11 maio, 2010

Dados que são irrefutáveis!

Os novos campeões nacionais, trabalharam bem para o ganharem e merecem.

Objectivamente, o registo dos melhores momentos:
Cardoso - melhor marcador de penaltys em Portugal
Em 30 jogos, 12 desses jogos foram em maior superioridade numérica em campo
Dia 23.08 - Guimarães - Benfica (expulsos Nuno assis e Fávio Meireles
Dia 26.09 - Benfica - Leixões (expulsos Nuno Silva e Pouga)
Dia 26.10 - Benfica - Nacional (expulsos Patacas e João Aurélio)
Dia 31.10 - Braga - Benfica (expulso André Leone)
Dia 12.12 - Olhanense - Benfica (expulsos Djalmir e Miguel Garcia)
Dia 17.01 - Marítimo - Benfica (expulsos Olberdam e Robson)
Dia 02.03 - Benfica - Leiria (expulso Elias)
Dia 02.06 - Setúbal - Benfica (expulso Neca)
Dia 13.02 - Benfica - Belenenses (expulso Bruno Vale)
Dia 24.04 - Benfica - Olhanense (expulso Delson)
Dia 02.05 - Porto - Benfica (expulso Fucile e ... Jesualdo)
Dia 09.05 - Benfica - Rio Ave (expulso Wires)

Sem falar dos túneis que privaram FCPorto e SCBraga dos melhore jogadores (só Vandinho foram 3 meses ... eheheh)

Total - 17 jogadores expulsos em 12 jogos ... em 30 possíveis. (40%)
Cerca de 420 minutos em campo SEMPRE com, pelo menos, MAIS UM JOGADOR.

Nota do RoP:
Estes factos, em si mesmo,  não justificam a época irregular do FCPorto com as consequências que sabemos, mas que são vigarice grosseira, isso é inegável. Factos, são factos. E túneis, também...

10 maio, 2010

O«melhor» ponta de lança da Liga e alegria do Povo

ou a contratação da época. Custou a a adaptar-se, mas conseguiu!!!

Ps.- Última Hora!
Manchester City oferece 100 milhões de euros por Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes

Segundo o canal norte-americano ESPN, o Manchester City já terá feito chegar ao Benfica uma milionária oferta de 86 milhões de euros por Angel Di María e David Luiz.
 
Porém, ao que o IP apurou, o clube inglês pretende ainda levar a maior pérola da equipa encarnada, Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, por quem pretendem pagar 100 milhões de euros para o colocar como presidente da Comissão Disciplinar da Premier League. 
 
Para além de Ricardo Costa, o Manchester City oferecerá ainda 86 milhões de euros pela redacção d’“A Bola”, 40 milhões de euros por Lucílio Batista e 70 milhões de euros pelos membros da CMVM que aceitam os empréstimos obrigacionistas trimestrais do Benfica.


Será que é desta vez?

Clicar sobre a imagem para ler

07 maio, 2010

História de un amor/Luz Casal




Muito antiguinho, mas sempre actual


Bom fim de semana

Teimosia megalómana

Faço parte daqueles portugueses que "torcem" para que haja uma qualquer maneira de parar a insensatez de que Sócrates está a dar provas. Sei que será dificil ultrapassar a sua incomensurável teimosia. Sócrates é daquelas pessoas que não conseguiu ainda destrinçar entre "teimosia" e "persistência", e isto é patente desde que, como ministro do Ambiente, apareceu na vida pública. Cada vez maior número de economistas (agora foi o socialista Vitor Contâncio) está contra obras faraónicas. O homem faz-me lembrar os suicidas com um cinto de explosivos à volta do corpo. Rebentam tudo, eles incluidos. E ainda por cima, como elemento adicional para a minha posição contra, acresce o facto de que as obras que ele está a lançar, mais uma vez só vão beneficiar Lisboa e Vale do Tejo, a região que ao longo dos últimos decénios tem sido beneficiada de toda a maneira e feitio, em detrimento do restante país.

