25 janeiro, 2010

A alternativa dos gestores

Um artigo no PUBLICO de ontem focava a actual organização da CP e as suas consequências para os utentes. Há uns anos a empresa resolveu dividir-se em quatro "unidades de negócios" que funcionam numa lógica de empresas distintas e, pior do que isso, de costas voltadas umas para as outras . São elas : CP Lisboa, CP Porto, CP Regional, e CP Longo Curso. Um dos exemplos dados pelo estudo efectuado pelo jornal, refere-se a uma viagem entre o Bombarral e Vilar Formoso, que há 40 anos demorava 10 horas e fazia-se com apenas um transbordo, e que hoje demora 14 horas e implica utilizar cinco comboios! Outra situação corrente é a impossibilidade de adquirir um único bilhete para viagens que terminem na área duma unidade de negócios diferente daquela em que se iniciou. A CP parece achar natural que cada uma delas venda apenas a fracção da viagem que lhe corresponde. Aliás isto nem sempre é assim, pois pode acontecer que de A para B tenha de se comprar vários bilhetes parcelares, mas no regresso de B para A o utente tenha a boa surpresa de ter a possibilidade de poder adquirir uma única passagem! Será facil imaginar todos os incómodos resultantes da existência de quatro empresas, num território minúsculo como é Portugal, que não se preocupam em sincronizar a sua oferta de serviços , isto para já não referir o capítulo da eficiência. Do ponto de vista de estricta gestão, é possivel que a existência destas unidades de negócios tenha vantagens, mas não houve capacidade de evitar as consequências negativas para aqueles para quem a CP é suposta trabalhar: os seus utentes. Também não se vê preocupação em corrigir o que está mal. E depois queixa-se a empresa de perder passageiros!

Há quem pense que não se deveria levantar problemas deste tipo, que seriam atitudes "derrotistas" próprias de mentes que exultam com o "bota-abaixo", e se comprazem em vincar "os aspectos negativos da realidade" , em vez de realçar o que temos de bom. Será assim?

Eu vejo a questão de um modo muito simples. Em termos simplificados, as pessoas que são nomeadas para dirigir empresas estatais de serviço público como é a CP, têm dois caminhos à sua frente. Ou:
a) Procuram fazer uma gestão profissional de qualidade que, sem descurar o aspecto económico do negócio, tenha como uma das principais finalidades a oferta aos seus clientes de um serviço com um mínimo de qualidade.
Ou:
b)Interessam-se basicamente pelo benefício dum salário normalmente desproporcionado com a realidade económica do país, mais as generosas mordomias que incluem gratificações princepescas ao fim do ano, e fazem a sua comissão de serviço calmamente, sem stress, sabendo que, façam as asneiras que fizerem, terão como recompensa adicional uma ulterior transferência para uma "teta" ainda maior. Pergunto. Qual destas duas é a atitude certa? A resposta fica ao critério de cada um.

APELO AOS COMENTADORES DESPORTIVOS PORTISTAS

Caros portistas, portuenses e amigos,

Rui Moreira, Pôncio Monteiro, Guilherme Aguiar, Manuel Serrão* e José Fernando Rio*, colaboradores dos seguintes programas desportivos:`
Trio de Ataque / RTPN, Prolongamento /TVI24, O Dia Seguinte /SICNotícias e A Bola é Redonda/ Porto Canal*

Até ao momento em que lerem ou tiverem conhecimento do teor deste post [que não posso saber quando será] considero-vos portistas, portuenses e amigos. Desenterrarei inevitavelmente o "machado da paz" se verificar que continuam a participar nos próximos programas como se nada de anormal e grave tivesse acontecido com o nosso clube
Creio ser chegada a hora [já tardia, quanto a mim] de tomarem uma posição conjunta de repúdio por tudo quanto continua a ser feito contra o FCPorto, adeptos e dirigentes. Essa posição só pode ser o abandono das vossas prestações nesses programas. Tenham paciência, esqueçam por algum tempo os cachets, porque o dinheiro não é tudo na vida, nem se pode substituir a questões de carácter e de honra.
No actual contexto, a manutenção da vossa presença em tais programas, ao contrário do que possa parecer, não será mais um sinal de solidariedade dos interesses do Futebol Clube do Porto, mas tão só uma mera manifestação de cumplicidade na realização de um circo criado para vos ridicularizar e ridicularizar o nosso clube. Por mais que se esforcem, as vossas opiniões embora livres acabam sempre por ser distorcidas em benefício dos clubes centralistas, o vosso tempo de antena é frequentemente manipulado a bel prazer das régies e os senhores parecem não se importar. Essa manipulação poderá, em certos casos, não ser muito evidente, mas noutros é-o, e de modo despudorado. Os vossos argumentos podem ser bons, mas são logo arrazados no programa ou noticiário seguinte com mais uma notícia venenosa sobre o nosso clube. Os senhores, não estão entre amigos e parecem não acreditar nisso.
Esta política cínica de contra-informação só não acontece no Porto Canal, [pelo menos, por enquanto], razão pela qual considero ser a única estação de televisão e o único programa do género onde vale a pena manter a colaboração dos adeptos portistas.
Se entenderem levar a ideia avante, podem estar certos que não passará de dar um passo atrás para dar dois ou três mais adiante e prestarão com isso um precioso contributo ao nosso clube. Se continuarem, não só acabarão por perder credibilidade junto da massa associativa e adeptos, como serão ridicularizados.
Decidam-se. Em nome do FCPorto.


