes (não) fizeram só tem de estar caladinho, e em vez disso, olhar com olhos de ver para os gajos que elegeram para governar o país.

Pela modo calado e escondido como actuam os altos dirigentes portistas percebe-se bem que não estão dispostos a dar o corpinho às balas. Nem faço ideia o que será se Francisco J. Marques e os que o acompanham no Universo Porto da Bancada dirão, caso este escândalo colossal venha a ser branqueado pela Justiça deixando que o tempo se encarregue de o fazer prescrever.

O país está a ser dominado por corruptos mascarados de democratas, mas são mais salazaristas que salazar (com minúsculas). É assim mesmo que eu penso. Convicta e assumidamente.

08 fevereiro, 2019

Como é possível isto? Estaremos todos a sonhar

"Tweet" após jogo com o Benfica vale suspensão a Afonso Figueiredo

Afonso Figueiredo foi punido pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) com um jogo de suspensão devido a uma mensagem publicada no Twitter após a partida com o Benfica, da primeira jornada da fase de grupos da Taça da Liga, que o Rio Ave perdeu por 2-1.
"Quando uma equipa 'pequena' assusta um grande, há sempre 'alguém' para os ajudar... Quando evoluis, Portugal? P.S.: dentro de campo não havia buracos", escreveu, então, o lateral-esquerdo na sua conta do Twitter. A mensagem foi posteriormente apagada.
Afonso Figueiredo foi ainda sancionado com uma multa de 580 euros
Portugal é de facto um país surreal. É talvez o único do mundo capaz de confundir a sua área e o seu povo com a área e o povo da capital. Em regime de exclusividade.  Mais.  Esse "país capital" tudo tem feito para ver no país real o pior inimigo. A continuar assim, mergulhado neste equívoco mental, sujeita-se a criar mesmo inimigos viscerais.
Pena é que o futebol, ou melhor, um clube de futebol chamado Benfica, bem como o pântano de corrupção que gravita à sua volta não tenha servido de tema para o programa A Circulatura do Quadrado (agora na TVI), onde o convidado de honra foi o Presidente da República! 
Será que nos tempos que correm a liberdade de informação estará condicionada apenas a quem se atreve a denunciar o Benfica, pela bizarra razão de se tratar do clube mais corrupto do país real?
Por este andar esses PIDES que por aí vegetam, como o que foi mandatado para castigar o Afonso Figueiredo vão-me trazer a polícia à porta. Tenho de me precaver...
PIDES! Nem todos foram presos, está provado e comprovado. Só podem ser descendentes da PIDE.

06 fevereiro, 2019

Os políticos são o pior que tem o país. Só pensam em si próprios.

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A Santa Casa acabou, regressa à política
Grande homem...Hàbil, não é?


Só mesmo os políticos, os que chegaram ao poder e os que ainda ambicionam lá chegar, entendem que estamos a ser bem governados. Só esses, e aqueles que directa ou indirectamente têm sido beneficiados, como recompensa eleitoral, e não como consequência de um desempenho governativo social e economicamente progressista . O resto, as pessoas que sentem na pele a falta de competência e de integridade dos governantes sabem perfeitamente que o país está cada vez mais desgovernado e contaminado pela corrupção. São os que sabem que é esta a realidade, e não a dos senhores políticos, os consciênciosos, os que vivem com a liberdade de nunca se terem vendido aos crápulas para sobreviver. Só estas pessoas sabem e falam com realismo! 

Como é possível acreditar em pessoas com responsabilidades que não merecem? Quando sabendo que a realidade não é aquilo que dizem contribuem para que haja cada vez mais descrédito, violência, desonestidade e hostilidade ?

O Presidente da República entendeu que explorando emocionalmente as fraquezas do povo, era o suficiente para o controlar e amansar. E assim o fez. Sabendo como são os portugueses, achou que falando-lhes ao coração, podia camuflar as suas próprias fraquezas e incompetências. Por exemplo, alhear-se do poder que tem sido dado a um cadastrado (L.F.Vieira) sobre  o próprio Estado (Justiça, Polícia, Banca) e instituições desportivas, desbaratando o exercício da magistratura de influência a que tem direito para as obrigar a agir correctamente. Não! Mantém-se calado, como se nada de grave estivesse a acontecer! Ele sabe que os beijinhos e os abraços conseguem derreter a bondade do povo, mas também a sua eterna incivilidade. E lá vai andando, entre os pingos da chuva!