Lisboa necessita de um novo aeroporto neste momento? A Portela+1 não será uma solução válida para muitos anos? Alta Velocidade Ferroviária ? (acabe-se com o parolismo da designação TGV) . Qual o problema de adiar? Uma 3ª AE e entre Lisboa e Porto quando já há duas? Não pode esperar ou ser cancelada? Uma AE entre Vila Real e Bragança quando certamente o actual tráfego entre as duas cidades não atinge os valores que aconselhem a sua construção?

Acredito que em tempos de crises como a actual, investimentos do Estado são necessários, mas em obras que beneficiem a totalidade da população portuguesa, que criem muito e diversificado emprego, que dêm trabalho ao maior número possivel de empresas nacionais, que sejam rapidamente rentáveis, que estimulem as exportações, que estimulem a substituição das importações. Estas são características que ninguém vê (excepto os habituais yes men ) nas megalomanias de Sócrates. Por isso sou contra.

A difusão do roubo


Clicar na imagem para ampliar

Gestores

Que me desculpem os economistas, mas ficará muito mal o Mundo se o entregarmos exclusivamente nas suas mãos. E cá estamos nós outra vez no aparente papel de calimeros. Vistas as coisas pela superficialidade parece que não sabemos fazer mais nada senão criticar. Sabemos sim. Sabemos e gostámos de questionar certos factos paradoxais para os entendermos.

Aqui vai mais um:
a exorbitância das remunerações pagas a gestores públicos e a respectiva relação mérito/benefício.

Depois de ler no Diário Económico as declarações do Presidente da Portugal Telecom [PT] fiquei sem saber com que mais me preocupar. Se com a entrevista em si mesmo, ou com Henrique Granadeiro, o entrevistado. Leiam estas pérolas:

"Aumento de impostos e do desemprego são inevitáveis", 
"Somos capazes de fazer grandes coisas na modernização da administração, mas o problema é que não paramos de crescer em termos de número de funcionários",  
"As tecnologias são inimigas do emprego indiferenciado. Isto não vai lá com paninhos quentes",
"Dos 12 mil funcionários que trabalham para a PT em Portugal, 4 mil são excedentários"

Vamos lá a ver. Se este cavalheiro afirma tais redundâncias o que é que o impediu de as evitar? Não é  também por isso, e para isso, que é principescamente pago? Por que é que estas pessoas teimam em se considerar merecedoras de remunerações milionárias se afinal não dão conta do recado? Se não são capazes de fazer previsões e agir atempadamente de forma a impedir o colapso das vidas de tanta gente?

O entrevistador não foi capaz, por exemplo, de lhe colocar uma pergunta muito simples, que era a seguinte: senhor Presidente, se as tecnologias são inimigas do emprego indiferenciado, serão elas necessárias? Por outras palavras. Em certos casos, o desenvolvimento tecnológico é, ou não, incompatível com o bem estar do Homem? Se a descoberta de uma máquina multifuncional implica o despedimento colectivo de milhares de pessoas que benefício terá ela para o Homem? Porque é que o "passo" tem de ser maior do que a "perna" se o destino é o precipício?

Continuamos a dar lastro a um conceito distorcido do progresso. O progresso tem de pressupor benefícios maiores que as perdas, senão já não é progresso, é oportunismo ou ganância. E é isto que os gestores jamais entenderão, se não houver um mecanismo legal que a tal os obrigue. 

Enquanto preservarmos esta mentalidade estupidamente conservadora, não aprendermos a colocar novas questões e insistirmos em beber informações em fontes poluídas, tudo permanecerá igual, passaremos o tempo a queixarmo-nos da doença, sem desejarmos verdadeiramente a cura.

A governabilidade do Mundo está cada vez mais insustentável, há responsáveis sem responsabilidade, e contudo, os media, continuam a recorrer aos autores do crime para saberem onde pára o bandido.

06 maio, 2010

Há um louco à solta! Atenção, autoridades policiais do Porto!

O que aqui se ouve é uma verdadeira declaração de guerra ao Porto, e uma completa falta de respeito às autoridades policiais do Porto.

É inconcebível que um advogado faça declarações públicas desta natureza. Este homem é um criminoso altamente perigoso. É um louco, um taliban!

Por favor, prendam-no!

