07 maio, 2009

Pedreira da Trindade

Com relação a esta notícia, volto a reafirmar a minha convicção pessoal de que, enquanto a prioridade da reabilitação urbana do Porto não for atribuída às casas para habitação, não há Centros Comerciais ou hotéis de luxo que resolvam o problema. O donut em que o Porto está transformado, com o "buraco" alargado após e durante, a gestão de Rui Rio na CMP, não pode atrair turistas de modo a terem vontade de voltar. Os law-cost intensificaram a visita de muitos estrangeiros ao Porto, mas as entidades oficiais pouco ou nada fizeram para tirarem partido dessa oportunidade.
Não acredito de todo que o insucesso do Trindade Domus Gallery se deva, como consta do artigo, ao processo de insolvência do empreendimento, é tão só uma desculpa completamente esfarrapada da parte do proprietário. Assim como não acredito que, se tudo continuar na pasmaceira actual, outras ruas e locais da cidade, que estão a tentar reagir à desertificação com algum sucesso [casos de Miguel Bombarda, Galerias de Paris, etc.], venham, mais tarde ou mais cedo a sofrer as consequências.
O Porto Grand Plaza, inicialmente propagandeado como um centro comercial de eleição, foi um bluff, mas, mesmo que não fosse, o resultado seria o mesmo: um fiasco. Não tarda muito, fecha.

Anedotário nacional

Manuel "Maizena" Pinho descobriu novo 'cluster' na exportação de insultos
O ministro da Economia disse anteontem que o deputado do PSD, Paulo Rangel, tinha de "comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta", depois de uma polémica sobre o dever de isenção do presidente da AICEP. Esta declaração de Manuel Pinho foi o maior product placement do portugal democrático e faz parte de uma estratégia para promover sectores chave da economia nacional através, de insultos como "tens de fazer muito time-sharing na Quarteira antes de falares comigo", "levas com um isolamento de cortiça na fuça que até levantas voo" ou "comigo vais de carrinho da Autoeuropa". MB

Maria de Belém tentou curar amnésia de Dias Loureiro à pancada

Na terça-feira, a Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN, Maria de Belém, moeu Dias Loureiro com pancadas e calduços para tentar que o antigo gestor da Sociedade Lusa de Negócios recuperasse a memória. "Cheguei-lhe a roupa ao pêlo e espetei-lhe o dedo com força no fígado como aprendi, respectivamente na reportagem do Nuno Rogeiro sobre Guantánamo e no Astérix", confessou a deputada socialista. Apesar disso, Dias Loureiro permaneceu amnésico. "Não me lembro do que comi ao pequeno-almoço nem de o Nunes Liberato já me ter telefonado sete vezes esta manhã, a perguntar se sempre quero continuar a ser Conselheiro de Estado". MB


Rui Santos quer Câmaras em manifestações da CGTP para saber a verdade
política


Rui Santos lançou uma petição online para que a política deixe de usar certas e determinadas situações facilmente manipuláveis para aproveitamento eleitoral. "Vital Moreira espancado? Foi insultado? Foi só uma entrada dura por trás a papel químico mas sem intenção? Não pode ser! O Martim Moniz se quer ser uma catedral do protesto tem de possuir a tecnologia do olho de falcão. Temos de meter chips e pintar os sindicalistas com tintas, invisíveis a olho nu, que apenas são detectadas por câmaras de infravermelhos, para determinar as suas posições a qualquer momento no terreno da manifestação", defendeu Rui Santos. JH

Telescópio do Benfica capta imagem do título de campeão

O objecto mais longínquo alguma vez descoberto, uma estrela que explodiu à 13 mil milhões de anos-luz, foi captado pelos telescópios do European Southern Observatory. O feito foi rapidamente esquecido em prol da descoberta, ainda mais fascinante, da possibilidade do Benfica se sagrar campeão nacional, objecto ainda mais longínquo descoberto pelo João Gabriel com recurso a telescópio de enormes dimensões construído com o bigode de Chalana. O mesmo telescópio encontrou, nos confins do espaço-tempo, o buraco negro para onde foram sugados, nos últimos anos, centenas de jogadores, dezenas de treinadores e milhões de euros do Benfica. VE
[Fonte: jornal Público, IP]

