07 outubro, 2009

Quando o Rei faz anos, fala-se de Regionalização

É pena que os jornalistas do Norte [principalmente, esses] toquem no tema da regionalização quando o rei faz anos e mesmo assim de forma muito subtil. Ter um jornalista ou um jornal do Norte hoje, não quer propriamente dizer que os nortenhos tenham uma mais valia mediática a defender a sua região. O medo do patrão, do homem da massa, a obediência cega aos critérios de venda de papel impresso, domina-os, tornando-os criaturas pouco mais que anódinas com um peso irrelevante para a região de onde são originários.
O director do JN José Leite Pereira, quase sempre politicamente correcto e discreto, decidiu hoje dar o tal salto de ousadia e escrever sobre a regionalização. Assim, passa mais despercebido e sempre torna mais difícil à entidade patronal vir a acusá-lo de influenciar o eleitorado a Norte e de lhe estar a roubar clientes [vendas] a Sul, nessa magnânima metrópole chamada Lisboa [e arredores].
Foi - segundo o próprio escreve -, um programa, eufemisticamente chamado desportivo, da TVI, que funcionou como mola para o seu artigo de hoje. O cirurgião Eduardo Barroso, como o mais bacôco provinciano, convencido e politicamente analfabeto, foi essa mola encorajadora, o que não é motivo para espanto, dada a sua mentalidade bronca e profundadamente desonesta. Fala sempre com o rei na barriga, como um autêntico centralista que raramente resiste a um auto-elogio. Gosta de falar das viagens que faz, dos congressos para os quais é supostamente convidado na tentativa de impressionar as audiências com as asneiras que lhe saem pela boca ao mesmo ritmo dos perdigôtos.
O argumento que Barroso apresentou para defender o centralismo [sim, porque quem não defende a Regionalização depois de tantos anos macrocéfalos de centralização, só pode ser centralista], foi a frase esgotada do país "ser demasiado pequeno" para regionalizar. Então, deu o exemplo de Pequim e Xangai [de onde o grande parolo, acabara de chegar], cidades - disse ele - com milhões de pessoas onde, pelos vistos, ninguém liga a isso da regionalização.
É fácil deduzir que Eduardo Barroso terá permanecido nessas cidades tempo suficiente para contactar com as populações e retirar tão categóricas conclusões. Conclusões essas que lhe devem ter dado a volta aos miolos, já não muito esclarecidos, a ponto de se esquecer que o partido da simpatia dos Barroso e dos Soares [o PS] , passou décadas a convencernos que os povos desses países não gozavam de liberdade de expressão ou sequer eram democráticos... Dá para retirar dúvidas sobre a lucidez do cirurgião lisboeta que mais parece a de um batoteiro viciado em pocker.
Ora, como não tenho já paciência para o ouvir nem mesmo para ver o programa, onde o "nosso" Pôncio Monteiro acusa as mazelas deixadas por um recente AVC e já não dá a luta de outros tempos, não é a pérola do Barroso quem mais me desgosta.
O que de facto me continua a desgostar é que o JN se tenha tornado num jornal híbrido sem grandes sinais de raízes, a pretexto de ter de escrever [como eles costumam dizer] para o Mundo. Há Eduardos Barrosos por todo o lado, mesmo por aqui. No entanto, só quando o rei faz anos se lembram de lhes puxar as orelhas.

06 outubro, 2009

A visão socrática do desenvolvimento económico

Pertenço ao grupo daqueles que acham que o clamor "politicamente correcto" contra o "betão" (assim mesmo , genericamente) é ridículo e acéfalo a menos que se pretenda que passássemos a habitar em grutas ou barracas de colmo. Do mesmo modo, a afirmação de que já temos estradas que cheguem e não precisamos de mais, merece-me total desacordo. Especialmente a norte do Mondego, há enormes áreas com dezenas de concelhos e um par de centenas de milhar de habitantes que circulam na rede de estradas de Fontes Pereira de Melo, isto é, numa rede com perto de dois séculos. Quem pretende que já não há necessidade de novas estradas é primeiramente ignorante e seguidamente é desonesto porque está a falar utilizando argumentos falsos. É também colonialista porque está implicitamente a desprezar todos os muitos portugueses que continuam a não usufruir de vias de comunicação com um mínimo de qualidade.

