27 maio, 2011

E porque sou nortenho, a minha alternativa é...


                                                                  ...PDA/MPPartido do Norte!
Que Portugal está de rastos, só não vê, quem não quer. Que Portugal tem um primeiro ministro irresponsável e compulsivamente aldrabão, só quem for ingénuo, ou dever favores ao Partido Socialista, é que não o reconhece. Agora, o que muitos talvez não estariam à espera, é que no seio de todos os  partidos da oposição, não emergisse um único, com um projecto de governo  credível e inovador, capaz de conduzir o país a bom porto. Naturalmente, que esta não é a opinião daqueles que estão habituados a conviver com a hipocrisia, e a ver nela virtudes que por inconfessáveis razões só eles descortinam. Mas, não é a esses oportunistas que me dirijo, é para quem ambiciona mais para o país e o quer governado por pessoas realmente idóneas e com dimensão humana bem mais convincente que aquela que, sistematicamente, nos vem sendo imposta  no cardápio das campanhas eleitorais.   

Se Sócrates não presta, Pedro Passos Coelho não serve. Se Paulo Portas não é apenas uma versão mais sofisticada de Sócrates, então não faço ideia do que seja Paulo Portas. Dos outros partidos, como já aqui escrevi noutros artigos, pouco mais resta que a clássica contestação  ao Governo. Ideias programáticas para se constituirem como alternativa, é que não há meio de apresentarem. Limitam-se a fazer aquilo que o cidadão comum já faz, ou seja, constatar factos. Ainda não perceberam [ou não querem perceber] que têm de fazer muito mais. Nós, comuns cidadãos, fazemos quase o mesmo, ou até melhor, e não recebemos nada por isso, nem temos cadeira na Assembleia da República... 

Mas não se pense que é sob a influência dos media que percepciono a impreparação de Passos Coelho,  - porque os media também não são de fiar -, é pelos sinais que de facto ele vai deixando cada vez que abre a boca. Além disso, Passos Coelho, revelou não estar apto para escolher a entourage necessária a uma nova imagem. Passos Coelho é novo, mas apesar disso, começou a pré-campanha rodeado de velharias e incompetentes, quando foi buscar Eduardo Catroga para debitar sentenças economicistas sobre os PEC's e a entrada do FMI. Um erro crasso, para quem precisava de arrancar bem... Segundo erro: foi ao baú desenterrar um assunto já resolvido, e que ainda por cima serviu [sem grande sucesso, diga-se], de arma política a Paulo Portas, que foi  a questão da legalização do aborto, já referendada. Que diabo, está assim tão estéril de projectos o PSD para ir às velharias levantar este não problema? Não, não serei eu que desperdiçarei o meu voto nestes protagonistas.

Pobrezinho, mas honrado, é no Partido do Norte que eu vou votar. Nem mais. Primeiro, porque é o único cuja programação visa os interesses do Norte, e o único que se propõe colocar na agenda do dia a Regionalização. Segundo, porque é um Movimento novo, sem resquícios do passado. Terceiro, porque me sinto parcialmente responsável por encorajar Pedro Baptista a avançar. E por último, porque não confio nos partidos do arco do poder. Já lá estiveram, e não mostraram nada!

Além de mais, o meu voto no Partido do Norte, não será um simples voto de protesto, será essencialmente, um voto na restauração democrática.

26 maio, 2011

Mudar de Norte

Em tempo de profunda crise global e num contexto de incerteza e de indefinição, impõe-se para a Região Norte um profundo Choque Operacional. Mais do que nunca impõe-se a construção de uma nova plataforma de articulação entre os diferentes actores da Região, destinada a mobilizar as “competências centrais” da sociedade e qualificá-las duma forma estruturante como vias únicas de criação de valor e consolidação da diferença.

Para a Região Norte a oportunidade é única. Impõe-se, de facto, um sentido de Mudança Estratégica neste Novo Norte em que a marca terá que passar por uma Agenda de Convergência. Mudar de Norte é a palavra de ordem.

Para a Região Norte a essência desta nova Mudança Estratégica tem que se centrar num conjunto de novas “ideias de convergência”, a partir das quais se ponham em contacto permanente todos os que têm uma agenda de renovação do futuro. Importa acelerar uma cultura empreendedora na Região.

A matriz comportamental da “população socialmente activa” da Região é avessa ao risco, à aposta na inovação e à partilha de uma cultura de dinâmica positiva. Importa por isso mobilizar as Capacidades Positivas de Criação de Riqueza. Fazer do Empreendedorismo a alavanca duma nova criação de valor que conte no mercado global dos produtos e serviços verdadeiramente transaccionáveis.

A falta de rigor e organização nos processos e nas decisões, sem respeito pelos factores “tempo” e “qualidade” já não é tolerável nos novos tempos globais. Não se poderá a pretexto de uma “lógica secular latina” mais admitir o não cumprimento dos horários, dos cronogramas e dos objectivos. Não cumprir este paradigma é sinónimo de ineficácia e de incapacidade estrutural de poder vir a ser melhor. Importa por isso uma cultura estruturada de dimensão organizacional aplicada de forma sistémica aos actores da sociedade civil. Há que fazer da “capacidade organizacional” o elemento qualificador da “capacidade mobilizadora”.

Pretende-se também um Norte mais equilibrado do ponto de vista de coesão social e territorial. A crescente (e excessiva) metropolização do país torna o diagnóstico ainda mais grave. A desertificação do interior, a incapacidade das cidades médias de protagonizarem uma atitude de catalisação de mudança, de fixação de competências, de atracção de investimento empresarial, são realidades marcantes que confirmam a ausência duma lógica estratégica consistente. Precisamos duma Região com uma identidade colectiva mais conseguida. Precisamos de um Novo Norte!

Francisco Jaime Quesado
[Fonte: Blogue Regionalização]

25 maio, 2011

Onde pára o Estado, afinal?

Houvesse ainda alguma dúvida sobre a credibilidade da Procuradoria Geral da República, recomendaría um olhar atento para o comportamento, a todos os níveis suspeito, dos responsáveis do Benfica. Mas é inútil, até porque no passado recente, este órgão de magistratura  não soube estar ao nível do respectivo estatuto, aquando da campanha difamatória que conduziu à abertura do Processo Apito Dourado, com as infelizes declarações de Pinto Monteiro [discriminatórias para com Pinto da Costa], garantindo recorrer de todas as decisões dos tribunais sempre que estas fossem favoráveis ao Presidente do FCPorto. 