Hélder Pacheco, o verdadeiro Homem do Norte


Às vezes, pergunto-me, se pessoas com a sensatez do Hélder Pacheco, seriam capazes de preservar a integridade se tivessem de se envolver seriamente no mundo político-partidário, ou fazer parte do elenco de um Governo.

Esta questão, já a tenho colocado a mim próprio, imaginando-me preso às vicissitudes da política, e confesso que fiquei com dúvidas. Dúvidas, não tanto sobre a minha integridade, mas do que me permitiriam  fazer com ela, sem a beliscar... Sim, porque a partir do dia em que integrasse um partido político tradicional em cujos estatutos constasse a castradora disciplina partidária, talvez hipotecasse a liberdade da minha consciência. 

Admito, no entanto, que tal nunca chegasse a acontecer se, por disciplina partidária, se entendesse a fidelidade absoluta aos objectivos programáticos da governação - sem risco de repetir as mesmas asneiras de outros governantes -, principalmente, usando o Povo e os mais desprotegidos, como bode expiatório para as minhas incompetências.  




Clicar sobre a imagem para ler

05 maio, 2010

PROCURA-SE, em estado mudo ou comatoso!

de Carlos Abreu Amorim (in Blasfémias)

Clicar sobre o título do post

Para que é que serve o Presidente da República em Portugal? 
- Eu respondo, ó Carlos:
serve para afagar o ego do dito cujo e babar a mulher do dito cujo!

Criemos um Movimento para nortear. A sério.

O Porto e a grande região Norte do país precisam urgentemente de se demarcar dos partidos políticos existentes. Não adianta continuarmos a reclamar pelos nossos direitos legítimos ou por justiça porque, da esquerda à direita, os partidos já deram provas sobejas de não se comoverem com os nossos problemas. O crescente desprezo a que temos sido votados nestes últimos 20 anos pelos vários Governos, quer pelo PSD, quer pelo PS, quer mesmo pelos partidos da oposição, não nos deixa outra alternativa: temos de fundar um novo partido político assumidamente vocacionado para o Norte de Portugal.

As nossas motivações são muitas, e profundamente legítimas, porque o Governo continua apostado em ignorar-nos, em penalizar-nos mais do que em nos apoiar. Portanto, temos de esquecer  definitivamente o Governo, o Presidente da República, e os partidos da oposição, porque também eles se mostram acomodados e contaminados pelo carreirismo profissional. A história da actriz [ou lá o que ela é] Inês de Medeiros, e as suas absurdas remunerações de transporte para manter residência em Paris, são a mais recente prova da falta de pudor que assolou a classe política. Teremos de esquecer  rapidamente estes protagonistas e encontrar outros, mais sérios e mais empenhados. 

A decisão de portajar as SCUTS, exclusivamente no Norte, precisamente a região que os Governos ajudaram a empobrecer, os desvios do QREN para a capital, a região mais rica do país, a redução do investimento público, a concentração de eventos culturais e desportivos, e o desvio de outros para Lisboa , extravasaram os limites da decência. Perderam-nos todo o respeito. Só temos, portanto, uma forma de o recuperar: organizando-nos cívica, legal , e politicamente, gerando um grande Movimento coeso e solidário para defender o NORTE de Portugal. Assim mesmo, sem papas na língua nem medos de bichos papões inexistentes. Afinal de contas só estamos a reclamar o que nos têm roubado impunemente. O  povo do NORTE tem toda a legitimidade para estar descontente, decepcionado, revoltado mesmo com a forma discriminatória como continua a ser tratado. Estamos em Democracia, garantem-nos. Então, escolhámos nós próprios quem queremos e como queremos governar-nos.

Não nos iludemos. O futebol, não foge à regra. O que estão a fazer ao FCPorto e aos clubes do Norte em geral [embora com menor impacto, por serem clubes mais pequenos], não é apenas uma consequência de rivalidades desportivas, vai muito para além. Estão a empobrecer-nos não só económica como socialmente. Querem roubar-nos a nossa identidade. Nós somos de uma região historicamente ligada às primeiras raízes do país, e não podemos permitir, só porque se estabeleceu em Lisboa a capital, que ela nos retire o direito ao progresso e à autonomia. Chegou a hora de sermos nós a decidir o nosso destino. Procure-mo-lo daqui para a frente. Continuemos a denunciar as arbitrariedades, mas acompanhemos atentamente a coisa pública, colaboremos abertamente em novos projectos que eventualmente nos possam interessar. Não permitamos que nos dividam, criemos um partido novo. Organizemo-nos. 

