13 maio, 2008
RESPOSTA AO "NORTEAMOS"
12 maio, 2008
Os exemplos da capital...
Agora, gritem em uníssono. Um... dois... três! Calimeros, Calimeros, Calimeros! Nós somos Calimeros!
Dr. Rui Rio? Dr. Rui Rio? Então? Não canta connôsco? Está ceguinho ou apenas mudinho?
Peço desculpa nobre cavalheiro, tinha-me esquecido que V. Exa. só gosta de levantar a voz aos portuenses.
Desculpe-me V. Exa.
"A portofobia"
Uma noite, num dos episódios a que assisti, o ‘super pai’, que também era empresário do sector têxtil, recebia na empresa dois empresários do norte com os quais contava fazer um bom negócio. Na empresa trabalhava também uma senhora de ar fino e sofisticado, sócia e namorada do empresário. No correr da acção os empresários do norte lá aparecem. Dois sujeitos de fato e gravata, cabelo empastado em brilhantina e uma carregada pronúncia tentando imitar a nortenha. As negociações lá começam e, às páginas tantas, um dos homens do norte protagoniza uma descarada cena de assédio sexual à senhora fina lisboeta. Claro que ela se queixa ao sócio e namorado, este acaba com o negócio e despede indignado os dois 'abrilhantinados'.
Para mim foi um choque. A espúria e premeditada associação entre pessoas do Norte e comportamentos socialmente reprováveis era demasiado óbvia para passar desapercebida. Na época a guerra do futebol já corria há muito mas, tirando isso, nunca tinha imaginado que numa televisão nacional se pudesse, de modo tão execrável, insultar uma parte significativa da população do país.
Em tempos mais recentes também não faltam exemplos de coisas deste tipo. Passando pela ‘Floribela’, uma série supostamente para crianças, a quem tratavam por “estúpida tripeirinha”, o que é sempre uma boa maneira de ir ensinando preconceitos, até aos ‘Gato Fedorento’ que, seguindo uma velha tradição televisiva, sempre que pretendem caricaturar alguém tosco e rude metem-lhe pronúncia do norte ou alentejana se for alguém preguiçoso. Estes, que passam facilmente da piada fácil ao insulto mais asqueroso, têm um boneco em que pretendem representar o típico autarca corrupto. Obviamente que tem pronúncia do norte e aparece num estúdio de televisão com a imagem da cidade do Porto como cenário. Para ser verdadeiro, por tudo o que ficamos a saber nos últimos tempos, deveria ter a mais refinada pronúncia alfacinha e uma das pontes sobre o Tejo como pano de fundo. Mas a intenção – ser verdadeiro - não é essa claramente.
Isto tudo serve para dizer aos caros Vítor Pereira e José Rocha que a preocupação deles não se justifica: a portofobia já vem de longe, vai continuar, e este episódio do futebol não lhe acrescenta nada. Aliás, a portofobia foi mesmo promovida a ideologia de Estado como se pode constatar pelo desprezo com que este governo trata o projecto do metro do Porto, a iniquidade com que auxilia a recuperação urbanística lisboeta e praticamente ignora a do Porto, ou no modo como cobardemente se prepara para nos alienar o aeroporto aos interesses da sua megalomania. Quanto ao futebol: sentenças em que o mesmo órgão, cuja génese resulta duma eleição entre clubes e a sua constituição reflecte a correlação de forças em jogo, é simultaneamente investigador, instrutor do processo, acusador e juiz, e cujo presidente é arauto mediático – mas só depois do incontornável Correio da Manhã – da sua própria sentença, são mais medalhas de honra do que opróbrio. O campeonato que interessa é aquele que se disputa nos relvados europeus e não o medíocre torneio de classificação que por cá se disputa. Um dos clubes do Porto que está a pagar a ousadia de ser melhor que os outros há muito que age localmente e pensa globalmente. Está a anos-luz dos seus adversários internos, há muito que pertence a outro mundo e espera ansiosamente que se institua a verdadeira liga europeia para se libertar definitivamente da mesquinhez interna.
Está claramente na hora de dizer BASTA! A tudo isto. Caso contrário, o melhor é retirar a palavra INVICTA do Brasão desta Cidade antes que D. Pedro IV se revolva no túmulo.
