07 abril, 2019

Chamar o presidente da Câmara de Lisboa para falar de regionalização é colocar fogo num incêndio!


Sou portuense de nascimento e tenho o FCPorto como o meu único clube afectivo. Todos os que me leram devem saber disso. 

Sendo uma coisa e outra, estou apesar disso, cansado e saturado da letargia do povo portuense, e da moleza dos dirigentes portistas. O presidente PC já teve o seu tempo de líder desportivo, mas agora não só acabou, como parece querer acabar com o clube. Lamento muito se isto vier a acontecer, mas não estou para aturar tanta permissividade, tanto silêncio, como se nada estivesse a acontecer.

Sendo o FCPorto propriétário principal do Porto Canal, continuamos a não ver nada de novo ou dinâmico, quer em programas e noticiários quer na competência da Direcção Geral. É uma vergonha que Júlio Magalhães, uma vez mais, venha com falsas promessas de renovação da grelha de programas, prometendo um conjunto de novos programas para logo continuar a produzir mais do mesmo.

Foi para 2ª. feira passada que tinha sido anunciado o início de uma nova grelha, e afinal tudo não passou (mais uma vez) de conversa. Até ver, a única coisa que mudou foi o horário do (único) telejornal que passou das 20H00 para as 21H00. Limitou-se a acrescentar uma rubrica para entrevistar pessoas sobre a regionalização, após o telejornal! Foi tudo. De resto, nada mudou. Hoje, domingo, resolveu convidar Paulo Baldaia para entrevistar o presidente da Câmara de Lisboa,  só por este se dizer regionalista! Será?  E depois?  Ainda acreditam nesta gente que anda há anos a mentir-nos, humilhar-nos, e prejudicar-nos em todos os sentidos?

É uma vergonha que, em vez de nos unirmos, de procurarmos pessoas fiáveis do Porto e do Norte, gente insuspeita e esclarecida para dissertar sobre tema tão importante para o (resto do) país, como a regionalização, se tivessem lembrado do Presidente da Câmara mais centralista do país! Que sadismo é este, que nos leva a dar sempre o ouro ao bandido? E depois, pela surdina, ainda nos queixamos? 

Quando soube quem era o convidado, nem sequer quis ver a entrevista. Foi uma verdadeira provocação! Desliguei a televisão indignado, e revoltado com o próprio Porto Canal, e com estes lambe-botas que continuam a dar voz a vigaristas, a verdadeiros traidores, que apenas pretendem conquistar votos na região mais maltratada do país para as próximas eleições! Isto não é nenhuma invenção, é um facto! Sabem-no! Ou, acham que estou a inventar? Se estou, venham-me dizer na minha cara! Estão a sujar a história da nossa cidade e de toda a região! Dar-mos ouvidos a indivíduos que andam a proteger uma seita gigantesca de mafiosos armados em gente fina é assumir a derrota, nada mais. Querem apostar como mal acabem as eleições nunca mais vamos ouvir falar de regionalização? E estou só a dizer falar, não estou a dizer organizar ou avançar com! Quarenta e três anos foi o tempo que tiveram para pensar na regionalização e não 20, porque essa é a data do maldito referendo que a matou! Queremos esperar mais 40? 100 anos? Que ingenuidade! 

Estou-me nas tintas que o presidente da Câmara de Lisboa seja natural do Porto, queria era ver o senhor Pinto da Costa a falar em directo sobre a pouca vergonha da Máfia de Lisboa (sim porque não está apenas no Benfica, mas em todas as instituições). Pelo menos para proteger o FCPorto das garras destes abutres. Dediquem-se a ouvir pessoas idóneas, competentes e confiáveis, e não apenas com estatuto, porque essa nada significa, só serve para encobrir canalhada! Abram os olhos, porra! Sejam dignos e espertos! 

Serei sempre portuense e portista, mas enquanto se contentarem a pedinchar e fazer queixinhas através dos bons samaritanos do Porto Canal, que queimam o seu tempo a fazer o papel que só caberia à SAD e ao presidente portista, sinto-me humilhado por tanta submissão! Não me revejo neste portismo feito de passado e de servidão.   

Ouvir agora estes gajos, passados 43anos a falar sobre a regionalização, dizendo que é um processo moroso, devia dar direito a prisão, por traição à Constituição! Ouví-los, é dar-lhes mais oportunidades para nos traírem!

Não tenho a certeza se continuarei a incomodar-me mais com tudo isto. Não suporto estar sob a tutela de mafiosos. O lugar desta escumalha de "diplomatas" é atrás das grades,  não é em lugares do Estado! São situações desta natureza, contrárias à civilização, falsas e ofensivas para a maior parte do país, que estão na origem de todas as rebeliões e todas as violências do mundo! Nunca mais teremos paz em Portugal. A não ser que continuemos alegremente conformados a viver numa pocilga.

PS-O Porto Canal é um canal de múltiplas repetições, e só isso explica o vazio de imaginação e competência que por ali anda. E o FCPorto parece pouco incomodado com isso. E não devia, porque quando se anuncia uma coisa e se faz outra, é porque falta seriedade e vontade de trabalhar. Nem os horários da programação são capazes de supervisionar com rigor! 


Para diplomata da tanga engolir

Joana Marques

Mas se nem ex-diplomatas resistem a falar de bola, porque não hei de eu meter a minha colherada? Apesar de saber menos de etiqueta que um embaixador vou tentar usar a colher certa. Acho que o facto de Seixas da Costa ser um diplomata aposentado lhe dá direito de ajavardar à vontade. Foi para isso que se reformou, ora. Farto de diplomacia está ele! Agora é tempo de descansar, palitar os dentes, coçar partes íntimas em público e insultar gente na net. Enquanto a maioria das pessoas sonha ser rico, Seixas da Costa sonhava, aparentemente, ser um taberneiro.
Na berlinda esteve, esta semana, Rafa Silva. O jogador do Benfica "perdeu a cabeça", expressão muito usada no futebol e nos saldos. Mas acho que nunca houve zaragatas tão grandes nos descontos da Zara como nos descontos de tempo de um jogo. Rafa parece ter tido um assomo de mau perder. Acontece aos melhores, digo eu. "É um comportamento inaceitável", diz a opinião pública, que vê no mau perder o oitavo pecado mortal. Já eu vejo-o com bons olhos, parece-me uma imperfeição querida. De entre todos os defeitos humanos, o menos mau. Uma fraqueza infantil, herdada do recreio da escola. Perde-se e ganha-se a jogar. Podem até ser competições sérias, como aquela corrida presidencial em que Mário Soares evitou cumprimentar Cavaco Silva. Compreendo, custa sempre perder para um adversário teoricamente mais fraco. Mas se o mau perder fosse a maior falha que temos a apontar aos nossos governantes... esqueçam a cauda da Europa, estaríamos destacados na frente, conhecidos em todo o Mundo como uma nação superdesenvolvida, embora com um feitio tramado. Seríamos alemães, no fundo.
Perante um ataque de mau perder, apressamo-nos a fazer juízos de valor sobre os protagonistas. Não será uma extrapolação abusiva? Serão Sérgio Conceição, que deixou João Félix de mão estendida, ou Rafa, que perseguiu Bruno Gaspar tão rápido que parecia estar a correr para o autocarro (provavelmente ansioso por lhe espetar com o novo passe nas ventas), piores pessoas do que malta que foge aos impostos, ultrapassa pela direita ou atira lixo para o chão?
Não gostar de perder "nem a feijões" costuma ser atributo dos craques. Cristiano Ronaldo é o maior representante dessa mentalidade, e já mostrou o seu mau perder quase tantas vezes como o six pack mas parece ser o único que não é condenado por isso. Também não é noutros casos, mas isso daria outra crónica, talvez mais apreciada no "Der Spiegel"...
Ter mau perder é como ter mau morrer: trata-se de uma coisa que queremos evitar a todo o custo. Estrebuchamos nos momentos finais, mesmo sabendo que já não há nada a fazer. Admiro os bons executantes de uma birra, identifico-me com eles. Como escreveu, em tempos, esse grande pensador contemporâneo que é Bruno de Carvalho, "acredito muito na equipa que escolhi para serem eu dentro das quatro linhas!". Mas quando um atleta faz uma jogada magistral não me sinto representada, não consigo pôr-me nos seus sapatos (até porque devem calçar todos para cima de 47). Nesses momentos não temos nada em comum, a não ser o clube. Eles são talentosos, atléticos, milionários, e eu... enfim, vou poupar-vos (e a mim) à minha descrição. Agora, quando um deles amua, quando responde mal, quando perde as estribeiras, torna-se humano, igual a mim. Ficamos unidos por um laço invisível (afinal o Chagas Freitas voltou). Vibro com uma boa escaramuça pós-jogo, admito. Talvez por padecer da mesma doença. Sou portadora de mau perder desde 1986. Já tive crises a jogar Pictionary, padel ou à apanhada com o meu filho. Até quando perco o euromilhões fico zangada.
Os sintomas mais comuns do mau perder são tensão muscular, confusão mental e o principal: forte arrependimento no minuto seguinte, quando o doente cai em si. É como se fosse um bêbedo a lembrar as figuras tristes da noite anterior. Não há pior castigo do que esse. O mau perdedor não precisa de lições de moral, já tem a sua ressaca. Deixemos os Rafas e os Sérgios, concentremo-nos talvez nos Salgados, apesar de serem verdadeiros gentlemen que nunca se exaltaram num jogo de golfe.
NOTA 20: Para a novela do PS que tem mantido os portugueses presos ao ecrã. Descobrem-se graus de parentesco a velocidade alucinante. Se em clássicos como "Olhos de água" duas gémeas eram separadas à nascença, neste caso dois primos são juntos por nomeação, surpreendendo toda a família socialista. É natural que não soubessem. Se fossem os dois interpretados pela Sofia Alves era mais fácil topar.
(Do JN)

