02 julho, 2010

Para portista apreciar

WALTER




JAMES RODRIGUEZ



Bom fim de semana!

Pedro Baptista / Entrevista à Grande Porto TV

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O nome do MPPN tem de ser mais ouvido

O cenário repete-se, e já começa a tresandar a bafio. Todas as sextas-feiras é a mesma ladaínha. Refiro-me às entrevistas "Diferenças à Mesa" que o semanário Grande Porto realiza regularmente com diversas figuras públicas do Norte. 

Os pró-anti regionalistas [é assim que os defino] deviam começar por perceber uma coisa: os seus argumentos são demasiado áridos em objectividade para serem levados a sério. A única ideia concreta que transmitem tem um nome: medo. E suponho que esse medo pouco terá a ver com a coesão nacional, porque nunca como agora o país esteve tão fragmentado. Pode-se retalhar um país e abrir graves fissuras na sua integridade territorial de várias maneiras, sendo a mais contundente a discriminação territorial. E é isso que tem sido feito com particular gravidade a toda a Região Norte. É perante este facto que, desde logo, se esvazia por completo o argumento hipócrita dos porta-bandeiras da integridade "nacional". A verdade é que se recusam a reconhecer a realidade com um pretexto meramente ficcional.

Seria bem mais respeitável, uma vez que lá no fundo rejeitam a Regionalização, que o assumissem de vez, em lugar de andarem a enganar-se a si próprios e a tentar enganar os outros com ladaínhas piegas de falso patriotismo. É inútil insistir na tecla da descredibilização do Movimento Pró-Partido do Norte, porque descridibilizados estão os Partidos do arco do Poder, e até os da oposição que, com mais meios, pouco mais fazem do que o comum cidadão. Talvez se lhes chegasse luz ao espírito, se percebessem que, apesar da apatia do eleitorado mais sacrificado, eles representam o déjà vu, e nós um potencial balão de oxigénio. Nós, somos a alternativa, eles, são - como diz o CAA - o mesmismo.

Quero contudo trazer à colação, um aspecto que me parece da maior importância com respeito à forma como o Movimento e o próprio Blogue do Movimento estão a ser geridos. Há que criar urgentemente uma estrutura de divulgação do MPPN mais abrangente e impactante. Os recursos nesta fase, percebo, serão limitados, mas mesmo assim considero que se podia fazer mais e melhor. O Blogue deverá procurar ser mais rigoroso na comunicação e incluir artigos de opinião de outras figuras de destaque. Creio que se está a levar demasiado longe o recato. A propaganda tem de crescer, a adesão de simpatizantes tem de começar a sentir-se mais e os tempos mortos devem ser evitados. Um Blogue com tão sérios objectivos como este ,tem de ser mais dinâmico, caso contrário poderá perder simpatizantes. Há que aproveitar este espaço para informar os eventuais militantes como podem fazer a sua inscrição. Há, igualmente, que flexibilizar a militância àquelas pessoas que, por motivos de idade ou de indisponibilidade pessoal, queiram inscrever-se para dar o seu contributo sem contudo serem obrigadas a cooperar em regime full-time, deixando aos mais jovens as actividades regulares.

É preciso, em resumo,  não deixar morrer o nome do Movimento.

Explicações para "alunos" difíceis



01 julho, 2010

Carlos Queiroz, o novo "Cristo" do Centralismo

O que aqui vai escrito será muito improvável lermos na comunicação social tradicional sem  a fuga ao impacto fatal com as suas próprias incoerências. Por quê? Porque já decorreram anos demais  de leituras e audiências para não nos darmos conta dessas incoerências. Incoerências essas que não são mais do que a irresistível obediência ao €uro...

Já sabemos, de cor e salteado, ser possível  vermos no mesmo canal de televisão debates, aparentemente com objectivos pedagógicos, sobre a problemática da violência e pouco tempo depois [por vezes apenas algumas horas], de diversas formas, a incitá-la. A obsessão pelas audiências dá nisto, o que equivale a dizer, dá na má informação. Portanto, dificilmente o Renovar o Porto será seleccionado para merecer a atenção dos jornais, embora, talvez por  efémera distracção tal já tenha pontualmente ocorrido.