Dia 24 de Maio às 17 horas vai realizar-se uma manifestação contra as portagens na Avenida dos Aliados. É também uma manifestação contra o tratamento desigual e a discriminação.
É este o momento, Dr. Rui Moreira!
Caro Rui Moreira,Do futebol e a sua importancia
A atitude de desvalorização do fenómeno futebol é, na realidade, e sem muitos se aperceberem, uma atitude induzida pelas centrais centralistas de formatação de mentalidades.Há muito que querem fazer passar a ideia que o povo do norte devia de deixar de dar importância ao futebol. Não há nada de inocente nem de bondade nisto. O povo do norte não dá mais inportância ao futebol que outro qualquer. O facto é que em regra os seus clubes são melhores que os outros mesmo lutando com armas desiguais.O que está verdadeiramente em causa é o assalto ao negócio.
E, ISTO? POLITIZA OS PORTUENSES?
Isabel Figueira revela segredo das suas mamasOS INTECTUAIS DE MEIA TIGELA, QUE ADORAM PÔR A CABEÇA DE FORA PARA ATACAR O TERRÍVEL UNIVERSO DO FUTEBOL E RESPONSABILIZAR AQUELES QUE O APRECIAM PELO DECLÍNIO DO PORTO, TÊM AQUI UMA BOA OPORTINIDADE PARA REFLECTIREM E PARA QUEBRAR UM BOCADINHO A ROTINA DE TANTA SAPIÊNCIA. ESTÃO SEMPRE A DIZER O MESMO, O QUE PARA INTELECTUAIS É MUITO POUCO...
ALÉM DO FUTEBOL, HÁ TAMBÉM ISTO E MUITO MAIS, QUE SE CALHAR, SE PERDEREM UM POUQUINHO DE TEMPO A INVESTIGAR O "FENÓMENO", CONCLUIRÃO QUE ESTAS "BANALIDADES" MUNDANAS SÃO CAPAZ DE ALIENAR AS POPULAÇÕES MUITO MAIS DO QUE O TENEBROSO MUNDO DA BOLA.
11 maio, 2008
RUI MOREIRA, EU IREI PARA A RUA! FAÇA-SE OUVIR!
O momento que o Porto atravessa é um sufôco. Nós estamos a ser humilhados e tratados como verdadeiros colonizados e isso não podemos mais permitir.
Os acomodados, aqueles que "furam" toda e qualquer iniciativa de rejeição popular a esta discriminação regional, não podem continuar a cooperar com esta desonra. Tenham brio, esqueçam por momentos os seus empregos, as suas coutadas de conforto pessoal e unam-se às populações!
Vamos Rui Moreira, dê o passo que falta, você não está só!
Basta!
Futéis e submissos
"Crónica de uma morte anunciada"
Depois de ler a crónica de Rui Moreira no PÚBLICO de hoje, convenço-me de que os meus temores se vão realizar.
Rui Moreira é um espectador privilegiado deste problema, fruto da sua intervenção activa como presidente da Associação Comercial do Porto, e poderá ter acesso a informações que não foram divulgadas. Daí a importância da sua crónica de hoje.
Questiona ele se " alguém persuadiu Sócrates de que o seu repto aos empreendedores do Norte, a propósito da privatização do ASC, fora um erro de cálculo? Será por isso que GQT ( Governo Que Temos) prepara a privatização da ANA e faz ouvidos de mercador aos que responderam ao seu desafio?"
Mai a frente afirma que " Alguém lhe terá dito que, para que Lisboa possa dispor de um novo aeroporto de raiz destruindo o valor da Portela, é preciso que a ANA seja privatizada, e que este negócio só será atrente e viável se incluir o ASC no pacote. Não admira, porque, se este fosse entregue a outro proprietário ou concessionário, poderia crescer muito, nos dez anos que serão precisos para terminar a construção do novo aeroporto de Lisboa, transformando-se entretanto num perigoso concorrente".
Acrescenta depois esta frase que é um apelo: " Assim, e se nada for feito, o ASC ficará integrado num monopólio privado. (...) essa é a pior das soluções para a região".