03 abril, 2019

Anónimos, e a "classe política e diplomática"...

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Seixas da Costa. o que vale
este tipo?


Confesso que não tenho nenhuma paciência para perder tempo a dar respostas a certo tipo de comentadores, que além de anónimos, são incapazes de reconhecer a degradação social e política a que o país chegou. O fanatismo partidário, e clubista, a par da pobreza cívica e da malcriadez, incapacita-os de pensar, sem procurarem saber como penso Portugal, mesmo através do que aqui está escrito desde 2007, visto não me conhecerem pessoalmente. Mas não. O azedume do ressabiamento supera qualquer sentimento de compreensão. Como tal, prefiro não desperdiçar o meu tempo a dar explicações a gente deste gabarito, visto que preferem defender marginais que andam a destruir o país, a compreenderem as suas presas (os cidadãos honestos). 

Assim sendo, teremos de concluir que se identificam com essa escumalha. E sendo assim, é porque são como eles. Uma espécie de talibans do crime e do futebol. Nada de sentimentalismos piegas portanto, isto são factos, e está a acontecer em Portugal.

Além disso, o sentido democrático que defendo é criterioso, defende a liberdade de opinião, mas não a qualquer preço. Não há liberdade absoluta. Isso é uma utopia nefasta que o falecido Mário Soares quis implementar com os resultados que se estão a ver. Esse, é o conceito de democracia da classe política actual. Conveniente, diga-se, porque serve para ocultar a veia tirana que lhes corre no sangue.

Não é o meu modelo de democracia, que preconiza o compromisso impreterível entre liberdade e respeito (recíproco). Foi justamente por não termos encontrado ninguém ligado à vida política que censurasse energicamente este "vale tudo" de pseudo-democracia, que a esta se aviltou. Estamos cansados de ouvir políticos (e membros do Governo) com uma linguagem insultuosa, digna de bordel, sem terem a mínima noção do papel reles a que se prestam. Vulgarizaram-se completamente.

Lamento não ser suficientemente diplomata para os respeitar, como gostaria. De ser frequentemente grosseiro quando falo a seu respeito, mas eles nunca entenderiam a boa educação, porque não a têm. Sabendo de que matéria são feitos, interpretariam isso como uma submissão, ou mesmo respeito, sentimento que não lhes reservo, e que prefiro dedicar a quem é realmente digno dele.

Dou-vos só um exemplo recente: o embaixador Francisco Seixas da Costa que há poucos dias tratou de confirmar um facto, que é a frivolidade de qualquer estatuto, quando falta ao portador classe, e sobretudo carácter. Há varredores de rua muito mais educados! Para mim, o ex-embaixador é mesmo baixinho, um gajo vulgar como muitos que invadiram o mundo da política. Personagem da qual me afastarei imediatamente, caso tenha o azar de me cruzar com ele na rua.

  

02 abril, 2019

Que humilhação, uma só mulher ter mais coragem que um país inteiro!


A eurodeputada Ana Gomes foi a convidada da última edição do programa ‘Jogo Económico’ e, juntamente com Luís Miguel Henrique e João Marcelino, debateu que papel pode ter o informático Rui Pinto na divulgação de informação que pode ser útil às autoridades ou se, por outro lado, deve-se ter em conta a forma como esse manancial de informação foi adquirido.

