19 fevereiro, 2010
Cano de esgôto é sinónimo de Portugal
Portugal é um esgôto a céu aberto. Políticos, juristas, magistrados e jornalistas estão no epicentro deste terramoto de lixo socio-económico, sendo os principais responsáveis pelo previsível aumento da injustiça social, da pobreza e do consequente progresso da criminalidade dos próximos tempos.
Pessoalmente, atingi o patamar máximo da minha tolerância. Não há mais gente decente com respeito pelos valores éticos. A que há, está em vias de extinção. Proliferam, isso sim, interesseiros e interesseiras facilmente vendáveis. É a pornografia social na sua expressão mais cínica.
Percebe-se assim, a dificuldade que alguns têm em lidar com questões de carácter e a irresistível necessidade de as contornarem..
Hoje, só me ocorre reafirmar isto. Estou enojado.
Assim mesmo, passem um bom fim de semana.
Também tu Brutus?
Fonte: http://www.publico.pt
«Rui Pedro Soares, administrador da PT que apresentou esta semana a sua demissão, terá ido a Milão em Junho do ano passado encontrar-se com Luís Figo com o objectivo de assinar um contrato de 250 mil euros por ano, na sequência do qual o futebolista apoiaria a recandidatura de José Sócrates, noticia hoje o semanário “Sol”.»
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«Rui Pedro Soares, administrador da PT que apresentou esta semana a sua demissão, terá ido a Milão em Junho do ano passado encontrar-se com Luís Figo com o objectivo de assinar um contrato de 250 mil euros por ano, na sequência do qual o futebolista apoiaria a recandidatura de José Sócrates, noticia hoje o semanário “Sol”.»
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17 fevereiro, 2010
Meritocracia, não é isto.
Se há coisa que me incomoda seriamente, é que alguém publicamente opine por mim sem o meu consentimento, e se há alguém que o faz frequentemente sem que os possa impedir, são os senhores jornalistas. A fasquia da arrogância desta classe está instalada tão alta, que nem se dá ao cuidado de pensar uns segundos nas atoardas patéticas que rabiscam nos jornais ou que deixam soltar pela bôca.
Seria importante que estes senhores, que tanto se empolgam com as ameaças à Liberdade se habituassem a explicar qual é a base científica das suas opiniões quando falam em nome dos portugueses. Vem isto a propósito de coisas como a que foi ilustrada no jornal Público de ontem e que reproduzi neste post, bem como comentários como o do Sr. Sócrates e de alguns políticos [até da oposição], que consideram um orgulho para os portugueses a eleição de Victor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu. Ora, até prova em contrário consta do meu B.I. que a minha nacionalidade é portuguesa e contudo não sinto um pingo de orgulho nesta ocorrência. Tal como não senti nem sinto por Durão Barroso ter sido nomeado Presidente da Comissão Europeia.
É do conhecimento público que estas nomeações são puramente estratégicas e decididas por membros representantes dos países poderosos para atingirem objectivos realmente importantes, como é o caso da Alemanha que perspectiva um alemão para a Presidência do BCEuropeu. Técnica e teoricamente, Victor Constâncio, como outros candidatos à vice presidência do BCE reunirão as condições básicas para o cargo, mas o facto da escolha incidir sobre o português, como incidiu sobre Durão Barroso para a UE, expressa mais uma garantia de obediência fiel às directrizes traçadas pelos países mais fortes [que são quem efectivamente manda] do que um voto de confiança na independência executiva do eleito. Por isso, só patriotas de inspiração scolariana é que se podem regozijar com estas patriotices.
Não é aceitável que um jornalista se arrogue ao direito de retirar conclusões pessoais como se fossem opiniões de todos os portugueses. Pela minha parte, e contrariamente ao escrito pelo Público, esta nomeação não só não acaba com as vagas de críticas que foram justamente dirigidas a Victor Constâncio, como fragiliza a confiança dos portugueses nos critérios selectivos e de competências da União Europeia. Uma das principais funções de Victor Constâncio enquanto Governador do Banco de Portugal era supervisionar o sistema bancário nacional, função essa completamente falhada pela não detecção atempada dos escândalos do BPN e BPP . Assim sendo, das duas uma. Ou a União Europeia anda a leste do que se passa na Banca Nacional, ou tem conhecimento, e prefere fechar os olhos à negligência do Governador do BP para melhor o "controlar"... Não me parece pois, que se forem estes os critérios de avaliação da UE haja motivos respeitáveis para nos sentirmos orgulhosos.