Segue-se uma autêntica afirmação de impotência. " Os privados que se interessaram pela oportunidade pouco mais podem fazer e a Junta, que já fez muito ao encomendar um estudo científico que demonstra a razoabilidade da solução reclamada, está condicionada pela chantagem do Metro. Dos partidos, nada há a esperar, porque o PSD está mercê dos anti-regionalistas que detestam o Norte, enquato o PS-Porto se especializou em mendigar benesses do GQT."
Termina assim. " Acho que, enquanto é tempo, os cidadãos do Porto têm de voltar à rua para gritar: "Basta" !"
É a última solução, uma solução de desespero, mas teremos nós quem encabece este movimento, e compreenderão os nortenhos, especialmente os portuenses, o que está em jogo? Quererá o próprio Rui Moreira aceder a um eventual apelo para que avance? O que pensam a Associação Industrial, a Universidade, a Junta Metropolitana, a própria Diocese, os grandes empresários, as figuras gradas da região? Vamos permitir a morte do aeroporto, e da região com ele? Vamos continuar impavidamente a deixar-nos conduzir para um triste futuro, como um rebanha de ovelhas a caminho do matadouro?
Interrogo-me se haverá, em tudo isto, precipitação da minha parte. Gostaria que houvesse, mas quando me lembro do silêncio absoluto de Sócrates na sessão solene na Associação Comercial, quando desafiado por Rui Moreira a falar sobre vários temas importantes para a região, entre os quais o ASC, não posso deixar de temer que estamos na presença de uma autêntica "Crónica de uma Morte Anunciada".
09 maio, 2008
SOLIDÁRIO COM PINTO DA COSTA
Caro Jorge Nuno Pinto da Costa:O Renovar o Porto está contigo com a mesma determinação irreversível que está contra todos os que te invejam, caluniam e perseguem.
O monstro é enorme, tem os tentáculos de um polvo, mas é cobarde e fraco. Tem dois nomes. Quando quer dar-se ares de importante, chama-se centralismo. Quando veste aquele equipamento desportivo de um vermelho côr de horror, chama-se Benfica.
Mas tu vais vencer, mais uma vez.
O meu abraço solidário
FOME
Os portugueses lembram-se, ou talvez não, dos governos, incluindo o actual, que mandaram abater barcos de pesca para não haver mais pescado !
E lembram-se que se pagou e se deram reformas aos agricultores para não produzirem !
Mandaram arrancar vinhas, oliveiras e atribuíram subsídios chorudos para não se semear o trigo e outros cereais !
Actualmente somos muito mais dependentes dos produtos de 1ª necessidade do que éramos há 30 anos atrás e temos somente metade da área cultivada com cereais, desde que entramos na união europeia.
Os governantes portugueses preferiram dar o peixe em vez de dar a cana e aí estão os resultados.
Diz a Caritas e acreditamos que existe um grande risco de FOME em Portugal! Não só há um grande risco como para muitos portugueses já é uma realidade !
E que faz este governo para tentar ultrapassar ou minorar estes possíveis riscos ? NADA !.
Remetido por Renato Oliveira (JN)
O "anti-populismo" de Pacheco Pereira...
1293 Outro exemplo de "elevação" política...


Devíamos, porque todas as manhãs o senhor ex-ministro quando faz a barba e se olha ao espelho, vê um rosto e uma personagem que não é a dele. O que ele vê é o tal ministro amado e gratificado pelo povo de que ninguém se lembra, porque simplesmente não existiu. Foi mais um, entre muitos outros, que nada trouxe ao país de verdadeiramente relevante.
O lado mais desprezível de alguns políticos ou ex-políticos (afinal, eles nunca chegam a desligar-se da política) é exactamente esse: o da arrogância e do autismo. E este, não foge ao perfil.
Há dias, interpelado por um jornalista para comentar as declarações do músico Bob Geldof que tinha afirmado (aquilo que todas a gente sabe, mas cala) que Angola era governada por criminosos, o luzidio ex-ministro dedicou palavras tão desprezíveis ao músico que parecia estar a falar de um atrasado mental.