Rui Pinto deve ser visto como uma oportunidade ou uma ameaça para o futebol português e mundial?
Deve ser visto como uma oportunidade não só para o futebol português e mundial como para as autoridades portuguesas. Porque ele pode ser um valiosíssimo auxílio na recuperação de capitais perdidos em evasão fiscal e em todo o tipo de criminalidade e da mesma maneira que as autoridades espanholas, alemãs, belgas, francesas estão a beneficiar da ajuda de Rui Pinto, as autoridades portuguesas, quer as tributárias quer as policiais e judiciais podem beneficiar da ajuda deste informático. E pelo que sei, é o que já está a acontecer porque depois de ter chegado a Portugal, Rui Pinto comprometeu-se em tribunal a ajudar as autoridades portuguesas. Portanto, ele pode ser uma grande oportunidade para que Portugal corrija muitos dos problemas de corrupção e de infiltração para ajudar a descortinar outro tipo de criminalidade, fiscal e não só, e no fundo para recuperar ativos.
A justiça portuguesa tem o desafio de ter de garantir a segurança de Rui Pinto. Além disso, considera que a nossa justiça tem, sobre si, os holofotes mundiais?
Não vimos já faixas em estádios de futebol por essa Europa fora a pedir que seja concedida proteção a Rui Pinto? Isso é sinal que muitas pessoas, também na área do futebol, querem verdade desportiva a integridade e está preocupada com o Rui Pinto. As autoridades judiciais de que falei há pouco (espanholas, alemãs, belgas, francesas) já estão a colaborar com Rui Pinto porque há interesse que este informático seja protegido. Portanto, a nossa justiça vai estar sob os holofotes, não só no tratamento que dá a Rui Pinto, se valorizam e aproveitam a presença de Rui Pinto em Portugal para esclarecer uma série de casos extremamente complicados de corrupção e de outro tipo de crimes como o branqueamento de capitais e evasão fiscal, sendo que alguns destes crimes têm a ver com a verdade desportiva. Portanto, quer a segurança de Rui Pinto, quer o tratamento que as autoridades portuguesas vão dar à informação que este informático possa ter, tudo isso vai estar sob escrutínio internacional. Num debate recente no Parlamento Europeu sobre um relatório que aprovámos sobre o combate aos crimes fiscais, entre outros, a Comissária Europa para a Justiça, Věra Jourová (responsável pelo combate contra o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo) enalteceu o papel dos denunciantes e disse como é fundamental a sua proteção. Na resposta a esta intervenção, até chamei a atenção para a importância de que a Comissão Europeia siga com atenção o caso de Rui Pinto. Neste relatório até existe o pedido de constituição de um fundo europeu para proteção dos denunciantes porque está evidenciado o valor de denunciantes como o Rui Pinto, até porque boa parte dos esquemas criminais que temos incluem fundos europeus. Espero que Rui Pinto não tenha o final infeliz que tiveram outros denunciantes e que se reconheça o extraordinário trabalho e interesse público daquilo que ele pode revelar.
A justiça portuguesa tem estado à altura sobretudo nos casos em que está envolvido o futebol português?
Não, considero que a justiça portuguesa tem estado muito atrás e muito abaixo daquilo que seria exigível num Estado democrático e sobretudo em comparação com o que têm feito os aparelhos de justiça noutros países e até as próprias autoridades tributárias. Por exemplo, as investigações que as autoridades espanholas, alemãs, belgas, francesas têm aproveitado a informação de Rui Pinto mostram uma proatividade que não vimos até hoje nas autoridades portuguesas, fiscais ou outras. Quanto à justiça em si, nesse caso ‘e-toupeira’ verificamos que os arguidos que vão a julgamento já não incluem algumas personalidades que deviam ter sido constituídos arguidos se a justiça fosse coerente e consequente com aquilo que ela própria descobriu. Se a justiça portuguesa constitui arguido um indivíduo que é suposto ser o ‘braço direito’ do chefe de um clube, que era um assessor jurídico e que tinha contactos com indivíduos infiltrados no sistema de justiça, ou com possibilidade de se infiltrarem no sistema informático obviamente para descobrir e impedir investigações, isto é altamente grave. E já nem falo de outros casos envolvendo a corrupção de magistrados, como o caso Rangel, onde a justiça não tem feito aquilo que era elementar fazer. Sabemos que a justiça é lenta mas no nosso país, dá a sensação que há muitas infiltrações promíscuas no próprio sistema de justiça que explicam por exemplo a história de um funcionário judicial usar passwords de outros funcionários judiciais para aceder a processos que eram do interesse de determinadas figuras dos clubes de futebol ou a história da captura de magistrados que explicam que a justiça tinha de atuar de forma muito mais incisiva e exemplar, exatamente para não continuar a impunidade. A sensação de impunidade explica o pântano que estamos a viver, não só no futebol, como nos negócios e até mesmo na política. Existem organizações criminosas, autênticas máfias e isso acontece em Portugal e não só.
As autoridades portuguesas devem aproveitar toda a informação que Rui Pinto tenha em sua posse?
Absolutamente! De resto, é isso que está previsto na legislação europeia que prevê a proteção dos denunciantes e é algo que estará previsto numa diretiva europeia que vai ser aprovada em breve. O estatuto de proteção dos denunciantes é muito alargado mas o que já existe em termos de legislação já obriga a proteção dos denunciantes e que valoriza o seu trabalho. Eu sei que há legislação penal portuguesa que tende a excluir como meio de prova informação que seja obtida por meios ilícitos (não sei se foi o que houve no caso de Rui Pinto) mas hoje valoriza-se o interesse público que advém da informação concreta. Foi assim nos casos LuxLeaks, SwissLeaks e Panama Papers, por exemplo.
Foi uma queixa da Doyen que levou à detenção de Rui Pinto. Como classifica esta situação?
Perante as denúncias, as nossas autoridades têm ficado sossegadinhas no seu canto e só atuaram (e isso põe-me doente) a ‘toque de caixa’ de um fundo de investimento nebuloso e duvidoso sediado em Malta com uma máfia cazaque por trás. E é a ‘toque de caixa’ disto que as autoridades portuguesas vão atuar? Se isto é assim, assusta-me! Se calhar ainda vamos descobrir que por trás da tal Doyen, que é um fundo esquisito, estão alguns clubes de futebol com o objetivo de silenciar Rui Pinto. Ou estão os escritórios de advogados que se prestaram a ser intermediários de todo o tipo de negociatas esquisitas e, até porque dispõem de sistemas de segurança informática da ‘treta’ e facilmente são penetráveis, e quando perceberam isso reagiram usaram os seus contactos para fazer as autoridades judiciais agir… um dia iremos perceber isso tudo. O que é que eu disse? Eu disse que ‘o rei vai nu’. Disse o que todos sabem sobre o passado criminal do líder máximo do Benfica. O que me preocupa é que a corrupção a nível desportiva se repercuta para o resto da sociedade, incluindo a corrupção e captura de governantes.

01 abril, 2019

Quando a esmola é grande o pobre desconfia


Tenho os meus defeitos, como todos nós. Um deles, acho que não tinha antes, ou se já o tinha foram os governantes que o intensificaram, por obra e graça da arte de mal aldrabar dos ditos cujos. O consequente defeito transformou-se em desconfiança. Logo, se hoje sou desconfiado é porque fui bem ensinado pelo trabalho de mestre desses ilustres professores.

A notícia que fez ligar  o sinal de alerta para desconfiar saiu hoje no JN (ler aqui) e não foi propriamente boa. Mal comparando, fez-me lembrar os paladinos da verdade desportiva de Lisboa que fomentam suspeitas de tudo e todos, quando são eles quem  mais adulteram essa mesma verdade. 

Quando o bispo auxiliar de Lisboa vem ao Porto com promessas de criar pontes, estranhei, porque nunca me passou pela cabeça que tipo de pontes podia ele criar, não sendo essa a sua missão, enquanto bispo. E se ele disse que já tinha criado outras pontes na política, entre esquerda e direita, e que pensava fazer o mesmo entre o Benfica e o FCPorto, logo percebi que dali não podia vir coisa boa...

Mas a que propósito vem agora o bispo auxiliar de Lisboa falar de pontes quando não foi o Porto, nem o FCPorto que criaram barreiras? Será que o senhor bispo ignora a importância de explicar ao que vem? Falar abstractamente é já um mau começo, porque, se há desunião e são precisas pontes, é porque há contendores, pelo menos dois.E nestes casos, um dos beligerantes é sempre infractor, ou seja, o primeiro a desrespeitar o outro.

Por conseguinte, seria bom que o senhor bispo auxiliar de Lisboa explicasse onde quer chegar com essa intenção, quando deve estar ao corrente dos prejuízos e patifarias que o Benfica tem causado ao FCPorto! Espero que a benevolência deste bom samaritano não seja o início de um esquema para branquear os crimes praticados por esse clube e dos campeonatos roubados ao FCPorto, porque se fôr, valia mais ficar calado!  Era o fim da macacada!

Contrariamente ao que possam imaginar, não aplaudo a presença de Pinto da Costa e do Presidente da Câmara do Porto na cerimónia de recepção a esta figura e aos que o acompanharam (Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa e outros), justamente pela ambiguidade que comporta. É tudo, menos oportuna. O clima de rivalidade sempre existiu, mais até entre clubes do que entre cidades. Porque se é em Lisboa que está o Terreiro do Paço, e é a partir daí que os desvios e as decisões do centralismo se fazem (isto é política). Mas aqui não há qualquer reciprocidade, há um único decisor que é Lisboa, o Porto limita-se a obedecer, como o resto do país. Quanto ao desporto há a mesma discriminação, mas apesar disso o FCPorto sempre pode dar alguma luta. Desigual, é um facto de há muitos anos, mas ainda assim possível (isto é desporto).

Logo, neste momento, não há razão para se apelar à pacificação desportiva (ou às pontes) nem tão pouco a cedências da parte do lesado (que é o FCPorto). Há razão sim, para ser feita justiça, porque já vem tardia! O Benfica actual não merece respeito porque não respeitou o país, nem os próprios adeptos. Pelo menos os que não se revêem nos métodos pidescos do actual presidente.

Pois bem. Como posso estar enganado, espero que D. Américo Aguiar e o seu nortismo fervoroso me façam conhecer o modelo de pontes que preconizou na sua visita ao Porto, porque, se forem para atravessar o Douro, bem precisamos delas.

30 março, 2019

Ana Gomes, o rosto pálido da honra do PS. Bem vinda sejas senhora!