Qualquer pessoa, minimamente atenta e intelectualmente honesta, terá concluído há muito  que todo o chinfrim gerado à volta da "verdade" desportiva, não passava da mais pura inveja, face aos êxitos desportivos do FCPorto dos últimos 30 anos. Incapazes de se organizarem, de se concentrarem na resolução dos seus verdadeiros problemas, os responsáveis benfiquistas enveredaram pela estratégia da conspiração e da maledicência, mesmo depois de provada a inocência pelos tribunais superiores do Presidente portista. Tudo isto, feito com o maior dos descaramentos, através dos órgãos de comunicação públicos e privados, beneficiando da mais aberrante impunidade! Nem Procurador, nem Primeiro Ministro, nem Presidente da República, tiveram a dignidade de reprovar publica e veementemente, estas atitudes de molde a dissuadir futuras iniciativas do género. Este, foi mais um teste elucidativo da medíocridade actual dos representantes do Estado...  Confirma-se, de facto, que o sentido de Estado, para a classe política actual, é um autêntico quebra-cabeças...

Estivessem esses fracos estadistas atentos, e seguramente já teriam virado as atenções para os autores das intrigas, para os falsos paladinos da verdade desportiva, que não se cansam de nos brindar com repetidos sinais de falta de seriedade, não  faltando  portanto às autoridades, elementos para os incriminar judicialmente.

Desesperados por se verem ultrapassados pelo FCPorto em número de troféus, os mercenários de serviço do Benfica [comunicação social incluída], não hesitaram em recorrer à vigarice, para incluir no rol de victórias, uma Taça [Latina] que nem sequer é reconhecida oficialmente pela FIFA! Mesmo assim, foi preciso que o organismo que superintende o futebol mundial informasse a Lusa do não reconhecimento de tal troféu para refrear a propaganda manipuladora dos media centralistas.

Aguardemos, portanto, pelos próximos capítulos, para vermos até onde vai chegar a imaginação trauliteira dos apaniguados benfiquistas. Mas, convenhamos que, se para os adeptos portistas, tais manisfestações são mais um fait divers de chacota, para os mais altos órgãos de soberania, devia constituir um sério pretexto para reflectir... E agir.  

24 maio, 2011

A sensibilidade com os animais da Câmara Municipal do Porto

Campanha de controlo de animais errantes
A Câmara Municipal do Porto, através do Pelouro do Ambiente e Juventude, lançou um panfleto informativo, apelando à população para colaborar na redução de alimento disponível nas ruas para os animais errantes.

São inúmeros os pedidos que têm dado entrada na CMP de intervenção para o controlo de pombas, gaivotas e de gatos errantes. Estes animais são fonte de incomodidade e prejuízos materiais na cidade. Os alertas estão invariavelmente associados à oferta de alimento nas proximidades.

Os incómodos e eventuais riscos para a saúde pública, associados ao elevado número de animais nas ruas, levou à  elaboração de uma campanha de controlo de  populações animais que está  a ser desenvolvida pelo
Pelouro do Ambiente.

Esta iniciativa inicia-se com o lançamento de um panfleto informativo que apela ao público para colaborar na redução de alimento disponível nas ruas. Ao mesmo tempo, aconselha os proprietários a proteger os seus gatos, evitando que circulem livremente.

Cópias do panfleto serão distribuídas em inúmeros locais, nomeadamente, nos locais de atendimento da autarquia, juntas de freguesia, escolas, lares de idosos, praças da cidade. Estará também disponível no site da CMP, em http://www.cm-porto.pt/.


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Nota do RoP

Esterilizar os animais vadios, fica caro, não vale a pena, são animais... De modo que, o mais prático é aconselhar as pessoas a deixar morrer os animais à fome. Uma iniciativa bem à imagem do híbrido autarca portuense. Já agora, porque não derrubar as poucas árvores que restam no Porto?

23 maio, 2011

Festa do FCPorto, Campeão da Liga Europa 2011

[Futebol Clube do] Porto: clube gigante para Câmara anã


Bem estaria o Porto se a visibilidade que os êxitos internacionais do FCPorto tem obtido para a cidade, desde que Pinto da Costa é Presidente, fosse secundada pelo dinamismo empreendedor do actual Presidente da Câmara. Era bom sinal. Mas, infelizmente, não é isso que acontece, bem pelo contrário. A cidade resiste e cresce, apesar da inoperância camarária, do desleixo urbano, beneficiando [que sortuda!] dos esforços de alguma iniciativa privada, e de uma conjuntura específica, resultante das companhias aéreas low cost, do funcional Aeroporto de Pedras Rubras e do Metro do Porto. Importa referir, que Rui Rio nada teve, ou tem, a ver, com estes factores de dinamismo, pólos de atracção turística local. A Porto Capital Europeia da Cultura de 2001, com a Casa da Música em 1º plano, fizeram o resto.

Quer se goste ou não, é o FCPorto, com a liderança de Jorge Nuno Pinto da Costa, que tem estado sob os holofotes do Mundo, merecendo os mais rasgados elogios dos clubes mais poderosos da Europa e da imprensa internacional... Da Câmara, do seu Presidente, ninguém fala, a não ser por maus motivos. Nem mesmo as campanhas difamatórias, movidas pelos clubes rivais centralistas, acolitados por uma classe política medíocre e oportunista, que a elas se colou, conseguiram destruir a brilhante carreira do FCPorto dos últimos 30 anos.

