No próximo dia 22 de Janeiro,5ªfeira, pelas 21.30h, terá lugar no Clube Literário do Porto, a quarta reunião da Associação de Cidadãos do Porto, que terá a seguinte agenda:17 janeiro, 2009
4ª Reunião ACdP
No próximo dia 22 de Janeiro,5ªfeira, pelas 21.30h, terá lugar no Clube Literário do Porto, a quarta reunião da Associação de Cidadãos do Porto, que terá a seguinte agenda:16 janeiro, 2009
Poesia "à moda do Porto"
Mulher Lua
Não quero acreditar que seja possível
Ironias da vida
15 janeiro, 2009
Grupo de Joaquim Oliveira despede pessoal
Rigôr toponímico camarário...
Primeiro, disseram que o assunto estava a ser resolvido, a seguir, alegaram o atraso, devido ao facto de não disporem de elementos biográficos suficientes sobre o meu avô para inserirem nas novas placas. Alguns mêses depois, disseram que tinham encomendado as placas a uma empresa espanhola mas que esta ainda não as tinha fornecido por exigirem o mínimo de 500... Finalmente, e depois de ter apresentado (em forma de ultimatum) uma derradeira reclamação, lá colocaram as placas.
Uma excelente forma de, mais uma vez, não dizer nada...
O presidente da Câmara Municipal de Gaia, Luís Filipe Menezes, rompeu ontem com a quase unanimidade regional em torno da futura gestão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, considerando que a autonomização desta estrutura relativamente ao aeroporto de Lisboa poderá não ser a melhor solução para o Norte do país. "Tenho muitas dúvidas de que uma empresa regional possa colocar o aeroporto do Porto no circuito dos grandes aeroportos internacionais", disse o autarca.
Curiosidades


TV no século XIX
Falei do assunto em casa e todos se riram. O que era compreensível, porque o jornal em questão era um semanário altamente sensacionalista (para a época; hoje há muito pior) e portanto toda a gente de bom senso desconfiava da matéria que "eles" publicavam.
Mas, imagine-se: à sua maneira sensacionalista, o semanário tinha razão. Como eu descobri muitíssimo mais tarde. E é neste ponto que vos levo, em viagem, ao reinado de D. Luís I, para vos apresentar um senhor chamado Adriano de Paiva Brandão (1847-1907).
Paiva Brandão matriculou-se aos 14 anos na Universidade de Coimbra (isso era possível, então) e teve êxito na sua vida académica: aos 19 anos estava bacharel em Matemática e Filosofia e era convidado a doutorar-se na Faculdade de Filosofia. Para receber a borla e o capelo de doutor, teve de esperar pela maioridade. O seu padrinho na cerimónia foi o infante D. Augusto. Depois, prosseguiu a sua vida como docente na Academia Politécnica do Porto.
E onde entra a televisão em tudo isto?
Entra, passe o termo, em 1877, quando foram publicadas em Portugal as notícias sobre o telefone de Graham Bell. O Prof. Paiva Brandão interrogou-se: se era possível transmitir sons à distância, não seria igualmente possível transmitir imagens animadas?
Note-se que outros investigadores, na Europa, formulavam a mesma pergunta; portanto, Paiva Brandão não era o único nem seria talvez o primeiro. Mas a originalidade da sua teoria está em que foi o primeiro a propor o uso do selénio para um sistema de "telescopia eléctrica" - foi assim que ele lhe chamou.
Vem agora a parte mais espantosa da história: a teoria de Paiva Brandão não foi testada por ele e em breve caiu no esquecimento, juntamente com os estudos que o cientista publicou sobre o assunto. Só há relativamente pouco tempo o seu mérito de precursor foi reconhecido internacionalmente. Mas ainda não é, propriamente, algo que toda a gente saiba... E ouço já o grito de revolta: claro! Desgraçado país que não protege nem apoia os seus melhores cérebros!
Pois, mas desta vez, não é bem assim.
Os méritos deste homem foram reconhecidos: o rei D. Luís fê-lo conde de Campo Belo e par do Reino. E a culpa do desaproveitamento da teoria de Paiva Brandão cabe, exclusivamente, a um só homem: Paiva Brandão.
Que não mostrou qualquer interesse em fazer as experiências que poderiam comprovar o que ele demonstra teoricamente. E note-se que tinha a possibilidade de o fazer. Afinal de contas, era professor de Física na Academia do Porto e teria podido usar o Gabinete de Física. Mas - como salientou o Prof. Vaz Guedes - Paiva Brandão tinha formação coimbrã e, nesses tempos, Coimbra interessava-se mais pela especulação teórica do que pela prática.