Orgulhoso e pofundamente feliz deve estar Victor Constâncio. Trezentos e tal mil euros por ano de vencimento, extra mordomias, são razões quanto baste...
16 fevereiro, 2010
Isto basta para que o "engenheiro" domingueiro e os seus lacaios do Porto mereçam ser escorraçados de vez
«Desvio de dinheiro está a tornar-se intolerável, considera gestor do programa regional do Norte.
Ao fim do primeiro ano de aplicação do QREN, Lisboa captou fundos comunitários ao abrigo do regime do chamado "efeito difusor" no valor de 193 milhões de euros, dos quais 148 serão contabilizados como se tivessem sido investidos no Norte, Centro e Alentejo.
Além disso, e já que os fundos só cobrem parte do investimento, o Orçamento de Estado é chamado a cobrir a parte restante. De acordo com o Observatório do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o valor total do investimento propiciado pelo uso do "efeito difusor" ascende a 418 milhões de euros.
Este efeito, também chamado de "spill over", foi negociado entre o primeiro Governo de José Sócrates e a Comissão Europeia e diz que uma parte dos fundos comunitários dados pela União especificamente para desenvolver as três regiões mais pobres do país - Norte, Centro e Sul - pode ser aplicada em Lisboa, sob o argumento de que certos investimentos lá realizados têm efeitos benéficos sobre o resto do país. Em causa estão, sobretudo, gastos com a modernização da Administração Pública.»
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1495301
Ao fim do primeiro ano de aplicação do QREN, Lisboa captou fundos comunitários ao abrigo do regime do chamado "efeito difusor" no valor de 193 milhões de euros, dos quais 148 serão contabilizados como se tivessem sido investidos no Norte, Centro e Alentejo.
Além disso, e já que os fundos só cobrem parte do investimento, o Orçamento de Estado é chamado a cobrir a parte restante. De acordo com o Observatório do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o valor total do investimento propiciado pelo uso do "efeito difusor" ascende a 418 milhões de euros.
Este efeito, também chamado de "spill over", foi negociado entre o primeiro Governo de José Sócrates e a Comissão Europeia e diz que uma parte dos fundos comunitários dados pela União especificamente para desenvolver as três regiões mais pobres do país - Norte, Centro e Sul - pode ser aplicada em Lisboa, sob o argumento de que certos investimentos lá realizados têm efeitos benéficos sobre o resto do país. Em causa estão, sobretudo, gastos com a modernização da Administração Pública.»
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1495301
15 fevereiro, 2010
Uma tristeza!
Os jogos políticos que decorrem na capital deixam-me normalmente indiferente, pois tenho a sensação que se trata de eventos que se passam num qualquer pais estrangeiro que não me diz respeito. Esta é uma das consequências do centralismo selvagem vigente em Portugal: a perda de identidade nacional que atinge cada vez mais pessoas.
Este caso da liderança do PSD, no entanto, constitue uma das excepções na medida em que se antevêem fortes probabilidades de o seu futuro lider ser primeiro-ministro dentro de um prazo não muito alargado e, quer queiramos quer não, a população "extra Lisboa" está ligada - para o bem e para o mal - aquilo que se passar na capital.
Ainda não se conhecem os programas dos três candidatos, mas conhecem-se declarações, e há um ponto em que - previsivelmente! - eles coincidem. São todos anti-regionalização! Sim, porque um candidato que diz "eu sou pela regionalização, mas agora não", é anti, e além de anti é desonesto porque tenta disfarçar as suas verdadeiras convicções.
Aguiar Branco entende que nas prioridades para o Norte está a luta contra o desemprego e a retoma de confiança do sector empresarial, e que a regionalizão só deve ocorrer depois de terminada a crise económica. Penso eu, e pensa muita gente, que as regiões não agravarão a crise, antes pelo contrário, que a existência de Regiões contribuirá para reforçar aquela luta. Acresce que adiar as Regiões "até ao fim da crise" é atirá-las para o dia de São Nunca!
Conclusão: Aguiar Branco é anti-regiões!
Paulo Rangel pensa que em situação de crise, o que é preciso é centralismo.
Conclusão: Paulo Rangel é anti-regiões.
Passos Coelho entende que avançar agora com as regiões é "um risco demasiado elevado" , logo a regionalização terá de ser adiada.
Conclusão: Passos Coelho é anti-regiões.