É por essas e por outras que sou contras os ismos. Os generalismos, por exemplo, quase sempre resultam em alienação. E a Comunicação Social, salvo honrosas e parcas excepções, é a maior amiga dos ismos. Primeiro afaga ligeiramente o ego dos protagonistas para numa segunda fase o destruir. O que importa  sobretudo é a cotação no mercado do valores das vítimas. Foi assim com Pinto da Costa e é agora com Carlos Queiroz. Mas, vamos aos finalmente.

Os retalhos da imprensa estrangeira abaixo plasmados não poupam, como poderão ler, o galáctico Ronaldo, e sinceramente, apesar destes também poderem servir de amostra para o que atrás citei, creio que no caso concreto em apreço, têm alguma razão. O desfecho do jogo da selecção nacional contra a Espanha era previsível porque tem sem dúvida a melhor equipa. Não está aqui em apreciação a qualidade de Carlos Queiroz  enquanto técnico, porque nunca foi um treinador consensual. Por isso, e tendo em consideração o seu perfil enquanto Homem, o limite das nossas críticas  não devia ultrapassar a barreira da moderação. Pessoalmente, não o aprecio no ofício, mas respeito-o enquanto Homem.

É por me dar conta do cerco que certos sectores bem identificados dos media lhe estão a mover, que escrevo este post. Começou a época da matança, e o "animal" agora eleito chama-se Carlos Queiroz. Ei-la a Nova Santa Inquisição, feroz e pujante como noutras ocasiões. Há que atalhar caminho e diabolizar o Homem, só assim serão garantidas as audiências e a venda dos pasquins. Os directores de jornais e televisões autorizam, e o patrão agradece. O bom-senso foi de férias [ou nunca chegou a ir].

Muito mais criticável, ainda que com alguma responsabilidade do seleccionador, foi a postura de Cristiano Ronaldo neste Campeonato do Mundo. Sejam quais forem as razões, as suas prestações comparadas com as dos seus colegas foram impróprias do estatuto de um jogador de eleição. Sem querer cair no exagero da crucificação, porque não gosto do estilo, Ronaldo passeou pouco mais do que arrogância.

Em sentido oposto, destaco todo o sector defensivo da nossa equipa, a começar por esse imenso Eduardo, por um batalhador Fábio Coentrão e por um Raul Meireles que, inversamente ao CR9 tem jogado melhor na selecção do que no seu clube.

Em resumo. Fomos até aos oitavos de final porque para irmos mais além precisaríamos de ter reunidas várias circunstâncias, que não se confirmaram, como sejam: a presença de Bosingwa e Nani, um Ronaldo empenhado [como era o Figo] e um treinador líder antes, durante e depois dos jogos. Como isso não aconteceu, paciência. Apesar de tudo, somos melhores no futebol do que na capacidade de gerar bons políticos. Portanto, não tenhámos mais olhos que barriga. E desprezemos os tristes exemplos dos energúmenos que se afoitaram a ir para a Portela insultar a Selecção e Carlos Queiroz. Esses sim, é que deviam ter vergonha. 







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29 junho, 2010

Lata e impunidade

Contrariamente à decisão que tomei de não perder o meu tempo para ver um programa que auto-denominei como o Purgatório dos Políticos, a que a RTP prefere chamar Prós e Contras, ontem, por respeito à temática em questão [as portagens das Scuts], decidi violar excepcionalmente essa regra.

Os testemunhos contra a insólita decisão do Governo, vindos das mais variadas  áreas da política e da sociedade civil foram conclusivos, tal a unanimidade que gerou no auditório. Foi uma "victória" sem espinhas do bom senso cívico contra a sobranceria dos incapazes.