PS-Aproveite o tema para responder à sondagem plasmada na coluna à sua direita

04 maio, 2010

Uma história triste.. de um triste pasquineiro

Clique sobre a imagem para ampliar

Já conhecemos o personagem, mas que nunca nos pese a consciência por divulgá-la  à exaustão junto do público mais distraído. E começamos lembrando que este senhor, cuja simpática aparência pode ainda enganar alguns incautos, é tão cobarde que, receando revelar o seu fanatismo pelo Benfica, diz publicamente que é adepto do Paredes... 

Ao contrário do que para aí se prega, as questões de carácter são as que mais e melhor definem os Homens. O resto, para o bem e para o mal, gira à sua volta. Por isso me atrevo a dizer que este indivíduo aparentemente inofensivo, é um tipo muito pouco confiável, e perigoso.

Não é pois de admirar, que escreva drogas como as do artigo aqui plasmado. À imagem da clã centralista, cá o temos a dar corda ao filme de terror protagonizado [por quem havia de ser] pelos sempre eternos vândalos adeptos portistas. Cá está ele, a moralizar, pregando-nos o mesmo sermão moralista dos seus pares das estações privadas. 

Este cretino [é o adjectivo mais suave que lhe posso aplicar], faz de todos nós um público imbecil, incapaz de discorrer que já percebemos há muito o trabalho sujo e obsessivo que anda a produzir contra o FCPorto e os seus simpatizantes. Não o vemos, nem ouvimos, a ele,e aos seus correlegionários igualmente empenhado em criticar o vandalismo, quando os seus intérpretes são outros, e bem mais perigosos. Cala-se, ou aborda muito en passant as barbaridades e o terror que espalham pelos Estádios deste país. Eu vou recordar apenas a MORTE de um adepto sportinguista, a agressão bárbara de um atleta portista - que o deixou em estado de coma -, o incêndio total de um autocarro de adeptos portistas, e mais recentemente as provocações exercidas sobre os atletas do FCPorto no túnel do seu clube. Preocupou-se ele com isso?  É, o preocupas!

Se fosse seu patrão, já estava há muito no olho da rua. Mandava-o embora com este recado: se queres um dia vir a ser um grande jornalista e singrar na carreira, tens de procurar ser  sempre honesto, imparcial. Se demonstrares facciosismo, o público nunca mais irá perdoar-te.

O problema, é que os patrões do Carlos Daniel ainda são piores do que ele. Por isso o promovem, em vez de o despedirem. Tal cachorro, ele é a voz do dono.Os patrões do Carlos Daniel, estão para o jornalismo de sarjeta, como a Tia-Mãe para as casas de putas.   

03 maio, 2010

SOBRE A REGIONALIZAÇÃO


O problema da chamada regionalização vem-se arrastando há anos e alguns dão a ideia de que dela esperam verdadeiros milagres. O que me impressiona é que, em tudo o que tenho visto, há uma grande indefinição que julgo seria importante esclarecer.

Se bem compreendo, os que querem a regionalização pretendem a criação dum órgão político-administrativo entre o governo central e o governo dos concelhos.

Esses órgãos serão, naturalmente, uma Assembleia Regional e um executivo, Governo Regional.

A primeira definição que julgo necessária é a das competências desses órgãos. Não se vislumbrando o aparecimento de novas competências, as atribuições dos órgãos regionais terão de ser retiradas do governo central, ou do governo dos concelhos (municípios) ou de ambos.

Enquanto não houver propostas concretas sobre as competências dos órgãos regionais, discutir a regionalização é um exercício vago. Não é aceitável pensar em criá-las e deixar para depois a definição das suas competências.

Não me surpreenderia se essa fosse a ideia de alguns dos nossos políticos profissionais ou candidatos a sê-lo, aqueles que consideram os seus interesses e não os do país. No que estão interessados é em ter à sua disposição mais algumas dezenas de lugares políticos.