E assim se confirma a minha tese de que não haverá regionalização porque os detentores do Poder a recusam, sejam quais forem os subterfúgios invocados. O presente Sistema não é auto-reformável, está mais do que provado. Será possivel fazer a reforma a partir do exterior? Como e por quem?
Efeito spill over? Não! Prefiro o efeito Texas
Conhecendo como conhecemos, a eficiência da Justiça em Portugal, será recomendável tratarmos de arranjar uns sofás bem confortáveis para evitarmos ter de aditar à crise graves problemas cárdio-vasculares, tão longa se adivinha a espera... É que, a dinâmica Junta Metroplolitana do Porto "já" formalizou as respectivas sete acções judiciais junto do Trinunal Administrativo e Fiscal do Porto pelo desvio de verbas destinadas às regiões mais pobres do país para a imperial Lisboa. A esta queixa, a Junta anexou outra endereçada à Comissão Europeia em Outubro de 2008! É caso para dizer que a Europa já não é o que era e que a União Europeia se deixou contaminar pelos hábitos laxistas dos portugueses.
Como refere hoje o JN, Lisboa parece querer copiar a impunidade criminal do Benfica, com uns túneis e umas comissões disciplinares da Liga a estabelecer a diferença entre os métodos de produção da burla. O Governo de Sócrates não desvia câmaras de vigilãncia, mas desvia fundos europeus. Segundo a mesma fonte, Lisboa em apenas um ano já absorveu 193 milhões de euros, 148 dos quais contabilizados como se tivessem sido destinados ao Norte... Tudo isto é justificado por duas "milagrosas" palavras: efeito difusor, ou se preferirem a versão anglo saxónica, o efeito spill over. Este efeito spill over é, de facto uma grande medida da União Europeia, porque ninguém melhor do que nós nortenhos sabe quanta influência tem produzido no desenvolvimento da nossa Região: está cada vez mais pobre. O que essa treta do spill over pretende objectivar é [para quem ainda não saiba], em poucas palavras, que as verbas aplicadas em Lisboa terão também reflexos positivos nas outras regiões do país. Nada mais falso e contrário à realidade dos factos.
Mas, que Lisboa está cada vez mais colonizadora e arrogante já nós sabemos, é coisa antiga. Agora, o que é preocupante é constatarmos que a União Europeia não controla devidamente, não só a aplicação desses fundos, como os resultados em termos de desenvolvimento regional, do dito efeito difusor. Descrer em Portugal já todos descremos. Se deixarmos de acreditar na bondade de pertencermos à União Europeia, iremos se calhar regressar aos tempos e às modas do vêlhoTexas para resolvermos os nossos problemas. À Lei da bala! Quem sacar do coldre mais rápido o revólver, será o manda-chuva da terra e quem sabe, talvez até sheriff... É que, os indícios mais recentes do efeito difusor que temos para apresentar são a sucção das corridas Red Bull para Lisboa, como também a recusa do acesso às corridas de fórmula 1 do pilôto portuense Álvaro Parente pela Turismo "de Portugal". Até ver, não temos melhores indícios do tal efeito spill over...
É por paradigmas destes que acabo por ver nos ataques unanimistas a Alberto João Jardim a mais profunda e sectária hipocrisia. Gostava de ver esses ataques dirigidos ao Governo central de Lisboa que nos tem sugado até ao tutano, tanto nos noticiários da televisão, como nas primeiras páginas dos jornais. E é pela mesma razão, que acabo por ter muito mais consideração pelo Presidente da Junta Autónoma da Madeira do que por esta garotada instalada no Poder na capital.
14 fevereiro, 2010
Escutas de última hora
Hoje, no caro restaurante Caviar Rico em Lisboa, alguém da minha confiança* gravou esta conversa entre o Presidente da Comixão Indisciplinada Da Liga, Ripardo Go$ta, e o Presidente Ovelhas, do Scorta Fisboa e Malfica:
-Então que tal amigo? Gostou do meu servicinho de ontem?
-És muito vaidoso Go$ta. Quem fez o trabalhinho sujo foi o Jáocinto no Caixão, não fostes tu! Tu só sabes mandar, e mal.
-Mal, Pesidente Fodite Vigueira? Então não invalidámos mais dois penalties limpos e descarados a favor do FCP e não permitimos o anti-jogo ao Leixões?
-Dizes bem, dois penalties descarados, tão descarados que é difícil manipulá-los. Quando fôr assim, tens de dizer ao Jáocinto no Caixão para se pôr a apertar os cordões das botas, ou a tirar catotas do nariz. Agora, invalidar penalties mesmo a dois metros da bola é muito arriscado...
