14 outubro, 2011
Os "papás" que não pedimos, nem queremos
Se me perguntassem, há trinta e sete anos, quando a Democracia em Portugal dava ainda os primeiros passos, se imaginava que ela fosse a palhaçada que é hoje, respondia logo que não, e que nesse caso, preferia que a Revolução dos cravos não tivesse acontecido. No entanto, como a grande maioria dos portugueses, rejubilei de alegria com o 25 de Abril.
Com vinte e poucos anos vividos no Estado Novo, repartidos entre Salazar e Caetano, supus que, com maior ou menor dificuldade, Portugal, exaurido com inúteis guerras coloniais [em que voluntária e ingenuamente participei], ia finalmente livrar-se do isolamento político internacional e avançar para um modelo de Democracia semelhante ao dos países escandinavos, que, tal como agora, continuam a ser mestres na matéria. Ainda era cedo para descobrir que os novos líderes políticos que então foram tomando conta do poder transportavam consigo o vírus do oportunismo e da falta de rigor dos que os antecederam. Com uma agravante: tal como agora, sem ponderar as consequências malignas que decisões apressadas normalmente trazem, entenderam [mal], que em Democracia a Liberdade dispensava a Autoridade. Ora, como sem um sistema de Justiça limpo, livre de velhos resíduos ditatoriais, a Autoridade colapsa, o resultado é o que sabemos.
É claro que, agora, a crise global vem mesmo a calhar, é o perfeito bode expiatório da irresponsabilidade de todos aqueles que até hoje participaram em sucessivas governações, sem qualquer sucesso. No entanto, como líderes incompetentes geram povos frouxos, nunca lhes é cobrada a responsabilidade que, por norma, são obrigados a jurar nas solenes tomadas de posse. Caso contrário, seria impensável assistirmos a este espectáculo aviltante e despudorado que é vê-los enxamear os estúdios de vários canais de televisão para darem pareceres sobre aquilo que já deram provas cabais de não perceber. E... são pagos por isso! Isto, note-se, na fase mais difícil e austera da história recente portuguesa!
Que posso eu mais dizer? Que me intriga ignorar o que cada cidadão pensará, cada vez que assiste a estes espectáculos? Que conclusão extrai da verborreia de todos esses 'especialistas'? Que mais valia advirá para o país das suas opiniões? O que é que aquela gente [muito concorrida] vai fazer, dia após dia, aos estúdios de televisão, que não seja dar um péssimo exemplo daquilo que não deve ser feito? Por que é que as televisões não optam por ouvir gente credível, em vez de continuar a ouvir quem já provou incompetência e em muitos casos até, desonestidade? Porque não ouvem o povo e incitam os políticos a ocupar o tempo a trabalhar nos seus próprios gabinetes? Será este o paradigma da tão apregoada meritocracia? Eu acho que as estações de televisão, não só estão a prestar um péssimo serviço ao pais, como estão a ser cumplíces de quem contribuiu para o levar ao estado de pré-falência a que hoje chegou.
Os "nossos" políticos e ex-políticos, antes de irem à televisão, deviam ser obrigados a ensaiar tanto a postura como o verbo. Qualquer espectador minimamente instruído tem dificuldade em conter-se face àquilo que é "obrigado" a ouvir, e ver. Além de se copiarem uns aos outros, falam para nós com preocupantes requintes de sadismo, como se fossemos criancinhas ou atrasados mentais. Só falta mesmo, é vê-los de dedo em riste, dizer que levamos tau-tau se não comermos a sopinha... Raios! Não precisavam de nos torturar todos os dias, a toda a hora, para nos dizer que a crise ainda nem começou, que vai piorar, que em 2012 é que vai doer, etc., porque afinal de contas, foram eles que se portaram mal, foram eles que disseram que sabiam fazer, e fizeram mal. Eram eles que deviam pagar a crise. A menos que, além da miséria que se avizinha, queiram transformar o país num hospício a céu aberto. Ou estarão eles a procurar "amansar-nos"?
Pois se estão, pela parte que me toca, podem ter a certeza que os efeitos/resultados, são enganadores. É que, quanto mais falam da crise, mais vontade sinto de ir para a rua, imitar os gregos...
PS-Que fenómeno científico, cívico, ou psicológico poderá explicar a crónica amnésia que assola os cérebros dos nossos políticos para não seguirem exemplos destes?
Será por que a Suécia é um país do terceiro mundo, ou porque Portugal é do primeiro ?
Pois se estão, pela parte que me toca, podem ter a certeza que os efeitos/resultados, são enganadores. É que, quanto mais falam da crise, mais vontade sinto de ir para a rua, imitar os gregos...
PS-Que fenómeno científico, cívico, ou psicológico poderá explicar a crónica amnésia que assola os cérebros dos nossos políticos para não seguirem exemplos destes?
Será por que a Suécia é um país do terceiro mundo, ou porque Portugal é do primeiro ?
13 outubro, 2011
Código de cores para daltónicos ColorAdd chega ao metro do Porto
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| Miguel Neiva |
O ColorAdd, um código de cores universal para daltónicos inventado pelo designer portuense Miguel Neiva, vai ser implementado pela primeira vez na rede de metro do Porto.
O código será testado na estação de Santo Ovídio, em Gaia, que será inaugurada sábado, mas a intenção é alargar a todas as linhas do metropolitano.
O projecto-piloto “é de grande importância, pois vai permitir a centenas de pessoas daltónicas identificarem mais facilmente as linhas que pretendem utilizar”, explica Miguel Neiva, em comunicado.
O que Miguel Neiva, de 42 anos, tem apresentado ao mundo desde 2008 é uma daquelas ideias “ovo de Colombo”: um código universal que identifique as cores, através de um conjunto de símbolos compreensível em Portugal ou no Japão. O P24 esteve recentemente à conversa com o designer.Segundo a Metro do Porto, o ColorAdd vai ser implantado na estação de metro de Santo Ovídio (Linha Amarela), mas as intenções são de alargar a todas as estações do metropolitano do Porto.
“No futuro, confirmando-se o alargamento a toda a rede do Metro do Porto, serão milhares aqueles que beneficiarão da aplicação do ColorAdd”, conta Miguel Neiva.
A estação de metro escolhida, a de Santo Ovídio, tem a particularidade de ser a primeira subterrânea da cidade de Vila Nova de Gaia e vai ser também a primeira a ter um mapa em formato ColorAdd ao lado do mapa habitual.
O alargamento do projecto só será executado após a Metro do Porto realizar um inquérito aos utilizadores daltónicos, com o objectivo de conhecer as mais-valias da aplicação daquele código de cores.