Esta declaração de princípios ajuda a entender o meu espanto e incredulidade quando vi na imprensa o anúncio do concurso da "Subconcessão Auto-Estradas do Centro", acompanhado do respectivo mapa geográfico para maior clareza. Por incrível que pareça, o Estado prepara-se para que haja três(!) auto-estradas próximas de Coimbra em direcção ao norte, sendo que o presente concurso já levará a terceira auto-estrada até Oliveira de Azemeis. Já não bastava a quase coincidência do traçado entre a A1 e a A29, sobretudo de Ovar para sul (há zonas em que seguramente estão afastadas não mais de 1Km! ). Vem agora a A32 juntar-se a elas, com um traçado bem próximo. Para aumentar a loucura e o esbanjamento de dinheiro, verifica-se que o aglomerado Viseu/Mangualde (afastados não mais de 12Km entre si) passará a ter duas auto-estradas paralelas em direcção a Coimbra! E se adicionalmente tomarmos em consideração a A17, A14 e A35, e mais uns quantos IP's, vemos nessa pequena área da Beira uma rede de auto-estradas que provavelmente não tem paralelo na Europa, excepto talvez no industrialíssimo Rhur alemão.

Não sei de que cérebros saiu esta orgia de auto-estradas, se do governo actual ou de governos anteriores, mas o facto é que é o governo Sócrates que dá a benção ao programa, através do lançamento do concurso. Tudo isto tem aspecto de ser um frete aos grandes empreiteiros e aos bancos que os vão financiar.

Nem o facto de eventualmente se argumentar que estas novas vias serão financiadas pelo vencedor do concurso, me inibe de considerar que esta obra é megalómana e que os recursos aplicados nestes exageros teriam melhor retorno, económico e sobretudo social, noutras finalidades, mesmo se exclusivamente empregues em vias de comunicação onde elas são realmente necessárias.

Entrevista de Lobo Xavier a Elisa Ferreira

O jornal Público de hoje saiu com uma entrevista de Lobo Xavier (CDS/PP) a Elisa Ferreira que teve lugar no carismático café Majestic. Em determinado ponto da entrevista Lobo pergunta a Elisa:
- Como vê a crítica generalizada à ideia de que se candidatou à Câmara do Porto mas construiu primeiro uma rede para que, se as coisas corressem mal, não ficar totalmente desprotegida?
Resposta de Elisa:
- A CDU e o PS consideraram que não havia problema nenhum, e havia até algumas vantagens em candidatar a Câmaras pessoas que também eram candidtas ao Parlamento europeu. Outros pensaram de outra maneira. Cada Partido escolheu a sua estratégia.
Começa aqui o erro que muitos políticos cometem, que consiste em orientar sistematicamente as suas estratégias pelo parecer dos partidos sem procurarem antes sentir o pulso à opinião e ao sentir das populações. Pessoalmente, e como disse no post anterior, estou disposto a "perdoar" a Elisa Ferreira a gafe política de não ter renunciado ao cargo europeu e apostar tudo no Porto. Mas, pergunto-me se outros portuenses estarão na disposição de fazer o mesmo.
Descontando o cancro local dos eleitores portuenses que votam em Rui Rio a pensar no Benfica ou no trampolim em que o amigo Presidente pode vir a tornar-se para darem o grande salto das suas carreiras profissionais ou empresarias, Elisa Ferreira com um pouco mais de experiência vencia Rui Rio sem grande dificuldade. Rui Rio só é querido pela elite mais hipócrita e interesseira da nossa cidade. Alguns dos seus "ilustres" apoiantes são autênticos saltimbancos de "luxo".
Repare-se quem circula já em torno da sua candidatura:
Paulo Portas [o verdadeiro artista, «amigo» de mercados em épocas eleitorais], que nunca quis saber do Porto para nada. Miguel Veiga, um «distinto» e rico advogado «do Porto» que tem da cultura uma noção muito snob e privada, e a recém derrotada líder do PSD, a cinzentona Manuela Ferreira Leite. O que é que esta gente tem a ver com as gentes do Porto? Nada! Não passam de demagôgos. E porventura, assim mesmo, Elisa pode vir a ter muitas dificuldades para reconquistar esse pôvo.
Terminei a leitura da interessante entrevista perguntando cá para os meus botões em quem é que Lobo Xavier irá votar nestas autárquicas...