Com o 1º. Ministro também não podemos contar. A balbúrdia em que se está a transformar a "bela" liberdade carece de ordem, e António Costa parece que está à espera de uma rebelião popular, ou de mais mortes, para perceber que a obediência à lei é fundamental para funcionar pacificamente. Nada disto o convence a deixar de intervir tardiamente, como é o seu estilo. Parece não lhe terem bastado os mortos dos incêndios de Pedrogão, dos assassinatos causados por adeptos do Benfica, das vítimas de derrocadas em pedreiras, enfim das desgraças que sabemos. Está a colaborar para que o país se desintegre permitindo o crescer das rivalidades clubistas para um patamar de ódio e de discriminação antes nunca visto. Há quem considere A. Costa um político habilidoso, e até pode ser. Mas isso não faz dele um político categorizado e competente. São predicados muito diferentes, e para actividades diferentes. Se há coisa que detesto nos políticos (e não só), é a tendência para a fraude e para a mentira.

A questão é esta: A. Costa já devia ter demitido alguns dos seus governantes. Um deles (só para falar do mais repugnante), é o Secretário de Estado Desporto, um tipo tão trapaceiro que me dá vontade de emitar o Madureira se me cruzar com ele em qualquer lugar. São estes farsantes que semeiam o ódio e apelam à violência. Se A. Costa não entende isso, então é também responsável pelo que o seu subordinado faz (e não faz quando devia fazer). 

Nos jornais, não páram de chegar notícias que apontam para um aumento galopante de doenças do foro mental na população. Não é para espantar, já que o país e quem o (des)governa tem estado a contribuir fortemente para que isso aconteça. Tantas são as incompetências que me dá pena ver o esforço feito por Francisco J. Marques e Pedro Bragança a denunciarem crimes e comportamentos inqualificáveis (como os da ERC), sem terem por trás a apoiá-los de modo mais visível a SAD do FCPorto. Algum apoio devem ter, acredito, mas seria muito mais personalizado e afirmativo se os membros da SAD dessem a cara para lembrarem aos adeptos que não são apenas meras figuras representativas. O momento (que já não é de agora) pede mais presença. De todos.


PS-Quem não gostar do que leu, não precisa de opinar se fôr para insultar, porque nada me impedirá de dizer aquilo que penso. Além de que os insultos e o anonimato são a prova provada que não merecem perdas de tempo. 


05 fevereiro, 2019

Bem merecido este gesto! Quando a justiça não tem vergonha estes contactos são merecidos

O líder da claque Super Dragões cruzou-se com Paulo Gonçalves, esta segunda-feira, num restaurante do Porto. Fernando Madureira dirigiu-se à mesa onde estava o antigo diretor jurídico da SAD e interpelou-o. O vídeo do momento logo chegou às redes sociais e, ao JN, Macaco contou o que as imagens não mostram

"Fui almoçar com a minha esposa e ele estava lá com um miúdo e outro homem. Fui à mesa deles e perguntei-lhe se não tinha vergonha de andar na rua... Um gajo que está acusado de corromper árbitros, jogadores e funcionários judiciais. Depois disse-lhe que ele [Paulo Gonçalves], tal como o patrão dele, devia era estar a almoçar no [Estabelecimento Prisional] Linhó, a comer de marmita e não ali", contou, ao JN, Fernando Madureira, também conhecido por Macaco.

Depois de ter confrontado o antigo dirigente do Benfica, o líder da claque dos Super Dragões sentou-se "a almoçar, numa mesa ao lado e depois ele saiu". Macaco rematou, depois, assim: "Foi uma abordagem, confrontei-o por ele andar a prejudicar não só o F. C. Porto, mas o futebol, a justiça...".
O encontro, refira-se, ocorreu num restaurante na zona da Foz, no Porto. O JN tentou ainda contactar Paulo Gonçalves, mas o advogado tinha o telemóvel desligado.
Nota de RoP: Por favor, não me peçam que censure a atitude do Madureira. O que Paulo Gonçalves fez não merece condescendência e muito menos respeito. Se a Justiça fosse mais corajosa não deixava um gajo destes em Liberdade. Em Portugal, tudo é possível. Não me espantaria nada se Madureira fosse incomodado pela dita cuja. As contradições são tantas que compensa os grandes criminosos (como salta ao olhos).

04 fevereiro, 2019

Não devíamos falhar nestes momentos, ma nada está perdido (a não ser 2 pontos)

Esta não veio nada a calhar...

Pode ser ignorância minha, mas ainda não ouvi, nem li, em lado nenhum por que é que o FCPorto não disputa os seus jogos à hora dos jogos dos rivais, e sobretudo por que é que sendo o único clube português apurado para os oitavos de final  da Champions Ligue, portanto obrigado a jogar mais vezes e a ter de realizar mais viagens que os outros clubes, não foi devidamente protegido com a calendarização e a hora dos jogos pela FPF! Se foi, foi mal!

Isto tem sido recorrente, e parece-me tudo menos sério. Os clubes deviam ter a última palavra nesta matéria , porque são eles os principais donos do negócio. Se não são, deviam ser. Mas para isso seria preciso que se entendessem, em vez de se deixarem  controlar por outros clubes e pelas televisões, como agora acontece.