Houve, no entanto, uma intervenção que me sinto na obrigação de realçar que confirma o enorme talento e a  veia teatral dos "nossos" dirigentes políticos que foi protagonizada pelo Secretário do Estado das Obras Públicas. O homem, perante a esmagadora força da razão que o cercava, manteve-se imperturbável. Conseguiu defender o indefensável como se estivesse a lutar pela causa mais nobre do Mundo. Sócrates, terá registado o esforço para memória futura quando for chegada a hora de recompensar  tão  abnegado servidor. Talvez, quem sabe, a administração de uma qualquer Mota Engil, para conter a crise...

Chega de brincadeiras. Agora, vou falar sério. O palco para o teatro não pode continuar a ser a Assembleia da República, a Televisão e muito menos o Conselho de Ministros. O paradigma desta forma despudorada e irresponsável de fazer política, dizendo hoje uma coisa e amanhã afirmando o seu contrário, tem de ser irreversivelmente alterado, sob pena de se esgotar a tão desacreditada política. E só há uma forma de o fazer que é, responsabilizando directamente os autores dos embustes.  Com pesadas coimas monetárias e irradicação absoluta do desempenho de funções públicas. Pessoalmente, não me sinto honrado com a impunidade destes homens. E não devo estar só na indignação.

Banalizar as mentiras dos nossos mais altos representantes, equivale a estender ao Povo a passadeira da  inimputabilidade e do vício. O crime e a violência social também é assim que se forjam.

27 junho, 2010

Os pró-anti regionalistas

Já anteriormente apresentei múltiplas razões para rejeitar as teses daqueles que passam o tempo a lamentar os lamentos [passe a redundância] dos adeptos da Regionalização com contraditórias alegações da falta de envolvimento dos cidadãos na coisa pública. E tenciono reforçar esse descrédito em tais teóricos por não vislumbrar seriedade argumentativa no que continuam a dizer e escrever.

Para começar, entram constantemente em profundas contradições. Ainda há poucas semanas tive oportunidade de detectar um desses teóricos portuenses a dissertar num programa de televisão uma coisa sobre a cidadania ,  e passados poucos dias a defender o seu contrário. Foi no Porto Canal, no programa do Jorge Fiel. Ontem, outro cidadão portuense conhecido pela sua ligação a festivais do cinema fantástico do Porto, escrevia num semanário local ser contrário à criação de um Partido Regional, repetindo a tese de que um Movimento Cívico seria mais eficiente por conferir aos cooperantes uma maior liberdade de pensamento e um menor apego ao Poder.

Realço daquelas declarações um insofismável facto que foi talvez a única conquista palpável que [ainda] sobra do 25 de Abril, não obstante a queiram agora fazer definhar: a Liberdade de Pensamento. Sendo isto uma realidade, por que é que esses "resistentes" à criação de um Partido Regional não admitem a possibilidade da criação de novas regras estatutárias onde as práticas do Poder possam ser substancialmente reformuladas? Um novo Partido, implica, do meu ponto de vista, novas ideias, novas regras de distribuição de Poderes. Para além dessas regras, a Regionalização, que é o principal objectivo do Partido do Norte  -, impõe, de per si, mudanças significativas nos órgãos do Poder, cujo aspecto mais relevante é , sem dúvida, o factor proximidade dos cidadãos com os centros de decisão.

O grande drama dos Movimentos Cívicos é estarem permanentemente condenados ao fracasso nos momentos em que se confrontam "face a face" com o Poder e tenderem a subdividir-se em outros Movimentos com a adjacente redução de força e representatividade popular. Por outro lado, os Governos apesar de se terem revelado ao longo dos anos de uma incompetência confrangedora, têm até hoje, sabido lidar muito bem com todos os Movimentos e controlam-nos quase sempre com relativo à vontade.

Como tal, só disputando o Poder com o Governo e os partidos existentes é que um Movimento poderá afirmar-se. O facto de ter de se confrontar com uma previsível e feroz oposição desses partidos provará que é temido, coisa que não acontece em relação aos Movimentos cívicos. Veja-se a "resistência" que o Governo continua a opor aos Movimentos contra as Scuts, apesar de apoiados pela maioria dos autarcas nortenhos de todos os partidos. Só que, os problemas do Norte não se reduzem infelizmente às portagens das Scuts, são muito mais vastos, e a Regionalização como já foi por nós diagnosticado não vai lá com promessas, conquista-se, e para se conquistar pacífica e democraticamente, só através da implantação de um Partido político.