E aqui está como um precursor perdeu grandes oportunidades. O que não significa que devamos ignorá-lo ou, sequer, censurá-lo. Em contrapartida, será bom retirar alguns ensinamentos desta história...
João Aguiar, Viagens na História
[Tempo Livre, Janeiro 2009 (INATEL)]
(Texto extraído do blogue Amar o Porto +)
14 janeiro, 2009
Urbaclérigos (Grupo Bragaparques), será de confiança?
Clique sobre as imagens para lerVisto de fora....
François Dumouriez, antes das invasões francesas.)
13 janeiro, 2009
B. E.- Bloco, é a favor das favelas?

Clique sobre a imagem do texto para ler
O Rui Farinas já aqui abordou este assunto. Hoje, é a minha vez.
12 janeiro, 2009
Jesualdo Ferreira e o actual Futebol Clube do Porto
O futebol, como desporto de eleição a nível mundial, pelo seu poder de atracção popular, é um dos temas que mais paixões desperta. As paixões trazem as críticas, as críticas os críticos, e os críticos, os críticos dos críticos. Talvez seja isto que explica a venda fácil dos jornais desportivos, incluindo a dos pasquins arbitrários que por aí vemos (que me recuso a ler, e ainda mais a comprar), sem ponta de seriedade editorial .11 janeiro, 2009
Erros do passado, erros do presente
Os segredos dos jardins
Numa das minhas habituais caminhadas pela Baixa, passei há dias pelo local onde havia, antigamente, o Jardim da Cordoaria. E digo que "havia" porque ele, que resistira estoicamente ao ciclone de 1941, deixou de facto de existir em 2001. O que existe agora, no Campo Mártires da Pátria, depois de uma intervenção arquitectónica mal sucedida, é um campo revolvido e destruído.
09 janeiro, 2009
Quarteto Cedron
Juan Tata Cedron
BOM FIM DE SEMANA! AGASALHEM-SE, E VÃO CURTIR A NEVE, TÃO RARA POR ESTAS PARAGENS.
Um Bastonário incómodo
Até prova* em contrário, considero o actual bastonário da Ordem dos Advogados o mais honesto que até ao momento conheci. Ninguém pode conhecer totalmente uma pessoa, sobretudo quando não privamos com ela. Contudo, como qualquer cidadão, tenho toda a legitimidade para dar a minha opinião (boa ou má) sobre aquilo que penso das figuras que, por vontade própria, um dia se sentiram aptas para desempenhar cargos de responsabilidade pública.Marinho Pinto, não foi eleito Bastonário da Ordem dos Advogados pelos seus pares mais poderosos, ricos e bem instalados na vida (nem sempre em razão da defesa de causas nobres). Marinho Pinto, deve a sua eleição aos jovens advogados que vêem o seu futuro comprometido por interesses instalados, compadrios de toda a sorte, e de esquemas sinuosos que lhes impedem o acesso a uma carreira profissional condigna. No lado oposto da barreira, coloca-se o conjunto de advogados tacitamente comprometidos, conscientes dos condicionalismos que uma nova reestruturação da Ordem pode colocar à ascensão rápida à fortuna. Daí, o incómodo indisfarçável, os ataques que a classe acomodada lhe continua a mover.
A intenção de reduzir o acesso indiscriminado à profissão, para a optimizar, bem como a proposta de alternativa aos que não a possam vir a exercer, é altamente louvável. As denúncias que faz, a recusa em cooperar com o actual status quo, de continuarmos a ter advogados a exercerem paralelamente a advocacia com actividades políticas, é, a todos os níveis, digna de registo. Nós, não estamos habituados a isto, estamos habituados ao silêncio da cumplicidade, aos yes man, a credibilizar quem menos merece.
Por tudo isto, digo: força Marinho Pinto, não esmoreças!
*Por prova, considero, exclusivamente, as genuínas, não as forjadas, como acontece muitas vezes. Não sei por quê, lembrei-me agora de uma prova"arranjada" à pressão por Inês Serra Lopes (filha do "ilustre" advogado de Carlos Cruz, Serra Lopes) com o sósia do ex-locutor para tentar ilibar o amiguinho e cliente do papá...