Post aberto ao Sr. Presidente da República

Exmo. Sr. Presidente da República,
Parti de um raciocínio simples para me dirigir a V. Exa.
Se o YouTube serviu para publicar escutas de conversas que estão sob segredo de Justiça, a blogosfera também pode servir para me dirigir ao Presidente da República sem grandes formalidades e - o que é mais importante para mim -, sem pesos na consciência de cometer qualquer ilegalidade.
Se V. Exa. pretende terminar o seu primeiro mandato no cargo mais alto da hierarquia nacional provando aos portugueses que Portugal é o tal país uno e coeso que gosta de citar nos seus discursos, faça-lhes um favor: demita imediatamente o senhor Procurador Geral da República.
Estatutariamente, em Portugal, a figura de V. Exa. pouco mais é do que simbólica, mas assim mesmo dispõe de alguns poderes, sendo seu dever cumprir e fazer cumprir as funções que a Constituição lhe conferem. O ponto1 dessas funções diz o seguinte:
«O Presidente da República é o Chefe do Estado. Assim, nos termos da Constituição, ele "representa a República Portuguesa", e é o Comandante Supremo das Forças Armadas.
Como garante das instituições democráticas tem como especial incumbência a de, nos termos do juramento que presta no seu acto de posse, "defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.»
Reza também no ponto 3 dessas funções que:
«No plano das relações com a Assembleia da República, o Presidente da República pode dirigir-lhe mensagens, chamando-lhe assim a atenção para qualquer assunto que reclame, no seu entender, uma intervenção do Parlamento.»
Considerando a extrema gravidade do cenário repetido de violência contra dirigentes e jogadores do Futebol Clube do Porto cada vez que se deslocam a Lisboa, sem que as autoridades civis e desportivas tomem as respectivas medidas de segurança, de repressão e investigação, contrariamente ao que acontece quando os suspeitos de actos semelhantes são supostamente adeptos do FCPorto, começa a ser escandaloso o silêncio a que são remetidos tais actos por parte das instâncias judiciais.
Caso V. Exa. continue a distanciar-se destes acontecimentos como se não tivessem ocorrido, será de sua exclusiva e única responsabilidade toda e qualquer manifestação revanchista de violência que eventualmente possa emergir quando a equipa e os dirigentes do Benfica visitarem o Porto para disputarem os jogos do campeonato.
Acresce - caso V. Exa. não tenha ainda percebido -, que há um homem com funções directivas e disciplinares na Liga Portuguesa de Futebol, que deveria ter sido há muito exonerado do cargo por ser pessoa altamente sectária e desonesta para o exercício do cargo, por ter semeado ódio e violência inerentes às decisões discriminatórias que tem tomado contra o FCPorto, que raiam o foro da provocação e da criminalidade pura. Este homem devia estar na cadeia. Chama-se, caso não o saiba, Ricardo Costa.
Recorrendo ao articulado 3, pode V. Exa., se o entender, enviar à Assembleia da República um aviso sério sobre estes acontecimentos exigindo mesmo intervenção parlamentar. Se não o fizer, será V. Exa., como acima afirmei, o responsável maior por todas as consequências do que puder vir a acontecer.
A opção, está nas suas mãos.

24 janeiro, 2010

Correio do Leitor /JN (enviado por Renato Oliveira)

Data: 01/23/10 22:43:52


ASSUNTO: Página do Leitor


O PAÍS E O DESPORTO ESTÃO NO CAOS

Afirmou o presidente do benfica que o mesmo é Portugal! Será por isso que o País está no estado em que está?

As atrocidades que a equipa do regime vai fazendo sem que os doutos inteligentes da c.disciplinar da liga de Futebol, seja capaz de os parar, como os ataques nos túneis, mesmo dentro do terreno de jogo e através da comunicação social, onde se atira para os YouTube, através do canal vermelho, como no antigo regime, escutas que deviam estar há muito tempo destruídas, de acordo com o sr.PGR!

Entretanto, a comissão disciplinar da liga de futebol decide o caso do túnel vermelho até final de… Fevereiro!!!

Quer dizer, Hulk e Sapunaru não têm direito ao emprego? Onde está o senhor do sindicato?Os mesmos estão suspensos preventivamente há mais de 1 mês e deverão assim continuar, na melhor das hipóteses,por mais dois meses!!!

Durante um jogo de futebol, jogador que dê uma cotovelada no adversário, se não for jogador do benfica (porque atépode dar pontapés no adversário durante o encontro que não é penalizado), é expulso e leva 2 jogos de castigo (15 dias)!

No caso do túnel, dizem os douto-disciplinadores, a pena pode ir até 18 meses!!!

A PIDE NÃO FARIA MELHOR!!!

E já agora que falamos em escutas, pergunto se haverá no País um “cérebro” que coloque no YouTube, as escutas feitas a L.Filipe Vieira, com este senhor a escolher árbitros e decidir mudar de terreno de jogo do Estoril para o Algarve, entre outras “manigâncias” que eventualmente, no futuro, se irão descobrir?

Até no futebol o CENTRALISMO quer dominar contra o único baluarte do futebol português, que por sinal se encontra na região Norte e na cidade do Porto!

Mas duma coisa podemos ter a certeza, o terreiro do paço nunca vergará o povo do Porto e do Norte!

Renato Oliveira

Porto

22 janeiro, 2010

Que reste-t-il de nos amours/Charles Trenet




Temas velhinhos, velhinhos, mas sempre bem vivos. Existem novas versões com novos autores. Cá o rapaz, prefere sempre sempre a versão original.

Bom Fim de semana!

