06 fevereiro, 2009
A Atitude, de Claus von Stauffenberg
Li, na revista Ípsilon que acompanhava o jornal Público de hoje, um artigo muito curioso sobre o filme "Valquíria", interpretado pelo conhecido actor, Tom Cruise. A história do filme, relata a vida de um oficial alemão (Claus von Stauffenberg), que, consciente do rumo dramático que Hitler estava a traçar à Humanidade, resolveu contrariar os princípios militares com os quais tinha sido educado, e atentar contra a vida do ditador. É da consciência e da coragem de homens, como este oficial alemão, que a História pode inverter o sentido errado que outros fanáticos lhe querem dar. No caso concreto, a conspiração falhou e com ela a morte por fuzilamento de Claus von Stauffenberg.PS
28 Cêntimos por segundo! É a vida?
Não escondo o meu gosto pelo futebol, contudo, considero os valores das remunerações pagas a alguns jogadores de futebol (e não só), como os referidos na lista aqui ao lado, absolutamente criminosos. TAF e JN
Links (fonte JN)
Cedofeita com cobertura para atrair mais pessoas
Peritos disfarçados de clientes avaliam metro
Bancos justificam "spreads" mais altos (a boa consciência dos banqueiros...)
Pedro Proença apita F.C. Porto-Benfica (para a escória do rigor e da moral centralista, nomear um árbitro lisboeta para um jogo desta importância, é uma situação perfeitamente normal e insuspeita, mas, se fosse ao contrário, estariam criadas as condições suficientes para "realizar" um filme ou "escrever" um livro. É a «seriedade», à moda da capital no seu melhor. Enfim, mais do mesmo.
05 fevereiro, 2009
04 fevereiro, 2009
Offshores "legais"
Offshores: sérios sem o parecer
Comentário RoP
Afinal, em que ficamos? Não sendo as offshores imorais e ilegais, por que raio não se estende esta «técnica de marketing» a todos os cidadãos?
Mas, pergunto: é apenas aos políticos que é exigível parecerem sérios? A redactora parece esquecer-se que a vantagem-mor das offshores é precisamente aquela que ela gostaria de ver ser alterada e jamais será: a de garantir aos seus clientes «lealdade» em dificultar inspecções transparentes.
Por consequinte, D. Isabel Stilwell, está um pouco enganada (ou, confusa). Não é a imaginação que continuará a ser alimentada por «esquemas», é a realidade da história nacional. E os Bancos, não servem de exemplo para nada. Apesar da Madeira.
Ai os homens
"Nos que utilizam contrapartidas dentro da sua política industrial, elas são aproveitadas para benefício das PME, para a criação de novas empresas de base tecnológica, para capacitá-las para concorrer no mercado internacional e para criar áreas de excelência a nível mundial."
Quais são os bons exemplos?
"Espanha, Reino Unido, Finlândia, Polónia, Israel e Japão. A CASA espanhola, que chegou a ser mais pequena do que a Ogma e hoje pertence ao grupo EADS, cresceu desse modo, até ao último grande salto: participar no núcleo industrial do avião militar da Airbus, o A400M. A Nokia finlandesa deve uma boa parte do seu crescimento ao facto de o Governo ter procurado contrapartidas com elevada transferência de tecnologia para a sua indústria civil. Também os travões do comboio-bala, inovação tecnológica dos japoneses, foram desenvolvidos a partir de tecnologia dos caças aéreos."
Messieur "Jamé"
Se há coisa que não me preocupa mesmo nada, é ser politicamente correcto. Nem sei porque deveria, considerando os exemplos, em catadupa, de incorrecções e de acções criminosas, que os nossos "honoráveis" mandantes fazem questão de praticar. Os políticos não gostam de ser demonizados? Não? Então, que aprendam depressa, a ser, e parecer sérios. Nós, já estamos fartos de os ver governar, governando-se. Por isso, a última coisa que nos devem exigir é ética e respeito, porque o respeito conquista-se com a reputação que se semeia, e como os senhores governantes semearam e continuam a semear uma péssima reputação, têm de aguentar com as consequências.O post do Miguel Barbot fez-me retomar o tema das contrapartidas que ontem aqui abordei.
Pois, o nosso ministrote, mandou à fava as «estratégias» do Governo e o Plano Tecnológico, e decidiu por sua própria conta e risco negociar com a Airbus. Ora, o que se estranha mais desta decisão, ao arrepio das directrizes do próprio Governo, é o mal estar que parece ter provocado a Mário Lino, a divulgação dos relatórios sobre as compensações, antes do negócio ser fechado. Dá a nítida sensação de tratar-se de um quadro típico do velho refrão, "gato escondido, com o rabo de fora"... Não vos parece?
Será que estamos na iminência de mais um grande cambalacho à moda do BPN, BPP e Freeport?
Talvez não fosse tarde nem insensato que a PJ começasse a arrepiar caminho, no sentido de investigar como estas operações foram realmente realizadas, antes que os portugueses, sofram outro desgosto.
