25 fevereiro, 2010

A ética de José Leite Pereira

Ainda há pouco, pudemos ouvir na comissão de inquérito para o caso Face Oculta, o director do Jornal de Notícias alegar enfaticamente questões de ética para não publicar o artigo de Mário Crespo, supostamente por sair do âmbito de uma simples crónica, e por esta se poder confundir com uma notícia sem direito a contraditório.
Passados poucos dias, num momento em que o FCPorto se aproxima dos primeiros classificados do campeonato e nas vésperas de um jogo importante com o Sporting, como que por milagre, lá vem outra vez à liça o nome de Pinto da Costa e do FCPorto em grandes parangonas nas primeiras páginas do jornal que já foi do Norte! Simples coincidência, dirão os eternos distraídos... Não, já não dá para acreditar meus amigos. Isto mais não é que uma outra manobra de diversão para desestabilizar o FCPorto. Mais. Tudo aponta para o chamado dois em um , ou seja, uma maneira de afastar a atenção do povo das grossas poucas vergonhas que invadiram a vida do 1º. Ministro e de alguns membros do Governo e, ao mesmo tempo, dar um pouco mais de «colo» ao clube salazarista.
Só porque um empresário [Luciano D'Oonófrio] está a ser investigado pela PJ e porque este negociou a venda de alguns jogadores do FCPorto, o director do JN considerou eticamente correcta a colação do caso ao nosso clube e ao respectivo Presidente... Fantástica prova de coerência ética, esta, não acham?
"Polícia no Dragão por causa de Baía, Barros e Conceição", foi este o título da 2ª. página que o jornalista de serviço anti-FCPorto, de seu nome Nuno Miguel Maia considerou mais adequado às exigências éticas do seu chefe... Por acaso, sem qualquer 2ª. ou 3ª intenção, resolveu anexar à notícia a foto de Pinto da Costa, aproveitando para lembrar que o Presidente do FCP continuava a ser investigado por denúncia de Carolina Salgado... Não satisfeito, talvez porque é preciso dar palha aos burros [que, sem ofensa, devemos ser nós], resolveu juntar-lhe as fotos de Rui Barros, Victor Baía e Sérgio Conceição...
Insaciável ainda, o empenhado jornal «do Porto», ocupou a 14ª. página [de Polícia e Tribunais] com mais uma foto de Pinto da Costa e com estas parangonas: Rui Santos chama Rui Rio para o defender de Pinto da Costa.
Se alguém teria dúvidas sobre a noção de ética do Director do JN José Leite Pereira, elas ficaram irremediavelmente desfeitas. Ou ainda há dúvidas?
Meus senhores, enquanto este lambe-botas estiver à frente do Jornal de Notícias nunca mais o compro. E vocês, vão comprar?

23 fevereiro, 2010

Nojo!

São 23 horas e acabo de desligar a TV. A curiosidade da presença do prof. Marcelo no Trio de Ataque de hoje, levou-me a começar a ver o programa. O nojo causado pelos 40 minutos que ouvi é indizivel. Só num país como o nosso é que é possivel este tipo de espectáculo vergonhoso exibido por uma TV estatal. Ficou claramente provado que a mudança de pivot , com a presença do desavergonhado Carlos Daniel, teve como única finalidade servir de muleta ao Vasconcelos no seu apoio ao pavão vermelho. Carlos Daniel não foi um moderador, foi mais um apaixonado e enviesado interveniente na discussão dos casos dos tuneis e respectivos castigos da Liga. Permitiu-se interromper o Rui Moreira e o próprio convidado - prof. Marcelo - quando eles expunham teses que iam contra as suas convicções de benfiquista e anti-portista primário.

Num país decente e civilizado, a direcção da TV estatal em que isto ocorresse, suspenderia imediatamente o funcionário e instaurava-lhe um processo por falta de idoneidade moral e de isenção profissional. Mas estamos em Portugal, onde espectáculos deste jaez são mais uma manifestação do descalabro moral e ético da maioria dos organismos do Estado.

Perguntar ao bandido se é inocente

Deixo para os snobs gananciosos do burgo a patética ilusão de viverem num país positivo. Não há nada a fazer quando se confunde o país com o umbigo. A «pátria» dessa gente tem fronteiras bem delineadas: a conta bancária, um faustoso emprego, mais o confortável espaço das suas casas. A verdadeira pátria  destes indivíduos resume-se praticamente a isto. Curiosamente, é a este género de pessoas a quem são encomendados pareceres sobre o estado da Nação. O "Prós e Contras" é só um dos paradigmas que atesta e prova o que acabo de afirmar. E todos - ou  pelo menos grande parte de nós -permitem que lhes enfiem o  «isco» pelas goelas abaixo, engolindo-o à força.