O daltonismo, normalmente de origem genética, é uma perturbação da percepção visual caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores, manifestando-se muitas vezes pela dificuldade em distinguir o verde do vermelho.
12 outubro, 2011
Procura-se um Procurador
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| Sábias reflexões para nobres decisões |
É mentira afirmar que a Procuradoria Geral da República representada pelo reverendíssimo Doutor Pinto Monteiro, não tem desempenhado um notável trabalho institucional, no sentido de colocar atrás das grades o vigarista-falsificador, ex-Presidente do Benfica, João Vale e Azevedo. É mentira! Ele está preso e bem preso, só que ninguém sabe aonde.
É igualmente mentira negar que o Dr. Pinto Monteiro tem revelado um inesgotável dinamismo na investigação dos casos relacionados com "Exas" como: Duarte Lima, Dias Loureiro, João Rendeiro, Isaltino Morais, Ricardo Costa, Carlos Cruz, Paulo Pedroso , Luís Filipe Vieira=Benfica=Jorge Jesus=Agressões=Túneis=Aeroportos=Scolari... Todos estes casos, não foram bem casos, foram assobios no espaço.
O senhor Procurador é uma pessoa muito dinâmica, muito competente, e muito honesta. Podemos estar seguros de que todos os suspeitos atrás enunciados, continuam em liberdade, pela simples razão de pautarem as suas carreiras por uma integridade à prova de míssil. Tanto na aparência como na atitude.
É mentira pois que, Hulk, Fucile, Sapunaru, Helton e Cristian Rodrigues, sejam simples jogadores de futebol. São sim, potenciais criminosos, porque jogam no FCPorto [uma organização mafiosa], e o senhor Procurador não brinca com coisas sérias. O que são Duarte Lima, Vale e Azevedo & Companhia, comparados com os gangsters do FCP?
Prisão para eles, já! E cadeira eléctrica, a seguir!
Prisão para eles, já! E cadeira eléctrica, a seguir!
Pinto Monteiro: é mentira.
11 outubro, 2011
Quanto mais te baixas...
É patente que a selecção portuguesa de futebol já não é " o clube de todos nós" , na frase criada pelo há muito falecido jornalista Ricardo Ornelas. Já foi , mas a sanha centralista e anti- portista de Lisboa acabou com isso.
Scolari foi o ponta de lança de que a comunicação social se serviu, sob a complacência cúmplice da FPF, Gilberto Madail à cabeça. O sargentão foi o pateta útil de serviço.
Inutil relembrar as ofensas e desconsiderações cometidas contra o Norte e contra o seu clube mais representativo, que por acaso até é o mais importante de Portugal. A actividade da selecção centra-se a sul. Lembram-se que foi "inventado" um centro de estágio em Évora para receber a selecção, quando tantos havia de Coimbra para cima? Os jogos principais sempre se disputam em Lisboa. Ao Norte, onde está a verdadeira aficcion, destinam os jogos secundários, aos quais provavelmente Lisboa viraria as costas porque estão de barriga cheia com os jogos mais importantes. Nessa altura, para safar a bilheteira, a Federação lembra-se de nós. As reacções dos nortenhos, ou melhor dizendo, a falta de reacções, encoraja essa corja centralista a cada vez abusar mais. Desta vez a selecção treinou no Algarve(!!) e deu uma breve fugida ao Porto para disputar o jogo. Imagino que terão ido embora logo após o apito final, não fosse os senhores da federação apanhar alguma doença contagiosa nestas terras bárbaras onde a civilização e a higiene pública ainda não chegaram.
É pensando nisto tudo que me pergunto quem seriam aquelas quase 40 mil pessoas que estavam no Dragão. Portuenses e outros nortenhos? Aquelas bandeirinhas e aqueles endereços a dizer Portugal, incentivavam quem? Portugal? Mas que Portugal? Não aquele que foi uma Nação com mais de oito séculos de História, porque esse já não existe, liquidado por um centralismo que tem feito mais contra a coesão nacional do que uma eventual Regionalização. Qual, então?
Seremos só meia-dúzia a pensar que as desconsiderações de que somos alvo há tantos anos, mereciam um boicote, um gesto de repúdio por simbólico que fosse? O que pensam a este respeito os 40 mil? Será que pensam mesmo alguma coisa? Provavelmente, nada, e esse é o mal. Pensem pelo menos no velho ditado que diz que " quanto mais te baixas, mais se vê o teu cu"...
Os ataques continuam, e a República dorme...
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| Tudo indica para que a Sede do Benfica seja aqui |
Escondida atrás do rosto de uma suposta jornalista que se presta a exercer tarefas impróprias de uma pessoa de bem, a decadência manifestou-se - como não podia deixar de ser -, abrindo o noticiário de desporto para anunciar a aquisição de um novo jogador para o Benfica. Esta, é uma das rotinas da RTP, começar sempre, sempre, por falar do Benfica, roubando esse privilégio ao FCPorto, que é o verdadeiro campeão e o clube português com mais títulos conquistados. Outra rotina da RTP, é conceder essa primazia, excepcionalmente, apenas e quando é para anunciar algo que possa denegrir a imagem do FCPorto. Foi o que aconteceu [mais uma vez], hoje.
Logo a seguir à notícia sobre o Benfica, uma menina de vestido amarelo - espelho perfeito de uma moça de recados-, "informou" o país profundo, através do Correio da Manhã [fonte credibilíssima], que o Ministério Público quer cinco [cinco, imaginem!], jogadores do FCPorto na prisão!
Apesar dos nortenhos, em geral, e os portistas por maioria de razão, estarem [MAL] habituados a ser discriminados, e claramente provocados, notícias destas são inadmissíveis, sobretudo agora, numa altura em que os responsáveis pela crise [a classe política] andam a pagá-la com o dinheiro dos contribuintes, com belos apelos patrióticos à austeridade. Então, é com este tipo de "notícias", mentirosas e infundamentadas que se dão exemplos de poupança?
Onde está então a autoridade neste país? Será mesmo que, até a Presidencia da República, a Assembleia e a Procuradoria Geral, e quem as representa, acham que em Democracia está proibido o exercício da real autoridade? Qual é, afinal, a diferença entre a autoridade oficial, e essa outra, hoje anunciada pela RTP via pasquim, Correio da Manhã? Qual é, se não reagem a estas poucas vergonhas? Eu penso que nenhuma!
Saiba pois, senhor Cavaco, que eu vou continuar a borrifar-me para os seus apelos patrioteiros, especialmente para aqueles que convidam os portugueses a votar. Votarei sim, no dia em que puder expulsá-los do poleiro, onde nunca teriam pousado os pés, se vivessemos num país a sério e de dirigentes sérios.