Crise
03 fevereiro, 2009
Aritmética Judicial
Só que logo a seguir o senhor presidente explicou que o CJ, se se tivesse pronunciado, recusaria o recurso porque, segundo ele, a expressão goal-average não quer dizer o que realmente diz, mas sim uma coisa diferente. O senhor presidente invoca o "futebolês" para justificar que afinal a Liga queria referir a diferença de golos e não aquilo que estava escrito no regulamento.
Eu sei que grande parte dos portugueses tem certa alergia àquilo que se chama "rigor". Dois mais dois são quatro, mas também podem ser três e meio ou quatro e meio. Depende das circunstâncias. Pensei que um magistrado, ainda por cima presidente de um importante orgão desportivo como é o CJ, tivesse um conceito rigoroso de rigor, passe o pleonasmo. Pois se foi tão rigoroso no motivo que levou o tribunal a nem sequer considerar a reclamação, seria igualmente rigoroso na apreciação estrita de uma expressão - goal-average - que existe e tem um significado preciso. Pelos vistos enganei-me. Estamos obviamente perante um caso em que dois mais dois não são quatro.
Azelhices ministeriais
Links (JN)
02 fevereiro, 2009
A culpa,não é de todos nós, é dos poderes «ocultos»
01 fevereiro, 2009
Regresso às origens
O país necessitava de mais energia eléctrica, o Norte fica muito longe de Lisboa, era incómodo para as "trutas" da EDP terem de se deslocar da capital até Trás os Montes ou Alto Minho, então o melhor era gerar a nova electricidade o mais perto possível de Lisboa. Na impossibilidade de contruir uma central no Terreiro do Paço, escolheram-se então dois locais próximos, Carregado e Pêgo. Não há aí rios turbináveis, mas isso não foi problema: passou-se da hidro-electricidade para a termo-electricidade. Em vez de uma energia renovável e nacional, passou-se a utilizar produtos não renováveis e importados: carvão e derivados de petróleo. Um parenteses para referir a central térmica da Tapada do Outeiro, situada na margem do Douro, no concelho de Gondomar, e que foi um caso à parte. Construída no "antigamente" destinava-se a aproveitar os carvões pobres das carboníferas de São Pedro da Cova e do Pejão. Trabalhou até o esgotamento das minas, e foi depois convertida, já recentemente.
De tudo o que fica exposto, concluo que é sintomático que tenha sido uma empresa não portuguesa que se propõe investir fortemente - 1.400 milhões de Euros - numa riqueza do Norte tão desprezada pela EDP. Fá-lo não por caridade nem por simpatia por esta região. Fá-lo porque é economicamente interessante. A EDP não foi capaz de o fazer. A distância de Lisboa é grande e as estradas nem sempre são confortáveis. Desconfio mesmo que há muitos (políticos) chefões da EDP que não têm a certeza de onde exactamente fica o Alto Cávado.
É aqui que o meu peculiar patriotismo se manifesta, não pela cor da bandeira, mas por quem, tendo afinidades étnicas e culturais comigo, contibui para o progresso e bem estar da minha região. Por isso venham os espanhóis. Por mim, até podem tomar conta da região. Fico a pensar que trocar Lisboa por Madrid ou mesmo por Compostela, poderá ser uma opção vantajosa.
Os deputados que não representam povo nenhum
A propósito do referendo de Viana do Castelo para a inclusão, ou não, do concelho na Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima (CIM) o lider concelhio socialista acusou duas deputadas do distrito de não terem defendido os direitos e interesses do Concelho. Uma delas retorquiu afirmando que as acusações são improcedentes, já que o estatuto de deputado diz que "um deputado representa todo o país e não o círculo pelo qual é eleito, muito menos este ou aquele concelho".
Parece-me que formalmente a resposta é inatacável, na medida em que é isso que a Constituição da República determina. Mas pergunto-me, e daí vem a minha incompreensão, o que é que o "interesse nacional" tem a ver com a decisão de incluir, ou não, o concelho de Viana no CIM? Não será esta decisão um assunto de mero interesse regional? E sendo regional, e não nacional, um deputado eleito pelo distrito está impedido de manifestar a sua opinião enquanto deputado? Esta incongruência vem reforçar a convicção de todos aqueles que consideram que os deputados não servem para nada e uma grande economia seria conseguida se apenas existisse um representante por cada partido! Aceito que me atirem à fogueira em virtude desta opinião, mas se os mais de 200 deputados estão impedidos de defender os seus eleitores, a nivel regional, e se a nivel nacional são normalmente obrigados a votar conforme o seu partido decide, qual é então a sua utilidade?
É claro que acredito que os deputados devem ser a base da democracia, mas não nos moldes actuais em que pouco mais são do que fantoches nas mãos dos partidos, além de vítimas de estranhas determinações constitucionais. Quem se lembra dos tempos do PREC, lembra-se que havia quem quisesse explicar a bagunça então existente, com a afirmação de que o país estava percorrendo "uma via original para o socialismo". Acho que a via para a democracia também foi "original", com incongruências como esta e mais umas quantas que existem na Constituição: proibição de partidos regionais, inclusão das regiões como divisão administrativa mas sujeita a referendo, obrigação de regionalizar na base de "ou tudo ou nada".