Coisas do Porto e do Norte (links/JN)

Desempregados de manhã ganham emprego à tarde depois de protesto
A caça ao voto, made in Portugal

Radares da VCI não estão a multar aceleras
Ontem, dizia-se que não passavam multas aos infractores, e ninguém assumia responsabilidades, incluindo a Câmara do Porto. Está tudo bem.... Votem em Rui Rio

Pedreira da Trindade nas mãos da Justiça
Tudo dentro dos "conformes"...

06 maio, 2009

Menu da semana:Farinha Maizena* com guerrinhas de tachos

Há por aí uns intelectuais, com metástases do medieval, conectados directa ou bifurcadamente, com os bastidores pestilentos da política, que se lerem o que vou dizer a seguir, terão dificuldades em contornar os pífios argumentos do costume para defenderem a sua dama, que é como quem diz, a vergonhosa reputação que gozam na opinião pública. Com banalidades do tipo: "é muito fácil falar mal dos políticos e não fazer nada", ou, "por que é que, em vez de criticar, não se inscreve ou cria um partido político?"
É tão fastidioso responder à pobreza destes argumentos, quanto é crónica a má vontade dos inquiridores em aceitar o diagnóstico dos eleitores das suas prestações governativas. A única reacção popular aceitável [e respeitável] para os políticos, é a do voto eleitoral que os pode guindar ao Poder, o resto, é demagogia, ou populismo, como eles agora gostam de dizer. O voto, a seu favor, é o único mecanismo democrático que apreciam. A partir daí, terminou a sua ligação com as populações. Portanto, se quiserem saber o que penso sobre Suas Exas., é favor de passarem os olhos pelo que escrevi em posts anteriores.
Se, Sá Carneiro, fosse hoje vivo, ou aparecesse hoje no cenário político nacional, o mito que gravita à sua volta ruiria como um castelo de cartas e a figura de referência do PPD/PSD nem sequer existia. Por quê? Porque Sá Carneiro era um homem do Porto!
Conclusão simplista? De facto, à primeira impressão até parece, mas, rebobinando o "filme" do que tem sido a política em Portugal estes últimos 20/3o anos, nós, nortenhos em geral, e os portuenses, muito particularmente, teremos motivos para pensar o contrário?
Querem provas? Aí vai uma. Pessoas a quem até reconheço crédito e lucidez intelectual, como Vasco Pulido Valente, que disseca os ângulos mais variados da política, quantas vezes se deu ao trabalho de escrever sobre a regionalização ou, se preferirem, sobre a descentralização ou os efeitos terríveis da macro-centralização lisboeta?
Escrevo isto, porque não vislumbro nada de racional que me ajude a perceber a tentativa de Vasco Pulido Valente, e as "elites" de Lisboa, de desvalorizarem, sistematicamente, a figura de Paulo Rangel. Se calhar, é minha ignorância, mas o que é que, politicamente falando, Manuela Ferreira Leite tem de mais credível, que Paulo Rangel não tenha? A idade, ou a história curricular? Alguma destas condicionantes beneficiam Manuela Ferreira Leite? Pelo contrário, MFL tem um passado político hierarquicamente mais rico**, mas muito pobre em competências. Por que razão, então, não se quer dar o benefício da dúvida a um político mais jovem sem que lhe seja dada oportunidade para percorrer o seu caminho para poder mostrar o que vale?
Neste enquadramento, percebe-se o à vontade do banalíssimo ministro Manuel Pinho , para criticar com recursos a produtos culinários o vice do PSD Paulo Rangel, limitando-se a ir à boleia daqueles que dentro do próprio PSD, fazem exactamente o mesmo com o vice de MFLeite. Para não ficar mal na foto [mas ficou], Basílio Horta, ex-CDS/PP, segue o reles procedimento do ministro da Economia, - num acto de abjecta bajulação política -, dizendo que Paulo Rangel é arrogante e ignorante. Foi talvez a forma que encontrou de agradecer ao PS a drenagem da AICEP [Agência para o Investimento e Comércio Externo], do Porto para Lisboa, a que Sua Exa. Basílio Horta, faz o favor de presidir. É a porca da política descarada!
Não há dúvida que a vida continua óptima para estes pardais.
*
Maizena, foi o substantivo melhor que Manuel Pinho encontrou para engraxar Basílio Horta e despeitar Paulo Rangel. É pois, de depreender, que aquela marca de farinha culinária (e não de papas para bébés, como o ignorante ministro sugere), se sinta estimulada para lhe pagar uma choruda comissão pela publicidade. E assim se faz Portugal...
**
MFLeite, foi Ministra da Educação em 93/95 e Ministra do Estado e das Finanças no Governo do "foragido" Durão Barroso.