As Escutas, o YouTube e a PGR

Acho completamente ridículas as não notícias. A mais recente, a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, é-me indiferente. Ou melhor, não o é totalmente, porque esta não notícia tem o "dom" de acentuar a tendência oportunista dos actuais protagonistas políticos. Se Manuel Alegre se dedicasse exclusivamente à poesia, que é a coisa que ele melhor sabe fazer , talvez conseguisse preservar a pouca credibilidade que ainda terá enquanto político. Mas, enfim, esqueçamos estes cromos.
Notícia relevante podia ser, por exemplo, a demissão do Procurador Geral da República a seu pedido [o que só lhe ficaria bem], ou por ordem superior. As alíneas a), b) e c), respectivamente, do Artº. 10º dos Estatutos da PGR indicam claramente as competências que lhe estão atribuídas, não restando a mínima dúvida - face à incapacidade por si revelada em vários assuntos - sobre a premência da sua demissão.
Ao senhor Procurador Geral têm de ser atribuídas responsabilidades sobre toda a pouca vergonha que se está a passar na Justiça nacional. Quando, se afirma publicamente, como ele o fez por várias ocasiões, que desconhece o que se passa com temas que deviam estar sob a sua alçada e total controlo, está-se a reconhecer a incapacidade para o desempenho de tão exigente cargo. Não é um reconhecimento assumido, é um reconhecimento induzido por manifesta ignorância, pela mais absoluta ausência da noção das suas obrigações, o que agrava o perigo para a paz social continuar no desempenho das funções.
Qualquer pessoa minimamente esclarecida perceberá que as sucessivas quebras ao segredo de Justiça só acontecem por uma razão, que é, existir dentro da estrutura do Ministério, alguém que tem acesso a informações secretas e as transmite para o exterior. Qualquer homem de instrução mediana, se fosse Procurador, já teria há muito percebido que o 1º. passo a dar seria "limpar" por dentro a estrutura do Ministério Público. Não será tarefa fácil, imaginámos, mas é precisamente pela complexidade destes cargos que é suposto estarem entregues a pessoas altamente qualificadas. Por isso é que lhes são conferidos tão elevados Poderes. Só o Presidente da República o pode exonerar. Ora este Procurador já revelou em muitos processos não ter "unhas" para o bom desempenho do lugar, ou, o que seria mais grave, estar condicionado por outros poderes ocultos, como o do Processo com o mesmo nome...
A divulgação pública no YouTube das escutas é a bôlha [bomba] que [quero crer e espero] acabará por lhe estourar nas mãos, porque coloca as mais altas instituições do Estado abaixo de uma Casa de Putas. Só nos resta a esperança do recurso às instituições de Justiça europeias, porque o circo por aqui está longe de terminar.
Há, seguramente gente, dentro do Ministério, que está ligada aos órgão de comunicação social e que é remunerada* para lhes facultar informação judicial sigilosa. Só pode. E ninguém, a começar pelos próprios media, parece interessado em vasculhar esta nódoa jurídica e social pelos alicerces, que estão neste caso no miolo do Ministério Público. Há, tem de haver, um pacto "de não agressão" estratégico entre os media e os conspiradores/bufos que estão a seu soldo dentro da Procuradoria, por isso o jornalismo de top anda pelas ruas da amargura. Estão todos comprometidos.
A devassa das escutas de Pinto da Costa só prova uma coisa: que ele, Pinto da Costa, está bem acima, intelectual e eticamente falando, deste bando de garôtos que nos "governam".
Ps. A propósito de garôtos. Os Brunos Pidás [pinhas galinhas criminosos urdidos pela pobreza] já foram condenados. Vinte e três anos de prisão. Muito bem senhores Juízes. E o senhor Dias Loureiro, e os pedófilos do Processo Casa Pia, foram para as Seichelles penar? Quantos anos pensam dar-lhes? Trinta? Talvez prisão perpétua, presumo. Façam o favor de propor à Assembleia da República mais uma revisão do Código Penal, porque em Portugal essa pena não existe mas estes casos justificam-na. Não concordam?
*Talvez esteja aqui a resposta que Medina Carreira precisa para as dúvidas que persistentemente tem levantado no programa de sábado à noite na SIC Notícias sobre o enriquecimento súbito de certo agentes políticos...

20 janeiro, 2010

Saber mais sobre a cretinice do projecto TGV



(extraído do blogue Maquinistas.org)

Temos um "Jamais II", ou Lisboa vai ser a "praia" de Madrid?

Abriu a caça ao Braga. O Vaicondeus inaugurou a cerimónia...

Como hoje não tenho tempo para postar sobre assuntos mais sérios, queria aproveitar os parcos minutos de que ainda disponho para abordar um assunto que certamente interessará aos adeptos do futebol.
Quem costuma ver o programa da RTPN "Trio de Ataque" terá seguramente notado na reacção do representante do Benfica José Pedro Vasconcelos quando se falou do Sporting de Braga... Não queria ser demasiado ofensivo, porque há pessoas e pessoas, mas os benfiquistas parecem todos sair da mesma fotocopiadora. O fanatismo e a arrogância cega-os, a tal ponto, que só com imensa dificuldade conseguem ter alguma seriedade na apreciação que fazem dos lances polémicos das outras equipas. Ou, vêem o que mais ninguém consegue ver, quando tal lhes convém, ou então, recusam a ver o que está à vista de todos, quando isso lhes interessa. Que diabo, já que aquele programa desistiu do futebol jogado e se tornou mais num CCAA [Centro de Controlo e Análise de Arbitragens], podiam defender a sua "dama" sem escandalizar, mas está-lhes na massa do sangue a vigarice.

Ontem, foi divertido ver o cineasta de vão de escada a preparar a estratégia para atacar o Braga. Não teve o mínimo pudor de insinuar que o SCBraga anda a ser beneficiado pelas arbitragens e que era preciso começar a discutir os lances polémicos dos jogos em que participa! É indecoroso o vazio de carácter deste homem que se enganou na carreira! O papel de actor ficava-lhe melhor. É que, ele até já manda recados para a régie com propostas editoriais de programação, ciente de que lhe farão a vontade.
O Braga que se cuide, a época de caça centralista foi aberta...

19 janeiro, 2010

Batalhas risíveis?