Não estou a agarrar-me a esta questão só porque ontem não tivemos capacidade para marcar golos, apesar de termos jogado mais que o Victória de Guimarães! Não fomos suficientemente eficazes para meter a bola na baliza adversária, e para ganhar não basta dominar, é preciso afinar a pontaria e saber chutar bem. Eu acho que este é um problema velho nos jogadores mais antigos do plantel e que ainda parece não ter sido bem resolvido. Melhorou, mas ainda se mantem. O próprio Brahimi tem dias. Quando lhe dá para desligar... 

É essa uma das razões que me levam a apreciar muito a qualidade técnica dos miúdos dos Sub 15 e Sub 17, sobretudo os primeiros. Não só passam muito bem a bola (raramente falham), como sabem desmarcar-se com inteligência, e chutam e fintam com uma precisão e objectividade raras nestas idades. Seria estranho que não se tornassem em grandes jogadores daqui a alguns anos.

Sobre o jogo de ontem, foi pena que a "máquina" não estivesse afinada para não deixarmos aproximar o clube dos corruptos. Faltou essencialmente confiança! Quando vejo os jogadores colocarem as mãos na cabeça depois de chutarem é sinal que o nível de confiança está baixo e contagia o grupo. Eu, se pudesse, aconselhá-los-ia a não ganharem esse hábito. Os penalties também têm de ser marcados com confiança e para isso é preciso uma grande preparação técnica mas também psicológica! Todos falham, já sabemos, mas uns falham mais que outros, e nós não podemos entrar na resignação própria de calimeros, porque senão nunca mais nos livramos deste complexo.

É por saber que um bom número de jogadores que Sérgio Conceição herdou (meio plantel) traziam consigo defeitos próprios e outros causados por situações anómalas (sistemas de jogo e arbitragens tendenciosas), que admiro o seu trabalho. Duvido que nas mesmas condições outro fizesse malhor. Coisas que em nada contribuíram para formar jogadores intelectualmente fortes! Actualmente, melhoraram bastante, mas alguns ainda denunciam certos resquícios de um passado não muito distante, e outros mantêm essa energia positiva por personalidade própria. 

Está tudo em aberto, mas é preciso recarregar baterias, tanto a nível físico como (e principalmente), a nível psicilógico! Para terminar, devo dizer que não me agradou nada o alarme pouco animador de alguns comentadores do Porto Canal que antes dos jogos, de tanto procurarem prevenir os jogadores das dificuldades que os adversários podem criar acabam por fazer deles uns bichos papões como se tratassem de clubes de top! O Victória de Guimarães tem uma equipa arrumada, mas o Braga é bem melhor, e nós vencêmo-lo, sem o mesmo alarido! Acho bem "tomar caldos de galinha", para não facilitarmos mas exagerar pode ser um bom tónico para os adversários...   

03 fevereiro, 2019

Expurgar a Caixa

DOMINGOS ANDRADE*



Passa-se uma esponja nos milhões do passado porque não há tostões de presente. E embrulha-se tudo nas prescrições para fugir às indemnizações.





O contribuinte, o cidadão comum, pode ter dificuldade em entender quanto valem os erros de gestão na Caixa Geral de Depósitos. Mas pressente tanto como sente quanto lhe custaram. Mesmo que se invoque que as operações de recapitalização não foram apenas decorrentes dos créditos indevidos, num contexto de recessão que fez colapsar todo o sistema financeiro. É verdade, também foi, mas não chega para minimizar a gravidade do que a auditoria da EY revela sobre anos de desmando. E que deixa perguntas sem resposta porque as respostas são perguntas.
Ao entregar a auditoria no Parlamento, o atual homem-forte da CGD, Paulo Macedo, manifestou-se contra o julgamento dos seus antecessores na praça pública. E considerou inaceitável que qualquer pessoa que tenha passado pela Caixa seja agora apontada como culpada e com "cadastro". A questão é precisamente a inversa. Até agora, não houve qualquer responsabilização pelo que se passou. No dia em que se apurarem culpados, a separação do trigo do joio fica feita. Mas até lá, depois do tanto que a CGD custou aos contribuintes, não nos peçam para sermos complacentes e pacientes. Ainda mais do que temos sido.
Já passou o tempo de nos pedirem para termos cuidado a falar do banco público, invocando um interesse nacional na sua estabilidade. A Caixa está hoje estabilizada e os portugueses têm direito a saber o que se passou. Quem decidiu o quê? Com que grau de conhecimento dos sucessivos governos? E têm direito a que haja responsabilização civil e recuperação de todos os cêntimos que (ainda) seja possível recuperar. E têm, mais ainda, direito a que haja apuramento de responsabilidades criminais. Sem isso, ficará a habitual sensação de impunidade que nos faz confiar cada vez menos em quem zela pela coisa pública.
A Caixa já foi um problema político. Hoje é um problema dos políticos. É um caso de Polícia. Para lá do ruído, do jogo do empurra, do faz de conta que o Parlamento não é juiz em causa própria, é preciso que o Ministério Público faça o seu trabalho.
Aguardaremos pacientemente pelos resultados. Muito pacientemente.
* Diretor (JN)

01 fevereiro, 2019

RUI PINTO quebra o silêncio


Rui Pinto quebrou o silêncio pela primeira vez desde a detenção em Budapeste, assumindo a identidade de John, o whistleblower por detrás do Football Leaks. A entrevista, conduzida pela revista alemã Der Spiegel, cobre vários temas, entre os quais o envolvimento com a Doyen, as acusações de chantagem e ainda o Benfica.