05 maio, 2009

O Palácio do Freixo

Não posso evitar uma sensação de desgosto quando vejo o belíssimo palácio do Freixo transformado em mais uma pousada do grupo Pestana. Penso que merecia melhor sorte, que estaria destinado a uma nobre função oficial, emblema da nossa cidade e da nossa Região. A sua alienação foi feita por alguém que é mais guarda-livros do que presidente da Câmara. As cidades têm uma alma que não pode ser tratada como um bem transacionável. Quem não o entende não pode nem deve ser presidente.

Sem embargo de se reconhecer que os presidentes têm legitimidade para tomar decisões, há casos - e este é um deles - em que seria louvável que fosse auscultado o sentir da opinião pública. RR não o fez e deste modo veio confirmar a sua falta de empatia com o Porto e, pior do que isso, confirmou que não compreende nem ama a cidade.

Irresistívelmente vem-me à memória um dos crimes culturais aqui cometidos: o "assassinato" do velho Palácio de Cristal, cometido salvo erro por volta de 1950, por um daqueles autarcas aqui caídos de pára-quedas como era normal durante a ditadura. Pese embora a eleição democrática, RR caiu no Porto de modo semelhante, e por isso mesmo tomou uma decisão idêntica - se bem que eventualmente reversível no futuro - à do coronel que, ao destruir um monumento único em Portugal, deixou a cidade mais pobre.

Um conselheiro de estado em apuros...

conselheiro de estado em apuros, mas solto, como convém.

Clicar aqui. É pouco, mas muito interessante.

Sinais dos tempos, ou decadência das civilizações

Está ainda muito longe, o dia em que Portugal começará a ser conhecido pela excelência da qualidade de vida das suas gentes. O mais certo, é que nunca chegue a alcançar tamanho prestígio. É um país com pouco espaço para a criatividade, um país de macacos de imitação medíocres e pouco exigentes. Quando copiam, quase sempre copiam mal os melhores exemplos dos outros países (Noruega, Suécia, Dinamarca) mas já capricham com os que não prestam.
Só um pequeno exemplo: gostava que de Itália soubéssemos "copiar" o bom gosto, a capacidade de divulgar o que de melhor produzem, a arte dos monumentos [e a beleza da mulher italiana], mas detestava que importassem clones de Sílvios Berlusconi e respectivas proles. Na vida, a ambivalência emocional está frequentemente presente, o que explica que gostar do dialecto napolitano (como eu gosto) não me obriga a apreciar a camorra daquela região do país, ou de qualquer outra. Receio bem que um dia destes apareça por aí um Silvio Berluconi à moda lusa, porque é a imitar a bandalhice que mais nos destacamos.