Se há profissão que neste momento não gostaria de desempenhar, é a de Jornalista. Antes de explicar porquê, peço a atenção do leitor para o pormenor de ter escrito jornalista com maiúscula, porque é só a esses que agora me estou a referir. Aos outros, aos criadores de boatos, aos legionários da comunicação, prefiro nem falar para não vos pôr mal dispostos...
O Jornalismo, se desempenhado com seriedade e independência, é uma profissão de importância fundamental para a Humanidade que pode contribuir para o desenvolvimento dos países e para a qualidade de vida dos povos. Actualmente, jornalistas com J grande há poucos, como poucos começa a haver Homens com H maior.
Como ia dizendo, por esta altura deve ser uma seca para os Jornalistas de J grande escrever sobre política. O que é que eles têm para escrever sobre política e políticos que já não tenham escrito e repetido até à naúsea? Dizia-me hoje o Rui Farinas, naquele seu jeito inconformado que o caracteriza, que se sentia colonizado, sentimento que também partilho e me recuso - tal como ele - a aceitar. Mas, que mais podemos nós fazer com as "armas" que dispomos, que não são nenhumas? Escrever, escrever, escrever. É tudo. Porque armas, no sentido bélico do termo, por enquanto não temos, e se calhar já só através delas é que seremos capazes de nos fazer respeitar.
Contudo, há pequenas batalhas que podemos ir vencendo se mudarmos um pouco alguns dos nossos hábitos. Essas batalhas, tanto eu como o Rui Farinas já começámos a travá-las, embora sem dispormos ainda de dados que nos informem da erosão que poderá provocar no "inimigo". O "inimigo" é Lisboa, não tenham dúvidas, incluindo os que lá vivem conformados e até satisfeitos com o que o Centralismo nos está a fazer. Até hoje, ainda não vi, a partir de Lisboa ou das suas fontes e filiais, nenhum programa televisivo a debater com determinação, objectividade e continuidade, os nossos problemas. Ouvem-se, isso sim e bem, uns assobios "simpáticos" das plateias sempre que se fala do Porto ou do FCPorto. Por aqui, já podemos imaginar quanto podemos contar com a sua solidariedade e "patriotismo"...
As pequenas batalhas de que vos falo poderão parecer ridículas, por quem as avalia à luz do voluntarismo individual, mas podem tornar-se num pequeno grande problema para a megalomania centralista se conseguirmos dar o passo seguinte e que consiste em transformá-lo numa iniciativa colectiva. O segredo dessas pequenas batalhas estará nos nossos hábitos de consumo e na nossa força de vontade pessoal e familiar. Eu, e o Farinas já fazemos isso há muito, e nunca combinámos nada, foi uma iniciativa espontânea. Quando vamos a um supermercado temos o cuidado de observar a origem dos produtos e de os rejeitar se no rótulo do produtor ou do fabricante constar um nome de origem sulista. Vinhos, por exemplo, só os maduros do Douro e do Dão, ou os verdes/alvarinho do Minho os frisantes da Bairrada. Alentejo acabou! De Colares nem pensar!
Quem diz vinhos diz outros bens ou produtos, o que é preciso, é que cada um de nós passe a usar estes critérios selectivos de consumo e os transmita a todos os amigos que partilham do mal do Centralismo. É importante persuadir [se fôr preciso] as nossas mulheres e filhos. É importante convencê-los dos pontos fracos do Centralismo. Eles empobrecem-nos e impingem-nos os seus produtos para os enriquecer, mas nós podemos rejeitá-los, ninguém nos pode obrigar a comprá-los. Isto só será risível se nós quisermos, se não acreditarmos, ou se não resistirmos às cenouras que nos colocam frente ao nariz. Nós somos mais do equídeos, não é...
Sim, sim, já sei que com o tempo o centralismo poderá sempre arranjar forma de bloquear a cadeia do boicote que é, aliás a única coisa que sabem fazer. Quem boicota a Constituição boicota tudo. Mas, enquanto não derem por isso, sempre poderemos causar alguns estragos. Quem sabe? Não custa muito, apenas um olhar atento para as fontes daquilo que consumimos. Além de mais, talvez possamos convencer as empresas beneficiadas do Norte a investir melhor por aqui, noutros projectos, além dos telemóveis e dos Hipermercados.
Talvez lhes consigamos transmitir a coragem que lhes tem faltado para investir em projectos autónomos e ambiciosos de comunicação social, nomeadamente numa operadora de Televisão.
Por que não? Talvez com estas pequenas batalhas aparentemente risíveis possamos vencer uma guerra que não pedimos. Não sei é se temos Povo para tanto.

18 janeiro, 2010

Caçar com gato

Se não estou em erro, foi o químico francês Lavoisier que enunciou o princípio que "a Natureza tem horror ao vácuo". Plagiando, pode dizer-se que " os governos portugueses têm horror às verdadeiras mudanças". Limitam-se às mudanças cosméticas. A última grande reforma de divisão administrativa data de meados do século XIX. Depois disso apenas ocorreram alterações pontuais. A demografia portuguesa sofreu grandes mudanças nos últimos 200 anos, mas a divisão administrativa permaneceu praticamente inalterada. Pior do que isso, criaram legislação para dificultar o aparecimento de novas unidades, mesmo em casos em que se tratava de elementar justiça. Tudo o que foi feito neste campo, reduziu-se a duas iniciativas. Uma foi a chamada reforma Relvas, que não reformou coisa nenhuma porque não funciona, e que aparentemente foi decretada como uma contra-medida estratégica de combate à pretensão da criação das Regiões. A outra, foi a proliferação de passagens de vilas a cidades e de aldeias a vilas. Nada se alterou na vida dos respectivos habitantes, pois trata-se de mais uma manifestação de um velho vício nacional que os últimos governos elevaram à condição de estratégia governativa : dar prioridade ao "aspecto" em detrimento da" substância". "Parecer" é mais importante do que "ser".