Como conseguiu obter mais de 70 milhões de documentos confidenciais sobre a indústria do futebol? "Iniciei um movimento espontâneo de revelações sobre a indústria do futebol. Não sou o único envolvido. Ao longo do tempo, mais e novas fontes de informação foram aparecendo e partilhando material comigo e a base de dados foi crescendo. Isto mostra que há muita gente preocupada com este assunto",

Acusações de chantagem por parte da Doyen: "A única razão pela qual contactei a Doyen foi para confirmar a ilegalidade das suas ações, com base na quantidade de dinheiro que estivessem dispostos a pagar para que os documentos não fossem divulgados. Queria perceber o quão valiosos e o quão importantes eram os documentos para a Doyen. Achei que conseguia descobrir isso se soubesse o quanto a Doyen estava disposta a pagar pelo meu silêncio. Nunca foi minha intenção aceitar o dinheiro. Só queria expor a Doyen. Quis perceber quanto lhe ofereciam. Enquanto ele negociava, eu continuei a ler os documentos. Enquanto o fazia, dizia para mim mesmo: se os deixo comprarem-me agora, não valho mais que todos estes esquemas. Por isso escrevi à Doyen e disse-lhes para ficarem com o dinheiro. Não me pagaram um único cêntimo. O que fiz foi muito ingénuo. Olhando para trás, arrependo-me. Mas repito, nego ter cometido qualquer crime".
Suspeitas de que forneceu ao FC Porto emails incriminatórios do Benfica: "Não li nenhuma declaração das autoridades sobre uma relação entre mim e o escândalo do Benfica. Uma revista publicou a história do Benfica no outono passado. Isso mudou a minha vida. A minha fotografia estava nas primeiras páginas dos jornais por todo o país. A minha conta de Facebook e o meu e-mail foram inundados com ameaças de morte".
Como e porque lançou o site Football Leaks? "Sou fanático por futebol desde criança e já tinha percebido, desde o Caso Bosman, que o futebol estava a caminhar na direção errada. Os melhores dos jogadores jovens estavam a ir para as melhores equipas; toda a competição estava a dar vantagem aos clubes de topo. O grande impulsionador para mim foi o escândalo da FIFA em 2015. Além de todas as detenções que foram feitas na FIFA, vi que havia irregularidades em muitas transferências dentro de Portugal. Que mais e mais investidores invadiam o mercado. Comecei a recolher dados".
Porque está a resistir à extradição para Portugal? "Tenho quase a certeza que não terei um julgamento justo em Portugal. O sistema judicial português não é inteiramente independente; existem muitos interesses escondidos. Claro que há procuradores e juízes que levam o seu trabalho a sério. Mas a máfia do futebol está em todo o lado. Querem passar a mensagem que ninguém se deve meter com eles".
(Fonte: jornal O Jogo)

30 janeiro, 2019

Universo Porto da Bancada ainda é muito crente


Tenho especial simpatia pelo jovem Pedro Bragança, comentador do Universo Porto da Bancada. Goza de grande eloquência e de um raro sentido de urbanidade. Pelo menos, é essa a impressão que me deixa. Já não vou muito à bola do José Cruz. Tanto está a dizer coisas acertadas, como logo a seguir as estraga com adjectivações de louvor, quando deviam ser de repúdio. Talvez seja uma consequência de ter trabalhado muitos anos na RTP...  Adiante.

Ontem, ficamos a saber (de voz própria) que Pedro Bragança apresentou uma queixa à ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) por esta não se ter pronunciado sobre o comportamento execrável de Valdemar Duarte e as palavras repugnantes que proferiu na BTV contra toda a comunidade portista. Foi uma decisão louvável e de grande determinação, considerando a passividade de muitos jovens que em vez de agirem, se contentam com queixumes e críticas a quem faz o que pode.  

Esta atitude serviu de mote a um debate inspirado na ERC contra à qual Francisco J. Marques se manifestou com toda a razão e objectividade. O resultado era expectável (pelo menos para mim), chegou-se à conclusão que a ERC fugiu às suas responsabilidades poupando Valdemar Duarte de qualquer acusação com o tão usado, gasto e  maltratado "direito à liberdade de expressão", terminando a resposta responsabilizando o FCPorto, como não podia deixar de ser,  bem à laia de bom cartilheiro.   