10 outubro, 2011
Lavar democraticamente a Justiça, é viável ou utópico?
Ia começar por dizer que sou um leigo em Direito, mas pensando melhor, achei desnecessário o preâmbulo, pois pareceu-me modéstia a mais face à incompetência evidenciada por todos aqueles que deviam dominar o assunto, preferindo queimar o tempo em querelas, a esgrimir argumentos sem dar sinais de se querem entender.
Por exemplo, hoje, Marinho e Pinto fála-nos no JN de duas espécies de criminosos, segundo uma teoria de um professor de Direito Penal alemão [Gunther Jakobs], aqui , devidamente explanada.
Como já o afirmei em várias ocasiões, nutro alguma simpatia solidária e intelectual por Marinho e Pinto, por saber quão perigosa e desigual é a luta que vem travando com os velhos [e novos] acomodados do regime, sejam eles colegas de profissão, magistrados ou juízes.
Como é de Justiça que se trata [ou da falta dela], procuro que essa simpatia não me turve a lucidez e se mantenha racional, sem nunca descurar as opiniões dos seus adversários. A verdade, é que estes últimos, por aquilo que até ao momento consegui saber através da imprensa e da televisão, não têm apresentado argumentário à altura do "incómodo" bastonário. Também, não ignoro a dificuldade que deve ser desenrolar este complicado novelo em que se tornou [ou sempre foi] a Justiça portuguesa.
Como é de Justiça que se trata [ou da falta dela], procuro que essa simpatia não me turve a lucidez e se mantenha racional, sem nunca descurar as opiniões dos seus adversários. A verdade, é que estes últimos, por aquilo que até ao momento consegui saber através da imprensa e da televisão, não têm apresentado argumentário à altura do "incómodo" bastonário. Também, não ignoro a dificuldade que deve ser desenrolar este complicado novelo em que se tornou [ou sempre foi] a Justiça portuguesa.
Independentemente de se apreciar ou não o estilo de Marinho e Pinto, não acredito que haja alguém de boa fé, que não veja nele um homem com uma forte determinação em levar alguma ordem e eficiência ao sistema de Justiça, mesmo quando parece defender causas que os media e a opinião pública já condenaram por antecipação aos Tribunais. Outra das suas preocupações, é querer levar ao extremo o cumprimento rigoroso da Lei, mostrando-se quase sempre mais empenhado em defender do que acusar, o que, diga-se em abono da verdade, o iliba do pretenso populismo de que é acusado pelos seus adversários, pois todos sabemos que é muito mais simpático e mediático acusar, do que proteger. Depois, quando vemos juízes, como Rui Rangel, prestarem-se à humilhação pública de "saltar" da cadeira do tribunal para a de comentador desportivo [mesmo que em regime de part time], percebemos finalmente quem é vulnerável a populismos [ou benfiquismos, é igual]...
Há, contudo, um senão. Sou eu quem o diz, e vale o que vale, mas é a minha convicção profunda. A Justiça, - tal como todo o regime político do país -, precisa urgentemente de ir à "lavandaria", desinfectar-se dos parasitas que estão a atrofiá-la. Antes porém, há que detectar os parasitas e... eliminá-los. Só que, tenho dúvidas que os pergaminhos legalistas de Marinho Pinto resistam à força corporativista dos sindicatos da Justiça, que além de prepotentes, continuam a ignorar o fundamental em benefício do acessório.
Acima dos direitos, ou dos interesses pessoais dos magistrados, impera a Justiça, e acima das corporações estão os seus bons elementos. Sem bons elementos, não há boas corporações, nem boa Justiça. Deviam portanto, tais corporações, ser necessariamente constituídas por bons juízes, purgando-se, com critério e justiça, das ovelhas tresmalhadas, sem tardança, mas com firmeza democrática... Aqui chegado, retomo o início do parágrafo anterior e os legalismos exacerbados de Marinho Pinto: saberá a democracia portuguesa [e já agora, Marinho Pinto], que a firmeza é uma componente indissociável da autoridade?
Acima dos direitos, ou dos interesses pessoais dos magistrados, impera a Justiça, e acima das corporações estão os seus bons elementos. Sem bons elementos, não há boas corporações, nem boa Justiça. Deviam portanto, tais corporações, ser necessariamente constituídas por bons juízes, purgando-se, com critério e justiça, das ovelhas tresmalhadas, sem tardança, mas com firmeza democrática... Aqui chegado, retomo o início do parágrafo anterior e os legalismos exacerbados de Marinho Pinto: saberá a democracia portuguesa [e já agora, Marinho Pinto], que a firmeza é uma componente indissociável da autoridade?
09 outubro, 2011
"Austeridade e coerência"... Deixa-me rir
Para se ser sério, e merecer tal reputação, não bastam o estatuto, as poses estudadas, ou o discurso enfatizado de circunstância. Isso, é apenas um mero e enganador invólucro. A classe política, por aquilo que vamos sabendo, continua a contentar-se com o invólucro.
07 outubro, 2011
Vegetarianos
"O vegetariano, porque tem de sobreviver, acaba por comer. Mas sempre um pouco contrafeito, com a mesma indiferença de quem faz algo porque tem de ser e não porque isso seja, como é de facto o comer, uma das essências do existir.
A verdura promove-lhe um fácil trânsito intestinal, o que o leva a defecar bastas vezes numa só jornada. Podia isto ser uma mera consequência da sua dieta, mas não: erige-a em virtude, chegando mesmo ao comentário, que tenho ouvido a praticamente todos os vegetarianos, de que o bolo fecal é de melhor qualidade do que o dos comuns comedores de animais. Se bem que não dê, por causa da ascese que é o vegetarianismo, grande importância ao comer, atribui grande centralidade ao cagar: invertendo a hierarquia dos orifícios, valoriza mais o labor que dá ao de baixo do que o prazer que dá ao de cima".
[De: Luís Fernandes/Porto24]
Ler a crónica completa aqui.
Marques Mendes anuncia fusão de autocarros e metro em Lisboa e Porto
Marques
Mendes, revelou, quinta-feira à noite três fusões em preparação pelo
Governo, inseridas numa reestruturação do sector dos transportes.
"A
fusão da Carris como Metro de Lisboa. Acho muito positivo. Segundo a
fusão dos STCP do Porto com o Metro do Porto, acho na mesma linha de
coerência muito positivo. Em terceiro lugar a fusão da Transtejo com a
Soflusa, porque temos duas empresas a fazer basicamente a mesma coisa",
disse Marques Mendes, em declarações à TVI24.
"Se houver coragem como eu julgo que está previsto, julgo que isto são princípios muito positivos", considerou Marques Mendes.