Eurodeputada comentou a decisão das autoridades francesas de resgatar 26 terabytes de documentos de Rui Pinto
Ana Gomes comentou a decisão das autoridades francesas de resgatar 26 terabytes (26 mil gigabytes) de documentos de Rui Pinto ao recear a sua destruição em Portugal. A notícia foi avançada esta sexta-feira pela imprensa francesa e pela publicação alemã Der Spiegel, que refere que autoridades francesas especializadas em crime económico apressaram-se a viajar a Budapeste para negociar com a justiça da Hungria a cópia de todo o acervo de Rui Pinto com receio que os ficheiros acabassem destruídos em Portugal, para onde o denunciante foi extraditado na passada semana.
No Twitter, a eurodeputada, que já defendeu publicamente Rui Pinto, comentou a atitude das autoridades francesas. "Ora bem! Ora tomem, os que queriam apoderar-se do acervo de Rui Pinto para o destruir", escreveu Ana Gomes.
RoP: Lêiam porquitos vermelhos! Qualquer dias vocês morrem com o venêno do próprio hálito, imbecis!

28 março, 2019

Rui Pinto vale mais que o Governo todo!

Resultado de imagem para Rui Pinto
Estou contigo pá!


Como podemos nós, cidadãos honestos, acreditar na justiça portuguesa quando esta não consegue actuar de forma transparente para que a opinião pública não duvide da sua idoneidade? Como? E, na sequência disso, como é que ainda há coragem para intimidar quem critica esta Justiça? Justiça que parece querer fugir a certo tipo de casos, onde aparentemente estão envolvidas pessoas "importantes"? Agindo assim, usando métodos ditatoriais, intimidando uns e protegendo outros, será difícil merecer credibilidade. Para serem respeitados, os tribunais não transmitem confiança ao povo. Estão a esquecer a importância do rifão 'parecer sério', mesmo sendo-o.

Há um debate em curso no Parlamento Europeu sobre o estatuto do denunciante, que obedece a uma directiva da União Europeia e que aconselha todos os países membros (recomendação que é quase uma ordem) a intensificarem o grau de protecção legal já garantida aos denunciantes, como é o caso de Rui Pinto. Os advogados deste jovem criticaram a decisão do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa de lhe ordenar prisão preventiva porque vai contra o estabelecido. É do conhecimento público que este tipo de denúncias é socialmente bem mais relevante para o combate ao crime organizado do que a infracção do denunciante. Por isso, o papel a que se presta a Justiça portuguesa parece mais de protecção aos verdadeiros criminosos do que outra coisa. Nem sei como é que a Justiça portuguesa se presta ela própria a estes comportamentos nada transparentes.

É significativo para os cidadãos descomprometidos com a política partidária o frenesim quase obsessivo da nossa Justiça. Pessoalmente, e enquanto cidadãos livres, temos todo o direito para desconfiar de tanta pressa, até porque se mantém muito discreta e lenta para julgar e condenar crimes muito graves, que todos sabemos quais são. Só mesmo a eurodeputada Ana Gomes fez a diferença, o que reduz ao mínimo a coragem e honradez da grande maioria dos deputados nacionais. Se isto não traduz a falta de categoria da classe política, o que é que traduzirá? Que são uns oportunistas? Acho que traduz coisas ainda mais humilhantes.  

Vermelhos anónimos, talvez assim, percebam o que está escrito aqui ao lado

REGRAS DESTA CASA


Isto não é um jornal, daqueles jornais que publicam todo o tipo de lixo para se sentirem mais democráticos. Aqui, a democracia tem regras e o respeito incluso por quem sabe fazer respeitar-se, com particular tolerância à irreverência destinada aos irresponsáveis que destruiram e ainda destroem o país.

Como tal, só serão publicados comentários de quem gosta de ser tratado pelo próprio nome, ou de anónimos bem educados...
Naturalmente.


Nota de RoP:

Há cretinos demais neste país. Cretinos que gostam de ajudar os corruptos a sobreviver. São tão limitados que ao defendê-los não percebem que estão a denunciar-se a si próprios, ou seja, que lhes falta carácter. Que gostam dos corruptos, ou querem ser como eles... 

27 março, 2019

Caro eleitor, não te esqueças, vota! Vale a pena...

O inverno está quase a terminar, o princípio da primavera a chegar e a revelar-se algo friorenta.  Estranhamente, até a praga dos incêndios já começou, como que a desafiar a competência do poder político. Estranho, ou previsível? Previsível, é claro! E irritantemente habitual.

Pouco importa sabermos se estas pragas prematuras são a consequência das alterações climáticas, ou das seitas de incendiários que se entretêm com estas brincadeiras para desviarem a atenção pública de outro tipo de crimes não menos graves. O que importa é não termos dúvidas sobre a completa incompetência do governo para prevenir estes incidentes, quando o verão ainda vem longe. Claro que, antecipadamente, o Governo nunca tem culpa, nem nunca a assume, o que define bem a categoria de quem lá está. Mas há uma coisa em que são mestres, e ágeis, que é arranjarem sempre pretextos para atirarem as culpas para terceiros, quase nunca devidamente identificados. Então, não prometeram que iam passar a multar os proprietários que não obedecessem ao estipulado? Limpar o mato dos respectivos terrenos, e mantê-los à distância legal das estradas (50mts)? Será que a decisão foi levada a sério? Ou, limitaram-se a fiscalizar meia-dúzia de proprietários? Pelo que já li, muitos desses proprietários queixaram-se dos custos desse serviço. Pergunto: foram resolvidos esses obstáculos, ou como vem sendo costume, não levaram a lei a sério? 

Não falta muito, chega o verão. Alguém acredita que se não fôr a natureza a ajudar, e se os incendiários da praxe optarem por outro tipo de diversões, que não lançar fogo às matas, vai ser o Governo a resolver este drama nacional? Bem, pensando fundo, é capaz de haver por aí uns partidários de gosto duvidoso com imaginação para acreditar. Bom senso, é que não têm certamente.


ZELAR PELO BEM DA FAMÍLIA  É O DESÍGNIO DA NAÇÃO POLÍTICA. 
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25 março, 2019

Impossible, c'est pas portugais

Carga no desfiladeiro de Somosierra
em Espanha

Imagino que o Sr. 1º. Ministro António Costa deverá ter de si próprio uma opinião positiva, e íntegra. É natural, ninguém gosta de pensar mal da sua própria pessoa, ainda que possa ter motivos para isso. Ninguém é perfeito, mas a naturalidade nem sempre confere com veracidade, mormente se a espaços não tomarmos uns "banhitos" de bom senso e franqueza.

Falando em bom português, "banhitos" é o que costumamos chamar "exames de consciência". Como é habitual nos políticos, para não haver equívocos, acrescento que para serem genuínos, os banhos de consciência do 1º. Ministro, não devem separar o cidadão do funcionário de Estado, porque é essa divisão a causa de muitos erros.  Ademais, o cargo de 1º.Ministro mais não é que um posto superior do funcionalismo público, que só fará juz dessa superioridade se a souber respeitar, ou seja, se cumprir condignamente o seu dever.

Admitindo que António Costa tenha interiorizado bem a responsabilidade da superioridade hierárquica do seu cargo, não deixa de ser um funcionário do Estado. Compete-lhe a ele inteirar-se do que acontece no país em praticamente todas as áreas. Para tal, existem os Ministérios, as Secretarias de Estado, e as Autarquias Locais. Para além destes departamentos governamentais, deve manter-se sempre bem informado e só o conseguirá se confiar nos órgãos de comunicação social, e para que isso aconteça deve saber o que ela vale enquanto serviço público (isto aplica-se igualmente aos media privados).   Como não há qualidade quando não há seriedade, das duas, uma, ou o 1º.Ministro não controla devidamente as fontes de informação, e é irresponsável, ou se controla  pactua com ela, e é cúmplice. 