Ora, esta reacção é legítima, mas tardia, porque não é apenas a ERC um organismo inútil e irresponsável, são todos os organismos ligados ao desporto. Estão todos contaminados pelo vírus Benfica. E não deviam. Portanto, a responsabilidade é sobretudo do(s) Governo(s), e da Assembleia da República, que sabendo o que está a acontecer, nunca tiveram a dignidade de se pronunciarem sobre a realidade actual desportiva em toda a sua dimensão, e não apenas no futebol. O Polvo tem como sede o Benfica, mas estende tentáculos em diferentes áreas. A Banca está também comprometida, a política e a comunicação social, idem aspas.

Considero portanto que ainda há demasiada ingenuidade da parte dos comentadores do Porto Canal. É tempo de perguntar ao sr. 1º. Ministro por que é que não demite o Secretário de Estado do Desporto e as próprias instituições do futebol. Por que é que ainda não falaram criticamente da FPF e da Liga.

Acham que são instituições competentes? Que não têm nenhuma responsabilidade nas decisões polémicas dos Conselhos de Disciplina e de Arbitragem? Não terão nada a ver com o assunto? Por que é que tardam tanto a concluir que o país está contaminado pela irresponsabilidade ao mais alto nível? 

Que raio, não são precisas lupas gigantes para topar vigaristas tão transparentes. Se acham que o Governo ainda merece respeito, então andam cegos, ou demasiado crentes, e então só daqui a uns mêses vão denunciar o que aqui já estou farto de escrever. 

É complicada a tarefa, porque é colossal, mas o ataque tem ser feito ao ponto mais alto do poder e não aos subalternos, porque esses continuam a sentir-se confortáveis com o silêncio dos mandantes e vão fazendo pela vida, nem que seja continuar a corromper.

De qualquer modo continuo a apoiar o programa Universo Porto da Bancada, mas penso que estão a ser demasiado pacientes com o regime. É o regime o principal responsável, é por aí que têm que caçar a presa, porque se assim não fora nem sequer seria necessário chegarmos a esta situação vergonhosa.    

PS-Para que não haja interpretações distorcidas repito o que sempre venho enfatizando: o senhor Presidente do FCPorto e respectiva SAD deviam encabeçar com outra frontalidade esta luta desigual contra o sistema, mais que não fosse para transmitirem aos adeptos e associados outra segurança. Assim, comportando-se como corta-fitas lembrando Américo Tomás, cai mal. Muito mal.  


29 janeiro, 2019

Só por estas singelas e corajosas afirmações, merecias uma estátua, Ana!

ANA GOMES

Ana Gomes voltou a abordar a detenção de Rui Pinto, o alegado hacker dos emails do Benfica, realçando a importância de averiguar o "interesse público" do conteúdo divulgado pelo suposto pirata informático. No espaço de comentário de que dispõe na SIC, a deputada do Parlamento Europeu disse estar à espera de ver a justiça portuguesa solicitar a colaboração de Rui Pinto.


"Quem tem que analisar o caso é a justiça portuguesa e as de outros países eventualmente envolvidos. Está em causa apurar a ilicitude de determinadas práticas e, depois, o interesse público da informação divulgda. Não tenho dúvida nenhuma de que há gente interessada em dar essa imagem e até mais interessada em pôr as mãos naquilo que ele [Rui Pinto] ainda possa ter para revelar. O advogado diz que ele tem colaborado com a justiça francesa, com a alemã... Espero é que seja solicitado pela justiça portuguesa a colaborar", assinalou a eurodeputada, prosseguindo:
"Ainda na semana passada, em Espanha, o Cristiano Ronaldo chegou a acordo e foi obrigado a pagar 19 milhões de euros. E graças ao Football Leaks o Estado espanhol está a recuperar milhões de euros de alguns jogadores. Em Portugal o que aconteceu? Estranho, não é? Não tenho notícia de que tenha acontecido alguma coisa... Ouvi dizer que, eventualmente, o processo E-Toupeira resulte de informação do Football Leaks, não necessariamente da informação trazida a público pelo Rui Pinto. O caso E-Toupeira é um daqueles casos que põe toda a gente intrigada. Como é que é possível levar o assessor jurídico e um funcionário conivente com ele a julgamento e não levar a entidade para quem trabalhava o dito assessor jurídico, que era a SAD do Benfica? Isto tem de ser visto à luz da apreciação que os tribunais façam", atirou Ana Gomes.
Nota de RoP: O título que escolhi para este post é tão eloquente quanto  dramático para o nosso país, por apenas esta mulher, esta política, ter tido a dignidade (e coragem) que mais NENHUM outro, de qualquer partido, ousou mostrar. 
Conclusão: temos uns políticos de merda (é a palavra certa). 