O futebol e as rivalidades que suscita é, para além do próprio espectáculo, um excelente veículo de observação de muitos paradoxos das sociedades actuais. Em Portugal, seguindo a tradição fadista de copiar o que de pior se faz no mundo, somos mesmo «bons»... Querem exemplos? Irei apresentá-los adiante,  mas antes quero colocar-vos perante um quadro imaginário mais radical para perceberem o nível de aberrações que o conceito informativo da comunicação social está a atingir.

O quadro imaginário que vou exemplificar é um tanto grotesco, mas talvez  por isso mesmo, ilucidativo. Então, é assim: imaginem uma quadrilha de ladrões ou assassinos mais ou menos grande, conhecidos naturalmente pelo exercício de práticas criminosas, começarem a aparecer em programas televisivos para debater a própria criminalidade para supostamente nos "explicarem"  a forma de a combater... Estão a ver?

O que seria natural da nossa parte, era perguntarmos se o país, incluindo os seus insignes orgãos de Poder, não estaria completamente louco. Pois é... Mas, se em vez de ladrões, colocarmos políticos a falar de política, como será? E se nalguns debates futebolísticos, como por exemplo sucede na RTPN, tivermos dois comentadores, um do Benfica e outro sportinguista a dar pareceres sobre o FC Porto, será razoável esperar comentários isentos ou, minimamente democráticos? Não, pois não? Pois, mas é isso que acontece nas nossas barbas, num canal que, só por mera  casualidade continua a fazer questão de nos lembrar que o N que tem no fim das 4 letras de identificação [RTPN]  já não é - como foi - de Norte mas «apenas »de Notícias... E, se para cúmulo da paranóia colectiva, tivermos um fanático benfiquista como Presidente da Comissão Disciplinar da Liga de Futebol, o que dizer? Pois é, mas não vos estou a falar de realidade virtual, fálo-vos da realidade pura e dura.

Só falta descobrir como reagiremos nós, se um dia destes uma SIC qualquer nos impingir programas de suposto interesse público com pedófilos a «recomendarem-nos» métodos avançados para protecção de crianças...

Quem com o silêncio os "absolve" [aos pedófilos], também pode promovê-los.

22 fevereiro, 2010

Foi só uma ilusão

Na noite passada tive um sonho curioso que quero partilhar com os leitores deste blogue.
Um tsunami tinha atingido a costa portuguesa, mas tratava-se dum tsunami que os cientistas chamam de "selectivo". A gigantesca onda apenas colheu gente ligada ao futebol. Foi o Ricardo Costa, o Madail, o Herminio, o Vitor Pereira, o Vieira. Por razões inexplicaveis, apenas dois árbitros, o Paixão e o Baptista. Pseudo-jornalistas e paineleiros foram alguns, entre os quais o Serpa, o Guerra, o Delgado, o Marcelino e também, segundo constou, o Cervan e o Vasconcelos. Ignora-se o que aconteceu a todos eles, e as opiniões dividiam-se. Uns diziam que tinham ido para o fundo do mar, arrastados para baixo pelos enormes pesos que tinham nas suas consciências. Outros argumentavam que isso não era possivel pela simples razão de nenhum deles saber sequer o que é ter consciência. Inclinavam-se mais para a hipótese de terem sido arrastados para uns ilheus desertos no meio do Pacífico, onde tentavam sobreviver comendo peixe crú e bebendo água da chuva, recordando com imensa saudade os restaurantes de luxo onde se reuniam para estudar e pôr em prática as estratégias destinadas a que o clube do regime fosse sempre campeão nacional.

Os novos dirigentes do futebol profissional decidiram então que os principais jogos da primeira Liga seriam dirigidos por árbitros estrangeiros de reconhecido mérito. Os árbitros nacionais ensaiaram uma greve de protesto, mas vendo que não conseguiam nada, desistiram e voltaram a apitar. Erros continuaram a ocorrer, mas com a diferença que deixaram de beneficiar sempre o clube da capital que havia sido pré-designado como campeão.

Acordei com a sensação de respirar um ar mais saudável, menos pestilento, mas logo caí na realidade e me rendi à evidência de que se tinha tratado de um mero sonho e não duma verdadeira operação de desratização. Infelizmente.

19 fevereiro, 2010

Ma Liberté/Serge Reggiani

Cano de esgôto é sinónimo de Portugal

Portugal é um esgôto a céu aberto. Políticos, juristas, magistrados e jornalistas estão no epicentro deste terramoto de lixo socio-económico, sendo os principais responsáveis pelo previsível aumento da injustiça social, da  pobreza e do consequente progresso da criminalidade dos próximos tempos.

Pessoalmente, atingi o patamar máximo da minha tolerância. Não há mais gente decente com respeito pelos valores éticos. A que há, está em vias de extinção. Proliferam, isso sim,  interesseiros e interesseiras facilmente vendáveis.  É a pornografia social na sua expressão mais cínica.

Percebe-se assim, a dificuldade que alguns têm em lidar com questões de carácter e a irresistível necessidade de as contornarem.. 