Acontece, que se Bob Geldof não é nem foi nenhum Messias da humanidade, Mira Amaral não passa de mais um irrelevante ex-político português, desconhecido para o Mundo, que no seguimento de outros colegas seus conduziu melhor a sua vidinha pessoal do que aquela outra para a qual foi eleito ministro: a do povo.
Bob Geldof é apenas um músico dos anos 70, algo polémico (haverá contestário não polémico?), que apesar da pedantice do senhor Mira Amaral fez mais pela Humanidade do que ele. E é músico. Mira Amaral foi ministro.
Bob Geldof foi (juntamente com Bono, dos U2, Paul MacCartney e Boy George), o responsável pelo recrutamento de músicos para editar um single com fins de caridade contra a fome na Etiópia. Foi promotor e organizador do concerto Live Aid para angariação de fundos, percorrendo o mundo a defender a causa contra a fome. Recebeu imensos prémios, chegando a ser nomeado para prémio Nobel da Paz. Enfim, não fez milagres, mas foi consequente e solidário.
E o senhor Mira Amaral? Fez mais e melhor pela população que lhe conferiu o poder? Sem demagogia, claro (como é confortável esta palavrinha), mas fez?
Convenhamos, seria realista vermos um ex-ministro resistir à tentação de minimizar declarações que estão mais próximas da verdade do que da mentira, sabendo que o seu principesco emprego de presidente do Banco BIC em Portugal podia ir pelo cano abaixo?
Quero acreditar que o senhor ex-Ministro Mira Amaral só não concordou com as palavras de Bob Geldof por obrigação de defesa dos altos interesses nacionais. Nunca em defesa dos seus. Só pode...
PALAVRAS, PARA QUÊ?

08 maio, 2008
Notas Soltas (2)
É conhecido o corporativismo que reina nesta classe profissional ( e não só...) ou seja a defesa intransigente e egoista das suas regalias, que são colocadas acima de quaisquer outras considerações, incluindo o bem público.
A recente nomeação de um polícia de carreira para Director Naciononal da Polícia Judiciária, isto é, de alguém que não pertence à panelinha, desencadeou uma violenta reacção dos senhores magistrados em serviço na PJ, com múltiplos pedidos de demissão porque, como disse um deles ( aliás o número dois da hierarquia) "por uma questão de estatuto não podia ficar na dependência hierárquica de um elemento policial." Parece confirmar-se que reformar seriamente a justiça é tarefa ciclópica só ao alcance de um Hércules que por enquanto não se vê no horizonte.
Assim continuaremos a conviver com a lamentável prescrição de processos, em número superior a um milhar por ano, e com uma situação permanente de injustiça, pois que como disse um infante real há séculos atrás ao rei de Portugal seu irmão, "justiça que chegua a horas é justiça, mas justiça que tarda é injustiça". Não garanto o rigor da transcrição mas a ideia era esta. O que também mostra que este problema da justiça é endémico no nosso país...
2 - O caso da ameaça de desaparição da Brasileira é, para mim, um caso paradigmático. Os contornos da ameaça são conhecidos, dispenso-me de os repetir.
Todo e qualquer portuense, mesmo os que, como eu, habitualmente não frequentam a Brasileira sentiriam o desaparecimento deste emblemático café como mais uma machadada na nossa sacrificada cidade. Valeu a circunstância de o banco envolvido ser o BPI, com sede na nossa cidade, e o facto de um portuense ilustre - Dr.Artur Santos Silva - ter nele a influência necessária para que a solução encontrada não originasse mais uma perda de património cultural portuense. Imaginemos que o banco envolvido era outro, daqueles que têm o poder decisório em Lisboa. O problema sentimental do Porto não seria nem compreendido nem respeitado, e não tenho qualquer dúvida que a solução encontrada seria fria e impessoal, e significaria a morte da Brasileira.
Este é um exemplo que deveria ser meditado por aqueles que não querem compreender como o centralismo em que vivemos é perverso para o resto do país, e como é importante que os centros de decisão de matérias que interessam ao dia a dia das populações, estejam na sua proximidade e nas mãos de pessoas com sensibilidade para decidir.
Tempo de discutir a democracia
PESSIMISMO, OU FACTOS DO NOSSO QUOTIDIANO?

...OU PESADÊLO?