-O Pesidente disse Jáocinto no Caixão, mas ele não se chama assim, que eu saiba
-Pois é, seu incompetente, o gajo rouba tão mal que qualquer dia alguém lhe tira a tosse, topas?
-Ah, sim, o melhor é dar-lhe mais umas aulinhas de teatro. O gajo rouba muito, mas mal. Agora o que interessa, é que lá conseguimos surripar mais 2 pontitos aos andrades...
-Outra coisa Ripardo, para disfarçar, não será melhor decidires depressa essa coisa do castigo ao Hulk. Já lá vão 13 jornadas sem jogar e tu ainda não arranjáste nenhuma falcatrua legal de jeito para explicar o castigo. As imagens do túnel não prestam. Olha, qualquer dia a bomba rebenta-nos nas mãos. Se isso acontecer, já sabes, dou com a língua nos dentes e conto a toda a gente o biltre que tu és.
-Bem, o senhor Pesidente também não é coca que se cheire, não é...
-O que é que disseste imbecil? Repete lá isso, repete.
-Eu queria dizer, flor, senhor Pesidente, flor de coca-cola, não sei se conhece... Umas, que se dão muito bem em solos peneumáticos...
-Estou-te a estranhar, cheira-me a bufo, mas não te iludas se pensas enganar-me. Já vistes os meus capangas, já menino? Arma-te em esperto e mando o Jarrão Cuvelho ou Pêdo Váconsêlos, fazer um filme com o nome «Eu, Ripardo Go$ta». Ou pior. Obrigo-te a passares uma noite inteira com a Leomor Pinão para aprenderes a ser homem.
-Pronto, pronto Pesidente. Prometo que me vou aplicar mais. Nós temos realmente que parecer pessoas sérias e isso não é fácil se continuarmos a roubar desta maneira. Vou já tratar de abrir uma escola de teatro para árbitros. Vai chamar-se: Árbitro bom, só árbitro lampião! Que tal, gosta do nome?
PS-Por motivos técnicos [a cassete acabou], não foi possível transcrever o resto da conversa, mas dá para entender que algo de promíscuo deve existir entre o Pesidente da Comixão Disciplinar da Liga e o SR. Ovêlhas do Malfica.
*De momento não estou a pensar escrever um livro, seguindo a exemplar inspiração de Mário Crespo.
13 fevereiro, 2010
12 fevereiro, 2010
Provocação, ou...
...como elegendo o Fado a canção "nacional" se deu início à decadência nacional. Por favor, tapem o nariz e desculpem-me o mau gosto. Hoje, não estou especialmente inspirado.
Bom fim de semana. No Porto, e com aroma à Porto.
Escutas. Verdade ou Ficção? Haverá diferenças?
-Capítulo I-
Alô? Alô? És tu, Ampónio Bosta?
-É o porteiro da Câmara Municipal de Fisboa!
-Ligue-me ao Sr.Pesidente, depressa! Fala o pimeiro-ministo!
-Eu vou passar, senhor ministo.
-Tô? Então, que queres pá?
-Quero que promovas um jantar convívio com a malta do Malfica. Fala com o Ovelhas. É preciso lamber as botas àquela gajada, temos de conservar o poleiro, as eleições estão à porta!
-Outro? Ó Pórcatas, não achas que isso pode dar m...da? Os gajos lá do Porto vão-se passar. Eles já descobriram a marosca do Sacana Flopes com a pipa de massa para a construção do Estádio dos Pus.
-Não interessa pá, os gajos lá em cima são um zero, são niente, capiche? Se tivermos os 6 milhões na mão a vitória está no papo.
-Okey, okey, tu é que mandas. Vou tratar do assunto.
-Capítulo II-
Tôo? Sim? Ah, és tu Ovelhas? Ó desculpe Pesidente, por momentos imaginei-me na Guarda, lá na serra profunda, com os pastorzinhos e as ovêlhas, perceve? Que saudades. Ôlhe, então que tem para me dizer?
-Você é que sabe 1º Ministo. O senhor Bosta, da Câmara de Disboa ligou-me para convidar a família malfiquista para um jantar-comício, mas não disse quem pagava...
-É o partido, Luís Fodite, é o partido.
-Só um jantar? Não há mais nada?
-Com certeza caro Fodite Vigueira. Que tal um campeonatozinho, hem? Já não sabe o que isso é há uns tempitos, nã é assim?Mas, em troca, você tem de dar uma ajudinha agora nas eleições, percêve? Hé, hé, hé...