Hoje, só me ocorre reafirmar isto. Estou enojado.

Assim mesmo, passem um bom fim de semana. 


Também tu Brutus?

Fonte: http://www.publico.pt

«Rui Pedro Soares, administrador da PT que apresentou esta semana a sua demissão, terá ido a Milão em Junho do ano passado encontrar-se com Luís Figo com o objectivo de assinar um contrato de 250 mil euros por ano, na sequência do qual o futebolista apoiaria a recandidatura de José Sócrates, noticia hoje o semanário “Sol”.»

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17 fevereiro, 2010

Meritocracia, não é isto.

Se há coisa que me incomoda seriamente, é que alguém publicamente opine por mim sem o meu consentimento, e se há alguém que o faz frequentemente sem que os possa impedir, são os senhores jornalistas. A fasquia da arrogância desta classe está instalada tão alta, que nem se dá ao cuidado de pensar uns segundos nas atoardas patéticas que rabiscam nos jornais ou que deixam soltar pela bôca.

Seria importante que estes senhores, que tanto se empolgam com as ameaças à Liberdade se habituassem a explicar qual é a base científica das suas opiniões quando falam em nome dos portugueses. Vem isto a propósito de coisas como a que foi  ilustrada no jornal Público de ontem e que reproduzi neste post, bem como comentários como o do Sr. Sócrates e de alguns políticos [até da oposição], que consideram um orgulho para os portugueses a eleição de Victor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu. Ora, até prova em contrário consta do meu B.I. que a minha nacionalidade é portuguesa e contudo não sinto um pingo de orgulho nesta ocorrência. Tal como não senti nem sinto por Durão Barroso ter sido nomeado Presidente da Comissão Europeia.

É do conhecimento público que estas nomeações são puramente estratégicas e  decididas por membros representantes dos países poderosos para atingirem objectivos realmente importantes, como é o caso da Alemanha que perspectiva um alemão para a Presidência do BCEuropeu. Técnica e teoricamente, Victor Constâncio, como outros candidatos à vice presidência do BCE reunirão as condições básicas para o cargo, mas o facto da escolha incidir sobre o português, como incidiu sobre Durão Barroso para a UE, expressa mais uma garantia de obediência fiel às directrizes traçadas pelos países mais fortes [que são quem efectivamente manda] do que um voto de confiança na independência executiva do eleito. Por isso, só patriotas de inspiração scolariana é que se podem regozijar com estas patriotices. 

Não é aceitável que um jornalista se arrogue ao direito de retirar conclusões pessoais como se fossem opiniões de todos os portugueses. Pela minha parte, e contrariamente ao escrito pelo Público, esta nomeação não só não acaba com as vagas de críticas que foram  justamente dirigidas a Victor Constâncio, como fragiliza a confiança dos portugueses nos critérios selectivos e de competências da União Europeia. Uma das principais funções de Victor Constâncio enquanto Governador do Banco de Portugal era supervisionar o sistema bancário nacional, função essa completamente falhada pela não detecção atempada dos escândalos do BPN e BPP . Assim sendo, das duas uma. Ou a União Europeia anda a leste do que se passa na Banca Nacional, ou tem conhecimento, e prefere fechar os olhos à negligência do Governador  do BP para melhor o "controlar"... Não me parece pois, que se forem estes os critérios de avaliação da UE haja motivos respeitáveis para nos sentirmos orgulhosos.

Orgulhoso e pofundamente feliz deve estar Victor Constâncio. Trezentos e tal mil euros por ano de vencimento, extra mordomias, são razões quanto baste...

16 fevereiro, 2010

Isto basta para que o "engenheiro" domingueiro e os seus lacaios do Porto mereçam ser escorraçados de vez

«Desvio de dinheiro está a tornar-se intolerável, considera gestor do programa regional do Norte.


Ao fim do primeiro ano de aplicação do QREN, Lisboa captou fundos comunitários ao abrigo do regime do chamado "efeito difusor" no valor de 193 milhões de euros, dos quais 148 serão contabilizados como se tivessem sido investidos no Norte, Centro e Alentejo.

Além disso, e já que os fundos só cobrem parte do investimento, o Orçamento de Estado é chamado a cobrir a parte restante. De acordo com o Observatório do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o valor total do investimento propiciado pelo uso do "efeito difusor" ascende a 418 milhões de euros.

Este efeito, também chamado de "spill over", foi negociado entre o primeiro Governo de José Sócrates e a Comissão Europeia e diz que uma parte dos fundos comunitários dados pela União especificamente para desenvolver as três regiões mais pobres do país - Norte, Centro e Sul - pode ser aplicada em Lisboa, sob o argumento de que certos investimentos lá realizados têm efeitos benéficos sobre o resto do país. Em causa estão, sobretudo, gastos com a modernização da Administração Pública.»

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1495301

15 fevereiro, 2010

Uma tristeza!