O "fenómeno" Berlusconi só é possível em democracias desregradas como a nossa e a italiana, onde a fronteira entre o civismo e a marginalidade é tão frágil, que se funde, e se torna numa coisa profundamente abstracta, permitindo o acesso ao poder de actrizes de pornografia, como Cicciolina (foi deputada), e de empresários sem escrúpulos, como o actual 1º. Ministro italiano.

Quando é a própria mulher de um 1º. Ministro [na foto atrás dele] a anunciar o divórcio, supostamente por não poder aturar mais as garotices do seu marido, em razão de uma escolha de candidatas ao Parlamento Europeu altamente condenável (modelos, e mulheres ligadas ao mundo do espectáculo), haverá mais comentários a fazer?

Ainda assim (e isso, é que é muito preocupante), há quem considere estes comportamentos perfeitamente normais...

O polvo

Barraqueiro, Keolis, Arriva e Mota-Engil unem-se para o metro

O polvo centralista estende tentáculos para a Metro do Porto. Tudo dentro da "normalidade"...

01 maio, 2009

Outra vez a porca da política, em todo o esplendor!

Em qualquer empresa privada que se preze (coisa, em vias de extinção), a incompetência e o absentismo, nunca constituíram argumentos para promoções de carreira ou para aumentos de ordenado. Pelo contrário, em último recurso, podiam servir de pretexto para despedimento por justa causa. Hoje, já não é bem assim, sobretudo no mundo maculado da política. Aqui, a corrupção aliada à incompetência, concedem prémios e servem de ponte para o enriquecimento meteórico.
Não é fácil por isso, para o cidadão comum, ver o mundo contemporâneo nas mãos desta gente sem escrúpulos, onde, como sempre, Portugal, não desiste de copiar os piores modelos de gestão governativa, até comandar o respectivo ranking . Mais difícil para nós, é participarmos passivamente neste jogo inócuo de suposta democracia, conscientes de que, por mais razoáveis e realistas que sejam as nossas críticas, os prevaricadores vão continuar impunes o seu caminho avassalador de auto-promoção política e económica, enquanto o povo pena.
O mais recente soco no estômago dos portugueses (mas, não o último), foi disferido ontem na "mui nobre" Assembleia da República com a aprovação da Lei do aumento de financiamento aos partidos políticos 55 vezes em relação à Lei anterior, aprovada em 2003 (22 mil euros), ou seja, mais de 1 milhão de euros! Como se pode comprovar, as Leis em Portugal servem mais para desfazer do que para fazer, tal como aqui escrevi ainda ontem em nota RoP. O populista definitivamente, não sou eu, mas os vigaristas são esses senhores. É dura a palavra, mas é para qualificar estes actos que ela consta dos dicionários, sem qualquer tipo de exclusão, sublinhe-se. Não será, portanto, tão cedo, que estes cavalheiros se livrarão da desprezível reputação que gozam junto das populações, podem estar descansados. E estão, sabemos nós, porque a dignidade é palavra que ainda sabem pronunciar - para salvar aparências -, mas da qual jamais tomarão o cheiro da sua essência.

Tão evidentes são os sinais de degradação moral e intelectual da classe política que, como diz hoje o Público no "Sobe e desce", «numa democracia normal, o gesto de António José Seguro seria vulgar, mas num sistema no qual a liberdade dos deputados está sob a alçada dos directórios partidários, merece ser aplaudido». Isto, porque aquele deputado socialista foi o único que teve a "coragem" de votar contra a referida Lei! Como impedir então o grande público de fazer generalizações quando fala dos políticos? Com exemplos destes?

Tenham muita paciência, mas pela minha parte, gostem ou não gostem, terão a consideração e o tratamento que merecem. Ou melhor, não será bem o que merecem, porque não tenho poderes para tanto, porque se tivesse, podiam ficar certos que a Liberdade conquistada com o 25 de Abril, não seria seguramente para Suas Exas...