Posto isto, concedendo "pro bono" que António Costa segue este alinhamento e acompanha atentamente o trabalho dos seus ministros e secretários, sou levado a concluir que se sente confortável com a anarquia instalada em certas áreas, e instituições. A comunicação social de Lisboa é uma dessas áreas, esconde umas notícias (as mais graves) e publicita outras (as mais convenientes).. É centralista, desleal e anti-democrática com o resto do país, sem o assumir, como é singular nos traidores. A secretaria de Estado do Desporto é outro cancro para a sociedade, e o seu responsável directo uma desonra para o Governo, para o partido socialista, para toda a classe política, e para Portugal (onde entro eu, e milhões de portugueses indignados com isto ! Revoltados, até!

Paradoxalmente, e com cautelas reveladoras de uma má vontade notória, António Costa escolheu o momento ideal (das eleições) para falar daquilo que não quer (da Regionalização)! Falou, quando é conversa o que menos precisamos (eu já não consigo ouví-lo). Queremos sobretudo acção, e respeito pela Constituição.  Dispensamos ideias envenenadas (o referendo), herdadas do antigo regime que roubaram a génese à Constituição da República . Essa Constituição (de 1976) era bem mais democrática e patriótica do que a que foi sendo abastardada pelos inimigos do 25 de Abril com o referendo. É um facto incontestável! Só desmente a verdade quem convive confortável com o mundo do crime.

Se 43 anos não bastaram para esclarecer, reflectir, informar e concretizar o processo da regionalização, será agora, e com a parcimónia que o 1º.Ministro denuncia que o Governo vai cumprir a Constituição?  O discurso é sempre o mesmo, cheira a engôdo, não é autêntico, nem prevê determinação, e se assim é, não será desta vez que a Regionalização irá para a frente. A traição do poder político será outra vez consumada. 

Se tal vier a acontecer, talvez possa ser esta a última pancada que o poder político e a comunicação anti-social se atrevem a dar ao povo. Nunca se sabe. Cá se fazem, cá se pagam. Ninguém achava possível o 25 de Abril em 1974.

Não somos franceses, porque eles até nos adágios são mais combativos que nós: Impossible c'est pas français (palavras de Napoleon, quando tomava Madrid e encontrou as suas tropas bloqueadas pelo exército espanhol  ...

É preciso acreditar, completo eu. Se isto não é uma declaração de guerra do poder central ao resto do país, anda lá perto. Pelo menos, parece um convite à insurreição popular. Tudo começa quando alguém abusa do poder.


22 março, 2019

Optimismo e progresso não é o que se diz, é o que acontece de facto


Sempre duvidei do optimismo crónico patente nos iluminados da arte do saber viver. Mais do que uma característica vaidosa,  é uma moda já antiga, quase sempre acompanhada de complexos de superioridade. No fundo, é uma não moda, que se desvanece no tempo pela pedantice de quem a pratica. Para ser útil e autêntico, o optimismo deve ser moderado pelo realismo, e mesmo assim é frequentemente circunstancial.

O progresso da humanidade é um facto, mas não significa positivismo. Só que essa noção de progresso  é enganadora porque trás consigo retrocessos muitas vezes mais nefastos do que os benefícios conseguidos. Hoje, há meios de comunicação mais rápidos e acessíveis do que os de 50 anos atrás, mas são muito menos fiáveis. As empresas substituíram pessoas por computadores, reduzindo custos e postos de trabalho. Esses custos foram paulatinamente transferidos para os clientes. A transferência dos custos de correio das empresas para os clientes foram evidentes. Se por um lado os clientes recebem agora as facturas com uma antecipação exagerada, através de mensagens, ou e-mails, por outro, vêm acompanhadas de ameaças de multa, se não forem pagas no dia próprio. Se os clientes receberem pela net essas facturas e quiserem reforçar a recepção com mais segurança têm de ter computador, impressora, papel e tinteiros, custos estes antes assumidos pelas empresas. Consequentemente, as empresas acabaram por suprimir postos de trabalho. Um exemplo típico de falso progresso, como se constata.

A relativização do progresso é evidente. No mundo da indústria farmacêutica o retrocesso é talvez mais grave. A saúde é uma área demasiado sensível para permitir-se a riscos. Cada vez são mais numerosos os casos prematuros de lançamento no mercado de drogas medicinais cuja eficácia vem a revelar-se perigosa para a vida humana. A indústria farmacêutica e a própria comunidade médica justificam tais fracassos com argumentações demasiado corporativistas para as respectivas classes. Não é sustentável continuarmos a aceitar determinado tipo de explicações que pouco têm de coerentes e honestas. Não me parece legalmente aceitável levar a sério as recomendações de um prospecto médico, e ao mesmo tempo ouvir da voz dos médicos conselhos para os doentes o ignorarem. Conceder a inevitabilidade das contra-indicações da medicação, passou para um excesso de facilitismo que algumas mortes já têm provocado a muita gente. Provavelmente, casos destes podem estar a acontecer devido à redução temporal dos testes medicamentosos. O entusiasmo, ou a ganância económico-financeira parecem ter-se sobreposto ao rigor de eficiência, e isto é incompreensível tratando-se da vida de pessoas.

E não vale a pena continuarmos a aceitar explicações sofríveis. Sabemos que nada é perfeito, que não há medicamentos assim, nem coisa nenhuma no fundo. A questão é o modo abusivo como estão a ser encaradas estas realidades. Tudo tem de ter doses sensatas. Os excessos, mesmo para as coisas mais agradáveis da vida levam a abusos e os abusos a radicalizações. Foi isso que a classe política fez com a Liberdade e com a Democracia. Mataram-na, e com isso tornaram Portugal num país dividido e insuportável.
   


19 março, 2019

Sara Mota, uma jovem de rara coragem


A juventude é uma bênção de futuro incerto. Como a idade avançada, ser jovem tem as suas vantagens, mas também tem as suas incertezas, que é não poder dar por certa uma vida longa. E se o idoso está mais próximo do fim, teve no entanto uma história de vida longa para recordar, enquanto que a alegria de ser-se jovem é natural, mas é também um caminho incógnito de experiência, e saber. Logo, ninguém é vencedor à chegada, nem ninguém vencido à partida. Podemos dizer, só o empate é garantido.

Talvez isto explique por que é que os jovens não se interessam tanto por causas. Todos nós passamos por essa fase, quase sem pensarmos que, para chegarmos longe na vida, temos primeiro de ter saúde, e depois muita sorte à mistura. A arrogância é um dos seus piores defeitos, assim como os idosos nem sempre têm paciência para os entender. Uma, ou outra, são percursos naturais da existência.

Mas há jovens diferentes do habitual. Há jovens, como é o caso de Sara Mota, uma miúda de 24 anos que me deu o prazer de aqui comentar, demonstrando um interesse muito raro para a sua idade, que é a situação do país. Quantas jovens com a idade da Marta conhecemos a interessar-se por estes problemas?  Regionalização? Centralismo? Quantas e quantos se interessam pela autonomia administrativa da sua região, e quantos sabem que o centralismo já praticamente não existe nos países mais evoluídos da Europa? Quantos estarão dispostos a lutar para que isso aconteça em Portugal?

A Sara é nortenha, nem sequer é portuense. É de Penafiel, e portista, o que revela muito bom gosto. É modesta e determinada. Para quem não leu o seu comentário pode ler aqui  (é o nº.6), e pode confirmar como está preocupada com a sua terra e região para a qual exige outro tipo de autonomia e não o centralismo dos governos dos últimos anos. Pediu-me que a ajudasse a influenciar outros portuenses e portistas (e nortenhos de outros clubes) para de alguma maneira fazermos ouvir a nossa voz agora que estamos num momento pré-eleitoral e que os políticos estão mais "permeáveis".

Eu concordei com a ideia dela, mas fui-a prevenindo que apesar de não faltarem portuenses e portistas aparentemente incomodados com a discriminação do Governo centralista (que agora quer ganhar votos com a xupeta da Regionalização), duvidava que aderissem ao desafio, que consistia em entregar um papel com frases anti-centralistas, e pró-regionalistas à entrada do Estádio do Dragão em dia de jogo. Para mim, foi excelente a ideia. Mas, como posso eu ajudar esta jovem se há tão poucos interessados no tema? 