-Então o meu 1º. não sabe porque é que o Sacana Flopes se aguentou na Câmara, não?
-Oiça, rico, nós não estamos na tropa, eu sou 1º. Ministo, está bem?
-Tá bem ministo, mas como é que você pensa oferecer-me o campeonato?
-Ôlha, primeiro, pode comprar os jogadores que quiser pelo preço que quiser e da forma que quiser. Nós fechamos os olhos ao buraco financeiro do glorioso, e nem queremos saber onde e como vai arranjar o dinheiro... Depois, pode meter na Comixão Indisciplinada da Liga o benfiquista mais desonesto que encontrar e castigar os jogadores-chave do Porto à sua vontade...
-É pouco, meu primeiro.
-Não é meu 1º., é senhor 1º. Ministo, Ovêlhas.
-Como é que disse?
-Luís Fodite, queria dizer...
-Eu disse que era pouco, Ministo. Quero mais. Ou há verdade desportiva, ou não há votos...
-Então que tal, encher os jornais com o Apito Dourado, hem?
-Pôrra, já andam com isso há anos e não conseguem "limpar" o Bimbo da Costa. Inventem qualquer coisa, que eu já fiz o que pude. Comprei a Criolina, mandei fazer um livro, comprei o cineasta Jarrão Cuvêlho para fazer um filme e tenho na RTP o Carlos Infiel a manipular a programação desportiva. Também não sou de ferro, carago!
-Tá bém, tá bem, rico. Ôlhe, com aquele pequenino o Herpínio Porreiro, o da Liga, pode estar à vontade, é um verbo de encher. Não é do PS, mas é como se fosse. Esteja à vontade, ele o que quer é manter o tacho, percêve? A Liga é do Glorioso, okey? Ôlhe, não podem fazer umas malandrices nos túneis?
-Que malandrices, meu 1º.?
-Uns pirôpos à mãe do Hulk e do Sapunaru, por exemplo...
-Pirôpos? O quê? Assim uma coisa como: és boa como o milho? Serve?
-Não rico, não é isso. A inteligência não é propriamente o seu forte. Desculpe... Uns insultos mesmo. Uns f d pta, percêve?
-Ah isso? Pois, pois, bem lembrado. Temos lá um menino que é mestre nisso. O Fui Posta.
-Ah, aquele que andou a arrastar-se na Fiorentina e foi tratado pela comunicação social como se jogasse no Barça? Que sorte c'o gajo teve. Bem, afinal em que ficamos. A proposta serve?
-Bem, se calhar é pedir demais, mas por acaso o senhor ministo não podia mandar lançar uma bomba no Estádio do Dragão?
-Ó Ovelhas, você não acha que já está a abusar?
-Ó senhor Ministo, quem inventa Apitos, inventa Terroristas. O senhor pode dizer que se tratou de um atentado da ETA ou dos Talibans. Eles estão em todo o lado, não é...
-Você não acha que o Procurador já tem trabalho que chegue?
-Ah, eu não sabia que ele trabalhava senhor Ministo
-Bom, o que interessa é continuar com o Glorioso a dar show, com os árbitros a levá-lo ao colo e com os gajos do Porto com a mordaça na boca. Isso é o que interessa. O Rui Pio, já sabe é cá dos nossos. Enquanto aqueles morcões lá em cima continuarem convencidos que ele é um gajo sério, não há problema. Continua caladinho que nem um rato, senão já sabe que nunca mais chega a 1º Ministo. Os gajos estão entregues à bicharada, não têm ninguém quem os acuda. Eh, eh, eh, eh!
-Bom meu 1º., está combinado. Olhe, não se esqueça do Braga, os gajos não há meio de perderem...
-O Rosé Pêdo Vácomsêlos já começou a preparar terreno no Trio de Ataque, já destilou os primeiros venênos. Vai ser fácil, vai ver. É preciso paciência. Mas, atenção, não se esqueça de votar no PêeSSE
-Viva o Malfica! Viva o PS, o PSD, o PCP, o CDS, o Bloco, os Verdes! Viva quem estiver connôsco e contra eles! Viva verdade desportiva à nossa moda! Viva!
Um Trio de Oportunistas
Bolas, já não peço que o homem da rua tenha de falar verdade 24 horas por dia, coitado, não sobreviria nesta sociedade tão rica em contradições. Nem que um político, pelas mesmas razões, não possa pontuamente omitir certas coisas. Agora, que nos peçam para considerar «normal» que os políticos mintam sistematicamente como mentem, isso não.