A este propósito pergunto-me porque razão, a não ser por conservadorismo retrógado e inibidor, o Porto e partes de Matosinhos, de Gaia, de Valongo, de Gondomar, e talvez da Maia, não constituem uma única cidade, uma espécie de super-concelho (à falta de melhor designação). Sendo certo que qualquer sistema tem vantagens e inconvenientes, penso que a unificação teria um saldo positivo, contrariamernte à actual situação. Por vários e óbvios motivos, essa unificação não poderia tomar a forma de "anexação" feita por um dos actuais concelhos (presumivelmente o Porto) sobre os seus actuais vizinhos. Novas designações seriam necessárias, a orgânica e o funcionamento administrativo teriam de ser alterados. Haveria que utilizar a imaginação e haveria também que estudar o que se fez no estrangeiro em situações similares.

Esta alteração, vantajosa para nós, faria imediatamente nascer uma oposição tenaz do governo centralista. É que o princípio maquiavélico de "dividir para reinar" é bem eficaz, o que o poder central não ignora, até por experiência própria, mas em última instância talvez aceitassem, porque Lisboa teria a possibilidade de responder de forma semelhante, mantendo-se assim como a mais populosa cidade portuguesa, o que para a presunção deles é muito importante.

Seja como for, este aumento de tamanho (700, 800 mil habitantes ?) permitiria uma maior representatividade e força de persuasão junto do poder central. Uma Região administrativa (mesmo sem uma desejavel autonomia) seria certamente mais eficiente para esse efeito, mas penso que regionalização...só daqui a algumas dezenas de anos. Entretanto porque não aplicar o velho ditado "quem não tem cão caça com gato?".

17 janeiro, 2010

Futebol e Centralismo

Não é de agora que o FCPorto para vencer jogos e campeonatos nacionais é «obrigado» a jogar em silmultâneo contra 3 adversários: com o clube adversário/equipa de futebol, com a comunicação social e com a equipa de arbitragem. Se, apesar destes factos [ e por causa deles] os sucessos do FCPorto terminam na sua sublimação, reconhecidos pelos seus imensos adeptos e pela insuspeita opinião pública internacional, também é verdade que lhe têm provocado um desgaste acrescido em relação aos demais adversários.
Não obstante a saga persecutória que lhe vem sendo movida desde há longos anos, através das mais abjectas campanhas de difamação, o clube acaba, melhor ou pior, por resistir e chegar ao fim na frente das competições com menos problemas a nível internacional do que dentro do país.
Internacionalmente, o FCPorto chega até onde os seus recursos financeiros o permitem, superando quase sempre as expectativas, porque não tem de se confrontar com a inveja, o ódio e a profunda desonestidade dos clubes centralistas. Ganha quando tem de ganhar, e perde quando tem de perder, mesmo que, aqui e além, prejudicado por uma má arbitragem, mas sem manobras escabrosas de bastidores, como acontece neste país onde parece reinar a anarquia.
Só não é um país assumidamente anárquico, porque nem a anarquia é capaz de assumir, bastando para tanto alegar-se que dispomos de uma Assembleia Constitucional, um Presidente da República e um 1º. Ministro... Mas, todas estas personagens são de retórica, não servem para absolutamente nada, excepto para si próprios. Como cidadão, sinto que não me fazem a mínima falta. São inoperantes, meras figuras contemplativas de um país imaginário. Se assim não fôra, seria impensável assistirmos às autênticas acções mafiosas infligidas ao FCPorto [e não estou só a reportar-me ao futebol]com toda esta gentinha do governo a assobiar para o ar como se nada de grave se estivesse a passar.
É neste ponto que se atinge o limite do tolerável. Numa sociedade assente em critérios de cidadania minimamente decentes, é também aqui que a Justiça não se faz notar, ou se faz, é pela negativa [que vale o mesmo que dizer, Injustiça], que somos levados a pensar na origem da violência, das guerras e da intolerância. Falámos aterrorizados nos atentados homicídas no país basco, e condenámo-los, porque rejeitamos pura e emocionalmente a violência, mas desprezamos tudo o que possa estar por detrás dela. Nestes casos, somos cínicos, porque nos esquecemos de um detalhe basilar que está sempre na origem e na afirmação de uma nação: uma guerra, uma revolução e a perda de vidas. Não há independências pacíficas. Nós «gostamos» de nos esquecer, quando falámos da luta dos outros, que também por várias vezes tivemos de defender com sangue e armas a nossa soberania. Sobre essa violência, colocámos um manto branco de elevação e exclusividade, como se a dos outros povos fosse diferente e não resistindo ao politicamente correcto, chamamos-lhe terrorismo. É uma forma hipócrita de nos acharmos mais humanos que todos os outros.
O que é que isto tem a ver com o futebol, estarão alguns leitores a perguntar-se neste momento.Tem tanto a ver com o futebol como com qualquer outra coisa. Tem a ver com tudo.
O Porto e o Norte do país, não estão apenas a ser desprezados no desporto/futebol, são-no também na economia e em tudo o resto. O Governo Central não se tem limitado a esquecer-nos, vai mais além, humilha-nos e provoca-nos [o Red Bull é o paradigma mais recente].
O Porto e o Norte não pode contar com as regras democráticas para nada, nem com a Justiça, porque simplesmente não funcionam. O que nos resta, então? Se o diálogo não gera consensos nem soluções, se nem sequer existe, o que nos resta? Lutarmos pela nossa independência? Como? Com palavras, com actos de caridade ou com armas? Se não temos exército, como nos vamos defender? Haverá alguém que acredite que por este andar as coisas terão uma saída sensata? Será que nos querem obrigar a inventar uma Etarra à portuguesa?
Se não querem, se a simples ideia de ver um Portugal minado por Movimentos deste tipo perturba [o que duvido] porventura os responsáveis governativos, porque não começam a mostrar-se ao nível das suas responsabilidades e a arrumar a casa, que é como quem diz, governar com verdadeiro sentido de Estado, e elevação?
O que têm produzido até ao momento, pouco menos é do que semear a desintergração do país, e isso não é próprio de governantes dignos desse nome, mas sim de terroristas no pior sentido da palavra.
PPs.- Há dias, lendo um interessantíssimo artigo no JN sobre a 1ª. tentativa [1891] frustrada da implantação da República e das expectativas ideológicas dos seus mentores, não pude deixar de a relacionar com a fraude do 25 de Abril. Seguramente que, não era este Portugal que os verdadeiros republicanos esperavam quando derrubaram a Monarquia. Seguramente também não seria esta coisa indefinida que o povo esperaria da Democracia...