Rui Rio, tem-se esforçado por convencer os portuenses que é o mais honesto Presidente da Câmara, de todos os que lhe antecederam. Apesar de, aparentemente, ter beneficiado desses créditos durante 3 mandatos, a verdade é que, a gestão de rigor que tanto lhe serviu de bandeira política, começa a ser posta em causa pelos próprios factos. Senão vejamos: comparativamente com o autarca de Gaia, o Porto tem um passivo de 358 milhões de euros, para 244 milhões da cidade da margem esquerda do Douro. Enquanto Gaia dispendeu com pessoal 32 milhões de euros (29,8% do total da despesa), o Porto gastou 61milhões (quase o dobro!)! Considerando que, actualmente, Gaia tem quase mais cem mil habitantes que o Porto [316.000 contra 211.000], e do notável desenvolvimento que Gaia sofreu desde que Luís Filipe Menezes governa a Câmara, ainda estou por saber aonde está o rigor do Rui, e o badalado despesismo do Luís!

Como se estes dados não bastassem, Rui Rio, escolheu a noite de ontem, poucos dias depois das grandes victórias desportivas do FCPorto no Campeonato Nacional e na Liga Europa, e poucas horas após a conquista da Taça de Portugal, para dar uma entrevista na TVI24 a Manuel Luís Goucha, onde, como era previsível foi confrontado com a sua fria relação com o FCPorto! É claro que, Rui Rio tem cada vez mais dificuldade em fingir que a equidistância que obstinadamente mantém com o povo do futebol, nada tem a ver com o desprezo, ou com a frivolidade que lhe corre nas veias. Sobretudo, depois de se disponibilizar para determinado tipo de audiências, como é o da TVi, centralista e anti-portuense... Quem diz anti-portuense, diz anti-portista, é rigorosamente a mesma coisa, em termos objectivos. E ele, Rui Rio, sabe-o, apesar de ter conquistado a Câmara por via do "efeito difusor" do abandonar/virar as costas aos tripeiros, chamado Fernando Gomes!  

Mesmo assim, continuo sem perceber o que o fez ganhar 3 vezes a Câmara! Num aspecto sinto alguma afinidade com Rui Rio, e não está  relacionada com o primeiro nome. É que, enquanto Rio fecha as portas da Câmara ao FCPorto aos seus milhões de simpatizantes, por uma suposta obediência à boa  sanidade entre instituições [a tal promiscuidade], eu também sempre lhe neguei o meu voto. Sempre! Orgulhosamente, quase tão orgulhosamente, como com a melhor e mais nobre instituição da cidade: o FCPorto.

22 maio, 2011

FCPorto 2010/2011 = 4 troféus numa época! Uma coisa normal...

O F.C. Porto fechou a época da melhor forma possível. Conquistou o quarto troféu, depois de ter erguido a Supertaça, campeonato nacional e Liga Europa, agora venceu a Taça de Portugal diante do Vitória de Guimarães. E com um claro triunfo por 2-6. Um poker para a história.

Há muito que o estádio nacional não assistia a um jogo tão eléctrico. Oito golos, sete deles na primeira parte, fizeram da final da Taça de Portugal um espectáculo único e com uma vitória clara e inequívoca do F.C. Porto sobre o Vitória de Guimarães (2-6), na época mais brilhante dos dragões dos últimos anos.

O triunfo do F.C. Porto é a vitória do colectivo, mas também mostra como o conjunto tem valores capazes de surpreender. James Rodríguez acaba por ser o herói do encontro, ao marcar três golos e ao fazer duas assistências. Foi o colombiano quem abriu o marcador, logo no início do jogo, mas o Vitória de Guimarães não se rendeu e chegou ao empate, ao aproveitar uma infelicidade de Álvaro Pereira que marcou na própria baliza, após um canto de Anderson.

O jogo estava vivo e os dragões voltaram à vantagem, na sequência de um belo golo de Varela, a passe de James Rodríguez. Mas os minhotos mantinham-se firmes e ainda empataram por Edgar, outra vez após um pontapé de canto de Anderson. O F. C. Porto teve o mérito de nunca acusar a pressão e chegou à vantagem por Rolando, depois de um cruzamento de James. A vencer por 3-2, os dragões nunca mais perderam o comando do encontro enquanto os vimaranenses ruíam como um castelo de cartas.

Hulk fez o 2-4, na sequência de um canto directo, um minuto antes de o guarda-redes Beto defender um penálti de Edgar. A partir daí, o Vitória de Guimarães caiu ao tapete e sofreu o quinto golo ao cair do intervalo, quando James Rodríguez faz o 2-5 a passe de Hulk.

No segundo tempo, os minhotos apenas fizeram figura de corpo presente, enquanto o F. C. Porto se divertiu a jogar futebol. James Rodríguez fez o 2-6 final. E os dragões conquistam a 16.ª Taça de Portugal da sua história. A terceira consecutiva, algo de inédito na história do clube.

[JN]


19 maio, 2011

O FCPorto no L'Equipe


Il y a trois ans, Hulk évoluait chez les Japonais du Tokyo Verdy. Ce mercredi soir, après un match fantastique contre Braga (1-0), il a soulevé la Ligue Europa avec Porto et a tous les grands clubs européens à ses pieds. Désormais sous contrat jusqu'en 2016, avec une clause à 100 millions d'euros, le Brésilien de 24 ans réfléchit à son avenir. En attendant, il a remporté avec son club un doublé Championnat-Ligue Europa qui pourrait se transformer en triplé s'il bat Guimaraes dimanche soir. Cela couronnerait une saison incroyable de la part d'un Porto qui n'a perdu que trois matches sur 51 joués.

Face au Sporting Braga, en finale de la Ligue Europa malgré un budget inférieur à celui du Mans, ce n'est pourtant pas Hulk qui a marqué le but vainqueur mais l'inévitable Falcao, auteur de sa 17e réalisation de la saison en 14 matches dans cette compétition. Du haut de son mètre 77, l'international colombien (38 buts en 42 matches cette saison) vole au-dessus des défenses. Son 7e but de la tête en C3 est venu au meilleur moment (44e) d'un centre parfait signé Guarin. Jeté par St-Etienne, le milieu des Dragons s'est imposé dans cette équipe qui a remporté son quatrième trophée européen (C1 87, 2004 et C3 2003). Déjà vainqueur deux fois de Braga en Championnat cette saison (3-2, 2-0), Porto a largement dominé cette première finale continentale 100% portugaise (plus de 60% de possession de balle) mais n'aura tiré qu'une fois au but. Avec l'efficacité que l'on sait.