A menos que esses anti-partidários de um Norte sem Partido que o defenda, continuem a acreditar nas suas promessas... Convenhamos: até a paciência tem limites.

 


26 junho, 2010

O ridículo centralismo

Estamos tão "anestesiados" com o sistema centralista de governação, que parece que já não estranhamos certas notícias, considerando os factos nelas contidos como situações lógicas dentro da ordem natural das coisas.

É o caso de uma recente determinação oficial que estabelece o valor das multas a pagar por quem não respeitar os limites das áreas interditas nas praias junto a arribas em perigo de derrocada, ou então quem danificar os respectivos sinais de aviso de perigo. Do meu ponto de vista, a anomalia não é a determinação em si mesma, que se entende e se pode aceitar. A anomalia é que esta determinação tenha tido de ser aprovada em Conselho de Ministros! Num país com tantos e tão graves problemas a pedir urgentes soluções, os ministros perdem o seu tempo a discutir o sexo dos anjos. Haverá na Europa qualquer outro governo central que se preocupe com este género de minudências? Certamente que não, pela simples razão que nenhum outro país europeu tem um sistema governativo tão estupidamente centralizado como o nosso.

Este é um dos milhentos exemplos de má administração decorrente da inexistência de entidades regionais que se ocupem a decidir sobre este tipo de coisas, mesmo com o risco de haver regras diferentes em diferentes regiões do país (e daí, qual o problema? ) deixando o governo central livre para se debruçar sobre aquilo que realmente é de âmbito nacional, supra-regional, como por exemplo a defesa nacional, a política externa, a política financeira, etc.

Dentro deste mesmo registo, considero igualmente incongruente que quando a Associação de Bares da Zona Histórica do Porto pretende que não se possa usar garrafas e copos de vidro no exterior dos bares, tenha de ir a Lisboa(!) tentar sensibilizar o ministro da Administração Interna (que aliás disse NÃO). Não é patente o ridículo e o disparate de ter de levar a um ministro da nação um problema que poderia e deveria ser resolvido a nivel municipal?

Enquanto não erradicarmos a mentalidade que permite e perpetua este tipo de coisas, implementando a indispensável reforma administrativa, não sairemos da cepa torta e continuaremos a exibir os piores índices de produtividade de toda a Europa. A regionalização, com todas as consequências que daí advirão na organização administrativa, não será a poção mágica que tudo irá resolver, mas representará certamente um dos primeiros passos de uma longa e indispensável caminhada.

Il nostro concerto / Pepino di Capri, série 2ª....

Peppino di capri - I' te vurria vasa'




Bom fim de semana

24 junho, 2010

O Público e o mangerico alfacinha


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A única coisa que ocorreu noticiar no jornal Público de hoje sobre o S João do Porto, foi falar sobre o S João, numa rua de Lisboa ...

O jornal Público pertence - como quase toda a gente saberá -,  ao Grupo SONAE de Belmiro de Azevedo, um "homem do Norte"...

Não me parece, que uma simples chamada de atenção do big boss da SONAE à Direcção do jornal Público, pela total ausência de cobertura da festa popular mais emblemática da cidade do Porto [e uma das mais participadas do país], pudesse comprometer a sua liberdade editorial. Pelo contrário, daria um sinal claro que está atento aos critérios de pluralidade do jornal, sem contudo neles interferir. Além de mais, serviria para lembrar os mais distraídos quem manda no Jornal.

Se o Presidente da República nas suas limitadíssimas competências executivas , assim mesmo, pode dirigir uns "recadinhos" ao Governo, Belmiro [ou Paulo] de Azevedo, como patrões, não poderão fazer uma  pertinente observação aos seus subordinados hierárquicos?