Revelações
que surgem horas depois de o Conselho de Ministros ter aprovado,
quinta-feira, "as principais linhas no sector das infra-estruturas e
transportes" para os próximos quatro anos.
Documento que deverá ser
apresentado, esta sexta-feira, no Parlamento pelo ministro da Economia,
Álvaro Santos Pereira.
Segundo a informação disponível na página
do Parlamento na Internet, a audição, pedida pelo ministro que tutela a
área dos transportes, está agendada para as 16 horas, na Comissão
Parlamentar de Economia e Obras Públicas.
Nota de RoP
06 outubro, 2011
Quantidade não é qualidade
Sempre que publico neste espaço crónicas dos jornais, é porque as considero interessantes para os leitores, particularmente para aqueles que não tiveram oportunidade de as ler. Nalgumas ocasiões, é também por falta de tempo ou de disposição para fazer os meus próprios artigos. Não tanto por falta de assunto, porque hoje em dia temos tanta informação, sobre tão poucas coisas boas, em contraste com as negativas, que podíamos passar o resto da vida a escrever sobre elas. E é sobre o excesso de informação negativa e aquilo que podemos fazer para a inverter, que começo a ter dúvidas sobre a sua bondade. A propósito, aqui está mais uma que se enquadra naquilo que acabo de dizer. Diz directamente respeito aos portuenses, e à sua saúde.
Embora conscientes que não existe evolução sem efeitos secundários, enquanto Pessoas, seria nosso dever perceber até que ponto estes últimos destroem a própria concepção de progresso. A massificação dos media e os interesses que em seu torno gravitam, têm sido os principais responsáveis pela degradação ideológica e ética da própria sociedade. Os povos ocidentais [e de outras latitudes], paulatinamente, têm vindo a ser formatados para pensar e decidir de acordo com estereótipos ditos globais, essencialmente de origem anglo-saxónica [sobretudo norte-americana]. O cinema e a televisão, os concursos, os reality-shows, e o tipo de programação, como sabemos, são predominantemente de influência norte-americana. Actualmente, mais do que nos anos 60 e 70, décadas onde a música e o cinema americanos eram partilhados com a França, Itália, Inglaterra, Brasil e até com a Espanha, a cultura europeia deixou de ter qualquer visibilidade. Podemos mesmo afirmar, sem receio de escandalizar ninguém, que nesses anos, e desse ponto de vista, em Portugal e noutros países, culturalmente, respirava-se muito mais democracia. Nesse aspecto, éramos bem mais ricos. A globalização não é propriamente uma fonte de virtudes.
A quantidade e o tamanho sobrepuseram-se à ideia de qualidade. O mais, tomou conta do melhor. Temos mais canais de televisão, mais agências de notícias e nem assim vivemos bem informados. Se sintonizarmos o canal Odisseia, ou o Discovery e os misturarmos com os noticiários "nacionais" e internacionais, ficamos com a cabeça cheia de coisas sem saber bem o que fazer com elas. Informação, democracia e liberdade não valem grande coisa se vivermos 50 anos sabendo que na Etiópia e no Quénia morrem por dia milhares de crianças à fome, se passados outros 50 anos continuarem a morrer milhões. Assim como nada vale um belo discurso de um Presidente da República se for, como costuma ser, inconsequente, ou ter um governo que promete e logo a seguir não cumpre [como tem sido a escola seguida]. Isso é pura fraude, sem utilidade pública.
Enfim, contentarmo-nos com o constatar dos factos não enche barriga ao povo, nem é sério. A uma constatação, numa República digna desse nome, deve obrigatoriamente seguir-se uma reacção, mas o que a realidade nos diz é que a acção quando surge atinge sempre o mesmo alvo: o povo. E quase sempre para o prejudicar.
É de qualidade, em todos os sentidos, que Portugal precisa. A começar pela Humana. E de uma boa vassoura, para varrer o lixo contaminável.
05 outubro, 2011
RTP faz subir a tensão arterial
O meu consumo de televisão em directo resume-se a alguns jogos de futebol e a umas espreitadelas ao que vai passando ao longo do dia de trabalho nos canais de notícias.
Os filmes prefiro vê-los no Arrábida
Shopping, que tem as melhores salas do país e onde não fazem intervalos.
Mas estou cada vez mais freguês de séries, que ponho a gravar para ver
nos tempos livres das minhas folgas.
Agora, enquanto espero pelas
novas temporadas de "Lie to Me" e "The Body of Proof" (desde que fez de
enfermeira McMurphy, na Praia da China, tenho um fraquinho pela Dana
Delany), a minha série dramática preferida é "The Good Wife", que
recomendo vivamente.
Apesar de não passar muitas horas por dia em
frente ao ecrã, chamou-me a atenção a notícia de um estudo de
investigadores universidade de Queensland (Austrália) que concluíram que
ver televisão faz mal à saúde.
Estes especialistas quantificaram
os perigos de uma forma alarmante: por cada hora em frente a televisão
estaríamos a sacrificar 22 minutos de esperança de vida.
Atendendo
ao facto de, segundo a Marktest, cada português passar em média
3h29m40s a pastar em frente à televisão, a conjugação destas duas
estatísticas seria terrível ,em termos da nossa esperança de vida, mas
animadora do ponto de vista da sustentabilidade futura da Segurança
Social, que assim evitaria o risco de ruptura face ao previsível
crescimento exponencial do contingente de reformados.
Só não
fiquei assustado por duas razões. O estudo australiano parte do
princípio que o pessoal que vê muita televisão leva um estilo de vida
sedentário, o que não é obrigatório. Mais. Não acredito muito nas
estatísticas da Marktest, desconfiança partilhada pelos canais de
televisão, anunciantes e agências de publicidade que decidiram entregar,
a partir de Janeiro, o estudo das audiências à GfK, que vai usar uma
metodologia nova e mais fiável.
Mas pensando melhor, conclui que mesmo vendo-a muito pouco, a RTP tem sido muito prejudicial à minha saúde.
Faz-me
subir a tensão arterial saber que um administrador da RTP gasta 700
euros/mês em telemóvel, ou seja mais ou menos o salário médio mensal dos
contribuintes portugueses que lhe pagam o salário.
Chateia-me
saber que o salário anual médio dos trabalhadores da RTP é superior a 40
mil euros, ou seja cada um ganha em média dois mil euros limpos por
mês.
Até sinto um aperto no peito ao saber que em oito anos, entre
indemnizações compensatórias, dotações de capital e contribuição
audovisual, a RTP já nos custou dois mil milhões de euros*, dinheiro que
chegava para fazer o TGV para Vigo, e ainda sobravam 500 milhões.