Pour son 19e match européen, Braga n'a pas existé

Tombeur du Celtic, de Séville, Arsenal, Dynamo Kiev, Liverpool et Benfica, le club du Minho a cru bon devoir muscler le jeu à l'extrême pour exister dans son 19e match européen de la saison. Cela a plombé ses espoirs, ses cinq joueurs avertis ne pouvant plus bien défendre face à un Porto joueur. Silvio aurait même mérité le rouge pour un tacle les deux pieds décollés sur Hulk, la cible préférée, à la 30e. Le jour de ses 33 ans, Helton a eu peu de travail puisque Braga n'a rien montré ou presque. Sa seule intervention, à la 46e en duel face au nouvel entrant Mossoro, a été capitale. Les Dragons de Porto, trop grands pour leur Championnat, se trouvent désormais face à un nouveau défi : remporter une troisième Ligue des champions en 2011-2012. Falcao et Hulk devront être plus que jamais porteurs du feu sacré. - Cyril OLIVES

Para nortear...

Futebol Clube do Porto

Ontem, já quase no fim do jogo, James Rodriguez foi criticado por não ter passado a bola a um colega melhor posicionado e ter optado por rematar, hipotecando assim a possibilidade de decidir o jogo inapelavelmente a favor da sua equipa. Apesar de razoável, esta, não foi uma crítica muito oportuna e justificável, porque foi feita a um jovem jogador, tecnicista e inteligente, que tem por [bom] hábito privilegiar o colectivo sobre o individual, ao contrário de Hulk que continua sem perceber que é bem mais jogador quando sabe dosear o seu egoísmo com as suas enormes capacidades pessoais. Sempre que optou por jogar para a equipa, o potencial de Hulk subiu e a equipa beneficiou com isso, projectando para patamares modestos a milionária clausula de rescisão de 100 milhões de euros. Assim, e enquanto não conseguir esse equilíbrio, vai ser mais difícil que algum clube se disponha a assinar um cheque com tantos números caso tencione mudar de clube.

Individualismos à parte, feita meia digestão de mais uma grande victória europeia, é chegado o momento para aqueles "portistas" que, durante estes anos de terrorismo verbal e de conspiração por parte dos inimigos do FCPorto, na pessoa do seu Presidente, se deixaram levar na onda "ajudando à festa", atirando todo o tipo de críticas sobre Jorge Nuno Pinto da Costa, reponderarem a estratégia. É tempo de reverem as suas posições pseudo-independentes, e de refrearem as críticas a um homem que, não sendo providente, nem anjo [e quem o é?], tem demonstrado uma capacidade de liderança ímpar, a nível mundial. Não é possível calcular com precisão do que seria capaz Pinto da Costa se  o FCPorto tivesse o poderio económico-financeiro de clubes como o Manchester e o Barcelona, mas dá para imaginar...

Rui Rio, cinzento e impopular, a esta hora deve estar a pensar: mas por que é que eu não sou como o Niki Lauda?

18 maio, 2011

Futebol Clube do Porto, a Taça da Liga Europa é nossa!

Obrigado a André Vilas Boas! Obrigado ao grande líder Pinto da Costa!Obrigado a todos os jogadores!

E honra ao Sporting de Braga!

El Oporto recupera su sitio en Europa

Se cumplieron todos los pronósticos. El Oporto sólo necesitó 45 minutos para desmontar a un Sporting de Braga que intentó remontar el encuentro hasta el final. De esta manera el conjunto que dirige Villas-Boas recupera el sitio que perdió en Europa. Vuelven los 'dragones' más fuertes que nunca para intentar repetir los éxitos que cosechó a principios de Siglo XXI.

Un error costó la Europa League. El Sporting de Braga perdió un balón en el centro del campo que supuso el gol de Falcao.

Hulk, un escándalo. El jugador brasileño fue uno de los mejores del Oporto y volvió a demostrar que tiene mucha calidad en sus botas.

Villas-Boas, alumno aventajado. El que fuera alumno de José Mourinho demostró que es un gran técnico y que tiene un futuro más que prometedor.

[Jornal A Marca]



Villas-Boas, el técnico más joven que gana una competición europea. El entrenador portugués ha destacado por su dedicación absoluta, persuasión psicológica y una confianza inquebrantable

A quem possa interessar...



... aqui disponíveis para leitura, as linhas programáticas do Movimento Pró Partido do Norte.

Até ver, é o único, do actual quadro político-partidário, que vem de encontro aos interesses dos nortenhos, e aquele que, pessoalmente, me merece o benefício da dúvida. Tudo o resto, é mais do mesmo. Leiam, reflictam e decidam.

Não desperdicem o vosso voto com vigaristas...Deixem a roupa velha para o Natal... Ousem apostar no que é novo!

17 maio, 2011

Justiça

Um bom número de entusiastas cá do burgo, que defendem freneticamente o paradigma da democracia norte-americana, deve ter ficado com algumas dúvidas a pairar no cérebro, depois de assistir à operação relâmpago da polícia nova-iorquina  para capturar, já dentro do avião, o Presidente do FMI,  que se preparava para  regressar a casa, após ter cometido uma das suas habituais tropelias sexuais sobre uma empregada de hotel.

Com mais dúvidas terão ficado depois de o tribunal  recusar o pagamento de 1 milhão de dólares de fiança para manter em liberdade tão "ilustre" suspeito. Sim, porque em Portugal, há ainda muita gente que só vê vantagens no regime democrático americano, mas que continua renitente em copiá-lo no que à Justiça diz respeito. Por cá, só vai parar rapidamente à cadeia, o pé rapado, os Brunos Pidás. Quando os suspeitos são gente endinheirada, ou figuras públicas, a Justiça raramente é célere e implacável. O habitual, nestes casos, é permitir que os processos se arrastem de recurso em recurso, até prescreverem. 

Casa Pia, Lima Duarte, Dias Loureiro, Face Oculta, BPN, Freeport, etc., etc., estão aí para lavar e durar, mas já sabemos de ante-mão qual vai ser o desfecho. Portugal é uma coisa assim, complicada, contraditória, distorcida. Desqualificada. O povo tem o que merece.