Temos ouvido grandes elogios ao poder local, nalguns casos justificados. Mas também se ouvem as mais severas críticas à sua actuação, como nos casos de urbanismo, de que alguns pontos do Algarve ou o centro de Cascais são bons exemplos.

Também há que evitar que, se houver regiões, elas sejam mais um passo burocrático a acrescentar à vergonha da situação actual e a sobrecarregar os cidadãos com custos e demoras ainda maiores que os actuais. E lembro que qualquer excesso de burocracia é sempre da responsabilidade dos chefes ao mais alto nível, do governo e das Câmaras Municipais.

Um outro ponto a tratar é o do número e limites das regiões.

Com excepção do Algarve, a única região bem definida pela cadeia montanhosa que o separa do resto do Continente, é matéria de grande controvérsia. E se se fizer regionalização é para durar muitas décadas e não para depois obrigar a constantes alterações.

Há, talvez, mais pontos a exigirem ponderação. Mas, pelo menos estes que indico parecem-me que devem ser tratados por todos aqueles que querem a regionalização.

|Professor.Miguel Mota|

(Extraído do blogue Regionalização)

Será que NEGÓCIO do título vai ser rearberto?


O Dragão não congelou o título, porque o título já está há muito negociado com a arbitragem e o Presidente do Conselho de Disciplina da Liga.

O que o Dragão fez, mesmo com árbitros encomendados e cobardes [como bem disse Jesualdo Ferreira] foi dizer categoricamente, que em nossa casa só os portistas festejam!

02 maio, 2010

A representatividade dos deputados

Os deputados representam todo o país e não os círculos por que são eleitos.

Artigo 152, nº 2, da Constituição Portuguesa
Isto quer dizer que legalmente não há vínculos nenhuns, nem formais nem informais, entre os deputados e os eleitores que votaram neles. Por outras palavras, quando os eleitores de por exemplo Porto, Matosinhos ,Baião,Póvoa, etc, etc. votam em determinada lista, segundo a Constituição não votaram realmente nas pessoas que integram essa lista, mas apenas no partido político a que pertencem, com toda a vacuidade que isso significa. Do ponto de vista prático o eleitor não tem controle sobre quem vai representá-lo no seio do Poder Legislativo. Primeiro, porque os nomes dos candidatos lhe foram impostos, com a agravante de que neles constam invariavelmente os execraveis "paraquedistas" que não têm nada a ver com o respectivo distrito. Depois, porque a disposição legal acima citada proibe a representatividade regional. É verdade que a palavra "proibir" não aparece no texto, mas o efeito prático é o mesmo. Esta perversidade da lei fundamental é tão escondida dos eleitores (certamente pouquíssimas pessoas se deram ao trabalho de dar uma olhadela à Constituição ) que a maioria dos portugueses se queixa dos "seus" deputados se eles não se opuseram a tal ou tal medida que seja considerada desfavorável à sua região. Se alguém lhes disser que não há deputados que representem formalmente o seu distrito, a reacção é de incredulidade.

Pessoalmente considero que um sistema eleitoral em que se vota exclusivamente em partidos,minimizando as pessoas, é partidocracia bem longe duma desejável democracia representativa, e que só perdura porque é uma das formas que os partidos políticos em Portugal criaram para preservar o seu domínio sobre a acção política, evitando a entrada de "intrusos". É significativo que nenhum deles fale em revogar esta disposição legal.

A minha convicção pessoal - e se estiver errado, por favor corrijam-me - é de que uma das disposições que também necessita expurgo da Constituição é o nº 2 do art.152.

O barril de pólvora fabricado pelos media

Autocarro de adeptos do FCPorto incendiado por benfiquistas
É Domingo, dia de descanso. Habitualmente, aos fins de semana, limito-me a colocar música para purgar a alma das intoxicações quotidianas. Hoje, vou ter de abrir uma excepção. Estou indignado, revoltado.