15 janeiro, 2010

Petição à toa, é Petição inócua

A recente Petição lançada na Net por alguns portistas "Investiguem o Apito Encarnado", mereceu alguns reparos, dada a forma pouco cuidada como foi elaborada, o que me levou a questionar o Site de Petições sobre a sua objectividade.
A resposta aqui vai:
Assunto: Petição Pública

Caro Rui Valente,

O site Petição Pública apenas fornece alojamento gratuito de Petições.

As Petições criadas são da responsabilidade dos seus autores.

No entanto uma Petição para ser entregue aos órgãos de soberania nacional necessita para além do Nome Completo,
também do número de B.I. e a Localidade do signatário. Só após 4000 assinaturas válidas a mesma pode ser entregue.

Neste exemplo que nos remeteu, a Petição não reúne as condições necessárias para ser entregue à Assembleia da República,
no entanto não deixa de ser uma manifestação de descontentamento ou uma chamada de atenção do seu autor, mas a mesma não pode ser considerada válida para a Assembleia.

Caso tenha mais alguma dúvida ou sugestão, não hesite em contactar-nos.

Melhores Cumprimentos,
Petição Pública
www.peticaopublica.com

Nome:Rui Valente
Email:
Descrição:Não é um comentário, é um pedido de esclarecimento.

Apercebi-me só depois de ter assinado a petição "Investiguem o Apito Encarnado" que a mesma é dirigida ao Ministro do Desporto, cargo que pelo que sei não existe no actual Governo. Há sim, um Secretário do Estado para o Desporto (Laurentino Dias). Assim sendo, receio que a referida petição nem sequer reuna as mínimas condições formais para ser devidamente considerada.
Agradeço informação sobre estas dúvidas.

Obrigado e boa tarde
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Tenham um bom fim de semana

Petição online pró Processo Apito Encarnado

Do que é que os bloguistas portistas esperam para assinar a petição para exigir a investigação do processo Apito Encarnado? Querem que lhes levem "o pequeno almoço à cama"?
Eu sou só o Nº.50, e não tenho um blogue exclusivo para o futebol... É muito pouco. Comuniquem uns aos outros a iniciativa. Vamos lá embora, malta. A petição está aqui: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N1050
Observação!
Chamo a atenção para quem tomou a iniciativa de promover esta Petição para os termos em que ela foi colocada, de que não me dei conta em tempo útil, com os quais discordo. É exigida a cadeia para os dirigentes do SLB, que embora a possam vir a merecer, uma petição não pode ser um julgamento público, porque isso foi precisamente o que fizeram com Pinto da Costa.
Quanto a exigir-se uma investigação célere e séria sobre caso Apito Encarnado, estou 100% de acordo. Além disso, a Petição louva-se, mas está muito mal redigida e direccionada. O Ministro dos Desportos, como saberão, não existe mas sim o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, que é. Laurentino Dias. De qualquer modo, agora já está.

"DIREITA OU ESQUERDA" ou antes "ESPERANÇA OU DESCRENÇA" ?

As eleições presidenciais ainda estão longe,a quase dois anos de distância,mas parece que políticos e imprensa não têm nada de mais importante a tratar,e então entretêm-se a inventar candidatos. Acentua-se se eles são de "esquerda" ou de "direita". Pessoalmente esta etiquetagem deixa-me menos do que indiferente. Penso que a maioria das pessoas não são etiquetáveis como se fossem uma espécie zoológica que é preciso classificar cientificamente. Quase todos temos convicções diversas que normalmente representam posições políticas híbridas,isto é, que não se enquadram em rigorosas divisões mais ou menos artificiais.

A que propósito vem esta espécie de filosofia barata? Tem apenas a finalidade de destacar quanto me deixa indiferente, no tocante ao meu sentido de voto, que um presidente ou um governo seja rotulado de direita ou de esquerda. Gostaria sim que esta dicotomia fosse outra, que os candidatos em presença se distinguissem entre os que querem manter esta democracia podre e perversa em que vivemos, e os que tivessem em mente dar uma valente vassourada nas teias de aranha que envolvem a vida política do país. Não pediria, por impossivel, que os nossos políticos se transformassem milagrosamente em seres humanos só com virtudes. Pediria apenas que melhorassem os seus niveis de competência, que a noção de serviço público se sobrepusesse aos interesses corporativos, aos interesses do partido a que pertencem, e sobretudo aos seus interesses pessoais. Por outras palavras, políticos que "servissem" em vez de "se servirem". Políticos que passassem de ocas promessa eleitorais, a promessas mais modestas mas exequiveis. Políticos que confessassem claramente aos portugueses que a nossa Justiça é uma vergonha, e que melhorá-la passaria a ser um grande desígnio nacional. Que reconhecessem que o actual ensino teria de passar a produzir jovens preparados para valorizar o país, em vez da actual política educacional de facilitismo que visa apenas trabalhar (enganosamente) para as estatísticas europeias, "fabricando" impreparados jovens, especialmente os que se limitam ao ensino obrigatório. Políticos que - last but not the least- reconhecessem também que o actual modelo de desenvolvimento económico baseado no crescimento de apenas uma região -Lisboa e Vale do Tejo- acompanhado por um sistema político ultra-centralista, além de profundamente injusto, provou já a sua inadequação ao crescimento do país como um todo. Políticos que reconhecessem que não há sistema mais ameaçador da unidade nacional do que aquele em que vivemos actualmente, e que pensassem na Suissa, país mais pequeno que o nosso, e que no entanto é uma confederação de Regiões, que tem conseguido manter integral a sua unidade, a pesar de rodeado por gigantes (França,Itália,Alemanha) que não desdenhariam deitar-lhe a mão se tal fosse possivel.