16 maio, 2011

Entrevista à rádio Alto Minho de José Carlos Ferraz Alves-PDA/MPPN


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Porto exporta metade da alta tecnologia



Retrato territorial de Portugal

Do Grande Porto sai mais de metade do valor das exportações nacionais de produtos de alta tecnologia, entre computadores, electrónica e telecomunicações. Este "ranking" faz com que no Norte as vendas destes produtos superem três vezes a média nacional.

Os dados, divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística no "Retrato Territorial de Portugal", vão até 2009 e mostram que, entre 2007 e 2009, o Grande Porto, além de ser a sub-região com maior valor nas vendas ao exterior de produtos de alta tecnologia, foi também a que mais contribuiu para as exportações nacionais de computadores, equipamento de escritório, produtos electrónicos e de telecomunicações.

No conjunto do país, as exportações de bens de alta tecnologia pesavam 5,7% no total das nossas vendas ao exterior. Um valor bastante abaixo da média da UE/27 que ronda os 15,4%. Mas, também aqui, o Norte destaca-se, pois, segundo o INE, apenas esta região e a Madeira têm uma proporção de exportações deste tipo de produtos acima do valor médio nacional. No caso concreto do Grande Porto e dos Alentejo Alto e Central, a proporção está ao nível da média comunitária, ou seja, é três vezes superior ao conjunto do país.

Mas o facto de o "Retrato Territorial" incidir sobre o período 2007/2009 e fazer várias comparações com o período 1993/95 faz com que a evolução do perfil exportador esteja naturalmente influenciado pelo efeito da Qimonda, empresa de Vila do Conde entretanto encerrada mas que durante anos ocupou os primeiros lugares do ranking das empresas exportadoras, tendo sido um dos maiores produtores mundiais de semicondutores e chips. Esta circunstância leva o presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte, Carlos Lage, a referir a necessidade de "mitigar o entusiasmo" com estes dados" .

Também o economista Alberto Castro considera que estes dados podem estar influenciados pelos resultados da Qimonda e que poderão não se ter observado em 2010. Ressalva ainda o facto de as exportações de alta tecnologia estarem muito concentradas num reduzido número de empresas, geralmente "muito vulneráveis a fenómenos conjunturais e de deslocalização".

Ainda assim, o Prof. da Católica do Porto salienta que, apesar de os sectores tradicionais continuarem a marcar as exportações da região Norte, observa-se que outros sectores começam a surgir e a crescer.

O estudo do INE mostra ainda que a taxa de cobertura das importações pelas exportações desde 1993 que foi sempre inferior a 100% e com tendência para descer. Mas este retrato nacional reflecte situações bem diversas a nível regional. Basta referir que entre 1995 e 2009, as regiões do Norte e do Centro tiveram sempre uma taxa de cobertura superior a 100%, o que significa que exportam mais do que importam. Em Entre Douro e Vouga, Tâmega e Pinhal Interior a taxa de cobertura chega aos 200%.
[Fonte: JN/Regionalização]

15 maio, 2011

France Football


30 matches : 27 victoires, 3 nuls. 73 buts pour, 16 contre. Tombeur de Maritimo, samedi lors de la 30e et dernière journée du Championnat portugais (2-0, buts de Varela et Walter Silva, photo Reuters), le FC Porto a réussi l'exploit de terminer l'exercice invaincu. Une performance que seul le Benfica avait réussi à réaliser il y a 33 ans de cela, sans être sacré champion au final (devancé par Porto à la différence de buts)... Porto est également qualifié pour les finales de la Ligue Europa (contre... Braga) et de la Coupe du Portugal. Une saison pleine, vraiment...

14 maio, 2011

RTP e similares


Que resposta daria a Administração/Direcção da RTP [e também a dos canais generalistas privados de televisão], se alguém lhes dissesse seca e frontalmente que andam há anos a desempenhar um trabalho sujo e d-e-s-o-n-e-s-t-o? Á imagem dos políticos, manteriam a postura do vígarista e  "chutavam para canto", com  um sorriso cínico de indiferença nos lábios, ou faziam teatro e indignavam-se? Que argumentos teriam guardados para justificar o injustificável, ou para nos provar que estávamos enganados? 

A RTP e a sua administração não é de facto séria, nem goza de boas práticas democráticas. Se alguém tiver dúvidas, valerá a pena perder algum tempo para observar as opções informativas a nível desportivo. Isto, já nem sequer é novidade, é mesmo um costume antigo, mas hoje, terminada a última jornada do Campeonato Nacional, a RTP, empresa sustentada com o dinheiro dos contribuintes, incluindo dos portistas, não considerou prioritário marcar presença na Madeira para assistir ao derradeiro jogo do já Campeão Futebol Clube do Porto e proceder à cobertura do evento. Não! Preferiu dedicar o prime-time aos segundos, terceiros e quartos classificados...

É este o protagonismo que acham dever atribuir ao mérito, aos vencedores. Ou seja, os primeiros não são relevantes, são quem eles acham que deve ser. Democrático...

Que país é este?


O que significa este símbolo?
Que país é este, que após a condenação por um Tribunal Arbitral de uma decisão tomada ilegalmente por um grupo de membros do Conselho de Justiça F.P.F., permite que, logo no dia seguinte, se encham os telejornais com novas conspirações sobre as entidades lesadas?

Que país é este, que continua orfão de uma voz autorizada, capaz de refrear os ímpetos sensacionalistas dos órgãos de comunicação social?

Que país é este, que consente que qualquer pessoa, sem escrúpulos, acuse outra, ou uma instituição, impunemente, dando lastro a novos escândalos, e sobrecarregando a Justiça com não casos?

Que país é este? Não! A culpa não é do país, mas das metástases malignas de uma democracia doente, desregrada e vulnerável, que se permite à manipulação fácil de qualquer canalha, deixando no ar a ideia que o crime compensa mesmo!

Não será antes: que democracia é esta?

Movimento Pró Partido do Norte

O Movimento Partido do Norte (MPN) nasceu a 29 de Maio de 2010. Este movimento surgiu como uma necessidade de defender o Norte e a Regionalização.