Dói-me
na alma saber que este Governo, que prometeu privatizar a RTP, nos vai
pôr a abater 520 milhões do passivo desta empresa. Sai a 52 euros por
cabeça, bebés de colo incluídos.
A RTP faz -nos mal a saúde e ao bolso. Quanto mais depressa nos livrarmos dela, melhor.
* Nota de RoP
É claro que, na óptica da anafada prole da RTP, tudo isto não passa de demagogia do autor, todos eles merecem a boa vidinha que levam, mesmo que à custa do proxenetismo infligido sobre os nortenhos, a quem continuam a tratar abaixo de cão... É tudo gente de bem. E nota-se... Setecentos euros em chamadas telefónicas bate certo com o discurso de contenção e sacrifício, que ouvimos 24 sobre 24 horas.
Mas que mania esta, de nos quererem dar permanentementes provas de coerência!
03 outubro, 2011
Ligação de Salamanca ao porto de Leixões trará cargas de Castela y Léon
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Na
sequência de um longo processo de aproximação e conhecimento recíproco e
que havia já dado lugar à celebração de um protocolo, o porto de
Leixões, através da APDL, e a Zaldesa – Zona de Actividades Logísticas
de Salamanca, assinaram ontem, naquela cidade um Acordo visando uma
recíproca presença nas respectivas plataformas logísticas.
Em
concreto, a APDL disponibilizará uma área de cerca de 5.000 metros
quadrados para instalação da Zaldesa na sua Plataforma portuária e, em
contrapartida, Leixões irá dispor de um espaço na Plataforma Logística
de Salamanca, incluindo a possibilidade de vir a participar no capital
da Zaldesa.
Sempre numa perspectiva de intercâmbio, incremento
comercial e reciprocidade de vantagens, o porto de Leixões pode agora
alargar o seu hinterland a uma Comunidade Espanhola com a dimensão de
Portugal e Castela y Léon passa a dispor, num porto de mar com a
importância de Leixões, de um espaço logístico fundamental para apoio
das suas importações e exportações.
O acordo foi firmado pelo
engº. João Pedro Matos Fernandes, pela APDL, e por D. Fernando Alonso,
pela Zaldesa, na presença do Alcalde de Salamanca e do Director Geral de
Transportes de Castela y Léon.
[Fonte: APDL/Porto de Leixões]
Marinho Pinto, um bastonário "populista"...
Descansem os ingénuos, que a zelosa RTP, que tão empenhada anda a ensinar os portugueses a escrever brasileiro, jamais ousará esclarecê-los sobre o actual significado de algumas palavras da língua original, que o tempo, e a acção de homens mal formados, trataram de falsificar. Embora o Prós e Contras tente demonstrar o contrário, hoje, a RTP, representa inquestionavelmente a voz do regime, e só fará aquilo que o regime lhe permitir.
Mas se a RTP não faz aquilo que lhe compete para informar o público, nós sempre podemos fazer alguma coisa nesse sentido.
Há um substantivo muito usado pelos políticos, com vários significados, e que seja ele qual for, é invariavelmente distorcido pelos ditos cujos. Querem ver?
Fui ao dicionário de Augusto Moreno procurar o substantivo "populismo" e só encontrei "populista", que dizia significar: "pessoa amiga do povo". Já no Wiquicionário, sobre populismo li o seguinte: "estilo de fazer política,
que consiste no uso de promessas demagogas, insuflações regionalistas, e
atribuição de rótulos aos adversários eleitorais, com vistas a criar um
clima de messianismo e segregacionismo político, de modo a beneficiar o
seu praticante".
Agora, a título comparativo, façamos o seguinte exercício: quando ouvimos certas figuras públicas ligadas à Justiça, ao Ministério Público, ou à clã de advogados ricos falar [mal] do bastonário Marinho Pinto, a qual tipo de populismo acham que se estão a referir? Ao indicado no Augusto Moreno, ou no Wiquicionário?
Claro, que já conhecem a resposta. Mas, acham honestamente que a versão do Wiquicionário corresponde à realidade Marinho Pinto? Encaixará ele no quadro de demagogo? Não me parece... Pessoalmente, o meu instinto é inverso. Quando vejo ou leio alguém a atacá-lo com aquela ambiguidade de quem quer dizer muito sem dizer nada, reactivamente, imagino como será o volume de tramóias e cumplicidades proveitosas constante do currículo secreto do acusador...
Claro, que já conhecem a resposta. Mas, acham honestamente que a versão do Wiquicionário corresponde à realidade Marinho Pinto? Encaixará ele no quadro de demagogo? Não me parece... Pessoalmente, o meu instinto é inverso. Quando vejo ou leio alguém a atacá-lo com aquela ambiguidade de quem quer dizer muito sem dizer nada, reactivamente, imagino como será o volume de tramóias e cumplicidades proveitosas constante do currículo secreto do acusador...
Em boa verdade, não precisava deste longo preâmbulo para vos convidar a interpretar a palavra populismo pela versão do dicionário Augusto Moreno - que é a que me parece mais correcta -, sobretudo para vos recomendar vivamente a leitura desta crónica do bastonário Marinho Pinto.
01 outubro, 2011
Recibos verdes, quem nos obriga a aceitá-los?
Lá vou eu, outra vez, dizer coisas que algumas pessoas não gostam, e outras não estão habituadas a ouvir. Mas, sinceramente, no fundo, no fundo, os meus amigos incomodam-se com isso? Afinal de contas, sem querer ter a pretensão de ser original, não estamos nós cansados de ouvir gente graúda, mas oca, a dizer sempre a mesma coisa? A propósito, será que vocês ainda perdem o vosso precioso tempo a ver programas como o "Prós e Contras"? Eu passo. Se querem que vos diga já esgotei a minha opinião sobre o assunto em vários posts.
Politicamente, ou melhor, partidariamente, nunca cheguei a engajar-me em nenhum partido político. A única vez que o fiz, foi recentemente, no Movimento Pró Partido do Norte, que era a única força política nacional que se propunha defender claramente a Regionalização, e só por isso [e "isso" vale muito para mim] me senti motivado a apoiar o partido dentro dos meus condicionalismos. Os outros, incluindo os da oposição, não me inspiraram confiança porque pouco ou nada fizeram pela causa regional. Um enérgico X sobre todos eles tem sido a minha linha de voto dos últimos anos. Agora, digam-me lá como é que pessoas como eu se sentem quando ouvem os políticos a atribuir as culpas pela situação miserável a que nos conduziram a:"todos nós"... É de trepar pelas paredes!