Dos 3 candidatos à liderança do PSD, é caso para dizer que venha o diabo e escôlha. O mais jovem, Pedro Passos Coelho, pode ser muito bom rapaz, mas não se lhe conhecem quaisquer ideias sobre a Regionalização. De Paulo Rangel, que ainda há poucas semanas, ou dias, afirmava a pés juntos que a sua candidatura estava fora de questão, ficamos a saber que é um seguidor da teoria [e da prática] que diz que "o que é verdade hoje, amanhã é mentira". Por último, Pedro Aguiar Branco, que ainda há umas semanas declarava para um jornal que a Regionalização não era uma prioridade, vem hoje afirmar no Grande Porto que é um regionalista convicto, mas não é capaz de esclarecer se está disposto a avançar com a regionalização, caso venha a ser eleito. Chama-se a isto falar sem dizer nada. É disto que temos na montra para escolher uma alternativa a Sócrates... Alguém notará alguma diferença entre as môscas rosas e as laranjas? Eu não. O que significa que a merda da vida em Portugal será a mesma, e que só as moscas podem eventualmente mudar de côr. Aqui chegados, alguém é capaz de perceber a bondade da democracia representativa? Alguns dos senhores serão capazes de dizer e explicar porque se sentem representados por tão promissores candidatos ao Governo do país sem fazerem de nós tolos?
Malditos «optimistas». Malditos conselheiros do "deixa andar, que assim está bem". São eles também os grandes responsáveis pela situação de profundo descrédito que abala o país. Quando digo país, excluo, obviamente Lisboa, como Lisboa exclui o resto do país. Lisboa, tem pessoas, não tem robôts, embora o pareçam, por não quererem ver o país para lá das suas fronteiras, como um todo. Malditos também homens do norte, traidores e sem carácter. Deste trio de seguidistas, um é de Lisboa, dois são do Porto. Pelo discurso da tanga, enfadonho, conservador, repetitivo, fraco e submisso, uma só certeza podemos ter desde já: nenhum deles se aproveita.
11 fevereiro, 2010
10 fevereiro, 2010
Sr. Procurador, se não sabe, demita-se!
Em Maio deste ano completar-se-à o 3º aniversário do Renovar o Porto. De então para cá, pouco mudou no país e na nossa cidade, e se mudou, não foi seguramente para melhor. Para os optimistas, eternos serviçais do status quo, também nada terá mudado, porque para esses, por princípio e por fim, corre sempre tudo bem. Pela minha parte, terei de reconhecer que me enganei no diagnóstico quando criei este blogue. Não é só o Porto que precisa de ser renovado, é o país e o povo. Se o país deve ter o mesmo contorno geográfico é que já não tenho a certeza. Que os eleitores têm de rever os seus critérios de cidadania se quiserem melhorar o país, é incontornável. Se não o fizerem vão pagar cara a apatia.
Viver em Portugal, apesar do clima aprazível e da beleza natural, já só é interessante para quem está de fora da realidade, por indiferença ou pura alienação. Para esses, tanto se lhes dá que haja corrupção como não, é-lhes indiferente desde que não belisquem o seu pequeno universo privado. Para quem lê os jornais, e gosta de acompanhar as questões públicas, é saturante. O país não tem ponta por onde se lhe pegue. Senão, é pegar nos jornais e ver a rebaldaria que impera nas mais altas instituições do Estado.
Confrontado com novos escândalos onde a figura do 1º. Ministro continua na baila, o Procurador Geral da República queixa-se da falta de meios e de descoordenação entre as polícias de investigação. Por seu lado, a Polícia Judiciária reinvindica para o exercício de funções maior autonomia e os magistrados alegam incompatibilidades com as prioridades da PJ. Isto, não é propriamente novidade. Há muito que as "comadres" do sistema judicial vivem de costas voltadas. Estas rivalidades entre corporações já vêm do tempo do Estado Novo. O que é dramático, é constatar que a Democracia não trouxe qualquer qualidade funcional ao sistema judicial português.