Com a queda do governo e a antecipação das eleições legislativas a legalização do MPN ainda não se encontra concluída. No entanto, a crise e o estado do país mais do que nunca apontam para a necessidade de um modelo e uma visão diferente para o país. O centralismo não pode continuar a ser a solução.  Os membros do MPN vão concorrer como independentes às próximas eleições legislativas unicamente nos círculos eleitorais de Viseu, Aveiro, Braga, Bragança, Guarda, Porto, Viana do Castelo e Vila Real, integrando as listas do PDA (Partido Democrático do Atlântico).

Aveiro: Dénis Sousa (Psicóloga); Ricardo Fonseca (Profissional Seguros) e Pedro Miguel Tavares de Almeida Besteiro (Engenheiro).
Braga: José Manuel Lopes Cordeiro (Historiador – Univ Minho); António Manuel Almeida Alves (Maquinista Técnico) e Maria Luísa Ferraz Matos Gonçalves (Médica).
Bragança: Nuno Gomes Lopes (Arquitecto); Maria Zulmira Afonso Cordeiro (Administrativa) e Silvia Patrícia Lopes Santos (Coord. Marketing)
Guarda: Pedro Miguel Ribeiro Boa-Nova Pereira; Marco António Pereira de Oliveira e Ana Lúcia Ferreira Gomes.
Porto: Pedro Luís da Rocha Baptista (Escritor e Investigador); Paulo Mendes Pereira (Engenheiro); Maria Luísa Rodrigues Gradim Santos (Jurista); Jorge Eduardo Fernandes Freitas Monteiro (Jurista) e Alexandre Jorge Rodrigues Ferreira (Arquitecto).
Viana do Castelo: José Carlos Ferraz Alves (Economista); Fernando José Monteiro Marques Beato (Empresário) e Maria da Conceição da Silva Ribeiro (Consultora)
Vila Real: António Pinto Bernardo (Gestor); Nuno Miguel Cardoso Teixeira e Maria Isabel Fernandim Fernandes (Professora).
Viseu: Eurípides Costa (Vinicultor); Cipriano Figueiredo (Operador Cirúrgico) e Sónia Miranda (Fisioterapeuta), 

Os candidatos preconizam como síntese das suas Linhas Programáticas 10 medidas urgentes e imediatas para Portugal:


10 medidas imediatas para Portugal 2011
 1 – Redução para metade do número de ministérios,secretarias de estado, direcções gerais, gabinetes, assessorias, institutos públicos, empresas municipais e regionais.

 2 – Redução de 230 para 180 do número de deputados que devem representar os eleitorados que os elegeram, não os directórios partidários. Criação de Regiões autónomas sem acréscimo de custos, com transferência dos actuais organismos regionalizados para a tutela das Regiões, com excepção da Defesa, Negócios Estrangeiros, Justiça e Administração Interna. Extinção imediata dos governos civis. Fusão da GNR e PSP.

 3 – Tecto máximo de salários em todo o sector público alargado igual ao do Presidente da República. Proibição de pareceres, estudos e consultorias privadas. Admissão por concurso público para todos os cargos dirigentes, sem excepções, acabando com nomeações politicas que não sejam de cargos do governo.

 4 – Reestruturação da Caixa Geral de Depósitos tornando-a um Banco de Fomento para a Indústria, Agricultura, Pescas e Turismo, com departamentos autónomos em todas as regiões. Deslocação das sedes operativas de Institutos, Tribunais Superiores e outros organismos pelas diversas regiões do país.

 5 – Privatização ou extinção da RTP 1 e redução em 80% dos subsídios públicos de forma a manter os serviços da RTP Internacional e RTP África.

 6 – Redução de 25% a 50% da Taxa Social Única e do IRC para as empresas industriais, agrícolas e de pescas que aumentem o número de empregados no país e a produção em cada ano, em proporção com o aumento de emprego e da produção atingida por cada uma. Proibição do aumento de impostos, especialmente os que incidam sobre as famílias de rendimento baixos e médios.

 7 – Alargamento do regime da ADSE a todos os beneficiários da Segurança Social, mantendo os custos por utente iguais ao do Serviço Nacional de Saúde. Substituição do“Rendimento Mínimo” por um Subsídio de Emprego Temporário, colocando esses cidadãos em trabalhos a tempo parcial junto de entidades públicas ou de solidariedade social e de empresas.

 8 – Implantação de um regime de criatividade, concentração, rigor e esforço nas escolas do ensino básico e secundário; redução da dimensãodas turmas. Responsabilização das direcções das escolas e dos professores pelos resultados obtidos, em cada contexto sócio-educacional, nas provas de aferição nacional.

 9 – Alargamento do número de escolas com contrato de associação, com acesso não discriminatório, de forma a dar mais liberdade de escolha no ensino básico e secundário, a custos idênticos ao das escolas públicas.

10 – Tecto nas reformas em 3500 euros em máximo acumulado e devolução das contribuições em excesso em títulos do tesouro.

 

12 maio, 2011

Jornal de Notícias mais amigo do Porto? Ou, um bluff?

Manuel Taveres e Joaquim Oliveira
O futuro director do Jornal de Notícias, Manuel Tavares, disse, esta quarta-feira, que quer consolidar o diário como "marca popular e de qualidade", apostando numa "relação de proximidade" com a população do norte do país.

No dia em que o Conselho de Redacção do JN deu parecer favorável à nomeação do ainda director d'O Jogo para assumir a direcção do título da Controlinveste, Manuel Tavares explicou à Lusa que quer atrair as pessoas que "deixaram de comprar ou que nunca compraram um jornal diário em papel" para que o comprem agora "por verem nele reflectidos os problemas da sua rua, da sua cidade, da sua região".

O Conselho de Redacção do jornal deu parecer favorável por maioria, com uma abstenção, depois de ter ouvido o director cessante, José Leite Pereira, e o nomeado pela administração.

O texto, ao qual a Lusa teve acesso, indica que foram obtidas garantias de que o programa do futuro director, assente na lógica de "jornal popular de qualidade e de proximidade", "não representa uma deriva tabloidizante" nem a "descaracterização" da publicação.

O Conselho de Redacção do jornal encara o programa apresentado como "um esforço de valorização do capital de ligação do JN aos problemas e anseios das populações, especialmente da sua área geográfica de maior influência".