Os jogos políticos que decorrem na capital deixam-me normalmente indiferente, pois tenho a sensação que se trata de eventos que se passam num qualquer pais estrangeiro que não me diz respeito. Esta é uma das consequências do centralismo selvagem vigente em Portugal: a perda de identidade nacional que atinge cada vez mais pessoas.

Este caso da liderança do PSD, no entanto, constitue uma das excepções na medida em que se antevêem fortes probabilidades de o seu futuro lider ser primeiro-ministro dentro de um prazo não muito alargado e, quer queiramos quer não, a população "extra Lisboa" está ligada - para o bem e para o mal - aquilo que se passar na capital.

Ainda não se conhecem os programas dos três candidatos, mas conhecem-se declarações, e há um ponto em que - previsivelmente! - eles coincidem. São todos anti-regionalização! Sim, porque um candidato que diz "eu sou pela regionalização, mas agora não", é anti, e além de anti é desonesto porque tenta disfarçar as suas verdadeiras convicções.

Aguiar Branco entende que nas prioridades para o Norte está a luta contra o desemprego e a retoma de confiança do sector empresarial, e que a regionalizão só deve ocorrer depois de terminada a crise económica. Penso eu, e pensa muita gente, que as regiões não agravarão a crise, antes pelo contrário, que a existência de Regiões contribuirá para reforçar aquela luta. Acresce que adiar as Regiões "até ao fim da crise" é atirá-las para o dia de São Nunca!
Conclusão: Aguiar Branco é anti-regiões!

Paulo Rangel pensa que em situação de crise, o que é preciso é centralismo.
Conclusão: Paulo Rangel é anti-regiões.

Passos Coelho entende que avançar agora com as regiões é "um risco demasiado elevado" , logo a regionalização terá de ser adiada.
Conclusão: Passos Coelho é anti-regiões.

E assim se confirma a minha tese de que não haverá regionalização porque os detentores do Poder a recusam, sejam quais forem os subterfúgios invocados. O presente Sistema não é auto-reformável, está mais do que provado. Será possivel fazer a reforma a partir do exterior? Como e por quem?

Efeito spill over? Não! Prefiro o efeito Texas

Conhecendo como conhecemos, a eficiência da Justiça em Portugal, será recomendável tratarmos de arranjar uns sofás bem confortáveis para evitarmos ter de aditar à crise graves problemas cárdio-vasculares, tão longa se adivinha a espera... É que, a dinâmica Junta Metroplolitana do Porto "já" formalizou as respectivas sete acções judiciais junto do Trinunal Administrativo e Fiscal do Porto pelo desvio de verbas destinadas às regiões mais pobres do país para a imperial Lisboa. A esta queixa, a Junta anexou outra endereçada à Comissão Europeia em Outubro de 2008! É caso para dizer que a Europa já não é o que era e que a União Europeia se deixou contaminar pelos hábitos laxistas dos portugueses.

Como refere hoje o JN, Lisboa parece querer copiar a impunidade criminal do Benfica, com uns túneis e umas comissões disciplinares da Liga a estabelecer a diferença entre os métodos de produção da burla. O Governo de Sócrates não desvia câmaras de vigilãncia, mas desvia fundos europeus. Segundo a mesma fonte, Lisboa em apenas um ano já absorveu 193 milhões de euros, 148 dos quais contabilizados como se tivessem sido destinados ao Norte... Tudo isto é justificado por duas "milagrosas" palavras: efeito difusor, ou se preferirem a versão anglo saxónica, o efeito spill over. Este efeito spill over é, de facto uma grande medida da União Europeia, porque ninguém melhor do que nós nortenhos sabe quanta influência tem produzido no desenvolvimento da nossa Região: está cada vez mais pobre. O que essa treta do spill over pretende objectivar é [para quem ainda não saiba], em poucas palavras, que as verbas aplicadas em Lisboa terão também reflexos positivos nas outras regiões do país. Nada mais falso e contrário à realidade dos factos.

Mas, que Lisboa está cada vez mais colonizadora e arrogante já nós sabemos, é coisa antiga. Agora, o que é preocupante é constatarmos que a União Europeia não controla devidamente, não só a aplicação desses fundos, como os resultados em termos de desenvolvimento regional, do dito efeito difusor. Descrer em Portugal já todos descremos. Se deixarmos de acreditar na bondade de pertencermos à União Europeia, iremos se calhar regressar aos tempos e às modas do  vêlhoTexas para resolvermos os nossos problemas.  À Lei da bala! Quem sacar do coldre mais rápido o revólver, será o manda-chuva da terra e quem sabe, talvez até sheriff... É que, os indícios mais recentes do efeito difusor que temos para apresentar são a sucção das corridas Red Bull para Lisboa, como também a recusa do acesso às corridas de fórmula 1 do pilôto portuense Álvaro Parente pela Turismo "de Portugal". Até ver, não temos melhores indícios do tal efeito spill over...