- Esquadras de Polícia envelhecidas, sem condições nem segurança
- Polícias que arriscam vidas, prendem criminosos perigosos, para o Juíz os libertar a seguir
- Tribunais a ruir de podres e com espaços exíguos apinhados de processos
- Tribunais sem equipamento informático adequado às exigências de hoje
- Demissões de Procuradores G. da República
- Demissões de Directores Gerais da Polícia Judiciária
- Confusões (ou crises de autoridade) entre magistrados e inspectores da PJ
- Ciumeira e traição no seio dos partidos do poder
- Carjacking em franca expansão
- Hiper-concentração do investimento público na capital
- Desertificação do interior do Porto e consequente empobrecimento
- Inépcia e marasmo da gestão da Câmara Municipal do Porto
- Falta de liderança e elevação governativa a nível nacional
- Crescente ausência de valores sociais e éticos
- Direitos dos trabalhadores ameaçados
- Escolas com professores sem autoridade e alunos sem educação familiar
- Fosso entre pobres e ricos mais acentuado com os primeiros a aumentar
- Escândalos económico-financeiros na Banca
- Compadrio politico entre empresas privadas e ex-governantes
Há, mais. Mas para já, chega! Não quero provocar um enfarte em ninguém. Verdade, ou ficção? Pessimismo? Talvez. Mas, se for oportuno serão capazes de me explicar aonde é que ele está?
Tudo isto é real, tudo isto continua a acontecer e a entranhar-se nos "brandos costumes" deste país com a cumplicidade dos "optimistas" conservadores do regime.
Bem; às tantas, o problema está em mim. Talvez tenha tido um pesadêlo e cada uma das alíneas acima referenciadas não tenham correspondência com a realidade. Afinal, o nosso 1º. Ministro é quem sabe, e o seu já famoso dêdo em riste é o melhor fiel de balança do seu sucesso, que naturalmente é também o nosso. A vida é bela em Portugal.
A propósito, lembrei-me agora de um sinal da bela vida que se vive em Portugal: ontem, os telejornais deste país de "optimistas" licenciados abriram para nos informar que o novo treinador do Benfica era Sven-Goran Eriksson.
Que tal? Gostaram? Melhor do que isso, só mesmo o anúncio da prisão de Pinto da Costa.
07 maio, 2008
SONAE/SOARES DA COSTA=AEROPORTO SÁ CARNEIRO

06 maio, 2008
Por quê ser honesto?

A Ler: Reflexão sobre a influência
Enquanto uns se entretêem a discutir o sexo dos anjos, convencidos que estão a dar um grande contributo para mudar o país, outros limitam-se a constatar factos e a denunciá-los sem pápas na língua. É neste último grupo que o Renovar o Porto se situa. Caso contrário (e se fosse possível) já se teria constituído em partido político. Para já, não é essa a minha (e nossa, suponho) opção.
05 maio, 2008
Os escolhos que podem afundar o referendo (1)
É por isso indispensável que antes do referendo se realizar, tenha havido um prévio trabalho de informação e doutrinação que permita aos cidadãos terem uma visão o mais completa possível daquilo que realmente está em jogo e da influência que terá nas suas vidas. Só assim poderão votar conscientemente.
Penso assim porquê? Por várias razões.
Primeiro porque não se pode esquecer que o resultado dum referendo só é vinculativo se a participação for superior a 50%, e elas têm sido bem inferiores, incluindo a de 98. Imperioso se tornará a implementação duma estratégia que "mexa" com o eleitorado e o motive a ir as urnas. Isto é possível de ser feito, há especialistas que o podem fazer, só que custa tempo e dinheiro ( e o governo não paga, é obvio!).
Em segundo lugar há muita gente que acredita em slogans como estes:
- " Isto é uma luta entre partidos. Eu não quero saber de política."
- " O país é pequeno de mais para ser dividido."
- " O que os políticos querem é mais tachos para se governarem."
- " Agora somos governados e prejudicados por Lisboa. E depois? Pasamos a ser espoliados pelo Porto (ou Coimbra, ou Braga, ou Évora, etc). Então mais vale deixar tudo na mesma"
- " Com a regionalização o país vai gastar mais dinheiro e a burocracia vai aumentar. Vamos ter a nossa vida mais complicada."