28 janeiro, 2019

Taça da Liga, uma Taça amaldiçoada por Pinto da Costa


O modo como o FCPorto deixou escapar o troféu da Taça da Liga foi mais uma vez penoso. Um momento de desconcentração de Oliver foi fatal, quando pouco faltava para terminar o jogo e trazer a taça para casa. Assim, arrastou a decisão para a marcação de penalties, processo azarado para grande parte dos nossos jogadores.  

Sabemos que os penalties fazem parte do jogo, que é preciso treiná-los com regularidade, como quaisquer outros aspectos técnicos, mas justamente por termos assistido nos últimos anos a alguma má sorte na hora de decidir, impunha-se preparar também o lado psicológico da coisa. Isto acontece a todos, mas já tínhamos vivido esta amarga experiência, e uma vez mais não tivemos força mental para meter a bola na baliza. 

Há, no entanto um por(menor) ou (maior) que não esqueço, com o qual nunca concordei e que poucos ousam falar (para não beliscarem o nome do Sr. Pinto da Costa), que é da responsabilidade exclusiva do Presidente. É que foi ele o primeiro a desvalorizar a importância da Taça da Liga! A causa factual foi ter sido criada para favorecer o Benfica, o que é a mais pura verdade. Como Presidente, e para evitar problemas, penso que o senhor Pinto da Costa só tinha duas alternativas sensatas antes de tornar pública a sua opinião: ou recusava participar na competição alegando desinteresse pelo mesmo - caso fosse legalmente permitido -, e nesse caso assumia-o coerentemente, ou então, calava-se. Assim, não deixava nenhum pretexto para influenciar os jogadores. 

Falando como falou, pense-se o que se pensar, não pode garantir que com a atitude negativa que tomou não ter transmitido aos jogadores pouco entusiasmo pela disputa do troféu! Pelo contrário, Sérgio Conceição nunca alinhou pelo mesmo diapasão, e quis ganhar. Não o conseguiu, é certo, mas ninguém pode dizer que foi durante o seu tempo de treinador do FCPorto que os jogadores ouviram falar desse desprezo pela Taça da Liga. Foi muito antes. E vários jogadores do plantel actual já jogavam no FCPorto com o "vírus" anti-Taça da Liga na cabeça. Se foi, ou não, essa a causa, ninguém pode garantir. Agora, por mais razões que possamos ter, não é só o Sérgio Conceição que tem de levar com o pesadelo dos pénalties da Liga... Pinto da Costa nunca devia ter menosprezado uma prova que sabia não poder recusar de participar.

Haja paciência, mas o nosso Presidente já foi um grande líder. Errava, mas errava pouco. Mas nos últimos anos só fala quando não deve, e mantém-se calado com assuntos mais sérios.    


27 janeiro, 2019

A bosta da corja

Domingos Andrade
(Director JN))


De repente, o país onde não se passa nada, onde se vive por ver viver os outros, o país da anomia coletiva e da normopatia individual, do zé-povinho, do fiado, do comer e calar, do respeitinho é muito bonito, do silêncio agastado da escravidão face às elites, no interior ou no litoral, de repente, escrevíamos, o país perde o filtro e parece entrar numa espiral de loucura coletiva, confundindo intervenção cívica com falta de civismo.

Não pode ser normal achar que se pode tudo, sem consequências. Mas aparentemente pode. Dos casos de polícia à polícia dos casos. Bombeiros que tentam em fúria invadir o Ministério. Um assessor do Bloco de Esquerda achar que pode falar da "bosta da bófia", mesmo que seja só um assessor, sem responsabilidades políticas, certo, mas ainda assim um assessor de um partido, no calor dos distúrbios no bairro do Jamaica, em Lisboa, sobre cujos verdadeiros problemas de pobreza e de abandono ninguém parece estar interessado em discutir. Um comentador desportivo de um clube com carteira profissional de jornalista, ambos pessoa singular e pessoa coletiva, responsável e responsabilizáveis, tecer os insultos que lhe apetece sem que ninguém intervenha e sem que ninguém, também aqui, queira discutir políticas de exemplo transversais que de uma vez por todas comecem a resolver o maior rastilho de violência subterrânea que atravessa a sociedade portuguesa.

O corolário da demagogia é Assunção Cristas ter de perguntar ao primeiro-ministro se condena ou não a violência em Lisboa. E o primeiro-ministro responder à pergunta com a afirmação interrogativa sobre a cor da sua própria pele. É a casa da democracia no seu melhor de alheamento face aos problemas que o país enfrenta.
Não pode ser normal. Mas o caminho que começamos a trilhar de perda de referências comporta maiores riscos do que aqueles que aparentemente vemos. E não pode ser normal que o país dos brandos costumes vire as costas a comportamentos que geram comportamentos, que geram outros comportamentos, numa espiral de violência suicida.
A prazo, seremos todos a bosta da corja.


25 janeiro, 2019

Paulinho, com que então estão a matar o futebol! Ainda não percebeste que são gajos como tu que o matam?