 Na véspera de um jogo de futebol, assiste-se pela parte da comunicação social a uma campanha de coacção e pressão sobre os agentes de autoridade que excede todos os limites da tolerância. É uma provocação vergonhosa, uma autêntica declaração de guerra exercida sobre os adeptos de um clube. Os adeptos dos clubes, são cidadãos como quaisquer outros que merecem o devido respeito.   Quero enganar-me, mas palpita-me que logo à noite o jogo entre o FCPorto e o Benfica vai acabar mal, e a comunicação social , com a RTP à cabeça, será, indubitavelmente, a grande responsável por tudo o que de grave vier a acontecer. Eu não tenho dúvidas em afirmá-lo e estarei disponível para servir de testemunha disso em Tribunal, se necessário for.

Antes mesmo de acontecerem incidentes, a RTP e todas as televisões privadas, têm tratado  [impunemente] de fomentar um ambiente de crispação propício à instauração da revolta e da violência. Já não é a primeira vez que o fazem, mas desta, os métodos usados são intoleráveis. Foi um chorrilho de entrevistas à Polícia completamente absurdo e exagerado. Foi um interrogatório digno da antiga PIDE, só faltou mesmo perguntar: prometam-nos que vão mesmo intimidar os portistas, que vão prender e bater! Foi um trabalho de mercenário. 

Os eternos convidados para debater "futebol", sectários homens do regime, destilaram previamente  o seu veneno em cima dos portistas para completarem a estratégia de intimidação. Energúmenos foi um dos piropos com que nos brindaram, foi  apenas das coisas mais simpáticas que pudemos ouvir, antes do jôgo!!! E ainda nenhum autocarro foi incendiado, imaginem se fosse!

A violência gera a violência, e essa espécie de répteis humanóides eternos candidatos a jornalistas, conhece o realismo do provérbio. Contudo, não se coíbem de lançar essas sementes. A violência não se fica por uns vidros partidos, vai mais longe. Mata. E as palavras, o discurso da intoxicação pública, também. Os primeiros criminosos já são conhecidos, chamam-se: media.

Mas, há outros co-responsáveis, ainda mais poderosos. O Governo. As mais altas autoridades do país, não revelaram a menor sensibilidade para a gravidade da situação, para o barril de pólvora que os media estão a montar. Limitam-se a ser cúmplices de uma palhaçada altamente perigosa convencidos que enviar batalhões de polícia para o Porto é uma medida preventiva de segurança.

Se necessário fora, aqui temos outro sólido testemunho da incompetência dos dirigentes da nação no exercício das suas funções.

Se o pior acontecer, serão eles, antes mesmo da comunicação social, os maiores responsáveis. Por negligência.

30 abril, 2010

Bom fim de semana!



Que dupla!!!

Ainda a contradição da Revisão Constitucional

Não há uma consciência padronizada, mas há o senso comum. Mais popular e vertical do que todos os códigos jurídicos do Mundo, o senso comum é uma mistura universal de bondade/inteligência com sentido de justiça. Antes da manipulação das Leis a que o Direito por regra  ou interesse obedece, estará  sempre o bom senso.

Senão, voltemos de novo à ridícula alínea 1) do Artº 51º da Constituição. Se por um lado a alínea 1) diz que «a Liberdade de associação compreende o direito de constituir ou participar em associações e partidos políticos, concorrendo democraticamente para a formação da vontade popular e organização do poder político», por outro, a alínea 4) do mesmo artigo contradi-la, porque «impede os cidadãos do exercício da Liberdade proibindo a constituição de partidos com designação e objectivos de índole e carácter regional»!

Não podendo opinar, por incompetência jurídico-constitucional, no entanto, o bom senso diz -me que estas duas alíneas [1 e 4] se anulam reciprocamente, dado que discriminam o exercício da Liberdade da constituição de partidos políticos, se forem de cariz regional. E penso que discrimina mesmo, porque a Constituição defende a descentralização [embora, o(s) Governo(s) não a pratique(m)].

Artigo 6.º
(Estado unitário)
1. O Estado é unitário e respeita na sua organização e funcionamento o regime autonómico insular e os princípios da subsidiariedade, da autonomia das autarquias locais e da descentralização democrática da Administração Pública.

Artigos constitucionais para ler e deitar fora

Artigo 51.º
(Associações e partidos políticos)

1. A liberdade de associação compreende o direito de constituir ou participar em associações e partidos políticos e de através deles concorrer democraticamente para a formação da vontade popular e a organização do poder político.