Bom, mas não é isto que acabei de dizer que vocês não estão habituados a ouvir, é outra coisa. Por exemplo, há dias houve um comentador anónimo [mas quando é que eles perdem o medo e se decidem a dar o nome], que a propósito da reformulação do Porto Canal teve a preocupação de denunciar uma situação que infelizmente é comum em Portugal que foi informar-me [em comentário que não publiquei por conter spam], que os colaboradores da estação de tv recebiam pouco mais que o salário mínimo e estavam a recibos verdes. Ah! Espanto? É claro que não! Vasculhem bem por aí e vão ficar vacinados contra esse "novo" sistema [esquema, assenta melhor] de pagamento. Até em escritórios de advogados é moda corrente. E depois?
A resposta é dura, mas simples: acontece porque há sempre quem aceite trabalhar nessas condições. A partir daí, começa a espiral de cedências e facilitismos que de certa maneira são também responsáveis pela regressão da qualidade de vida das populações de todo o Mundo, incluindo da velha Europa que devia estar, de longe, à frente dos outros Continentes em matéria de regalias sociais, qualidade de vida e direitos humanos. É claro que, habituados que estamos a encarar o direito ao trabalho como uma corrida onde vale tudo para chegar primeiro, os empresários sem escrúpulos podem ficar descansados que terão sempre alguém disponível para receber 100 quando a outro pagaria 200. Com os recibos verdes é a mesma coisa. As pessoas, condicionadas pelas dificuldades de encontrar emprego [sempre existiram e vão piorando], aceitam ser pagas a recibos verdes e por este andar até sem recibo. É tudo uma questão de tempo e demonstrar ao patrão o mesmo medo que as pessoas assustadiças sentem pelos cães, que o mais certo é serem "mordidas".
Parece que já estou a ouvir algumas vozes ralharem: "é tudo muito lindo, mas se eu não aceitar, alguém aceitará por mim, e depois não consigo arranjar trabalho". Okey, é embaraçoso, quase irrealista, deixar de vos dar "alguma" razão, mas não estará nesse primeiro raciocínio o pecado original? Já imaginaram se as pessoas tivessem coragem de ir a uma entrevista de emprego, apresentáveis, mas sóbrias e seguras de si, sem a preocupação de "agradar" ao patrão, que leva inclusive algumas mulheres a produzirem-se como prostitutas para ganharem o lugar? Afinal de contas, uma entrevista entre patrão e empregado é um negócio que deve - agora, mais do que nunca -, ser encarado como outro qualquer. Se ao patrão cabe a última palavra, e só ele saberá que padrões curriculares e humanos exige para seu colaborador[a], ao empregado cabe o direito de se informar da empresa e até do próprio patrão, e de aceitar ou não, as condições de trabalho que este lhe propõe. Utopia, isto? Eu respondo-vos com uma afirmação perfeitamente ao alcance de qualquer ser humano: não é utopia, só depende de nós! É possível inverter o sentido regressivo e submisso desta espiral. É possível dizer, muito obrigado senhor, mas eu não aceito as condições de trabalho que me oferece.
Agora, façam o favor de pensar sobre o assunto e de imaginar as consequências futuras desta nova forma de encarar o trabalho e digam-me se não será esse o melhor caminho para o dignificar.
Sinceramente, só com novas mentalidades, com novos paradigmas do direito ao trabalho, é que o empresariado português assentará de vez no século XXI. A crise devia servir de mola para dar esse necessário pulo. Mas, agora caí na realidade [sem pessimismo], com políticos a discutirem o RSI como bandeira eleitoral, é bem provável que o possível seja mesmo um mito.
Sinceramente, só com novas mentalidades, com novos paradigmas do direito ao trabalho, é que o empresariado português assentará de vez no século XXI. A crise devia servir de mola para dar esse necessário pulo. Mas, agora caí na realidade [sem pessimismo], com políticos a discutirem o RSI como bandeira eleitoral, é bem provável que o possível seja mesmo um mito.
INFORMAÇÃO II
Caros leitores/comentadores,
Volto a informar-vos que, por razões que me ultrapassam, estou a receber alguns comentários com aviso de spam. Paralelamente, verifico que o computador não está a funcionar com a mesma velocidade, o que me força a optar pela eliminação desses comentários, por questões de segurança.
Ao anónimo que se referiu ao pagamento a recibos verdes do pessoal [licenciado] que trabalha no Porto Canal, só lhe posso sugerir é que tente de novo o comentário, porque tanto o primeiro como o que recebi agora fazem parte dos que continham spam.
Obrigado pela vossa compreensão
30 setembro, 2011
Homens rôlha
A espaços, surgem na caixa de comentários determinado tipo de indivíduos que, acoitados atrás do anonimato ou de nomes impronunciáveis [Kgrilos!!!], se arrogam ao direito de pregar sermões a quem escreve o que pensa e explica porquê. E é justamente por ter o cuidado de explicar o que penso, que abomino essa espécie de andróides. Como por qualquer razão não gostam do que digo, então, fazem de conta que não percebem os argumentos que apresento. O curioso, é que todos eles têm em comum a hibridez, ou seja, não são carne nem peixe. Juntam a essa faceta, uma outra - que se calhar até é a mesma -, a hipocrisia. E nestes casos, meus amigos, confesso-vos que a minha incapacidade de tolerância é total!
Esses hominídeos começam quase sempre por dar as suas opiniões com uma palmadinha nas costas na tentativa de nos convencer que até concordam connosco, mas logo a seguir, com aquela arrogância típica de quem está habituado a lançar areia para os olhos dos outros, disparam sobre nós feitos paizinhos na tentativa de nos 'ensinar' a pensar pela cabeça deles. São todos clones uns dos outros, só mudam na forma. Deixei de comentar num conhecido blogue do Porto, exactamente quando me apercebi que ali poisavam alguns desses pardais.
Como aves migratórias, mas sem o seu sentido de liberdade, sabem escolher o melhor de dois mundos, que para eles equivale ao descompromisso, optando sempre pelo lado mais conveniente às suas vidinhas, próximo do Poder, e dos seus favores. São regionalistas no Porto, e hipercentralistas em Lisboa. Mas quando "são" regionalistas é sempre à condição [tipo RR], colocando invariavelmente montes de barreiras à concretização dessa reforma administrativa, sempre que sentem que ela pode avançar. São praticamente todos amigos de Rui Rio e garantem-nos que o Porto prosperou desde que ele aterrou na Câmara do Porto. Os seus olhos não vêem a degradação social e urbana da cidade que nós vemos, e acham que é a esse inoperante autarca que devemos o aumento de fluxo turístico na região, e não, como seria honesto admití-lo, à "parceria" Ryan Air/Low Cost/Aeroporto Sá Carneiro/ Metro do Porto.