É por paradigmas destes que acabo por ver nos ataques unanimistas a Alberto João Jardim a mais profunda e sectária hipocrisia. Gostava de ver esses ataques dirigidos ao Governo central de Lisboa que nos tem sugado até ao tutano, tanto nos noticiários da televisão, como nas primeiras páginas dos jornais. E é pela mesma razão, que acabo por ter muito mais consideração pelo Presidente da Junta Autónoma da Madeira do que por esta garotada instalada no Poder na capital.

14 fevereiro, 2010

Escutas de última hora

Hoje, no caro restaurante Caviar Rico em Lisboa, alguém da minha confiança* gravou esta conversa entre o Presidente da Comixão Indisciplinada Da Liga, Ripardo Go$ta, e o Presidente Ovelhas, do Scorta Fisboa e Malfica:

-Então que tal amigo? Gostou do meu servicinho de ontem?

-És muito vaidoso Go$ta. Quem fez o trabalhinho sujo foi o Jáocinto no Caixão, não fostes tu! Tu só sabes mandar, e mal.

-Mal, Pesidente Fodite Vigueira? Então não invalidámos mais dois penalties limpos e descarados a favor do FCP e não permitimos o anti-jogo ao Leixões?

-Dizes bem, dois penalties descarados, tão descarados que é difícil manipulá-los. Quando fôr assim, tens de dizer ao Jáocinto no Caixão para se pôr a apertar os cordões das botas, ou a tirar  catotas do nariz. Agora, invalidar penalties mesmo a dois metros da bola é muito arriscado...

-O Pesidente disse Jáocinto no Caixão, mas ele não se chama assim, que eu saiba

-Pois é, seu incompetente, o gajo rouba tão mal que qualquer dia alguém lhe tira a tosse, topas?

-Ah, sim, o melhor é dar-lhe mais umas aulinhas de teatro. O gajo rouba muito, mas mal. Agora o que interessa, é que lá conseguimos surripar mais 2 pontitos aos andrades...

-Outra coisa Ripardo, para disfarçar, não será melhor decidires depressa essa coisa do castigo ao Hulk. Já lá vão 13 jornadas sem jogar e tu ainda não arranjáste nenhuma falcatrua legal de jeito para explicar o castigo. As imagens do túnel não prestam. Olha, qualquer dia a bomba rebenta-nos nas mãos. Se isso acontecer, já sabes, dou com a língua nos dentes e conto a toda a gente o biltre que tu és.

-Bem, o senhor Pesidente também não é coca que se cheire, não é...

-O que é que disseste imbecil? Repete lá isso, repete.

-Eu queria dizer, flor, senhor Pesidente, flor de coca-cola, não sei se conhece... Umas, que se dão muito bem em solos peneumáticos...

-Estou-te a estranhar,  cheira-me a bufo, mas não te iludas se pensas enganar-me. Já vistes os meus capangas, já menino? Arma-te em esperto e mando o Jarrão Cuvelho ou Pêdo Váconsêlos, fazer um filme com  o nome «Eu, Ripardo Go$ta». Ou pior. Obrigo-te a passares uma noite inteira com a Leomor Pinão para aprenderes a ser homem. 

-Pronto, pronto Pesidente. Prometo que me vou aplicar mais. Nós temos realmente que parecer pessoas sérias e isso não é fácil se continuarmos a roubar desta maneira. Vou já tratar de abrir uma escola de teatro para árbitros. Vai chamar-se: Árbitro bom, só árbitro lampião! Que tal, gosta do nome?

PS-Por motivos técnicos [a cassete acabou], não foi possível transcrever o resto da conversa, mas dá para entender que algo de promíscuo deve existir entre o Pesidente da Comixão Disciplinar da Liga e o SR. Ovêlhas do Malfica.

*De momento não estou a pensar escrever um livro, seguindo a exemplar inspiração de Mário Crespo.


12 fevereiro, 2010

Provocação, ou...



...como elegendo o Fado a canção "nacional" se deu início à decadência nacional. Por favor, tapem o nariz e desculpem-me o mau gosto. Hoje, não estou especialmente inspirado.

Bom fim de semana. No Porto, e com aroma à Porto.

Escutas. Verdade ou Ficção? Haverá diferenças?

-Capítulo I-
Alô? Alô? És tu, Ampónio Bosta?

-É o porteiro da Câmara Municipal de Fisboa!

-Ligue-me ao Sr.Pesidente, depressa! Fala o pimeiro-ministo!

-Eu vou passar, senhor ministo.

-Tô? Então, que queres pá?

-Quero que promovas um jantar convívio com a malta do Malfica. Fala com o Ovelhas. É preciso lamber as botas àquela gajada, temos de conservar o poleiro, as eleições estão à porta!