30 abril, 2009

Diferentes perspectivas da escultura do Dragão Caixa



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Eleições à porta = Regionalização na boca

Conforme foi noticiado aqui, os 86 presidentes de câmara do Norte do país mostraram interesse em estabelecer um compromisso para avançar com o processo de Regionalização na futura legislatura. Ora, considerando que o Conselho da Região Norte [órgão da CCDR], é constituído por uma maioria do PSD, e que Manuela Ferreira Leite é avessa à Regionalização, como é que pode sair coelho por esta lura?
Declarações de Valente de Oliveira (PSD):
  • "Não estou nada de acordo com os que pedem moderação quanto à regionalização e acho até que este é um tema urgente".
  • "é preciso mostrar ao país que não queremos mais funcionários nem mais dinheiro, mas apenas que os meios actualmente atribuídos aos órgãos desconcentrados passem para os órgãos regionalizados".
  • "o referendo está feito para impedir a regionalização"

Declarações de Carlos Zorrinho (PS):

  • "é preciso um compromisso claro e suprapartidário, uma espécie de acordo de interpretação constitucional que permita ultrapassar a armadilha da regra da simultaneidade imposta pelo referendo que na prática impede a regionalização".
  • "o problema, é que o medo do Norte e o medo do Porto tem sido a agenda escondida que tem estado por detrás de todo este processo, sendo por isso inevitável a realização de um referendo legitimador".

Nota do RoP:

Muito bem. Ver para crer. Falar em legitimar em português político, quer dizer, legalizar transitoriamente, ou seja, até a dita Lei incomodar quem (o partido), na circunstância, detenha o poder. Depois, se for acaso disso, muda-se de novo a Lei, com a revisãozinha constitucional da praxe.

Garantias, meus senhores, precisamos de garantias. Esta, por exemplo: o que é que lhes acontece se voltarem com a Lei atrás? Volta tudo à estaca zero, ou estarão previstas punições para V. Exas. por incumprimento legal, ou de violação compulsiva da Constituição da República?

Será preciso lembrar que a Regionalização já foi imperativo constitucional em 1976 (artº.95º. (Regiões Plano)? O nº. 4, do artº. 3º. dita, para quem tiver dúvidas, que: "O Estado está submetido à Constituição e funda-se na legalidade democrática.

Cromos da semana (IP, jornal Público)

Rui Santos atribui queda de espectadores nas touradas à falta de verdade tauromáquica

A Associação de Criadores de Toiros de Lide está apreensiva com os movimentos anti-touradas registado de Viana do Castelo a Cascais, passando pela Póvoa de Varzim e Braga. Porém, mais do que culpar a sociedade, os responsáveis pelas touradas, devem, segundo Rui Santos, culpar-se a si próprios. "Não existe verdade na tourada. Enquanto o touro não tiver um chip, para se saber se as bandarilhas tocaram ou não no cachaço, a discricionaridade vai continuar e os aficionados vão continuar a afastar-se das arenas", explicou o comentador ao IP. " Vamos lá a ver, os ganadeiros são das pessoas que têm mais tempo de antena em Portugal. Mas assim que se começa a falar mal deles, ai, ai, ai, que não se pode. Que raio de democracia parlamentar semi-presidencialista é esta?", concluiu. VE


Luiz Felipe Scolari já começou a hostilizar o FCCabinda

Tal como começou logo a hostilizar o FCPorto quando chegou a Portugal, Luiz Felipe Scolari já iniciou uma campanha contra o FCCabinda, o clube do Norte de Angola, a cujo guarda-redes fez saber que nunca será convocado para a selecção. Pelo contrário, Scolari desfez-se em elogios para os dois clubes da capital, o Petro de Luanda e o Inter de Luanda, tendo com isso conquistado a maioria dos adeptos angolanos, que já começaram a pendurar bandeiras de Angola, da URSS e da OPEP nas janelas das suas casas. VE