Um partido cujo programa andasse à volta destes temas, e de outros igualmente relevantes, despertaria certamente o interesse e o entusiasmo dos portugueses, sem o que continuaremos a vegetar nesta "apagada e vil tristeza" que acompanha a nossa queda num plano inclinado, até profundezas das quais não temos ainda perfeita noção.

Fundamentalmente estúpidos

«Nos anos em que a prova se realizou no Norte a responsabilidade pela angariação de patrocínios ficou a cargo de uma empresa privada. Mas em Lisboa esse risco ficou do lado das autarquias e da ATL»
 «Santana diz que já não pode haver corrida da RedBullno Tejo e acusa Costa de "enorme irresponsabilidade"» - Público.pt

Mas não é esse o padrão? 40% do PIB regional de Lisboa é directamente gerado pelo estado e é a região com a mais desequilibrada balança externa. As oligarquias lisboetas há muito que vivem há custa da "pimenta". Quando falta a "pimenta", parasitam o país. Mas o principal problema deles - e nosso! - nem é sequer serem centralistas. É serem, como li algures, «fundamentalmente estúpidos» porque vão acabar por destruir o país e um dia acordarão isolados numa cidade excêntrica aos eixos populacionais na Ibéria.

13 janeiro, 2010

As sátiras do centralismo

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Luís Filipe Vieira [ao telefone com Ricardo Costa, presidente da comichão indisciplinada da liga]:
- Estás lá, Rica? É o Orelhas, o teu patrão. Ouve lá, quero que arranjes rapidamente forma de castigar mais uma meia dúzia de jogadores do Porto. Só dois, é pouco!
Ricardo Costa, responde:
- Porra pá, já não te bastam essas orelhas de abano para pareceres um burro? Tu não sabes que as coisas não podem ser assim, que têm de ser bem feitas, que tenho de fazer de conta que sou sério? Qualquer dia correm comigo da Liga e depois queixa-te.
LFV:
- Já fizeste coisas bem piores e não houve problema. Os gajos ladram mas não mordem. Estás com medo?
RC:
- Um justiceiro nunca tem medo. Enquanto te chegares à frente para fazer as trafulhices que me encomendas arranja-se sempre coragem...
LFV:
-Tens de castigar mais uns quantos do FCP, porque o Hulk e o Sapunaru não chega. Sabes como os gajos são, podem vergar mas não torcem. Olha, escusavas de fazer fitas com essa merdice de nos instaurares um processo. Mil euros são sempre mil euros.
RC:
-Já te disse que tenho de fingir que sou imparcial, os gajos já começam a falar demais. Posso ser minhoca mas tu também não és nenhum santo...Já te esqueceste como ficaste rico? Não foi só com os pneus, não é...
LFV:
-E não foi, seu jurista de meia-tigela?
RC:
-Foi, mas recheados com muita «drogaria» e da pesada, tu sabes! Eh, eh, eh...
LVF:
-Sei, sei. E sei que temos as costinhas bem quentes. Aquilo de apoiar a recandidatura de Sócrates tem de render juros. Nós somos 10 milhões, não é...
RC:
-Já vais nos 10 milhões pá? Isso é o total da população portuguesa, também não precisas de exagerar.
LFV:
-Quem come 6 milhões, come 10. Temos toda a comunicação social na mão, por isso, a peta pega depressa.
RC:
-Deixa-te de tretas e vê mas é se convences os teus jogadores a darem menos cacetada porque assim é complicado continuar com o nosso SLB ao colo. Já não sei que mais inventar para castigar aqueles fdp. Ainda por cima são a equipa mais disciplinada do Campeonato. Temos cá um azar...
LFV:
-Tá bem, mas vê se arranjas forma de na próxima jornada castigar mais alguns. Se pudesses «arrumar» com o Varela, o Falcão, o Bruno Alves, o Fuci...
RC:
-Pára, imbecil! Queres que castigue a equipa toda? Tenho de parecer sério, já te disse!
LFV:
-Tento na língua, menino, o patrão da Liga sou eu! Então, não podias castigar, ao menos, três jogadores?
RC:
-Todos de uma vez? Estás mas é doido.
LFV:
-Tem de ser, inventa uma Lei qualquer, tu és bom nisso.
RC:
-Por exemplo?
LFV:
-Olha, castiga-os pelas cores do equipamento.
RC:
-Como assim?
LFV:
-Tu és muito criativo, inventa.
RC:
-Hum... deixa ver. Posso alegar que as riscas têm de ser encarnadas para se verem melhor...
LFV:
-É isso. Assim, arrumámos de vez com os gajos e o Campeonato está no papo.
RC:
-Espera lá, estamos a esquecer-nos do Braga, pá! Os gajos ainda vão à nossa frente, porra!
LFV:
-Faz-lhes o mesmo.
RC:
-O quê?
LFV:
-Inventa outra Lei.
RC:
-Já sei. Mando pintar-lhes o equipamento de azul e branco. Assim, sempre podemos criar mais confusão. Se fizerem asneiras podemos castigar os dois clubes ao mesmo tempo. Que achas?
LFV:
-Genital, Ricardo, és o mázimo!
RC:
-Não é genital pá, é genial! Além de analfabeto deves estar com os copos... É máximo que se diz, atrasado mental!
LFV:
-Ok, ok, não precisas de insultar...
RC:
-Então, está combinado! Agora vou para a Liga tratar de «legalizar» o nosso Campeonato. Chau!
Nota do RoP
Humor com humor se paga.

12 janeiro, 2010

Pinto da Costa. O guerreiro estará de volta?