Vêm aqui alguém aderir à ideia da Marta? Ninguém diz nada. Está tudo caladinho talvez à espera de um D. Sebastião qualquer. Apesar de pouco frequentado, o Renovar o Porto não é propriamente um blogue desconhecido, mas é lido seguramente! Vai fazer 10, ou 11 anos em Maio, creio.

Pode ser que com este post consiga abrir consciências, se é que elas ainda estão vivas e activas. Tive a experiência da Petição, que não foi bem sucedida. Os assinantes (que agradeço) foram pouco mais de mil. Não foi suficiente para poder entregar na Assembleia da República. A cultura política dos portugueses é pobre e quando assim é, não há milagres.
    

17 março, 2019

Hóquei em grande. O FCPorto regressou à liderança.

Adicionar legendaFCPorto 3-Sporting 1

Grande victória do FCPorto sobre o Sporting, o melhor rival deste campeonato, mas mesmo assim, com os tiques fiteiros dos clubes de Lisboa. Têm uma boa equipa, sem dúvida, mas padecem dos mesmos vícios dos vizinhos cartilheiros. Abusam tanto da simulação quando são tocados pelos adversários que perdem credibilidade como atletas. Não foi por acaso que desde que o jogo começou, acumularam rapidamente um número de faltas superiores às do FCPorto (parte delas não existentes). Muito típico por aquelas bandas muito susceptíveis à poluição...

Quanto ao FCPorto, a equipa jogou mais concentrada do que esperava visto não estar na sua melhor forma nos últimos jogos. Um dos jogadores tecnicamente mais evoluídos (Gonçalo Alves), capaz de fazer autêntica magia a marcar golos (quase mesmo atrás das balizas adversárias) não tem andado muito famoso, falhando golos que outrora não perdoava. Mesmo assim, a equipa portou-se ao nível da situação e ganhou com todo o mérito. Admirei particularmente o golo de Reinaldo Garcia, pelo sentido de oportunidade, quando roubou a bola a um jogador do Sporting e o ultrapassou, a poucos minutos do fim, quando este se preparava para marcar o golo do empate (estavam a perder 2-1), marcando ele o golo da victória (o 3-1) na baliza deserta . 

O FCPorto tem um lote de jogadores que em boa forma podem vencer qualquer equipa. O mesmo penso da equipa de andebol que esta tarde vai defrontar outra vez o Sporting que possui a segunda melhor equipa do campeonato a seguir ao FCPorto.


SOBRE o FCPORTO-SPORTING DESTA TARDE


Acabo de desligar o televisor antes mesmo do final da 1a.parte. O jogo começou com algum nervosismo dos jogadores do Porto, com o idolatrado Miguel Martins a optar pelo chip da complicação. Cada remate, cada asneira. É um jogador bipolar, umas vezes, faz coisas fantásticas, outras prejudica a equipa. Prefiro a sobriedade do Rui Silva porque é um jogador mais cerebral. Não me lembro de o ter visto a fazer uma exibição negativa.

Mas, não foi essa a razão da minha decepção enquanto assistia ao jogo. Até porque o Sporting nem sequer estava a jogar grande coisa. Sei que o intervalo estava a aproximar-se com a equipa de Lisboa a vencer por 11-9. Por esta altura já o FCPorto tinha sido admoestado pela arbitragem, que estava a fazer uma exibição tendenciosa até dizer basta. Um nojo, uma discriminação demasiado óbvia para passar despercebida.

Pior do que o trabalho do árbitro foram os comentários do tipo (Manuel Mendes) que acompanhava o locutor Paulo Miguel Castro, que mais parecia um branqueador centralista. Um discurso demasiado conformista com o comportamento do árbitro. Eu acho que os adeptos às vezes parecem não compreender quão estas arbitragens influenciam negativamente os próprios atletas. Trata-se de prejuízos externos ao próprio desporto já que os árbitros em Portugal não têm a mentalidade adequada para o exercício da função, os jogadores sentem isso, e desanimam-se. E também já perceberam (sem o dizerem) que os dirigentes do clube não defendem o clube à altura.

Só faltava mesmo dizer que a culpa era do FCPorto. É assim a SAD do FCPorto é masoquista abre as portas a quem nos bate. Pena é que não lhes batam a eles. Uma  moleza, uma cobardia evidente a imitar (mal) o politicamente correcto dos políticos.  

Com comentadores destes, não precisamos de adversários para nada, eles têm a porta aberta no FCPorto.  

Vou-me deixar de sentimentalismos que só me fazem mal. A vida está para os falsários, e eu não tenho jeito nenhum para estas "modalidades"...

PS-Finalmente fez-se justiça, o FCPorto venceu por 28-23



14 março, 2019

Marcelo só pega no que não arde. Depois, não se queixe.

Em toda a minha vida nunca
assisti a uma vergonha tão
grande como esta. Este gajo
provoca a Justiça.

Quando um cadastrado, acusado de multifacetados crimes, desafia a Justiça e acusa as suas próprias vítimas dos crimes que contra elas cometeu, sem que alguém lhe recomende silêncio, é a própria Justiça que se descredibiliza e deixa refém do(s) criminoso(s).

Sendo a magistratura de influência uma das funções atribuídas ao Presidente da República, isto é, utilizar a autoridade e o prestígio do cargo para ser ouvido e respeitado, principalmente pelo(s) destinatário(s), é incompreensível que o Chefe de Estado ainda não se tenha manifestado sobre a postura provocadora de Luís Filipe Vieira, nem condenado o comportamento libertino da comunicação social lisboeta e demais colaboradores do Benfica, sabendo como sabe, estarem acusados de crimes altamente perniciosos (a corrupção é um deles) para a paz e segurança   do país .

A imagem e  texto do JN de hoje (ao lado) confirmam o que acabo de comentar. Este homem procede como procede porque se sente apoiado pelo próprio regime, e quem diz o regime diz a Justiça.

Veremos até que ponto a Justiça se disporá a manchar a imagem mais do que já está, e cometer o pior dos crimes, que é proteger os criminosos, e prejudicar os inocentes.

Pelo que me diz respeito, se isto vier a acontecer, retirarei as minhas ilações que, diga-se de passagem, nesta matéria já não são nada abonatórias.  

PS-Por falar em arder, Pedrogão Grande ardeu, e o senhor PR teve o bom senso de ir ao local do crime consolar as famílias das vítimas. Mas o fogo emanado pelo "glorioso", parece ser mais ameaçador, pelos vistos...

11 março, 2019

FC do Porto, permite ser insultado publicamente? Será possível?


Possível, é. E já não é de agora...

Leio, por essa blogosfera  fora portista muita indignação com a linguagem insultuosa usada contra o FCPorto protagonizada pela comunicação social de Lisboa. Essa indignação faz sentido, é completamente justa e fundamentada!

Desde chamarem Futebol Clube do Porco, ao FCPorto a outros mimos do género, tudo lhes é permitido, o que significa que Portugal não só não tem gente habilitada para nos representar nas instituições do Estado, como as ocupam sem se incomodarem com o impacto  desses factos.

Pior que constatar factos, é consentir pacificamente que o Estado se mantenha nesse caminho despudorado sem também termos quem defenda o clube destas ignóbeis provocações. Por outras palavras, não temos apenas falta de liderança no Estado, como temos um enorme vazio de autoridade na presidência e na SAD portista.

Se quisermos continuar iludidos com uma liderança inócua do FCPorto, que em nada é comparável há de outros tempos, e que paralisou totalmente a noção da realidade de hoje de alguns adeptos com a realidade do passado, convencidos que o antigo líder é intemporal, então preparem-se para ficar caladinhos se esse ídolo levar o clube à falência.

Ser adepto do FCPorto pode ser o que quiserem, mas não é, nem nunca será o mesmo que ser adepto de Pinto da Costa. Neste momento, não há tanta afinidade entre clube e presidente, como havia nos tempos em que esse presidente se fazia respeitar e fazia respeitar o clube. Esse tempo passou, e se amamos o clube que governamos com sucesso, temos de ter consciência que já não temos capacidade para continuar a navegar essa onda com a mesma força e a mesma segurança.