Associação Ateísta Portuguesa contra endeusamento de Barack Obama por Mário Soares

Carlos Esperança, presidente da Associação Ateísta Portuguesa, está contra o alegado conúbio do Estado com a Igreja a propósito da canonização de Nuno Álvares Pereira, mas considera ainda mais grave o endeusamento que Mário Soares, Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa, tem feito a Barack Obama. "Para o Mário Soares, o Barack Obama é mais que um santo, é um messias, um deus vivo, o que em tempos o Vale e Azevedo significou para os benfiquistas ou a Sofia Alves para a TVI. Até os discípulos de Jesus Cristo tinham dúvidas de vez em quando. Mário Soares não. Para ele, Barack Obama vai salvar o mundo da crise, da fome, das alterações climáticas, da gripe suína e das declarações do João Malheiro", explicou Carlos Esperança, que manifestou ainda o desejo, por uma questão de compatibilidade com o cargo que ocupa, de mudar de nome para Carlos Cepticismo.VE

Links (JN)

Norte defende regionalização já

Demolição do Aleixo pode voltar ao tribunal

IPO terá maior serviço ibérico

Águas do Douro chegam poluídas a Portugal

29 abril, 2009

Autárquicas 2009

Entrevista de Elisa Ferreira ao PÚBLICO,

ler, aqui

Caixa Dragão & Escultura




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Para refrescar a memória ...



Há que não dormir em serviço. De vez em quando, só de vez em quando (para não nos enfastiarmos), é importante continuarmos a inserir testemunhos sobre a avaliação que os jornais (e muitos jornalistas) fazem do jornalismo democrático. Invariavelmente, é disto que vemos. Métodos jornalísticos ditatoriais, arbitrariedade, e sensacionalismo, ao melhor estilo das revistas cor-de-rosa.
Sempre que os ouvirmos falar de honestidade, de verdade desportiva, transparência e «valores», podemos reforçar a nossa convicção sobre a integridade dos seus pareceres, e também dos seus carácteres. Não me comoverei mesmo nada se os vir a todos no desemprego. E não nos contem histórias de embalar. Todos são responsáveis. Argumentar o contrário, vale o mesmo que a palavra de honra de uma prostituta num bordel.
Estas imagens podem ter alguma serventia para aqueles «ingénuos» (ou hipócritas) que insistem em não acreditar nas teorias da conspiração de Lisboa, contra o Porto. Devem viver noutro planeta. A guerra, meus senhores, é Sul/Norte, não o contrário. E foi-nos declarada há muito, em forma de provocação e insídia. Talvez um dia tenham a resposta que merecem.

28 abril, 2009

... um pobre com uma camisa lavada

Há pessoas das quais se diz que "não podem ver um pobre com uma camisa lavada". Significa que elas são simultaneamente invejosas e convencidas, pois se convenceram de que só elas merecem ter acesso a bens e regalias que consideram deslocados e desperdiçados se possuídos por terceiros, mesmo que tenham sido legitimamente conseguidos.

Num plano colectivo, Lisboa é uma cidade a quem essa afirmação se pode aplicar. A Lisboa não basta ser a mais populosa cidade portuguesa e ser a capital, uma capital que ainda por cima até é doentiamente centralizadora, funcionando como um aspirador em relação aos bens produzidos em todo país. Lisboa não admite que nenhuma outra cidade tenha algo que ela não tem.

É assim que Lisboa tem inveja do Porto. O Porto tinha um Salão Automóvel de sucesso? Pois não descansaram enquanto o não levaram para Lisboa. O Porto tinha (e tem) um bom festival de cinema? Pois criaram um. O Porto lançou um importante festival de moda a que deu a designação nacional de Portugal Fashion, que óbviamente engloba Lisboa? Pois surgiu o festival lisboeta ao qual deram o nome de Moda Lisboa, para vincar que não querem misturas com os "parolos" do Porto. O FCPorto tem um domínio hegemónico do futebol português e ridiculariza os clubes da capital? Incapazes de serem melhores dentro das quatro linhas e não aceitando que outros os suplantem, inventaram o Apito Dourado acompanhado por um cortejo infindável de torpezas. Já que estavam com a mão na massa, e porque o Boavista é da mesma cidade e até já foi campeão nacional, aproveitaram para o assassinar.