05 outubro, 2009

«Gamelas»

É famosa a elasticidade mental do político. Seria porventura uma importante qualidade se essa elasticidade fosse usada com prioridade para proveito dos eleitores, e não, como acontece ordinariamente, em benefício próprio.
Com a elasticidade mental fazem de tudo, até substituírem-se à própria natureza. A alteração ao rumo das marés, por exemplo, é um dos seus pratos favoritos. Por um lado, apreciam que lhes sejam reconhecidas competências e dignidades que, por natureza muitos não têm. Por outro, quando lhes dá jeito, gostam de se colar ao nível e aos gostos do Zé Povo, como acontece [agora] em campanha eleitoral. Dão beijos, dançam, riem, abraçam, e até os estruturalmente antipáticos conseguem esboçar um sorrizinho amarelo...
Elisa Ferreira [já o disse aqui], foi infeliz desde o 1º. dia em que decidiu candidatar-se à Câmara do Porto, e já expliquei também porquê. Agora, com a derrota "partilhada" - mas não assumida, claro -entre PS e PSD, podia retirar dividendos do facto, e recuperar algum fôlego desperdiçado na fase de arranque da candidatura arrumando de vez com a veleidade de Rui Rio sonhar em ganhar um novo mandato na Câmara da Invicta. Mas não, Elisa ainda não aprendeu que em política é preciso medir muito bem as palavras, para não serem mal interpretadas e aproveitadas pelos adversários como trunfo, porque poderá ser determinante para ganhar ou perder umas eleições.
Estou certo que, quando, no mercado do Bom Sucesso, se saiu com aquela da "gamela" e de "estar sossegadinha em Bruxelas a ganhar mais", ela não queria menorizar o trabalho dos deputados no parlamento europeu, porque estaria a falar mal de si própria, antes de falar mal dos seus colegas, até porque é reconhecido o excelente trabalho que aí tem desempenhado. Mas a verdade é que nestas ocasiões os adversários políticos tratam de tentar "provar" de que é pela boca que o peixe morre, e agora, tanto eles como a própria comunicação social agarram-se à "gamela" como cão a osso.
Ora, é aqui onde quero chegar quando relaciono a elasticidade mental dos políticos com as "marés". Porque não há nenhum que não pense e ambicione em voz baixa o mesmo que Elisa falou em voz alta[na gamela]. Qualquer adversário político de nível superior não cometeria a imprudência de se aproveitar da ingénua gafe de Elisa Ferreira para tentar transformá-la numa oportunista aventureira, porque ao contrário de muitos, não se projectou da política para a sociedade civil mas sim, o contrário.
Alguns de nós estarão lembrados dos louvores públicos que recebeu pela sua competência na vice-presidência da Associação Industrial Portuense. Foi daí que a foram buscar para a política, o que pode querer dizer estarmos perante uma pessoa competente mas sem o dão típico de fingir dos políticos tipo.
Quando Rui Rio usa argumentos esquerda/direita para definir a cultura [foi afinal ele próprio quem o fez, ao aludí-lo], remete para o subconsciente adormecido dos portuenses a cultura Laferiana, sistematicamente submissa ao lucro imediato do feirante e às modas lisboetas. Alguém o viu sorrir tanto como no programa dos Gatos Fedorentos? É ali, em Lisboa que Rio se sente como peixe em água.
Pois, desta vez vou fechar os olhos e esquecer o PS, esquecer a droga dos partidos e as opiniões publicadas. Vou votar em Elisa Ferreira, vou perdoar-LHE os tirinhos nos pés, para, pelo menos, dar o meu pequeno contributo para a ordem de despejo da Câmara Municipal do Porto, a Rui Rio.

02 outubro, 2009

A Pousada do Freixo

Foi inaugurada a Pousada do Porto, no belo Palácio do Freixo. Na qualidade de portuense, suponho que me deveria sentir feliz e até orgulhoso. A beleza da arquitectura, o insólito contraste estético entre a obra de Nasoni e a Moagem Harmonia, as vistas sobre o Douro, o luxo interior, os mais que prováveis elogios por parte dos futuros hóspedes, tudo isto deveria alegrar alguém que ama a sua cidade e se regozija com seus aspectos positivos.