-Outro? Ó Pórcatas, não achas que isso pode dar m...da? Os gajos lá do Porto vão-se passar. Eles já descobriram a marosca do Sacana Flopes com a pipa de massa para a construção do Estádio dos Pus.

-Não interessa pá, os gajos lá em cima são um zero, são niente, capiche? Se tivermos os 6 milhões na mão a vitória está no papo.

-Okey, okey, tu é que mandas. Vou tratar do assunto.


-Capítulo II-

Tôo? Sim? Ah, és tu Ovelhas? Ó desculpe Pesidente, por momentos imaginei-me na Guarda, lá na serra profunda, com os pastorzinhos e as ovêlhas, perceve? Que saudades. Ôlhe, então  que tem para me dizer?

-Você é que sabe 1º Ministo. O senhor Bosta, da Câmara de Disboa ligou-me para convidar a família malfiquista para um jantar-comício, mas não disse quem pagava...

-É o partido, Luís Fodite, é o partido.

-Só um jantar? Não há mais nada?

-Com certeza caro Fodite Vigueira. Que tal um campeonatozinho, hem? Já não sabe o que isso é há uns tempitos, nã é assim?Mas, em troca, você tem de dar uma ajudinha agora nas eleições, percêve? Hé, hé, hé...

-Então o meu 1º. não sabe porque é que o Sacana Flopes se aguentou na Câmara, não?

-Oiça, rico, nós não estamos na tropa, eu  sou 1º. Ministo, está bem?

-Tá bem ministo, mas como é que você pensa oferecer-me o campeonato?

-Ôlha, primeiro, pode comprar os jogadores que quiser pelo preço que quiser  e da forma que quiser. Nós fechamos os olhos ao buraco financeiro do glorioso, e nem queremos saber onde e como vai arranjar o dinheiro... Depois, pode meter na Comixão Indisciplinada da Liga o benfiquista mais desonesto que encontrar e castigar os jogadores-chave do Porto à sua vontade...

-É pouco, meu primeiro.

-Não é meu 1º., é senhor 1º. Ministo, Ovêlhas.

-Como é que disse?

-Luís Fodite, queria dizer...

-Eu disse que era pouco, Ministo. Quero mais. Ou há verdade desportiva, ou não há votos...

-Então que tal, encher os jornais com o Apito Dourado, hem?

-Pôrra, já andam com isso há anos e não conseguem "limpar" o Bimbo da Costa. Inventem qualquer coisa, que eu já fiz o que pude. Comprei a Criolina, mandei fazer um livro, comprei o cineasta Jarrão Cuvêlho para fazer um filme e tenho na RTP o Carlos Infiel a manipular a programação desportiva. Também não sou de ferro, carago!

-Tá bém, tá bem, rico. Ôlhe, com aquele pequenino o Herpínio Porreiro, o da Liga, pode estar à vontade, é um verbo de encher. Não é do PS, mas é como se fosse. Esteja à vontade, ele o que quer é manter o tacho, percêve? A Liga é do Glorioso, okey? Ôlhe, não podem fazer umas malandrices nos túneis?

-Que malandrices, meu 1º.?

-Uns pirôpos à mãe do Hulk e do Sapunaru, por exemplo...

-Pirôpos? O quê? Assim uma coisa como: és boa como o milho? Serve?

-Não rico, não é isso. A inteligência não é propriamente o seu forte. Desculpe... Uns insultos mesmo. Uns f d pta, percêve?

-Ah isso? Pois, pois, bem lembrado. Temos lá um menino que é mestre nisso. O Fui Posta.

-Ah, aquele que andou a arrastar-se na Fiorentina e foi tratado pela comunicação social como se jogasse no Barça? Que sorte c'o gajo teve. Bem, afinal em que ficamos. A proposta serve?

-Bem, se calhar é pedir demais, mas por acaso o senhor ministo não podia mandar lançar uma bomba no Estádio do Dragão?

-Ó Ovelhas, você não acha que já está a abusar?

-Ó senhor Ministo, quem inventa Apitos, inventa Terroristas. O senhor pode dizer que se tratou de um atentado da ETA ou dos Talibans. Eles estão em todo o lado, não é...  

-Você não acha que o Procurador já tem trabalho que chegue?

-Ah, eu não sabia que ele trabalhava senhor Ministo

-Bom, o que interessa é continuar com o Glorioso a dar show, com os árbitros a levá-lo ao colo e com os gajos do Porto com a mordaça na boca. Isso é o que interessa. O Rui Pio, já sabe é cá dos nossos. Enquanto aqueles morcões lá em cima continuarem convencidos que ele é um gajo sério, não há problema. Continua caladinho que nem um rato, senão já sabe que nunca mais chega a 1º Ministo. Os gajos estão entregues à bicharada, não têm ninguém quem os acuda. Eh, eh, eh, eh!

-Bom meu 1º., está combinado. Olhe, não se esqueça do Braga, os gajos não há meio de perderem...

-O Rosé Pêdo Vácomsêlos já começou a preparar terreno no Trio de Ataque, já destilou os primeiros venênos. Vai ser fácil, vai ver. É preciso paciência. Mas, atenção, não se esqueça de votar no PêeSSE

-Viva o Malfica! Viva o PS, o PSD, o PCP, o CDS, o Bloco, os Verdes! Viva quem estiver connôsco e contra eles! Viva verdade desportiva à nossa moda! Viva!


Um Trio de Oportunistas

Bolas, já não peço que o homem da rua tenha de falar verdade 24 horas por dia, coitado, não sobreviria nesta sociedade tão rica em contradições. Nem que um político, pelas mesmas razões, não possa pontuamente omitir certas coisas. Agora, que nos peçam para considerar «normal» que os políticos mintam sistematicamente como mentem, isso não.

Dos 3 candidatos à liderança do PSD, é caso para dizer que venha o diabo e escôlha. O mais jovem, Pedro Passos Coelho, pode ser muito bom rapaz, mas não se lhe conhecem quaisquer ideias sobre a Regionalização. De Paulo Rangel, que ainda há poucas semanas, ou dias, afirmava a pés juntos que a sua candidatura estava fora de questão, ficamos a saber que é um seguidor da teoria [e da prática] que diz  que "o que é verdade hoje, amanhã é mentira".  Por último, Pedro Aguiar Branco, que ainda há umas semanas declarava para um jornal que a Regionalização não era uma prioridade, vem hoje afirmar no Grande Porto que é um regionalista convicto, mas não é capaz de esclarecer se está disposto a avançar com a regionalização, caso venha a ser eleito. Chama-se a isto falar sem dizer nada. É disto que temos na montra para escolher uma alternativa a Sócrates... Alguém notará alguma diferença entre as môscas rosas e as laranjas? Eu não. O que significa que a merda da vida em Portugal será a mesma, e que só as moscas podem eventualmente mudar de côr. Aqui chegados, alguém é capaz de perceber a bondade da democracia representativa? Alguns dos senhores serão capazes de dizer e explicar porque se sentem representados por tão promissores candidatos ao Governo do país sem fazerem de nós tolos?

Malditos «optimistas». Malditos conselheiros do "deixa andar, que assim está bem". São eles também os grandes responsáveis pela situação de profundo descrédito que abala o país. Quando digo país, excluo, obviamente Lisboa, como Lisboa exclui o resto do  país. Lisboa, tem pessoas, não tem robôts, embora o pareçam, por não quererem ver o país para lá das suas fronteiras, como um todo. Malditos também homens do norte, traidores e sem carácter. Deste trio de seguidistas, um é de Lisboa, dois são do Porto. Pelo discurso da tanga, enfadonho, conservador, repetitivo, fraco e submisso, uma só certeza podemos ter desde já: nenhum deles se aproveita.

10 fevereiro, 2010

Rangel a lebre de Rio...

até já tem na claque o "histórico"* Miguel Veiga.



* também existem os dinossauros, os mamutes, ...

Sr. Procurador, se não sabe, demita-se!

Em Maio deste ano completar-se-à o 3º aniversário do Renovar o Porto. De então para cá, pouco mudou no país e na nossa cidade, e se mudou, não foi seguramente para melhor. Para os optimistas, eternos serviçais do status quo, também nada terá mudado, porque para esses, por princípio e por fim, corre sempre tudo bem. Pela minha parte, terei de reconhecer que me enganei no diagnóstico quando criei este blogue. Não é só o Porto que precisa de ser renovado, é o país e o povo. Se o país deve ter o mesmo contorno geográfico é que já não tenho a certeza. Que os eleitores têm de rever os seus critérios de cidadania se quiserem melhorar o país, é incontornável. Se não o fizerem vão pagar cara a apatia.

Viver em Portugal, apesar do clima aprazível e da beleza natural, já só   é interessante para quem está de fora da realidade, por indiferença ou pura alienação. Para esses, tanto se lhes dá que haja corrupção como não, é-lhes indiferente desde que não belisquem o seu pequeno universo  privado. Para quem lê os jornais, e gosta de acompanhar as questões públicas, é saturante. O país não tem ponta por onde se lhe pegue. Senão, é pegar nos jornais e ver a rebaldaria que impera nas mais altas  instituições do Estado.

Confrontado com novos escândalos onde a figura do 1º. Ministro continua na baila, o  Procurador Geral da República queixa-se da falta de meios e de descoordenação entre as polícias de investigação. Por seu lado, a Polícia Judiciária reinvindica para o exercício de funções maior autonomia e os magistrados alegam  incompatibilidades com as prioridades da PJ. Isto, não é propriamente novidade. Há muito que as "comadres" do sistema judicial vivem de costas voltadas. Estas rivalidades entre corporações já vêm do tempo do Estado Novo. O que é dramático, é constatar que a Democracia não trouxe qualquer qualidade funcional ao sistema judicial português.