As Scut's portajadas exclusivamente a Norte não os perturba, nem os desvios das verbas do Qren para Lisboa - sem qualquer efeito difusor -, lhes tira o sono. Vivem igualmente serenos com a intenção do Governo de avançar com a ligação ferroviária de velocidade elevada entre Aveiro/Salamanca/Sines, desprezando mais uma vez, a solução Leixões/Vigo, a Norte.
As Scut's portajadas exclusivamente a Norte não os perturba, nem os desvios das verbas do Qren para Lisboa - sem qualquer efeito difusor -, lhes tira o sono. Vivem igualmente serenos com a intenção do Governo de avançar com a ligação ferroviária de velocidade elevada entre Aveiro/Salamanca/Sines, desprezando mais uma vez, a solução Leixões/Vigo, a Norte.
Assim são os homens-rôlha, sempre, sempre a flutuar...Arrogantes, desprezíveis, mas sempre muito versáteis.
INFORMAÇÃO
Estimados leitores,
Ultimamente têm chegado com alguma frequência à caixa de comentários do Renovar o Porto mensagens contendo spam. Algumas delas, são de comentadores habituais, outras de novos comentadores. Por razões de segurança, sempre que tal acontecer, não as publicarei, pelo que peço a vossa compreensão.
29 setembro, 2011
O Porto Canal faz 5 anos e a prenda é uma programação “refrescada” e com mais FC Porto
O Porto Canal comemora quinta-feira 5 anos de emissões televisivas
por cabo, com uma grelha de programação “refrescada”, em que se
destacam novos programas de informação geral e com a marca FC Porto.
“É um refrescamento da grelha, com novos programas com a marca Porto e com novos programas generalistas e informativos”, diz o director de informação e programação do canal, Domingos Andrade.
A estação vai passar a retransmitir às terças-feiras, às 0h e às 14h, os jogos “em casa” cujos direitos televisivos pertençam à FC Porto, SAD, empresa que desde Agosto gere o Porto Canal ao abrigo de um contrato de concessão com a Media Luso, com opção de compra a partir do primeiro ano.
Domingos Andrade referiu que começa sexta-feira à noite um novo programa semanal, “Azul e Branco”, com reportagens sobre a actualidade do FC Porto e a antevisão da jornada de futebol do fim-de-semana.
“As transmissões das modalidades [extra futebol] vão ser aumentadas. Todos os sábados às 16h haverá um jogo em directo de uma modalidade e resumos alargados sobre as restantes”, disse.
A informação sobre a actividade do clube será reforçada também com 2 novas edições diárias do "Flash Porto".
“Olhos do Norte”
Na informação generalista, o “Telediário” passa a designar-se “Jornal do Norte”, no mesmo horário (21h), reforçando a aposta no noticiário regional, mas sem esquecer o nacional.
“Não são só notícias do Norte, mas vistas com os olhos do Norte”, explicou Domingos Andrade, referindo que todos os dias haverá um comentador convidado, de um painel que inclui, entre outros, Carlos Abreu Amorim, Manuel Pizarro, Paulo Morais, Manuel Tavares e Jorge Fiel.No início de Outubro regressam com novos figurinos os programas “Testemunho Directo” (grande reportagem e debate), “Domínio Público” (debate de temas da actualidade) e “Novo Norte” (sobre a investigação que é feita na região).
Domingos Andrade referiu que “até Dezembro” o Porto Canal deverá alargar a rede de delegações no Norte (actualmente tem 5) e criar uma delegação em Lisboa, ao mesmo tempo que prepara o canal para alta definição, bem como novos estúdios, um físico e outro virtual.
“Em meados de Janeiro haverá uma grelha completamente nova”, acrescentou.
O quinto aniversário será celebrado com a exibição ao longo do dia de um pequeno programa sobre a história do canal e depoimentos de “60 a 70 individualidades da região”.
[Porto24]
28 setembro, 2011
Um FCPorto, sem fôlego nem alma
O que vou dizer a seguir, é para ser avaliado à luz da opinião de um fervoroso adepto portista, orgulhosamente habituado a viver muito mais a alegria das victórias, que a decepção das derrotas. Pudesse esse adepto sentir o mesmo orgulho pelo(s) Governo(s) do nosso país, e a felicidade ganharia o estatuto de eterna, e absoluta...
Hoje, o FCPorto foi perder à Rússia, coisa que também não tem sido habitual nos últimos anos. Apesar do Zenit ser uma equipa poderosa, em circunstâncias normais o FCPorto não deixaria escapar mais uma victória. Já sei que o FCPorto não pode ganhar sempre, que as outras equipas também lá andam com o mesmo fito, só que, o FCPorto habituou-nos há muito a reduzir a equação 1X2 a um singelo, mas consolador 1 no Dragão, e 2 fora. Também não vou dizer que me irritou solenemente a saída de James Rodriguez, que é para mim o melhor jogador do plantel do momento, nem confessar o que senti com a asneirinha da praxe de Fucile, e tão pouco o aparente défice físico e anímico do grupo de trabalho, porque essas são conjecturas das quais me posso vir a arrepender no caso de um rápido regresso às performances desejadas.
Não falarei tão pouco, sobre tácticas e estratégias, apesar de ter a minha própria opinião sobre os timings que definem as opções e a liderança de um treinador. Mas vou só dizer, que a pré-época, com o tardio fecho do mercado, foi para mim a mais preocupante a que assisti, desde há muitos anos. E preocupante por quê? Porque, começar a preparar uma época com alguns jogadores com a cabeça numa hipotética transferência milionária [Rolando, Fernando, Falcao e A.Pereira] e outros contratados a recuperarem de lesões [o caso de Alex Sandro], e outros ainda que só vão chegar em Janeiro [Danilo], e ainda mais outros que precisam de se adaptar ao futebol europeu [Iturbe e Kelvin], diga-se de passagem, não é o quadro mais brilhante!
Acresce a estes "pormaiores", que o facto de alguns jogadores terem chegado ao clube quase sem tempo para descansar [Álvaro Pereira e James R.] por obrigações com as respectivas selecções, mais a saída inesperada de um treinador, que dizia estar no seu banco de sonho e que acabou por capitular aos petrodólares de Abramovich, são problemas pesados demais para qualquer administração, mesmo das mais organizadas, como é a do FCPorto.
Bem podem os adeptos mais inconformados argumentar que a culpa é do sistema de jogo, da falta de um ponta de lança creditado, ou que o treinador não serve, mas todos estes factores juntos podem explicar por si só o menor rendimento da equipa por esta altura. Creio que a razão desta insegurança - que acredito irá ser brevemente ultrapassada -, tem a ver com a indefinição angustiante vivida na pré-época, onde normalmente o plantel já está definido, incluindo o próprio treinador.