- " A corrupção vai aumentar."
Sentimentos como estes são reais. Para verificar a sua existência, basta falar com as pessoas, sobretudo as menos politizadas, ou então percorrer a blogosfera e ler muitos dos comentários sobre o tema. Torna-se assim imprescindível esclarecer atempadamente uma significativa fatia do eleitorado. Se isto não for feito, e não vejo quem o queira fazer, receio bem que o próximo referendo constitua o requiem da regionalização. Pessimismo? Chamar-lhe-ia antes realismo.
Para além dos obstáculos proveniente daqueles a quem o tema regionalização não interessa, ou que têm uma opinião negativa, há ainda a considerar eventuais resistências oriundas de apoiantes da causa. Abordarei esta particularidade em próximo post.
Não será, antes: "Masoquismo tripeiro"?
Sobre este artigo, pretendo dizer o seguinte:
já dei muitas vezes comigo a perguntar-me por que raio é que, quando vejo alguém a torcer o nariz à Regionalização, ou a "bater no ceguinho da historinha do Calimero, cujo objectivo não vai muito mais além do que procurar responsabilizar todos os portuenses pela crise do Porto, me deixo logo invadir por um enorme sentimento de desconfiança em relação a essas mesmas pessoas e não consigo levá-las a sério.
Afinal, não terão o direito de entenderem as razões da nossa decadência de modo diferente do meu? Estará o meu espírito democrático a precisar de uma revisão técnica? Acreditem ou não, penso amiúde nessa hipótese.
O que é significativo, é que, à medida que os anos passam, essa desconfiança não só se acentua como se fortalece, o que contribui seriamente para credibilizar os meus fundamentos.
Vejamos. Continua a haver por aí quem, numa primeira impressão, nos transmita do seu discurso opinativo - como é o caso do autor do artigo linkado - a ideia de estar do nosso lado da barricada, de repudiar como nós, a situação pungente vivida no Porto, mas imediatamente a seguir parecem ficar bloqueados perante a palavra Regionalização. Se em vez de pessoas falássemos de ouriços, seria muito provável notarmos-lhes os picos eriçados, tal é a aparente aversão ao tema.
Honestamente, não gosto de fazer juízos de valor instantâneos, mas ainda não consegui compreender profundamente este fenómeno. Em abono da verdade, há que dizê-lo, estas pessoas também não ajudam muito. A coesão nacional, o caciquismo local e a suposta presunção alienatória dos adeptos da regionalização, são os únicos argumentos que conseguem apresentar para justificar este reaccionarismo, mas nenhum deles faz qualquer sentido.
Vamos por partes.
Coesão nacional:
sabendo como sabem, que o país está (ao contrário da prometida, mas sempre rejeitada, descentralização), mais e mais concentrado na capital, e com isso, a gerar fenómenos promotores de divisionismos e fragmentadores da unidade nacional, como podem simultaneamente os anti-regionalistas, defender essa coesão, continuando a credibilizar quem e o que, a promove, sem sequer darem sinais de querer mudar de política? Será justo, razoável, continuar-se à espera que Suas Exas., os nossos desgovernantes, numa espécie de iluminação súbita, se decidam finalmente a descentralizar o país? Quem nos garante que o farão alguma vez? A não ser que os anti-regionalistas estejam dispostos a esperar mais 34 anos, o que, diga-se, chega a ser sádico. E os portuenses, o povo, esse, não o merece.
Caciquismo local:
é um risco em qualquer sistema político,que não difere muito do risco consumado das oligarquias centralistas actuais, mas que sempre se poderá controlar melhor dentro de portas (no governo regional) do que a 300 kms de distância com um governo de costas viradas para o Norte do país. Por que não se inquietam os anti-regionalistas com factos concretos, protagonizados pelo caciquismo central? Mais grave: por que não o repudiam ao ponto de o quererem ver rapidamente dizimado do país?