E no entanto, no meu espirito, por estranho que pareça, um sentimento de tristeza sobrepõe-se aos aspectos positivos desta valorização do parque hoteleiro da cidade. Poderá ser romantismo ou ingenuidade, mas sempre vi o futuro do palácio como destinado a uma função ligada à vida autárquica ou regional. Sala de visitas para visitas ilustres da cidade ou da região, sede duma futura autarquia - que teria de chamar-se Portucale - ou duma Região chamada Galécia (Norte é ponto cardeal) ou algo similar. A sua entrega à exploração comercial, vejo-a como uma espécie de traição à cidade e à região, que só poderia ter sido concebida por alguém com espirito de guarda-livros, para quem o Deve-Haver se sobrepõe a todos os outros tipos de considerações e que portanto, na minha opinião, não tem condições para dirigir uma grande, antiga e nobre cidade como o Porto.
Infelizmente está nessas funções há oito anos e prepara-se para ficar mais quatro. Se isto acontecer, teremos de o aceitar democraticamente e também concluir filosoficamente que de facto os povos têm os governos que merecem, por muito que a alma nos doa ao pensar que o declínio da cidade irá continuar, e que quanto mais fundo cair, mais custará a levantá-la de novo.

Rios e Rio[s]

Rios e Rios
Há rios em que se mergulha
de olhos fechados e de corpo e alma!
Entretanto há outros,
em que só se molha a ponta dos pés...
Neli Araujo
Simples [como é seu hábito] e providencial, este pequeno poema da nossa simpática amiga de S. Paulo.
Nós no Porto conhecemos um rio [e que a Neli felizmente não conhece] em que nem os pés se devem molhar... Não é o Douro, não.

Marisa Monte/Não é fácil...



aturar as Mizés deste rectângulo pestilento, mas mesmo assim, votos de bom fim de semana com a linda voz de Marisa Monte.

Uma dama "respeitável"...

Observando bem esta imagem, dir-se-ia que espelha o "desespero" da afilhada mal comportada, clamando por socorro à madrinha de ocasião . Parece estar a dizer, "vê lá se nos livras dos sarilhos em que ambas nos metemos".
Escrevi ambas, porque o perfil psicopático de Carolina já não constitui notícia para ninguém, mas o de Maria José Morgado, há medida que o fracassado processo Apito Dourado foi desafinando, tem vindo a revelar-se cada vez mais suspeito para a opinião pública portuense.
De facto, não passa pela cabeça de ninguém minimamente equilibrado, sobretudo com a responsabilidade de uma Procuradora Geral Adjunta, alegar ter falado com uma das principais figuras do processo por razões humanitárias e [pasme-se!] por consideração ao agente *Sérgio Bagulho.
Se fôr para levar a sério tais declarações, passaremos, desde logo, a ter a certeza que todos podemos em qualquer momento, caso uma imprudência circunstancial nos leve à barra do Tribunal, contactar pessoalmente com um alto responsável do Ministério Público, por razões humanitárias! A não ser que as razões humanitárias de Maria José Morgado sejam sulistas, elitistas e muito pouco liberais... Para ser sincero, a mim, é o que me parece que são.
Esta senhora só ainda está em funções e não foi ela própria submetida a um rigoroso inquérito disciplinar por instâncias superiores, porque estamos num país onde as pessoas acreditam que votar é testemunho de sentido de responsabilidade cívica. Que me perdoem os leitores que foram votar, mas eu, reafirmo que não é testemunho de coisa nenhuma! Este país não precisa de eleitores, precisa de uma revolução a sério [ai, o que eu fui dizer]. Alberto João Jardim, estou contigo! Viva a Madeira!
*Ainda que mal pergunte: qual é a diferença entre "consideração" e tráfico de influências? Esta situação é, ou não, discriminatória? É, ou não, altamente condenável?

Germano Silva,uma referência de respeito para o Jornalismo

Numa época em que o nível da classe jornalística se compara por baixo ao da classe política, é da maior importância relevar as raras excepções. É o que todos os portuenses assumidos têm o dever de fazer com este Homem. Grande proissional, grande portuense. O título do JN não podia ser mais feliz: o homem-cidade! É assim mesmo que vejo este jornalista de corpo inteiro.
O Renovar o Porto solidariza-se gratamente com o homenageado e congratula-se com a iniciativa. Poucos como ele a merecem.