Mais um ministro do Porto complexado-Identificação e currículo

Data de Nascimento: 9 de Setembro de 1946
Formação e Actividade Académica
Realizou os seus estudos primários e secundários em alemão, na Escola Alemã do Porto (Deutsche Schule zu Porto), entre 1952 e 1962. Terminou os estudos secundários no Liceu Normal de D. Manuel II, no Porto, nos anos escolares de 62/63 e 63/64.
Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa entre 1964 e 1969, tendo-se licenciado em Direito. Enquanto estudante recebeu o prémio Gulbenkian para melhor aluno em ciências jurídico-económicas.
Foi docente do Instituto Superior de Economia, Assistente, entre 1971 e 1980, onde foi encarregado da regência e coordenador da cadeira Direito dos Contratos e Comercial.
Foi docente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Assistente, entre 1975 e 1987, onde foi sempre encarregado da regência da cadeira Direito Comercial.
Foi docente do Curso de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa, Professor Associado Convidado, de 1987 a 1993, onde foi coordenador e regente da cadeira Direito Comercial.
Foi docente do ISCTE, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, entre 1996 e 1997, onde regeu a cadeira Direito Empresarial.
Foi docente da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, de 1997 a 2002.
Proferiu várias conferências, nomeadamente na Universidade de Hamburgo, no Instituto Max Planck, no Instituto Jurídico de Macau e na Universidade da Ásia Oriental, na Ordem dos Advogados, no Centro de Estudos Judiciários, na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, sobre diversos temas jurídicos.
Actividade Profissional
Realizou o estágio de advocacia com o Professor Doutor José Dias Marques (1969/1971).
Está inscrito na Ordem dos Advogados desde 1971.
Trabalhou dois anos na Sociedade de Advogados dos Professores Armando e André Gonçalves Pereira, em 1971 e 1973, da qual saiu em 1973 para constituir a Sociedade de Advogados Jorge Abreu, José António Pinto Ribeiro, José Maria Martins Soares e Paulo Lowndes Marques.
Esta Sociedade dissolveu-se em 1975, tendo então constituído uma nova Sociedade de Advogados J. A. Pinto Ribeiro & Associados, com sede na Rua Duque de Palmela, em Lisboa.
Entre 1974 e 1990 foi assessor jurídico, responsável pela área internacional, do Banco Português do Atlântico, tendo liderado o processo de autorização de abertura da generalidade da rede de Agências deste Banco no estrangeiro - nomeadamente em Nova Iorque, Ilhas Cayman, Londres e Macau - e constituído o Banco Comercial de Macau.
Nos anos 70 a 90, prestou assessoria jurídica a inúmeros financiamentos estrangeiros a empresas portuguesas, ora como advogado dos Bancos mutuantes, Banco Comercial Português, Banco Totta & Açores, Banco Kleinworth Benson, Privat Banken (DK), Banco Comercial de Macau, S.A., Banco Chemical Finance, S.A., ora das empresas mutuárias, tais como a TAP, a Brisa, a Soponata, etc.
Esteve na base da constituição da SIBS, Sociedade Interbancária de Serviços, S. A., e da Associação Portuguesa de Bancos, cujos estatutos iniciais elaborou, e assessorou o Grupo de Carlo de Benedetti em Portugal, através da Cofipsa, SGPS, S.A., e da Cofir, Corporation Financiera Reunida, S.A. (Madrid)
Foi chamado a intervir em diversos processos judiciais em Tribunais estrangeiros, nomeadamente na República da África do Sul e nas Ilhas Cayman e nos EUA.
Foi, a partir de Setembro de 1985, representante da Associação Portuguesa de Bancos no Comité Jurídico da Federação Bancária da União Europeia. Presidiu a esse Comité Jurídico da Federação Bancária da União Europeia no quadriénio 1995/1998.
Foi o representante, na qualidade de Perito, do Estado Português na UNCITRAL (United Nations Commission on International Trade Law).
Elaborou vários projectos de diplomas legais para o Governo da República, para o Governo Regional dos Açores, para o Governo Regional da Madeira e o Governo de Macau, v.g. sobre empresas públicas bancárias, criação do IIPA, Off-Shore Bancário da R.A. da Madeira, Lei das Sociedades Comerciais de Macau e legislação atinente ao chamado Plano Mateus.