A lista até talvez tenha mais exemplos, mas surgiu agora o último que é de um ridículo que certamente não só fará corar de vergonha os lisboetas honestos (que os há) mas também todos os portugueses. Que o Porto tenha um vinho que tem o seu nome, que é conhecido universalmente e é um dos grandes vinhos mundiais, era com certeza um insuportável espinho cravado no imenso ego da capital, que julga ter resolvido agora o problema ao conseguir que os vinhos da Extremadura passem a ser oficialmente designados por vinhos de Lisboa!

Sem comentários... !

Oportunidades que não perco

Ontem, como foi segunda-feira, substituí temporariamente a leitura do Público pelo Jornal de Notícias. A explicação é simples: o JN, às segundas feiras, sai com mais informação desportiva. Ponto. A partir de 3ª feira retorno ao Público.
Acontece que na entrega do JN ofereceram-me quase embrulhado o 24 Horas, o que me deixou de certa forma surpreendido. Pelo caminho pus-me a pensar no que estaria por trás de tanta "generosidade" e só pude tirar esta conclusão: crise nas vendas e imperativos de promoção (o que já não é de espantar).
Hoje, retomei a leitura do Público, e qual não foi a minha surpresa quando a menina do quiosque me perguntou se queria levar, de borla, o 24 Horas. Outra vez? Agora também com o Público? Ficou-se por aqui a minha estranheza pela repetição da situação, mas a resposta ao simpático brinde da empregada, não. Disse-lhe, gentilmente, para ficar com o 24 Horas, que não o queria levar, mas não lhe confessei que gostava um dia de o ver falido.
Não é por nada, mas é que a minha memória (para já) sai da vulgaridade, não é curta. Modéstia à parte...

Nostalgias erradas ou diagnósticos incompletos?

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"Transportámos até ao presente um
guilty pleasure, uma dificuldade em viver em democracia e compreender os seus limites. Nesse desconcerto sobrevive também um desejo camuflado de voltar ao tempo dos ditadores, onde se pode gozar a pouco recomendável liberdade de entregar a nossa responsabilidade a outros. Essa passividade está por trás da forma como desprezamos o sistema partidário e da forma como o sistema partidário evoluiu, afastando-se dos cidadãos e transformando-se num universo opaco, oligárquico."
Este pequeno trecho da crónica plasmada, resume uma reflexão respeitável sobre a realidade contemporânea do país, só pecando por alguma surperficialidade quanto à explanação das causas. Como na medicina homeopática, quando se pretende chegar à cura da doença, buscam-se as causas que a originaram, recomendavelmente, antes que ela se instale de vez no corpo (ou na mente) do portador, caso contrário, só resta o recurso aos fármacos tradicionais com os incontornáveis efeitos secundários que estas sempre comportam.
O silogismo aqui não é irónico, procura apenas estabelecer uma similitude entre diferentes situações realçando o que de comum há entre ambas, incluindo as respectivas consequências. Nesta perspectiva, o desejo camuflado de voltar ao tempo dos ditadores de que fala o autor do artigo, devia ser bem explicitado, de modo a sabermos o que é que, e quem, o provoca.
Numa democracia representativa, é abusivo deixar pairar no ar a ideia de que, quando os governantes falham, falha implicitamente o eleitor que o mandatou, porque a responsabilidade dos eleitos é diferente e infinitamente maior. Se, à posteriori, estes se revelam incapazes e desonestos, como pode o eleitor evitá-lo? E, quando o desempenho governativo não evolui, se pauta por crescentes e douradoras crises de mediocridade, com consequências gravíssimas na qualidade de vida das populações, como é possível evitar a tentação de um regresso ao passado nas suas mentes?
A vontade de um povo, não se controla com dissertações e terminologias de cariz político, como ditaduras ou democracias. É urgente "descobrir" algo mais do que a Liberdade de expressão a diferenciá-las. Tem de haver entre ambas, substância de conteúdo efectiva, traduzível, por exemplo, nestas duas frases: credibilidade nas Instituições do Estado, e qualidade de vida das populações.
Aceita-se, no entanto, o argumento do cronista sobre o desprezo popular pelo sistema partidário como justificação para a sua passividade, mas não me parece sustentável relacioná-lo de forma qualificativa com o discurso do Presidente da República, porque o eleitorado é também composto de memória colectiva e não é obrigado a compartimentar a figura de Cavaco Silva entre o que ele foi (e fez) no passado com o que é no presente. Os cargos são diferentes, mas a pessoa é a mesma.
Mais do que o protocolo, mais do que enfatizar, tout court, o discurso do Presidente da República, o eleitor deverá atentar às suas acções do passado enquanto 1º Ministro, e investigar até que ponto também ele deu o seu contributo para a situação que hoje o país está a viver. Por que razão os discursos dos Presidentes da República não devem ser escrutinados também pelo o seu histórico? Por carneirice? Se assim for , então, já não estamos a falar de Democracia, mas sim de pastoreio.