O sr. Pinto da Costa não está a respeitar os anseios legítimos dos adeptos que não se revêem na sua postura passiva, nem se sentem bem representados com ela quando o FCPorto é prejudicado e insultado em toda a comunicação social. É uma utopia ousada pedir o apoio dos adeptos ao clube, sem que o presidente lhes transmita a eles o seu, exigindo respeito a quem de direito.

O senhor Francisco J. Marques não tem a responsabilidade de um Presidente! Como portista (e não sou de certeza o único),passo-me com as humilhações constantes que os nossos inimigos (sim, não se trata de adversários porque os adversários não procedem como canalhas) continuam brindar-nos, mas ainda me incomoda mais a serenidade do senhor presidente face a tanto desrespeito! O FCPorto tem um gabinete jurídico capaz, não pode existir só para pequenos casos, é também para estas situações que eles servem. É que, o clube do regime continua a ser favorecido pelos árbitros, e podemos ter a certeza que vão continuar a levá-los ao colo como sempre aconteceu. Ser o Francisco J. Marques a reclamar estas pouca vergonhas não tem o mesmo impacto que uma imposição de autoridade de um presidente! E veremos hoje mesmo que réplica será dada pelo Belenenses ao clube do regime, se algum árbitro deste país terá coragem para pôr na ordem o representante da máfia "desportiva" em Portugal! 

Se chegarmos ao fim do campeonato derrotados pelo clube da corrupção, será inútil qualquer comentário do Sr. Presidente, apenas para fazer ironia insossa e desconexa. Ironia eficaz, já foi tempo! Esse humor, que muito (e bem) o caracterizava, não era apenas caústico, vinha sempre acompanhado de muito pragmatismo e pontaria. Agora, apenas inspira condescendência. Se assim nos deixarmos triturar, politicamente correctos e tolerantes (ou antes,palermas), já pouca condescendência sobrará com a pseudo  liderança de Pinto da Costa.

Espero equivocar-me, e que a sorte dele seja sobretudo a sorte do FCPorto.       

07 março, 2019

O Rui Pinto é Herói. É um jovem inspirador, não é um pirata

Resultado de imagem para Rui Pinto
Rui Pinto, um jovem que faz inveja
aos jornalistas corruptos.
Quanto existirão sérios?


Não vou falar da grande noite de ontem em que o FCPorto conseguiu mais uma vez a façanha de passar aos oitavos de final da Champions, poucos dias depois de ter sido derrotado em casa pelo clube do regime (pôdre).

Foi a melhor "vingança" que podíamos oferecer aos donos disto tudo (não estou a falar apenas dos Ricardos Espíritos Santos desta cloaca, a céu aberto). Todos os elogios são merecidos. Os jogadores foram aquilo que estávamos habituados a ver, raçudos e empenhados (excepto o Brahimi que não segurava uma bola).

A garra é a grande virtude destes homens graças ao agora contestado Sérgio Conceição. Podemos não ser os favoritos para ir mais além, mas no futebol não há impossíveis. Foi muito bom para o nosso ego de portistas. Aguardemos com confiança comedida o futuro próximo.

Mudando de assunto, o momento é muito negativo. Existem casos muito graves por resolver que se não forem devidamente acompanhados e discutidos, cívica e judicialmente, nem o FCPorto escapa à incursões criminosas de quem deles retira dividendos. Adiante.

Afirmo, sem a menor hesitação, que acredito mais depressa na integridade de Rui Pinto (a quem a comunicação social do regime trata por "pirata"), que acredito nas palavras de qualquer ministro. Concretamente, no que disse a ministra da Justiça. O que disse a sra. Ministra - e não tenho porque acreditar -, é que garantia segurança pessoal ao denunciante Rui Pinto, caso (se) existam ameaças credíveis... Estes "ses" são típicos de quem se prepara para se desdizer...

Como acreditar numa declaração desta natureza se nem sequer o exército teve competência para proteger um paiol de armas? Como levar a sério as palavras da ministra se não temos capacidade para julgar e condenar uma multidão de gente graúda altamente suspeita de envolvimento criminal com provas mais que evidentes?

 Se fosse pai do rapaz faria tudo para que ele não regressasse a Portugal, sobretudo tendo consciência que esta pressa estranha de o querer fazer regressar ao país,tem um único objectivo que consiste em bloquear informações que possam comprometer gente graúda, como diz o muito digno "inspector" Rui Pinto. Sim, digno! O  contrário do que são por certo  os suspeitos das grandes golpadas que ele denunciou, ou pode denunciar.

 O governo francês - incomparavelmente mais credível que o nosso -, conta com este jovem para o ajudar nas investigações sobre gente igualmente poderosa envolvida em fraudes. Em Portugal, a comunicação social é como se sabe e comprova, desonesta e descarada. Por isso prefere fazer de Rui Pinto um bandido ("pirata") quando é um cidadão útil para a própria sociedade, investigando com sucesso casos criminosos que nem mesmo a polícia  soube ou  quis investigar! 

Portugal envergonha-me. É um país cujos governantes são responsáveis por fragmentarem a coesão social, alimentando sofregamente o divisionismo, com um centralismo abominável que roça o apartheid.

O comportamento da Justiça portuguesa é de per si suspeito, o que pode prenunciar um futuro altamente perigoso para a estabilidade social. O sistema de Saúde está de rastos, o Ensino é o que sabemos, o Desporto coabita com hábitos mafiosos, a Comunicação é um asco. Enfim, só o Governo, como é tradicional, diz que ultrapassamos a crise. Afinal, nunca saímos delas. Crises, sim. É no plural que a palavra crise ganha autenticidade, porque só sabemos viver assim.


05 março, 2019

Ana Gomes, a excepção a uma regra desregrada

A eurodeputada Ana Gomes voltou a criticar o processo que levou à detenção do whistleblower Rui Pinto





A eurodeputada Ana Gomes voltou esta terça-feira a falar sobre o processo que levou à detenção do whistleblower Rui Pinto e à luz dos acontecimentos de hoje dirigiu as críticas para a forma de agir da Justiça portuguesa: "Autoridades portuguesas esmifram-se para prender "perigoso" whistleblower RuiPinto, que denuncia corruptos. Mas deixam tranquilitos e à solta criminosos e corruptores do gabarito de Ricardo Salgado e capangas!.", pode ler-se num dos dois tweets que publicou sobre o assunto.

"E fazem-no com tanto ardor que até dispensam a mais elementar competência... quem foi o "artista" q emitiu o Mandado de Detenção Europeu sem ter Mandado de Detenção Nacional???? Como se explica tão grosseiro erro?", concluiu a eurodeputada que desde a detenção de Rui Pinto tem vindo a tomar posições contra a forma de aturar da justiça em Portugal.

Juíza aprova extradição do "hacker" Rui Pinto

A decisão foi anunciada pela juíza do Tribunal Metropolitano de Budapeste no final de uma sessão em que as partes apresentaram argumentos contra e a favor da extradição do português, que vive na Hungria.A decisão de extraditar Rui Pinto para Portugal é passível de recurso por parte da defesa do português, que está indiciado de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada.
Rui Pinto, 30 anos, chegou ao tribunal às 9 horas (em Portugal continental), algemado e escoltado por agentes da polícia húngara. "Vamos ver o que acontece", respondeu, sorridente, aos jornalistas que o aguardavam à porta, quando questionado sobre se tinha medo de ser extraditado para Portugal.
Durante a sessão, Rui Pinto garantiu que nunca recebeu qualquer valor monetário pelos acessos informáticos efetuados para expor a criminalidade à volta do futebol - "é uma máfia", disse, "tudo o que fiz foi pelo interesse público" - e reiterou que colaborou com as autoridades de vários países europeus no âmbito do "Football Leaks".