"Eu acho que não há jornais nacionais, isso é uma ficção", afirma Manuel Tavares, que acrescenta não querer dar detalhes sobre projectos e ideias concretas por ainda não ter a equipa da direcção formada e por ainda não ter tomado posse, evento sem data marcada.
[JN]


Nota RoP
Não estou muito optimista [que querem, estou farto de falsas promessas], quanto a grandes mudanças no rumo editorial do jornal. As garantias, e o parecer favorável do Conselho de Redação do jornal, podem querer significar, "se prometeres portar-te bem, damos o nosso aval à tua nomeação" ...   

Esta frase presta-se igualmente a várias interpretações: "não representa uma deriva tabloidizante" nem a "descaracterização" da publicação. Pergunta-se: então o que é que vai mudar? Mais notícias regionais sobre o assalto à gasolineira do burgo, ou uma efectiva assunção de proximidade em termos sócio-políticos? Que a edição Sul é para terminar? Que o JN vai funcionar como contra-balança à imprensa centralista?

Vamos ver. Gostaria muito que o meu "pessimismo" fosse contrariado por um alinhamento editorial mais regionalista. De mansinho...  

Petição por manutenção do projecto na Escola da Fontinha com quase 1000 assinaturas

A petição já existia há 2 semanas, por decisão do grupo de ocupantes da antiga Escola da Fontinha, mas em menos de 2 dias o número de signatários duplicou e cifrava-se em mais de 900 no final da tarde desta terça-feira. A razão é simples: a onda de solidariedade com o projecto que se gerou depois da acção de despejo de terça-feira, que acabou com 7 detidos e o emparedamento da escola.

A petição, dirigida à Câmara do Porto, é uma “ferramenta política” e surgiu por proposta dos vizinhos da antiga escola, diz ao P24 Nuno Carvalho, membro do movimento.

O grupo, que organizou várias actividades na escola e reparou parcialmente o edifício, que tinha sido roubado e vandalizado pouco tempo antes da ocupação, vai participar na próxima Assembleia Municipal do Porto, marcada para segunda-feira, e haverá uma acção de protesto antes da mesma.

Nuno Carvalho diz que o movimento já esperava, em parte, a solidariedade que se gerou, visível em vários sites, nas redes sociais, no bairro e também no discurso de líderes políticos da oposição camarária.

“Imaginávamos isto porque na altura antes de ocuparmos o edifício sabíamos de antemão que este tipo de projecto só seria viável se fosse para os moradores e tivesse o apoio deles. Não estaríamos era à espera de tanto”, diz. Uma teoria para a solidariedade da vizinhança: “É um bairro esquecido da cidade, as pessoas têm revolta”.

O movimento organizou esta terça-feira uma assembleia geral no Largo da Fontinha (que é, para já, o espaço onde continuam a realizar actividades) e decidiu avançar com queixas contra a actuação da polícia. “Houve 2 pessoas agredidas e pessoas que ficaram sem material”, acusa Nuno Carvalho. Em causa, dizem, está a legalidade da acção policial, que, dizem, deveria ter sido precedida de uma notificação.

Pedro Rios [Porto24]

11 maio, 2011

Tribunal considera inexistente deliberação que suspendeu Pinto da Costa


Pinto da Costa, o Líder
O Tribunal Administrativo de Lisboa considerou inexistente a segunda parte da reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de 4 de Julho de 2008, em que este órgão confirmou a suspensão de dois anos do presidente do FC Porto e a descida divisão do Boavista, ambos no âmbito do processo Apito Final, relativo a alegados casos de corrupção no futebol.

Em causa está a polémica reunião do Conselho de Justiça da FPF, a 4 de Julho de 2008. Às 17h55 desse dia, o então presidente Gonçalves Pereira, depois de ter declarado o impedimento do vogal João Abreu para avaliar os recursos em causa, encerrou a reunião.

Já sem o presidente e o vice-presidente na sala, os restantes membros do CJ decidiram continuar a reunião, nomeando Álvaro Baptista novo presidente, e apreciaram os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, confirmando a suspensão de dois anos ao primeiro e a descida de divisão ao clube “axadrezado”.

É esta segunda parte da reunião que o Tribunal Administrativo de Lisboa vem agora considerar “inexistente”.

No acórdão a que o PÚBLICO teve acesso, o tribunal declara “a eficácia das decisões do presidente do Conselho de Justiça registadas na acta da reunião de 4 de Julho de 2008 desse conselho e a legalidade da decisão de encerramento dessa reunião pelas 17 horas e 55 minutos”.

Por outro lado, o tribunal declarou “inexistente a pretensa decisão de continuação da mesma reunião, proferida pelos vogais do Conselho de Justiça, conselheiros Francisco Mendes da Silva, Álvaro Baptista, Eduardo Santos Pereira, João de Abreu e José Salema dos Reis, e, em consequência, inexistentes as deliberações por estes tomadas depois do encerramento da reunião” pelo presidente do órgão.

“Na prática, este acórdão gera uma situação complexa, porque em bom rigor o tribunal diz que a reunião terminou legalmente às 17h55”, disse ao PÚBLICO José Manuel Meirim, professor de Direito do Desporto.

“É como se nunca tivessem existido as deliberações de confirmação dos castigos”, aponta Meirim, acrescentando que “uma das hipóteses é o CJ voltar a avaliar estes recursos.”

José Manuel Meirim afirma ainda que este acórdão do Tribunal Administrativo se refere apenas ao recurso de Pinto da Costa, mas que “pode ser aproveitado pelo Boavista” para eventualmente tentar a sua reintegração na I Liga de futebol. Não é, no entanto, ainda muito claro até que ponto fica em causa a despromoção do Boavista.

O professor de Direito do Desporto sublinha ainda que a “decisão do tribunal é totalmente contrária ao parecer do professor Freitas do Amaral”.

A Federação Portuguesa de Futebol tem agora a possibilidade de recorrer desta decisão para o Supremo
Tribunal Administrativo. 

[in Público]


Nota do RoP
Adorava saber o que vai acontecer com os autores deste grande imbróglio. Se serão, ou não, responsabilizados por todos os prejuízos causados ao Boavista e ao FCPorto e à imagem dos seus dirigentes.