Marinho Pinto, o bastonário polémico da Ordem dos Advogados, referiu em entrevista à revista "País Positivo" que o sistema judicial foi subitamente ensombrado pela divulgação na Internet das escutas feitas a Pinto da Costa. «Não conseguiram condená-lo em Tribunal e agora estão a linchá-lo e a lixá-lo», acrescentou. Assim é, de facto. Mas, é estranho que só agora Marinho Pinto venha referir-se explicitamente ao caso Apito Dourado e a Pinto da Costa, quando a campanha difamatória contra o Presidente portista já dura há mais de 6 anos [começou em 2004]! Marinho Pinto, não me parece ser um homem intelectualmente vulnerável. Muitas das suas afirmações são credíveis e ferem os interesses corporativos dos seus pares, mas ao mesmo tempo parece dar sinais de alguma "permissividade" com o poder instituído, embora sempre tenha defendido o fim do segredo de Justiça. De facto, esta Lei é um verdadeiro aborto jurídico porque de secreta só tem o nome.

Como escrevi no post anterior, o nosso grande problema de hoje é não termos ninguém em quem acreditar, e isso, é efectivamente dramático.

Heroína do dia


Vi há poucos minutos a deputada do PEV eleita por Setúbal, Heloísa Apolónia, atirar à cara de José Sócrates o facto do PIDDAC para 2010 fomentar as assimetrias territoriais para refutar a demagogia, em que ele é useiro e vezeiro, do argumento de pedir para "explicar a um trasmontano o privilégio que está a ser dado à Madeira".

Heloísa Apolónia, pertence à parente pobre, ou filha enteada, da região de Lisboa, a Península de Setúbal, que apesar de estar inserida na região mais rica do país tem níveis até inferiores ao Vale do Ave. Heloísa sabe do que fala e é de louvar a sua clarividência e verticalidade. Exemplo contrário são as várias dezenas de cobardes eleitos por todos os outros partidos pelo distrito do Porto.

09 fevereiro, 2010

Olha quem fala

Nem palhaços ricos, nem pobres. Palhaços inconscientes.

Caros amigos, não se iludam com as elites nem esperem delas nada de verdadeiramente importante para a  vossa vida ou para a vida dos vossos filhos. As elites não são mais do que um grupo priveligiado de pessoas com ideias ambíguas e contraditórias sobre a sociedade que procuram manter um estatuto de competências e experiências que não possuem nem merecem. Se é tão só "importância" que se pretende atribuir às elites, então, as verdadeiras elites somos nós, os cidadãos sem "estatuto" e sem vínculos demasiado dependentes dos aparelhos político-partidários ou dos grandes grupos económicos. Em contraste com as surrealistas elites, quanto menos compromissos tivermos, mais transparente será a nossa liberdade e mais fiável será a nossa palavra. 

Fálo-vos assim, porque acabo de ouvir na televisão o 1º. Ministro a queixar-se da violação do segredo de justiça e do jornalismo de "buraco de fechadura", certamente por andar, como é do vosso conhecimento, nas bocas do mundo pelas piores razões. É nestes momentos, por deslizes cometidos em desespero de causa, que apetece citar o refrão que diz que, com quem ferros mata, com ferros morre. José Sócrates nunca disse uma única palavra contra a violação do segredo de justiça, nem a considerou crime, com a veemência de hoje, quando se conspirou contra Pinto da Costa com todo o tipo de  escutas e apitos. Sócrates, manteve-se, estranha e prudentemente silencioso, talvez para afastar de si   e das suas ligações perigosas, as atenções...  

Por outro lado, o conhecimento público destas escutas tendo a figura do 1º.Ministro [e de outras personalidades da política e da finança], como principal protagonista, não confere à comunicação social a condição de herói da fita, porque infelizmente também ela padece do mesmo mal de obscura seriedade e isenção. Esta realidade, deixa-nos a nós, cidadãos sem presunções nem responsabilidades governativas, sem grandes opções de credibilidade. Temos sempre de filtrar "tudo" o que a comunicação social nos transmite, pesar, comparar, "investigar" e retirar as nossas próprias ilações. É desta triagem de informação e contra informação que podemos retirar as conclusões mais assertivas. Ninguém é inocente. Independentemente de José Sócrates estar, ou não, entalado até ao pescoço em cambalachos ímpróprios do mais comezinho cidadão, a ideia que fica do afastamento quase pacífico da TVI de Eduardo Moniz e respectiva mulher [Manuela Moura Guedes], é que o dinheiro falou mais alto. 

Em resumo: continuemos sensatamente desconfiados. A vida pública tornou-se num circo, onde as feras têm papel irrelevante. O destaque vai para os palhaços. Palhaços estes, que inversamente aos verdadeiros, não nos fazem rir. Desgostam-nos e acicatam-nos a revolta.