Por outro lado, teceu duras críticas à inação das autoridades portuguesas, que acusa de não terem investigado as diversas denúncias que fez, nomeadamente relacionadas com o fundo Doyen. "Não posso nem é possível confiar nas autoridades portuguesas", sublinhou.

Revelou ainda ter sido alvo de ameaças de morte, assim como a sua família, e deixou um apelo à juíza: "É uma questão de vida ou morte. Peço que não me envie para Portugal".

Apelidado de "hacker do Benfica", Rui Pinto é acusado na justiça portuguesa de seis crimes, nenhum deles com qualquer ligação ao clube lisboeta. Em causa estarão crimes denunciados pelo Sporting, que terá sido uma das vítimas de acesso ilegítimo à correspondência eletrónica.

Rui Pinto está em prisão domiciliária em Budapeste desde 18 de janeiro, depois de ter sido detido dois dias antes, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades portuguesas, por "tentativa de extorsão, acesso ilegítimo e exfiltração de dados de algumas instituições, inclusive do próprio Estado".

No dia da detenção, 16 de janeiro, sem nunca confirmar o nome do suspeito, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um cidadão português, em Budapeste, numa ação em cooperação com a congénere húngara.

O diretor da Unidade de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ, Carlos Cabreiro, disse ser "prematuro" associar o suspeito a crimes cometidos contra algumas instituições desportivas, como o Benfica, F.C. Porto, Sporting ou a Doyen.

Em comunicado posterior, os advogados de Rui Pinto assinalam que o seu cliente "tornou-se um importante denunciante europeu no âmbito dos chamados 'Football Leaks'", acrescentando que "muitas revelações feitas ao abrigo destas partilhas de informação estiveram na origem da publicação, durante vários anos, de notícias que deram lugar à abertura de muitas investigações em França e noutros países europeus".
(Fonte:JN)

04 março, 2019

Ser do Norte no feminino consciente

Caro Rui Valente

Em jeito de introdução digo que sou Nortenha, Portista e Regionalista, para mim três coisas completamente indissociáveis. Não consigo gostar de Lisboa e tudo o que ela representa para o resto do país. Em termos de políticas, tenho 25 anos e já não suporto este centralismo, este vergar à capital. Para lisboa existe tudo, o resto do país que se lixe. A minha cidade (Penafiel) está desde 2001 (desde a queda da ponte) à espera da construção do IC35, devo dizer que até aos dias de hoje não foi movido um único grão de areia, este é um projecto que tem sido continuamente adiado, porém é algo essencial para o desenvolvimento de toda a região, mas como não é em lisboa, ninguém quer saber!! O que me revolta ainda mais é saber que na assembleia da república exitem deputados do Norte mas que nada fazem pela sua região, chegam à capital do império e esquecem-se de quem são, donde vêm e de quem os colocou lá, por isso acho a regionalização algo difícil de se concretizar, porém jamais deitarei a toalha ao chão. 

Com os melhores cumprimentos
Sara Mota

Nota de RoP:

Dei-me à liberdade de publicar este comentário de Sara Mota e dele fazer um post, porque é uma lição de lucidez e coragem para muitos nortenhos, sobretudo para os homens. Partilho com ela o sentimento de revolta e de aversão ao centralismo, e de tudo mais que aqui referiu. É uma honra para o Norte saber que esta jovem, apesar de ser uma espécie de oásis no universo nortenho (feminino e masculino), não se coibe de dizer o que pensa sem recorrer ao anonimato de muitos machos medrosos. Mas é uma honra na acepção da palavra, não aquela honra do tipo graxa de sapatos que Júlio Magalhães costuma dedicar aos seus amiguinhos e amiguinhas da TVI que tanta falta fazem ao Porto...Terá sido o Sérgio Conceição que foi buscá-lo à TVI e lhe deu o cargo de Director G. do Porto Canal? Se calhar foi...

03 março, 2019

Excesso de confiança não é optimismo



Suponho não ter exagerado quando disse no post anterior que havia excesso de confiança da parte de alguns adeptos. É preciso ter em conta a qualidade dos adversários, quando ela existe. O clube do regime pode não ter a melhor equipa, porque de facto esteve muito tempo a jogar mal e porcamente, e a beneficiar descaradamente das arbitragens, mas há um tempo para cá melhorou.  Portanto, havia que levar isso em conta. 

Sempre fui dizendo que o melhor da nossa equipa é a competitividade. A resiliência que Sérgio Conceição soube incutir nos jogadores conjuntamente com a qualidade de uma parte deles. Isso funcionou até onde foi possível. O ano passado foi suficiente para vencermos o  campeonato, este ano,  ainda não sabemos. Já não dependemos só de nós, dependemos do adversário de hoje e dos tradicionais favores do exército de corruptos que impera nesta droga de país.

Apesar do resultado e das falhas defensivas que permitiram a victória ao adversário, criamos oportunidades para marcar, mas a ansiedade de alguns jogadores, quer para rematar, quer para passar a bola correctamente, abalou o domínio do jogo. Não devemos esquecer que este problema não é novo.

Marcamos mais golos que a maioria dos adversários, mas não tantos como podíamos, se tivéssemos um lote equilibrado de jogadores com essas qualidades. Basta-nos lembrar as inúmeras ocasiões que chutamos à baliza sem termos capacidade para descobrir os espaços abertos e lá meter a bola. Hoje, como  noutros jogos, acertamos mais vezes nas pernas dos adversários  que na baliza. Aconteceu em Guimarães e em Moreira de Cónegos. Para mim, o problema da equipa é esse. Não somos famosos a passar e a chutar. A qualidade de passe é irregular, e os remates também. Nessa matéria somos apenas razoáveis. Por isso, repito, valorizo o trabalho de Sérgio Conceição e censuro os dirigentes por não lhe terem disponibilizado um grupo de jogadores mais qualificado. Para não levantar dúvidas, acho que comparar a homogeneidade qualitativa deste plantel com outras que tivemos há uns anos para cá, é absurdo, e assim vai ser difícil, muito difícil mesmo, repetir o feito da época passada. Não é impossível, mas não vai ser nada fácil. O Benfica podia merecer o respeito que merecem todos os clubes dignos. Podia, mas não merece. E não merece porque respira imposturice por todo o lado.

A propósito, não resisto a citar as palavras de uma adepta portista quando à entrada do Dragão foi abordada  por um jornalista do Porto Canal para dar um palpite sobre o resultado do jogo. Entusiasmada, a mulher não se coibiu de dizer o que pensava, e disse naturalmente que o FCPorto ia ganhar ao clube que odiava (o Benfica).

Palavra feia, é verdade,  que poucos (suponho) gostam de dizer. O Rui Cerqueira  foi um dos que não gostou e disse-o no pré-Match.  Mas quando nos lembramos que andámos a ser tratados abaixo de cão pela comunicação social, e pelo próprio Benfica, sabendo os meios obscuros que usam para ganhar, o que é que esperam? E se acrescentarmos a isto (e já não é pouco) a colaboração protectora que esse infame clube tem dos organismos desportivos e do Estado, é com amor que lhes devemos pagar? 

Em circunstâncias normais, num país com hábitos pautados pelo civismo e pelo rigor, eu também condenaria a senhora, mas nesta mixórdia de país, onde nem o próprio governo se aproveita, que se destaca pela imposturice e pelo assobiar para o lado, o mais provável é que o ódio acabe por dominar as pessoas mais pacíficas que existem.

Pois eu confesso que tenho tanto desprezo pelo que representa Lisboa e seus ícones para o país, que se calhar já é mesmo ódio o que sinto. Não sou hipócrita, não sou do tipo de dar a outra face se me agredirem, e o que essa escória de gente (lembram-se?) nos tem feito é agredir e prejudicar. No desporto como na política.

Há uns "bons" samaritanos* que não se importam de ser humilhados, só para se darem ares de civilizados... Desconfiem dessa gente, são as piores. 

*Não estou a referir-me a Rui Cerqueira, o papel dele é outro.