Como escrevi no post anterior, uma Democracia de verdade não pode sobreviver a excessos, sejam eles de poder, sejam de liberdade. Ricardo Costa, ex-dirigente do Conselho de Disciplina da Liga, abusou de ambos, tornando-se o rosto vísivel da tramóia infame e persecutória contra os dois clubes portuenses, conseguindo, inclusivé, a despromoção do Boavista para o terceiro escalão do futebol português e a supressão de 6 pontos na pontuação classificativa do FCPorto na época transacta. A acompanhar os próximos episódios...

Um burro incendiário chamado Laurentino!

O Grande Burro Laurentino

Tenho denunciado, com a persistência que a gravidade da situação me parece  justificar, que os valores da Democracia precisam de ser urgentemente reformulados. Não o faço por gostar de criticar gratuitamente o regime, ou por acaso, os resultados, estão bem à vista. Já nem  falo da crise económica e social, que resulta também da degradação do sistema económico-financeiro internacional, mas antes, da baixíssima qualidade intelectual e política dos governantes que este modelo de democracia permite ascenderem ao poder.

O Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, é apenas um dos maus exemplos que atrás citei. Vou hoje referir-me a ele na esperança de convencer quem me lê, da pertinência das minhas críticas quando, por mais de uma vez, me insurgi contra a participação de políticos em programas desportivos. Antes porém, queria excluir um caso excepcional, que é o do Dr. Pedro Baptista que, como devem saber também colabora num desses programas, e é simultaneamente líder do Movimento Pró Partido do Norte.

Podendo correr o risco de aparentar alguma contradição, este caso específico do Dr. Pedro Baptista, é para mim aceitável e compreensível, levando em conta os baixos recursos financeiros do Movimento para se promover, bem como a total indiferença com que os media generalistas [não] o têm acompanhado. Ao jogo sujo produzido por uma imprensa sectária e de uma televisão alheia a "movimentos" regionalistas, só é possível contrapor usando os mesmos argumentos, ou semelhantes... Por isso, não só apoio a estratégia de Pedro Baptista, como estarei disposto a votar no Movimento do Norte, caso venha a concorrer nas próximas eleições. E resumo em poucas palavras porque o farei.

Numa primeira análise, porque todos os partidos do arco do Poder tiveram 37 anos para mostrar o que valiam, e foram incapazes de provar que valiam grande coisa. Segundo, porque os partidos de oposição revelaram-se acomodados ao bate-papo parlamentar e tornaram-se inaptos para se afirmarem como alternativa aos maus governos. Por último, e em razão dos pontos anteriores, por me parecer razoável dar o benefício da dúvida a quem o merece e ousou avançar com a Regionalização, um tema tornado tabu e repetidamente manipulado por motivos eleitoralistas, tanto pelo PS como pelo PSD. Para estes partidos o meu voto acabou! Ponto.

De volta a essa figurinha [grande em tamanho, e pigmeu em inteligência], que é Laurentino Dias, típico político aparelhista, preguiçoso e incompetente, chamo a atenção dos leitores para as tristes declarações que decidiu fazer sobre a final da Liga Europa que FCPorto e Sporting de Braga vão disputar no próximo dia 18. Com ar de santinho, de quem diz a coisa mais natural do mundo, este abjecto espantalho, resolveu colocar-se ao nível do adepto mais fundamentalista, para dizer que apoiava os bracarenses, sem sequer se preocupar com a sua condição de governante! Depreendam agora, como podem políticos desta envergadura ter a menor ideia do que é o sentido de Estado! De mais a mais, num momento raro para o futebol português, onde pela primeira ocasião na história, se vão encontrar duas equipas nacionais na final da segunda competição mais importante da Europa! 

Com estas afirmações diarróicas, Laurentino Dias, procurou destruir [ou, pelo menos, tentou] o ambiente de paz e fair play que adeptos e dirigentes de ambos os clubes têm sabido criar, mesmo em vésperas de um troféu tão importante!

Agora, digam lá se é exagerada a baixíssima estima em que tenho a classe política. Digam-me, se é a estes protagonistas, a quem temos o dever de respeito e estamos dispostos a conferir poderes para zelar pela nossa segurança! 

Pois é, cá para mim, o lugar desta gente não é na política, nem sequer num lugar público. É na cadeia. Mas isso, sou eu, que sou um democrata sem medo da Lei e que dá valor à ordem.

10 maio, 2011

Vícios e virtudes no centro histórico

Com alguns meses de atraso, a Porto Vivo, SRU volta a ter presidente. Rui Moreira sucede, por cooptação, a Arlindo Cunha. Prevaleceu a vontade do líder da autarquia junto do accionista maioritário - o governo. Mas a escolha do presidente da Associação Comercial do Porto não ocorre por simpatia política de qualquer das partes com poder de decisão, porque Rui Moreira é, consabidamente, crítico das políticas urbanísticas da cidade e das opções do poder central no que se refere ao Grande Porto e ao Norte, designadamente quanto ao TGV, ao Aeroporto Sá Carneiro e à aplicação de fundos provenientes de Bruxelas. Rio, Sócrates e... Manuel Pizarro (secretário de Estado da Saúde, presidente da concelhia socialista portuense e putativo candidato do PS à edilidade tripeira) consensualizaram posições favoráveis ao interesse do Porto e da reabilitação do Património da Humanidade. Na discreta posse ocorrida na passada sexta-feira (na qual esteve presente Rui Rio), ganharam as três partes: o governo de gestão, o presidente do executivo camarário e... Pizarro. Por sua vez, Rui Moreira obriga-se a:

1. demonstrar que não se esquece das pessoas que vivem nas freguesias do centro histórico e que, como sempre defendeu, devem ser parte interessada na existência da SRU, independentemente de novos moradores;

2. atrair investimento estrangeiro;

3. fazer com que a SRU seja um instrumento de facilitação para quem quiser ir viver ou desenvolver negócios na Baixa;

4. usar a sua independência financeira e política para desburocratizar uma empresa com vícios de procedimentos que poderiam levá-la à sua extinção e a destruir um projecto fundamental da afirmação universal do Porto.

Alfredo Barbosa
Docente da Universidade Fernando Pessoa
[Fonte: i]