Antes de criticarmos a SAD e Pinto da Costa por, ocasionalmente, o clube passar por estas situações, devemo-nos lembrar é da facilidade com que certos atletas e treinadores [Mourinho e Villas Boas], faltam aos seus compromissos com o clube e o abandonam assim que algum milionário lhes pisca o olho... É para esses "ídolos" de pés de barro que devem apontar as espingardas, porque Pinto da Costa, esse, nunca vai trocar de clube.
PS-Este post não visa desresponsabilizar, quer as prestações do técnico, quer dos jogadores, mas apenas avivar a memória dos adeptos para uma ocorrência nunca antes vista, e para a qual não é justo responsabilizar a Direcção do Clube, pois não foi da sua responsabilidade a decisão de prolongar a abertura do mercado de transferências até 31 de Agosto, quando a pré-época já estava lançada desde o início do mês. Se me disserem que esta situação é irrelevante para construir uma equipa, então, deixem os mercados funcionar à vontade [sem prazos].
30 mil empresas lesam reformas dos trabalhadores
Ontem, expliquei as razões da minha simpatia por Alberto João Jardim, deixando contudo bem claro que nunca o apoiaria, caso os governos centralistas de Lisboa gozassem junto dos portugueses de boa reputação, tivessem o hábito saudável de pagar as contas a tempo e horas, e cumprissem as promessas juradas em campanhas eleitorais. Como todos sabemos [excepto os próprios], que não é isso que acontece, dispenso-vos de mais comentários.
À medida que fui avançando na idade, adquiri o bom costume de filtrar muito daquilo que leio e oiço, e de procurar avaliar cada situação de acordo com a credibilidade das fontes. Pessoalmente, para me transmitirem credibilidade, não chega ter o DR à frente do nome, ser empresário, artista, jornalista, instituição ou político. Para acreditar, exijo a mim próprio que a fonte da notícia, ou da opinião, possua um histórico de seriedade irrepreensível e que, como é óbvio, a mensagem faça algum sentido. Foi o que fiz com A. João Jardim. As fontes que o querem crucificar não gozam de um bom estatuto moral para o fazer.
É com o mesmo espírito que desconfio das posições extremadas. Sempre torci o nariz aos "ideólogos" do Liberalismo, mesmo quando criam slogans simpáticos... Por exemplo: apregoar "melhor Estado, menos Estado", faz muito sentido e recomenda-se. Mas o que normalmente acontece, quando a rédea é larga, a tendência dos liberais é para se imiscuírem nos assuntos do Estado, até o minarem. Aliás, de certo modo, isso já está a acontecer.
Por outro lado, o empresariado português, continua agarrado a conceitos de patronato medievais e não tem dado sinais de se querer modernizar. Não foi por isso surpresa para mim saber que a Segurança Social notificou mais de 30 mil empresas por retenção das contribuições devidas aos seus trabalhadores, afectando-lhes assim as reformas. Trinta mil empresas não são coisa pouca, e ainda resta saber quantas terão seguido o mesmo caminho...
Como se pode constatar, o problema não se resolve debilitando o papel do Estado, nem tentando convencer a população que é a sociedade civil que o pode substituir. Cada um tem o seu lugar específico, e não devem nunca é misturar-se. Cabe a cada parte zelar pelo bom andamento das respectivas competências, com rigor e seriedade. Importa é que, no lugar próprio, sejam denunciados os abusos e o atropelo da Lei, que tem sido apanágio de todos, há tempo demais. É precisa uma Justiça nova, limpa de elementos perniciosos e célere. Habituar os portugueses a interiorizar que a Lei é para todos, e é para se respeitar. Mas para isso, urge ser o Estado, a começar pelos seus máximos representantes, a dar o exemplo. Sem exemplos, vindos de cima, todos os Albertos Joões Jardins são inimputáveis.
27 setembro, 2011
Ainda sobre Alberto João Jardim
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| Ilha da Madeira, a Pérola do Atlântico |
Há muito que guardo uma particular tolerância com as diatribes de Alberto João Jardim, e as razões, podendo parecer contraditórias com o desprezo que nutro pela classe política, são de fácil explicação. É que, para nosso azar, Portugal não tem, nem nunca teve nos governos do Continente, ninguém que se possa orgulhar da robustez dos seus telhados, nem da credibilidade que, em sua representação, trouxe ao Estado.
Alberto João Jardim teria a minha firme condenação, se quando lança impropérios e ameaças sobre os barões de Lisboa, estivesse a lidar com gente respeitável, de currículo à prova de bala. Mas gente dessa, pura e simplesmente, não existe! Jardim, provocou e continua a provocar os barões do "Cont'nente" - acabando sempre por conseguir os seus intentos -, porque, como velha raposa que é, sabe que do lado de cá falta coragem política e alvas folhas de serviços para ousarem pô-lo na ordem. No Continente, não há governo central que se possa gabar de pedir meças com o da Região Autónoma da Madeira. Em nenhum aspecto.
Se quisermos ver a coisa pelo lado irónico, podemos fazer uma leitura positiva da dívida da região autónoma como a versão madeirense do efeito spillover [difusor], o mesmo que o Governo Central aplicou a Lisboa com verbas provenientes da UE, destinadas ao desenvolvimento das regiões, com o argumento de difundir o progresso ao resto do país... Só com uma diferença: a Madeira progrediu de facto muito, e não há ninguém que o possa negar, enquanto o resto do país, estagnou e continuou a ser discriminado, como o provam as portagens exclusivamente a Norte nas antigas Scuts. Que moral tem então esta canalhada que agora se põe em bicos de pés para criticar Alberto João Jardim?
Num contexto destes, só lamento é que Rui Rio, cinzentão e complexado, não tenha tido a coragem de fazer o mesmo pelo Porto que o seu compagnon de route do PSD fez pela Madeira. Pelo menos, o Porto tinha progredido.
Num contexto destes, só lamento é que Rui Rio, cinzentão e complexado, não tenha tido a coragem de fazer o mesmo pelo Porto que o seu compagnon de route do PSD fez pela Madeira. Pelo menos, o Porto tinha progredido.
Quando os recursos financeiros prometidos tardam e a palavra falha, a única coisa que resta para sobreviver, é aplicar a técnica do judo, usando as forças e as manhas do adversário a nosso favor. Alberto João Jardim, limitou-se a levar a técnica marcial à letra, e a Madeira só ganhou com a astúcia. Dívidas? Pois não tem sido o Estado Central o campeão das dívidas?
Não, não contem comigo para me juntar ao coro de hipócritas para crucificar o homem da Madeira. Afinal de contas, Jardim limitou-se a tratar o governo central como ele merece ser tratado: ôlho por ôlho, dente por dente.
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