2. Ninguém pode estar inscrito simultaneamente em mais de um partido político nem ser privado do exercício de qualquer direito por estar ou deixar de estar inscrito em algum partido legalmente constituído.

3. Os partidos políticos não podem, sem prejuízo da filosofia ou ideologia inspiradora do seu programa, usar denominação que contenha expressões directamente relacionadas com quaisquer religiões ou igrejas, bem como emblemas confundíveis com símbolos nacionais ou religiosos.

4. Não podem constituir-se partidos que, pela sua designação ou pelos seus objectivos programáticos, tenham índole ou âmbito regional.

5. Os partidos políticos devem reger-se pelos princípios da transparência, da organização e da gestão democráticas e da participação de todos os seus membros.
6. A lei estabelece as regras de financiamento dos partidos políticos, nomeadamente quanto aos requisitos e limites do financiamento público, bem como às exigências de publicidade do seu património e das suas contas.

Nota de RoP:
A primeira Constituição democrática da República foi elaborada no ano de 1976. De então para cá, em 29 anos foi revista 7 vezes [1982, 1989, 1992, 1997, 2001, 2004 e 2005]. 

A avaliar pela frequência com que se mexe na Constituição da República [que chegou a ser considerada uma das mais avançadas da Europa], faz-nos pensar que nem o documento legal mais importante do país é para levar muito a sério. Ressalvando o articulado mais revolucionário que justificou algumas adaptações, tem sido completamente excessiva a frequência em alterá-lo. Até o recém eleito Presidente do PSD quer repetir a gracinha para recolocar na Constituição o que já lá estava, e entretanto foi levianamente retirado. No ponto nº 1 do Artº 256º da Constituição de 1976 [Capítulo IV] constava o seguinte:

-As regiões s-e-r-ã-o instituídas simultaneamente, podendo o estatuto regional estabelecer diferenciações quanto ao regime aplicável a cada uma.

Este artigo foi, entretanto, alterado, arbitrariamente, e sem nenhuma razão soberana, para o salazarento ponto 4 do Artº 51º [Associações e Partidos Políticos]:

não podem constituir-se partidos que, pela sua designação ou pelos seus objectivos programáticos, tenham índole ou âmbito regional.

Não será esta absurda "alteração", ela sim, ilegal e profundamente anti-democrática?  Se agora o PSD a quer alterar novamente é porque reconhece implicitamente o erro anterior. Então, para quê perder tempo? Por que é que não ousa avançar com o Processo da Regionalização? A mim, palpita-me que é porque não quer, ou então, porque lhe falta coragem.

Movimento Norte Global*. A acompanhar

Clique na imagem para ampliar 

Obs. - Nunca serão demais estas iniciativas. O importante é dar-lhes apoio e coesão. Igualmente importante é que os objectivos não sejam atropelados por aderentes ocasionais.
* o "global" é invenção minha

29 abril, 2010

Preciosismo centralista


Por acaso, quando a equipa do FClube do Porto vai a Lisboa [vulgo, capital do Império], verifica-se este preciosismo mediático?

Enganam-se sempre na porta. A toca dos vândalos está localizada lá mesmo, no Estádio da EPUL, não era  preciso percorrer 300 kms para fazerem estas fitas.

Ps-A foto é do JN e suponho ser repescada de outros momentos. A minha crítica incide precisamente neste oportunismo mediático. As televisões tratam os adeptos benfiquistas como meninos de côro, só falta mesmo é fardarem os agentes de segurança com o equipamento vermelho.

28 abril, 2010

Populismo de classe

Já repararam que a palavra "populismo", ou populista, é a arma de arremesso  mais usada por políticos e alguns empresários para se atacarem uns aos outros? No entanto, se forem ver ao dicionário, populista, significa amigo do Povo. Então, se empresários e políticos andam, há séculos, a tentar convencer o  Povo que são muito seus amigos, por que é que argumentam com este adjectivo? Só pode haver uma resposta: na realidade, não gostam do Povo. Quando estão a acusar o outro de ser populista, não estão mais que a dizer: ó pá, tu sabes que eu sei que estás a mentir. E na primeira oportunidade, fazem o mesmo. Mentem . Mentem ao Povo de que dizem gostar, sem gostar de populismos... É giro.