Representou o Governo Regional dos Açores quer na negociação do financiamento, liderado pelo ABN/AMRO Bank, à Região Autónoma dos Açores, quer na negociação com o Governo da República e a Caixa Geral de Depósitos, que conduziu ao reescalonamento da dívida da Região Autónoma dos Açores à Caixa Geral de Depósitos. Representou o Estado Português nas negociações que levaram à aquisição da Fábrica da Renault na Península de Setúbal e na alienação de participações do IPE no Grupo Renault Portuguesa à Renault, S.A. (France).
Liderou equipas que conduziram o processo de análise jurídica dos possíveis take over do Laboratório Euro-Labor pela Grünenthal, GmbH, do Banco Chemical (Portugal), S. A., para a Administração do mesmo (MBO), da Companhia de Seguros CGU International Insurance PLC, para a Victoria Seguros, S.A., e da Compal e da Nutricafés pela Caixa Capital, S.A..
Tem liderado equipas de análise jurídica de diversas emissões de papel comercial, ofertas públicas de subscrição, de venda ou de aquisição de acções e obrigações, convertíveis ou não.
Cargos que desempenha
Presidente da Mesa da Assembleia Geral de várias sociedades, nomeadamente, do Banco de Investimento Global, S.A., da Victoria-Seguros, S.A., da Victoria-Seguros de Vida, S.A., da Sofinloc, Sociedade Financeira de Locação, S.A., da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S.A., da Produções Fictícias, S.A., da Vicra Desportiva, S.A..
Foi administrador não executivo de várias sociedades, nomeadamente da Portucel, SGPS, S.A., entre 1997 e 2005.
Foi actualmente Administrador da PT Multimédia, S.A. e da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea-Colecção Berardo.
08 janeiro, 2009
A (in)cultura do ministro
Notícias da imprensa de hoje, informam os portuenses que este ano, tal como no ano passado, não terão ópera. O (portuense) ministro da Cultura anunciou ontem que o protocolo que o ministério tinha com a Casa da Música e com o Círculo Portuense de Ópera, não será renovado. Não serei directamente atingido, na medida em que não sou apreciador de ópera, mas se aqui levanto a questão é por imperativo moral. Por um lado, entendo que os muitos amantes de ópera do Grande Porto não merecem ficar privados desse espetáculo. Pode mesmo considerar-se que a decisão do ministro é uma machadada na actividade cultural da nossa cidade, já que espetáculos de ópera terão sempre que ser subsidiados, e não só em Portugal. Por outro lado é lamentável a ignorância demonstrada pelo ministro, ainda por cima quando se trata da sua cidade. Com efeito, o que diz Pinto Ribeiro é que a Casa da Música tem um orçamento elevado, e que se os portuenses querem ópera, a CdM que a faça. Subsidiar o Coliseu, como tem sido norma? O ministro diz que não, afirmando que esta sala funciona poucas noites por ano, querendo significar que não quer subsidiar um "elefante branco". Ignorância. O presidente do Coliseu diz que nos últimos anos a sala funcionou em média 160 noites, com quase 300 mil espectadores, o que a mim me parece bom. Acresce que a CdM não tem fosso de orquestra, o que é uma boa razão para não ter ópera. O ministro da cultura também aqui mostra a sua ignorância... O protocolo que o Coliseu tinha com o ministério, assinado no tempo de Manuel Maria Carrilho - um visiense que muito fez pelo Norte - significava a concessão de uma verba que dava para a produção de duas óperas. Agora acabou, o que também asfixia e põe em causa a continuidade do Círculo Portuense de Ópera.
Acho que já estamos habituados a ser prejudicados por originários do Porto (nem lhes chamo portuenses) ou do Norte, que vão para Lisboa, tornam-se "assimilados" e parece envergonharem-se das suas origens. Quando dispoem de poder são piores do que os outros, pensando que assim se elevam na consideração das elites lisboetas e se tornam "um deles". Apesar da habituação a estas aberrações, continuo a sentir revolta quando confrontado com situações deste género. Mas a revolta sobe mais quando tomo conhecimento de que o agora recusado subsídio do governo ao Coliseu, traduzia-se no equivalente a €15 por espectador. Para o São Carlos o mesmo governo dá o equivalente a € 311. Vinte vezes mais!
Fico à espera que um desses centralistas que volta e meia aparecem na blogosfera com comentários "situacionistas", nos venha explicar a razão destas discrepâncias escandalosas. Sim, porque eu tenho a certeza que haverá boas e fortes razões para isso, só que a nossa ignorância e tacanhez de espirito de provincianos, ainda não nos permitiu atingir a Verdade Absoluta, só acessível a quem respira o ar privilegiado da Capital.