São estes, os grandes Homens do Norte? Ou, os eternos serviçais do[a] capital? E a "culpa" desta indecente subserviência ainda será de todos nós ?


23 junho, 2010

Boicotemos chips e Scuts

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Li noutros depoimentos algumas temerosas alusões à anarquia civil e fiquei baralhado. Afinal, onde é que está a semente da anarquia senão no próprio Governo?  Delicadeza excessiva é hipocrisia.

Movimento Pró Partido Norte, participará em directo na TVI.



Hoje (23-06-2010), pelas 14 horas, um elemento do  Movimento Pró-Partido do Norte, irá participar em directo na TVI, num programa sobre as SCUTS. O  representante do MPPNorte irá intervir a partir do Porto

Nota do RoP:
As nossas desculpas pelo lapso da 1ª. informação que referia entre as 15 e as 16 horas a transmissão do programa. A fonte da notícia teve origem no blogue do Movimento Pró-Partido do Norte.


22 junho, 2010

Empatar não é preciso

Há um importante detalhe que o Órgão Executivo do Movimento Pró-Partido do Norte não pode dar-se ao "luxo" de negligenciar desde já, que consiste em refrear os ímpetos perfeccionistas que eventualmente venham a verificar-se no seio dos seus militantes ou colaboradores. Este Movimento - que espero fervorosamente venha a constituir-se a breve prazo em Partido político -,  devia ter nascido há uma dezena de anos atrás, como tal, não deve perder mais tempo com questões de pormenor. O momento é de agir, não de discutir.  A acção terá necessariamente de ocorrer de forma firme, organizada  e coerente com o Manifesto do Movimento, mas com a máxima celeridade.

No interior da estrutura dirigente existem figuras políticas cujo perfil e experiência deveriam ser devidamente aproveitados para orientar os militantes mais jovens a quem seria passado o "testemunho"do know how para o futuro. As lideranças deverão ser naturalmente entregues à pessoas que estiveram na génese da criação do Movimento e sem quaisquer complexos, que por sua vez deverão eleger os elementos mais válidos e pragmáticos para os assessorar. Os preciosismos nestes momentos só servem para emperrar a "máquina", para empatar. Quem considerar ter algo a acrescentar de positivo ao Movimento que  preserve  a matéria  para momento oportuno. Agora, é hora de toque a reunir.

Recordo que foi por extravagâncias deste tipo que a Regionalização fracassou. Os "perfeccionistas" e resignados foram os melhores aliados do Centralismo. Diziam que o país era demasiado pequeno para ter regiões, e que a descentralização bastaria para tudo mudar. O resultado é o que se vê. Seria de grande utilidade para o Norte que agora reconhecessem [sem rancores] que estavam errados e deixassem o Movimento fluir naturalmente o seu curso.

O momento não é para discursos demasiado ambíguos e divisionistas. E muito menos para protagonismos inócuos. Há que ser prático e regionalista. Ser regionalista em momentos de profunda depressão como esta, é ser profundamente patriota. Não tenho a menor dúvida.

18 junho, 2010

Jacques Brel / La chanson des vieux amants




Bom fim de semana

Abate de plátanos na Circunvalação


Penso ser nosso dever acompanhar as diligências que a Divisão de Jardins da Câmara do Porto tem vindo a tomar com o património natural da nossa cidade.

A Associação Ambiental Campo Aberto detectou o abate pela raiz de alguns saudáveis plátanos  na estrada da Circunvalação tendo participado a ocorrência à Câmara Municipal do Porto.

A troca de correspondência entre as partes é elucidativa. Leiam aqui e tirem as vossa próprias conclusões.

Luto e respeito

Controverso, denso e talentoso, Saramago foi o escritor contemporâneo que mais internacionalizou a literatura portuguesa.

O Prémio Nobel de Literatura em 1998 faleceu hoje.

Com o meu mais profundo respeito, aqui lhe presto esta singela homenagem.