Ó pá, a ti trato-te por tu, não por amizade de amigo antigo, mas sim pelo desprezo que te dedico por defenderes o indefensável. Devias ter vergonha se um dia fores pai (se é que já não és) e transmitires aos teus filhos o teu exemplo de vida. Processa-me e vais ver se me calo
no tribunal. Experimenta.  

23 janeiro, 2019

Do futebol à política, a distância é curta

O ex-presidiário e vigarista Luís Filipe Vieira, cujo brilhante cadastro parece agradar aos benfiquistas - a avaliar pela forma resignada e obediente com que o toleram como presidente do seu estratoesférico clube -, não consegue abrir a boca sem se denunciar. É o comportamento típico dos chicos-espertos, ou dos chalartães, se preferirem. Este denuncia-se porque a inteligência foi logo toldada à nasçença pela veia criminosa. 

Estava para dizer que é preciso ter lata, mas isso era ser  demasiado  condescente com alguém que já nasceu com a lata toda no sangue. Então não é que este energúmeno está a virar-se contra os árbitros só porque agora estão afrouchar-lhe o colo? Será que há juízes com coragem para deixar em liberdade um tipo com este currículo e que ainda por cima se auto-incrimina por sofrer de estupidez crónica?

Bem, não podemos isolá-lo deste mundo imenso de gente "recomendável". A Caixa Geral dos Depósitos  foi uma grande escola de gente de contas. Vejam quem por lá passou:

Tudo gente impecável, eternamente inocentes


Diz o JN de hoje que a CGD (Banco Público) teve um nível de imparidades acima de outros bancos portugueses e
todos estes lordes por lá passaram... Como não acontecer competências destas no futebol?

Há uma solução óptima para abafar tudo isto: é lançar sobre o PIRATA RUI PINTO (com letras grandes) a culpa
de tudo! A RTP e Cª. e praticamente todos os media já passaram ao ataque. É o Rui Pinto, foi ele que inventou o crime
em Portugal.

21 janeiro, 2019

Vá lá, ainda há polític(a)s com a coluna vertebral no seu lugar. Parabéns Ana Gomes!

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ANA GOMES
"Rui Pinto pode ter feito um tremendo serviço à comunidade", diz eurodeputada Ana Gomes
Este domingo à noite, a eurodeputada insistiu: "Ele [Rui Pinto] é uma das fontes do Football Leaks, um dos maiores atos de denúncia pública e de corrupção no mundo do futebol. Estamos perante um pirata informático, que eu gosto de chamar 'lançador de alertas', que conseguiu acesso a informação grave sobre esquemas de corrupção e que comprometem o futebol e o crime organizado ligado ao futebol. O Rui Pinto correu tremendos riscos, sofreu ameaças de morte porque há interesses poderosos", disse.
Ana Gomes acrescentou ainda o que considera ser o papel primordial que espera da Justiça: ""A justiça tem de perceber que é da sua responsabilidade proteger a pessoa investigada. O Rui Pinto pode ter feito um tremendo serviço à comunidade. O processo e-Toupeira também resultou da denúncia que a justiça portuguesa encontrou no 'Football Leaks'", finalizou. "A justiça terá que apurar o que se passou, mas não aceito que taxem o rapaz de criminoso sem que a justiça faça o seu trabalho", afirmou este domingo, ma SIC, a eurodeputada Ana Gomes. Recorde-se que ainda esta semana,através de uma partilha na rede social Twitterdefendera que Rui Pinto, o alegado hacker dos emails do Benfica, "expôs corrupção bem entricheirada.
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TRISTE PAÍS O NOSSO

TRISTE PAÍS O NOSSO

"O interior está a morrer." Esta é uma frase que ouvimos há décadas. Há décadas que nos queixamos do centralismo bacoco, trucidante e exacerbado deste pequeno país, em que temos uma Capital que absorve tudo, alimenta todos e trucida tudo o resto. 


Agora, através de um relevante e pragmático estudo, podemos constatar com realismo as diferenças abismais entre Lisboa e o resto do país. Com esta diferença abismal de tratamento, quais são os jovens loucos que se atrevem a ficar no Interior? Muito poucos. Só mesmo os loucos. Infelizmente.

Lisboa é a capital e o resto continua a ser paisagem. Este estudo apresenta provas.

“Portugal é um dos países mais centralizados da OCDE”, diz um estudo da Associação Comercial do Porto. E apresenta números para provar a “tragédia do centralismo”. Sabia que o Estado entrega à administração local apenas 10% da despesa pública total? E que metade das compras públicas são feitas por entidades localizadas na Área Metropolitana de Lisboa? Para resolver isto, uma das propostas é criar na AICEP um “Conselho das Regiões”

Associação Comercial do Porto (ACP) quis ir ao país real ver como está o Estado da Nação. Concluiu que a descentralização continua a ser uma miragem e apresenta todas as provas das desigualdades regionais num estudo com o selo da Universidade do Minho. Afinal, parece que continua a ser válido dizer que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem.