Isto, vem a propósito de um fórum na SIC sobre a eventual alteração ao subsídio de desemprego que tinha como convidado o economista Pedro Duque, aquele senhor que costuma participar no programa da SIC Notícias com o polémico Medina Carreira. Tenho uma ideia bastante positiva do Dr. Pedro Duque. Parece-me uma pessoa competente e bastante ponderada. Mas, isto, vale o que vale, porque hoje em dia as questões de carácter foram completamente secundarizadas pela ditadura dos números. E a Economia não passa de um jogo de números. Acho, no entanto exagerado que os senhores economistas tomem a Economia como uma espécie de poção mágica para os males da Humanidade. Há mais vida, para além da Economia.

A dado passo do fórum, Pedro Duque começou a falar sobre a crise económico-financeira,  sobre o desemprego e sobre uma questão muito em moda agora, que são as baixas qualificações da mão de obra portuguesa, para justificar os baixos salários. Deu como exemplo, a empregada de caixa de supermercado, que sendo uma actividade fácil de desempenhar por qualquer pessoa [foi assim mesmo que se exprimiu], não podia almejar ganhar mais do que o salário mínimo. Ouvi isto, e disse cá para mim: também tu, Duque? Será que ainda não percebeste que não há sangue azul? Azul e branco é a Lua, o  Mundo e o FCPorto. Perto do sangue, só as veias!

É claro que, pôs-se a jeito, e teve de ouvir umas respostas desagradáveis da parte de pessoas que não gostaram do paradigma. Porque, pela sua ordem de ideias, as pessoas menos qualificadas estariam condenadas a viver para sempre na miséria. As pessoas menos qualificadas terão sempre de existir, quanto mais não seja para servir as mais qualificadas, mas esse serviço para ser socialmente sustentável tem de compensar quem serve, caso contrário regressámos à idade Média. E não quero pensar que seja esse o ideal-social do Dr. Pedro Duque.

Mais grave, é percebermos que certas pessoas tidas como especialistas em determinadas matérias quando convidadas para as explicar se fiquem pelo meio caminho, nunca vão até ao fim. Ficam-se pelo tal populismo de classe ou pelo corporativamente correcto. Nestes casos, caberia aos apresentadores "puxar" pelos convidados, fazê-los falar, coisa que raramente fazem. Confrontá-los, por exemplo, com os milhares de jovens licenciados no desemprego que têm de recorrer a actividades básicas para arranjar trabalho, se o arranjarem. Essas pessoas são qualificadas, estudaram para isso, e no entanto, não têm mercado, ou no caso de arranjarem trabalho têm de se contentar com os tais ordenados minimalistas. Se o problema está nas licenciaturas, ou no tipo de formação, anuncie-se de uma vez o que se pretende, de que tipo de formação carece mais o mercado. A velha história da cana e do pescador é muito engraçada, mas não funciona se o mandarem pescar no Saara.  O discurso da formação técnica virou moda, mas não pega, porque o mercado é pobre de mais para a absorver. Além disso, as agências de emprego nem sempre são transparentes. Começa mesmo a constar-se que algumas delas direccionam de forma  altamente suspeita as verbas que lhes são concedidas para o efeito. Há pequenas máfias instaladas nessas agências.

É chegada a hora de arejar as mentes das Associações Patronais [CIP's] de as obrigar a fazer jogo limpo, de deixarem de sonhar com o regresso ao passado, com o Salazar. Acabou. Está cada vez mais difícil meter a cabeça na areia, as populações aceitam bem  os deveres se os direitos forem respeitados. Não adianta puxar a carroça para trás. O futuro tem de falar verdade.  

Névoas e novelos na Justiça



Por que será que sem ter bem a certeza de nada, filtrando questiúnculas de poder entre clãs, ressabiamentos mal resolvidos, etc., tudo aponta para que o teor
deste artigo de Paulo Morais corresponda à realidade?

Imagino que casos destes nas Câmaras sejam tantos e tão pouco transparentes que para os descobrir seria precisa uma vida, e no fim, poucos escapariam com as mãos limpas.



Clique sobre a imagem para ampliar





Nota: o sublinhado no artigo do JN é meu.