Esquecer formalismos e procurar novos caminhos

Se há alguém que não se tem preocupado em esconder o seu cepticismo com relação às virtudes da nossa democracia - desculpem-me a imodestia -, esse alguém sou eu. É só vasculhar aqui neste mesmo blogue e não faltarão  diversos posts a comprová-lo. De tal modo, que considero completamente patéticas as citações feitas na imprensa aos discursos do senhor Presidente da República sobre o estado da nação. É-me indiferente. É por isso que acho muita piada àquelas flechinhas dos jornais com o mais e o menos  do que foi dito de relevante por diversas personalidades a respeito de determinado assunto.

Se quiserem saber porquê, eu concretizo. É que, para dizer coisas, estou cá eu e um batalhão de bloguistas por esse imenso espaço que é a Internet, e não recebemos nada por isso. Não é que defenda a lei da rôlha às figuras com altas responsabilidades no país, não me interpretem mal. O que já não suporto e até acho obsceno, é que um Presidente da República se limite a dizer umas palavras de circunstância partindo do infantil pressuposto que por as dizer o Governo e os cidadãos as tomarão em boa conta. 

Dados os poderes ultra limitados constitucionalmente estabelecidos à figura do Presidente da República, o impacto dos seus discursos junto de uma opinião pública racional não resulta mais objectivo do que a inevitabilidade da constatação da perda de alguém que já partiu e que ainda podia estar entre nós. É a velha história da avozinha que morreu. Não entendo portanto a razão pela qual os jornais perdem tempo a escrever sobre os recados ao país [e ao Governo] do Presidente, principalmente se também levarem em consideração a sua personalidade. Cavaco não é um homem de Estado é um carreirista e dá-se bem nesse papel. Não é homem para promover situações que possam comprometer o seu estatuto. Ele, é Presidente da República, e quer continuar a sê-lo até que o prazo dos mandatos se esgote, ponto. Não o chateiem.

É assim, e como é assim, só muito raramente e muito superficialmente, o senhor Presidente se lembrará de falar da crise nortenha e das libertinas discriminações a que está a ser submetido, até porque sabe que foi ele mesmo um dos seus principais mentores. Portanto, poupem-nos por favor à tentativa de relevar o que o senhor Presidente diz, porque, de facto, é irrelevante.

Apesar disso, e do meu pessimismo com a partidocracia, defendo que, quando os partidos políticos não nos representam convenientemente, há que procurar outras formas de representatividade.  A Democracia é sobretudo isso, é a renovação de ideologias e de partidos. E não percebo aqueles que sendo do Norte, que reconhecem a discriminação negativa que nos é movida há longos anos, com as consequências dramáticas que se conhecem, apareçam agora a contestar com receios infundados a pertinência da constituição do Movimento Pró-Partido do Norte. Uns, dizem [surpreendentemente] que o Movimento só pode atrasar o processo de Regionalização como se esse processo estivesse na iminência de avançar e não tivesse sido [há muito tempo],  tácita e constitucionalmente bloqueado. Outros, talvez por absurdo espírito de contradição, alegam que seria suficiente um Movimento cívico, como se já não existissem dezenas deles com  os resultados inconsequentes que se conhecem. Não perceberam, talvez porque ainda não ouviram ou leram o Manifesto do Movimento, que a ideia é mesmo assustar o Poder com mais um Partido a disputá-lo e despertar os partidos da oposição do laxismo em que todos eles se deixaram cair no que concerne à Regionalização. 

Este, não será pois [espero] mais um Partido qualquer. Será um Partido que nasce do inconformismo voluntário, quase espontâneo de toda uma região que está a ser discriminada por uma sucessão de governos centralistas com tiques megalómanos e regionalmente racistas cuja pertinência não deve ser posta em causa por ninguém, muito menos por aqueles que até aqui diziam baixinho não aceitar a condição de portugueses de segunda categoria.  O tempo de espera  e de expectativa expirou.  É chegado o momento de decidirem de que lado querem estar.

   

17 junho, 2010

Os patrões e a MEO

Temos todas as razões do mundo para estarmos decepcionados com a construção da Democracia e com a qualidade dos nossos políticos. Do 25 de Abril até  hoje as coisas só têm piorado.