Feito o diagnóstico da “tragédia do centralismo”, esta estrutura que reúne 2 mil associados, entre privados e empresas, representando 80% do PIB da Região, também aponta soluções para Portugal encontrar “um modelo de organização do Estado que seja justo, equilibrado e moderno”. 

Um exemplo? “Devem ser avaliadas as barreiras à entrada de PMEs no mercado da contratação pública, nomeadamente no acesso às plataformas de contratação. Para a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a proposta é criar um “Conselho das Regiões”.

O estudo “Assimetrias e Convergência Regional: Implicações para a Descentralização e Desconcentração do Estado em Portugal”, realizado por uma equipa da Universidade do Minho liderada por Fernando Alexandre, só será apresentado ao público terça-feira, mas o Expresso, antecipa já 10 conclusões sobre a distribuição regional dos serviços do Estado e da despesa em bens e serviços e sobre a descentralização orçamental. E também avança 7 propostas da mais antiga associação empresarial portuguesa para o país.


CONCLUSÕES

1) Portugal é um dos países mais centralizados da OCDE, tendo alocado à Administração Local apenas 10% da despesa pública total, o que compara com percentagens superiores a 30% em países como a Alemanha ou a vizinha Espanha;

2) Com a crise financeira internacional de 2008, o peso da Administração Local na despesa pública voltou aos mínimos dos anos 90 (11%);

3) As receitas da Administração Local mantiveram-se praticamente inalteradas desde 2004, tendo até sofrido uma quebra de 4%;

4) Entre 2010 e 2016, as transferências do Estado para os municípios diminuíram 23%, com destaque para a redução de 34% no Algarve;

5) Desde 2010, os municípios tentaram compensar a quebra nas transferências do Estado com um aumento das receitas próprias (+11%). E em 2016, as despesas correntes foram quase 2,5 vezes as despesas de capital dos municípios;

6) Entre 2004 e 2016, o peso das receitas fiscais aumentou de 33% para 38%, e o peso das transferências diminuiu de 45%, para 38%;

7) 49% do valor das compras das administrações públicas (central e local) é realizado por entidades localizadas na Área Metropolitana de Lisboa;

8) As entidades da Administração Central localizadas na AM Lisboa representam 64% das compras públicas;

9) As empresas localizadas na AM Lisboa representam 77% das vendas totais a entidades da Administração Central, 62% das vendas ao Estado e 40% das vendas a entidades da Administração Local;

10) As entidades da Administração Local mostram ser mais eficientes na contratação pública relativamente às da Administração Central, quando se medem os desvios do preço pago em relação ao preço contratado.

PROPOSTAS:

1) Promover uma distribuição geográfica mais equilibrada das empresas fornecedoras do Estado. Dada a importância dos serviços públicos nas economias locais, nomeadamente através das compras públicas, é essencial deslocalizar e/ou desconcentrar serviços da Administração Central que são responsáveis pela maior fatia da despesa em bens e serviços;

2) É também essencial rever o modelo de compras públicas, de forma a garantir maior igualdade entre empresas nacionais no fornecimento de bens e serviços do ao Estado;

3) Devem ser avaliadas as barreiras à entrada de PMEs no mercado da contratação pública, nomeadamente no acesso às plataformas de contratação pública;

4) Aumentar as receitas próprias dos municípios, de forma a aumentar a resiliência das regiões a choques externos e a implementar estratégias regionais de desenvolvimento. Como? com mecanismos como a transferência da responsabilidade de receitas do Governo Central para a Administração Local, designadamente através do aumento das percentagens do imposto sobre o rendimento (IRC E IRS);

5) No âmbito deste reforço das receitas próprias dos municípios, atribuir a derrama municipal aos municípios que contribuem com os seus recursos para as atividades de empresas com sede noutros concelhos, em particular Lisboa;

6) Criar um “Conselho das Regiões”, da AICEP, de forma a garantir uma maior transparência e mais informação sobre as condições de competitividade da economia, a par de uma maior concorrência entre regiões por esse tipo de investimento. Depois, nos projetos que procuram Portugal como destino, seria preciso definir valores mínimos para o investimento e postos de trabalho que passariam a ser analisados por este novo órgão, de forma a garantir que os investimentos possam localizar-se nas regiões que oferecem melhores condições de competitividade;

7) Reforçar a articulação entre a AICEP e as agências de investimento local como a InvestPorto e a InvestBraga.

A Confraria das Aldeias e Aldeões de Portugal está a preparar também um dossier para apresentar ao Governo com dados e propostas para alterar a realidade existente.

Sentimos que estamos a morrer, com tanto valor existente, com tanto para potenciar, com tanta paixão para amar, mas este centralismo criminoso, que nos obrigam a alimentar, é verdadeiramente desolador.


Fonte:
Associação Comercial do Porto