01 outubro, 2009

Recordistas do patriotismo

O centralismo está sempre a surpreendernos. Se dúvidas existissem quanto à fragmentação do país e da coesão nacional, caso a regionalização se realizasse, basta passar aqui os olhos pelo jornal centralista "desportivo" Record para as dissipar. A imagem da capa denuncia melhor do que mil palavras o sentimento «patriótico» desta garotada a quem é dada liberdade para fazer e dizer o que quer, sem olhar a meios. O que não fariam se fossem anti-patriotas!
Os nossos "inimigos" espanhóis colocam no El País, jornal de referencia do país vizinho, esta imagem do FCPorto do jogo de ontem. Patriotices.

FCPorto e a Champions League

Luís Freitas Lobo, é um comentador de futebol por quem já tive mais apreço [muito mesmo]. Ao contrário do que é habitual, a experiência, que costuma adicionar aos nossos conhecimentos um "must" de simplicidade e sensatez, não está a surtir esse efeito em LFLobo. E é pena, porque quando começou de mansinho a fazer comentários sobre futebol, vi-o como uma lufada de ar fresco no paupérrimo universo de comentadores do futebol jogado.
Ontem, apesar do futebol trapalhão do FCPorto até aos 72 minutos, LFLobo só tinha elogios para os jogadores do Atlético de Madrid. Parecia que só existia uma equipa em campo. Eram só mimos com adjectivos sublimes para os jogadores do Atlético e da própria equipa. Em relação aos jogadores do FCPorto não lhe consegui ouvir uma só palavra positiva. Eu, não sou comentador desportivo, mas vou dizer o que os meus olhos viram, procurando dentro do limite do possível, ser o mais coerente possível com o que penso de Jesualdo.
Como todos os espectadores se devem ter apercebido, a 1ª. parte do FCPorto, foi um susto. Tomás Costa, foi um susto e o Raul Meireles - a jogar mais à frente - a procurar emitá-lo, com passes desastrados, pouca consistência física e falta de garra na hora de finalizar os passes de bandeja que o esforçado [mas algo anarca] Hulk lhe ofereceu. Foram 72 minutos à Jesualdo.
Como disse em post anterior, considero algo tardias as decisões de Jesualdo. Tivesse ele pensado nas substituições um pouco mais cedo, talvez não houvesse necessidade de deixar os adeptos à beira de um ataque de nervos, sujeitos a sair do Dragão com a segunda derrota na League. Com a saída de Tomás Costa, a entrada de Guarín e o recuo de Meireles [onde é mais produtivo], a equipa parecia outra, que teve a sorte e o talento de marcar o golo da vitória a parcos minutos do fim.
No entanto, e apesar da sofrível 1ª. parte, não vi no Atlético de Madrid o esplendor que Luís Freitas Lobo tão calorosamente descreveu. Tem muito bons jogadores, sim senhor, mas para uma equipa "brilhar", às vezes basta que a outra se deixe ofuscar. Foi, na minha opinião o que aconteceu ontem no Dragão com o FCPorto. Isto, descontando a ausência [por lesões ou castigos] de jogadores-chave, como são Fernando, C. Rodriguez e Varela.
Eu discordo um pouco do lugar comum besta versus bestial de que costumam responsabilizar os adeptos. Ontem, Jesualdo, nem foi uma coisa nem outra. Foi pouco arguto até aos 72 minutos e lúcido quando procedeu às substituições, porque objectivamente, teve bons resultados. E teve a "sorte" de ter tido o contributo precioso de Falcao com um golo soberbo. Isto, foi resultado do talento individual do jogador, não do técnico. Ponto.
Mas, não havia "nexexidade" de arriscar perder a partida permitindo que o FCPorto andasse perdido, aflito mesmo, durante tanto tempo. Repito: para decisões tão in-extremis, é preciso ter sorte.
O melhor jogador durante toda a partida, mesmo durante o pior período de jogo, chama-se Fucile. Os segundos exequo, Falcao eHulk. Por último, todo o sector defensivo.
PS-Descansem os meus amigos dos blogues futebolísticos que não pretendo fazer-lhes concorrência. Este é o tipo de coisas que não pode explicar-se num simples comentário.