A adornar este clima de crise pré-anárquica, o empresariado nacional também deixa muito a desejar. Mal encontra uma oportunidade para contribuir para a degradação da qualidade de vida do povo, não hesita e avança de pronto com as medidas mais reaccionárias e anti-sociais que se pode imaginar. Seria impensável no pós 25 de Abril ouvir declarações [pedir ao Governo maior "flexibilidade" para despedir pessoas] como as proferidas pelo Presidente do Turismo de Portugal . Por essa altura, desfaziam-se em promessas optimistas de progresso e bem estar, desde que os deixassem tranquilos. E foi o que se viu. Nunca, mas nunca mesmo, quando acabam o ano com grandes lucros, os ouvi regularmente a anunciar melhorias substanciais dos salários para os seus colaboradores, dos mais aos menos qualificados. Em contrapartida, a maioria deles não se coíbe de exibir sinais exteriores de riqueza absolutamente pornográficos... Hoje, o patronato tem a mentalidade do pedinte, mas não tem a dignidade. É agiota e chantagista. O país, com este tipo de mentalidades não só não terá futuro como não tem presente.

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Fiquei entusiasmado [nem tudo é cinzento...]com a notícia do outro recorte. A MEO inventou um método de silenciar as vuvuzelas permitindo a manutenção do som ambiente. Com um bocadinho de sorte, pode ser que no futuro também seja possível ver os jogos de futebol com o som ambiente sem os comentários cretinos e enfadonhos de alguns "jornalistas".  Só isso, me fará optar pela MEO.Passe a publicidade...

16 junho, 2010

O "Norte" de Miguel Esteves Cardoso

 



O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.

 Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.

 Mais verdades.
 No Norte a comida é melhor.
 O vinho é melhor.
 O serviço é melhor.
 Os preços são mais baixos.
 Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia
 Estas são as verdades do Norte de Portugal

 Mas há uma verdade maior.
 É que só o Norte existe. O Sul não existe.
 As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.

 Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
 No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
 No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
 Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país

 Não haja enganos.
 Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
 Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.

 Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
 Mas o Norte é onde Portugal começa.
 Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.

 Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.

 Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
 Mais ou menos peninsular, ou insular.

 É esta a verdade.

 Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

 No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.

 O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.

 O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.

 Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

 O Norte é feminino.

 O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

 As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.
 Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.

 São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.

 Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.

 Só descomposturas, e mimos, e carinhos.

 O Norte é a nossa verdade.

 Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
 Depois percebi.

 Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte".

 Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.

 No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
 O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

 O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?


 Escrito por Miguel Esteves Cardoso

15 junho, 2010

A importância da Comunicação

NOTA PRÉVIA - neste breve apontamento utilizo a palavra marketing no seu real significado e não na errónea acepção, tão difundida em Portugal, de que marketing e publicidade são sinónimos.

"Não chega fazer um bom produto sem o dar a conhecer e sem o valorizar". Esta afirmação é válida tanto para uma fábrica de detergentes como para um partido político. Por isso, um dos importantes capítulos do marketing é precisamente a Comunicação, que um Autor definiu como " o conjunto de sinais emitidos (...) em direcção a todos os alvos".

Um Movimento/Partido como o nosso, em todas as fases da sua vida mas sobretudo no início quando é desconhecido da maioria e é uma incógnita para grande parte dos que o conhecem apenas de nome, tem de prestar especial e prioritária atenção à Comunicação.

Qual a mensagem a passar? Obviamente que dependerá do posicionamento que o partido decida adoptar. Sem pretender opinar, de momento, sobre esta questão, apenas enfatizarei que parece realístico considerar que os nossos alvos são heterogéneos e portanto os nossos sinais ou serão diferenciados conforme os alvos, ou então terão de ter três ou quatro ideias-força, lógicas e objectivas, capazes de ser entendidas por toda a gente. Não podemos cair na tentação de enviar sinais que só sejam descodificados por elites intelectuais.