Marinho Pinto, o bastonário polémico da Ordem dos Advogados, referiu em entrevista à revista "País Positivo" que o sistema judicial foi subitamente ensombrado pela divulgação na Internet das escutas feitas a Pinto da Costa. «Não conseguiram condená-lo em Tribunal e agora estão a linchá-lo e a lixá-lo», acrescentou. Assim é, de facto. Mas, é estranho que só agora Marinho Pinto venha referir-se explicitamente ao caso Apito Dourado e a Pinto da Costa, quando a campanha difamatória contra o Presidente portista já dura há mais de 6 anos [começou em 2004]! Marinho Pinto, não me parece ser um homem intelectualmente vulnerável. Muitas das suas afirmações são credíveis e ferem os interesses corporativos dos seus pares, mas ao mesmo tempo parece dar sinais de alguma "permissividade" com o poder instituído, embora sempre tenha defendido o fim do segredo de Justiça. De facto, esta Lei é um verdadeiro aborto jurídico porque de secreta só tem o nome.
Como escrevi no post anterior, o nosso grande problema de hoje é não termos ninguém em quem acreditar, e isso, é efectivamente dramático.
Como escrevi no post anterior, o nosso grande problema de hoje é não termos ninguém em quem acreditar, e isso, é efectivamente dramático.
Heroína do dia
Vi há poucos minutos a deputada do PEV eleita por Setúbal, Heloísa Apolónia, atirar à cara de José Sócrates o facto do PIDDAC para 2010 fomentar as assimetrias territoriais para refutar a demagogia, em que ele é useiro e vezeiro, do argumento de pedir para "explicar a um trasmontano o privilégio que está a ser dado à Madeira".
Heloísa Apolónia, pertence à parente pobre, ou filha enteada, da região de Lisboa, a Península de Setúbal, que apesar de estar inserida na região mais rica do país tem níveis até inferiores ao Vale do Ave. Heloísa sabe do que fala e é de louvar a sua clarividência e verticalidade. Exemplo contrário são as várias dezenas de cobardes eleitos por todos os outros partidos pelo distrito do Porto.
09 fevereiro, 2010
Nem palhaços ricos, nem pobres. Palhaços inconscientes.
Caros amigos, não se iludam com as elites nem esperem delas nada de verdadeiramente importante para a vossa vida ou para a vida dos vossos filhos. As elites não são mais do que um grupo priveligiado de pessoas com ideias ambíguas e contraditórias sobre a sociedade que procuram manter um estatuto de competências e experiências que não possuem nem merecem. Se é tão só "importância" que se pretende atribuir às elites, então, as verdadeiras elites somos nós, os cidadãos sem "estatuto" e sem vínculos demasiado dependentes dos aparelhos político-partidários ou dos grandes grupos económicos. Em contraste com as surrealistas elites, quanto menos compromissos tivermos, mais transparente será a nossa liberdade e mais fiável será a nossa palavra.
Fálo-vos assim, porque acabo de ouvir na televisão o 1º. Ministro a queixar-se da violação do segredo de justiça e do jornalismo de "buraco de fechadura", certamente por andar, como é do vosso conhecimento, nas bocas do mundo pelas piores razões. É nestes momentos, por deslizes cometidos em desespero de causa, que apetece citar o refrão que diz que, com quem ferros mata, com ferros morre. José Sócrates nunca disse uma única palavra contra a violação do segredo de justiça, nem a considerou crime, com a veemência de hoje, quando se conspirou contra Pinto da Costa com todo o tipo de escutas e apitos. Sócrates, manteve-se, estranha e prudentemente silencioso, talvez para afastar de si e das suas ligações perigosas, as atenções...
Por outro lado, o conhecimento público destas escutas tendo a figura do 1º.Ministro [e de outras personalidades da política e da finança], como principal protagonista, não confere à comunicação social a condição de herói da fita, porque infelizmente também ela padece do mesmo mal de obscura seriedade e isenção. Esta realidade, deixa-nos a nós, cidadãos sem presunções nem responsabilidades governativas, sem grandes opções de credibilidade. Temos sempre de filtrar "tudo" o que a comunicação social nos transmite, pesar, comparar, "investigar" e retirar as nossas próprias ilações. É desta triagem de informação e contra informação que podemos retirar as conclusões mais assertivas. Ninguém é inocente. Independentemente de José Sócrates estar, ou não, entalado até ao pescoço em cambalachos ímpróprios do mais comezinho cidadão, a ideia que fica do afastamento quase pacífico da TVI de Eduardo Moniz e respectiva mulher [Manuela Moura Guedes], é que o dinheiro falou mais alto.
Em resumo: continuemos sensatamente desconfiados. A vida pública tornou-se num circo, onde as feras têm papel irrelevante. O destaque vai para os palhaços. Palhaços estes, que inversamente aos verdadeiros, não nos fazem rir. Desgostam-nos e acicatam-nos a revolta.