27 abril, 2009

Habemus Santo!

Ainda sob o efeito das fantásticas notícias dos últimos dias, e um tanto zonzo com o impacto que geraram no meu estado de alma, hoje, não me foi possível encontrar assunto que merecesse a pena abordar.
Não, não se trata de júbilo pelo 35º. aniversário do 25 de Abril, trata-se de um sentimento incontido de órgulho (com acento agudo no o) pátrio, pela canonização do oitavo santo de língua portuguesa: o santo Condestável Nuno Álvares Pereira!
Como não podia deixar de ser, a fonte de informação partiu da não menos santificada Lisboa e dos seus respectivos media, o que reforça a ideia generalizada do provincianismo bacôco reinante no resto do país, incapaz de acompanhar à altura estes fenómenos de genuína fé cristã. Levou tempo, mas valeu a pena! Habemus Santo!
Viva Portugal! Viva o país dos Santos!

26 abril, 2009

Descrição perfeita da realidade, ou populismo?

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25 de Abril no Luso




Outra vez Rui Rio, não!

Uma enorme ameaça paira sobre a cidade do Porto: concretizou-se a possibilidade de RR poder vir a ser eleito para um terceiro mandato. Os oito anos da sua presidência causaram uma paragem total no desenvolvimento natural do Porto, e ficaram a constituir uma nódoa negra na longa história da nossa cidade.
Rui Rio, mesmo se re-eleito este ano, não conseguirá matar o Porto, mas atrasará a sua evolução e, quem sabe, poderá colocar em risco a sua posição de cabeça da Área Metropolitana que tem o seu nome. Gaia está com uma dinâmica imparável e, sob o comando de L.F.Menezes, passou dum subúrbio pobre e decrépito para uma urbe que pode começar a competir com o Porto. Para já, passou a ser o concelho mais populoso do distrito, o que é significativo, como igualmente significativo é o facto de alguém como Belmiro de Azevedo não se ter inibido de lançar um alerta, verdadeiro cartão amarelo para RR, precisamente numa cerimónia presidida pelo actual presidente da Câmara.

Costuma dizer-se que " os povos têm o governo que merecem". mas têm igualmente o presidente da Câmara que merecem. É uma das vantagens da democracia mas é também um risco. Se os portuenses elegerem RR para um novo mandato e continuarem a ver a sua cidade a definhar, não se poderão queixar senão de si próprios, porque terá sido deles a decisão de cometer esta espécie de suicídio colectivo.