Suposta alienação dos adeptos da Regionalização:
quem aliena quem? Os protestantes anti-calimeros, tão vulneráveis a promessas de banhas da cobra, há 34 anos por cumprir, ou aqueles que procuram outro caminho para que elas possam ser mais facilmente cumpridas? E o que explica a rejeição absurda dos anti-regionalistas/anti-calimeros pelo sucesso governativo de países pequenos como o nosso, regionalizados como é o caso da Dinamarca e Holanda, só para dar dois exemplos? Receiam perder porventura algumas mordomias secretas? O emprego? A chefia na redacção de um jornal? O quê? Mas por quê tanto receio infundado?
Agora, debruçando-me mais directamente no artigo em questão e nos exemplos apresentados pelo seu autor, volto ao mesmo ponto de incompreensão entre as suas causas e respectivos efeitos.
Jorge Vilas, o autor do referido texto, aponta-nos Rui Reininho, Pedro Abrunhosa, Mário Cláudio, Agostina Bessa Luís, Manoel de Oliveira, Júlio Cardoso, José Rodrigues e Pinto da Costa como casos pessoais de sucesso e projecção profissional em que foi possível ultrapassar as " benesses" (a expressão é dele) do centralismo deixando pairar no ar a ideia optimista de que: " se eles conseguiram por que não conseguimos nós?"...
Eu podia responder-lhe com optimismo maior, e perguntar-lhe porque é que ainda não fundou o seu próprio jornal ou (com um pouco mais de exagero), por que é que não conseguiu criar uma estação de Televisão autónoma para o Porto. Se quisesse ser mauzinho, poderia ir um pouco mais longe e estender o optimismo do racicínio à população e perguntar por que é que não há um Belmiro de Azevedo em cada cidadão, mas fico-me por aqui, quando muito atinjo o estado perfeito da autonomia humana: a anarquia, no seu estado mais puro. Mas não irei por aí, gosto de ter os pés na terra.
Quero, é de uma vez para sempre (se possível) saber quem são os Calimeros deste Porto, porque devem (e convém sabê-lo) ter nome. Ora, é isso que o senhor Jorge Vilas não diz, ou não quer dizer, mas devia dizer se quisesse emprestar objectividade ao seu artigo. Todos ou quase todos os personagens de sucesso por ele exemplificados já se queixaram do centralismo. O próprio Pinto da Costa já começa a usar o termo como arma de combate nos seus discursos, como aconteceu recentemente em Vila Real, daí que não percebo onde quer chegar verdadeiramente o respeitável jornalista.
Mas eu posso ajudar. Já aqui citei nomes como António Amorim e Belmiro Azevedo,como exemplos de pessoas que podiam ter dado uma ajudinha (se quisessem) à vertente autónoma da região caso tivessem concorrido com a SIC de Pinto Balsemão e outros. Mas, admitindo que também não se lhes pode exgir sucesso mais polivalente do que aquele que já têm, afinei a pontaria e dirigi baterias para alvo mais objectivo, como é Joaquim Oliveira, um homem do Norte (não Calimero, suponho) dono de vários jornais e estações de radio e TV que até hoje não ousou deslocar ou criar para o Porto um canal autónomo de televisão.
Este é, objectivamente, apenas um caso concreto e paradigmático da culpa de um homem do Norte devidamente identificado (não o único) pela degradação económica e social portuense. Não forçosamente, de todos os homens do Norte, como gostam de dizer.
Como pode constatar-se, os jornalistas nem sempre escrevem com objectividade. Às vezes confundem (mais do que esclarecem) a parte com o todo.
Como é o caso, os Calimeros do Porto talvez sejam eles e os Oliveiras lisboetizados. Os Joaquins, sobretudo...
LINKS A LER
...e com toda a razão do Mundo!
Iam à discoteca com caçadeira de canos serrados na mala do carro
...e, senhor Procurador, eram de S.João do Estoril, imagine V. Exa.!
A lei da selva!
...é capaz de estar a rebentar de razão, senhor deputado.
Falinhas mansas
...do sr. Rui Rio, mas só para a sacro-santa Lisboa, não é?
Primeiro comboio a atravessar túnel foi recebido com aplausos
...até que, enfim! Uma linha que agora une, em vez de dividir, como está na moda...
Estupidez tripeira
...com a qual, mais uma vez não concordo totalmente. No meu post seguinte, explicarei por quê.