O que vou dizer é pouco simpático para a classe política e para todos aqueles que se governam na sua sombra, mas, para mim é um facto: não há nenhuma figura pública a nível nacional que admire tanto como Pinto da Costa. Isto, dito assim, é perfeito para encontrar na caixa de comentários um rol de "piropos" da parte dos inimigos de PC e mesmo daqueles que não o sendo se auto-convenceram de uma relevância que não possuem.
O apreço que tenho por PC está directamente ligado à total ausência de gente empenhada, aguerrida e defensora de causas. Só tenho pena é que PC, não possa ter vocação para outras "artes" que não a de dirigente de futebol, porque não lhe falta talento e capacidade de liderança para meter num bolso a colossal montanha de dirigentes políticos incompetentes que o 25 de Abril pariu. Nem um se aproveita! Nem sequer um Governo que tenha feito - ainda que episodicamente - pelo país o que PC fez pelo FCPorto, apesar da preciosa colaboração de José Maria Pedroto e de toda a gente de quem se rodeou.
Mas, será que [como alguns parecem espectar] Pinto da Costa só merecerá o reconhecimento das suas qualidades específicas se carregar consigo as virtudes que nem ele, nem nenhum outro homem do Mundo possui? É claro que não, porque estamos a falar de surrealismo. Não há ninguém [com o mínimo de saúde] completamente bom em todas as áreas, nem ninguém absolutamente incapaz. Há, sim, uns que são melhores do que outros. Por isso, quando falo em PC, e digo que o admiro, não estou necessariamente a afirmar que não hajam pessoas avulsas altamente qualificadas nas suas actividades profissionais, porque conhecemos alguns casos - nomeadamente na ciência, literatura e no desporto -, estou a referir-me a alguém que comanda tão só um clube de futebol, que é por coincidência a modalidade desportiva mais apreciada do Mundo e a que mais paixões [e ódios] suscita.
Se compararmos PC com qualquer político contemporâneo, não conseguimos descobrir um único que tenha sido capaz de constituir um governo suficientemente sólido e competente com reflexos imediatos na qualidade de vida do país. Nem antes, nem depois do 25 de Abril. Em Portugal, na história contemporânea, ainda não tivemos o orgulho de poder reconhecer que, do ano X ao ano Y, a maioria da população portuguesa viveu bem. Sempre vivemos com a maldita "crise" às cavalitas para servir de lixívia à inoperância dos governantes.
Pinto da Costa, conseguiu fazer aquilo que nenhum Governo fez: ombrear e mesmo superar países mais ricos e desenvolvidos. Se compararmos os orçamentos das equipas espanholas, inglesas ou italianas mais pobres com as do FCPorto, verificamos que têm quase todas muito mais dinheiro e no entanto o FCPorto já conseguiu vencer competições às mais ricas!
Alguma vez teremos a alegria de poder dizer o mesmo do nosso país e dos nossos governantes? Tenho a certeza que não! Contudo, o Luxemburgo, um minúsculo país com 2. 586 km2 e 500.000 habitantes, é "simplesmente" o país com o maior PIB do Mundo! Nós, temos 10 milhões de habitantes, uma área 92.090 km2 [quase 40 vezes maior], e o registo "glorioso" do país com o PIB mais baixo da Europa Ocidental...
Habitualmente, os governantes desculpam as suas incapacidades com o poderio económico dos outros países [o melhor paradigma é o da vizinha Espanha], mas esquecem-se do Luxemburgo... Já estamos habituados, ou não fossem "eles" do país do fado.
Ontem, Pinto da Costa, fez um convite público às autoridades "nacionais" para investigarem o Apito Encarnado. Veremos se vão continuar a fazer como o macaco da lenda: a não ouvir, não ver, nem comentar...
Benvindo à luta Pinto da Costa. Estamos contigo.

11 janeiro, 2010

Eu sou patriota...

Caros portuenses,

Numa época de profunda crise económico-financeira, de desemprego,em que a região Norte em geral e o Porto em particular, têm gozado à tripa fôrra de todo o tipo de apoios e fundos comunitários solidariamente concedidos pela parte do Governo Central, sinto-me no dever de, como patriota dos sete costados, retransmitir a notícia veículada pelo JN de hoje numa das páginas dedicadas à cultura: o festival de música Rock in Rio, faz hoje 25 anos e regressa em Maio, a Lisboa!
Revelando um elevado senso de equidade e coesão nacional [como «delira» o Miguel Sousa Tavares], a próxima edição do evento será realizada em Lisboa! A 1ª. foi em 2004, em Lisboa, a 2ª. foi em 2006, em Lisboa, a 3ª. foi em 2008, em Lisboa, e a deste ano vai realizar-se em Lisboa... Se juntarmos a este evento - que mobiliza centenas de milhares de pessoas e que gera dez mil empregos directos e 15 mil indirectos -, o Air Race R. B., em Lisboa, teremos fortes razões para rejubilarmos com o sentido patriótico dos nossos governantes.
Por essa razão, queria pedir-vos que se unissem em torno deste nobre acontecimento e que, juntamente com as vossas mulheres e família, começassem a fazer algumas economias para poderem assistir a este galáctico espectáculo sem se esquecerem do dinheirinho para a viagem e estadia...
Por favor, não faltem. O Jornal de Notícias recomenda e a cidade do Porto também...
Ps-Não se esqueçam p.f. de levar o cãozinho e o piriquito. Quantos mais, melhor. Lisboa agradece e os Gatos Fedorentos também.

O Twitt de um tipo de baixo carácter e mentalidade preconceituosa e ressabiada





Fiz questão de lembrar a este senhor que há quem seja mais especialista em incendiar autocarros.



Deste meu post não se depreenda que sou defensor dos actos abjectos que os chamados super dragões variadas vezes têm protagonizado. Só não posso é com crápulas de mentalidade preconceituosa e selectiva.