07 fevereiro, 2010
DIREITO À INDIGNAÇÃO
Por mais que me esforce, não consigo compreender os contrastes de um país como Portugal Membro da União Europeia há 24 anos e que continua a ter índices sociais, políticos e económicos mais parecidos com muitos dos países do terceiro mundo!Para ilustrar esta minha análise, basta-me um “pequeno exemplo”, entre muitos outros, sobre a quantia que aufere em Pensões, a líder de um partido da oposição (seja ele qual for), que é bem superior ao ordenado do primeiro-ministro (seja ele qual for) do mesmo País!
Talvez por isso, queiram combater as pensões e os ordenados de quem pouco ganha, não acontecendo o mesmo com aqueles que tem pensões (P.R., Líder oposição, vários ministros e ex-ministros, deputados e
vários políticos e ex-politicos, bem na vida e actualmente em funções de CEO de empresas públicas e privadas) e que continuam no activo a auferir altas e várias pensões ou a exercer outras actividades bem remuneradas incorporadas às altas pensões! São paradigmáticos os casos de Silva Lopes, Vítor Constâncio, Manuela F.Leite, Murteira Nabo, Mário Soares, Cavaco Silva, etc.etc.
E em momentos de apertar o cinto, a receita é a do costume, ou seja os do costume que paguem a crise! Há quantos anos isto acontece? Há quantos anos sofrem este drama, os Portugueses?
As orientações politicas, económicas e sociais, até agora levadas à prática pelo actual e anteriores governos, levam sempre à diminuição e corte naqueles que menos possuem acentuando as desigualdades existentes na distribuição da riqueza!
Não admira, por isso mas não só, que o vulgar trabalhador e muitos jovens licenciados com alto potencial, continuem a procurar fazer a sua vida noutros países, EMIGRANDO!
Como dizia um ex-primeiro ministro português (só podia ser): “É A VIDA”!
Renato J.P.Oliveira
A vingança
O pestilento cheiro que exala a Justiça portuguesa, intensificado depois das revelações que se puderam ler no SOL desta semana, é uma situação que acaba por me dar uma certa satisfação. Este sentimento é paradoxal na medida em que nasce da triste existência da estrumeira em que se transformou a Justiça em que desgraçadamente somos obrigados a chafurdar, já que oficialmente somos todos portugueses. Esta satisfação tem uma explicação.
Nós, os portistas, já há muito tempo tínhamos percebido que o senhor Procurador Geral da República não é uma pessoa isenta. A sua actuação directa e indirectamente, nos "Apitos", já claramente o indiciava. Dificil era prová-lo, e às nossas alegações respondiam os anti-portistas que tínhamos "desculpas de mau pagador" e que era irresponsável pôr em causa a idoneidade de tão alto personagem da República. As recentes revelações sobre as certidões tiradas pelos magistrados de Aveiro do processo "Face Oculta" , vieram eliminar todas e quaisquer dúvidas, demonstrando que tínhamos razão e que o PGR não pode nem deve continuar nas suas funções. Nas presentes circunstâncias, devia demitir-se, mas para isso seria necessária uma dignidade de cuja existência duvido.
De qualquer modo, como portista sinto-me vingado.
De sublinhar que esta enxurrada pestilenta acaba de arrastar outro "figurão" da hierarquia oficial : o presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Em face da gravidade destes atentados à Democracia, espero que o Presidente da República tome rapidamente uma atitude compatível com a sua posição de "supremo magistrado da Nação". Se isso não acontecer, penso que as economias que o país está obrigado a fazer poderiam começar por poupar os gastos inerentes ao funcionamento daquele orgão, porque então para que serviria um PR?
05 fevereiro, 2010
Lei de bases do sistema desportivo é como o país:um bluff!
Das duas, uma. Ou as mais altas autoridades do país andam distraídas, ou a fasquia da soberba é tão grande que as impede de ver o maior crime cometido «a céu aberto» levado a cabo pelos próprios representantes da "justiça" desportiva. Tamanha cegueira, espanta e contrasta flagrantemente com o empenho demonstrado pelas mesmas autoridades no levantamento de Processos como o Apito Dourado e outros correlacionados com o FCP ou com a cidade do Porto, o que nos dá total legitimidade para pensarmos que a corrupção na justiça desportiva é mais do que uma suspeita, é um facto.
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Ps-Atentem no Artº. 5 que fala sobre Ética Desportiva, mas por favor, sem se rirem...
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