Fazer o quê? Encolher os ombros e continuar a protestar. Não resolvo nada mas "lavo a alma". Mas pode ser que um dia os portugueses de norte a sul se consciencializem de que têm de actuar para transformar esta democracia de opereta numa democracia a sério. Se isso acontecer nós, os que protestamos, gostaremos de pensar que demos um pequeno contributo.
Isto sim, é o real Trio de Ataque: a alegria do «Povo»...
Se alguém ainda tiver dúvidas sobre a pluralidade da imprensa desportiva «portuguesa», os jornais de hoje da especialidade, estão aqui, bem vermelhos e «originais», para as dissiparem.
Tão pobre vai a imaginação destes mercenários da imprensa da bola, que já não conseguem diferenciar os títulos e a côr das primeiras páginas! Vejam bem, ceguinhos centralistas, homens do verniz foleiro, campeões da hipocrisia. Coloquem umas lentes bem fortes, um telescópio, para não voltarem a auto-flagelar a vossa já tão penosa imagem.
Ah! É uma boa altura para recordar aos senhores «jornalistas» que andam por aí aflitos, a tentar arranjar assinaturas para petições de solidariedade, que as procurem fora desta região, lá mais para os lados da segunda circular. Pela minha parte, com esta forma de fazer «jornalismo desportivo», só posso congratular-me com a vossa condição de pedintes desavergonhados.
Nota do RoP
Para que são precisos três jornais desportivos se os três dizem o mesmo, para a mesma clientela? Sugiro que façam a fusão entre si e criem um só jornal, com este nome:
O LIXO DESPORTIVO
(assim mesmo, encarnadinho)
30 janeiro, 2009
O Absurdo Centralista
...
Depois, como diz Vivien, a contínua imiscuidade do Estado e do governo em todos os assuntos, faz com que o cidadão perca o hábito do esforço pessoal, com que se destrói toda a iniciativa individual e colectiva, toda a energia cívica; e os cidadãos, acostumam-se a aguardar que tudo venha de cima, que tudo lhes seja dito como é.
Então, como da capital do Estado vêm todos os juízos e todas as opiniões, a gente das províncias chega a uma efectiva impotência de pensar por sua conta. E como a imprensa de província é quase sempre decalque literal da capital do estado, aparece desta maneira uma opinião pública fictícia que ninguém se atreve a desmentir.
Há algo pior: a emigração da gente das províncias para a capital e das aldeias para as vilas. Entre nós, Madrid absorve grande parte do melhor das províncias, para fazer apodrecer sem dar fruto muitas e selectas inteligências na pestilência do seu ambiente nojento. Os artistas não são estimados enquanto não forem consagrados em Madrid, e têm à força de ir lá e acomodar-se ao gosto da crítica madrilena, sacrificando para isso a sua originalidade. deste modo, a corte esteriliza a vida nacional."
Moutinho, José Viale. Introdução ao Nacionalismo Galego. Livraria Paisagem, 1973, Porto.
nota: substituam imprensa por JN + RTP e Madrid por Lisboa e o texto continua, principalmente hoje, 35 anos depois de publicado, a ser ainda mais pertinente.
Um Apito Afinado, Finalmente!
Segundo noticiou o Porto Canal, estação de televisão regional do Norte, o Tribunal Constitucional (TC) validou a decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) de três de Novembro de 2008, que considerou as escutas telefónicas ilegais, possibilitando a João Bartolomeu, presidente da União de Leiria, recorrer do castigo que lhe foi aplicado pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga.
João Bartolomeu foi punido, em Maio de 2008, com um ano de suspensão e multa de quatro mil euros no âmbito do processo Apito Final, em que União de Leiria e o seu presidente foram acusados de corrupção, na forma tentada, no jogo com o Belenenses da época 2003/04. Da decisão, resultou ainda uma multa de 40 mil euros à SAD.
Com esta decisão do TC - de que já não há recurso -, o F. C. Porto e o seu presidente Pinto da Costa, a quem foram aplicados pela justiça desportiva a perda de seis pontos no campeonato de 2007/08 e uma suspensão de dois anos ao dirigente, podem solicitar a anulação dos castigos.
Do mesmo modo, o Boavista, que desceu à Liga de Honra, decisão tomada também com base nas escutas telefónicas, poderá igualmente apelar.
Contactada pela Agência Lusa, fonte ligada ao processo confirmou que no despacho de quarta-feira (28 de Janeiro), o TC "decidiu não tomar conhecimento do objectivo do recurso interposto pela Federaração Portuguesa de Futebol (FPF), por constatar que o Supremo Tribunal Administrativo não recusou a aplicaçao de qualquer norma constante de acto legislativo".
De acordo com o acordão do Supremo Tribunal Admnistrativo de 2008, a FPF foi intimada a proceder à devolução das escutas telefónicas a João Bartolomeu.
À FPF resta solicitar uma conferência de juizes do próprio TC para se pronunciar sobre este despacho.
OBS.
Federação Académica do Porto - Gestão Autónoma do Aeroporto Sá Carneiro
Em honra da nossa amiga paulista
neli araujo
Educação
Nota:





