Victória da determinação sobre a arrogância. Ainda nada está decidido, um vigarista, é sempre um vigarista, portanto nada de euforias prematuras. Até porque, já sabemos que estamos a lidar, não com um vigarista, mas com uma organização gigantesca de vigaristas, protegida pelo regime. São factos, e quem quiser desmentir-me, seja lá quem fôr, desde o 1º ministro, até ao Presidente da República, que o faça à vontade, porque terá muitas dificuldades em provar-me o contrário.
Os próximos jogos têm de ser encarados pelos jogadores como se fosse uma final. Sem ansiedade, que só prejudica os objectivos, mas com muita determinação e inteligência. Já falta pouco, mas é preciso jogarmos muito concentrados e evitar cometer faltas que possam dar oportunidades aos árbitros cartilhados de "fazer as coisas pelo outro lado". Jogar durinho sim, não os deixar respirar, mas limpinho. Foi com a batotice de alguns árbitros que o Benfica conseguiu manter-se no grupo da frente, e vai ser assim que vão tentar recuperar nas próximas jornadas, contra nós e a favor dos vermelhos.
Herrera pode não ser muito assertivo, mas é de facto um jogador que deixa tudo em campo. Tomara eu que Brahimi tivesse o mesmo espírito colectivo e soubesse aceitar as suas próprias limitações... Não me fascina nada a sua tendência egocentrica, se em vez de querer fazer tudo sozinho, soubesse endossar rapidamente o esférico aos colegas melhor posicionados. A sua teimosia, ao contrário do que alguns defendem, causa-nos mais embaraços que benefícios, porque, se contabilizarmos os prós e os contras, concluiremos que tudo acaba com a entrega da bola aos adversários, dando-lhes muitas oportunidades para contra atacarem. Já sei que não é consensual, mas às vezes fico com a impressão que o FCPorto joga com menos um jogador. Bloqueia muitas vezes a velocidade das jogadas dos colegas, em vez de a aproveitar para abordar a grande-área adversária com objectividade. Podia conquistar muitas grandes penalidades se não tivesse aquela tentação de travar, e ziguezaguear entre os adversários até cair e lhes entregar o jogo.
Fiquei surpreendido pela positiva com a boa forma de Marega, atendendo à sua ainda prematura recuperação física, o que pode significar a restauração do trio arrasador Aboubakar/Tiquinho/Marega para os tempos que se avizinham.
Cuidado, caldos de galinha, e muita concentração, são o remédio para atingirmos a meta final. A vontade está lá, e não vai mais faltar. Se os recentes desaires não foram mais do que a velha estratégia de dar um passo atrás para dar dois à frente, tudo bem, agora só contam as victórias.
Força Porto!