Além da definição do teor da mensagem, há outras decisões a tomar dentro deste capítulo. Por exemplo, há que definir o vector que encaminhará as mensagens até ao receptor. Há muitos e variados meios, pelo que importará decidir quais os que serão utilizados, como, quando, e em que condições.

Importante factor no marketing, a Comunicação terá de ter o seu espaço na definição estratégica do MPPN.

14 junho, 2010

Discursos sem substância


O humor negro de Manuel António Pina pode disfarçar a frustração de termos que lidar com políticos de tão baixo nível, mas não nos satisfaz a exigência de cidadãos integrados numa União Europeia que se quer próspera e evoluída.

De facto, hoje, até os putativos homenageados tiram o brilho às estátuas...













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Esquecer a clubite, fazer um grande manguito às Scuts, e pensar na região

Como diz, e bem, neste artigo  [JN], Carlos Abreu Amorim, o dever de cidadania exige que se lute contra as decisões injustas dos Governos. Suponho que a "consideração" do executivo de Sócrates de brindar em exclusivo o Norte com as portagens nas SCUTS já nem sequer merece discussão. Essa fase, foi rapidamente ultrapassada pela obscena discriminação de que a decisão se revestiu. Mais. Pessoalmente, tomo esta atitude como uma provocação despudorada às populações da nossa região, resultante do laxismo das elites locais com a consequente perda de protagonismo para o país.

Alguns nortenhos - vá-se lá saber porquê -, parecem ainda não ter percebido que os sucessivos desvios de verbas destinadas ao Norte para a região de Lisboa a par de toda a sorte de obras faraónicas despesistas e irracionais para a mesma região, mais não foram do que subtis testes à nossa dignidade e capacidade de tolerância. 

Foi por não termos reagido antes, por outras razões, incluindo [convirá lembrá-lo], as decisões arbitrárias  da Procuradoria Geral da República de instaurar processos judiciais como o Apito Dourado exclusivamente aos clubes do Norte, que o centralismo  estendeu agora os seus tentáculos noutras direcções. Foi  também por Rui Rio querer ser politicamente correcto com as elites de Lisboa que o Porto se fragilizou . Foi por Rui Rio ter vencido três mandatos seguidos, com os votos desses nortenhos desnorteados, que o Porto perdeu protagonismo político e económico. Quem não quiser admiti-lo, continuará a enganar-se a si mesmo e a prejudicar o Porto. É chegado o momento de admitir o erro e de procurar outras alternativas.

Se o futebol, com os seus peculiares afectos, constituir um factor de divisão para a causa do Norte, é porque os nortenhos estão mais interessados no clube do que na região, e esse, será um problema que terão de decidir de moto próprio. Os portuenses não podem culpar-se por serem adeptos do FCPorto, do Boavista, do Leixões ou do Salgueiros, porque adoptaram por clubes próximos das suas raízes. Nem tão pouco os portuenses afectos a clubes de regiões mais afastadas se devem excluir desta causa - que é de todos os nortenhos -, por razões clubísticas. 

Seria fantástico, um hino à noção de cidadania da Região, se os nortenhos fossem capazes de separar as águas, de esquecer momentaneamente rivalidades futebolísticas, de reconhecer a importância de  se unirem em defesa de um outro "clube" bem mais relevante para o seu futuro : o "clube" do Norte, que é como quem diz, o Movimento Pró Partido do Norte. 

E para começar em grande, dirigindo-se todos à rua, para fazerem um  grande manguito ao Governo recusando categoricamente os chips e as portagens nas Scuts.

12 junho, 2010

Lembrando

Apenas para lembrar que a petição para diminuir o número de deputados para 180, continua online e já ultrapassou as 61.000 assinaturas. Portanto, se está de acordo e ainda não subscreveu, ainda vai a tempo.

Aproveito para referir que há ilustres deputados que afirmam que essa diminuição não é aceitável "porque diminui a representatividade da Assembleia". Coitados dos holandeses. Com mais habitantes do que Portugal, mas apenas com 150 deputados, devem estar cheios de inveja de nós e da "representatividade" da Assembleia da República!